COLETA DO LÍQUIDO RUMINAL
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COLETA DO LÍQUIDO RUMINAL


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COLETA DO LÍQUIDO RUMINAL 
Coleta do material:
Realizada através da sonda esofágica com bomba de via dupla ou que tenha capacidade de conexão na máquina de ordenha, de modelo longo (2 ou 3 metros), que alcance preferencialmente até o suco ruminal ventral.
É necessário até 500 ml de fluido para a realização das provas laboratoriais, que deve ser processado em até 8 horas após a coleta, quando acondicionados a temperaturas entre 20 a 22º C. Se as amostras forem mantidas sob refrigeração entre 1 e 4o C deve-se examiná-las no máximo em 24 horas. O ideal é realizar as provas logo após a coleta, evitando-se assim alterações bioquímicas indesejáveis.
Figura 1: Transferência de suco de rúmen utilizando a sonda esofágica.
A hora da coleta influencia no resultado, por isso depende da variável que se quer estudar. Em animais sem sinais clínicos, o ideal é que a coleta seja realizada de 3 a 5 horas depois da alimentação.
Parâmetros:
Figura 2: Suco de rúmen coletado.
1) Coloração: a cor depende até certo ponto do alimento ingerido pelo animal, variando do verde oliva ao verde amarronzado, até o verde acinzentado.
Em bovinos a pasto ou que recebam feno de boa qualidade, a cor é verde escura. Quando a alimentação básica do animal é silagem ou palha (alimento seco), a cor é amarela acastanhada. Se o animal ingeriu muitos grãos e concentrados a cor pode ficar do branco leitoso à acinzentada. Já nos casos de estase ruminal (fluxo digestivo parado) prolongada, é esverdeada e enegrecida, devido à putrefação.
2) Consistência: é ligeiramente viscosa, com conteúdo aquoso.
O excesso de espuma está associado ao timpanismo espumoso, como, por exemplo, no timpanismo primário ou na indigestão vagal.
3) Odor: é aromático e forte, mas não é repugnante.
Odor de mofo ou podre em geral indica putrefação de proteína. Um cheiro desagradável intenso é indício de formação excessiva de ácido láctico decorrente de sobrecarga por carboidratos ou grãos. Quando inodoro também está alterado, indicando suco ruminal inativo.
4) pH: pode ser obtido usando kits de tiras ou fitas para avaliação de pH. Varia de acordo com o tipo de alimento e o tempo da última refeição e a obtenção de uma amostra. O pH normal varia de 6,2 a 7,2.
Detecta-se pH alto (8,0 a 10,0) na putrefação de proteína ou se a amostra estiver misturada com saliva. Já um pH baixo (4,0 a 5,0) é encontrado após consumo de carboidrato. Em geral um pH abaixo de 5,0 indica sobrecarga por grãos e acidose lática.
5) Sedimentação e flutuação: consiste em deixar em repouso uma parte da amostra do conteúdo e medir o tempo em que aparecem os eventos de sedimentação e flutuação. O tempo normal esperado é de 4 a 8 minutos. Modificações neste tempo podem estar relacionadas a anormalidades como a ausência de flutuação decorrente de acidose.
6) Atividade Redutiva Bacteriana: adicionam-se 0,5 ml de azul de metileno solução 0,03% em uma amostra de 10 ml do líquido ruminal. Mede-se o tempo transcorrido desde a adição do mesmo dentro do colorante até sua completa degradação dentro da amostra. Com a microflora normal, este tempo fica entre 3 e 6 minutos.
Nos casos de indigestão simples, é maior do que 8 minutos, podendo ficar acima de 30 minutos nos casos de acidose aguda.
7) Avaliação dos protozoários: as características mais importantes a serem avaliadas são a densidade de população e a intensidade de movimentos destes microorganismos. Por seu tamanho, podem ser observados a olho nu em uma amostra recém-coletada. A observação poderá ser feita de forma direta em um tubo de vidro ou em uma gota de líquido em uma lâmina com lamínula sob o microscópio óptico com o aumento de 100 vezes.
Figura 3: Microorganismos do rúmen.
Utilidade
A avaliação do líquido ruminal, além de auxiliar na detecção de anomalias digestivas provocadas pela dieta ou patologias, pode ser utilizada como ferramenta importante de prevenção de doenças metabólicas, assim como no tratamento de diferentes doenças digestivas, através da substituição da flora, por transfaunação (transferência de suco de rumem de um animal são para o doente), utilizando de 5 a 9 litros de um doador.
SISTEMA LINFÁTICO 
A função primordial é a drenagem de líquidos e materiais particulados do espaço 
intercelular de todo o corpo do animal; absorção de nutrientes, principalmente lípides. 
 
Linfangite: inflamação do vaso linfático 
Linfadenite: inflamação do linfonodo 
 
Linfonodos: são órgãos de defesa, que, além de drenagem da linfa, fazem a defesa 
orgânica, estando estrategicamente distribuídos pelo corpo do animal, formando 
cadeias, cada uma responsável pela drenagem e defesa daquela região. T odas as 
cadeias estão simetricamente dispostas nos dois lados do corpo. 
Ex: cadeia da região parotídea: drena a região do ouvido e da parótida; 
Cadeia retrofaringeana: drena a região da faringe e da garganta do animal (aspecto 
interno da cabeça). Cadeia mandibular, drena a região ventral da cabeça. Cadeia 
cervical superficial ou pré-escapular: drena as orelhas, pescoço, peito e escápula; 
cadeia sub-ilíaca: drena a região posterior do tronco e craniolateral da coxa; cadeia 
mamária: úbere e aspecto interno posterior das coxas; cadeia escrotal: órgãos genitais 
masculinos externos; poplíteos: estruturas distais ao linfonodo, perna e coxa; por 
palpação retal em bovinos: cadeia da bifurcação da aorta: drena a cavidade abdominal 
e ileofemorais. 
 
Quando verifico alteração em apenas um linfonodo de uma cadeia, temos uma alteração 
local. Quando a alteração ocorre em linfonodos de uma mesma cadeia, então a 
alteração é regional. Alteração sistêmica ocorre quando todas as cadeias de linfonodos 
estão comprometidas. 
 
Importância do exame dos linfonodos: além de ser t ecido ou órgão próprio e, portando 
sofrer alterações próprias, nos dá informações do estado de saúde g eral do animal, ou 
seja, pode indicar doenças em outros sistemas. Além disso, informa se a doença é local, 
regional ou sistêmica. Linfonodos examináveis: são todos aqueles a que temos acesso, estando saudável 
ou doente.
Bovinos: parotídeos, submandibulares e retrofaríngeos, cervicais superficiais, sub -
ilíacos, r etromamários ou escrotais (também chamados de ing uinais), íleofemurais, 
bifurcação da aorta. Linfonodos palpáveis: cervicais superficiais, sub-ilíacos, 
retromamários ou escrotais, ileofemurais, bifuração da aorta, sendo os dois últimos por 
palpação interna. 
 
Equinos: submandibulares, parotídeos, retrof aríngeos, cervicais superficiais ou pré -
escapulares, sub-ilíacos. Linfonodos palpáveis: submandibulares, cervicais superficiais 
ou pré-escapulares, subilíacos e mamários ou escrotais.
Técnica de exame: primeiro examina-se uma cadeia de um lado e depois vai para a 
cadeia contralateral comparando-as. Somente depois de f azer a comparação é q ue se 
passa apara a cadeia seguinte. Começar pelas cadeias da cabeça e seguir em direção 
a região posterior do animal. Nunca saltar cadeias ou inverter a sequência. 
 
- Inspeção: volume, forma, presença de fistulas. 
 
- Palpação: volume, forma, consistência, sensibilidade, mobilidade, temperatura, 
superfície. 
 
- Métodos auxiliares: punção, biópsia, ultrassonografia
Vantagens da via enteral:
A distribuição do fármaco circulação é lenta após a administração oral, evitando-se assim a ocorrência de rápidos níveis sanguíneos elevados, alem disso, existe uma menor probabilidade de efeitos adversos.
As formas posológicas disponíveis para administração enteral são convenientes e não exigem uma técnica estéril.
Desvantagens da via enteral:
A taxa de absorção varia, esta variação torna-se um problema se o efeito terapêutico desejado de um fármaco for separado de seus efeitos tóxicos por uma pequena faixa de nível sanguíneo.