Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL
PEDAGOGIA PARFOR 5
Sabrina Vargas Silva
GESTÃO EDUCACIONAL
Santa Cruz do Sul
2018�
Sabrina Vargas Silva
GESTÃO EDUCACIONAL
Projeto de estágio apresentado ao curso de Pedagogia-Licenciatura da Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC, como requisito para aprovação na disciplina de Estágio na Gestão educacional. Professor Orientador: Dr. César Augusto Müller
Santa Cruz do Sul
2018�
Epígrafe
Gestão escolar competente é, pois sinônimo da capacidade de mobilizar um conjunto de recursos cognitivos, saberes empíricos, capacidades, informações, instrumentos tecnológicos, dinâmicas e pessoas para liderar uma série de cenários que se instalam em favor do desenvolvimento cognitivo.
Paulo Marcos Ferreira Andrade
�
Sumário
1 Introdução	5
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA	6
2.1 Concepções de Gestão Escolar	7
3 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS	9
3.1 Direção	9
3.2 Coordenação Pedagógica	9
3.3 ORIENTADOR PEDAGÓGICO	9
3.4 CONSELHO ESCOLAR	10
3.5 ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES	10
3.6 GRÊMIO ESTUDANTIL	10
4. Documentos Legais	11
4.1 Regimento Escolar	11
4.2 Projeto Político Pedagógico da Escola	11
3 Metodologia	13
3.1 BREVE HISTÓRICO DA ESCOLA	13
3.1.2 CARACTERIZAÇÕES SÓCIOECONÔMICA E CULTURAL	13
3.2 ESTRUTURA FÍSICA E MATERIAL	13
3.2.1 Edifício escolar	13
3.2.2 Mobiliário	14
3.2.3 Espaços de lazer e recreação	14
3.2.4 Recursos financeiros	14
3.3 PESSOAL	14
3.4 ESTRUTURA, ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO	14
3.4.1 Aspectos organizacionais	14
3.4.2 Coordenação Pedagógica e orientação educacional	15
3.4.3 Secretaria escolar	15
3.5 O PLANEJAMENTO ESCOLA	16
3.6 ORGANIZAÇÃO GERAL DA ESCOLA	16
3.6.1 Aspectos administrativos gerais	16
3.6.2 Funcionamento da rotina da escola	16
3.6.3 Aspectos da organização pedagógico-didática	17
3.7 DIREÇÃO E GESTÃO DA ESCOLA	18
4 Cronograma	19
5 Referências	20
�
1 Introdução
O presente projeto vincula-se à disciplina de Estágio na Gestão Educacional, do curso de Pedagogia-UNISC Parfor, que será realizado Escola Estadual de Ensino Médio Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, localizado no município de Cachoeira do Sul-RS.
Tem por objetivo, observar, analisar e descrever os principais aspectos relativos à gestão educacional a partir do contato direto com a realidade escolar, almejando a reflexão sobre a relação entre teoria e prática, bem como as dificuldades do dia a dia. 
 
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
	 O processo de construção da Democracia no Brasil Hora (1994) teve início a partir da década de 80, com base legal na Constituição de 1988, tem colocado como desafio para a educação subverter a lógica de uma escola conservadora para uma nova concepção de homem, de mundo, de sociedade, baseado em princípios humanísticos e democráticos.
	 Segundo Hora (1994) a administração da educação é entendida como o conjunto de decisões e interesses da vida escolar, no sentido dos processos centralizadores acaba pôr reforçar capitalismo, entretanto, o novo panorama de mobilização da sociedade brasileira vem alcançando amplitude nas relações de poder em todas as áreas de ação política no país, os processos se tornam mais abertos e democráticos na sociedade global e estabelece um perfil de democratização em setores específicos em especial na educação. Essa tendência exige que a política educacional e a prática nas escolas assimilem o processo e criem possibilidades para que a manifestação democrática se consolide em cada brasileiro.
	 Com o objetivo de implantar novos esquemas de gestão nas escolas públicas, com a concessão de autonomia financeira, administrativa e pedagógica às instituições públicas, o governo brasileiro em 1993, elaborou com a participação de outros setores, o Plano Decenal de Educação para todos, em decorrência da Conferência de Educação para todos que aconteceu em Jontiem, Tailândia, no ano de 1990.
	 A democratização é encarada pelos educadores como o desenvolvimento dos processos pedagógicos que conceda a permanência do educando no sistema escolar, através de ampliação de oportunidades educacionais. É necessário que toda a comunidade escolar (professores, alunos, funcionário e pais), participe das decisões da escola eliminando o máximo possível às vias burocráticas.
	 Partindo dessas mudanças, substitui-se o enfoque de administração pela gestão, não significando apenas uma mudança de terminologia, mas uma alteração de atitude e orientação conceitual, para que sua prática seja promotora de transformações de relações do poder, de práticas e da organização escolar em si.
	2.1 Concepções de Gestão Escolar
O termo gestão escolar foi criado para se diferenciar da expressão administração escolar e trazer, para o contexto educacional, conceitos fundamentais para aumentar a eficiência das instituições e melhorar o ensino, uma maneira de organizar o funcionamento da escola pública. Tornando desafiador um trabalho coletivo que envolve uma análise crítica reflexiva dos membros que compõem a comunidade escolar e no planejamento das suas ações. Rompendo com os paradigmas da centralização de poder e de um sistema tradicional de um ensino que antes da universalização da educação, a escola pública de nosso país era frequentada por elites com objetivo de formar líderes governantes, não havendo a necessidade de formar cidadãos.
 Na década de 80, com a redemocratização da cidadania, quando os excluídos possam ter acesso ao conhecimento e adquirir participação política, resgatando a escola pública no processo de autonomia e democratização. Assim, possibilitando um novo paradigma de gestão educacional, sendo especifico o ato pedagógico, essencialmente dialético, dialógico, intersubjetivo, (sujeito-objeto).
Partindo desse princípio, dá-se o entendimento entre gestão e administração, das limitações que isso implica para o gerenciamento escolar, promovendo uma ação educacional de qualidade com comprometimento e a participação efetiva de todos os membros que compõe a escola, não esquecendo o papel primordial da escola no processo ensino aprendizagem.
A gestão escolar busca garantir que as instituições de ensino tenham condições necessárias para cumprir seu papel principal: Ensinar com qualidade e formar cidadãos com participação crítica e reflexiva pelo envolvimento coletivo, tendo uma boa comunicação com competências e habilidades indispensáveis para sua vida pessoal e profissional e construir a realidade que os rodeia. Adequando o que a sociedade impõe para cada indivíduo em formar cidadãos íntegros e de opinião, tornando desafiadora a missão dos educadores.
Desta forma a gestão escolar procura oferecer todo o suporte ao aluno, professores e funcionários. No entanto, quando se fala em administração, sem o mínimo de recursos necessários, atribuindo o fracasso da escola a incompetência administrativa de diretores e educadores escolares, se faz necessário repensar na forma operacional das escolas, sendo a condição primeira, de promover recursos materiais e financeiros e segunda articular medidas necessárias com autonomia administrativa e financeira em relação ao estado.
O que temos, é, pois, uma ineficiência de recursos do Estado para as instituições públicas não dividindo a sua responsabilidade. A escola reflete os interesses das realidades políticas, sociais, culturais, históricas, e econômicas de cada localidade. Segundo Libâneo (2004) as concepções de gestão e a organização escolar com finalidades sociais e políticas da educação são as seguintes: A concepção cientifica racional e a concepção sócio crítica. A primeira concepção tem uma visão mais burocrática e tecnicista de escola, se faz necessário na instituição escolar um maior planejamento que seja organizado e controlado, é o mais usado na realidade brasileira. Já na concepçãosegunda, sócio crítica, a organização escolar é idealizada num sistema que procura aproximar pessoas, dando importância a interação social aprimorando as relações da escola. 
Além dessas Libâneo (2004) duas concepções podem-se ampliar a organização e gestão escolar por quatro concepções: Técnico cientifica (tradicional), auto gestionária. Interpretativa e democrática participativa.
A concepção TÉCNICO-CIENTÍFICA hierarquiza cargos e funções, visa a racionalidade do trabalho. A versão mais conservadora desta concepção é denominada de administração clássica ou burocrática. A versão mais recente é conhecida como modelo de gestão da qualidade total, com utilização mais acentuada de métodos e práticas de gestão da administração empresarial (LIBÂNEO, 2004, p. 103)
Algumas características deste modelo são: a prescrição detalhada de funções e tarefas, acentuando-se a divisão técnica do trabalho escolar; o poder centralizado no diretor; formas de comunicação verticalizadas; maior ênfase nas tarefas do que nas interações pessoais.
A concepção AUTOGESTIONÁRIA baseia-se na responsabilidade coletiva, ausência da direção centralizada e acentuação da participação direta e por igual de todos os membros da instituição. Tende a recusar o exercício da autoridade e formas mais estruturadas de organização e gestão.
Entre outras características, podemos acrescentar: promoção do poder coletivo na escola para preparar formas de autogestão no plano político; decisões coletivas por meio de assembleias e reuniões; alternância no exercício de funções e a ênfase nas relações pessoais, mais do que nas tarefas.
A tendência INTERPRETATIVA trabalha com base nas experiências subjetivas e as interações sociais das pessoas. A escola é uma realidade social subjetivamente e socialmente construída, não uma estrutura dada e objetiva. Esta concepção privilegia menos o ato de organizar e mais a “ação organizadora” como valores e práticas compartilhadas.
A concepção DEMOCRÁTICA-PARTICIPATIVA defende uma forma coletiva de tomada de decisões, sem, todavia, desobrigar as pessoas da responsabilidade individual. Uma vez tomada as decisões coletivamente, cada membro deve assumir sua parte no trabalho. Advoga formas de gestão participativa, mas não exclui a necessidade da coordenação.
Além disso, busca de objetividade no trato de questões da organização e gestão, mediante coleta de informações reais, sem prejuízo da consideração dos significados subjetivos e culturais. Também se utiliza de acompanhamento dos trabalhos, reorientação pode rumos e ações, tomada de decisões. (LIBÂNEO, 2004, p.103)
Por fim, segundo o autor, para fazer parte de um grupo em que seja responsável no processo de execução de um determinado projeto ou atividade requer organização e responsabilidade, portanto numa instituição escolar requer compreender as práticas de gestão e suas concepções para poder prestar serviços educacionais
3 FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS
3.1 Direção
Na escola, o diretor é o profissional que coordena, organiza e gerencia todas as atividades da escola, a quem compete à liderança e organização do trabalho de todos que nela atuam, de modo à formação dos alunos.
Contextualizando, as inúmeras tarefas a serem desempenhadas pelo gestor escolar, segundo Libâneo 2004 p.128)
 O diretor coordena, organiza e gerencia todas as atividades da escola, auxiliado pelos demais componentes do corpo de especialistas e de técnicos-administrativos, atendendo às leis, regulamentos e determinações dos órgãos superiores do sistema de ensino e às decisões no âmbito da escola assumidas pela equipe escolar e pela comunidade.
3.2 Coordenação Pedagógica
Segundo Libâneo (2004) Uma das funções do coordenador pedagógico é ser um elo de ligação entre gestores, professores, supervisionando, acompanhando, assessorando e avaliando as atividades nas questões curriculares, pois as relações pedagógicas podem gerar conflitos.
3.3 ORIENTADOR PEDAGÓGICO
Na escola, o orientador educacional é um dos membros da equipe gestora, ao lado do diretor e do coordenador pedagógico. Ele é o principal responsável pelo desenvolvimento pessoal de cada aluno, dando suporte a sua formação como cidadão, à reflexão sobre valores morais e éticos e à resolução de conflitos.
Libâneo (2004 p.130) nos diz:
"Orientador educacional, onde essa função existe, cuida do atendimento e do acompanhamento escolar dos alunos e também do relacionamento escola-pais-comunidade".
3.4 CONSELHO ESCOLAR
 O conselho escolar é uma ferramenta de participação e democratização da gestão administrativa, pedagógica e financeira democrática.
O Conselho de Escola tem atribuições consultivas, deliberativas e fiscais, em questões definidas na legislação estadual ou municipal e no Regimento Escolar. Essas questões, geralmente, envolvem aspectos pedagógicos, administrativos e financeiros. Em vários Estados o Conselho é eleito no início do ano letivo. Sua composição tem uma certa proporcionalidade e participação dos docentes, dos especialistas em educação, dos funcionários, dos pais e alunos. (Libâneo, 2004 p.127)
3.5 ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES
Conforme Libâneo (2004) A Associação de Pais e Mestres (APM) não tem caráter lucrativo, formado por pais, professores, alunos e funcionários da escola. A APM tem como objetivo colaborar com a direção do estabelecimento para atingir os objetivos educacionais pretendidos pela escola. Assim acaba favorecendo o entrosamento entre pais e professores possibilitando a melhoria do ensino e aproveitamento escolar de seus filhos.
3.6 GRÊMIO ESTUDANTIL
O Grêmio Estudantil é a representação dos estudantes dentro de uma escola. Juntamente com a direção, auxilia na gestão de maneira a expor ideias e reivindicações de forma organizada e democrática, incentivando o diálogo com todos os membros da comunidade escolar.
Para Libâneo (2004) o Grêmio Estudantil é uma entidade representativa dos alunos criada pela lei federal nº 7.385/85, que lhes confere autonomia para se organizarem em torno de seus interesses, com finalidades educacionais, culturais, cívicas e sociais.
4. Documentos Legais
4.1 Regimento Escolar
 O Regimento escolar é um conjunto de regras que definem a organização administrativa, didática, pedagógica e disciplinar da instituição, registrando as normas da escola, vivenciando a democracia com liberdade para decidir e deveres no benefício do bem comum para a construção da qualidade de ensino.
 Dividindo as atribuições de cada pessoa para que o gestor não seja o único responsável a dar ordens.
 O regimento deve surgir da reflexão em que a escola deve estar de acordo com a legislação. É um documento administrativo e normativo de uma unidade escolar, fundamentado na proposta pedagógica e coordena o funcionamento da comunidade escolar, em que as normas não fiquem no idealismo coletivo, mas estabelecido num documento que deve estar de acordo com a legislação, um texto com princípios democráticos e normativos definidos pelo Conselho Estadual de Educação: que são a base para promover a discussão, reflexão e tomada de decisão pelos membros da escola. Esse documento deve estar disponível à consulta de toda comunidade escolar e estar de acordo com a proposta de gestão democrática, viabilizando a qualidade do ensino.
 Outro objetivo do regimento é o cumprimento das ações educativas estabelecidas no projeto político pedagógico da escola.
4.2 Projeto Político Pedagógico da Escola
	 Não há como se falar em Gestão democrática e esquecer-se do instrumento tão importante que a escola democrática participativa precisa construir, o Projeto Político Pedagógico. Verifica-se que tal instrumento em muitas instituições ainda não foi construído ou se encontra engavetado. A escola fundamenta-se no seu Projeto Político Pedagógico, e esse nunca se finda, e por se encontrar sempre em construção, necessita ser fomentado através da participação dos agentes escolares. Para que se obtenha um PPP é imprescindível a participação de todos os 31 segmentos. Conscientizá-losda necessidade e importância da participação de todos na construção do PPP é de responsabilidade não só exclusiva do gestor, mas de todos que buscam por uma educação de qualidade.
	 De acordo com Freitas (2005), quando se busca construir uma sociedade democrática e cidadã, é imprescindível que a escola discuta e elabore seu projeto; assim, é impossível conceber uma elaboração que não tenha passado por seu coletivo, envolvendo a participação de todos os sujeitos. O PPP é o instrumento organizacional de expressão da vontade coletiva da comunidade escolar, documento que dá sentido útil à participação e à incorporação da autonomia na escola. Sua construção requer uma real participação de toda a comunidade escolar; dando liberdade para exposição de novas ideias e alternativas, debatendo diferentes pontos de vista e intervendo no processo educacional, exigindo-se o poder de decidir, porque só decidindo se alcança a autonomia. 
O Projeto Político Pedagógico é o documento impulsionador da transformação no ambiente escolar, e sua efetivação real depende da participação de todos. O engajamento de todos os segmentos para transformar a escola em uma escola de qualidade depende de seu projeto político e a construção deste precisa acontecer através de debates, de diálogos e momentos de reflexão, de cooperação, compartilhamento de saberes, reuniões e assembleias escolares. Estes momentos de participação são a chave para um futuro melhor para a nossa educação. A construção de um PPP inclusivo, transformador e humano é importante para se efetivar uma gestão democrática. 	
Sendo necessário promover a ruptura com culturas e tradições excludentes. Isso implica mobilizar a comunidade escolar para que a gestão do processo de desenvolvimento se faça de forma não preconceituosa, solidária, compartilhada e includente. O PPP deve ser objeto de avaliação contínua para permitir o atendimento de situações inesperadas, fomentando a correção de desvios e ajustes das atividades planejadas. Os momentos de avaliação podem ocorrer de forma bimestral, trimestral, semestral ou anual, com participação de toda a comunidade escolar.
�
3 Metodologia
O presente projeto é de cunho qualitativo, tendo como método o estudo de caso, por meio do qual aplicar-se-á o roteiro de observação para coleta e posteriormente análise dos dados.
 As observações e aplicação do roteiro na escola equivalem a 20 horas e será neste momento, que participaremos da rotina escolar, analisando o processo e o andamento de toda a comunidade escolar.
3.1 BREVE HISTÓRICO DA ESCOLA
3.1.2 CARACTERIZAÇÕES SÓCIOECONÔMICA E CULTURAL
* Características gerais da comunidade e sua influência na composição da clientela escola: caracterização do bairro ou setor quanto à urbanização (tipo de casas, ruas, igrejas, indústrias, tipo de comércio, transporte urbano, etc.), nível socioeconômico das famílias, aspectos culturais e de lazer, assistência social e saúde, outras escolas existentes.
3.2 ESTRUTURA FÍSICA E MATERIAL
3.2.1 Edifício escolar
* Tipo de construção, aspecto físico geral.
* Salas de aula: quantidade, dimensões (ideal: 1m² por aluno), condições ambientais (iluminação, ventilação, etc.).
*Salas da administração: quantidade, dimensões, destinação de uso, se o número de salas é suficiente (diretoria, vice-diretoria, secretaria, coordenação pedagógica, coordenação de turno, orientação educacional, sala de professores, atendimento de alunos).
* Salas e ambientes especiais: verificar os mesmos aspectos nas salas para: laboratórios, biblioteca, salas de projeção (filmes, vídeo, slides), cozinha, refeitório, despensa, almoxarifado, auditório, etc.
* Instalações sanitárias: quantidade conforme o número de usuários, condições higiênicas, forma de escoamento dos detritos.
* Bebedouros e lavatórios: quantidade, água tratada ou não.
* Áreas livres: cobertas, descobertas, a que se destinam.
13
3.2.2 Mobiliário
* Carteiras: tipo, quantidade, estado de conservação.
* Mesas, escrivaninhas, armários e outros: tipo, quantidade, estado de conservação, adequação ao uso, suficiente ou não.
* Equipamentos.
* Material didático (computador, projetor, copiadora, televisores, vídeos, cartazes, mapas, etc.): tipo, quantidade, condições de uso, como são adquiridos.
3.2.3 Espaços de lazer e recreação
* Área disponível para lazer, recreação e esportes: dimensões, condições de uso. 
3.2.4 Recursos financeiros
* Verbas de que dispõe a escola.
* Sistemática de efetuação das despesas, forma de controle.
3.3 PESSOAL
3.3.1 Alunos: número por ano escolar, adequação idade/, número por sala.
3.3.2 Professores: número, qualificação.
3.3.3 Especialistas: número, coordenadores pedagógicos, orientadores educacionais, diretor, vice-diretor, qualificação desses profissionais.
3.3.4 Funcionários: número por cargo (inspetores de alunos, serventes, merendeiras, porteiros, vigias).
3.4 ESTRUTURA, ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO
3.4.1 Aspectos organizacionais
* Organograma da escola.
* Principais atribuições de cada setor (direção, coordenação pedagógica, orientação educacional, secretaria, serviços gerais, etc.).
* Formas de gestão e formas de relacionamento entre o pessoal técnico, pessoal administrativo, pessoal docente, pessoal auxiliar.
* Existe Regimento Escola? É do conhecimento de todos os membros da escola? É utilizado? Em que circunstâncias?
* Há informações explícitas em mural sobre nome do diretor, vice-diretor, coordenador pedagógico, professores, funcionários e seus horários de trabalho? Há clareza sobre quem está substituindo o diretor ou diretora quando esses estão ausentes?
3.4.2 Coordenação Pedagógica e orientação educacional
* Existe o trabalho de assistência pedagógico-didática ao professor? Há um programa de formação continuada dos professores e pessoal administrativo?
* Há uma unidade de ação da equipe técnica ou o trabalho é fragmentado? Há conflitos de funções entre direção e equipe técnica? Ou entre equipe técnica e professores?
* O trabalho do pessoal técnico funciona em termos de garantir a qualidade do trabalho dos professores em sala de aula? Há acompanhamento do trabalho do professor na sala de aula, do rendimento dos alunos (análise dos resultados das avaliações) por turma?
3.4.3 Secretaria escolar
* A secretaria está bem organizada? Há pessoal suficiente?
* Há prontuários de cada aluno? Há ficha cadastral com dados de identificação, residência, profissão dos pais etc.?
* Os registros e controles do rendimento escola estão corretamente organizados?
* Os arquivos estão organizados corretamente?
* Há normas sobre a organização e funcionamento da secretaria escolar?
3.4.4 Relacionamento com a Secretaria Municipal de Educação (SME) e/ou Coordenadoria Regional de Educação (CRE)?
* A SME ou CRE traz para a escola instruções e procedimentos a serem cumpridos pela escola? Quem é o portador dessas instruções?
* Que tipo de atuação tem a SME/CRE na parte administrativa e pedagógica da escola? * O acompanhamento é frequente ou esporádico?
* Qual é o grau de autonomia da escola para tomar decisões?
3.4.5 Relacionamento com pais e comunidade
* A escola tem APM (Associação de Pais e Mestres)? Conselho Escolar?
* A escola possui informações confiáveis sobre os pais dos alunos (dados pessoais, profissão, endereço, telefone da residência e do trabalho dos pais para emergências, dados sobre a saúde dos alunos etc.)?
* Existe um trabalho sistemático com os pais? São feitas reuniões? Com que frequência (mensal, semestral, anual...)? Que tipo de reuniões (com todos os pais, por turma...)? Os pais comparecem?
* A escola mantém relacionamento com outras instâncias da comunidade (políticos, associações de bairro, empresários e outros)?
* A escola cede suas instalações para a comunidade (reuniões, prática de esporte, lazer etc.)?
3.5 O PLANEJAMENTO ESCOLA
* Há uma sistemática de levantamento de dados e informações para o diagnóstico?
* Há o Plano da Escola ou ProjetoPedagógico Curricular? Quando e como é feito? Existe um documento escrito? Há definição explícita de objetivos e metas para o ano letivo e explicitação de atividades administrativas, financeiras e pedagógico-didáticas?
* O Plano ou Projeto é utilizado para a elaboração de planos de ensino? Que outro uso se faz do Plano ou Projeto ao longo do ano letivo?
3.6 ORGANIZAÇÃO GERAL DA ESCOLA
3.6.1 Aspectos administrativos gerais
* Tipo de gestão existente na escola (colegiada, democrática, autoritária, centralizada, participativa...).
* Facilidade de execução das atividades ou excesso de burocracia.
* Relacionamento do diretor com o pessoal da escola (técnico, docente, administrativo) a respeito das decisões a serem tomadas.
* em que e como o diretor ocupa seu tempo (administração, supervisão pedagógica, contatos com professores/funcionários/alunos, contatos com a comunidade/coordenadoria de educação/políticos, reuniões, acompanhamento e avaliação do trabalho de cada setor etc.)?
* Há democratização das informações? Há uma prática de ampla difusão de informações para a equipe da escola?
3.6.2 Funcionamento da rotina da escola
* Como é fixado o número de vagas? Existem critérios explícitos de seleção de alunos? Quais são os critérios de distribuição de alunos pelos turnos em que funciona a escola? São levadas em conta necessidades da comunidade? Há restrições a matrículas? São feitas exigências descabidas?
* Como é organizado o horário? Quem organiza? Como é a distribuição das atividades (disciplinas)? Há uma fixação de horas semanais para cada atividade ou disciplina?
*Como é feita à distribuição de alunos por classe? Há critérios de distribuição por idade, rendimento escola ou outros? Como é a organização e localização das salas considerando-se o fluxo de alunos pelos corredores e o tipo de cada turma?
* Como é feita à distribuição de classes entre os professores? Quais são os critérios?
* Há remanejamento de alunos durante o ano letivo? Quais são os critérios?
* Há Conselho de Turma/Classe? Quando e como são feitos? Funciona em termos de uma avaliação diagnóstica?
* Como é feita à recuperação? Quais são os objetivos das aulas de recuperação? Funciona? Dentro do horário ou fora do horário?
* Como é controlada a frequência dos alunos? Há muitas faltas? A escola verifica causas de ausência de alunos faltosos? Há controle de evasão escola e uma análise de suas causas?
* Há merenda escola? Quem fornece? A escola complementa? Os alunos gostam da merenda? Em que horário é servida? A distribuição dos alimentos interfere nas atividades de sala de aula?
* Como funciona a entrada e saída dos alunos no início e término das aulas, nas trocas de aula e recreio?
* A escola exige uniforme? Controla o uso do uniforme? Há reclamações dos pais nesse sentido?
3.6.3 Aspectos da organização pedagógico-didática
* O Plano da Escola ou Projeto Pedagógico-Curricular é utilizado para elaboração dos planos de ensino?
* Como é organizada a Semana de Planejamento? Como são elaborados os planos de ensino (os professores isoladamente ou em conjunto)?
* Qual é o procedimento utilizado na escolha dos livros didáticos?
* Existe uma articulação entre os anos/turmas em termos de programação de objetivos e conteúdos?
* Os professores têm assistência pedagógica efetiva da equipe técnica?
* A escola dispõe de meios de informar os professores sobre o material pedagógico-didático existente, recursos áudio visuais, lista de jogos e brinquedos, livros e revistas disponíveis na biblioteca etc.?
* Há atividades extraclasse (visitas a locais da comunidade para estudo do meio, exposições, competições esportivas etc.?).
* Como é a organização interna da sala de aula (decoração, cartazes, armários, cantinho da leitura, cantinho da música, disposição das carteiras, material didático de uso coletivo...)? Há salas ambiente e como funcionam?
* Quais os problemas de disciplina e infrações disciplinares mais constantes? Quais são os procedimentos utilizados para resolver esses problemas?
* Há uma sistemática de desenvolvimento profissional dos professores e funcionários e de capacitação nas situações de trabalho? É feita pelo pessoal técnico da escola ou pela Secretaria de Educação? Em que periodicidade?
3.7 DIREÇÃO E GESTÃO DA ESCOLA
* Qual é o tipo de gestão adotado na escola?
* Qual é a sistemática de tomada de decisões? Há ordens prontas ou há uma prática de gestão participativa?
* Há liderança efetiva da direção? Como é o relacionamento pessoal da direção com o pessoal técnico, administrativo e auxiliar?
* As responsabilidades estão claramente definidas?
* Há uma sistemática de acompanhamento, controle e avaliação das decisões tomadas?
* Há um clima de trabalho positivo, que estimula e incentiva a equipe escola?
4 Cronograma
	Período de Estágio
	Atividades a serem desenvolvidas
	14/05/18
	Observação e análise da estrutura física e material da escola
Edifício escolar
Mobiliário
Espaços de lazer e recreação
Recursos financeiros
Pessoal
	15/05/18
	Observação e análise da estrutura, organização e funcionamento
Aspectos organizacionais
Coordenação Pedagógica e Orientação Educacional
	16/05/18
	Observação e análise da estrutura, organização e funcionamento
Secretaria Escolar
Relacionamento com a Coordenadoria Regional de Educação (CRE)
Relacionamento com os pais e a comunidade
	17/05/18
	Observação e análise da organização geral da escola
Aspectos Administrativos Gerais
Funcionamento da Rotina Escolar
Aspectos da organização pedagógico-didática
	18/05/18
	Observação e análise da direção e gestão da escola
	24/05/18
	Elaboração do Relatório
	29/06/18
	Entrega do Relatório
5 Referências 
FREITAS, Luís Carlos de. Qualidade negociada: avaliação e contra-regulação da escola pública. Educ. Soc.Campinas, vol. 26, n. 92, p. 911-933. 2005. Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=87313714010 Acesso em 22 de março de 2018. 
HORA, Dinair Leal da. Gestão Democrática na Escola: Artes e Ofício da Participação Coletiva. Campinas, São Paulo: Papirus, 1994. Disponível em https://pedagogiaaopedaletra.com/historico-da-gestao-democratica/ acesso em março de 2018
LIBÂNEO, José Carlos Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia Editora Alternativa, 2004

Mais conteúdos dessa disciplina