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Aula Prática 1 – Mecanismos Homeostáticos no Homem 1. Introdução As diversas funções do corpo humano são decorrentes de processos físicos e químicos que continuamente ocorrem em aproximadamente 75 trilhões de células. A ação de uma grande quantidade de sistemas de controle locais e sistêmicos permite o estabelecimento de um equilíbrio entre as diversas funções corporais, pela ativação ou inibição de mecanismos que alteram a atividade de células, órgãos e sistemas. Os diversos sistemas de controle das funções corporais têm um objetivo comum: a manutenção das condições estáticas, ou constantes, do meio interno, entendendo-se como meio interno o meio que envolve as células, ou seja, o líquido intersticial nos tecidos e o plasma no sangue. As condições referidas acima representam o que em Fisiologia denomina-se homeostasia e que indicam funcionamento orgânico em condições normais. Dentre os sistemas de controle das funções corporais, o mecanismo de retroalimentação (“feedback”) constitui um dos principais meios de manutenção das condições necessárias para o funcionamento orgânico normal. O mecanismo de retroalimentação pode ser positivo ou negativo. O mecanismo de retroalimentação negativo é o mais importante para a manutenção da homeostasia. Esse mecanismo atua por uma resposta contrária do sistema de controle à condição inicial do estímulo. Ex. o aumento de CO2 no sangue ativa o mecanismo de retroalimentação negativa que promove a diminuição do CO2 ; a queda da pressão arterial ativa o mecanismo de retroalimentação negativa, que eleva a pressão arterial. Devido a ação do mecanismo de retroalimentação negativa, as funções corporais oscilam dentro de faixas de normalidade (valores mínimos e máximos), pois a tendência de aumento ou diminuição das funções de células, órgãos e sistemas, continuamente sofrem correções, permanecendo desta forma, dentro dos limites considerados fisiológicos. O mecanismo de retroalimentação positivo é conhecido como “ciclo vicioso”, pois o mecanismo induz à instabilidade e ao desequilíbrio das funções do organismo. A ação de retroalimentação positiva pode promover a morte porque a resposta do sistema de controle ao estímulo original é de potencialização. Ex.: infarto do miocárdio, hemorragia grave. As células beneficiam-se das condições fisiológicas adequadas para executar as suas atividades metabólicas e ao mesmo tempo contribuem para a permanência dessas condições funcionais. Desta forma, quando um ou mais sistemas de controle perdem a sua capacidade de participar no processo de manutenção das condições normais do meio interno, as células sofrem podendo até morrer. A disfunção dos sistemas de controle altera o meio interno promovendo o estado conhecido como doença: A disfunção generalizada ou de órgãos vitais, pode provocar a morte. 2. Objetivos: 2.1. Demonstrar a presença de mecanismos de regulação das funções orgânicas. 2.2. Analisar a interação entre os mecanismos de regulação das funções corporais. 3. Materiais e Métodos: Termômetro clínico, cronometro relógio, esfigmomanômetros. Técnica para determinação do(a): - Pressão Arterial Existem dois tipos de esfigmomanômetros, chamados popularmente de aparelho de pressão: manual e automático. Como medir a pressão arterial em um aparelho de pressão manual O paciente deve ser colocado sentado, com ambos os pés encostando no chão e com as costas retas, apoiadas no encosto da cadeira. Os braços devem ficar esticados, apoiados em uma mesa, mais ou menos na mesma altura do coração. Coloque a braçadeira ao redor do braço do paciente (de preferência o esquerdo), ficando a mesma cerca de 2 cm acima da fossa cubital (dobra do braço). Palpe a artéria braquial logo abaixo da fossa cubital e ponha o diafragma do estetoscópio em cima desta. Com o estetoscópio ao ouvido, comece a inflar a braçadeira. A partir de um certo momento, você começará a ouvir a pulsação da artéria. Continue inflando até o som do pulso desparecer. Comece a esvaziar a braçadeira de forma bem lenta. Quando o som do pulso reaparecer, veja qual é o valor que o aparelho está mostrando. Esta é a pressão sistólica, chamada popularmente de pressão máxima. Continue desinsuflando a braçadeira. Quando o som do pulso desaparecer de vez, veja qual é o valor que o aparelho está mostrando. Esta é a pressão diastólica, chamada popularmente de pressão mínima. - Pulso radial Colocar os dedos indicador, médio e anelar, ou somente o dedo polegar sobre a artéria radial, entre o osso rádio e o tendão, na altura do punho. Posicionar os dedos do mesmo lado do dedo polegar do voluntário. Com a polpa dos dedos, sentir a pulsação da artéria, dando atenção à frequência, à intensidade e ao ritmo. - Temperatura Corporal Verificar se a coluna de mercúrio do termômetro está no nível zero. Constatado isso, colocar o bulbo do termômetro na boca do voluntário, embaixo da língua, deixando-o nessa posição por 3 min. Pedir ao voluntário para que permaneça com a boca fechada, sem mexer no termômetro. Após esse período, retirar o termômetro e fazer a leitura da temperatura corporal do voluntário, tomando o cuidado de não tocar no bulbo. - Frequência respiratória A determinação da frequência respiratória pode ser feita simplesmente colocando a mão estendida com o dorso voltado para cima, inclinado em direção às narinas e boca, apoiando a mão sobre a extremidade do maxilar inferior. Você irá sentir o ar que expirado. Para obter a frequência respiratória basta contar as expirações realizadas durante 1 minuto. Sequência Experimental: 1. Determinar a Pressão Arterial (PA), o pulso radial (PR), a frequência respiratória (FR), e a temperatura corporal (TC) de 2 alunos voluntários do grupo (A e B). Realizar essas determinações com os alunos em repouso (Repousoi). Anotar os dados obtidos. Obs: para este experimento, deverão ser escolhidos alunos que não tenham nenhum impedimento para a realização de esforço físico. 2. Solicitar aos dois voluntários, de preferência com características físicas semelhantes, a realização de exercício físico (pular/ pedalar e/ou correr) por um período de 5 minutos. 3. Imediatamente após a realização do exercício físico determinar o pulso radial, a frequência respiratória, a temperatura corporal e o pH bucal. Anotar os dados. 4. Colocar os dois alunos em repouso (REPOUSOF) por 15 minutos. Após esse período, proceder novamente à determinação dos parâmetros em estudo. 5. Colocar no quadro os dados obtidos nos itens 1, 3 e 4 do experimento. PR FR TC PA A B A B A B A B Repousoi Após Exercício. RepousoF 4. Estudo Orientado: ♦ Quais são as alterações detectadas com o exercício? O repouso restaurou as condições? ♦ Qual a relação funcional entre os parâmetros estudados? ♦ Por que ocorrem estas alterações provocadas pelas manobras experimentais?