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Pedro Antônio Sartini Dutra (AD2012) Embriologia Conceitos Iniciais Vocabulário – EMBRIOLOGIA: estudo dos embriões e fetos. TERATOLOGIA: divisão da embriologia e da patologia que trata do desenvolvimento anormal. As anomalias do desenvolvimento causam a maior parte das mortes até o primeiro ano de vida, porém, para várias, já existe tratamento cirúrgico intra-uterino. Desenvolvimento Humano: processo contínuo iniciado pela união de um ovócito com um espermatozóide, constituindo um zigoto. Ele não termina, todavia, no nascimento, já que continua, no pós-natal. Ovócito: célula germinativa feminina produzida nos ovários. Espermatozóide: célula germinativa masculina criada nos testículos. Zigoto: união do espermatozóide com o ovócito. Clivagem: série de divisões mitóticas do zigoto, formando vários blastômeros. Seu tamanho permanece inalterado, pois em cada clivagem sucessiva as células diminuem de tamanho. Mórula: resultado direto da clivagem do zigoto. É semelhante a uma amora, daí o nome. Blastocisto: evolução da mórula, constituído por uma cavidade interna cheia de líquido (cavidade blastocística) e uma massa celular interna, ou embrioblasto. Implantação (Nidação): adesão do blastocisto ao endométrio. Gástrula: disco embrionário trilaminar. Nêurula: desenvolvimento do tubo neural. Embrião: ser humano no estágio inicial do desenvolvimento, que compreende o período entre a fertilização até a oitava semana (56d), quando o primórdio de todas as estruturas já estão formados. Concepto: embrião e seus anexos. Primórdio: primeira indicação notável de um órgão ou estrutura. Feto: estágio do crescimento entre a nona semana e o nascimento. Aborto: interrupção do desenvolvimento. Trimestre: o período pré-natal é dividido em três trimestres, sendo o primeiro o mais crítico. Neonato: bebê de até um mês de vida. Lactante: zero a um ano. Infância: 13 meses à puberdade. Puberdade: 12 a 15 anos para as meninas, e 13 a 16 anos para o homem. É o período do aparecimento das características sexuais secundárias. Adolescência: 11 e 19 anos, correspondendo à maturação física e sexual. Idade Adulta: se inicia com o desenvolvimento e a maturidade completos. Primeira Semana Gametogênese – Função: formação do espermatozóide e do ovócito – células sexuais haplóides altamente especializadas – nos processos específicos da espermatogênese e ovogênse. Meiose: divisão celular de duas fases. A primeira é reducional, porque há emparelhamento dos cromossomos homólogos na metáfase e sua segregação na anáfase. A segunda, equacional, pela separação das cromátides irmãs. Importância – constância do número cromossômico; arranjo aleatório dos cromossomos paternos; realoca segmentos de cromossomos maternos durante o crossing-over (recombinação). Gametogênese Anormal: distúrbios resultantes da meiose. Quanto mais velhos os pais, maiores as chances de terem acumulado mutações que possam ser herdadas para os gametas. O período dictióteno, fase quiescente do ovócito I, também sensibiliza os gametas a alterações ambientais. Exemplo – não-disjunção, provocando trissomias e monossomias – mosaicismo; translocação; deleção. Origem das Células Germinativas: originam-se na parede do saco vitelínico na quarta semana e migram, na quinta, para as gônadas. Espermatogênese: Síntese – transformação de uma espermatogônia em quatro espermatozóides maduros. Quando – inicia-se na puberdade e prolonga-se até a velhice. Duração – 2 meses. Processo – as espermatogônias permanecem quiescentes desde o período fetal, e, na puberdade, multiplicam-se e crescem, transformando-se em espermatócitos primários. Tornam-se espermatócitos secundários ao sofrerem a primeira divisão meiótica e espermátides, após a segunda. Através da espermiogênese se especializam em espermatozóides. Adicionais - As células de Sertoli dos túbulos seminíferos dão suporte, nutrição e regulam os processos das células germinativas. Morfologia do Espermatozóide – célula ativamente móvel, constituída pela cabeça, colo e cauda. Na porção anterior da cabeça há o acrossoma, organela em forma de capuz contendo várias enzimas e na peça intermediária da cauda, mitocôndrias. Viabilidade – 48h. Ovogênese: Síntese – transformação de uma ovogônia em um ovócito maduro - óvulo. Quando – do período fetal até a menopausa. Duração – variável. Processo no Pré-Natal – as ovogônias crescem em ovócitos primários. Estes são posteriormente recobertos pelo tecido conjuntivo, constituindo a zona pelúcida, e por células foliculares, da corona radiata. A primeira divisão meiótica começa antes do nascimento, mas é interrompida na prófase pelo inibidor de maturação do ovócito (OMI). puberdade um folículo amadurece a cada mês e acontece a ovulação. completa a primeira divisão, produzindo um ovócito secundário e um corpo polar. Logo começa a segunda meiose, no então é interrompida na metáfase até que um espermatozóide pe milhões de ovócitos numa menina recém tornam-se ovócitos secundários. Viabilidade Comparação: o ovócito é grande, imóvel, tem um abundante citoplasma e grânul Desenvolvimento Folicular: o folículo primário é revestido por uma teca folicular, com uma camada interna, vascular e glandular, e uma externa, conjuntiva. Após o aparecimento de líquido interno, o folículo torna-se secundário. Seu desenvolvimento é induzido pelo FSH, mas os estágio próprio, durante a sua maturação, produz estrogênio. crescimento, e a ovulação é disparada por uma onda de LH, induzida pelo alto nível de estrogênio. !Mittelschmerz: dor abdominal, de intensidade variável, sentida por algumas mulheres durante a ovulação, em decorrência de um sangramento leve no interior da cavidade abdominal. não ovulam em decorrência da liberação inadequada de gonadotrofi maturação, ovulação e entrada do ovócito na tuba uterina. Podem variar em extensão !Esterilidade Masculina: devida à baixa contagem de espermatozóides (<10 milhões/mL de sêmen) ou baixa mobilidade (<40% dos espécimes). Está relacionada a distúrbios endócrinos, espermatogênese anormal ou obstrução do ducto genital. !Vasectomia: Corpo Lúteo: sob a influência do LH o folículo ovariano colapsa e se desenvolve em uma estrutura glandular que secreta progesterona e estrogênio. Eles indiretamente preparam o endométrio para a implantação do blastocisto. Se o ovócito é fertilizado o corpo lúteo aumenta de tamanho e mantém coriônica humana (hCG) secretada pelo sinciciotrofoblasto. Pe semanas, até a sua substituição pela placenta. Coito – Transporte dos Gametas: varrido pelas fimbrias da tuba para dentro. Passa para a ampola da tuba através de movimentos de contração e relaxamento – peristalse. Espermatozóide amadurecem. Seguem pelo ducto deferente, ducto peristálticos. A sua fluidez é incrementada pelos produtos de secreção das glândulas seminais, próstata e glândulas bulbouretrais. Pedro Antônio interrompida na prófase pelo inibidor de maturação do ovócito (OMI). Processo no Pós o amadurece a cada mês e acontece a ovulação. Imediatamente antes desse evento, é completa a primeira divisão, produzindo um ovócito secundário e um corpo polar. Logo começa a segunda meiose, no então é interrompida na metáfase até que um espermatozóide pe milhões de ovócitos numa menina recém-nata, mas muitos regridem e só 40 mil permanecem. Cerca de 400 Viabilidade – 24h. o ovócito é grande, imóvel, tem um abundante citoplasma e grânul espermatozóide citoplasma é escasso. Aparelho Reprodutor Feminino Útero: tem três camadas, o perimétrio, fina, peritoneal e externa; o miométrio muscular lisa espessa; endométrio mucosa fina interna. reprodutivas que produzem estrogênio e progesterona, hormônios responsáveis pelas características sexuais secundárias e pela regulação da gestação. ovócitos. Ciclos Reprodutivos Femininos: – mensais. Início gonadotrofina(GnRH) do hipotálamo estimula a hipófise a folículo estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH). O primeiro induz o desenvolvimento dos folículos ovarianos e a produção de estrogênio; o segun todavia, dispara a ovulação e implica na produção de progesterona pelo corpo lúteo. Ambos ordenam o espessamento do endométrio. o folículo primário é revestido por uma teca folicular, com uma camada interna, vascular e glandular, e uma externa, conjuntiva. Após o aparecimento de líquido interno, o folículo se secundário. Seu desenvolvimento é induzido pelo FSH, mas os estágio próprio, durante a sua maturação, produz estrogênio. Na metade do ciclo (14d) o folículo tem um surto de crescimento, e a ovulação é disparada por uma onda de LH, induzida pelo alto nível de estrogênio. dor abdominal, de intensidade variável, sentida por algumas mulheres durante a ovulação, em decorrência de um sangramento leve no interior da cavidade abdominal. !Anovulação: não ovulam em decorrência da liberação inadequada de gonadotrofinas. !Ciclo Menstrual: maturação, ovulação e entrada do ovócito na tuba uterina. Podem variar em extensão devida à baixa contagem de espermatozóides (<10 milhões/mL de sêmen) ou cimes). Está relacionada a distúrbios endócrinos, espermatogênese anormal !Vasectomia: deferentectomia. sob a influência do LH o folículo ovariano colapsa e se desenvolve em uma estrutura glandular progesterona e estrogênio. Eles indiretamente preparam o endométrio para a implantação do Se o ovócito é fertilizado o corpo lúteo aumenta de tamanho e mantém coriônica humana (hCG) secretada pelo sinciciotrofoblasto. Permanece, então, durante as primeiras 20 semanas, até a sua substituição pela placenta. Caso contrário, sem fertilização, involui em até 12 dias. Transporte dos Gametas: Ovócito – é expelido do folículo ovariano com fluido folicular, sendo varrido pelas fimbrias da tuba para dentro. Passa para a ampola da tuba através de movimentos de contração Espermatozóide – dos túbulos seminíferos vão para o epidídimo amadurecem. Seguem pelo ducto deferente, ducto ejaculatório e uretra principalmente por movimentos peristálticos. A sua fluidez é incrementada pelos produtos de secreção das glândulas seminais, próstata e Antônio Sartini Dutra (AD2012) Processo no Pós-Natal – durante a Imediatamente antes desse evento, é completa a primeira divisão, produzindo um ovócito secundário e um corpo polar. Logo começa a segunda meiose, no então é interrompida na metáfase até que um espermatozóide penetre no ovócito. Há dois nata, mas muitos regridem e só 40 mil permanecem. Cerca de 400 o ovócito é grande, imóvel, tem um abundante citoplasma e grânulos de vitelo. O espermatozóide é altamente móvel e seu citoplasma é escasso. Aparelho Reprodutor Feminino – tem três camadas, o perimétrio, fina, peritoneal e externa; o miométrio – muscular lisa espessa; endométrio – mucosa fina interna. Ovários: glândulas reprodutivas que produzem estrogênio e progesterona, hormônios responsáveis pelas características sexuais secundárias e pela regulação da gestação. Criam os Ciclos Reprodutivos Femininos: Período Início – o hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) do hipotálamo estimula a hipófise a sintetizar o hormônio estimulante (FSH) e o hormônio luteinizante (LH). O primeiro induz o desenvolvimento dos folículos ovarianos e a produção de estrogênio; o segundo, todavia, dispara a ovulação e implica na produção de progesterona pelo corpo lúteo. Ambos ordenam o espessamento do o folículo primário é revestido por uma teca folicular, com uma camada interna, vascular e glandular, e uma externa, conjuntiva. Após o aparecimento de líquido interno, o folículo se secundário. Seu desenvolvimento é induzido pelo FSH, mas os estágios finais requerem LH; ele Na metade do ciclo (14d) o folículo tem um surto de crescimento, e a ovulação é disparada por uma onda de LH, induzida pelo alto nível de estrogênio. dor abdominal, de intensidade variável, sentida por algumas mulheres durante a ovulação, Anovulação: algumas mulheres Ciclo Menstrual: envolve a maturação, ovulação e entrada do ovócito na tuba uterina. Podem variar em extensão – 23 a 35d. devida à baixa contagem de espermatozóides (<10 milhões/mL de sêmen) ou cimes). Está relacionada a distúrbios endócrinos, espermatogênese anormal sob a influência do LH o folículo ovariano colapsa e se desenvolve em uma estrutura glandular progesterona e estrogênio. Eles indiretamente preparam o endométrio para a implantação do Se o ovócito é fertilizado o corpo lúteo aumenta de tamanho e mantém-se pela gonadotrofina rmanece, então, durante as primeiras 20 Caso contrário, sem fertilização, involui em até 12 dias. é expelido do folículo ovariano com fluido folicular, sendo varrido pelas fimbrias da tuba para dentro. Passa para a ampola da tuba através de movimentos de contração dos túbulos seminíferos vão para o epidídimo, onde ejaculatório e uretra principalmente por movimentos peristálticos. A sua fluidez é incrementada pelos produtos de secreção das glândulas seminais, próstata e Ejaculação Reflexa: Emissão - o sêmen é lançado na parte prostática da uretra através dos ductos ejaculadores em resposta ao simpático. desta, por causa do fechamento do esfíncter vesical no colo contração dos músculos bulboesponjosos. espermatozóides movimentam sua cauda e alcançam o canal cervical. A enzima vesiculase, produzida nas glândulas seminais, coagula o sêmen e forma um tampão vaginal que impossibilita o seu retorno. A passagem dos espermatozóides pelo útero e tuba resulta das contrações das paredes musculares desses órgãos, induzidas pelas prostaglandinas do ejaculado. A frutose ali constitui a fonte de energia para os gametas. fertilizam um ovócito são reabsorvidos pelo aparelho reprodutor feminino. Maturação dos Espermatozóides: os gametas masculinos recém ejaculados são incapazes de fertilizar o ovócito. Precisam passar pela capacitação, superfície do acrossoma e há alteração nos componentes de membrana dos espermatozóides. Acontece no útero ou nas tubas uterinas. ACE: enzima conversora da angiotensina no acrossoma Reação Acrossômica (hialuronidase e acrosina). plasmáticas de ambos os gametas – com a penetração da cabeça e cauda do espermatozóide no ovócito; (4) termina a segunda divisão meiótica e fo degenera-se a cauda do espermatozóide; (5) fusão dos pró divisão mitótica. Conseqüências: estimulação número diplóide dos cromossomos (46); clivagem – divisão mitótica do zigoto. !Fator Inicial de Gravidez: proteína imunossupressora secretada pelas células trofoblásticas qu soro materno até 48h depois da fertilização. ovócitos, com a criação de um indivíduo triplóide futuramente abortado. identificado em humanos. !Fertilização aumentada. Clivagem – Sinonímia: segmentação. mitóticas sucessivas do zigoto que começam 30h depois da fertilização dentro da zona pelúcida. Em cada ciclo são produzidos mais, ainda que menores, blastômeros. Mórula (3d): estágio de 12 a 32 blastômeros que alcança o útero durante as divisões. Blastocisto (4d): aparecimento da cavidade blastocística por líquido. A camada celular externa é o originará a parte embrionária da placenta, e a interna, embrioblasto, originará o embrião. então, sua degeneração permitindo o aumento do volum concepto. Nidação (6d): acontece a fixação do pólo embrionário do blastocisto ao epitélio do endométrio. A seguir, há a proliferação do trofoblasto, perfazendo duas novas camadas: o citotrofoblasto – estrato interno mitoticamente ativo que migra para o externo enquanto perde as membranas plasmáticas de suas células sinciciotrofoblasto – massa externa de células sem limite (polinucleada) que invade o epitélio e o tecido conjuntivo implantando superficialmente o blastocisto.produz, a seguir, enzimas que erodem os tecidos maternos Pedro Antônio o sêmen é lançado na parte prostática da uretra através dos ductos em resposta ao simpático. Ejaculação – o sêmen é expelido da uretra do fechamento do esfíncter vesical no colo da bexiga, contração do músculo uretral e contração dos músculos bulboesponjosos. Durante o coito, quando chegam ao orifício externo do útero, os espermatozóides movimentam sua cauda e alcançam o canal cervical. A enzima vesiculase, produzida nas seminais, coagula o sêmen e forma um tampão vaginal que impossibilita o seu retorno. A passagem dos espermatozóides pelo útero e tuba resulta das contrações das paredes musculares desses órgãos, induzidas pelas prostaglandinas do ejaculado. A frutose ali presente, também saída das vesículas seminais, constitui a fonte de energia para os gametas. Volume do Ejaculado – 2/6mL. são reabsorvidos pelo aparelho reprodutor feminino. os gametas masculinos recém ejaculados são incapazes de fertilizar o capacitação, fase em que uma cobertura glicoprotéica e protéica é removida da superfície do acrossoma e há alteração nos componentes de membrana dos espermatozóides. Acontece no enzima conversora da angiotensina no acrossoma Reação Acrossômica (hialuronidase e acrosina). Fertilização – Local: ampola da tuba uterina, sítio onde se encontra o ovócito ao secretar sinais químicos que atraem o espermatozóide. das células foliculares da corona radiata ocorre pela enzima hialuronidase do acrossoma e catalisadores da mucosa tubária; (2) penetração na zona pelúcida, pelas enzimas acrosina, neuraminidase e esterases, seguida da reação zonal, durante a propriedades desse envoltório impedem a penetração de outros gametas; (3) fusão das membranas com a penetração da cabeça e cauda do espermatozóide no ovócito; (4) termina a segunda divisão meiótica e forma-se o pró-núcleo feminino; (5) cria- se a cauda do espermatozóide; (5) fusão dos pró-núcleos com formação do zigoto e a consecutiva estimulação do ovócito secundário a completar a meio diplóide dos cromossomos (46); variação na espécie; determinação do sexo do embrião; início da proteína imunossupressora secretada pelas células trofoblásticas qu soro materno até 48h depois da fertilização. !Dispermia: entrada anormal de dois espermatozóides no ovócitos, com a criação de um indivíduo triplóide futuramente abortado. !Partenogênese: !Fertilização in Vitro: probabilidades de abortamento e gravidez múltipla segmentação. Conceito: divisões mitóticas sucessivas do zigoto que começam 30h depois da fertilização dentro da zona pelúcida. Em cada ciclo são produzidos , ainda que menores, blastômeros. estágio de 12 a 32 blastômeros que alcança o útero Blastocisto (4d): forma-se depois de o aparecimento da cavidade blastocística (blastogênese), preenchida por líquido. A camada celular externa é o trofoblasto, o qual originará a parte embrionária da placenta, e a massa celular , originará o embrião. A zona pelúcida inicia, então, sua degeneração permitindo o aumento do volume do fixação do pólo embrionário do blastocisto ao epitélio do endométrio. A seguir, há a proliferação do trofoblasto, perfazendo duas novas camadas: o citotrofoblasto mitoticamente ativo que migra para o externo enquanto perde as membranas plasmáticas de suas células – e massa externa de células sem limites (polinucleada) que invade o epitélio e o tecido conjuntivo, blastocisto. O sinciciotrofoblasto enzimas que erodem os tecidos maternos Antônio Sartini Dutra (AD2012) o sêmen é lançado na parte prostática da uretra através dos ductos sêmen é expelido da uretra, através do orifício externo da bexiga, contração do músculo uretral e Durante o coito, quando chegam ao orifício externo do útero, os espermatozóides movimentam sua cauda e alcançam o canal cervical. A enzima vesiculase, produzida nas seminais, coagula o sêmen e forma um tampão vaginal que impossibilita o seu retorno. A passagem dos espermatozóides pelo útero e tuba resulta das contrações das paredes musculares desses órgãos, presente, também saída das vesículas seminais, Espermatozóides – que não os gametas masculinos recém ejaculados são incapazes de fertilizar o fase em que uma cobertura glicoprotéica e protéica é removida da superfície do acrossoma e há alteração nos componentes de membrana dos espermatozóides. Acontece no enzima conversora da angiotensina no acrossoma, responsável pela ampola da tuba uterina, sítio onde se encontra o ovócito ao secretar sinais químicos que atraem o espermatozóide. Fases: (1) transposição das células foliculares da corona radiata ocorre pela ima hialuronidase do acrossoma e catalisadores da mucosa tubária; (2) penetração na zona pelúcida, pelas enzimas acrosina, neuraminidase e esterases, seguida da reação zonal, durante a qual alterações nas propriedades desse envoltório impedem a penetração de outros gametas; (3) fusão das membranas com a penetração da cabeça e cauda do espermatozóide no ovócito; (4) -se o pró-núcleo masculino e núcleos com formação do zigoto e a consecutiva o ovócito secundário a completar a meiose; restauração do variação na espécie; determinação do sexo do embrião; início da proteína imunossupressora secretada pelas células trofoblásticas que surge no entrada anormal de dois espermatozóides no !Partenogênese: nenhum caso foi probabilidades de abortamento e gravidez múltipla possibilitando a alocação completa do blastocisto. embrioblasto e se caracteriza como o endoderma primitivo principalmente as células da decídua que são ricas em lipídios e glicogênio. !Abortamentos Espontâneos – com a taxa de 45%, têm como causa principal as aberrações cromossômicas. Ocorrem antes de o feto ser viável (<20 semanas) Segunda Semana Eventos – Término da Implantação: apoptose de células do endométrio, enzimas proteol coriônica humana é secretada pelo sinciciotrofoblasto e entra no sangue materno através das lacunas abertas por esta mesma estrutura. É importante porque mantém a atividade do corpo lúteo e, depois da segunda semana, serve de base de teste de gravidez. Cavidade Amniótica: espaço no embrioblasto ainda primordial. Os amnioblastos se separam do epiblasto e revestem o âmnio. Disco Embrionário (7d): hipoblasto – teto da cavidade exocelômica, vitelino primário. Células endodérmicas desse saco originam o mesoderma extra junto ao âmnio. Lacunas: do sinciciotrofoblasto com mistura de sangue materno e secreç Esse fluído chega ao disco embrionário por difusão, nutrindo comunicação de capilares com as lacunas. As artérias endometriais espiraladas passa para as lacunas, e o sangue pouco oxigenado é removido pelas veias endometriais. sangue estanca uma falha do endométrio que é regenera acumulam glicogênio e lipídios no citoplasma e servem de suprimento nutritivo. fusão de várias lacunas, perfazendo os primórdios dos espaços intervilosos da placenta. Celoma Extra-Embrionário: decorrente de espaços dentro do mesoderma extra sofre expansão e envolve todo o âmnio e saco vitelino com fluido, exceto onde eles se aderem ao córion pelo pedículo do embrião. Mesoderma Extra Pedro Antônio possibilitando a alocação completa do blastocisto. Hipoblasto (7d): surge na superfície do interna do e se caracteriza como o endoderma primitivo. Nutrição: do blastocisto são os tecidos erodidos, principalmente as células da decídua que são ricas em lipídios e glicogênio. com a taxa de 45%, têm como causa principal as aberrações Ocorrem antes de o feto ser viável (<20 semanas) Segunda Semana Término da Implantação: o processo é finalizado no fim da segunda semana, devido à apoptose de células do endométrio, enzimas proteolíticas do sinciciotrofoblasto. coriônica humana é secretada pelosinciciotrofoblasto e entra no sangue materno através das lacunas abertas por esta mesma estrutura. É importante porque mantém a atividade do corpo lúteo e, depois da segunda gravidez. espaço no embrioblasto ainda primordial. Os amnioblastos se separam do epiblasto e Disco Embrionário (7d): epiblasto – assoalho, espesso, da cavidade amniótica; da cavidade exocelômica, que, sendo contínuo com a membrana homônima, constitui o saco vitelino primário. Células endodérmicas desse saco originam o mesoderma extra do sinciciotrofoblasto com mistura de sangue materno e secreções de glândulas uterinas erodidas. Esse fluído chega ao disco embrionário por difusão, nutrindo-o. Circulação Uteroplacentária Primitiva: comunicação de capilares com as lacunas. As artérias endometriais espiraladas passa para as lacunas, e o sangue pouco oxigenado é removido pelas veias endometriais. Tampão (10d): sangue estanca uma falha do endométrio que é regenerada no 12° dia. Reação da Decídua: acumulam glicogênio e lipídios no citoplasma e servem de suprimento nutritivo. fusão de várias lacunas, perfazendo os primórdios dos espaços intervilosos da placenta. decorrente de espaços dentro do mesoderma extra sofre expansão e envolve todo o âmnio e saco vitelino com fluido, exceto onde eles se aderem ao córion pelo Mesoderma Extra-Embrionário: é dividido em somático Antônio Sartini Dutra (AD2012) surge na superfície do interna do do blastocisto são os tecidos erodidos, com a taxa de 45%, têm como causa principal as aberrações o processo é finalizado no fim da segunda semana, devido à íticas do sinciciotrofoblasto. hCG: a gonadotrofina coriônica humana é secretada pelo sinciciotrofoblasto e entra no sangue materno através das lacunas abertas por esta mesma estrutura. É importante porque mantém a atividade do corpo lúteo e, depois da segunda espaço no embrioblasto ainda primordial. Os amnioblastos se separam do epiblasto e assoalho, espesso, da cavidade amniótica; que, sendo contínuo com a membrana homônima, constitui o saco vitelino primário. Células endodérmicas desse saco originam o mesoderma extra-embrionário, que o envolve ões de glândulas uterinas erodidas. Circulação Uteroplacentária Primitiva: comunicação de capilares com as lacunas. As artérias endometriais espiraladas passa para as lacunas, e o Tampão (10d): um coágulo fibrinoso de Reação da Decídua: células acumulam glicogênio e lipídios no citoplasma e servem de suprimento nutritivo. Redes Lacunares (12d): fusão de várias lacunas, perfazendo os primórdios dos espaços intervilosos da placenta. decorrente de espaços dentro do mesoderma extra-embrionário. Rapidamente sofre expansão e envolve todo o âmnio e saco vitelino com fluido, exceto onde eles se aderem ao córion pelo é dividido em somático – reveste o trofoblasto e cobre o âmnio – e esplâncnico – cobre o saco vitelino. definitivo que, embora não contenha vitelo, exerce importante função na transferência seletiva de nutrientes para o embrião. Surge como uma evaginação do saco vitelino primário. por aderência excessiva da mucosa como por obstruções geradas por uma cicatriz de infecção prévia. haver também implantação na bolsa retouternina (de Douglas), no ovário e no mesentério. Prévia: implantação do blastocisto no colo do útero, gerando uma placenta que cobre parcial ou totalmente o orifício. !Pílula do Dia Seguinte: doses de est Terceira Semana Gastrulação – Conceito: processo de formação das três camadas germinativas ectoderma, mesoderma e endoderma o disco embrionário bilaminar adquire o caráter trilaminar. É o início da morfogênese desenvolvimento da forma do corpo. Primitiva: espessamento da superfície do epiblasto, resultante da migração de células dessa camada para a região mediana. A extremidade cranial prolifera-se formando o nó primitivo. Desaparece no fim da quarta semana. Sulco Primitivo: aparece sobre a linha primitiva, e a fosseta primitiva é o correspondente do nó primitivo. Mesênquima forma os tecidos de sustentação do embrião, sendo resultado da migração de células da profundidade sulco primitivo. Parte dele forma o mesoblasto (mesoderma indiferenciado), que se organiza no mesoderma embrionário. Com o deslocamento do hipoblasto por células do epiblasto surge o endoderma embrionário. As células que permanecem no epiblasto foram o mesênquima podem proliferar e diferenciar Processo Notocordal: células mesenquimais migram cefalicamente em direção à placa precordal criar o processo notocordal. Área Cardiogênica mesmas células do mesênquima. Membrana Cloacal ânus. Exceções: há locais em que o disco permanece bilaminar precordal), na membrana cloacal e no processo cloacal Notocorda: bastão celular que se desenvolve por transformação do processo homônimo. Ele define os eixos do corpo, oferece rigidez e é base do desenvolvimento do esqueleto axial, indicando o local das vértebras. Formação – o processo notocordal do ectoderma se alonga; canal notocordal; o assoalho funde-se com o endoderma; aberturas no seu assoalho fazem a comunicação com o saco vitelino; o assoalho desaparece e o remanescente é a placa notocordal, que logo em seguida se invagina, formando a notocorda; a notocorda, por fim, se separa do endoderma. Pedro Antônio cobre o saco vitelino. Saco Vitelino Primitivo (Secundário): definitivo que, embora não contenha vitelo, exerce importante função na transferência seletiva de nutrientes o. Surge como uma evaginação do saco vitelino primário. Saco Coriônico (13d): primárias aparecem pela migração de células do citotrofoblasto. Duas camadas do trofoblasto, associadas ao mesoderma somático originam o córion. Cavidade Coriônica (13d): revestido pelo córion, anteriormente chamado de celoma extra-embrionário. (14d): futura membrana bucofaríngea criada como um espessamento do hipobla células colunares. Ela indica o futuro local !Seleção do Sexo do Embrião: depois de mais ou menos dois dias da ovulação induz o sexo masculino. implantação do blastocisto fora do útero. mais comum a tubária abdominal e sensibilidade por distensão da tuba. Sua causa é o atraso do transporte do zigoto, tanto por aderência excessiva da mucosa como por obstruções geradas por uma cicatriz de infecção prévia. haver também implantação na bolsa retouternina (de Douglas), no ovário e no mesentério. implantação do blastocisto no colo do útero, gerando uma placenta que cobre parcial ou totalmente o doses de estrógenos podem impedir a implantação do blastocisto. Terceira Semana processo de formação das três camadas germinativas – ectoderma, mesoderma e endoderma – em que o disco embrionário bilaminar adquire o caráter É o início da morfogênese – desenvolvimento da forma do corpo. Linha espessamento da superfície do epiblasto, resultante da migração de células dessa camada para a região mediana. A se formando o nó- Desaparece no fim da quarta semana. aparece sobre a linha primitiva, e a fosseta primitiva é o Mesênquima: forma os tecidos de sustentação do embrião, sendo resultado da migração de células da profundidade sulco primitivo. Parte dele forma o mesoblasto (mesoderma indiferenciado), que se organiza no mesoderma Com o deslocamento do hipoblasto por células do epiblasto surge o endoderma embrionário. As células que permanecem no epiblasto foram o ectoderma embrionário. Pluripotencialidade mesênquima podem proliferar e diferenciar-se em vários outros tipos de células. células mesenquimais migram cefalicamente em direção à placa precordal Área Cardiogênica: originada do mesoderma cardiogênico formado pelas Membrana Cloacal: caudalmente a linha primitiva, indica o local do futuro há locais em que o disco permanece bilaminar – na membrana bucofaríngea (placa precordal), na membrana cloacal e no processocloacal – porque ectoderma e endoderma estão fundidos. bastão celular que se desenvolve por transformação do processo homônimo. Ele define os eixos do corpo, oferece rigidez e é base do desenvolvimento do esqueleto axial, indicando o local das vértebras. o processo notocordal do ectoderma se alonga; é perfurado pela fosseta primitiva, formando o se com o endoderma; aberturas no seu assoalho fazem a comunicação com o saco vitelino; o assoalho desaparece e o remanescente é a placa notocordal, que logo em seguida se vagina, formando a notocorda; a notocorda, por fim, se separa do endoderma. Antônio Sartini Dutra (AD2012) Saco Vitelino Primitivo (Secundário): saco vitelino definitivo que, embora não contenha vitelo, exerce importante função na transferência seletiva de nutrientes Saco Coriônico (13d): vilosidades coriônicas primárias aparecem pela migração de células do Duas camadas do trofoblasto, associadas ao mesoderma somático originam o Cavidade Coriônica (13d): espaço revestido pelo córion, anteriormente chamado de embrionário. Placa Precordal membrana bucofaríngea que é um espessamento do hipoblasto por células colunares. Ela indica o futuro local da boca. !Seleção do Sexo do Embrião: uma fertilização depois de mais ou menos dois dias da ovulação induz o sexo masculino. !Gravidez Ectópica: implantação do blastocisto fora do útero. Sendo a mais comum a tubária – cujos sintomas são dor abdominal e sensibilidade por distensão da tuba. Sua causa é o atraso do transporte do zigoto, tanto por aderência excessiva da mucosa como por obstruções geradas por uma cicatriz de infecção prévia. Pode haver também implantação na bolsa retouternina (de Douglas), no ovário e no mesentério. !Placenta implantação do blastocisto no colo do útero, gerando uma placenta que cobre parcial ou totalmente o rógenos podem impedir a implantação do blastocisto. forma os tecidos de sustentação do embrião, sendo resultado da migração de células da profundidade do sulco primitivo. Parte dele forma o mesoblasto (mesoderma indiferenciado), que se organiza no mesoderma Com o deslocamento do hipoblasto por células do epiblasto surge o endoderma embrionário. As Pluripotencialidade – as células do células mesenquimais migram cefalicamente em direção à placa precordal, de modo a originada do mesoderma cardiogênico formado pelas caudalmente a linha primitiva, indica o local do futuro na membrana bucofaríngea (placa porque ectoderma e endoderma estão fundidos. bastão celular que se desenvolve por transformação do processo homônimo. Ele define os eixos do corpo, oferece rigidez e é base do desenvolvimento do esqueleto axial, indicando o local das vértebras. é perfurado pela fosseta primitiva, formando o se com o endoderma; aberturas no seu assoalho fazem a comunicação com o saco vitelino; o assoalho desaparece e o remanescente é a placa notocordal, que logo em seguida se vagina, formando a notocorda; a notocorda, por fim, se separa do endoderma. Resquício: permanece como Pedro Antônio o núcleo pulposo dos corpos vertebrais no adulto. Indução: ectoderma, a espessar neural. Genes Determinan Eixo Dorsoventral (Póstero Caudal (Súpero-Inferior) marginal posterior (ZMP) secretam uma molécula semelhante família TGFββββ. Ela determina a posição da linha primitiva na extremidade caudal do disco. Com a linha formada e a gastrulação em progressão, a BMP Protein 4) atua com o crescimento do fibroblasto), deslocando o mesoderma para uma posição ventral. Forma, assim, as placas intermediária e lateral mesoderma ventral. regula a expressão da cordina, e esse produto gênico, juntamente com a noguina e a folistatina, antagoniza a atividade da BMP movendo o mesoderma dorsalmente, formando a notocor da região da cabeça. Forma mesoderma dorsal cefálico. expressão do gene antagoniza a BMP- dorsalmente nas regiões caudais do embrião mesoderma dorsal c Látero-Lateral: o sonic hedgehog ( expressa-se, inicialmente, de maneira uniforme no nó primitivo e na notocorda. Porém, a ativação do receptor para a células do lado direito do nó restringe a expressão do Shh no lado esquerdo. O Shh, por sua vez, ativa o nodal TGFβ, e o lefty expressão dos alvos a jusante que controlam a assimetria esquerdo Genes Homeobox: cefálico-caudal de todas as três camadas germinativas. Codificam os fatores de transcrição ativadores de cascatas de genes reguladores de fenômenos, tais como a segmentação e formação do eixo. Ácido retinóico pode reespecific para caudais através da regulação e expressão de genes homeobox. Alantóide (16d): do saco vitelino que se estende em direção ao pedículo do embrião. Permanece muito pequena, auxiliando apenas na formação do sangue e na conformação da bexiga. Com o crescimento deste órgão, a alantóide torna úraco – ligamento umbilical medianos nos adultos. Seus vasos sangüíneos são transformados em artéria e veia umbilicais. Antônio Sartini Dutra (AD2012) o núcleo pulposo dos corpos vertebrais no da camada sobrejacente, o ectoderma, a espessar-se e formar a placa Genes Determinantes das Extremidades: Eixo Dorsoventral (Póstero-Anterior) e Céfalo- Inferior) – células da zona marginal posterior (ZMP) secretam uma molécula semelhante activina, membro da determina a posição da linha na extremidade caudal do disco. Com a linha formada e a gastrulação em BMP-4 (Bone Morphogenetic ) atua com o FGF (fator de crescimento do fibroblasto), deslocando o derma para uma posição ventral. Forma, lacas intermediária e lateral e o mesoderma ventral. O GOOSECOID (cefálico) regula a expressão da cordina, e esse produto gênico, juntamente com a noguina e a folistatina, antagoniza a atividade da BMP-4, movendo o mesoderma dorsalmente, formando a notocorda e o mesoderma paraxial da região da cabeça. Forma-se, dessa forma, o mesoderma dorsal cefálico. Mais tarde, a expressão do gene BRACHYURY (caudal) -4, deslocando o mesoderma dorsalmente nas regiões caudais do embrião � mesoderma dorsal caudal. o sonic hedgehog (Shh) se, inicialmente, de maneira uniforme no nó primitivo e na notocorda. Porém, a ativação do receptor para a activina-IIa em células do lado direito do nó restringe a expressão do Shh no lado esquerdo. O Shh, por nodal, um membro da família lefty. Esses genes regulam a expressão dos alvos a jusante que controlam a assimetria esquerdo-direita. s Homeobox: determina o padrão caudal de todas as três camadas germinativas. Codificam os fatores de transcrição ativadores de cascatas de genes reguladores de fenômenos, tais como a segmentação e formação do eixo. Ácido retinóico pode reespecificar segmentos cefálicos para caudais através da regulação e expressão de genes homeobox. Alantóide (16d): divertículo da parede caudal do saco vitelino que se estende em direção ao pedículo do embrião. Permanece muito pequena, auxiliando apenas na formação inicial do sangue e na conformação da bexiga. Com o crescimento deste órgão, a alantóide torna-se o ligamento umbilical medianos nos adultos. Seus vasos sangüíneos são transformados em artéria e veia umbilicais. !Teratoma Sacrococcígeo – restos primitiva podem persistir e originar um tumor. !Patologias: Situs Inversus; Sirenomelia (Disgenesia Caudal) - fusão dos brotos dos membros por perda de mesoderma da região lombossacral. Neurulação – Conceito: formação da placa e pregas neurais. Estimulação: o ectoderma embrionário, induzido pela notocorda, espessa constituindo a placa neural. Tubo Neural: neural, cranial ao nó primitivo, alarga- se até a membrana bucofaríngea, ultrapassando em comprimento a notocorda. Depois, invagina caracterizando o sulco neural, com as pregas neurais (primórdios doencéfalo) de ambos os lados, fecha se e desprende-se do ectoderma. Dependências: neuroectoderma da placa neural origina o SNC encéfalo e medula – e, por exemplo, a Epiderme: após a separação do tubo neural, o ectoderma de superfície diferencia-se em epiderme. Crista Neural: embora as pregas neurais fundam para formar o tubo, algumas células neuroectodérmicas migram dorsolateralmente, formando uma estrutura achatada – a crista neural, que posteriormente se separa em direita e esquerda. Origina – gânglios sensitivos de nervos cranianos e espinhais, bem como a retina. Somitos (21d): derivados do mesoderma paraxial, são até 44 pares de estruturas (35d) associados. São critérios para a determinação da idade do embrião. Genes de Expressão dos Somitos – o Shh (Sonic Hedgehog) induz a formação do esclerótomo e a ativação de PAX1, que coordena a formação das vértebras e a condrogênese. As proteínas Wnt do tubo neural ativam a PAX3, que forma os dermiótomos, e também orientam os somitos para formar os músculos dorsais e expressar o gene músculo-específico Myf5. Com o NT3, há formação da derme expressão do MyoD que coordena os músculos paraxiais. Celoma Intra-Embrionário: surge como espaços individuais no mesoderma lateral e cardiogênico. Depois da sua coalescência, formam uma cavidade em forma de ferradura. O mesoderma lateral, será, então, dividido em uma camada parietal (somática) uma camada visceral (esplâncnica) – contínua com o mesoderma extra Celoma – cavidades pericárdica, pleurais e peritoneal. Esplancnopleura: mesoderma esplâncnico e endoderma. !DTN: os defeitos do tubo neural são as anomalias mais comuns e envolvem a meroanencefalia, ausência parcial do encéfalo, ou anencefalia. A causa é a não fusão das pregas neurais. Desenvolvimento Inicial do Sistema Cardiovascular (3s): embrionário, do saco vitelino, pedículo do embrião e córion, e, dois dias mais tarde, no mesoderma intra embrionário. A formação desse sistema acontece pela ur Angiogênese: células mesenquimais originam angioblastos, que se agrupam em ilhotas sangüíneas. Essas células também formam o endotélio primitivo, achatando contíguas e anastomosam-se com outros vasos. se em elementos musculares e conjuntivos. hemangioblastos, originam células sangüíneas. organismo, já que o coração começa a bater no 21° dia. Vilosidades Coriônicas: as vilosidades primárias ramificam forma um eixo central e constitui as vilosidades coriônicas secundárias. Quando vascularizadas pelas redes arteriocapilares unidas ao coração, são ditas vilosidades terciárias. Um formada. Vilosidade de Ancoragem / Tronco vilosidades terminais, em que se dá a maior parte das trocas Pedro Antônio restos da linha primitiva podem persistir e originar um tumor. Situs Inversus; Sirenomelia fusão dos brotos dos membros por perda de mesoderma da região lombossacral. formação da placa e o ectoderma embrionário, induzido pela notocorda, espessa-se, Tubo Neural: a placa -se e estende- se até a membrana bucofaríngea, ultrapassando em Depois, invagina-se, caracterizando o sulco neural, com as pregas neurais (primórdios do encéfalo) de ambos os lados, fecha- Dependências: o neuroectoderma da placa neural origina o SNC – e, por exemplo, a retina. após a separação do tubo neural, o se em epiderme. embora as pregas neurais fundam-se para formar o tubo, algumas células dorsolateralmente, a crista neural, que posteriormente se separa em direita e esquerda. nervos cranianos e derivados do mesoderma paraxial, que originam a maior parte do esqueleto paraxial São critérios para a determinação da idade do embrião. o Shh (Sonic Hedgehog) induz a formação do esclerótomo e a ativação de ena a formação das vértebras e a condrogênese. As proteínas Wnt do tubo neural ativam a PAX3, que forma os dermiótomos, e também orientam os somitos para formar os músculos dorsais e específico Myf5. Com o NT3, há formação da derme expressão do MyoD que coordena os músculos paraxiais. surge como espaços individuais no mesoderma lateral e cardiogênico. Depois da sua coalescência, formam uma cavidade em forma de ferradura. O mesoderma lateral, será, então, camada parietal (somática) – contínua com o mesoderma extra contínua com o mesoderma extra-embrionário esplâncnico. cavidades pericárdica, pleurais e peritoneal. Somatopleura – mesoderma somático e ectoderma. ncnico e endoderma. os defeitos do tubo neural são as anomalias mais comuns e envolvem a meroanencefalia, ausência parcial do encéfalo, ou anencefalia. A causa é a não fusão das pregas neurais. Desenvolvimento Inicial do Sistema Cardiovascular (3s): ocorre a angiogênese no mesoderma extra embrionário, do saco vitelino, pedículo do embrião e córion, e, dois dias mais tarde, no mesoderma intra embrionário. A formação desse sistema acontece pela urgência de oxigenação e de aporte nutricional. células mesenquimais originam angioblastos, que se agrupam em ilhotas sangüíneas. Essas células também formam o endotélio primitivo, achatando-se. Vasos, por fim, se estendem para áreas se com outros vasos. Células mesenquimais circundam essas redes, diferenciando se em elementos musculares e conjuntivos. Hematogênese: células do endotélio de vasos, os hemangioblastos, originam células sangüíneas. !O sistema cardiovascular é o primeiro sistema funcional do organismo, já que o coração começa a bater no 21° dia. as vilosidades primárias ramificam-se e recebem inserções de mesênquima, que forma um eixo central e constitui as vilosidades coriônicas secundárias. Quando vascularizadas pelas redes arteriocapilares unidas ao coração, são ditas vilosidades terciárias. Uma capa citotrofoblástica é, logo, Vilosidade de Ancoragem / Tronco – se prendem aos tecidos maternos através da capa e originam em que se dá a maior parte das trocas. Antônio Sartini Dutra (AD2012) que originam a maior parte do esqueleto paraxial, derme e músculos o Shh (Sonic Hedgehog) induz a formação do esclerótomo e a ativação de ena a formação das vértebras e a condrogênese. As proteínas Wnt do tubo neural ativam a PAX3, que forma os dermiótomos, e também orientam os somitos para formar os músculos dorsais e específico Myf5. Com o NT3, há formação da derme. Wnt e BMP-4 ativam a surge como espaços individuais no mesoderma lateral e cardiogênico. Depois da sua coalescência, formam uma cavidade em forma de ferradura. O mesoderma lateral, será, então, o mesoderma extra-embrionário parietal – e embrionário esplâncnico. Divisões do mesoderma somático e ectoderma. os defeitos do tubo neural são as anomalias mais comuns e envolvem a meroanencefalia, ausência ocorre a angiogênese no mesoderma extra- embrionário, do saco vitelino, pedículo do embrião e córion, e, dois dias mais tarde, no mesoderma intra- gência de oxigenação e de aporte nutricional. células mesenquimais originam angioblastos, que se agrupam em ilhotas sangüíneas. Essas se. Vasos, por fim, se estendem para áreas Células mesenquimais circundam essas redes, diferenciando- células do endotélio de vasos, os o primeiro sistema funcional do se e recebem inserções de mesênquima, que forma um eixo central e constitui as vilosidades coriônicas secundárias. Quando vascularizadas pelas redes a capa citotrofoblástica é, logo, se prendem aos tecidos maternos através da capa e originam Pedro Antônio Sartini Dutra (AD2012) Quarta à Oitava Semana Organogênese – Conceito: período durante o qual inicia-se o desenvolvimento dos órgãos, que, todavia, desempenham funcionalidade mínima, a exceção do sistema cardiovascular. O embrião adquire o aspecto tipicamente humano. Fases do Desenvolvimento Embrionário: (1) Crescimento – divisão celular e a elaboração dos seus produtos. (2) Morfogênese – desenvolvimento da formae movimento de massas celulares pelas interações complexas. (3) Diferenciação – maturação dos professos fisiológicos. Teratógenos – são especialmente danosos nessa fase, pelo aparecimento dos órgãos. Dobramento do Embrião: aquisição da forma cilíndrica pelo embrião. Dobramento Mediano – corresponde ao dobramento ventral que obriga as extremidades cranial e cauda a se dirigirem ventralmente. Enquanto o septo transverso, o coração primitivo, o celoma pericárdico e a membrana orofaríngea tornam-se anteriores devido à prega cefálica, a prega cauda implica a formação do intestino posterior – incorporando-se a camada germinativas endodérmica – e da cloaca. Dobramento Horizontal – dobramento das paredes ventrolaterais em direção ao plano mediano, formando as pregas laterais. São produtos desse processo: uma nova incorporação da camada germinativa endodérmica, criando o intestino médio; o pedículo vitelínico; a formação do cordão umbilical pelo revestimento epitelial do pedículo embrionário pelo âmnio. Rompimentos - da membrana bucofaríngea (4s), comunicando a cavidade amniótica e o intestino primitivo, e da cloacal (7s). Derivados das Camadas Germinativas: a especificidade não é rigidamente fixa, ainda que siga um padrão bastante regular. Ectoderma - SNC, SNP, epitélios sensoriais do olho, aparelho auditivo e nariz, epiderme e anexos, glândulas mamárias, hipófise, glândulas subcutâneas e esmalte dos dentes. Mesoderma – tecido conjuntivo, cartilagem, osso, músculos estriados e lisos, coração, vasos sangüíneos e linfáticos, rins, ovários, testículos, ductos genitais, membranas serosas que revestem cavidades, baço e córtex adrenal. Endoderma - revestimento epitelial dos tratos gastrointestinal e respiratório, tonsilas, paratireóides, timo, fígado, pâncreas, revestimento epitelial da bexiga, uretra, tímpano e tuba. Controle do Desenvolvimento: as células pluripotenciais se diferenciam através das induções - interações que conduzem a uma mudança no curso do desenvolvimento de pelo menos um dos interagentes. Difusão de Sinal: Difusão – o sinal parece é uma molécula difusível que passa do tecido indutor para o reativo. Interação Mediada pela Matriz – o sinal é mediado através de matriz extracelular não difusível, secretada pelo indutor, com a qual o tecido reativo entra em contato. Interação Mediada pelo Contato Físico – o sinal exige o contato os dois tecidos. Organogênese – Quarta Semana: dobramento mediano do corpo; quatro a doze somitos; neuroporos abertos; arcos faríngeos mandibular e hióideo individualizados; fechamento do neuroporo rostral; eminência caudal curta; brotos dos membros superiores; fossetas ópticas (orelhas); placóides do cristalino; broto dos membros inferiores; neuroporo caudal fechado. Quinta Semana: crescimento da cabeça pelo desenvolvimento do encéfalo e proeminências faciais – que entram em contato com a eminência cardíaca; grande crescimento do segundo arco faríngeo sobre os dois inferiores, formando o seio cervical. Sexta Semana: placas das mãos, raios digitais, saliências auriculares, meato acústico externo, olho evidente, resposta reflexa ao toque. Sétima Semana: chanfradura entre raios digitais, pedículo vitelino (ducto q comunica intestino e saco vitelino), hérnia umbilical – porque a cavidade é muito pequena para o desenvolvimento dos intestinos –, inicio da ossificação. Oitava Semana: plexo vascular do couro cabeludo, primeiros movimentos voluntários dos membros, ossificação dos membros inferiores, cauda desaparece, características nitidamente humanas, pálpebras fechadas, genitália externa indefinida. Clínica Médica – Cálculo de Idade: LNMP (início do Último Período Menstrual Normal) – 14 ± 2 = Data da Fertilização. LNMP – Idade gestacional. Tamanho: Até a quarta semana – maior comprimento; a partir da quinta semana – medida cabeça-nádega; oitava semana – cabeça- calcanhar. Comparações – utilização o sistema Carnegie de estadiamento. Teratógenos: agentes, tais como drogas e vírus, que produzem ou aumentam a incidência de anomalias congênitas. Atuam durante o estágio de diferenciação ativa de um tecido ou órgão. Ex: álcool, talidomida, hidantoína, toxoplasmose, rubéola, sífilis, etc. Risco de Anomalia Congênita: nas primeiras 3 semanas, pode ocorrer morte do embrião. Da 3ª à 8ª semana (formação de órgãos), pode ocorrer malformação do embrião (ex: defeito cardíaco). A partir da 8ª semana (crescimento e maturação dos sistemas e órgãos), perturbação funcional do feto (ex: retardo mental). genética. Período Fetal Nona Semana ao Nascimento com implantação baixa; pálpebras fundidas; pernas curtas e coxas pequenas; genitália externa distinguível na (12s); retorno do intestino ao abdome (11s); eritropoese no baço urina. 13a à 16a Semana: membros inferiores mais compridos; movimentos coordenados dos membros (14s); ossificação do esqueleto ativa (16s); movimentos lentos dos olhos (14s); padrão de cabelos no couro cabeludo diferenciação dos ovários e ovogônias; olhos mais anteriores e orelhas mais superiores. crescimento mais lento; membros com extensão relativa final; movimentos fetais perceptíveis (pontapés); caseosa – material gorduroso das glândulas fetais, que protege contra abrasões, rachaduras e endurecimento; sobrancelhas e cabelo (20s); lanugo (20s) gordura parda – especializada na produção de calor pela oxidação de ácidos graxos; canalização da vagina; descida dos testículos. proporcionado; pele enrugada, rósea à vermelha; movimentos rápidos dos olhos e habilidade de piscar por sobressalto (SOM); pneumócitos tipo II secretam o surfactante, lipídio tensoativo que mantém abertos os alvéolos; unhas dos dedos das mãos; mortes de prematuros com até 25 semanas são decorrentes, principalmente, da imaturidade do sistema respiratório. sistema nervoso controla os movimentos respiratórios e a termorregulação abertos; gordura amarela (3,5%); baço inicia a hematopoiese e finaliza a eritropoese; medula óssea começa a eritropoese. 30a à 34a Semana: reflexo pupilar; pele rosada e lisa gordos; gordura amarela (8%). 35a à 38 amarela (16%); circunferência da cabeça é semelhante ao abdome até 36s; 14g por dia; pele rosa-azulada; tórax saliente; ma 3.400g. DPP – Data Provável de Parto: Pedro Antônio defeito cardíaco). A partir da 8ª semana (crescimento e maturação dos sistemas e órgãos), perturbação funcional do feto (ex: retardo mental). As malformações podem ter origem cromossômica ou Nona Semana ao Nascimento Período Fetal – Conceito: crescimento do corpo e na diferenciação de tecidos. A cabeça diminui relativamente ao corpo e o peso aumenta de modo substancial. !Viabilidade Fetal – capacidade de extra-uterino. Fetos com menos de 500g dificilmente sobrevivem (ELBW - Extremely Low Birth We nascidas à termo que, mesmo assim, ao nascimento devido a um retar (IUGR - Intrauterine Growth Retardation); os recém prematuros que possuem de 1500g a 2500g, podem sobreviver. !Idade Fetal: Primeiro Trimestre crânio-nadega. Segundo e Terceiro Trimestres biparietal, circunferência da cabeça, circunferência abdominal, comprimento do fêmur, comprimento do pé. bom referencial, já que filhos de mães di apresentar aumento considerável de peso. É importante, logo, apenas para o planejamento prático do parto. !Prematuridade: fetos podem sobreviver se a gravidez é interrompida a partir do fim do segundo semestre. Eventos – 9a à 12a Semana: comprimento do corpo; face larga; olhos separados; orelhas com implantação baixa; pálpebras fundidas; pernas curtas e coxas pequenas; genitália externa distinguível na (12s); retorno do intestino ao abdome (11s); eritropoese no baço (12s) em oposição ao fígado (9s); formação de membros inferiores mais compridos; movimentos coordenados dos membros (14s); ossificação do esqueleto ativa (16s); movimentos lentos dos olhos(14s); padrão de cabelos no couro cabeludo diferenciação dos ovários e ovogônias; olhos mais anteriores e orelhas mais superiores. crescimento mais lento; membros com extensão relativa final; movimentos fetais perceptíveis (pontapés); dulas fetais, que protege contra abrasões, rachaduras e endurecimento; lanugo (20s) – penugem muito delicada que mantém a especializada na produção de calor pela oxidação de ácidos graxos; canalização da vagina; descida dos testículos. 21a à 25a Semana: ganho substancial de peso; feto bem proporcionado; pele enrugada, rósea à vermelha; movimentos rápidos dos olhos e habilidade de piscar por sobressalto (SOM); pneumócitos tipo II secretam o surfactante, lipídio tensoativo que mantém abertos os has dos dedos das mãos; mortes de prematuros com até 25 semanas são decorrentes, principalmente, da imaturidade do sistema respiratório. 26a à 29a Semana: pulmões capazes de respirar; sistema nervoso controla os movimentos respiratórios e a termorregulação; unhas dos dedos dos pés (26s); olhos abertos; gordura amarela (3,5%); baço inicia a hematopoiese e finaliza a eritropoese; medula óssea começa a reflexo pupilar; pele rosada e lisa – devido à gordura subcutânea; membros à 38a Semana: seguram-se com firmeza e orientam amarela (16%); circunferência da cabeça é semelhante ao abdome até 36s; pé maior que o fêmur (37s); engorda azulada; tórax saliente; mamas protruída; testículos no escroto. Data Provável de Parto: LNMP – 3 meses + 1 ano + sete dias. Antônio Sartini Dutra (AD2012) defeito cardíaco). A partir da 8ª semana (crescimento e maturação dos sistemas e órgãos), pode ocorrer As malformações podem ter origem cromossômica ou Conceito: baseia-se no rápido diferenciação de tecidos. A cabeça diminui relativamente ao corpo e o peso aumenta de capacidade de sobreviver em ambiente etos com menos de 500g dificilmente Extremely Low Birth Weight); há crianças nascidas à termo que, mesmo assim, apresentam baixo peso ao nascimento devido a um retardo do crescimento uterino etardation); os recém-nascidos prematuros que possuem de 1500g a 2500g, podem Primeiro Trimestre – medida Segundo e Terceiro Trimestres – diâmetro biparietal, circunferência da cabeça, circunferência abdominal, comprimento do fêmur, comprimento do pé. Peso – não é um bom referencial, já que filhos de mães diabéticas podem apresentar aumento considerável de peso. É importante, logo, apenas para o planejamento prático do parto. fetos podem sobreviver se a gravidez é interrompida a partir do fim do segundo semestre. Semana: rápido crescimento do comprimento do corpo; face larga; olhos separados; orelhas com implantação baixa; pálpebras fundidas; pernas curtas e coxas pequenas; genitália externa distinguível na (12s) em oposição ao fígado (9s); formação de membros inferiores mais compridos; movimentos coordenados dos membros (14s); ossificação do esqueleto ativa (16s); movimentos lentos dos olhos (14s); padrão de cabelos no couro cabeludo; diferenciação dos ovários e ovogônias; olhos mais anteriores e orelhas mais superiores. 17a à 20a Semana: crescimento mais lento; membros com extensão relativa final; movimentos fetais perceptíveis (pontapés); vernix dulas fetais, que protege contra abrasões, rachaduras e endurecimento; penugem muito delicada que mantém a vernix aderida à pele; especializada na produção de calor pela oxidação de ácidos graxos; formação do útero e ganho substancial de peso; feto bem proporcionado; pele enrugada, rósea à vermelha; movimentos rápidos dos olhos e habilidade de piscar por sobressalto (SOM); pneumócitos tipo II secretam o surfactante, lipídio tensoativo que mantém abertos os has dos dedos das mãos; mortes de prematuros com até 25 semanas são decorrentes, pulmões capazes de respirar; ; unhas dos dedos dos pés (26s); olhos abertos; gordura amarela (3,5%); baço inicia a hematopoiese e finaliza a eritropoese; medula óssea começa a devido à gordura subcutânea; membros se com firmeza e orientam-se à luz; gordura pé maior que o fêmur (37s); engorda mas protruída; testículos no escroto. CRL: 360mm. Peso: Fatores que Influenciam o Crescimento Fetal transferidos através da placenta. A insulina é secretada pelo pâncreas fetal impermeável à esse hormônio. Diz-se, ainda, que ela, o hormônio do crescimento e polipeptídeos pequenos são grandes estimuladores do crescimento fetal. implicar crianças com IUGR, depois disso, resultam apenas em crianças um pouco abaixo do peso normal. Negativos – tabagismo; consumo de álcool fetoplacentário insuficiente – causando fome fetal, cujas causas são v hipotensão grave e doença renal; fatores genéticos que provocam aberrações cromossômicas !Síndrome da Pós-Maturação: implica bebês com excesso de peso, ausência de lanugo, vernix caseosa reduzida, unhas longas e alerta aumentado. Caracteriza e, como aumentam proporcionalmente os riscos de Avaliação do Feto: a atividade fetal é sentida pela mãe e pelo médico, sendo a primeira indicação do seu bem estar. A ausculta dos batimentos cardíacos é outro importante sinal. comum, em que amostra de líquido amniótico é retirada uterina, passando pela cavidade amniótica e perfurando o córion e o âmnio materna é avançada; partos anteriores de crianças com aberrações cromossômicas; anormalidades de um dos genitores; história de defeito no tubo neural na família. distúrbios do tubo neural ou defeitos na parede abdominal. anomalias coriônicas, erros inatos do metabolismo e distúrbios ligados ao X. da amniocentese, detecta o sexo, aberrações cromossômicas e Intra-Uterina – tratamento da doença hemolítica do recém inserido na cavidade peritoneal do feto. Percutânea de Sangue do Cordão Umbilical amplamente disponível, com baixo custo e ausência de efeitos adversos conhecidos. coriônico e seu conteúdo, o tamanho do feto e da placenta Magnética – utilizadas no planejamento de tratamento cirúrgico fetal. Placenta e Membranas Fetais Conceitos – Função: a parte fetal da placenta e as membranas fetais – córion, âmnio, saco vitelino e alantóide – separam o feto do endométrio. Placenta – Função: local básico das trocas de nutrientes e gases - nutrientes e oxigênio vêm do sangue materno, enquanto as excretas e dióxido e carbono são eliminados lá. Entre as outras funções estão a proteção, a nutrição, a respiração, a excreção e a produção de hormônios. Partes: há uma porção fetal, originária do saco coriônico, o córion viloso e o espaço interviloso, e uma materna – a decídua basal do endométrio. Excreção: quinze minutos após o nascimento a placenta e as membranas fetais são expelidas do útero, denominando-se secundina. Decídua: endométrio gravídico – camada funcional que se destaca do útero após o parto. Pedro Antônio Fatores que Influenciam o Crescimento Fetal: o feto necessita de aminoácidos e glicose da mãe, que são da placenta. A insulina é secretada pelo pâncreas fetal – pois a membrana placentária é se, ainda, que ela, o hormônio do crescimento e polipeptídeos pequenos são grandes estimuladores do crescimento fetal. Fatores – estímulos negativos até o terceiro semestre tendem a implicar crianças com IUGR, depois disso, resultam apenas em crianças um pouco abaixo do peso normal. consumo de álcool; gravidez múltiplas; drogas; fluxo sangüíneo causando fome fetal, cujas causas são vasos coriônicos ou umbilicais pequenos, ; fatores genéticos que provocam aberrações cromossômicas implica bebês com excesso de peso, ausência de lanugo, vernix caseosa reduzida, unhas longas e alerta aumentado. Caracteriza-se pelo atraso do nascimento por mais de três semanas, e, como aumentam proporcionalmente os riscos de mortalidade, é recomendado induzir o procedimento. a atividade fetal é sentida pela mãe e pelo médico, sendo a primeira indicaçãodo seu bem estar. A ausculta dos batimentos cardíacos é outro importante sinal. Amniocentese Diagnóstica amostra de líquido amniótico é retirada com uma agulha inserida entre paredes abdominal e uterina, passando pela cavidade amniótica e perfurando o córion e o âmnio. É indicado quando: a idade materna é avançada; partos anteriores de crianças com aberrações cromossômicas; anormalidades de um dos genitores; história de defeito no tubo neural na família. Alfa-Fetoproteína (AFP) neural ou defeitos na parede abdominal. Amostras das Vilosidades Coriônicas anomalias coriônicas, erros inatos do metabolismo e distúrbios ligados ao X. Cultura de Células da amniocentese, detecta o sexo, aberrações cromossômicas e erros inatos do metabolismo. doença hemolítica do recém-nascido – eritroblastose fetal (HDN) inserido na cavidade peritoneal do feto. Fetoscopia – procedimento perigoso e pouco indicado. Percutânea de Sangue do Cordão Umbilical – análise cromossômica. Ultra-Sonografia amplamente disponível, com baixo custo e ausência de efeitos adversos conhecidos. o do feto e da placenta. Tomografia Computadorizada e Ressonância utilizadas no planejamento de tratamento cirúrgico fetal. a parte fetal da córion, separam local básico das nutrientes e oxigênio vêm do sangue materno, s e dióxido e carbono são eliminados lá. Entre as outras funções estão a proteção, a nutrição, a respiração, a excreção e a produção de hormônios. há uma porção fetal, originária do , o córion viloso e o espaço a decídua quinze minutos após o nascimento a placenta e as membranas fetais são expelidas do útero, Decídua: camada funcional rto. A Antônio Sartini Dutra (AD2012) o feto necessita de aminoácidos e glicose da mãe, que são pois a membrana placentária é se, ainda, que ela, o hormônio do crescimento e polipeptídeos pequenos são los negativos até o terceiro semestre tendem a implicar crianças com IUGR, depois disso, resultam apenas em crianças um pouco abaixo do peso normal. Fatores ; gravidez múltiplas; drogas; fluxo sangüíneo uteroplacentário e asos coriônicos ou umbilicais pequenos, ; fatores genéticos que provocam aberrações cromossômicas estruturais. implica bebês com excesso de peso, ausência de lanugo, vernix caseosa se pelo atraso do nascimento por mais de três semanas, mortalidade, é recomendado induzir o procedimento. a atividade fetal é sentida pela mãe e pelo médico, sendo a primeira indicação do seu bem- Amniocentese Diagnóstica – exame mais agulha inserida entre paredes abdominal e . É indicado quando: a idade materna é avançada; partos anteriores de crianças com aberrações cromossômicas; anormalidades de um Fetoproteína (AFP) – aumenta em fetos com Amostras das Vilosidades Coriônicas – detecta Cultura de Células – com células erros inatos do metabolismo. Transfusão Fetal eritroblastose fetal (HDN) – o sangue é procedimento perigoso e pouco indicado. Amostragem Sonografia – modalidade básica, amplamente disponível, com baixo custo e ausência de efeitos adversos conhecidos. Pode-se visualizar o saco Tomografia Computadorizada e Ressonância decídua basal é a mais distante do concepto por ser um componente materno; a decídua capsular cobre o concepto e a parietal é a parede restante. conseqüentes da implantação do blastocisto. As cél glicogênio. Desenvolvimento: baseia coriônico e suas vilosidades. No fim da terceira semana há capacidade de se realizarem trocas e, na semana, uma rede vascular estabelece capsular degeneram e o córion liso, avascular, é gerado; o córion viloso, todavia, surge como um aumento das vilosidades da decídua basal. Fusão a decídua parietal. Em decorrência de um déficit de vascularização ela acaba por se degenerar, permitindo que o córion liso una-se à decídua parietal. bolsa antes do trabalho de parto. Circulação Uteroplacentária: e materno, porém quantidades muito pequenas do líquido podem entrar em contato por defeitos na membrana placentária. Uma redução dessa circulação resulta em hipóxi feto. Cordão Umbilical: duas veias umbilicais deixam a placenta e seguem para o coração, conduzindo sangue arterial, enquanto uma artéria transporta sangue fetal pouco oxigenado Membrana Placentária: tecidos extrafetais que separam o sangue materno do fetal semana, o sinciciotrofoblasto, o citotrofoblasto, o tecido conjuntivo das vilosidades e o endotélio dos capilares fetais. Depois disso, o citotrofoblasto e o tecido conjuntivo tende constituída, dessa maneira, a membrana placentária vasculossincicial. Função Principal – Transporte Placentário: facilitada – glicose, aminoácidos; transporta hormônios esteróides; eletrólitos; pinocitose dependência fetal, a qual, além da síndrome de abstinência inicial, não provoca dependência p vírus e protozoários. Bactérias geralmente são intransferíveis. Funções Secundárias da Placenta: sintetiza de glicogênio, ácidos graxos e colesterol que nutrem o embrião e o feto; secreta hormônios protéicos – humana (hCS); tireotrofina coriônica humana (hCT) e corticotrofina coriônica hormônios lipídicos – progesterona e estrógenos depois da degeneração do corpo lúteo. Variações na Forma da Placenta: P coriônico. PLACENTAS ACESSÓRIAS � basal. Placenta Percreta: vilosidades penetram no miométrio até peritônio necessita de cesariana !A retenção de um cotilédone grave. !Coriocarcinoma da gestação: proliferação anormal do trofoblasto, sendo super sensível a quimioterapia Pedro Antônio é a mais distante do concepto por ser um componente materno; a decídua capsular cobre o concepto e a parietal é a parede restante. Reação da Decídua – mudança nas células do endométrio conseqüentes da implantação do blastocisto. As células deciduais são importantes fontes de lipídios e baseia-se na proliferação do trofoblasto e no desenvolvimento do saco coriônico e suas vilosidades. No fim da terceira semana há capacidade de se realizarem trocas e, na semana, uma rede vascular estabelece-se para facilitá-las. A seguir, as vilosidades associadas à decídua capsular degeneram e o córion liso, avascular, é gerado; o córion viloso, todavia, surge como um aumento Fusão: a decídua capsular, por falta de espaço, adelgaça a decídua parietal. Em decorrência de um déficit de vascularização ela acaba por se degenerar, permitindo se à decídua parietal. Junção Materno fetal, o córion viloso, prende materna, decídua basa citotrofoblástica ancoragem. A forma da placenta depende dessas vilosidades, porque o seu contínuo crescimento erode o tecido da decídua basal e expande o espaço intervi áreas convexas irregulares da parte fetal da placenta, dividida septo da placenta. Cada unidade é formada por duas ou mais vilosidades terminais. suprido pelas artérias espiraladas da decídua basal, que abrem fendas capa citotrofoblástica, e pelas veias endometriais, que também atravessam Amniocoriônica: com o córion liso e decídua parietal. Lesões nessa membrana são responsáveis pelo rompimento da Circulação Uteroplacentária: geralmente não há mistura de sangue fetal e materno, porém quantidades muito pequenas do líquido podem entrar em contato por defeitos na membrana placentária. Uma redução dessa circulação resulta em hipóxia fetal e IUGR, ou até mesmo óbito do duas veias umbilicais deixam a placenta e seguem para o coração, conduzindo sangue arterial, enquanto uma artéria transporta sangue fetal pouco oxigenado para o local tecidos extrafetais que separam o sangue materno do fetal semana, o sinciciotrofoblasto, o citotrofoblasto, o tecido conjuntivo das vilosidades e o endotélio dos capilares fetais. Depois disso, o citotrofoblasto e o tecido conjuntivo tendem a diminuir ou até desaparecer. É constituída, dessa maneira, a membrana placentária vasculossincicial. Transporte Placentário:difusão simples – gases, água, uréia e ácido úrico; difusão glicose, aminoácidos; transporta vitaminas hidrossolúveis (+) e lipossolúveis ( hormônios esteróides; eletrólitos; pinocitose – anticorpos maternos (IgG) ; drogas dependência fetal, a qual, além da síndrome de abstinência inicial, não provoca dependência p vírus e protozoários. Bactérias geralmente são intransferíveis. sintetiza de glicogênio, ácidos graxos e colesterol que nutrem o embrião e gonadotrofina coriônica humana (hCG); somatomamotrofina coriônica humana (hCS); tireotrofina coriônica humana (hCT) e corticotrofina coriônica progesterona e estrógenos depois da degeneração do corpo lúteo. Placenta Membranácea – vilosidades coriônicas em toda superfície saco � Placenta Acreta: aderente à parede uterina com ausência da decídua vilosidades penetram no miométrio até peritônio. Placenta Prévia: retenção de um cotilédone ou placenta acessória pode : proliferação anormal do trofoblasto, sendo super sensível a quimioterapia Antônio Sartini Dutra (AD2012) é a mais distante do concepto por ser um componente materno; a decídua capsular cobre o mudança nas células do endométrio ulas deciduais são importantes fontes de lipídios e se na proliferação do trofoblasto e no desenvolvimento do saco coriônico e suas vilosidades. No fim da terceira semana há capacidade de se realizarem trocas e, na quarta A seguir, as vilosidades associadas à decídua capsular degeneram e o córion liso, avascular, é gerado; o córion viloso, todavia, surge como um aumento a decídua capsular, por falta de espaço, adelgaça-se e funde-se com a decídua parietal. Em decorrência de um déficit de vascularização ela acaba por se degenerar, permitindo Junção Materno-Fetal: a parte fetal, o córion viloso, prende-se à materna, decídua basal, pela capa citotrofoblástica – vilosidades de ancoragem. A forma da placenta depende dessas vilosidades, porque o seu contínuo crescimento erode o tecido da decídua basal e expande o espaço interviloso. Cotilédones: áreas convexas irregulares da parte fetal da placenta, divididas pelo da placenta. Cada unidade é formada por duas ou mais vilosidades-tronco e seus ramos terminais. Espaço Interviloso: é pelas artérias espiraladas da ua basal, que abrem fendas na capa citotrofoblástica, e pelas veias endometriais, que também atravessam-na. Membrana Amniocoriônica: união do âmnio com o córion liso e decídua parietal. Lesões nessa membrana são responsáveis pelo rompimento da geralmente não há mistura de sangue fetal e materno, porém quantidades muito pequenas do líquido podem entrar em contato por defeitos na a fetal e IUGR, ou até mesmo óbito do duas veias umbilicais deixam a placenta e seguem para o coração, conduzindo para o local. tecidos extrafetais que separam o sangue materno do fetal – são, até a 20a semana, o sinciciotrofoblasto, o citotrofoblasto, o tecido conjuntivo das vilosidades e o endotélio dos capilares m a diminuir ou até desaparecer. É gases, água, uréia e ácido úrico; difusão vitaminas hidrossolúveis (+) e lipossolúveis (–); transporte de anticorpos maternos (IgG) ; drogas – podem causar dependência fetal, a qual, além da síndrome de abstinência inicial, não provoca dependência psicológica; sintetiza de glicogênio, ácidos graxos e colesterol que nutrem o embrião e gonadotrofina coriônica humana (hCG); somatomamotrofina coriônica humana (hCS); tireotrofina coriônica humana (hCT) e corticotrofina coriônica humana (hCACTH); secreta progesterona e estrógenos depois da degeneração do corpo lúteo. vilosidades coriônicas em toda superfície saco aderente à parede uterina com ausência da decídua Placenta Prévia: no colo do útero, ou placenta acessória pode causar hemorragia uterina : proliferação anormal do trofoblasto, sendo super sensível a quimioterapia. !O Pedro Antônio Sartini Dutra (AD2012) exame pré-natal de placenta por ultra-som pode indicar: retardo de crescimento intra uterino, disfunção placentária, sofrimento e morte fetal, doença neonatal. Cópia do Resumo Caroline Amaro (AD2009) Útero: aumenta as fibras musculares lisas. No primeiro trimestre, o útero sai da cavidade pélvica, na 20sem chega no umbigo, e na 28-30sem, está na região epigástrica. Cordão Umbilical: 30-90 cm comprimento; usualmente tem 2 artérias e 1 veia. !Anomalias - Cordão curto: pode causar separação prematura da placenta da parede do útero. Cordão longo: tende ao prolapso ou a enrolar-se em torno do feto, causando hipóxia fetal. É freqüente a formação de alças: nós falsos ou verdadeiros, que podem levar a morte fetal por anóxia. Âmnio e Fluido Amniótico: • Saco amniótico + fluido. O âmnio forma um saco (que contém fluido amniótico), e constitui a cobertura do cordão umbilical. Esse fluido vem principalmente do FLUIDO TECIDUAL MATERNO por difusão, através da membrana amniocoriônica da decídua parietal. Tb sai água e solutos do feto p/ a cavidade antes de a pele ficar queratinizada. No início da 11° SEM o feto contribui c/ a urina, sendo esta quantia aumentada até o final da gravidez. • Na 10ª sem são 30ml, 20ª sem 350ml • É composto por 99% de água e material não dissolvido (prot, carboidratos células epiteliais descamadas, gorduras, enzimas, hormônios, pigmentos), mais urina e mecônio no final gestação. • Fluido é trocado a cada 3h • O fluido amniótico é deglutido pelo feto e absorvido pelos tratos digestivos e respiratórios. O fluido passa p/ o sangue fetal e os produtos de excreção nele contidos atravessam a membrana placentária e vão p/ o sangue materno. O excesso de água no sangue fetal volta ao FA através do trato urinário/fecal. Oligoidrâmnio: • 400ml no 3º trimestre • Resulta de insuficiência placentária por diminuição do fluxo sangüíneo da placenta • Em 10% dos casos ocorre por ruptura da membrana amniótica • Agenesia renal (como o rim não funciona, ele não contribui com urina) • Tb causada por uropatia obstrutiva • Causa anormalidades fetais (hipoplasia pulmonar, defeitos faciais e dos membros - resultado da compressão do feto pela parede uterina). POLIDRÂMNIO: • + 2000ml • Feto não deglute quantidade usual de liquido amniótico • Em 60% é idiopática (causa desconhecida) • 20% fatores maternos • 20% fatores fetais (pode estar relacionado à anencefalia, à atresia esofágica). FUNÇÕES DO ÂMNIO: • Permite o crescimento externo simétrico do embrião • Atua como barreira contra infecções • Desenvolvimento normal pulmões fetais • Impede a aderência do âmnio ao embrião • Protege contra trauma e choques mecânicos • Controla temperatura corporal do embrião • Permite movimentos livres (desenvolvimento muscular) • Manutenção da homeostasia dos fluidos e eletrólitos. ROTURA PREMATURA DE MEMBRANAS FETAIS: • Leva ao parto prematuro - É a complicação mais comum do oligodrâmnio • Pode causar anomalias fetais: síndrome da faixa amniótica (constrição de faixas amnióticas envolventes, causando desde a constrição de um dedo até defeitos do couro cabeludo).ALANTÓIDE: C Pedro Antônio Sartini Dutra (AD2012) O ALANTÓIDE e o SACO VITELINO são ESTRUTURAS VESTIGIAIS, essenciais para o desenvolvimento embrionário normal. Ambos são locais de FORMAÇÃO DE SANGUE e ambos são parcialmente incorporados pelo embrião. • Apesar de não ser funcional nos embriões humanos, é importante porquê: - Ocorre nele formação sanguínea, (3ª à 5ª SEM) - Seus vasos sanguíneos persistem como a veia e artérias umbilicais, - Alantóide involui, dando o úraco - ligamento umbilical mediano, • No 2º MÊS, há degeneração da porção extra-embrionária do alantóide. • ONFALOCELE (hérnia congênita de vísceras na parte proximal cordão umbilical) • Porção intra-embrionária: UMBIGO – BEXIGA SACO VITELINO: • Com 32 dias, é grande, e a partir daí regride.Com 20 SEM não é mais visível • 10 SEM resquício periforme 5mm e liga-se ao intestino médio → PEDÍCULO VITELINO • Transferência de nutrientes p/ o embrião da 2a a 3a SEM • Formação de sangue da 3a até 6a SEM • Na 4ª SEM, parte dele é incorporado ao embrião, originando o intestino primitivo (endoderma) • Epitélio da traquéia, brônquios, pulmões e trato digestivo • Origina células germinativas primordiais do revestimento endodérmico da parede SV na 3ª SEM migram p/ glândulas sexuais em desenvolvimento, ESPERMATOGÔNIAS E OVOGÔNIAS • Em casos incomuns ele persiste durante a gravidez, sendo que em 2% dos adultos persiste a parte proximal do SV em forma de DIVERTÍCULO ILEAL ou DIVERTÍCULO DE MECKEL. PARTO: Feto, placenta e membranas fetais são expelidos do trato reprodutor materno. TRABALHO DE PARTO: É a seqüência de contrações uterinas, involuntárias, determinando a dilatação da cérvice e a saída do feto e da placenta do útero. Os fatores desencadeantes ainda não são totalmente compreendidos, mas o início das contrações é controlado pelos hormônios fetais: O hipotálamo do feto secreta H. LIBERADOR DE CORTICOTROFINA (CRH), que estimula a hipófise anterior a produzir ACTH (adrenocorticotrofina). Isso causa a liberação de CORTISOL pelo córtex da adrenal. Esse hormônio está envolvido com a síntese de esteróides (estrógeno) que, na hipófise posterior, faz a secreção de OXITOCINA. A oxitocina controla o peristaltismo do músculo uterino, induz o trabalho de parto e libera prostaglandinas, que estimulam a contractilidade do miométrio (tb realizada pelo estrógeno). ESTÁGIOS DO TRABALHO DE PARTO: 1) DILATAÇÃO • Começa qdo as contrações dolorosas do útero têm espaços menores de 10 min • Termina com a dilatação completa da cérvice • É o período mais demorado (12h primíparas e 7h multíparas) 2) EXPULSÃO • Vai da cérvice completamente aberta até a saída do bebê • Dura 50 min nas primíparas e 20 min nas multíparas 3) PLACENTA: • Após nascimento da criança até expulsão da SECUNDINA • As contrações uterinas reiniciam, forma-se um hematoma, a placenta e as membranas fetais são descoladas e expelidas. Dura 15 min 4) RECUPERAÇÃO: • São as contrações do miométrio que constringem artérias espiraladas, impedindo um sangramento uterino excessivo. Dura +- 2h. GRAVIDEZ MÚLTIPLA: • Aumento da morbidade e mortalidade • Freqüência - gêmeos 1x/85 gravidezes, trigêmeos 1x/902, quádruplos 1x/903 • Aumento de probabilidade quando de ovulações induzidas. GÊMEOS DIZIGÓTICOS: GDZ • 2/3 gêmeos • Aumentam as chances com o avanço da idade materna Pedro Antônio Sartini Dutra (AD2012) • É a fertilização de 2 ovócitos por 2 espermatozóides, dando 2 zigotos • Sexos diferentes ou iguais • 2 âmnios e 2 córions (SEMPRE) • Podem, ocasionalmente, ter as placentas e os sacos coriônicos fundidos quando a implantação dos zigotos se da proximamente. Da um falso diagnóstico de GMZ. GÊMEOS MONOZIGÓTICOS: GMZ - Fecundação de 1 ovócito por 1 espermatozóide, dando um zigoto que em 65% dos casos dá gêmeos pela divisão da massa celular interna do blastocisto. - Eles têm 2 âmnios, um saco coriônico e uma placenta comuns. - São do mesmo sexo, geneticamente idênticos e muito semelhantes fisicamente. - A separação precoce dos blastômeros (antes da 1ª semana) é rara, e dá GMZ com 2 ãmnios, 2 sacos coriônicos e 2 placentas, que podem ou não estar fundidas. - Gêmeos com 1 âmnio, 1 córion e 1 placenta sempre são GMZ. - Após 1ª sem: mesmo saco amniótico aumenta mortalidade 50%. - Qdo há anastomose entre os vasos placentários (= síndrome de transfusão entre gêmeos), existe uma passagem direta de sangue arterial de um para a circ venosa do outro. Então, o “doador” é fraquinho, anêmico, e irmão que recebe mais alimentação fica grandão. - DISCORDANTES: anormalidades vasculares após separação, mutação somática, aberrações cromossômicas, inativação desigual do cromossomo X. COMPLICAÇÕES • Morte precoce de um gemelar • Gêmeos monozigóticos conjugados (1/50-100000) • SUPERFECUNDAÇÃO: fertilização mais ou menos ao mesmo tempo de 2 ou mais ovócitos por espermatozóides de homens diferentes.