Prévia do material em texto
UNIVERSIDE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS COORDENAÇÃO DO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA COMISSÃO DE ESTÁGIO RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO EM ENSINO INFANTIL FABRICIO LIRA SANTOS Seropédica - RJ 2017 UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO – IE DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS – DEFD RELATÓRIO DE ESTÁGIO OBRIGATÓRIO – ENSINO INFANTIL Relatório de estágio obrigatório no ensino infantil, apresentado à Comissão de Estágio do Departamento de Educação Física e Desportos, como pré-requisito para obtenção de aprovação no cumprimento do estágio, DEFD – IE – UFRRJ. Seropédica - RJ 2017 ÍNDICE INTRODUÇÃO...................................................................................................1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO AMBIENTE DO ESTAGIO ... ................................2 METODOLOGIA NA PRÁTICA PEDAGÓGICA.................................................3 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...............................................................................4 REFERENCIAS...................................................................................................5 1. INTRODUÇÃO Estudos apontam a importância do estágio supervisionado como componente curricular obrigatório na formação de docentes, elementar nas licenciaturas. A preocupação em proporcionar ao discente a vivencia da prática, tem sido alvo de discussões de diversos autores. Acredita-se que nesse momento há uma construção da identidade profissional do estagiário. A literatura aponta que a identidade é inacabada e está em constante desenvolvimento (DUBAR, 1997), a problemática a ser desenvolvida seria formar o professor sem ter o contato com a prática e não podendo desenvolver a sua identidade. Assim pode-se afirmar que irá receber influencia do meio e do contexto inserido. “A identidade é entendida aqui como um processo de construção social de um sujeito historicamente situado.” (IZA et al,2014, p;275). A reflexão sobre as práticas docentes e as teorias educacionais, a elaboração e implementação de projetos, a realização de observações e a intervenção sob supervisão especializada, deve fazer parte da carga horária destinada ás licenciaturas no estágio supervisionado. (BRASIL, 2002; 2001, 2015) Assim, a reflexão sobre a prática, pensar a prática, acaba desempenhando papel fundamental na formação do professor, impede que ocorra uma mecanização na forma de passar o conteúdo, promover habilidades e competências propostas. Segundo o autor: A prática docente abarca uma complexidade de ações orientadas por diversos condicionantes, tais como as condições sociais em que operam as implicações nas relações com os alunos e demais professores, as condições materiais e de infraestrutura, os planos de carreira, as políticas públicas, entre outros (Rufino, 2017, p. 395). Ao decorrer do curso, aprende-se que prática é vista como ferramenta fundamental do processo ensino-aprendizagem, logo na formação do professor, seria contraditório ser diferente. A transição aluno- professor deve ser bem trabalhada, pois mesmo depois de se formar professor, deve estar sempre disposto a aprender. Fornecer vivências com papel do professor é fundamental para a licenciatura, segundo Pires (2017) são cruciais para o entendimento dos papéis da docência e da elaboração da identidade de ser professor. 2. CONTEXTUALIZAÇÃO DO AMBIENTE DE ESTÁGIO O estágio é realizado no Colégio Fernando Costa, mantida pela Fundação Professor Waldemar Raythe, localizado na Rua Universidade, Bairro Ecologia do município de Seropédica, no Estado do Rio de Janeiro. Instituição particular que promove ensino de qualidade para moradores da região. O colégio abrange desde o ensino infantil até o ensino médio, fundado em 1951, as salas são bem antigas, com tablados que nos quadro negro que traz a memória da época em que a imagem do professor estava acima do aluno, ditadura. Um campo de futebol é quadra esportiva é o palco das aulas práticas, além de espaços alternativos como o pátio, bem extenso e um parquinho que pode ser usado em aulas com teor recreativo. Há uma sala de vídeo bem equipada com acesso à Internet, uma biblioteca. A escola dispõe de uma sala com tatame que é usada nas aulas no período vespertino para as aulas de Judô. Em relação ao material, apesar de ser um colégio particular, não há material condizente com toda a estrutura do colégio, os cones deteriorados, bolas perderam o revestimento, o único material aparentemente novo, as bolas de vôlei fazem parte de um projeto para estudantes que treinam em horário extracurricular. A orientação foi dada pelo professor Elionai Ribeiro, recém-formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, onde ele dispõe das suas aulas para uma intervenção dos estagiários, nos horários anterior ao almoço de quarta feira, apesar de ser professor novo, ele supervisiona um bom número de estagiários. A sala de professores é bem confortável, um ambiente calmo que reunia os docentes a conversar entre os intervalos e horários vagos, dispunha de uma mesa de reunião onde houve confraternização do dia15 de outubro, dias dos professores, mas também ao decorrer do estágio foi presenciada uma discussão desconfortável sobre reserva de Datashow. A equipe de docentes reclamavam sobrea ausência dos pais em eventos do colégio, em educação dos alunos, e da presença massiva quando havia motivos de reclamação. Ou seja, o contato com os pais não ocorreu no período do estágio. As turmas têm número bem reduzido de alunos em comparação à realidade de escolas públicas do mesmo segmento. As geralmente eram ministradas no campo de futebol onde os alunos se sentiam motivados à prática, as professoras responsáveis pela turma em outros horários sempre acompanhavam as aulas e auxiliavam, pois os alunos sempre dispersavam para irem ao banheiro e beber agua. O horário inicialmente era um empecilho, pois sete e trinta da manhã os alunos estavam chegando atrasados e sempre sonolentos, mas a segunda turma, o horário anterior ao intervalo, raramente havia faltosos. METODOLOGIA NA PRÁTICA PEDAGÓGICA No inicio do estágio não houve um planejamento para com a turma, o primeiro contato foi só observação e uma avaliação dos alunos. Nesse momento, o papel do estagiário mesmo auxiliando com o material da aula. No decorrer do estágio, já com a turma habituada a minha presença nas suas aulas, houve uma maior participação, no período da intervenção. Tive total apoio para conduzir as aulas. Objetivando essa co-condução e condução das aulas foram em sua essência, habituar a turma, paulatinamente, a introdução no comando dentro de sala e em quadra, para que os alunos não dispersassem e assumissem o controle da aula. O planejamento ocorreu junto ao supervisor, pela faixa etária, optamos por trabalhar o desenvolvimento motor das crianças, logo os planos de aula foram planejados em atividades óculo-manuais e óculo-pedais. Todo objetivo do plano estava embutido em brincadeira, para melhor condução, usamos o lúdico, acreditamos ser o mais apropriado para o segmento, atividades como bola ao centro, passar a bola, acertar o alvo, foi bastante explorada. A inserção de jogos para as ultimas aulas foi aceita pelas turmas de um modo em que os alunos não queriam abrir espaço para outras atividades. A avaliação das ocorreu por caráter informal, rodas de conversas com o supervisor e estagiários conversando sobre os pontos positivos e negativos das aulas, apontando os erros cometidos e indicando as possíveis melhoras. 4- CONSIDERAÇÕES FINAIS A realização do estágio neste segmento foi muito enriquecedora, percebi que nesta faixa de idade que os alunos são o mais motivado o que proporciona uma melhor aula, neste aspecto, não foi observado diferença da escola particular com as escolas publica com que tive experiências anteriores.As dificuldades encontradas foram os recursos para ministrar as aulas, não tive acesso a todos os materiais do colégio, mas as aulas tiveram uma boa participação dos alunos. A maior facilidade foi a versatilidade da aula em relação ao espaço, onde no dia de intervenção, ao começar a chover e impossibilitar de usar o material que não havia sido recolhido no dia anterior por outros estagiários, a aula foi conduzida na sala com tatame e um plano secundário foi dado, causando a impressão que sua prática foi melhor que o planejado. Em relação à comissão do estágio, uma boa parte das tensões criadas, poderia ser evitada, a comunidade universitária tem ciência que outros cursos de licenciatura não possuem essa burocracia com o estágio, as declarações na Divisão de Estágio são suficientes para a conclusão do estágio, não há apresentação do estágio e nem reuniões periódicas, sabemos que foi proposta com a melhor intenção, e sabemos da sua importância, mas há reclamações frequentes sobre as reuniões. Aproveito este escrito para agradecer o professor Diogo Muniz, orientador do estágio, por suas ótimas contribuições e relatos sobre a conduta e postura do professor na escola, que me ajudou bastante ao lidar com a faixa etária do ensino infantil. 5- REFERÊNCIAS BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Conselho Nacional de Educação. Parecer-CNE/CP, n. 27, de dois de outubro de 2001. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/027.pdf jul. 2015. BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Resolução CNE/CP dois, de 19 de fevereiro de 2002. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CP022002.pdf. BRASIL, Ministério da Educação e Cultura. Resolução CNE/CP 2, de 1 de julho de 2015. Disponível em: <http://www.abmes.org.br/legislacoes/visualizar/id/1750>. Acesso em: 30 jul. 2015. Dubar, C. (1997). Para uma teoria sociológica da identidade. In C. Dubar, A socialização: Construção das identidades sociais e profissionais (pp. 103-120). Porto: Porto Editora IZA, Dijnane Fernanda Vedovatto et al. Identidade docente: As várias faces da constituição do ser professor. Revista Eletrônica de Educação, v. 8, n. 2, p. 273-292, 2014. PIRES, Veruska et al. Identidade docente e educação física: Um estudo de revisão sistemática. Revista Portuguesa de Educação, v. 30, n. 1, p. 35-60, 2017. RUFINO, Luiz Gustavo Bonatto; BENITES, Larissa Cerignoni; DE SOUZA NETO, Samuel. ANÁLISE DAS PRÁTICAS E O PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA: IMPLICAÇÕES PARA A FUNDAMENTAÇÃO DA EPISTEMOLOGIA DA PRÁTICA PROFISSIONAL. Movimento (ESEFID/UFRGS), v. 23, n. 1, p. 393-406, 2017.