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DisciplinaEducação Profissional: Teoria e Prática830 materiais6.121 seguidores
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exigidos por um sistema de base rígida, praticamente estáveis do ponto de vista tecnológico, com foco no mercado, e portanto especializados, para atender às especificidades dos ramos ocupacionais determinados pela divisão técnica do trabalho. As mudanças ocorridas no trabalho, a partir da mundialização das relações capitalistas e da reestruturação produtiva fornecem as bases para uma nova pedagogia, a pedagogia toyotista, que tem sua expressão na pedagogia das competências, cuja finalidade é formar um novo tipo de profissional" (KUENZER, 2001).
Com base no texto apresentado, caracterize as pedagogias taylorista-fordista e das competências ou toyotista.
		
	
Resposta: Caracteristicas Taylorista-/fordista - Mecanizada, repetição, equipamentos rigidos, sem aprendizados. Trabalho fragmentaso, concepção na execução, produção em massa Competencias/Toyolista - Um profissional mais emancipado, articulado, que junta o saber e o fazer. Trabalho coletivo , organizado, com mais versatibilidade, uma produção mais diversificada.
	
Gabarito:
Durante o paradigma taylorista-fordista foi desenvolvida uma pedagogia, orgânica às formas de divisão social e técnica do trabalho e da sociedade. Essa pedagogia tinha por finalidade atender às demandas de educação de trabalhadores e dirigentes a partir de uma clara definição de fronteiras entre as ações intelectuais e instrumentais, em decorrência de relações de classe bem demarcadas que determinavam o lugar e as atribuições de cada um.
A realidade do fordismo demandava uma pedagogia que priorizava modos de fazer e o disciplinamento, sem se comprometer com o estabelecimento de uma relação mais profunda entre o trabalhador e o conhecimento, capaz de propiciar que ele dominasse intelectualmente as práticas sociais e produtivas. Propõe conteúdos que, fragmentados, organizam-se em seqüências rígidas, tendo por meta a uniformidade de respostas para procedimentos padronizados, separa os tempos de aprender teoricamente e de repetir procedimentos práticos, além de exercer um controle externo sobre o aluno.
Na escola, a seleção dos conteúdos era pautada por uma visão positivista de ciência, as áreas de conteúdo eram organizadas de modo rígido, com sequenciamento igualmente rígido, e os conteúdos eram organizados e repetidos de forma linear e fragmentada. Essa repetição era realizada através do método expositivo (aulas e demonstrações), combinado com a realização de cópias, ditados e exercícios. O fordismo demandava uma pedagogia que tinha por objetivo a uniformidade de respostas para procedimentos padronizados. A habilidade cognitiva fundamental era a memorização, valorizada como evidência da aprendizagem.
A pedagogia das competências ou toyotista tem por finalidade formar profissionais flexíveis, capazes de dinamismo, eficiência e de lidar com as incertezas. Ela está centrada na idéia do esforço individual e muda o eixo da memorização para o desenvolvimento de competências cognitivas superiores. Utiliza um conjunto de métodos e procedimentos de ensino diferenciados: não mais as exposições da pedagogia taylorista-fordista, mas agora são adotados métodos como os projetos e o método de solução de problemas, que estimulam o aluno a pensar, a pesquisar, a resolver situações desafiadoras. O ensino fica centrado não mais nos conteúdos, mas na produção de competências verificáveis em situações específicas. Assim, os conteúdos disciplinares são ensinados na medida das necessidades. Na medida em que o desempenho é central, em que é importante saber agir, privilegia-se a prática, em detrimento da teoria. A pedagogia das competências confere um sentido prático aos saberes escolares. Ensina-se o que é útil, os processos que orientarão um desempenho de qualidade, trazendo para o interior das escolas uma concepção pragmática.