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* DENSITOMETRIA ÓSSEA * 1922 – 2005 DENSITOMETRIA ÓSSEA John R. Cameron Técnica descoberta e desenvolvida em 1960 pelo Matemático Americano, PhD e Pós-Doutor em Física Médica. * OSTEOPOROSE Definição: doença caracterizada por diminuição da massa óssea; deterioração da microarquitetura do tecido ósseo; sem alterações significativas da proporção entre matriz mineral e não-mineral; diminuição da massa óssea; leva a um aumento da fragilidade do tecido ósseo; conseqüente aumento do risco de fratura. Osso completamente mineralizado ou apresentando perdas: conteúdo mineral ósseo (BMC) densidade mineral óssea (BMD) (BMC) e (BMD) fornecem uma estimativa da massa óssea. OBS: Uma vez que a massa óssea é um dos principais determinantes da resistência à compressão e à torção do tecido ósseo, as fraturas ocorrerão mais facilmente, após perda significativa da massa óssea. A osteoporose é comumente considerada em termos da quantidade de osso presente. * Diagnóstico: medidas da massa óssea (BMD); definição de um “limiar de fratura”; pacientes com fraturas osteoporóticas; a idade afeta, significativamente, o risco de fratura. O Risco de Fraturas Osteoporóticas: aumenta, progressivamente, com a diminuição da densidade óssea; medidas da massa óssea fornecem um índice do risco; varia em função da idade; etiologia da perda de massa óssea; local do esqueleto; metodologia empregada. OBS: É importante a distinção da estimativa do risco (fratura) do diagnóstico da doença (osteoporose). Dependência dos Fatores de Risco: taxa de perda de massa óssea; quedas e expectativa de vida; doença pode ou não dar origem a sintomas. * Estrutura Óssea O osso é um tecido dinâmico em contínua renovação, composto primordialmente das seguintes células: Osteoblastos - responsáveis pela formação óssea; Osteoclastos - responsáveis pela reabsorção óssea; Osteócitos - responsáveis pela regulação dos níveis de minerais no tecido ósseo. TECIDO ÓSSEO * TRABECULADO ÓSSEO NORMAL MICROARQUITETURA ÓSSEA DOENTE MICROARQUITETURA ÓSSEA NORMAL TRABECULADO ÓSSEO DOENTE NORMAL - OSTEOPOROSE * Normal Valor de BMD ou BMC até -1.0 DP da média do adulto jovem de referência. Baixa Massa Óssea (Osteopenia) Valor de BMD ou BMC localizado entre -1.0 e -2.5 DP da média do adulto jovem de referência. Osteoporose Valor de BMD ou BMC localizado abaixo de -2.5 DP da média do adulto jovem de referência. Osteoporose Severa (Osteoporose Estabelecida) Valor de BMD ou BMC localizado abaixo de -2.5 DP da média do adulto jovem de referência, na presença de uma ou mais fraturas. CATEGORIAS DIAGNÓSTICAS EM D.O. OBS: A distinção entre uso diagnóstico e prognóstico da medida do BMD. Diagnóstica, fornecer informações a respeito da presença ou ausência da doença. Prognóstica, determinar a probabilidade futura de osteoporose, ou melhor, a probabilidade da ocorrência de fraturas, ou dimensionamento do risco de fratura. * CATEGORIAS DIAGNÓSTICAS EM D.O. * FRATURAS OSTEOPORÓTICAS Definição: prevalência de todas as fraturas é semelhante entre homens e mulheres; uma minoria está associada à osteoporose; ambos os sexos, a incidência de fraturas relacionada a idade é bimodal; taxa de fraturas na infância é mais alta que na idade adulta; taxa é baixa, particularmente nas mulheres e aumenta novamente após os 45 anos; maioria das fraturas osteoporóticas ocorre na mulher idosa; incidência aumenta rapidamente com a idade. Sítios de Possíveis Fraturas: coluna vertebral; punho; fêmur proximal; outros locais também estão associados. * OBS: A incidência de fraturas nas mulheres é 02 vezes maior que nos homens. Devido ao menor pico de massa óssea nas mulheres, à perda acelerada de massa óssea a partir da menopausa e a maior probabilidade de queda nas mulheres acima dos 70 anos de idade. As mulheres também vivem mais que os homens, fazendo com que essa freqüência de fraturas osteoporóticas nas mulheres idosas seja 06 vezes maior que nos homens idosos. O risco de fratura por toda a vida, nas mulheres, é pelo menos de 30% , e provavelmente, próximo dos 40%. FRATURAS OSTEOPORÓTICAS * Fratura Femoral A atenção dos clínicos é voltada às fraturas vertebrais, uma vez que elas ocorrem mais cedo e são mais comuns. Entretanto, muitos especialistas admitem hoje, que a fratura femoral representa um ponto crítico em termos de morbidade e mortalidade. Esse tipo de fratura é doloroso e, quase sempre, requer hospitalização de, em média, 30 dias. A taxa de mortalidade é alta, sendo que apenas uma fração dos pacientes idosos recupera completamente a mobilidade. As fraturas femorais são decorrentes de uma queda, podendo no entanto, acontecer espontaneamente. O risco de fratura femoral por toda a vida da mulher na pós – menopausa é de 15%, e de apenas 05% para um homem de 50 anos de idade. Homens e mulheres jovens têm BMD femoral semelhante e, ambos perdem osso femoral a uma taxa de 01% ao ano. Entretanto, a mulher perde 10% mais, devido a decorrência da menopausa. Esses 10%, dão à mulher uma taxa de fratura femoral, 03 vezes maior, ou um avanço de 10 anos, na curva de incidência de fraturas por idade. Mesmo assim, pouco mais de 50% das mulheres com 50 anos de idade irão apresentar uma fratura osteoporótica e, apenas 1/3 dessas serão fraturas femorais. FRATURAS OSTEOPORÓTICAS * FRATURAS OSTEOPORÓTICAS Fratura Vertebral Muitas das fraturas vertebrais são assintomáticas e pobremente associadas a fraturas em outros locais do esqueleto. Os critérios radiográficos para definição da fratura vertebral não estão bem estabelecidos. Juntos, esses dois fatores dificultam a estimativa da freqüência e morbidade das fraturas vertebrais. Baseados nos dados disponíveis, estima-se que cerca de 30% das fraturas osteo – poróticas ocorrem na coluna vertebral, sendo que durante as idades de 60 e 90 anos, a incidência aumenta 20 vezes nas mulheres e apenas 10 vezes nos homens. Ao contrário da fratura femoral, os custos envolvidos com a fratura vertebral são baixos. Estima-se que 1/3 de todos os casos sejam atendidos clinicamente e 1/10 precisem ser hospitalizados. Esta estimativa depende do critério diagnóstico utilizado, sendo que atualmente recomenda-se o uso da morfometria vertebral em perfil para identificar reduções das alturas dos corpos vertebrais. * FRATURAS OSTEOPORÓTICAS Fraturas do Antebraço As fraturas do antebraço são comuns entre as mulheres a partir da meia-idade, sendo causadas por queda sobre a mão. A incidência nas mulheres aumenta rapidamente a partir dos primeiros 05 anos da menopausa, para alcançar um pico entre os 60 e 70 anos. Para a mulher, o risco de fratura do antebraço por toda a vida é de 15%, sendo que, 20% das mulheres com 70 anos de idade, já tiveram pelo menos uma fratura de antebraço. Esse tipo de fratura é muito menos comum nos homens. Embora as fraturas do antebraço sejam muito menos graves que as fraturas do quadril, freqüentemente, subestima-se suas conseqüências. As fraturas são dolorosas, requerem uma ou mais reduções e necessitam de 04 a 06 semanas para serem consolidadas. Uma fração dos pacientes não recupera motilidade sem o auxílio da fisioterapia. * FATORES DE RISCO PARA OSTEOPOROSE A osteoporose é uma doença complexa cujas causas não são totalmente conhecidas. Sabe-se que certos fatores estão associados com um maior risco para essa doença. Dentre esses fatores de risco, destacam-se: ser mulher; o envelhecimento; ter um corpo pequeno; ser branco ou asiático; ter história familiar da doença. * FATORES DE RISCO PARA OSTEOPOROSE Infânciae Adolescência Assegurar desenvolvimento do esqueleto normal, garantindo uma ingestão normal de cálcio e vitamina D (exposição ao sol), acompanhando o ganho de peso e estatura, assim como da idade de entrada na puberdade. Fazer com que a criança e o adolescente alcançarem o mais alto pico de massa óssea possível. Idade Adulta Depois que o pico de massa óssea já foi atingido, e por toda a vida, devemos manter nossos ossos saudáveis através da prática de esportes, da manutenção da vitamina D (exposição ao sol), da ingestão de níveis adequados de cálcio, e evitando o fumo e o consumo excessivo de alcool. O uso de corticosteróides para asma ou artrite, assim como hormônios tireoideanos ou anticonvulsivantes, por tempo prolongado, também são fatores de risco muito importantes. As mulheres têm um risco 04 vezes maior de desenvolver osteoporose que os homens, basicamente em função da diminuição de hormônios sexuais femininos após a meno – pausa. Os homens também podem desenvolver osteoporose, embora menos freqüen – temente, em decorrência de distúrbios hormonais ou do uso de alguns medicamentos. * TABELA DE FATORES DE RISCO PARA OSTEOPOROSE * Diagnóstico A Organização Mundial da Saúde (OMS, 1994), o diagnóstico da osteoporose é feito através da Densitometria Óssea. Exame simples e não-invasivo da medida da densidade óssea. Os locais do esqueleto mais importantes são: o fêmur proximal ou colo do fêmur; a coluna vertebral segmento lombar (L1 – L4); o rádio distal 1/3 (33%); o calcâneo (QUS). DIAGNÓSTICO E REGIÕES DE INTERESSE * Diagnóstico A densidade óssea obtida é então comparada com valores encontrados em pessoas jovens normais, para verificar se esse valor está abaixo do normal. Quanto mais baixa a densidade óssea maior será o risco de fratura decorrente da osteoporose. Medida preventiva e/ou diagnóstica o estudo da densidade óssea através da densitometria: mulher; próxima a menopausa; apresentar mais de 1 fator de risco; estiver decidindo se vai fazer uso de estrógenos após a menopausa; estiver tomando corticosteróides (e.g. predinisona); para doenças como asma, artrite, tiver hiperparatireoidismo primário; tiver tido uma fratura recentemente em que suspeita-se de osteoporose; estiver monitorando a eficácia do tratamento para osteoporose. DIAGNÓSTICO E RISCO DE FRATURA * TÉCNICA PARA A MEDIDA DE MASSA ÓSSEA Técnicas para a Medida da Massa Óssea Vários métodos têm sido empregados no estudo quantitativo do esqueleto em pacientes com osteoporose. As principais técnicas desenvolvidas nos últimos anos com essa finalidade foram: a densitometria por single photon (SPA); a densitometria por dual photon (DPA), a densitometria por X-ray dual energy (DEXA); a tomografia computadorizada quantitativa (QCT); a ultrassonometria (QUS). OBS: A DPA e a DEXA são as metodologias que mais têm se destacado para aplicabilidade clínica, sendo consideradas, atualmente, como métodos de escolha para avaliação da massa óssea. * Radiografia Convencional do Esqueleto A radiografia convencional é relativamente insensível, e a perda de massa óssea é aparente apenas quando a massa óssea diminuiu cerca de 30-50%. Uma radiografia simples é inadequada no sentido de se planejar intervenção terapêutica na pós – menopausa. Entretanto, existem várias técnicas semiquantitativas de se avaliar a morfologia trabecular óssea. Nesse sentido, a mais utilizada até o momento, tem sido a do índice de Singh, o qual avalia marcas trabeculares no fêmur proximal. Esta técnica mostrou-se útil em estudos epidemiológicos de fraturas do fêmur proximal, mas apresenta valor limitado em mulheres jovens. * Single Photon Absorptiometry (SPA) Os estudos pioneiros de Cameron & Sorenson, no início da década de 60, permitiram o desenvolvimento dos primeiros equipamentos de SPA. Essa técnica baseia-se na medição da atenuação de um feixe de fótons com um único nível de energia, emitido por uma fonte externa de 125 – I. No SPA a atenuação causada pelas partes moles não é corrigida, o que limita o seu emprego ao esqueleto apendicular (e.g., rádio, ulna, metacarpo e calcâneo), onde a quantidade de tecidos moles é mínima. Tendo em vista essa limitação e o fato de que a massa óssea nesses locais não indica com muita exatidão o estado metabólico dos locais críticos para fraturas (coluna e fêmur proximal), a aplicabilidade clínica do SPA, tem sido limitada. DETECTORES PACIENTE FONTE DE 125 – I * Dual Photon Absorptiometry (DPA) Nas últimas duas décadas, desenvolveu-se a DPA. Essa técnica baseia-se na análise da atenuação de um feixe puntiforme de radiação de uma fonte externa de gadolínio (153Gd), com dois níveis de energia (44 e 100 KeV). Esse feixe atravessa o indivíduo no sentido póstero-anterior e é captado por detectores de cintilação. A relação entre a atenuação dos dois picos de energia permite corrigir a contribuição das partes moles, possibilitando o acesso à medição da massa óssea de regiões de maior interesse clínico, coluna lombar e fêmur proximal, com erro de precisão. DETECTORES PACIENTE FONTE DE 153 – Gd * Dual Energy X-ray Absorptiometry (DEXA) Com o objetivo de superar as limitações da DPA, a fonte de 153Gd foi substituída por uma fonte de Raios-X, que possui um aumento substancial na intensidade da saída do fluxo de radiação, o que possibilita um exame mais rápido (4-6 min), com menor erro de precisão (~1%), menor dose de radiação para o paciente e melhor resolução das imagens. Durante a realização do exame, os detectores, movendo-se juntamente com a fonte de radiação, amostra os fótons que passam através do corpo do paciente. O programa calcula a densidade de cada amostra a partir da radiação que alcança os detectores em cada pico de energia de acordo com a equação de transmissão de fótons. O sistema é calibrado para expressar os resultados em gramas por centímetros quadrados (g/cm2; gramas de mineral ósseo/cm2 de área analisada BMD). Esses dados são utilizados na construção de uma imagem que permite a identificação e a análise de regiões de interesse. DETECTORES PACIENTE FONTE DE RAIOS-X * Tomografia Computadorizada Quantitativa (QCT) O se baseia na análise da atenuação de radiação mono ou duo-energética, após adaptação de equipamento convencionais de tomografia computadorizada. A vantagem dessa técnica é permitir examinar separadamente o osso trabecular do osso cortical, em especial nos corpos vertebrais, além de fornecer valores verdadeiros (volumétrico) de densidade mineral óssea em g/cm3. Entretanto, o seu valor como uma ferramenta de diagnóstico não está totalmente estabelecido e sua aplicação clínica tem sido limitada pela alta dose de radiação, pelo alto custo, pela maior interferência do conteúdo gorduroso da medula óssea (importante no indivíduo idoso com erros de até 30%) e pela baixa reprodutibilidade entre equipamentos. * Ultrassonometria (QUS) Uma nova técnica tem sido desenvolvida nos últimos anos, utilizando-se feixes de ultra-som para o estudo ósseo. Basicamente, avalia-se a velocidade, atenuação e reflexão do ultra-som no tecido ósseo. Entre os fatores que falam a favor do emprego desta metodologia, destacam-se o fato de não envolver radiação ionizante e a possibilidade de obtenção de resultados relativos à estrutura óssea. A atenuação do ultra-som (BUA) é geralmente estudada no calcâneo. O sistema consiste d um tanque de água, contendo dois transdutores ultra-sônicos, um agindo como transmissor e o outro, como receptor. O calcanhar é submetido a um feixe de ultra-som de curta duração e freqüência, variando entre 200-1000 Khz.A amplitude do espectro é comparada com a da água para fornecer uma curva de atenuação do calcanhar versus a freqüência, sendo que o slope da parte linear desta curva é usado para caracterizar o osso. A atenuação é relacionada tanto com a quantidade de osso no caminho do feixe de ultra-som quanto com a estrutura trabecular. * CONTROLE DE QUALIDADE DIÁRIOS SEMANAIS ANUAIS * CONTROLE DE QUALIDADE OBS: ANUAL REALIZADO PELO FABRICANTE DIÁRIO ALINHAMENTO DO FEIXE DE RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA – X CALIBRAÇÃO DOS DETECTORES DE RADIAÇÃO ELETROMAGNÉTICA – X (PHANTON – PISCINA COM ÁGUA) SEMANAL * COLUNA LOMBAR ( L1 – L4) PROTOCOLOS DE EXAMES FÊMUR PROXIMAL OU COLO DO FÊMUR RÁDIO 1/3 DISTAL * COLUNA LOMBAR ( L1 – L4) PROTOCOLOS DE EXAMES A Coluna Lombar em AP (ou PA) deve ser avaliada se houver pelo menos 02 vértebras analisáveis. Vértebras alteradas significativamente por artefatos, fraturas ou degenerações devem ser excluídas. * * PROTOCOLOS DE EXAMES FÊMUR PROXIMAL OU COLO DO FÊMUR Nos indivíduos com fraturas ou alterações degenerativas lombares e nos idosos deve-se valorizar as medidas do colo do fêmur e fêmur proximal total para estimar a eficiência do tratamento. * * PROTOCOLOS DE EXAMES RÁDIO 1/3 DISTAL O Antebraço 33% pode ser empregado como opção, caso ambos os fêmures (ou a coluna) não sejam analisáveis. * * PROTOCOLOS DE EXAMES CORPO INTEIRO Utiliza-se a Densitometria Óssea de Corpo Inteiro exclusivamente para verificar a eficiência do tratamento. * * A Dose Equivalente para o paciente ao ser submetido à Densitometria Óssea: Variação de 0,03 mSv a 0,30 mSv. A Dose Equivalente para Técnicos de Densitometria: Variação de 0,01 µSv a 5,60 µSv para 1,0 metro e 0,00 µSv a 2,30 µSv para 3,0 metros. PROTEÇÃO RADIOLÓGICA * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *