Prévia do material em texto
EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DA EXCLUSÃO À INCLUSÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL Graduação em Pedagogia Andreia Martins Ribeiro RU: 1094659 PAP GRAVATAÍ/2018 A educação inclusiva: a história, o papel social da escola e a falta de formação adequada aos educadores no atendimento a esses alunos. EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DA EXCLUSÃO À INCLUSÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL O que é preciso para que a inclusão realmente aconteça como prática educativa? PROBLEMATIZAÇÃO JUSTIFICATIVA O tema pesquisado gera ainda muita discussão sobre sua teoria e prática. Os alunos com necessidades especiais, tem seu direito a freqüentar a escola regular assegurado por lei, mas as escolas na sua maioria, não estão preparadas para atender tais alunos, pela falta de infraestrutura adequada e pela falta de qualificação adequada dos professores nesse assunto. Dessa forma, a pesquisa sobre inclusão visa colaborar com o ensino-aprendizagem desses alunos e mostrar a necessidade do respeito às diferenças. 1. OBJETIVO GERAL : Identificar e analisar a história da inclusão, e o que esta sendo feito para adequar escolas e professores a educação inclusiva, sendo que esta faz parte do cotidiano escolar. 2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Apresentar os aspectos teóricos da educação inclusiva e sua história; Analisar como tem sido realizado o trabalho de inclusão nas escolas regulares; Analisar o que tem sido feito pelos professores para se adequar a essa realidade. OBJETIVOS Pessoti (1984) afirma que, embora a Antiguidade não traga muitas referências quanto aos portadores de deficiência, sabe-se que em Esparta crianças com deficiências físicas ou mentais eram consideradas subumanas. Portanto, pode-se dizer que não havia interação com tais indivíduos. Já na Idade Média como afirma Mendes (1995), foi uma fase de institucionalização, em que as pessoas que portassem algum tipo de deficiência, ficavam agregados em instituições residenciais. No Renascimento, nas palavras de Pereira (1993) “se acreditava que se conseguiria, através da Educação Especial, resolver a maioria dos males provenientes da deficiência”. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA No Brasil a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei N° 4.024/61, garantiu o direito dos “alunos com necessidades educativas especiais”, à educação, estabelecendo em seu Artigo 88 que para integrá-los na comunidade esses alunos deveriam enquadrar-se, no sistema geral de educação. É importante considerar que os professores do Ensino Regular consideram-se sem competência para atender essas diferenças na sala de aula. De acordo com Mantoan (2003, p.67), “a inclusão não prevê a utilização de práticas de ensino escolar específicas para esta ou aquela deficiência e/ou dificuldade de aprender”. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA METODOLOGIA O presente estudo teve como procedimento utilizado a pesquisa bibliográfica e documental impressa e digital, que de acordo com Severino (2007, p. 122), “a pesquisa bibliográfica é aquela que se realiza a partir do registro disponível, decorrente de pesquisas anteriores, em documentos impressos, como livros, artigos, teses, etc.” O que, enquadram-se perfeitamente a este estudo que foram utilizados, livros, revistas, leis, entre outras. METODOLOGIA A abordagem utilizada na pesquisa foi a qualitativa, que segundo Beuren e Raupp (2004, p. 92), “podem descrever a complexidade de determinado problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais.” Quanto ao objetivo proposto, trata-se de uma pesquisa descritiva e exploratória; descritiva porque após toda coleta do material ele foi analisado e interpretado, nas palavras de Beren e Raupp (2004, p. 81): “descrever significa identificar, relatar, comparar, entre outros aspectos”, e exploratória, segundo Severino (2007, p. 123), “busca apenas levantar informações sobre determinado objeto, delimitando assim um campo de trabalho, mapeando as condições desse objeto”. CONSIDERAÇÕES FINAIS A Educação Inclusiva ainda representa uma aposta para mudança, partindo da pesquisa de cunho bibliográfico, tendo assim como suporte diversos autores, para entender e compreender a inclusão, mas também para questionar, pois muito já foi feito para os portadores de necessidades especiais, porém sabemos do árduo caminho percorrido por eles e por suas famílias. Podemos dizer sim, que comparado a Antiguidade, a vitória foi gigantesca, pois naquela época nem direito a vida eles tinham. CONSIDERAÇÕES FINAIS Precisamos conviver mais com o dito “diferente”, pois somente assim veremos que também possuímos nossas restrições, pois cada educando aprende de uma forma e num ritmo diferente. Faz-se necessário não cessar esse tipo de pesquisa, mas para isso seria importante que professores se conscientizassem de seu papel que é de suma importância, não deixando de lado também as instituições de ensino que precisam se adequar a nova realidade, a da inclusão, que, a meu ver deveria ter acontecido desde os primórdios da humanidade. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. LDB 4.024, de 20 de dezembro de 1961. MANTOAN, M. T. E. Igualdade e diferenças na escola como andar no fio da navalha. Revista Educação. Porto Alegre, ano XXIX, n. 1, p. 55-64. Jan/Abr. 2006. Disponível em: HTTP://revistaseletronicas.puc.rs/ojs/index.php/faced/article/viewFile/434/330. Aceso em: 27 out. de 2016. MENDES, E. G. Deficiência mental: a construção científica de um conceito e a realidade educacional. 1995. Tese (Doutorado em Psicologia) Universidade de São Paulo, 1995. PEREIRA, L. M. Evolução Histórica da Educação Especial. In Integração Escolar, Coletânea de Textos. Lisboa: FMH/UTL, 1993. REFERÊNCIAS PESSOTI, I. Deficiência mental: da superstição à ciência. São Paulo: T. A. Queiroz: Editora da Universidade de São Paulo, 1984. RAUPP, M. F.; BEUREN, I. M. Metodologia de pesquisa aplicável as ciências sociais. São Paulo: Atlas, 2004. SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 23. Ed. Ver. E atual. São Paulo: Cortez, 2007