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Biossegurança e Controle de infecção

Apostila sobre biossegurança e controle de infecções hospitalares: define biossegurança, conceitua colonização e infecção, infecção hospitalar e tipos, vias de transmissão, fatores de risco, curso da infecção, epidemiologia e barreiras primárias com exemplos de EPI (luvas, máscaras, uniformes).

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Biossegurança Prof. Emanuel Almeida
Está em segurança, significa não
correr riscos, estar confiante sem
causar qualquer dano.
Biossegurança
• Definição:
É o conjunto de normas e procedimentos
considerados seguros e adequados, à
manutenção da saúde em atividades de risco e
de prevenção de aquisição de doenças
profissionais.
O termo biossegurança vem da palavra bio = vida,
associada a palavra segurança, ou seja trata-se da
segurança que devemos ter para manter a vida
precavendo para que nenhum imprevisto aconteça.
A ANVISA define biossegurança como a condição de
segurança alcançada por um conjunto de ações
destinadas a prevenir, controlar , reduzir ou eliminar
riscos inerentes á atividades que possam
comprometer á saúde humana. animal e o meio
ambiente.
Prevenção e controle de infecção 
hospitalar
Microbiologia Aplicada ao Controle de 
Infecções Hospitalares
• Colonização: 
É a presença de microrganismos em um hospedeiro, com
crescimento e multiplicação, mas sem invasão no corpo.
• Infecção: 
É a entrada e multiplicação de um agente infeccioso nos tecidos
do hospedeiro, com dano tecidual. A reprodução desses micróbios
produz lesões no hospedeiro, devido as toxinas produzidas pelo
microorganismo ou á multiplicação intracelular.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
• Segundo o Ministério da Saúde:
“Infecção hospitalar é qualquer processo infeccioso
adquirido durante a permanência do paciente no
hospital ou após a sua alta e que possa ser
correlacionada à hospitalização ou procedimento
hospitalar, como por exemplo, uma cirurgia”.
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
• Considera-se infecção hospitalar toda manifestação
clínica de infecção que se apresenta a partir de 72
horas após o internamento.
TIPOS DE INFECÇÃO
• Infecção comunitária: é aquela detectada no ato da
admissão do paciente desde que não seja relacionada com
internação anterior no mesmo hospital.
• Infecção cruzada: transmitida de paciente a paciente
geralmente através das mãos dos profissionais de saúde e
que também é considerada infecção hospitalar.
COMO SE ADQUIRE?
Qualquer pessoa internada em ambiente
hospitalar para tratamento está sujeita a
contrair uma infecção hospitalar.
Infecção hospitalar está diretamente
relacionada ao:
• Tempo de internação;
• Procedimento a ser realizado.
COMO SE ADQUIRE?
UTI’s e Centro Cirúrgicos são locais onde há
muito mais chance de o paciente contrair
infecção.
• Os microrganismos, nas instituições de saúde são 
transmitidos por diversas vias e o mesmo microrganismo 
pode ser transmitido por mais do que uma via.
• São cinco as principais vias:
• 1. contacto
• 2. gotículas
• 3. via aérea
• 4.veículo comum (via hídrica ou entérica) 
• 5. e por vetores.
COMO SE ADQUIRE?
CURSO DA INFECÇÃO
• Período de incubação: intervalo entre a
entrada do patógeno no organismo e o
aparecimento dos primeiros sintomas.
• Estágio Prodrômico da doença: Estágio inicial
de uma doença, manifestada por sinais e
sintomas precoces (ex. mal estar, febre).
CURSO DA INFECÇÃO
• Estágio Completo da doença: O paciente
manifesta sinais e sintomas específicos ao tipo
de infecção.
• Convalescência: Os sintomas agudos de
infecção desaparecem; a duração da
recuperação depende da gravidade da
infecção e do estado geral do paciente.
Comportamento epidemiológico das infecções 
hospitalares
• As infecções hospitalares ocorrem a uma taxa de
5 a 10% das admissões, em média.
• Infecções do trato urinário, infecções de ferida
operatória e pneumonia representam cerca de
80% das infecções hospitalares.
Transmissão de microorganismo no ambiente 
hospitalar
Os pacientes podem ser infectados com bactérias
adquiridas de fontes endógenas e exógenas:
• Fontes Endógenas: microorganismos da flora
endógena podem causar infecção como
resultado da invasão da flora normal em
pacientes com redução das defesas
(imunossuprimidos).
Transmissão de microorganismo no ambiente 
hospitalar
• Fontes Exógenas: a transmissão de
microorganismos de fontes exógenas pode ser
feita através das mãos, ar ou por ingestão de
água ou alimentos contaminados.
Fontes de risco favoráveis à infecção
Relacionados ao paciente:
• Idade;
• Estado nutricional;
• Estresse;
• Hereditariedade;
• Doenças crônicas;
• Terapia Imunossupressora;
Fontes de risco favoráveis à infecção
Relacionados ao paciente:
• Higiene adequada;
• Terapia respiratória;
• Tratamento intravenoso;
• Nutrição parenteral.
Fontes de risco favoráveis à infecção
Relacionados ao pessoal:
Falta de observância rigorosa:
• Nas técnicas de lavagem e escovação das mãos;
• Nas técnicas assépticas no manuseio do material
esterilizado;
• No uso de equipamentos de proteção (luvas, máscara,
aventais, etc.)
EPIs
Barreiras de contenção
BARREIRAS PRIMÁRIAS
Equipamento de Proteção Individual-EPI
São empregados para proteger o profissional de
saúde do contato com agentes infecciosos, tóxicos ou
corrosivos, calor excessivo, fogo e outros perigos.
Barreiras Primárias
– Luvas (de procedimento, estéreis)
–Máscaras ( cirúrgicas, N95, Máscara com 
Carvão Ativado)
–Uniformes (limpos, estéreis, plástico, 
descartáveis), jaleco, capotes estéreis, e 
descartáveis
– Protetor facial ou óculos de proteção
– Sapato, botas.
–Óculos de proteção
LAVAGEM DAS MÃOS
Higienização das mãos
A higienização das mãos realmente reduz
a infecção hospitalar?
Que produtos utilizar?
O álcool substitui a lavagem das mãos?
Lavagem e desinfecção das mãos 
As mãos constituem a principal via de transmissão de
microrganismos, pois a pele é um possível reservatório de diversos
microrganismos, que podem se transferir de uma superfície para
outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto,
através do contato com objetos e superfícies contaminados.
Na camada mais superficial da pele pode-se encontrar bactérias
Gram-negativas, como enterobactérias (Ex: Escherichia coli),
bactérias não fermentadoras (Ex: Pseudomonas aeruginosa), além
de fungos e vírus que podem ser removidos por ação mecânica
pela higienização das mãos com água e sabão, sendo eliminada
com mais facilidade quando se utiliza uma formulação
antisséptica (Ex: álcool a 70% em gel).
• A pele das mãos tem dois tipos de flora microbiana: 
• I - Flora transitória 
• II - Flora residente 
A flora transitória 
• Fica localizada na superfície da pele e é formada por
microrganismos que adquirimos no contacto com o ambiente
seja animado ou inanimado.
• Têm um curto tempo de sobrevivência, um elevado
potencial patogênico e são facilmente transmitidos por
contato. A lavagem das mãos com sabão simples remove-os
com facilidade .
II - Flora residente 
• A flora residente existe normalmente na epiderme
onde se multiplica, tendo funções importantes de
prevenção da colonização com a flora transitória. Aquela
flora é constituída principalmente por bacilos e cocos
Gram positivo e anaeróbios. Raramente causa doença a
não ser quando introduzida traumaticamente nos tecidos
ultrapassando as barreiras naturais.
 
Quando se devem lavar as mãos? 
• De um modo geral as mãos devem ser lavadas antes e após
contacto com os doentes ou após contato com materiais contaminados.
• ⇒ Antes de prestar cuidados a doentes cujas barreiras naturais
contra a infecção estejam comprometidas (p. ex. doentes com drenos,
catéteres, etc.)
• ⇒ Antes de prestar cuidados a doentes particularmente debilitados.
• ⇒ Antes de manipular alimentos, medicamentos ou material
esterilizado.
• ⇒ Após ocorrer contaminação das mãos com fluidos orgânicos.
• ⇒ Após manipular roupa suja ou materiais contaminados.
• ⇒ Após utilizar os sanitários.
• ⇒ Após remover as luvas - as mãos sãomuitas vezes contaminadas
ao retirá-las e são frequentes as perfurações imperceptíveis.
A MELHOR PREVENÇÃO
É NÃO 
SE ACIDENTAR!
até a próxima aula...
Biossegurança

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