Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA-UESB DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS-DCSA COLEGIADO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO – CCADM PORTFÓLIO VITÓRIA DA CONQUISTA – BA NOVEMBRO 2017 UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA-UESB DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS-DCSA COLEGIADO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO – CCADM GIVANILDO RIBAS DA SILVA PORTFÓLIO RESENHA DOS TEXTOS E ARTIGOS, PUBLICAÇÕES NO FACEBOOK DO OBSERVATÓRIO DE MARKETING DA UESB. Apresento o portfólio como requisito parcial da avaliação da disciplina de Administração Mercadológica II, orientada pelo Prof. Dr. Elinaldo Leal Santos. VITÓRIA DA CONQUISTA – BA NOVEMBRO 2017 Sumário...........................................................................................................................................0 1. ARTIGO BLOCO: FUNDAMENTOS DO COMPOSTO MERCADOLÓGICO.......................01 1.2 RESENHA: A importância das pessoas como 5° P do Composto Mercadológico no comércio varejista de pequeno porte em Blumenau, no ramo de vestuário.................................................1 a 3 2. ARTIGO BLOCO: ESTRATÉGIA DE PRODUTO...................................................................02 2.2 RESENHA: Uso das marcas na vida cotidiana como busca por distinção social.............................................................................................................................................2 a 3 3. ARTIGO BLOCO: ESTRATÉGIA DE PRECIFICAÇÃO.........................................................03 3.3 RESENHA: Imagem de preço de produto: proposição de um modelo conceitual. .................................................................. ..................................................................................3 a 3 4.ARTIGO BLOCO: ESTRATÉGIA DE PONTO E DISTRIBUIÇÃO........................................04 4.4 RESENHA: Quem te viu, quem te vê: As mudanças do composto mercadológico do varejo de shopping centers da região do vale do Itajaí/SC durante a sua existência...................................4 a 3 5. ARTIGO BLOCO: ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO......................................................05 5.5 RESENHA: A publicidade enganosa sob o ponto de vista da ética no marketing – uma reflexão Sobre as Casas Bahia...................................................................................................................5 a 3 6. ARTIGO BLOCO: PLANEJAMENTO DE MARKETING.......................................................06 6.6 RESENHA: O marketing interno como elemento básico ao desenvolvimento de cidade e localidades...............................................................................................................................................6 a 3 7. ARTIGO BLOCO: ESTUDOS CRÍTICOS EM MARKETING.................................................07 7.7 RESENHA: Comportamento do consumidor on-line: a perspectiva da teoria do fluxo..............................................................................................................................................7 a 3 8. OBSERVATÓRIO DE MARKETING DA UESB......................................................................08 8. Vitória da Conquista, o grande show do Wesley Safadão e Marília Mendonça. ESTRATÉGIAS DE MARKETING..........................................................................................................................8.1 9. Por que os grandes supermercados estão abrindo lojas express................................................9.2 10. Conquista: Shopping Boulevard será inaugurado em novembro desse ano; confira algumas lojas...............................................................................................................................................10.3 11. Tendências 2017 para o marketing no setor de varejo...........................................................11.4 12. Boulevard Shopping será inaugurado no dia 27 de março de 2018........................................12.5 13. Vitória da Conquista vai ganhar um novo espaço de eventos.................................................13.6 14. Negócios Para fechar compra da Garoto, Nestlé precisa vender marcas................................14.7 15. Tudo nela é gigante: conheça a F-Maxx, a maior picape do Brasil!.....................................15.8 16. TRE-BA firma parceria com Coelba e biometria será divulgada nas contas de energia...........................................................................................................................................16.9 17. Estudos estão sendo feito para o futuro, aqui nesse vídeo demonstra detalho......................17.10 18. Admirável marketing novo...................................................................................................18.11 19. Gerente de banco senta no chão para atender deficiente e foto viraliza...............................19.12 20. Polêmica Conquistense: fechamento de rua movimenta economia, divide opiniões e deixa o trânsito lento................................................................................................................................20.13 21. Conquista: TJ-BA condena G Barbosa a indenizar cliente humilhada em abordagem por suposto furto..............................................................................................................................................21.14 UNIVESIDADE ESTADUA L DO SUDOESTE DABAHIA-UESB Departamento de Ciências Sociais Aplicadas – DCSA Colegiado do Curso de Administração Disciplina: Administração Mercadológica II Professor: Dr. Elinaldo Leal Santos Discente: Givanildo Ribas da Silva Resenha: A IMPORTÂNCIA DAS PESSOAS COMO 5° P DO COMPOSTO MERCADOLÓGICO NO COMÉRCIO VAREJISTA DE PEQUENO PORTE EM BLUMENAU, NO RAMO DE VESTUÁRIO. Bibliografia: ZEN, R., & Tontini, G. (1999). A importância das pessoas como 5° P do composto mercadológico no comércio varejista de pequeno porte em Blumenau, no ramo de vestuário. Revista de Negócios, 4(4), 7-14. Autores: Roberval zen Gérson tontini Neste artigo foram pesquisado as variáveis que o 5 P do composto Mercadológico, mais especificamente as características dos vendedores do comércio varejista de pequeno porte da Rua XV de Novembro e do Shopping Neumarkt de Blumenau, no ramo de vestuário. Tradicionalmente as grandes lojas de varejo de Blumenau atendiam sobretudo ao clientes das regiões vizinhas. O desempenho depende, grandemente, de sua localização, pois a maior parte das vendas de uma loja vem de clientes que moram dentro de uma área geográfica relativamente pequena em torno da loja. No início da década de 80, os empresário argumentavam que pouco ou nada precisava mudar, e caso algum profissional da região tentasse oferecer treinamentos a equipe de vendas, seria convencida pelo paradigma de que o “vendedor já nasce feito”. Para entender as diversidades que as empresas varejistas buscam adotar, é importante analisar as estratégias que representem uma maneira de influenciar o comportamento de compra dos consumidores. A partir desse contexto, esse estudo apresentou como tema o composto mercadológico no comércio varejista de pequeno porte em Blumenau, no ramo de vestuário, delimitando-se em analisar sua influência sobre o comportamento de compra dos consumidores de uma loja varejista do setor de vestuário. Pode-se dizer que os consumidoresestão cada vez mais exigentes quanto a suprirem suas necessidades por determinado produto ou serviço e a existência de várias empresas atuando no mesmo seguimento de mercado faz com que os mesmos, diante das opções de escolha, se tornem mais criteriosos e se decidem por aquela empresa onde conseguem encontrar maior número de características positivas, sejam elas relacionadas ao produto, preço, ponto, apresentação do local, comunicação ou atendimento pessoal. Segundo nosso mestre do marketing Kotler (1998,) o varejo inclui todas as atividades relativas à venda de produtos ou serviços diretamente ao consumidor final, para uso pessoal e não comercial. É importante e necessário aos pequenos empresários adquirirem conhecimentos sobre as técnicas de marketing, e outras técnicas na administração. Assim induzir ou influenciar pessoas a pensarem, agirem, decidirem ou aceitarem suas ideias e posições levando-as, a realmente acreditarem no seu potencial de mercado. Obviamente, para se obter êxito nesta técnica, em primeiro lugar é necessário possuir conhecimentos, no caso de vendas, conhecimento profundos sobre o produto ou serviço que se está vendendo. Atualmente os consumidores podem adquirir produtos e serviços em uma ampla variedade de organizações de varejo. Há varejistas de loja, varejistas sem loja e organizações de varejo. O “varejo ativo” reserva oportunidades excepcionais e pioneiros e, principalmente, para aqueles que se afinarem melhor atividade. O marketing de varejo consiste em captar informações do mercado e dessas informações fazer a melhor proposta que mais renda vantagens dentro dos objetivos de negócios. Hoje não basta somente buscar fazer melhor e se posicionar no mercado, tem que ter um diferencial em relação aos seus concorrentes. Nesse processo, o comportamento do consumidor varia conforme o tipo de decisão. Assim pode-se destacar que existem basicamente, os tipos de comportamento que estão baseados nas diferenças de marca e no grau do envolvimento para determinar se os consumidores estão engajados em algum: O primeiro tipo de comportamento refere-se à compra complexa. Os consumidores têm certas expectativas sobre os produtos que compram e geralmente desejam recompensar essas empresas com o uso contínuo da marca que é considerado de alto envolvimento; No segundo tipo, o comportamento refere-se à compra de dissonância reduzida. Nesse caso, o consumidor está altamente envolvido com a marca; o alto envolvimento está baseado no fato de que a compra é cara e arriscada; O terceiro tipo refere-se ao comportamento de compra habitual. Muitos produtos são comprados sobre condições de baixo envolvimento do consumidor e das diferenças entre as marcas disponíveis, sendo assim os consumidores não formam uma atitude forte em relação à marca, mas a escolhem por ser familiar; Por fim, o quarto tipo refere-se ao comportamento de compra que busca variedade. O consumidor possui algumas crenças, escolhe a marca sem muita avaliação e avalia de acordo com o consumo. A escolha da marca ocorre em função da variedade e está relacionada as decisões de compra que podem apresentar alto e baixo envolvimento. Neste aspecto envolver os 4 Ps do marketing também chamados de Mix de Marketing ou Composto de Marketing representam os quatro pilares básicos de qualquer estratégia de marketing: Produto, Preço, Praça e Promoção. Nesse ponto tem sofrido cerradas críticas do marketing que evoluiu muito (os 4Ps deixaram de ser um todo), mas especialmente pelo marketing de serviços, por não deixar claro alguns itens que merecem também cuidados dentro do composto de marketing para o mercado. Outra crítica, bastante válida, é que os 4Ps enxergam o mercado do lado do vendedor, é uma visão mais orientada para o produto, e não para o cliente consumidor. Entretanto, o vendedor e as pessoas que entram em contato direto com o cliente são fundamentais para o entendimento do consumidor, formando o 5 P do composto mercadológico. Gerenciar pessoas é o que aborda RIBEIRO (1988), abrindo na área do mercado varejista mais precisamente, a visão ampla considera as empresas como atuantes no ramo do mercado o que permite que se dê ênfase somente nas vendas, mas nas necessidade reais dos clientes. Além disso as tendências do mercado, de acordo com uma visão ampla de segurança que podem determinar cobertura de marketing, que denominou de os 5 Ps para estratégia, pois como sabem os estrategistas, a estratégia possui como único consenso a inexistência de um conceito único para definir o que seja estratégia. Mintzberg procurou então utilizar os Ps para facilitar a apresentação de cinco definições diferentes que consideram a estratégia como: plano, pretexto, padrão, posição e perspectiva, sendo os aliado da empresa. O vendedor precisa começar observar os clientes de maneira penetrante e cuidadosa, concentrando a atenção no cliente e seu mundo comercial. As técnicas de vendas são necessários para o bom desempenho do vendedor, mas elas só tem valor se aplicadas corretamente. São técnicas de vendas que resulta no somatório de vários planos menores construídos a partir de focos de mercado que desejado para atingir. O principal desafio dos Executivos Comerciais é gerar um plano de vendas que contemple as demandas da empresa e que seja confiável e possível de ser implementado. Tendo realizado a análise de cargos e tarefas, do planejamento de recursos humanos, o recrutamento e a seleção, a próxima da preocupação da empresa. Tendo em vista o ambiente externo, que tem grande influência sobre o despenho da empresa e estimar as tendências futuras é fundamental para dar confiabilidade e segurança nos planos de vendas. COBRA (1989) ressalta ainda o pontos importantes de treinamento, aplicáveis no varejo. A grande habilidade de um gerenciador de pessoas é harmonizar os recursos humanos com as necessidades funcionais da empresa e potencializar, ao máximo, seu desempenho. É desta forma que os indivíduos avaliam suas escolhas influenciado por diferenças individuais e ambientais resultantes através do produto, valores, necessidades e estilo de vida. Os consumidores usam avaliações armazenadas para selecionar produtos, serviços e marcas que provavelmente proporcionarão satisfação com a compra e o seu consumo. Perfil do mercado de Blumenau, nessa perspectiva, esta do artigo averiguou a realidade local de Blumenau, especificamente o perfil dos profissionais que trabalham no comércio varejista do município, as demandas profissionais e as ações de planejamento no tocante da qualificação profissional dos colaboradores do comércio. Torna-se, portanto, oportuno ressaltar que a presente investigação teve características exploratórias, pois poucos materiais a respeito do comércio local foram produzidos, em especial acerca do perfil profissional, demográfico e psicográfico dos trabalhadores do comércio local. Ainda nesse mesmo apontam Blumenau que é a quarta maior economia de Santa Catarina, e a atividade do comércio representada em 97, foi considerado um PIB relevante, sendo umas das melhores cidade do estado e a mais industrializada. Em um levantamento de loja e estabelecimento na Rua XV realizado em janeiro de 1999 pelo CDL de Blumenau. Neste Rua XV de Novembro, no Centro de Blumenau, considerada o coração de Blumenau, foi transformada em calçadão para uso da população e do turismo. Seguindo a tendência de humanização, foram reduzidas as vagas de estacionamento na Rua XV. Por outro lado, a pesquisa mostra que a ampliação de grandes estabelecimento comerciais onde é centro comercial que aquecer a economia. A crítica no analisar e pensar sobre o assunto, transformar a rua XV em um calçadão no aspecto das pessoas forambom para todos. Aumentaria o fluxo de pessoas para comércio, poderia ser colocado diversos entretenimentos ao público para tornar a rua quinze em uma praça gigante, como é em muitos lugares turísticos na Europa. O shopping center Neumarkt é agrupamento planejado de varejista desenvolvido, e administrado como uma unidade. Localizado no centro da cidade, conta com um mix completo e é o destino certo para quem busca marcas renomadas e as melhores âncoras. O shopping já passou por seis expansões que proporcionaram a vinda de novas lojas e a modernização do empreendimento. É o único shopping da região que conta com sala de cinema VIP, além de outras cinco salas que oferecem uma programação variada que agrada a todas as idades. De fato, a cidade de Blumenau adquiriu uma importância econômica, que durante muitos anos foi incompatível com sua configuração urbana. Na visão do texto demonstram o modelo germânico de área central saturou-se depressa e a alternativa foram as intercentralidades para desafogar o fluxo de mercadorias, serviços e pessoas. Apesar de uma descentralização já havia sindo observada nos primórdios da história blumenauense, foi apenas com o crescimento econômico e demográfico da cidade que essa descentralização pôde ganhar uma nova perspectiva e uma nova forma. Sendo assim, comércios e serviços passam a crescer em áreas antes esquecidas por eles. Numa conjuntura mais recente, os shoppings centers mostram uma nova perspectiva de centralidade frente ao atual cenário do capitalismo mundial. Tanto um, quanto o outro estão submissos ao novo direcionamento da cidade, advindo após catástrofes naturais da década de 1980 e do ano de 2008. Dessa maneira, a cidade procura adequar-se às novas demandas que seu desenvolvimento impõe. Com isto, ao observar no interior do Shopping Neumarkt o abandono de adereços germânicos, algo que é um importante elemento de identificação na cidade de Blumenau, para um arquitetura e decoração cada vez mais neutra, pós-moderna e sem referências a algum local específico, enquanto a principal rua da cidade passa por uma radical transformação, sendo apontada como uma transformação da XV em um “shopping a céu aberto”, não mais o entendimento do shopping pela cidade, mas da cidade pelo do shopping. A rua deixa de ser a referência de urbanidade, e o shopping passa a servir de modelo de urbano. O estudo se propôs a verificar as práticas de marketing no comercio varejista de pequeno porte de Blumenau na área do vestuário da Rua XV de Novembro e do Shopping. Nesse processo de evolução, os varejistas descobriram que era necessário olhar mais atentamente para o cliente. As empresas mais atualizadas do setor buscaram conhecer melhor para atender seus clientes através de pesquisas de marketing que apontavam seus perfis sociais, demográficos, econômicos e suas atitudes, estilos de vida e padrões de comportamento. A partir de então, a empresa começaram a selecionar quem, aonde e quanto gastar, para atender o seu público alvo. Surge no momento o conceito e a necessidade das empresas segmentarem os produtos do vestuário para o seu mercado. Através da pesquisa feita neste trabalho, foi possível enxergar a discrepância entre os modelos de gestão aplicados por lojas de pequeno, médio e grande porte. O resultado mostrou que as empresas de porte pequeno, aquelas que possuem poucas unidades em toda a sua rede, estão pouco engajadas quando o assunto refere-se a excelência na práticas de administração de suas lojas. Considerando-se os dados levantados pelos pesquisa no comércio varejista de Blumenau, especificamente da Rua XV de Novembro e do Shopping Neumarkt, na área de vestuário, recomenda- se efetuar treinamento com os vendedores para elevar sensibilidade de comunicação dentro das novas técnicas de comunicação verbal, gestual e tom de voz, e melhorar a motivação e ambição. UNIVESIDADE ESTADUA L DO SUDOESTE DABAHIA-UESB Departamento de Ciências Sociais Aplicadas – DCSA Colegiado do Curso de Administração Disciplina: Administração Mercadológica II Professor: Dr. Elinaldo Leal Santos Discente: Givanildo Ribas da Silva Resenha: USO DAS MARCAS NA VIDA COTIDIANA COMO BUSCA POR DISTINÇÃO SOCIAL Bibliografia: Leão, A. L. M. S., Mello, S. C. B., & Gaião, B. F. S. (2014). Uso das marcas na vida cotidiana como busca por distinção social. Revista Organizações em Contexto, 10(20), 85-116. Autores: André Luiz Maranhão de Souza Leão Sérgio Carvalho Benício de Mello Brunno Fernandes da Silva Gaião Na sociedade contemporânea, as marcas passaram a destacar-se de forma ímpar. Nesse aspecto os primórdios do comércio por vendedores a fim de diferenciar seus produtos das ofertas de seus concorrentes, hoje elas ocupam um espaço privilegiado nesta sociedade atual. Que é uma sociedade em que a parcela das pessoas que compram bens e serviços de vivencia a explosão do consumo pelo simples prazer do consumo. Para estes, pode-se falar de uma democratização do conforto, da estetização da vida cotidiana, da consagração social dos referenciais do prazer e dos lazeres e o surgimento de um novo esquema publicitário, difusor de significantes que ultrapassam a realidade objetiva dos produtos. Para os profissionais e pesquisadores de marketing destaca de forma cada vez mais contundente a necessidade de identificação e distinção de suas ofertas, diferenciação esta que se é representada por meio de marcas. A marca que a empresa seguirá no seu planejamento, é preciso que ela determine uma estrutura de referência, identificando o mercado-alvo e a natureza da concorrência, e as associações ideais de marca referente aos pontos de paridade e aos pontos de diferença. Para definir a estrutura de referência competitiva adequada, devem-se entender o comportamento do consumidor do produto ou serviço de uma empresa e as considerações feitas por ela ser tomar as decisões sobre a marca. Assim, as marcas passaram a ser tratadas diretamente como ativos essenciais para as empresas (AAKER, 1996; de CHERNATONY, 2001; KAPFERER, 2003). Nessa discussão dentro do artigo está voltada apenas para a relevância das marcas para as organizações. O que podemos pensar sobre a importância das marcas para os indivíduos? O que transforma a marca em algo de valor para eles, em algo importante em suas vidas? Como algumas marcas se tornam mais valorizadas do que outras, mesmo que suas ofertas sejam basicamente as mesmas? Para responder essas questões que esta relacionadas com as marcas nesse estudo, tem por objetivo identificar como os consumidores significam as marcas quando interagem entre si. Há uma grande influência entre os consumidores, o que faz que as impressões de um indivíduo interfiram nos juízos dos demais, influenciando a definição de certos aspectos das marcas e a forma como expressam o que pensam a respeito das mesmas. A fim de melhor entender esse processo de significação das marcas e seu uso como mecanismos de distinção social, adotamos a teoria social de Pierre Bourdieu como aporte teórico que auxiliará nossa interpretação dos achados da pesquisa. Cada vez mais as empresas percebem o valor e a percepção da marca na mente do consumidor, esse é hoje um dos passos rumo ao sucesso de uma organização. São exploradas questões como a relação entre contextos culturais e sociais, os modos de interação entre consumidores e empresas e a construção, alteração e distribuição dos significados do consumo (ARNOULD; THOMPSON, 2007). A marca é cultura. É uma forma de pensar que define um jeito de fazer. Considerando que a empresa é o organismo, a marcaseria sua alma, seu jeito de ver o mundo que a faz agir de uma forma ou de outra. Segundo Arnould, busca entender a essência deste ser vivo, identifica suas incoerências e corrige seus hábitos hoje para colher resultados de longo prazo. Deve contemplar ações de curto e longo prazo, necessariamente. É exatamente neste campo que esta pesquisa se enquadra, buscando compreender como as marcas são, enquanto signos culturais, utilizadas pelos consumidores como mecanismos de distinção social. Cada passo da organização será norteados por objetivos transparentes e compartilhados entre todos, o que faz com que os membros da equipe sejam empenhados a tomar decisões guiados pela forma de pensar da própria empresa. A cultura da organização leva o indivíduo a fazer escolhas coerentes com as preferências da marca. Às marcas pelos consumidores passa pela compreensão delas como signos estatutários; uma forma de estabelecer hierarquia social entre as pessoas. Nesse aspecto sociocultural, experiencial, simbólico e ideológico do consumo, sugerindo uma escola de estudo cunhada como “Teoria da Cultura do Consumidor” (CCT). A CCT pode ser dividida em quatro grandes áreas temáticas de estudo: os padrões sócio históricos de consumo, as culturas de mercado, as ideologias de mercado e os projetos de identidades dos consumidores. A CCT busca entender como os consumidores criam e alteram continuamente os significados simbólicos de seu consumo, contidos em marcas, propagandas e no próprio uso dos bens materiais, construindo expressões próprias de suas particularidades pessoais e sociais. São exploradas questões como a relação entre contextos culturais e sociais, os modos de interação entre consumidores e empresas e a construção, alteração e distribuição dos significados do consumo. A perspectiva da teoria da cultura do consumo tem sido desenvolvida tanto por meio de estudos empíricos, que analisam como manifestações particulares de cultura do consumo são constituídas, mantidas, transformadas e formatadas pelas forças históricas mais amplas (tais como narrativas culturais, mitos e ideologias), quanto embasada em circunstâncias socioeconômicas específicas e sistemas de mercado particulares. É exatamente neste campo que esta pesquisa se enquadra, buscando compreender como as marcas são, enquanto signos culturais, utilizadas pelos consumidores como mecanismos de distinção social. Para tanto, recorrem à teoria social de Pierre Bourdieu, que será abordada a seguir. Bourdieu analisou o gosto estético dos indivíduos, entendendo-o como um produto da dinâmica social. Com base no conceito de habitus, ele concluiu que nossas preferências gastronômicas, musicais, de moda e etc. são o resultado da trajetória de cada indivíduo, que é influenciado pelo contexto social em que se está inserido. “O gosto tem um aspecto de individualidade, e, portanto é relativo, como possui também a dimensão mais objetiva, universalizada. É difícil que alguém, mesmo que goste de funk, diga que essa música é de mais bom gosto que uma sinfonia de Beethoven”. A validade de se falar em gosto com relação a obras de arte e o papel da interpretação e da crítica são alguns dos temas a serem discutidos durante uma sociedade moderna. Em suma, a teoria da cultura do consumo é organizada com base em uma série de questões teóricas atinentes ao relacionamento entre a identidade individual e coletiva dos consumidores: a cultura criada e corporificada no mundo vivido dos consumidores; processos e estruturas das experiências vivenciadas; e a natureza e o dinamismo das categorias sociológicas por meio das quais essa dinâmica da cultura do consumo é influenciada. Nossas escolhas e preferências são usadas como parâmetros para classificarmos a nós mesmos e como critérios para que os outros nos classifiquem, assim apontam (BOURDIEU, 2007). Com isto, o autor introduz a noção de que, para além do capital econômico, seja necessário às práticas de diferenciação social um capital outro, que ele chamou de cultural – termo coerente ao seu conceito de habitus, de onde adviriam tais e outras práticas. Ela simplesmente seria condição da vida social, dos diferentes estilos de vida advindos das diferentes posições que os grupos ocupam no espaço social e de seus respectivos sistemas de diferenciação a que estão relacionados. Os autores defendem que no caso da pesquisa em questão, as observações foram realizadas em grupos com os quais um dos pesquisadores já tem contato em sua vida cotidiana, como: família, amigos, vizinhos, colegas da academia, alunos, colegas de trabalho, profissionais de saúde, taxistas, desconhecidos no supermercado, no cabeleireiro ou teatro, estranhos na rua. Esta escolha se justifica pelo fato de que o método adotado prevê que a interpretação das interações depende do compartilhamento do pesquisador das regras de uso da linguagem na comunidade de fala em que elas se desenrolam. As observações foram registradas e documentadas por meio de gravações digitais e notas de campo elaboradas ao longo de todo o processo de pesquisa. As descrições nos resultados sobre o entendimento do consumidor passa-nos etnografia e nos levam à identificação de diversas formas de busca de distinção social associadas às marcas pelos consumidores na medida em que estas são mencionadas em seus discursos em interação social, atribuindo a estas tais significados. As atividades marcariam com base em tradições são aquelas em que os consumidores incorrem de forma espontânea, por força do hábito, se assim podemos dizer – hábito este, evidentemente, variando de acordo com as características culturais de cada grupo. Têm grande influência na conformidade social e nos princípios compartilhados acerca do comportamento social adequado, ainda que para transgredi-lo, se for o caso. Como antecipam a teoria bourdieusiana sobre distinção social nos possibilitou elucidação na compreensão dos signos estatutários no uso das marcas. O primeiro tem a ver com a nossa classificação dos signos marcarias aqui identificados. Chega tanto a signos baseados no capital econômico quanto no cultural. Ao primeiro se referem aspectos visivelmente de um posicionamento de classe econômica. Quanto ao segundo, contudo, é possível percebermos uma parte de nítida herança comunal, referente a estilos de vida – dos quais os aspectos econômicos são mediadores, mas outra que, mesmo oriunda de ou motivada por aspectos coletivos, expressam-se como características pessoais. Um segundo aspecto fundamental está na forma como a distinção social se articula em nossas interações. Voluntariamente ou não, o que vemos são interactantes que têm em mente a distinção social quando esta se faz presente na situação social. Um terceiro aspecto a ser destacado se refere aos próprios níveis distintivos, bem como à “realidade” dos mesmos. Esta faz referência a aspectos de distinção baseados no capital econômico, seja pelo potencial pecuniário, seja pelas posses que se tem ainda que saibamos que o status não se restringe a este aspecto, no que nos apropriamos de um uso pragmático do termo. Os aspectos de status aqui são relativos à mobilidade ou manutenção social. O primeiro refere-se a uma demonstração ou projeção de pertença a uma classe alta ou ainda à sugestão de rebaixamento social de outro. Em relação à mobilidade social, temos três tipos diferentes: “mostrar-se superior”, “projetar- se superior” e ser “para mais pobres”. O primeiro se refere ao ato de alguém demonstrar superioridade sobre outrem por meio de uma marca. O segundo trata-se de alguém utilizar de algum signo marcaria como forma de se sugerir superioridade em relação a um par. No primeiro caso, possibilitando que se considere que se trata de uma projeçãoestatutária apenas, seja por meio de uma circunstância temporária, contingente ou artificial, e não a uma condição objetiva. Em relação às diferenças estabelecidas por meio de aspectos relativos à manutenção social temos outros três tipos. O primeiro refere-se a alguém que “mostra-se alinhado (a) a sua realidade”, ou seja, ao nível de status social que compreenda ser o seu. Com isto, tais marcas são admitidas como distintivas justamente para aquelas que as podem ter. Finalmente, o último tipo alude à admissão de que algumas marcas são “para ricos”. Na situação em pauta vemos o desejo da falante por uma marca passível de propiciar distinção social (“decência”). Entretanto, a mesma reconhece se tratar de uma opção apenas “para riscos”, daí sua fala ficar no nível da imaginação, o que a mantém fixada ao seu próprio status social. O segundo grupo de signos de distinção social refere-se àqueles relativos a estilos de vida. Trata-se de uma dimensão que, apesar de incluir aspectos econômicos no que concerne à aquisição de produtos, diz respeito sobremaneira a como os mesmos são utilizados na produção de significados. Os significados das marcas advindos de tal estilo de vida se alinham a três de suas características: “andar na moda”, “ser bem informado/a” e “ser moderno” – no que nos referimos, respectivamente, a pessoas alinhadas às tendências da moda; a pessoas que buscam manter-se atualizadas com as notícias; e, finalmente, a pessoas preocupadas em ser ou parecer atualizadas com os avanços da tecnologia por meio de signos marcarias condizentes com tal aspecto. O terceiro estilo de vida que identificam é o que chamam de “experimentados”, que se refere a pessoas predispostas a viver experiências. São duas as suas características. Uma primeira é a de “ser viajado/a”, ou seja, conhecer diferentes lugares. A outra característica dos “experimentados” é “ter gosto exótico”, por exemplo, gosto por experiências diferentes daquelas consideradas mais convencionais, o que é demonstrado por meio de suas escolhas marcarias. Sendo assim, podemos inferir que, na situação em destaque, a cidade portuguesa foi usada (como marca) como forma do falante projetar um estilo de vida específico (ser viajado/a). O quarto estilo de vida que identificam é o de “sofisticados”. Novamente aqui temos três características. A primeira é a de “demonstrar bom gosto”. A segunda característica dos “sofisticados” é “demonstrar gostar do que é bom”. A diferença desta para a anterior está no fato de aqui a marca usada é supostamente reconhecida e, portanto, potencialmente aceita pelo interlocutor. O último estilo de vida que identificam é o dos “tradicionais”. São duas as suas características. A primeira se refere a “ter berço”. Trata-se aqui de marcas significadas como adequadas apenas àqueles que tiveram uma criação tradicional. A segunda alude a “ter história”, que diz respeito ao resgate, por meio de marcas, de um passado tradicional. Um grupo de amigos está num bar e começa a discutir sobre a programação do carnaval. Um deles pergunta, sugestivamente, quem iria para o Galo da Madrugada, ao que vários afirmam positivamente. A valorização do trabalho, agregada ao símbolo da qualidade, é incluída no trabalhador e na forma como este encara a gestão do seu desempenho no ambiente de trabalho. Por fim, um terceiro grupo de signos de distinção social refere-se à parte do capital cultural que não tem a ver com nenhum aspecto diretamente relacionado a questões econômicas e que, de fato, costumam passar ao largo desta discussão. O relato destes consumidores deixa evidentes dois elementos importantes para reflexão, à formação ‘molda’ valores – é a forja do comprometimento, a assimilação da cultura da empresa, que constrói uma identidade também importante na vida pessoal, ou seja, confirma o pressuposto de que os valores ditados pela empresa influenciam o mundo da vida do indivíduo-trabalhador. Em relação ao intelecto, uma de suas características se refere à demonstração de “conhecimentos gerais” por parte de alguém e como isto pode se tornar um significado da marca. Outro aspecto diz respeito à inferência de que alguém seja uma “pessoa estudada”, ou seja, tenha alto nível de instrução. Em relação ao que chamamos de “capital social”, temos o prestígio e as redes sociais. Em nossas investigações, o prestígio se refere a “ocupações valorosas”, ou seja, o desempenho de ocupações com grande reconhecimento social. O segundo tipo de capital social se refere à rede social das pessoas. Temos aqui quatro características. A primeira se relaciona a ter “amigos importantes”. A segunda característica identificada é relativa ao “ciclo de amizade” das pessoas. A diferença entre esta e a anterior é o fato de aqui não haver a “notoriedade” do amigo em questão, mas ao contrário, uma aproximação estreita. A reflexão proposta sobre a influência da cultura da empresa no cotidiano com as marcas inferiu que os objetos possuídos representam um depósito, onde está acumulado tempo, energia, dinheiro e vivencias. Todos esses acúmulos assumem as características do estilo de vida do consumidor, de sua identidade social e traduzem a narrativa de vida em forma de objetos. Ao final do estudo, retoma o propósito da pesquisa realizada, de identificar como os consumidores significam as marcas quando interagem entre si, e percebem que a partir do uso da teoria da distinção social de Pierre Bourdieu (2007), é possível entender as marcas como demarcadores sociais. Tendo em vista o fato de que vivemos em uma sociedade de consumo (SLATER, 2002; FEATHERSTONE, 1995), na qual as marcas assumem grande cultura de consumo é vista por Arnould e Thompson como um arranjo social em que as relações entre a cultura, recursos sociais, modos de vida e os recursos materiais e simbólicos de uma sociedade são mediados pelos mercados e os consumidores são parte de um sistema que interliga produtos e imagens, dos quais eles usam para construir identidades e orientar suas relações com as outras as mudanças nos modos de conceber a cultura, esta, num sentido antes antropológico do que artístico. Modificações que teriam suas origens na crise das instituições e no crescimento das desigualdades econômicas. Sob este aspecto, em que as instituições se fragmentam e as condições sociais se tornam instáveis, emerge um conjunto de desafios às subjetividades humanas. Assim conclui que os desafios impostos pela da fragmentação citada à distinção social, conforme articulada no presente estudo, não tem sido fonte comum de abordagens de mercado. UNIVESIDADE ESTADUA L DO SUDOESTE DABAHIA-UESB Departamento de Ciências Sociais Aplicadas – DCSA Colegiado do Curso de Administração Disciplina: Administração Mercadológica II Professor: Dr. Elinaldo Leal Santos Discente: Givanildo Ribas da Silva Resenha: IMAGEM DE PREÇO DE PRODUTO: PROPOSIÇÃO DE UM MODELO CONCEITUAL Bibliografia: Toni, Deoni. .; Mazzon, José Afonso (2013). Imagem de preço de produto: proposição de um modelo conceitual. R.Adm., São Paulo, v.48, n.3, p.454-468, jul./ago./set. Autores: Deonir de Toni José Afonso Mazzo Dentre as contribuições deste artigo destacam-se: em primeiro lugar, a identificação da configuração da imagem de preço a partir do entendimento das principais dimensões que a formam; em segundo lugar, a proposição de um modelo teórico integrativo que serve de base para a mensuração da imagem de preço de produto. A compreensão da imagem são formada por diversos públicossobre o preço constitui um enorme entendimento do elemento para o direcionamento de estratégias de posicionamento de produtos no mercado, bem como do composto de comunicação para melhor apoiar a performance do preço dos produtos. O objetivo deste estudo consistir em identificar as dimensões que compõem a imagem de preço nesse artigo apresenta-se a revisão da literatura estruturada em quatro partes: preço e seus impactos nas decisões estratégicas; imagem de preço, valor percebido e intenção de compra; multidimensionalidade da imagem de preço; envolvimento do consumidor como variável moderadora da imagem de preço. Por fim, são apresentadas as considerações finais deste estudo. A partir da revisão da literatura, identificou-se que há uma relativa falta de interesse acadêmico no campo de preço. Estudo realizado por Avlonitis e Indounas (2007) sobre política de preço junto a uma amostra de 170 empresas em seis diferentes setores de atividade econômica ressalta que no processo de formação de preço há uma predominância da utilização de uma lista de preço baseada nos custos de produção e comercialização e nos preços dos concorrentes. As estratégia de preço deve ser compatível com os outros componentes da estratégia de marketing, pois o preço deve permitir financiar as estratégias de comunicação, do desenvolvimento de produtos e do fortalecimento do posicionamento de qualidade desses produtos, quando for o caso, respeitando a estratégia do canal de distribuição em atingir margens necessárias para a realização dos objetivos de cobertura de mercado. Observa-se que as reações do consumidor às diferentes estratégias da organização não são puramente racionais, mas dirigidas por aspectos específicos do comportamento, tais como a percepção (imagem) e as preferências. Essa estratégia pode ser utilizada pela empresa, ao basear seu preço na curva de experiência e expandindo sua produção nesse sentido. No entanto, essa é uma estratégia arriscada, pois um concorrente pode desenvolver uma tecnologia de custos menores e superar a empresa. As empresas tendem a adaptar suas ofertas e condições aos diferentes compradores, resultando em custos e lucros diferentes para cada segmento. Estratégias de precificação que envolvem o consumidor possibilitam que ele tenha maior percepção de justiça e satisfação do que quando a empresa ajusta seus preços puramente por seus custos (HAWS e BEARDEN, 2006). As práticas de precificação, a vantagem relativa do produto apenas não conduz a elevadas margens. Somente se alcança elevada margem quando a empresa se utiliza de práticas apropriadas de precificação. Nesse aspecto considera que a escolha de uma estratégia de preços impõe o respeito a dois tipos de coerência: a coerência interna que contempla que o preço definido respeite as condições de custo e de rentabilidade da empresa, e a coerência externa, que exige um preço compatível com a sensibilidade dos compradores ao preço e com os preços praticados pela concorrência. De acordo com Monroe (1990), o preço é um elemento fundamental do mix de marketing e o único que produz receita; os demais elementos do mix conduzem ao custo. É, também, um dos elementos mais flexíveis, pois pode ser alterado com rapidez, ao contrário de outros componentes, tais como a alteração de um produto ou o compromisso com um canal de distribuição. Essa flexibilidade dos preços praticados pelos concorrentes é um dos maiores problemas com o qual as empresas se deparam. Vorhies e Morgan (2005) identificam cinco competências para a organização orientada ao mercado: pesquisa em marketing; gestão de preço; desenvolvimento de novos produtos; gestão do canal de distribuição; e gestão de marketing. Neste pondo percebe-se então que a competência se limita a um conjunto de habilidades que alguém possui, mas envolve todos os seus valores e crenças que influenciam sua conduta e direcionam todos os seus relacionamentos e decisões. Segundo o mesmo autor, as organizações necessitam de pessoas mais autônomas e com maior iniciativa, com perfil distinto do exigido no passado, de obediência e submissão. As pessoas devem observar que sua relação com as organizações lhes agrega valor e por isso devem estar comprometidas com os objetivos e estratégias organizacionais. Liu e Soman (2008) identificam o preço como uma das mais importantes variáveis do mercado que influenciam as decisões de compra dos consumidores. Segundo Monroe (1990), há dois pré-requisitos para tornar o apreçamento proativo um sucesso. O primeiro é a necessidade de entender como o preço trabalha, quais seus impactos junto aos fornecedores, ao pessoal de venda, aos distribuidores, aos competidores e aos clientes. O segundo é a identificação de como o cliente percebe o preço e suas mudanças. Empresas proativas na formação de preço devem aprender como seus clientes percebem o preço do produto ou serviço ofertado e como essa imagem influencia sua percepção de valor e sua intenção de compra. As imagens constituem um dos materiais intelectuais mais importantes do homem, sendo capazes de influenciar e direcionar o comportamento das pessoas. O valor é configurado a partir da percepção do benefício (qualidade) e do sacrifício (preço) no processo de compra e consumo de um bem ou serviço. Há um forte componente sócio psicológico que depende de como o consumidor percebe a relação entre custos e benefícios monetários. O valor percebido é o principal que sustenta os relacionamentos existentes entre uma empresa e seus clientes e representa o que o cliente entende como valioso para o início e para a manutenção de um relacionamento duradouro com um fornecedor específico no decorrer de sua vida útil de compra ou de consumo (ZEITHAML, 1988). Quando se aborda a imagem relativa ao preço, na ótica do consumidor, não se pode ignorar a sua relação com o valor percebido. A percepção de valor de ofertas pelos consumidores tem recebido razoável atenção dos estudiosos de marketing por vários anos como sendo um aspecto determinante no processo de decisão de compra (ZEITHAML, 1988; CROSS, 1991; DREW, 1991). Tomando por base os pressupostos teóricos expostos, na hipótese a ser testada nesta pesquisa é apresentada a imagem de preço impacta positivamente sobre o valor percebido. As críticas apontadas representam uma oportunidade de reflexão, mas também uma comprovação de uma mudança nos hábitos de consumo. A imagem de preço não capturam o domínio completo desse construto, porque predominantemente mensuram tão somente a dimensão cognitiva da percepção de preço (ZIELKE, 2011). O preço é um dos mais importantes aspectos comparados entre os concorrentes. Na pesquisa sobre um produto ou marca, os consumidores frequentemente baseiam-se em crenças pessoais, individuais e subjetivas sobre as atividades de preço. Estas crenças são definidas como imagens de preço. As imagens de preço são formadas em um processo complexo e muitas vezes não refletem os verdadeiros preços cobrados por seus produtos e marcas. Com isso, em muitos casos, existe uma diferença entre a imagem geral de preço que está na mente do consumidor e o preço praticado. Portanto, supondo que o comportamento de escolha é conduzido pelos preços percebidos ao invés dos preços reais, medir a imagem de preço torna-se uma tarefa decisiva para empresas. Quando as dicas intrínsecas do produto estão acessíveis, juntamente com o nome da marca que dá evidências da reputação da empresa, e também quando o nível de comunicação induz à confiança na companhia da marca, o consumidor pode preferir usar essas sugestões em vez de o preço (ZEITHAML, 1988; MONROE, 1990; NAGLE e HOLDEN, 2003). O fato de que seria equívoco ignorar a importância destas dimensões de imagem, poisambas as dimensões influenciam as intenções de compra indiretamente, resultando em efeitos totais substanciais. O estudo contribui para a literatura em: avanço da medida de imagem de preços; modelando efeitos diretos nas intenções de compra; analisando um número de diferentes fatores indiretos em um modelo integrado. O preço pode evocar ao mesmo tempo uma emoção tanto positiva quanto negativa. Dessa forma, aumento nos valores da variável latente de intensidade das emoções positivas e/ou negativas do consumidor está relacionado com o valor percebido do produto ou serviço. Neste estudo apresenta-se uma contribuição teórica ao tema de imagem de preço de produto. Observou-se, ao longo da revisão da literatura, que o estudo da imagem de preço é um tópico pouco abordado. O conceito de valor é algo percebido pelo cliente mais do que algo determinado pelo vendedor. Envolve uma escolha entre o que o cliente recebe (por exemplo, qualidade, benefício) e o que ele dá para adquirir e usar o produto (por exemplo, valor monetário). A operação mental que o consumidor realiza para avaliar o preço passa por duas áreas principais: o valor percebido, que inclui a percepção de benefícios provenientes do objeto; e o sacrifício exigido para sua obtenção, incluindo o sacrifício monetário ou valor despendido para adquirir o produto ou o serviço, e os sacrifícios não monetários, que envolvem custos de relacionamento e psicológicos, o esforço (físico), o tempo e o risco associado a uma estimativa de erro. Dimensão funcional no aspecto da funcionalidade associado à imagem de preço está relacionado à percepção da qualidade do produto ou serviço. Dessa forma, o uso do preço como um indicador funcional da qualidade de um produto depende: da disponibilidade de outras indicações ou informações para poder avaliar a qualidade do produto; da variação de preço entre marcas, dentro de uma classe de produtos; do nível de consciência de preço do consumidor; da habilidade de o consumidor perceber a variação de qualidade em um grupo de produtos; da percepção de que a baixa qualidade implica o risco de uma perda. Dimensão simbólica o indivíduo, ao comprar um produto, também leva em conta seus atributos simbólicos, ou seja, aquilo que este representa para ele e para os demais do grupo social ou de referência. O consumidor percebe, nesta dimensão, o benefício do produto como símbolo, como representação de algo para si mesmo ou para os demais. A dimensão emocional deriva de um sentimento ou estado afetivo que o preço de um produto pode gerar. Emoções positivas estão associadas a um comportamento do consumidor proativo, de aproximação ou ativação; já emoções negativas estão associadas a um comportamento passivo, de evitar ou de inibição. O preço pode evocar tanto uma emoção positiva quanto negativa ao mesmo tempo. Dimensão justiça de preço corresponde a um julgamento realizado pelo comprador sobre o preço do vendedor. Refere-se, ainda, a uma comparação entre o preço julgado e um padrão de mercado, sendo possível identificar, nesta comparação, a igualdade, a vantagem ou a desvantagem percebida pelo consumidor. Na dimensão social do preço, os indivíduos preocupam-se com o que as outras pessoas pensam sobre ela, e a opinião sobre o que os outros compram e usam influencia suas decisões de compra e consumo. O valor social refere-se, assim, à utilidade percebida de um produto ou serviço em associação com um grupo social específico. Dimensão axiomática os valores funcionam como direcionamento prescritivo ou prospectivo nas convicções sobre o modo de conduzir a vida. São três os níveis de valores: o global, os específicos por área e o de crenças descritivas e avaliativas, por meio dos quais os indivíduos avaliam os produtos e serviços em seu processo de decisão de compra e consumo, segundo o que eles consideram como atributos desejáveis. O envolvimento é tratado como uma relevância percebida pelo comprador em relação a um objeto, com base em suas necessidades, valores e interesses. O envolvimento também se refere ao grau de importância ou pertinência que o consumidor confere a um objeto, pessoa ou situação. Quanto maior o envolvimento do consumidor com um produto ou serviço, maior será sua capacidade para percebê-lo, lembrá-lo e considerá-lo em seu processo de compra e consumo. Neste artigo apresenta-se uma contribuição teórica ao tema de imagem de preço de produto. Observou-se, ao longo da revisão da literatura, que o estudo da imagem de preço é um tópico pouco abordado. Sendo um assunto pouco abordado, nesta pesquisa buscou-se compreender como a imagem de preço impacta o comportamento de compra, uma vez que possui forte influência nas intenções de compra dos consumidores e, consequentemente, no volume de vendas, no marketshare e na lucratividade das organizações. No caso da imagem de preço de produto, verificou-se que ela está associada fortemente a sete dimensões: funcional, emocional positiva, emocional negativa, simbólica, justiça, axiomática e social. A influência de fatores externos, tais como estado da demanda, comunicação e distribuição, promoção de preços das organizações ofertantes e fatores situacionais da compra, não foi levada em conta neste estudo. Por exemplo, na compra de vestuário, o consumidor é influenciado pela imagem da marca, pela imagem da loja, O estudo da imagem de preço traz importantes implicações teóricas e gerenciais. Destacam- se, neste estudo, duas implicações teóricas. A primeira é que o estudo da imagem de preço é um tema pouco explorado na literatura de marketing e que, devido a sua importância no comportamento de compra, merece um destaque maior na literatura. A maximização dos preços na tentativa de maximizar os lucros nem sempre é uma estratégia viável para muitos produtos com baixa diferenciação, pois o consumidor pode perceber no preço elementos de injustiça que geram emoções negativas e, portanto, baixo valor percebido, o que afeta sua intenção de compra. Assim, uma visão mais externa no apreçamento do produto se faz necessária, para que a empresa obtenha melhores resultados. UNIVESIDADE ESTADUA L DO SUDOESTE DABAHIA-UESB Departamento de Ciências Sociais Aplicadas – DCSA Colegiado do Curso de Administração Disciplina: Administração Mercadológica II Professor: Dr. Elinaldo Leal Santos Discente: Givanildo Ribas da Silva Resenha: QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ: AS MUDANÇAS DO COMPOSTO MERCADOLÓGICO DO VAREJO DE SHOPPING CENTERS DA REGIÃO DO VALE DO ITAJAÍ/SC DURANTE A SUA EXISTÊNCIA Autores: Ricardo Boeing da Silveira¹ Mônica Sinem² RICARDO BOEING DA SILVEIRA Doutorando em Administração pela FGV/EAESP. Professor de cursos de graduação e pós-graduação na área de Marketing da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). MÔNICA SINEM Especialista em Administração. Submissão: Envio 19/10/2008 Aprovação: Aceite 26/04/2009 Rev. Adm. UFSM, Santa Maria, v. 2, n. 2, p. 214-234, maio/ago. 2009. Bibliografia: Silveira, R. B., & Sinem, M. (2009). Quem te viu, quem te vê: as mudanças do composto mercadológico do varejo de shopping centers da região do Vale do Itajaí/SC durante a sua existência. Revista de Administração da UFSM, 2(2), 214-234. O texto a ser resenha destaca-se sobre o crescimento do número de shopping centers no Brasil e o bom desempenho do varejo nos últimos anos demonstram a participação no mercado deste segmento estimula o surgimento de pesquisas a respeito do tema. O objetivo deste artigoé para avaliar as mudanças do composto do varejo de shoppings da região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. A visualização das diferenças do mix de varejo entre os shoppings, com o mercado consumidor bem delimitado em todas as suas características e necessidades, começa uma nova fase do desenvolvimento do Shopping que passa pelo planejamento do “mix” aliado ao projeto arquitetônico do Shopping. Há quem acredite que o projeto arquitetônico possa ser desenvolvido com a análise conjunta, nessa precisa ser pensada organizado e estabelecido simultaneamente ao planejamento adequado para o projeto. E isso pode fazer toda a diferença no sucesso do empreendimento, principalmente nos primeiros anos de consolidação do Shopping. A disputa pelo consumidor em um ambiente instável e com entrada constante de novos concorrentes exige das empresas a implementação de ações mercadológicas sustentáveis e passíveis de adaptação. Por intermédio desse modelo é possível identificar a demanda de uma determinada área de influência mercado para os diversos segmentos de varejos que compõem tradionalmente o mix de shopping center, quantificando a população, a renda e o potencial de consumo com base na pesquisa de orçamento familiar para aquele setor censitário. Nesse contexto a demanda estimada podem ser obtida por meio desse levantamento, cabe ser feito identificação dos principais a segmentação do mercado e a monitoração das tendências do consumidores. Os aspectos são considerados relevantes no mercado de varejo porque influenciam dois aspectos: a decisão dos clientes de onde e quando comprar e dos varejistas em onde, quando e como operar suas lojas (OPPEWAL e TIMMERMANS, 1997). Durante as operações dos varejistas do Brasil, comerciante de shoppings, pode-se considera que um dos grandes gargalos desse setor é a qualidade das informações disponíveis para a tomada de decisão. Tendo muitos dados, mas que geralmente estão concentrados no pós-venda, e não antes ou durante o processo de compra, o que dificulta a análise dos gestores para conseguirem identificar cenários, ajustar rumos e redefinir investimentos. Os varejistas precisam levantar dados, transformar isso em conhecimento e, depois, em ferramentas para a tomada de decisão. Um dos pontos em que o e-commerce leva vantagem, sob a ótica da gestão, é justamente pelo fato de ter muita informação e estar conseguindo se utilizar de métricas para identificar o comportamento de compra dos seus consumidores. A praticidade e o conforto que oferecem os shopping centers incrementaram o número de unidades existentes no Brasil, e sua preferência cresceu em quase todos os segmentos de mercado. Que o shopping center deixou de ser somente um centro de compras já é sabido. Mas além de oferecer serviços, lazer, conveniência e convivência, e tornou-se também um espaço para eventos corporativos, congressos, seminários, palestras, entre outros. Muitas pessoas vão ao shopping para passear, encontrar um amigo, tomar um sorvete, almoçar e se divertir, o que se fazia nas praças públicas no passado. A diferença é que os shoppings ainda oferecem tudo isso em um ambiente confortável, climatizado e seguro. O mix de lojas em shopping centers, chamado de tenant mix. Dentro dos shoppings vem crescendo tanto e com tanta velocidade como o de serviços, provocando uma mudança importante no mix de lojas. É importante aspecto da aplicação concreta do “tenant mix” na escolha das lojas, operações e marcas que serão contratadas, é a consequência direta que estas escolhas fazem repercutir para os lojistas ou locatários, porque, uma vez definida sua atividade comercial ou atividade obrigatória (como também o próprio nome fantasia) por expressa previsão contratual, tal escolha acaba por definir o equilíbrio, a harmonia e o balanço que foi feito concebido pelo Shopping Center para atender às necessidades que foram identificadas e verificadas quando do seu planejamento comercial. A respeito do mix de marketing de varejo em estabelecimentos como o de um shopping center. O varejista deve considerar alguns aspectos estratégicos para orientar suas decisões referentes ao seu mix de produtos, como amplitude e profundidade, preço e qualidade, marcas próprias e política de marcas e a importância ou papel da categoria. Vale ressalte-se que as decisões do mix varejista, como as que são tomadas a respeito da localização, seleção de mercadorias, serviços oferecidos aos clientes, preço e atividades promocionais acabam convergindo para a loja, ou seja, as características físicas e comodidades que atraem e satisfazem necessidades de compra dos clientes. É fundamentado nos autores (PARENTE, 2007; BERNARDINO, 2004; BERMAN e EVANS, 2006), o varejo cresce tanto e um dos pilares de sustentação dele é o marketing bem desenvolvido, é necessário entender o marketing de varejo, uma especialização do marketing que adiciona mais elementos aos estudos de marketing voltados ao varejo. A necessidade de segmentação de mercado ou um conhecimento maior do mercado atendido e estratégias que permitam localizar corretamente seus consumidores em uma loja de varejo e abordar o público de forma correta. Parente, 2007, estudo feito no ano de 1998 os grandes espaços disponíveis para o varejo, como hipermercados, supermercados e shopping centers. Pelas transformações que o mercado sofre, pela evolução do marketing de varejo e das ferramentas mais importantes para a indústria colocar no mercado composto mercadológico dos 4 P’s. A experiência de compra para os consumidores o mais confortável possível e a exigência dos consumidores de obterem maior conforto, estacionamento adequado e poderem encontrar tudo que procuram em um único local podem ter sido os motivos para o surgimento de shopping centers (PRATT e PRATT, 1960). A função de um shopping center é uma entidade única que precisa ser administrado e concebido como um organismo próprio, planejado e desenvolvido segundo estratégias competitivas, posicionamento institucional, objetivos ambiciosos, e ainda sendo administrado com métodos eficientes, austeros e corporativos, que garantam a harmonia, a consistência, a identidade e a imagem do empreendimento junto a todos os stakeholders envolvidos no negócio, não somente os proprietários ou os lojistas, mas também os consumidores, os prestadores e fornecedores, a comunidade e toda a sociedade que se relacione com o shopping centers constituem-se em um aliado aos pequenos e médios lojistas. O conceito do 4 Ps de marketing, também chamado de mix de marketing ou Composto de Marketing, representa os quatro pilares do marketing: Produto, Preço, Praça e Promoção. Esse conceito impactam diretamente nas decisões empresariais. Preço a tomada de decisão acerca do preço para o varejo constitui-se em uma extremamente importante e que pode, por vezes, carregar as outras decisões. Com relação ao valor e posicionamento estratégico da empresa pode-se constatar que, em seu último aumento de preço, a variação nas vendas podem ser menor que a porcentagem do aumento; isso mostra que a demanda dos clientes é inelástica. No Shopping Center a pratica um preço médio de mercado e tem como objetivo manter uma certa paridade com seus concorrentes ou, um diferencial aceitável em relação aos mesmos. Um de seus objetivos de preço é manter o status quo; isso significa que a empresa está satisfeita com seus resultados e não que sejam modificado a situação de seus preços ou o equilíbrio competitivo que possa existir. Produto o varejista vai, após a definição de sua localização, posicionar-se no mercado. O mix de produtos exige algumas considerações bastante específicas e acertadas, para que se evite a mudança posterior para um mix menor,o que pode também causar um impacto ruim para o consumidor. Também deve considerar a classificação da estrutura física (a loja) como um produto. A organização, além de apresentar uma variedade de bens físicos, fornece também uma série de serviços a seus clientes, como, por exemplo, o esforço pela busca de qualidade em seus produtos. Praça a localização do varejo pode ser uma das mais importantes definições do mix, pois, no caso especial do varejo, a mudança é quase impossível, tratando-se de shopping, por exemplo, isso vai representar um maior ou menor interesse da indústria e das marcas no varejo, bem como a atratividade que ele terá para os consumidores (PARENTE e KATO, 2001; PARENTE, 2007; GHOSH e CRAIG, 1983). Promoção ou comunicação para o varejo é uma ação bastante peculiar e pode determinar a procura dos consumidores pelo local. A promoção pode ser norteada observando-se três tipos de comunicação promocional: informativo, persuasivo e de reforço. O mix de marketing ou composto promocional deve ser usado não só para atrair os clientes para aloja mas também para motivá-los à compra. Entretanto, é necessário que o consumidor saiba com antecedência da existência da organização, quais são os produtos que ela oferece e seus respectivos preços, a qualidade dos produtos e outras informações que são necessárias para sensibilizar o cliente. Um dos P’s adicionais ao modelo do composto de marketing básico é a apresentação física da loja. São os funcionários que interagem com o cliente. Estes podem ser denominados como pessoal de contato ou provedores de serviços. O pessoal de contato são pessoas com quem o cliente tem aproximação breve, como recepcionistas e atendentes de estacionamento. A apresentação da loja pode tornar o tempo do consumidor e o seu momento no interior do varejo mais agradável e, inclusive, estimular a compra, mesmo a feita por impulso. O P referente às pessoas é parte integrante do composto de marketing do varejo, pois todo o varejo que possui loja física, por natureza, também presta serviços, em menor ou maior escala. Em serviços de pouco contato, o cliente não está diretamente envolvido no processo de produção, portanto o produto é definido por menos atributos. É importante que o cliente sinta-se próximo da empresa. Para isso, deve-se descrever todo o fluxo de atividades que produzem o serviço: o acompanhamento do cliente em seus primeiros contatos com a empresa, todos os procedimentos necessários para a negociação no envolvimento do mesmo durante todo o processo de elaboração do serviço, e finalizar relatando como é feito o relacionamento de pós-venda e/ou execução do serviço. Uma pesquisa qualitativa permite o aprofundamento do pesquisador acerca do tema estudado e uma maior possibilidade no sentido de busca de informações. Como o objetivo desta pesquisa é a análise do composto mercadológico de varejo em dois shopping centers das cidades de Balneário Camboriú e Itajaí, no estado de Santa Catarina. Uma pesquisa qualitativa que consistia na entrevista pessoal dos varejistas, que permitisse a ligação do entendimento dos varejistas acerca dos conceitos de marketing e de alguns P’s do composto mercadológico. As duas cidades vizinhas: uma é considerada polo turístico da região durante o verão e a outra, uma cidade de grande potencial. Outro fator importante foi o número reduzido de shoppings existentes na região. Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE, 2008), o qual diz que estes devem possuir estacionamento, cinema, praça de alimentação e lojas diversas de produtos e serviços. Por meio do estudo do artigo descritiva, dado que estabeleceu-se um objetivo bem definido, adotou-se procedimentos formais na coleta de dados e em sua avaliação, e ainda buscou-se determinar alternativas de cursos de ação para a empresa que foi objeto da pesquisa os entrevistados foram os gerentes de marketing de cada shopping. Sendo cada “P” possuiu de 3 a 4 perguntas, e estas foram baseadas nos respectivos autores: Preço (BERMAN e EVANS, 2006; BERRY, 2001; CATALUÑA, 2004); Produto ((SIMONSON, 1999; SLOOT et al., 2006); Praça (PARENTE e KATO, 2001; GHOSH e CRAIG, 1983); Promoção (PARENTE, 2007; D´SOUZA e ALLAWAY, 1995); Apresentação (KALTCHEVA e WEITZ, 2006; WARD et al., 2003; GREWAL et al., 2003); Pessoas (SEIDERS et al., 2005; PARENTE, 2007). Os meios utilizados para tanto foram a entrevista pessoal individual com a gerência intermediária para coletar dados secundários, foram coletados junto a documentos fornecidos pelos gerentes de cada shopping pesquisado e junto ao sítio da Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE). Este último serviu de base para contextualizar o setor em questão, sua evolução e mudanças percebidas no segmento e representatividade na economia nacional. Neste item, são apresentados os dados coletadas junto ao sítio da ABRASCE, com o intuito de disponibilizar informações a respeito do setor pesquisado e apresentar os resultados das entrevistas realizadas com o gerente de marketing de cada shopping no Brasil. A maior concentração de shopping centers está na Região Sudeste, com 202 estabelecimentos inseridos nesse setor. A Região Sul está em segundo lugar, com 72 estabelecimento. O maior PIB e a maior população do brasileira encontram-se nas duas regiões com a maior quantidade de shoppings sendo regiões Sudoeste e Sul. A evolução do faturamento em shopping centers no Brasil em milhões de reais, de 2000 até o fim de 2008. A evolução constante do faturamento dos marketing centers desde 2000. A estimativa para o ano de 2008 é de 64,4 milhões de reais. Os shopping centers são símbolos de uma sociedade que valoriza o espetáculo do consumo de bens materiais e do lazer-mercadoria. Além disso, oferecem a uma parcela da população o direito a esse consumo e a esse lazer, enquanto exclui dessa possibilidade a maioria das pessoas. Portanto, o sucesso da fórmula atual do shopping center como lugar para a realização da lógica consumista traz consigo o fracasso da plenitude do ser social. O Shopping, localizado na cidade de Itajaí, Santa Catarina, foi inaugurado em 17/10/2000, portanto, tem nove anos. É realizada uma pesquisa de mercado com o intuito de verificar quantas lojas pertencentes a cada segmento poderiam ser instaladas no shopping. O planejamento inicial do mix de lojas, com a economia menos pujante, alguns shoppings já começam a mexer no mix de lojas para elevar o fluxo de clientes e as vendas. Os empreendimentos tentam equilibrar a oferta com marcas que atraiam mais consumidores. As loja pertentes uma relação contratual entre o proprietário ou empreendedor do Shopping Center e os comerciantes. Essa relação permitirá que entre o empreendedor, que é o proprietário do imóvel, e lojistas haja uma participação nos lucros e um planejamento para a exploração e análise do mecanismo do mercado, uma vez que o valor do aluguel geralmente é uma porcentagem sobre o faturamento de cada loja. Público-alvo almejado (as classes, os shopping tende decidir em que segmentos penetra, ela deve decidir que posição deseja ocupar neste segmento. Posicionamento de mercado significa conseguir que um produto ocupe um lugar claro, distinto e desejável em relação aos produtos concorrentes na mente do consumidores. Preço: A primeira questão investigou se o shopping impõe limites aos lojistas e observou-se que os preços são livres, isto é, cada lojista pratica os preços de acordo com as suas necessidades; Produto: Observou-se que há corretores que negociam com os lojistas, sempre respeitando o mix estabelecido; Praça: Foi comentado a respeito da escolha do local do shopping. E que Itajaí Shopping está fora do padrão, Existem outros município e SANTA CATARINAS; Promoção:Nesse aspecto, percebeu-se uma grande preocupação, visto que o shopping possui, em seu calendário, campanhas próprias, sendo elas: Dia da Mulher, Páscoa, Dia das Mães, férias de julho, Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal. E as liquidações de inverno e de verão. Apresentação: A preocupação em manter um clima agradável nos corredores e a limpeza de todo o estabelecimento, para que os clientes possam notar a harmonia; Pessoas: Os seguranças são próprios do shopping, que oferece treinamento para todos os seus funcionários e também para os lojistas. O composto promocional deve ser informativo e persuasivo (tentando convencer os consumidores sobre a superioridade dos produtos ou serviços), como também pode simplesmente reforçar a comunicação empresa-cliente. Esses objetivos podem ser de curto prazo quando visam a aumentar o desempenho de vendas ou de longo prazo, mais voltado para promover a loja institucionalmente. O gerente do Atlântico Shopping, que trabalha no local desde 2003 e como gerente de marketing desde 2006. Comentou que o estabelecimento foi inaugurado em 06/12/1997, completando, em 2008, onze anos a explosão imobiliária sofrida na região, pôde aumentar o número de clientes. O Atlântico Shopping é um dos únicos no Brasil que possui a característica de condomínio. No início, todos os segmentos. Que quiseram se inserir no shopping foram aceitos, com o intuito de preencher todas as lojas disponíveis. Preço: Questionou-se a respeito da pré-definição dos preços por parte do shopping. Uma preocupação do estabelecimento e que se acredita que, dentro do possível, o empreendimento pratica preços de acordo com a qualidade que oferece aos consumidores; Produto: Com relação ao produto, foi comentado que existe um conselho consultivo, o qual possui seis integrantes e um síndico, que são eleitos a cada dois anos pelos proprietários das lojas; Praça: O shopping possui uma ótima localização, situado bem no centro da cidade; Promoção: São trabalhadas as datas comemorativas e as parcerias para a prospecção de eventos para atrair clientes. Com relação a liquidações, foi identificado que há certa dificuldade em trabalhar com todas as lojas, visto que os lojistas; Apresentação: Informou-se que o shopping muda muito a sua decoração durante o ano, almejando chamar a atenção de clientes e torná-lo um ambiente de compras agradável; Pessoas: Os seguranças são funcionários do shopping e há uma escassez de treinamento, não só destes, como também dos funcionários e lojistas. O trabalho teve como objetivo analisar o composto mercadológico de varejo em dois shoppings centers das cidades de Itajaí e Balneário Camboriú , no estado de Santa Catarina, sob a visão dos gestores de marketing, utilizando-se, para tanto, uma abordagem qualitativa, por meio da aplicação de um roteiro de entrevista semiestruturado. O Shopping Center é um empreendimento que reúne diversos estabelecimentos de diferentes setores, com o objetivo principal de atrair um número expressivo de clientes, atendendo suas múltiplas necessidades. Estes estabelecimentos fazem parte do tenant mix e se subordinam a um contrato comercial de locação entre o lojista e o empreendedor. A determinação desses valores locativos das lojas depende de vários fatores como, por exemplo, a localização da loja, sua área, sua frente, entre outros. No estudo do artigo, as variáveis eleitas refletem a realidade do empreendimento em questão, assim as lojas foram devidamente classificadas em todos os seus aspectos relevantes. Neste constatei que o diferencial do sistema de shoppings centers deve-se ao seu sistema não convencional de negócio, em função da natureza de relacionamento entre as partes: É considerados os shoppings evidenciaram a importância na prática de preços adequados à qualidade oferecida, boa localização, planejamento quanto ao mix de lojas. Além disso, seguindo sua evolução, incorporação no marketing de produtos de uma determinada marcas. Outra sugestão seria a implementação de uma abordagem quantitativa, com o intuito de verificar as mudanças nos hábitos de compras dos consumidores locais e se estas foram consideradas pelos shoppings no decorrer dos anos. UNIVESIDADE ESTADUA L DO SUDOESTE DABAHIA-UESB Departamento de Ciências Sociais Aplicadas – DCSA Colegiado do Curso de Administração Disciplina: Administração Mercadológica II Professor: Dr. Elinaldo Leal Santos Discente: Givanildo Ribas da Silva Resenha: A PUBLICIDADE ENGANOSA SOB O PONTO DE VISTA DA ÉTICA NO MARKETING – UMA REFLEXÃO SOBRE AS CASAS BAHIA. Bibliografia: Oliveira, R. S., & Arantes, M. M. (2008). A publicidade enganosa sob o ponto de vista da ética no marketing – uma reflexão sobre as casas Bahia. Revista Administração em Diálogo, 10(1), 1-17. Autores: Ronald Silva de Oliveira Mariana Maia Arantes O artigo apresentado expõe uma análise reflexiva obtida mediante estudos preliminares acerca da questão da ética no marketing mais precisamente no quesito publicidade enganosa. A ética no marketing parte do pressuposto que a mesma não existe, se ela não estiver inserida na ética dos negócios nessas práticas de marketing e vendas, ela têm sido alvo de críticas, o que torna pertinente uma revisão da literatura acadêmica relativa ao tema e a análise das principais contribuições oriundas a ser resenhado sobre o texto publicado. O marketing mal compreendido por grande parte do público está relacionando-o com a propaganda enganosa que algumas empresas dispõem para busca o cliente imediato. Segundo Zolandeck (2001) afirma que “a sociedade atual é consumista, caracterizada por um crescente número de produtos e serviços à disposição das pessoas, sob égide do domínio de crédito e Marketing”. No atual cenário competitivo onde as organizações estão inseridas, as estratégias de marketing tornaram-se imprescindíveis para a conquista novos clientes para dentro do seu mercado, mas em plena era da informação e valorização do consumo consciente algumas empresas ainda insistem em trabalhar de forma negativa com o marketing. Nesse ponto destaca-se atenção ao público-alvo numa briga diária de concorrentes pela atenção do consumidor e elevação das vendas e dos lucros. Porém nem sempre essa concorrência é leal. Muitas vezes acabam ocorrendo infrações éticas e até mesmo morais, com empresas indo além dos limites, de modo que no ano de 1991, no governo do Presidente Fernando Collor de Mello, foi implantado no Brasil o Código de Defesa do Consumidor, uma publicação que “estabelece normas de proteção e defesa do consumidor, de ordem pública. Está elaboração desse artigo foi utilizados como objetivo, realizar um estudo sobre a questão da implicação ética no marketing sobre o ponto de vista da publicidade enganosa. O problema encontrado foi o seguinte: a rede Casas Bahia utilizou a publicidade enganosa ao criar a campanha “Quer pagar quanto”? Teve como metodologia uma base reflexiva mediante estudos prévios sobre questões como Ética no Marketing e na Publicidade além do estudo incidente sobre o Código de Defesa do Consumidor brasileiro, no que buscou uma resposta para o problema encontrado neste estudo. A ética no marketing consiste no relacionamento de princípios éticos com as ações no conjunto de normas realizadas pelos profissionais de marketing, que norteiam a boa conduta das empresas. Na área do marketing a éticaé ainda mais importante pois o marketing está voltado para as relações de consumo, de desenvolvimento e promoção de produtos e serviços ligados a determinadas marcas que possuem determinadas imagens no mundo comercial do país. O marketing este ainda é um assunto pouco explorado pelos teóricos da administração e envolto em questionamentos polêmicos do que seria o certo e o errado, concepções estas que variam de acordo com a visão de quem as julgam. Basicamente, a ética aplicada ao marketing está sustentada em três princípios: Os produtos e serviços ofertados por uma organização devem facilitar a vida de seus clientes; As comunicações de marketing e publicidade devem ser claras de forma a não enganar o consumidor, oferecendo todas as informações necessárias para a sua segurança; Valorizar o dinheiro que os clientes da organização investem. O negócio deve ser rentável para todos os envolvidos: investidores, clientes, comunidade, colaboradores e empresas. Para Kotler (2000) Marketing é visto como “o processo social por meio do qual pessoas ou grupo de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros”. A segunda categoria contém críticas quanto ao “impacto do marketing sobre a concorrência empresarial”, contendo aquisição anticompetitiva, barreiras à entrada, concorrência predatória. O terceiro e último estágio de críticas contém preços altos, práticas enganosas, vendas de alta pressão, produtos malfeitos ou inseguros, obsolescência planejada e discriminação contra minorias e é denominado como “o impacto do marketing sobre o mal-estar para o consumidor”. Sendo assim as empresas feri os princípios dos consumidor com suas práticas abusivas em planos estratégicos para ganha vantagem em cima da clientela. Na visão de Kotler (2000) menciona que essas práticas enganosas levam o consumidor a fazer aquisição de algo com determinados aspectos, preços e valores psicológicos que na realidade não existem por completo ou em parte. Cita que “as práticas enganosas de fixação de preços, promoção e embalagens exigem proibição legislativa e administrativa”. Em um meio discursivo para a sociedade, o marketing não pode ser considerado publicidade nem propaganda por compreender outras atividades como pesquisa mercadológica, criação e remodelação de produtos e serviços, estudos de viabilidade econômica, planejamento estratégico, etc. Os conceitos de publicidade e propaganda por muitas vezes são confundidos e tratados, erroneamente, como sinônimos. Contudo, o que se percebe da análise de suas finalidades e conceitos é que se tratam de institutos totalmente diferentes e independentes, e, apenas por serem frequentemente utilizados em conjunto, não devem ser confundidos exposto de maneira que embaralha o entendimento da sociedade. Muitos mantêm uma ideia errônea de que há similaridade entre os termos publicidade e propaganda, por desconhecerem e realidade de seus verdadeiros significados. Assim, conforme exposto na propaganda se refere à difusão de ideias, enquanto a publicidade, por sua vez, visa incitar o consumo, apresentando novos produtos, bem como enaltecendo suas qualidades pra que o consumidor adquira produtos ou contrate serviços. Segundo Nunes Júnior (2001), estabelece a diferenciação-mor entre publicidade e propaganda. No pondo de vista o autor, a publicidade compreende "o ato comercial de índole coletiva, patrocinado por ente público ou privado, com ou sem personalidade, no âmago de uma atividade econômica, com a finalidade de promover, direto ou indiretamente, o consumo de produtos e serviços". Ao se diferenciar a criação artística do mor do marketing da criação publicitária, vale falar um pouco sobre o que seria o ato de criar e os mecanismos de fazem parte dele. Em primeiro lugar, o ato de criar é próprio do ser humano e consequentemente, um ato subjetivo. Criar alguma coisa que corresponde a produção da arte para ser executada ao público. Significa em outras palavras, dar forma ao que não existe, ou melhor, dar forma ao que existe na imaginação. Neste sentido, a imaginação seria a faculdade mental que estaria por trás de todo e qualquer ato de criação e estaria intrinsecamente relacionada às nossas experiências, às nossas percepções em nosso relacionamento com o mundo. Seria ela a responsável, nesse processo, por articular a memória dessas experiências e transformá-las em uma publicidade enganosa. Assim, é antiético expor determinada ação promocional que incite o consumidor a acreditar que ele pode adquirir um produto ou contratar um serviço dentro de suas posses “reduzidas” e, ao chegar à loja ou escritório, depara-se com a verdadeira “versão” da empresa, só então explicando os verdadeiros valores, condições de pagamento ou características do produto ou serviço que poderá não atender ao seu público que, ávido por adquirir esse produto ou serviço, e até então desconhecedor das reais condições, muitas vezes se sente lesado, passa por vexame frente funcionários bem como consumidores da empresa e ainda não consegue ter acesso ao que tinha a intenção de adquirir. A publicidade enganosa é combatida, inclusive, pelo CONAR, que pune, entre outras coisas, as empresas que criam publicidades enganosas. Santos (2000) refere-se ao CONAR como um verdadeiro “filtro” para a publicidade, retirando da mídia aqueles comerciais que por ventura não atendam aos requisitos éticos exigidos. A publicidade, num sentido amplo, definida como atividade mediante a qual bens de consumo e serviços que estão à venda se dão a conhecer, tentando convencer o público da vantagem de adquiri- los, existiu sempre, desde que o homem, artesanalmente, produziu algum bem de consumo e tentou persuadir outro homem a adquiri-lo seu produto. LAGES (1997) afirma que “publicidade enganosa é crime, sujeitando o infrator a uma pena de detenção de três meses a um ano e mais multa. A publicidade afeta o comportamento psicológico e emocional do ser e, uma vez enquanto consumidor, levando-se em conta seus gastos, por tantas vezes dispendiosos, acaba acarretando em perdas substanciais de dinheiro da própria empresa. O Código de Defesa do Consumidor foi criado durante o governo do Presidente Fernando Collor de Mello no ano de 1991 com o intuito de estabelecer parâmetros de conduta para as empresas junto aos seus clientes, punindo-as quando estas causassem algum leso sobre seus clientes, sejam lesos físicos, emocionais, psicológicos, etc. Em destaque pelo o autor Zolandeck (2001), “o Código de Defesa do Consumidor visa a reequilibrar a relação de consumo, fornecendo ao consumidor subsídios para a defesa de seus interesses, além de proibir práticas abusivas e prejudiciais”. Além de tudo o código reforça as transações comerciais e condiciona as empresas a atuarem de forma ética, respaldando o consumidor de eventuais danos que por ventura sofra ao comercializar determinado produto ou contratar determinado serviço. Hoje o marketing está muito mais relacionado aos âmbitos qualitativos do que quantitativos. O consumidor tornou-se mais crítico e quando possui ferramentas como as redes sociais, para fazer reclamações públicas sobre determinadas marcas. Outra pondo é ferramenta muito importante para o comprador é o Código de Defesa do Consumidor, que tem serve como base para a harmonia entre cliente e marca. Os produtos oferecidos pelas empresas devem ser devidamente padronizado, de acordo com as propagandas publicitárias, e as vantagens prometidas devem ser cumpridas em detrimento da ética e do bom relacionamento com o consumidor. Para esse aspecto, que trata especificamente da Publicidade esta regularmente no art. 36 do CDC. A publicidade deveser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal; Parágrafo único: O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem; Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. § 1º É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito de natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos ou serviços. Nesta aspectos o consumidor A rede Casas Bahia é um conglomerado de lojas em formato varejista presente no Brasil desde o ano de 1952, quando teve a primeira loja inaugurada por seu fundador Samuel Klein, um polonês radicado no Brasil e naturalizado brasileiro, na cidade de São Caetano do Sul/SP. Atualmente conta com mais de 550 lojas espalhadas por dez estados brasileiros, sendo eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul além do Distrito Federal. Podem citar Pragalhado em seu estudo intitulado "A fortuna no fundo da pirâmide" (em: CASAS BAHIA WEBSITE) quando este autor afirma que o estudo focado nas Casas Bahia resultou na confirmação de sua tese sobre a importância e a rentabilidade de mercado que frequentemente está presente na base da pirâmide de renda, ou seja, as classes menos favorecidas da sociedade. As Casas Bahia desenvolvem dispendiosos gastos com publicidade, gastando anualmente milhões de reais entre criação publicitária e veiculação nas mídias (segundo Reis, no ano de 2004 o investimento em publicidade foi de R$713,1 milhões). Contam uma história de um advogado residente na cidade de São Paulo que adentrou numa loja das Casas Bahia e escolheu diversos produtos eletrodomésticos. No momento de realizar o pagamento, este entregou na mão do operar do caixa uma nota de R$1,00, para surpresa geral dos presentes. O gerente da loja foi chamado e neste momento eis que o cliente afirma que estava pagando o que queria e podia naquele momento, e que estava baseado no referido comercial ao qual havia assistido na TV que dizia “Quer pagar quanto?”. Com a ideia de que ali se podia pagar o quanto pudesse, o advogado resolveu realizar sua compra e, obviamente, ao ter o valor que almejava pagar negado, ingressou com uma ação contra a rede. Não se sabe se tal história é real ou não, contudo, o fato é que várias ações foram movidas em todo o país por pessoas que notaram a tendenciosidade do comercial. O CDC assegura os direitos de reivindicar o cumprimento forçado da obrigação; substituição por produto ou serviço equivalente ou, ainda, rescindir o contrato, com a percepção das quantias pagas, ou seja, sem perdas monetárias, devidamente corrigidas por índices monetários vigentes. Obviamente os gerentes das lojas são induzidos a negarem tais direitos ao consumidor lesado, especialmente em se tratando de clientes de classes baixas desprovidos de conhecimentos de seus direitos. Contudo, tal ato exprime desacato lojista à Lei. Centros de Defesa do Consumidor em busca de seus devidos direitos. Infelizmente, ainda, à empresa que tenha feito esse valido de uma prática tão deplorável eticamente falando. A imagem da empresa parece não ter sofrido grandes “arranhões” uma vez que continua vendendo altíssimas somas de mercadorias em cada uma de suas lojas diariamente, lucrando bilhões. Sorte dela. Para muitos, no entanto, a falta de ética não permite uma segunda chance. Diante do exposto, no texto sobre a empresa está relacionado ao meio comunicação é visto pontos falhos, que demonstra consequências significativas com a inobservância das garantias constitucionais, para o consumidor tendo em vista unicamente a satisfação de suas necessidades impondo um consumo ético. O sistema capitalista vigente na maior parte das nações (não é exceção no Brasil), estimula continuamente a prática do consumismo material a todo custo. Neste sentido, o consumidor deve escolher com ética, através de uma consciência e uma responsabilidade quanto aos impactos socioeconômico que seus comportamentos podendo analisa os desastre que as empresas pratica no erros sobre a comunicação. Sendo o Marketing uma ferramenta voltada, entre outros quesitos, para a criação, desenvolvimento e lançamento de novos produtos e serviços, prezando pela lucratividade das empresas, atento aos anseios do público e procurando incansavelmente saná-los, surgem atividades intrínsecas como precificação, comunicação e promoção. A questão ética também é observada pelo consumidor, já que as escolhas influenciam diretamente no comportamento das empresas, que devem possuir responsabilidade social, preservando e respeitando os direitos do consumidor. Muitos comerciais, obviamente, respeitam o consumidor e expõem produtos e serviços de forma clara e objetiva, reduzindo as margens de erro e má interpretação que possam por ventura surgir na mente do consumidor. Todavia, há um sem-número de outros comerciais que não respeitam o público-alvo, que querem vender a todo custo, a duras penas, e causa um impacto negativo: a denominada publicidade enganosa. Publicidade enganosa é aquela que, contendo uma informação "falsa ou insuficiente" a respeito de determinadas características de um produto ou serviço ofertado, induz o consumidor ao erro, levando-o a adquirir algo completamente diferente do que desejava inicialmente. Isso mostra aos profissionais das áreas de Marketing, Publicidade & Propaganda, além da própria Administração de Empresas, que é necessário agir de modo ético e atento, de forma que não ocasione os mais altos graus de discussões jurídicas, elevando o número de processos contra as empresas as quais esses profissionais fazem parte, inflamando o público a agir contra a organização, fazendo com que o tal “feitiço se vire contra os feiticeiros”. UNIVESIDADE ESTADUA L DO SUDOESTE DABAHIA-UESB Departamento de Ciências Sociais Aplicadas – DCSA Colegiado do Curso de Administração Disciplina: Administração Mercadológica II Professor: Dr. Elinaldo Leal Santos Discente: Givanildo Ribas da Silva Resenha: A PUBLICIDADE ENGANOSA SOB O PONTO DE VISTA DA ÉTICA NO MARKETING – UMA REFLEXÃO SOBRE AS CASAS BAHIA. Bibliografia: Oliveira, R. S., & Arantes, M. M. (2008). A publicidade enganosa sob o ponto de vista da ética no marketing – uma reflexão sobre as casas Bahia. Revista Administração em Diálogo, 10(1), 1-17. Autores: Ronald Silva de Oliveira Mariana Maia Arantes O artigo apresentado expõe uma análise reflexiva obtida mediante estudos preliminares acerca da questão da ética no marketing mais precisamente no quesito publicidade enganosa. A ética no marketing parte do pressuposto que a mesma não existe, se ela não estiver inserida na ética dos negócios nessas práticas de marketing e vendas, ela têm sido alvo de críticas, o que torna pertinente uma revisão da literatura acadêmica relativa ao tema e a análise das principais contribuições oriundas a ser resenhado sobre o texto publicado. O marketing mal compreendido por grande parte do público está relacionando-o com a propaganda enganosa que algumas empresas dispõem para busca o cliente imediato. Segundo Zolandeck (2001) afirma que “a sociedade atual é consumista, caracterizada por um crescente número de produtos e serviços à disposição daspessoas, sob égide do domínio de crédito e Marketing”. No atual cenário competitivo onde as organizações estão inseridas, as estratégias de marketing tornaram-se imprescindíveis para a conquista novos clientes para dentro do seu mercado, mas em plena era da informação e valorização do consumo consciente algumas empresas ainda insistem em trabalhar de forma negativa com o marketing. Nesse ponto destaca-se atenção ao público-alvo numa briga diária de concorrentes pela atenção do consumidor e elevação das vendas e dos lucros. Porém nem sempre essa concorrência é leal. Muitas vezes acabam ocorrendo infrações éticas e até mesmo morais, com empresas indo além dos limites, de modo que no ano de 1991, no governo do Presidente Fernando Collor de Mello, foi implantado no Brasil o Código de Defesa do Consumidor, uma publicação que “estabelece normas de proteção e defesa do consumidor, de ordem pública. Está elaboração desse artigo foi utilizados como objetivo, realizar um estudo sobre a questão da implicação ética no marketing sobre o ponto de vista da publicidade enganosa. O problema encontrado foi o seguinte: a rede Casas Bahia utilizou a publicidade enganosa ao criar a campanha “Quer pagar quanto”? Teve como metodologia uma base reflexiva mediante estudos prévios sobre questões como Ética no Marketing e na Publicidade além do estudo incidente sobre o Código de Defesa do Consumidor brasileiro, no que buscou uma resposta para o problema encontrado neste estudo. A ética no marketing consiste no relacionamento de princípios éticos com as ações no conjunto de normas realizadas pelos profissionais de marketing, que norteiam a boa conduta das empresas. Na área do marketing a ética é ainda mais importante pois o marketing está voltado para as relações de consumo, de desenvolvimento e promoção de produtos e serviços ligados a determinadas marcas que possuem determinadas imagens no mundo comercial do país. O marketing este ainda é um assunto pouco explorado pelos teóricos da administração e envolto em questionamentos polêmicos do que seria o certo e o errado, concepções estas que variam de acordo com a visão de quem as julgam. Basicamente, a ética aplicada ao marketing está sustentada em três princípios: Os produtos e serviços ofertados por uma organização devem facilitar a vida de seus clientes; As comunicações de marketing e publicidade devem ser claras de forma a não enganar o consumidor, oferecendo todas as informações necessárias para a sua segurança; Valorizar o dinheiro que os clientes da organização investem. O negócio deve ser rentável para todos os envolvidos: investidores, clientes, comunidade, colaboradores e empresas. Para Kotler (2000) Marketing é visto como “o processo social por meio do qual pessoas ou grupo de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros”. A segunda categoria contém críticas quanto ao “impacto do marketing sobre a concorrência empresarial”, contendo aquisição anticompetitiva, barreiras à entrada, concorrência predatória. O terceiro e último estágio de críticas contém preços altos, práticas enganosas, vendas de alta pressão, produtos malfeitos ou inseguros, obsolescência planejada e discriminação contra minorias e é denominado como “o impacto do marketing sobre o mal-estar para o consumidor”. Sendo assim as empresas feri os princípios dos consumidor com suas práticas abusivas em planos estratégicos para ganha vantagem em cima da clientela. Na visão de Kotler (2000) menciona que essas práticas enganosas levam o consumidor a fazer aquisição de algo com determinados aspectos, preços e valores psicológicos que na realidade não existem por completo ou em parte. Cita que “as práticas enganosas de fixação de preços, promoção e embalagens exigem proibição legislativa e administrativa”. Em um meio discursivo para a sociedade, o marketing não pode ser considerado publicidade nem propaganda por compreender outras atividades como pesquisa mercadológica, criação e remodelação de produtos e serviços, estudos de viabilidade econômica, planejamento estratégico, etc. Os conceitos de publicidade e propaganda por muitas vezes são confundidos e tratados, erroneamente, como sinônimos. Contudo, o que se percebe da análise de suas finalidades e conceitos é que se tratam de institutos totalmente diferentes e independentes, e, apenas por serem frequentemente utilizados em conjunto, não devem ser confundidos exposto de maneira que embaralha o entendimento da sociedade. Muitos mantêm uma ideia errônea de que há similaridade entre os termos publicidade e propaganda, por desconhecerem e realidade de seus verdadeiros significados. Assim, conforme exposto na propaganda se refere à difusão de ideias, enquanto a publicidade, por sua vez, visa incitar o consumo, apresentando novos produtos, bem como enaltecendo suas qualidades pra que o consumidor adquira produtos ou contrate serviços. Segundo Nunes Júnior (2001), estabelece a diferenciação-mor entre publicidade e propaganda. No pondo de vista o autor, a publicidade compreende "o ato comercial de índole coletiva, patrocinado por ente público ou privado, com ou sem personalidade, no âmago de uma atividade econômica, com a finalidade de promover, direto ou indiretamente, o consumo de produtos e serviços". Ao se diferenciar a criação artística do mor do marketing da criação publicitária, vale falar um pouco sobre o que seria o ato de criar e os mecanismos de fazem parte dele. Em primeiro lugar, o ato de criar é próprio do ser humano e consequentemente, um ato subjetivo. Criar alguma coisa que corresponde a produção da arte para ser executada ao público. Significa em outras palavras, dar forma ao que não existe, ou melhor, dar forma ao que existe na imaginação. Neste sentido, a imaginação seria a faculdade mental que estaria por trás de todo e qualquer ato de criação e estaria intrinsecamente relacionada às nossas experiências, às nossas percepções em nosso relacionamento com o mundo. Seria ela a responsável, nesse processo, por articular a memória dessas experiências e transformá-las em uma publicidade enganosa. Assim, é antiético expor determinada ação promocional que incite o consumidor a acreditar que ele pode adquirir um produto ou contratar um serviço dentro de suas posses “reduzidas” e, ao chegar à loja ou escritório, depara-se com a verdadeira “versão” da empresa, só então explicando os verdadeiros valores, condições de pagamento ou características do produto ou serviço que poderá não atender ao seu público que, ávido por adquirir esse produto ou serviço, e até então desconhecedor das reais condições, muitas vezes se sente lesado, passa por vexame frente funcionários bem como consumidores da empresa e ainda não consegue ter acesso ao que tinha a intenção de adquirir. A publicidade enganosa é combatida, inclusive, pelo CONAR, que pune, entre outras coisas, as empresas que criam publicidades enganosas. Santos (2000) refere-se ao CONAR como um verdadeiro “filtro” para a publicidade, retirando da mídia aqueles comerciais que por ventura não atendam aos requisitos éticos exigidos. A publicidade, num sentido amplo, definida como atividade mediante a qual bens de consumo e serviços que estão à venda se dão a conhecer, tentando convencer o público da vantagem de adquiri- los, existiu sempre, desde que o homem, artesanalmente, produziu algum bem de consumo e tentou persuadir outro homem a adquiri-lo seu produto. LAGES (1997) afirma que “publicidade enganosa é crime, sujeitando o infrator a uma pena de detenção de três meses a um ano e mais multa. A publicidade afeta o comportamento psicológico e emocional do ser e, uma vez enquantoconsumidor, levando-se em conta seus gastos, por tantas vezes dispendiosos, acaba acarretando em perdas substanciais de dinheiro da própria empresa. O Código de Defesa do Consumidor foi criado durante o governo do Presidente Fernando Collor de Mello no ano de 1991 com o intuito de estabelecer parâmetros de conduta para as empresas junto aos seus clientes, punindo-as quando estas causassem algum leso sobre seus clientes, sejam lesos físicos, emocionais, psicológicos, etc. Em destaque pelo o autor Zolandeck (2001), “o Código de Defesa do Consumidor visa a reequilibrar a relação de consumo, fornecendo ao consumidor subsídios para a defesa de seus interesses, além de proibir práticas abusivas e prejudiciais”. Além de tudo o código reforça as transações comerciais e condiciona as empresas a atuarem de forma ética, respaldando o consumidor de eventuais danos que por ventura sofra ao comercializar determinado produto ou contratar determinado serviço. Hoje o marketing está muito mais relacionado aos âmbitos qualitativos do que quantitativos. O consumidor tornou-se mais crítico e quando possui ferramentas como as redes sociais, para fazer reclamações públicas sobre determinadas marcas. Outra pondo é ferramenta muito importante para o comprador é o Código de Defesa do Consumidor, que tem serve como base para a harmonia entre cliente e marca. Os produtos oferecidos pelas empresas devem ser devidamente padronizado, de acordo com as propagandas publicitárias, e as vantagens prometidas devem ser cumpridas em detrimento da ética e do bom relacionamento com o consumidor. Para esse aspecto, que trata especificamente da Publicidade esta regularmente no art. 36 do CDC. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal; Parágrafo único: O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem; Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. § 1º É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito de natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos ou serviços. Nesta aspectos o consumidor A rede Casas Bahia é um conglomerado de lojas em formato varejista presente no Brasil desde o ano de 1952, quando teve a primeira loja inaugurada por seu fundador Samuel Klein, um polonês radicado no Brasil e naturalizado brasileiro, na cidade de São Caetano do Sul/SP. Atualmente conta com mais de 550 lojas espalhadas por dez estados brasileiros, sendo eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul além do Distrito Federal. Podem citar Pragalhado em seu estudo intitulado "A fortuna no fundo da pirâmide" (em: CASAS BAHIA WEBSITE) quando este autor afirma que o estudo focado nas Casas Bahia resultou na confirmação de sua tese sobre a importância e a rentabilidade de mercado que frequentemente está presente na base da pirâmide de renda, ou seja, as classes menos favorecidas da sociedade. As Casas Bahia desenvolvem dispendiosos gastos com publicidade, gastando anualmente milhões de reais entre criação publicitária e veiculação nas mídias (segundo Reis, no ano de 2004 o investimento em publicidade foi de R$713,1 milhões). Contam uma história de um advogado residente na cidade de São Paulo que adentrou numa loja das Casas Bahia e escolheu diversos produtos eletrodomésticos. No momento de realizar o pagamento, este entregou na mão do operar do caixa uma nota de R$1,00, para surpresa geral dos presentes. O gerente da loja foi chamado e neste momento eis que o cliente afirma que estava pagando o que queria e podia naquele momento, e que estava baseado no referido comercial ao qual havia assistido na TV que dizia “Quer pagar quanto?”. Com a ideia de que ali se podia pagar o quanto pudesse, o advogado resolveu realizar sua compra e, obviamente, ao ter o valor que almejava pagar negado, ingressou com uma ação contra a rede. Não se sabe se tal história é real ou não, contudo, o fato é que várias ações foram movidas em todo o país por pessoas que notaram a tendenciosidade do comercial. O CDC assegura os direitos de reivindicar o cumprimento forçado da obrigação; substituição por produto ou serviço equivalente ou, ainda, rescindir o contrato, com a percepção das quantias pagas, ou seja, sem perdas monetárias, devidamente corrigidas por índices monetários vigentes. Obviamente os gerentes das lojas são induzidos a negarem tais direitos ao consumidor lesado, especialmente em se tratando de clientes de classes baixas desprovidos de conhecimentos de seus direitos. Contudo, tal ato exprime desacato lojista à Lei. Centros de Defesa do Consumidor em busca de seus devidos direitos. Infelizmente, ainda, à empresa que tenha feito esse valido de uma prática tão deplorável eticamente falando. A imagem da empresa parece não ter sofrido grandes “arranhões” uma vez que continua vendendo altíssimas somas de mercadorias em cada uma de suas lojas diariamente, lucrando bilhões. Sorte dela. Para muitos, no entanto, a falta de ética não permite uma segunda chance. Diante do exposto, no texto sobre a empresa está relacionado ao meio comunicação é visto pontos falhos, que demonstra consequências significativas com a inobservância das garantias constitucionais, para o consumidor tendo em vista unicamente a satisfação de suas necessidades impondo um consumo ético. O sistema capitalista vigente na maior parte das nações (não é exceção no Brasil), estimula continuamente a prática do consumismo material a todo custo. Neste sentido, o consumidor deve escolher com ética, através de uma consciência e uma responsabilidade quanto aos impactos socioeconômico que seus comportamentos podendo analisa os desastre que as empresas pratica no erros sobre a comunicação. Sendo o Marketing uma ferramenta voltada, entre outros quesitos, para a criação, desenvolvimento e lançamento de novos produtos e serviços, prezando pela lucratividade das empresas, atento aos anseios do público e procurando incansavelmente saná-los, surgem atividades intrínsecas como precificação, comunicação e promoção. A questão ética também é observada pelo consumidor, já que as escolhas influenciam diretamente no comportamento das empresas, que devem possuir responsabilidade social, preservando e respeitando os direitos do consumidor. Muitos comerciais, obviamente, respeitam o consumidor e expõem produtos e serviços de forma clara e objetiva, reduzindo as margens de erro e má interpretação que possam por ventura surgir na mente do consumidor. Todavia, há um sem-número de outros comerciais que não respeitam o público-alvo, que querem vender a todo custo, a duras penas, e causa um impacto negativo: a denominada publicidade enganosa. Publicidade enganosa é aquela que, contendo uma informação "falsa ou insuficiente" a respeito de determinadas características de um produto ou serviço ofertado, induz o consumidor ao erro, levando-o a adquirir algo completamente diferente do que desejava inicialmente. Isso mostra aos profissionais das áreas de Marketing, Publicidade & Propaganda, além da própria Administração de Empresas, que é necessário agir de modo ético e atento, de forma que não ocasione os mais altos graus de discussões jurídicas, elevando o número de processos contra as empresas as quais esses profissionais fazem parte, inflamando o público a agir contraa organização, fazendo com que o tal “feitiço se vire contra os feiticeiros”. UNIVESIDADE ESTADUA L DO SUDOESTE DABAHIA-UESB Departamento de Ciências Sociais Aplicadas – DCSA Colegiado do Curso de Administração Disciplina: Administração Mercadológica II Professor: Dr. Elinaldo Leal Santos Discente: Givanildo Ribas da Silva Resenha: COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR ON-LINE: A PERSPECTIVA DA TEORIA DO FLUXO Autores: Salomão Alencar de Farias Michelle Helena Kovacs Janaynna Menezes da Silva Recebido em 20 de agosto de 2007 Aprovado em 03 de dezembro de 2007 Bibliografia: Farias, S. A., Kovacs, M. H., & Silva, J. M. (2008). Comportamento do consumidor on- line: a perspectiva da Teoria do Fluxo. Revista Brasileira de Gestão de Negócios, 10(26), 27-44. Este artigo investiga o comportamento do consumidor on-line com base no fluxo, definido como a sensação holística que as pessoas sentem quando agem com total envolvimento em uma atividade. A Internet está modificando o comportamento dos indivíduos, especialmente quando se trata de usar recursos para compras no varejo on-line. Nesse senário o comércio eletrônico tem se caracterizado como um modelo de negócio em que utiliza da tecnologia para realizar compras e vendas pela internet. O número de adeptos ao e-commerce tem aumentado consideravelmente, assim sendo um mercado que desde seu surgimento somente teve os números relacionados com o crescimento do negócio no país. O sucesso das lojas virtuais se dá muitas vezes pela praticidade de efetuar compras on-line, lojas abertas 24 horas, preço dos produtos, formas de pagamentos, disponibilidade de certos produtos, customização e também a facilidade de efetuar compras em lojas de todo o território Brasileiro assim como em sites internacionais sem sair de casa. Por se tratar de um ambiente interativo, a busca por informações se torna mais rápida, permitindo assim que o consumidor reúna maior quantidade de informação em tempo menor. O processo de tomada de decisão se torna mais ágil e pode favorecer a compra (MCKINNEY; YOON; ZAHEDI, 2002), ao mesmo tempo em que facilita a tomada de decisão na Internet. Atualmente, a ferramenta é aliada do marketing, com um futuro promissor para as partes envolvidas nas transações, já que apresenta uma grande evolução modificando comportamentos de compra, e a própria relação existente entre o consumidor e o varejo tradicional. No varejo eletrônico, o ambiente da loja é virtual e a interação ocorre por meio da página da web, portanto o design é relevante para o consumidor desse segmento. A essência de criar um ambiente on-line instigante tem sido apontado como uma estratégia que gera benefícios para a comercialização. Muitos aplicativo tem se tornado fácil a comunicação entre as pessoas e isso acabou por se estender ao ambiente profissional. “É natural que varejistas e prestadores de serviços tenham percebido o potencial da ferramenta para abordar e ser abordado por clientes, sanar dúvidas, divulgar novidades, gerar interesse e, consequentemente, concretizar mais vendas”, que devem trabalhar para tornar seus sites mais atrativos, diminuindo o impacto negativo que possam ocasionar na interação com os indivíduos assim afirma (NOVAK; HOFFMAN; YUNG, 2000). Este artigo tem como objetivo principal identificar os construtos relacionados ao estado de fluxo que devem fazer parte de um esquema de comportamento de compra na Internet, esquema este que apresente uma compreensão mais realística e ampla nesse fenômeno. Tendo em visto este mercado que está plena ascensão como pano de fundo, tem-se o Marketing como uma ferramenta importante para as empresas que atuam ou desejam atuar nesse segmento. Entretanto, é interesse deste trabalho perceber como o consumidor se comporta em relação ao composto de marketing adotado por empresas de forma geral. O composto de marketing abrange as decisões que a organização deve tomar sobre variáveis controláveis, com a finalidade de atingir o mercado-alvo. Nessa organizado da seguinte forma: inicialmente é apresentada a revisão da literatura, incluindo o processo de decisão de compra do consumidor no ambiente do varejo virtual, a teoria do fluxo, a atmosfera do ambiente virtual, finalizando com a experiência virtual das compras on-line e a teoria do fluxo. O comportamento do consumidor na web é uma área onde se intensifica o interesse em pesquisas junto aos estudiosos do tema. As mudanças ocorridas no mercado tais como: o aumento das empresas prestadoras de bens e serviços na Internet, bem como as alterações ocorridas com o consumidor, fizeram com que essas empresas atuassem no mercado informatizado. As estratégico que as empresas traça para fazerem suas vendas on-line, que tem como diferenciar pelo fato das análises críticas devem abordar de forma até didática todos estes itens, pois se a diretoria da empresa quer passar algum recado para seus diversos clientes da empresa isso deve ser de forma clara. Todos devem perceber que aquele registro atende a norma e ainda evidencia as conclusões sobre a eficácia dos processos de gestão de saída produtos. O conceito de fluxo foi desenvolvido por Csikszentmihalyi (1975) e é definido como a sensação holística que as pessoas sentem quando agem com total envolvimento. O empreendimento virtual é uma maneira de exposição permanente da marca e dos produtos, vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, o que pode ser incrementado com a melhoria e o aumento das tecnologias de acesso como aquele realizado via tablets e celulares, computadores em suas residências por exemplo. Tudo isso tem aumentado o fluxo de quantidade de clientes on-line. Para Csikszentmihalyi (1990) afirma que o fluxo é composto por oito dimensões: objetivo claro, rápido feedback (interatividade), desafios compatíveis com habilidades, atenção, concentração, sensação de controle, perda da autoconsciência e distorção do tempo. Com o crescimento do acesso à internet em todo o mundo e também no Brasil nos últimos anos, esse consumidor, que é o início do desenvolvimento de um produto ou serviço, está on-line. Ao contrário dos meios tradicionais – como TV e jornal - a internet é interativa e deu o poder ao consumidor, e ele vem interferindo de maneira incisiva nos processos de criação, comunicação e entrega de produtos e serviços nas empresas. No propostos como antecedentes do fluxo por Novak, Hoffman e Yung (2000). Todos os processos de produção são lineares com começo, o meio e o fim do processo, existe grande quantidade de informações em circulação e o fluxo dessas informações acontece de maneira muito rápida e nem sempre ordenada. O desenvolvimento de um produto ou serviço hoje começa no consumidor. Na verdade, um dos elementos que podem exercer influência no estado de fluxo é a atmosfera do varejo ou ambiente de loja. Uma medida comum de fluxo é o nível intrínseco de prazer em uma atividade, semelhante à resposta emocional de prazer da psicologia ambiental. De fato, o prazer no fluxo mensurado utilizando-se escalas da psicologia ambiental. Entretanto, enquanto a compra no mundo real pode ser uma experiência rica e emocionalmente frutífera; a compra na web nem sempre oferece a mesma sensação, pois é limitada a um mundo artificial com imagens, sons e textos que buscam a conquista clientes. De acordo com a definição de Kotler (1973), a atmosfera de loja é um termo usado para descrever o desenho planejado de um espaço de modo a criar um efeito desejado nos consumidores. Assim destacam os estímulos ambientais que influenciam os estados emocionais das pessoas,representados em seus modelos pelas dimensões P (prazer), A (ativação) e D (dominância), e determinam seu comportamento no sentido de aproximação (afiliação, exploração, compra) ou afastamento (desinteresse, não compra) daquele ambiente. Os estímulos ambientais da atmosfera de uma loja são captados pelos consumidores através dos sentidos da visão (cores, formas, tamanhos), audição (música), olfato (aromas) e tato (maciez, temperatura). A habilidade do desenho tradicional de uma loja, de apelar para todos os sentidos dos compradores por meio de uma infinidade complexa de combinações do ambiente, com elementos sociais, estruturais e estético. Conforme Caru e Cova (2003), o conceito de experiência entrou no campo do comportamento do consumidor e do marketing. A inovação tecnológica e as condições econômicas e sociais modernas vêm abrindo espaço para que ambientes virtuais atuem na formação dos significados dos bens de consumo. Os valores podem ser sociais, transmitidos pela interação com meio no qual o indivíduo está inserido; ou individuais, exclusivos de cada pessoa, e ajudam o consumidor a definir se um produto, serviço ou loja pode ser considerado para o cliente. Duas principais dimensões diferenciam os tipos de experiências: as habilidades e o desafio (CSIKSZENTMIHALYI, 1997). O fluxo ocorre quando as habilidades e o desafio estão num ponto máximo. Uma experiência de compra para uma pessoa pode ser chata e irritante e não para outra, pois depende das habilidades de cada indivíduo. Vários autores enfatizam que os consumidores de hoje têm dado mais ênfase ao lado emocional, ligado à experiência, e que uma grande variedade de negócios tem correspondido a essa demanda na tentativa de se diferenciar da concorrência, que é cada vez mais acirrada. Inicialmente, sugeriram que distinguir o processo de compra nessas duas categorias é particularmente importante no ambiente on-line, pois o processo da experiência é, para muitas pessoas, tão ou mais importante que o resultado final. Dessa forma, o fluxo ocorre tanto em atividades direcionadas a objetivos quanto as orientadas à experiência (NOVAK; HOFFMAN; DUHACHEK, 2003). Em todo caso, é importante conhecer as preferências dos consumidores, saber como, o que, onde e com qual frequência compram e, a partir dessas informações, a organização poderá estar apta para a criação de estratégias de marketing que lhe possibilitem atingir seu público alvo. Quanto à utilização da internet para realização de compras, alguns fatores como princípios religiosos, de conduta, valores familiares, conceitos de identidade, hábitos, atitudes, aversão ao risco, entre outros, podem estar relacionados tanto positiva quanto negativamente à resistência por essa modalidade de compra. Nesse caso, o planejamento do ambiente deve ser feito de modo a considerar e sugerir esses cruzamentos aos consumidores. Isso inclui a possibilidade de tocar e experimentar os produtos na própria loja, algo que parece muito natural para várias categorias de produtos hoje em dia, mas que até pouco tempo não era permitido em muitos nesses estabelecimentos. Após vencer essas barreiras, o consumidor atinge o ambiente virtual, onde se encontra telepresente. Na noção de telepresença já apontada no projeto do mesmo modo de se faz presente aqui, embora a ilusão de que os outros usuários são visíveis se dê através das ações dinâmicas do controle, que permanece atualizando constantemente em reação a diferentes de entradas de dados dos diferentes usuários do sistema. Outro dado interessante é a sensação de 'ordem oculta' que se pressente ao penetrar nesse sistema. Pois há uma complexidade sistêmica, e não daquelas complexidade gerada por padrões randômicos, mas por um padrão que brota sem ter sido deliberadamente planejado, como, por exemplo, padrões que emergem de ações locais e imprevisíveis. Esses padrões são observáveis por sua característica estrutural repetitiva, o que os distingue do mero ruído e as vendas não saírem bem como o planejado. ESQUEMA TEÓRICO PROPOSTO Com base na revisão da literatura deste estudo, é apresentado, que representa o esquema teórico das relações estudadas neste artigo, com o intuito de propor um esquema de comportamento de compra on-line. Com base no estudo de diversos tipos de motivação ou atitudes favoráveis quanto a utilização da Internet referente ao comportamento do consumidor, que são os seguintes: escapismo social, ou seja, fugir da realidade por meio de atividades prazerosas e agradáveis através da internet; satisfazer a necessidade de informação e educação de maneira mais rápida, prática e com um custo menor; o controle, sendo ele que define o que vai ver, como, quando, onde e com quem; a socialização, já que este meio possibilita a interação entre as pessoas; influenciar refere-se a natureza econômica, refere-se a compra de bens em que este meio facilita a comparação de preços e a coleta de informações antes da tomada de decisão. Importante notar que o meio é um dos fatores que influenciam na decisão de compra sendo que, no caso do comércio eletrônico, a internet é esse meio influenciador. O fluxo, por sua vez, levaria ao comportamento exploratório (COM), ao efeito positivo (EFEI), que corresponderiam a uma maior probabilidade de efetuação de compra e estes à satisfação (SAT). Vale ressaltar que a forma de mensurar o fluxo não é única. Portanto, são estratégias que confirma para a fidelização e propagação de maneira positiva na visão dos futuros consumidores. O conceito de marketing em relação à influência do consumidor não é observado por muitas empresas, por isso se não for estrategicamente utilizado, implantado e seguido de maneira eficaz, não surtirá efeitos. Se não surtir efeitos será em vão a busca pela diminuição de custo, conhecimento e fidelização do consumidor, não adianta tentar mudar a cultura organizacional, se não utilizar bem o conhecimento sobre o consumidor de forma estratégica. Aspecto metodológico da pesquisa apresenta um caráter predominantemente descritivo adequado ao objetivo do estudo. A técnica de amostragem utilizada foi de natureza não-probabilística (CHURCHILL JR, 1999; MALHOTRA, 2001), embora os pesquisadores tenham consciência de que isso não permite generalizações da investigação. Desta forma apresenta os procedimentos metodológicos aplicados na pesquisa que resultou neste artigo. No qual os dados foram coletado uma amostra realizada com 237 consumidores on-line, quantidade adequada para se alcançar seu objetivo geral. Cabe ressaltar que, para as escalas estrangeiras foi realizada a tradução reversa previamente. As técnicas estatísticas empregadas foram: estatísticas descritivas, análises de confiabilidade (alfa de Cronbach) e de validade do instrumento, análise fatorial e de regressão. A seguir, será apresentada análise e discussão dos resultados obtidos pela pesquisa. Nas análises e discussão dos resultados. Inicialmente, apresenta-se de forma resumida o perfil dos entrevistado. O perfil dos 237 respondentes caracterizou-se por ser uma amostra composta por 56,8% de indivíduos do gênero masculino, com a renda mensal individual dos entrevistados foi, em sua maioria, de até R$ 1.000,00 (57,6%), e entre R$ 1.001,00 e R$ 2.000,00 (24,5%). Na maioria dos entrevistados realizou a última compra on-line há dois meses ou mais (55,7%), no mês passado (22,4%), e no mês da realização da entrevista (21,9%). Com relação à experiência de compra pela Internet, 64,1% já tinham experiência anterior e 35,9% tinham realizado apenas a primeira compra até o momento em que foram entrevistados. Na análise descritiva das escalas foram investigados o ambiente de loja virtual, a imagem desse tipo de loja e os construtosrelacionados ao estado de fluxo. Nos resultados revelaram que a maior parte dos entrevistados percebeu o ambiente da loja virtual como prazeroso, relaxado e vivo (tabela 01), indicando que a experiência no ambiente virtual, em termos do que este passa para os consumidores, foi agradável. A imagem da loja foi medida por dois itens, também em escala de diferencial semântico (SHERMAN; MARTHUR; SMITH, 1997). A indicação de amigos, comumente chamada de propaganda boca-a-boca, também tem sua participação na hora de influenciar os participantes da pesquisa como redes sociais. A dimensão habilidade do consumidor no uso da Internet foi mensurada a partir de quatro itens. Obteve-se maioria de concordância com os itens, indicando que os respondentes se consideram habilidosos, requisito para existência do fluxo. O baixo nível de desafio percebido pelos respondentes pode comprometer o surgimento do fluxo. Conforme indicado no perfil dos respondentes, 64% já havia realizado compras na Internet, próximos de 62% são graduados e 59% acessam de casa. A distorção do tempo foi mensurada por dois itens e a obtenção de mais de 60% de concordância em ambos os itens confirma a presença desse construto do fluxo entre os indivíduos. A satisfação, que contribui para a fidelização do cliente, foi mensurada utilizando-se cinco itens e confirmada pelo grande índice de concordância dos respondentes. Desse modo, com relação aos construtos que compõem o fluxo, somente a dimensão de desafio apresentou baixa concordância. A tabela 2, a seguir, apresenta as análises descritivas para os itens das escalas de diferencial semântico onde se fez uso da seguinte legenda: para próximo da palavra em um extremo, N para posição intermediária e D para distante. Por exemplo, no item Prazeroso P é igual a 70,1% indicando suas compras são realizada com sucesso. Na análise fatorial foi utilizada nesta pesquisa com o propósito de agrupar as dimensões investigadas por meio dos diversos itens das escalas do instrumento de coleta de dados (fator interatividade), pois a carga foi muito baixa (0,154) e a sua eliminação também elevou a variância e o alfa, permitindo que a interatividade formasse apenas um fator. Primeiramente, foi realizada uma análise fatorial exploratória para confirmar se os itens adaptados para esse estudo formariam as dimensões originalmente baseadas nas escalas dos autores utilizados, confirmando a relação entre os itens. A telepresença também é um conceito ainda novo para o varejo on-line. No Brasil, ainda há necessidade de continuidade de investigação neste tema, para que o construto fluxo, seus antecedentes e consequências, possam ser mais bem compreendidos. Deste modo conclui-se que analisar o composto de marketing influenciando o comportamento de compra dos consumidores é importante, pois assim é possível criar estratégias para atingir este público, compreendendo melhor seus hábitos, desejos e necessidades de compra on-line. O artigo apresentou o conceito de fluxo aplicado ao comportamento do consumidor na internet, mais especificamente ao processo de compra em lojas de varejo virtuais. Associou-se este construto à satisfação do consumidor, variável já bastante explorada na literatura internacional e nacional, embora aqui o foco tenha sido na “e-satisfação” satisfação na internet. Além disso, teve-se a curiosidade de verificar a relação entre satisfação e imagem positiva de loja virtual. O objetivo geral do artigo de investigar a influência do fluxo na satisfação e desta na imagem percebida foi alcançado. As habilidades, controle, desafio, ativação, telepresença, distorção do tempo, atenção focada, envolvimento e interatividade e as consequências são o comportamento exploratório e o efeito positivo. Com base na revisão da literatura, foi apresentado um esquema teórico, indicando os construtos que antecedem, fazem parte e são consequências do estado de fluxo nas compras pela Internet, conforme a compreensão dos autores das proposições teóricas investigadas. Logo em seguida, foi feita uma verificação da aplicabilidade desse esquema através de um questionário. Contudo, ressalta-se que mesmo as relações consideradas no esquema final não foram fortes, indicando que o fluxo precisa ser mais bem trabalhado na área do comportamento do consumidor, sendo este um passo inicial para futuros investigadores da área. A questão da integração da Internet à vida dos consumidores online se reflete mais nos seus comportamentos do que nas afirmações que fazem acerca do interesse que nutrem pela Web. Comprar, movimentar a conta bancária e pesquisar pela Internet já faz parte de sua rotina, tornando- se para eles atos tão comuns que, a essa altura, já não demonstram um envolvimento especial com a Internet. O quesito segurança ainda é um separador forte entre compradores e não compradores. Simplesmente quem compra confia mais no sistema, independentemente de ser homem ou mulher. Mais confiança gera mais compras, mais gastos, mais vezes. Por fim, a Internet como um novo canal de vendas e distribuição às pessoas tem mudado seu comportamento de compra, podendo afirmar que a flexibilidade no tempo e espaço cria vantagens para consumidores, pois suas compras podem ser realizadas em qualquer momento e lugar, conforme a preferência do consumidor. REFERENCIA: ZEN, R., & Tontini, G. (1999). A importância das pessoas como 5° P do composto mercadológico no comércio varejista de pequeno porte em Blumenau, no ramo de vestuário. Revista de Negócios, 4(4), 7-14. LEÃO, A. L. M. S., Mello, S. C. B., & Gaião, B. F. S. (2014). Uso das marcas na vida cotidiana como busca por distinção social. Revista Organizações em Contexto, 10(20), 85-116. TONI, D. .; Mazzon, José Afonso (2013). Imagem de preço de produto: proposição de um modelo conceitual. R.Adm., São Paulo, v.48, n.3, p.454-468, jul./ago./set. SILVEIRA, R. B., & Sinem, M. (2009). Quem te viu, quem te vê: as mudanças do composto mercadológico do varejo de shopping centers da região do Vale do Itajaí/SC durante a sua existência. Revista de Administração da UFSM, 2(2), 214-234. OLIVEIRA, R. S., & Arantes, M. M. (2008). A publicidade enganosa sob o ponto de vista da ética no marketing – uma reflexão sobre as casas Bahia. Revista Administração em Diálogo, 10(1), 1-17. LUZ, R. H., Lima, R. M., & Minciotti, S. A. (2017). O Marketing Interno como Elemento Básico ao Desenvolvimento de Cidades e Localidades. Gestão & Regionalidade, 33(97), 170-181. Farias, S. A., Kovacs, M. H., & Silva, J. M. (2008). Comportamento do consumidor on-line: a perspectiva da Teoria do Fluxo. Revista Brasileira de Gestão de Negócios, 10(26), 27-44. GIVANILDO RIBAS, compartilhou um link no grupo Observatório de Marketing da UESB. O grande show do Wesley Safadão e Marília Mendonça. ESTRATÉGIAS DE MARKETING, Disponível em:< https://www.facebook.com/groups/observatoriodemarketinguesb/search/?query=givanildo%20ribas />Acesso em: 06 de novembro 2017. GIVANILDO RIBAS, compartilhou um link no grupo Observatório de Marketing da UESB. VEJA, Por que os grandes supermercados estão abrindo lojas express. Disponível em:< http://veja.abril.com.br/economia/por-que-os-grandes-supermercados-estao-abrindo-lojas-express/> Acesso em: 06 de novembro 2017. GIVANILDO RIBAS, compartilhou um linkno grupo Observatório de Marketing da UESB. BLOG DO RODRIGO FERRAZ, Conquista: Shopping Boulevard será inaugurado em novembro desse ano; confira algumas lojas. Disponível em:< http://www.blogdorodrigoferraz.com.br/2017/08/07/conquista-shopping-boulevard-sera inaugurado- em-novembro-desse-ano-confira-algumas-lojas/>Acesso em: 06 de novembro 2017.7 GIVANILDO RIBAS, compartilhou um link no grupo Observatório de Marketing da UESB. AS LOURO PARA REVENDEDORES, Tendências 2017 para o marketing no setor de varejo. Disponível em:<http://uselouro.com.br/blog-revendedor/as-tendencias-2017-para-o-marketing-no- setor-de-varejo/>Acesso em: 06 de novembro 2017. GIVANILDO RIBAS, compartilhou um link no grupo Observatório de Marketing da UESB. BLOG DA RESENH AGERAL., Boulevard Shopping será inaugurado no dia 27 de março de 2018. Disponível em:<http://www.blogdaresenhageral.com.br/boulevard-shopping-sera-inaugurado-no- dia-27-de-marco-de-2018/>Acesso em: 06 de novembro 2017. GIVANILDO RIBAS, compartilhou um link no grupo Observatório de Marketing da UESB. BLOG DO RODRIGO FERRAZ., Vitória da Conquista vai ganhar um novo espaço de eventos. Disponível em:<http://www.blogdorodrigoferraz.com.br/2017/07/31/vitoria-da-conquista-vai-ganhar-um-novo- espaco-de-eventos/>Acesso em: 06 de novembro 2017. GIVANILDO RIBAS, compartilhou um link no grupo Observatório de Marketing da UESB. EXAME. Negócios Para fechar compra da Garoto, Nestlé precisa vender marcas. Disponível em:<https://exame.abril.com.br/negocios/para-fechar-compra-da-garoto-nestle-precisa-vender- marcas/>Acesso em: 06 de novembro 2017. GIVANILDO RIBAS, compartilhou um link no grupo Observatório de Marketing da UESB. AUTOVIDEOS. Tudo nela é gigante: conheça a F-Maxx, a maior picape do Brasil! Disponível em:< https://autovideos.com.br/gigante-conheca-f-maxx-maior-picape-brasil/amp/>Acesso em: 06 de novembro 2017. GIVANILDO RIBAS, compartilhou um link no grupo Observatório de Marketing da UESB. A GENTE DIZ. TRE-BA firma parceria com Coelba e biometria será divulgada nas contas de energia. Disponível em:<http://agentediz.com.br/tre-ba-firma-parceria-com-coelba-e-biometria-sera- divulgada-nas-contas-de-energia/>Acesso em: 06 de novembro 2017. GIVANILDO RIBAS, compartilhou um link no grupo Observatório de Marketing da UESB. A GYROSCOPIC TRANSPORT. Estudos estão sendo feito para o futuro, aqui nesse vídeo demonstra detalho. Disponível em:< https://www.youtube.com/watch?v=1m5vWdeTlno&t=269s>Acesso em: 06 de novembro 2017. GIVANILDO RIBAS, compartilhou um link no grupo Observatório de Marketing da UESB. A JORNAL DO COMÉRCIO. Admirável marketing novo. Disponível em:< http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/03/marcas_2017/noticias/551562-admiravel-marketing- novo.html>Acesso em: 06 de novembro 2017. GIVANILDO RIBAS, compartilhou um link no grupo Observatório de Marketing da UESB. A POR LUÍS FILIPE PEREIRA, G1 SUL DO RIO E COSTA VERDE, VOLTA REDONDA, RJ. Gerente de banco senta no chão para atender deficiente e foto viraliza. Disponível em:< https://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/gerente-de-banco-senta-nochao-paraatender- deficiente-e-fotoviraliza.Ghtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=g1 > Acesso em: 06 de novembro 2017. GIVANILDO RIBAS, compartilhou um link no grupo Observatório de Marketing da UESB. A BLOG DO ANDERSON. Polêmica Conquistense: fechamento de rua movimenta economia, divide opiniões e deixa o trânsito lento. Disponível em:< http://www.blogdoanderson.com/2017/09/27/polemica-conquistense-fechamento-de-rua- movimenta-economia-divide-opinioes-e-deixa-o-transito-lento-em-vitoria-da-conquista/> Acesso em: 06 de novembro 2017. GIVANILDO RIBAS, compartilhou um link no grupo Observatório de Marketing da UESB. A BLOG DO RODRIGO FERRAZ. Conquista: TJ-BA condena G Barbosa a indenizar cliente humilhada em abordagem por suposto furto. Disponível em:< http://www.blogdorodrigoferraz.com.br/2017/08/05/conquista-gbarbosa-e-condenado-apos-acusar- cliente-de-ladra/> Acesso em: 06 de novembro 2017