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Clique para editar o estilo do título mestre Clique para editar o estilo do subtítulo mestre * * * TRAUMA CERVICAL Dr Brian Gusmão Cirurgião Geral – HGRS MR4 CCP – Obras Sociais Irmã Dulce/ Hospital Santo Antônio * * * Histórico Indicação imediata Década 50 6% mortalidade em cirurgia precoce 35% mortalidade em cirurgia tardia Relativa baixa morbidade cirúrgica Indicação seletiva Novas tecnologias em diagnóstico Alto número de cervicotomias brancas Aumento de tempo hospitalar * * * Histórico * * * Anatomia Cervical * * * Anatomia Cervical * * * Anatomia Cervical * * * Anatomia Cervical Anatomia Complexa Múltiplas estruturas vitais Pouca proteção anatômica por ossos, músculos e partes moles Risco de morte iminente Hemorragia Obstrução de Vias aéreas * * * Trauma Cervical - Zonas * * * Trauma Cervical Zona III Anatomia Complexa Difícil abordagem cirúrgica Zona II Múltiplos órgãos Relativa facilidade de acesso Zona I Vasos subclávios Hemo/Pneumotórax * * * Zona III 15% dos traumas cervicais Estruturas: V. jugulares; A. carótidas e vertebrais extracranianas Medula espinal Nervos cranianos IX-XII Alta mortalidade Difícil manejo Craniotomia Mandibulotomia ou desarticulação * * * Zona II 77% dos traumas cervicais Estruturas: V. jugulares; A. carótidas e vertebrais Traquéia / Laringe Faringe / Esôfago Medula espinhal / Nervos cranianos (vago, l. recorrente, frênico, acessório) Fácil acesso cirúrgico * * * Zona I 8% dos traumas cervicais Estruturas: A. subclávias e carótidas comuns proximais; V. subclávias e jugulares; Ducto torácico Traquéia / Pulmões Esôfago Medula espinhal / Nervos cranianos (vago, l. recorrente, frênico, acessório) Alta mortalidade Difícil manejo Toracotomia, esternotomia, desarticulação de clavícula Via aérea difícil * * * Caso Clínico 1. D. Vana Roussef, 70 anos, sexo feminino, economista, trazida ao PS por conta de FAB cervical há cerca de 20 minutos, durante tentativa de assalto (SIC). . Ao exame: BEG, LOTE, corada, FC=98bpm, FR=19ipm, PA=130x80. Apresenta lesão penetrante de cerca de 3cm em região cervical esquerda, nível II, a cerca de 3cm da linha média, que ultrapassa o platisma, sem orifício de saída. Discreto a moderado enfisema subcutâneo. Sem outros comemorativos. Durante exploração digital do ferimento, percebeu-se saída abundante de sangue pela ferida. Prontamente encaminhada ao CC, onde foi realizada cervicotomia exploradora e ligadura de veia jugular interna. Durante o procedimento, evoluiu com quadro de instabilidade hemodinâmica e dessaturação, além de baixo volume corrente na ventilação mecânica. * * * Caso Clínico 2. J Messias Bolsonaro, 63 anos, coronel do exército, dá entrada no PS trazido por familiares sec a PAF cervical durante briga doméstica á cerca de 01 hora(SIC). Ao exame: agitado, descorado +/IV, FC=88bpm, FR=16ipm, PA=150x80. Apresenta orifício de entrada em transição de zona II e III posterior, sem orifício de saída. Discreto enfisema subcutâneo e discreto hematoma local. Sem outros comemorativos. Apresentou episódio de hematêmese logo após a entrada no PS, motivo pelo qual foi indicado cervicotomia exploradora em CC. No ato cirúrgico, não foi evidenciado qualquer lesão em órgãos cervicais. * * * Caso Clínico 3. G. de Araújo Midlej, 20 anos, sexo masculino, estudante de medicina. Veio ao PS por conta própria sec FAB acidental em pescoço enquanto lavava pratos (SIC) há menos de 30 minutos. Ao exame: agitado, descorado ++/IV, FC=106bpm, FR=21ipm, PA=130x80. Apresenta orifício de entrada em de zona II a esquerda, sem orifício de saída. Discreto a moderado hematoma local. Sem outros comemorativos. Optou-se por tratamento conservador. Enquanto aguardava exames de imagem, evoluiu com hemiparesia direita e desvio de comissura labial. Encaminhado com urgência para realização de TC de crânio. * * * Caso Clínico 4. L. Andrés Messi Cuccittini, 31 anos, futebolista, trazido ao PS por amigos sec traumatismo contuso em pescoço durante atividade esportiva há cerca de 30 minutos. Ao exame: BEG, LOTE, corado, FC=88bpm, FR=22ipm. Exame físico cervical sem comemorativos. Apresenta rouquidão discreta a moderada. Em TC de pescoço, visualiza-se fratura de cartilagem laríngea, sem extravasamento de ar, hematomas ou desvio traqueal. Optado por conduta conservadora. Após cerca de 02 horas, o paciente evolui piora da rouquidão e apresenta-se dispnéico e agitado. FC=118bpm, FR=32ipm, com estridor laríngeo, SPO2=81%. Realizado sedação e tentado IOT sequência rápida com tubo 7.0, 6.0 e 5.0, sem sucesso. Prontamente, o plantonista incisou entre cartilagens cricóide e tireóide para passagem do TOT, sem sucesso. Paciente evoluiu a óbito. * * * Cuidados Iniciais ABCDE COLAR CERVICAL Focar em vias aéreas Óbito nos hematomas por compressão/obstrução de vias aéreas Avaliar zona, profundidade e trajeto do ferimento Avaliar boca e tórax Pesquisar lesões de órgãos * * * NÃO EXPLORAR TRAUMA CERVICAL!!! * * * Indicações Cirurgia Imediata Sinais maiores Choque Estridor Laríngeo/Obstrução de vias aéreas não visível Sangramento pulsátil Hematoma expansivo Enfisema subcutâneo massivo / expansivo Saída de ar / saliva pela ferida operatória Hematêmese ou Hemoptise SEM lesões em boca ou oro/nasofaringe AVC consistente com a lateralidade da lesão RNC (não causado por TCE) * * * Indicações Sinais relativos Enfisema subcutâneo Disfagia/Odinofagia Disfonia Hematoma estável Hematêmese/Hemoptise Diferença de pulso em MMSS (Zona I) * * * Fluxograma SIM SIM NÃO NÃO * * * Diagnóstico Via aérea Broncoscopia +- Rx tórax Via digestiva Esofagograma (S=50-90%) + Endoscopia (S=29-83%) Vascular Duplex scan ou Angio TC ou Arteriografia * * * Cirurgia Cervicotomia exploradora Lateral Em colar * * * Lesão de órgãos Boca Operar/Observar Orofaringe/Rinofaringe (Principalmente parede posterior) Observar Hipofaringe/Esôfago Operar (SNE) Rafia em 02 planos, sempre com dreno ou Faringostomia/Esofagostomia * * * Lesão de órgãos Laringe Reparo + TQT Evitar cricotireoidostomia de urgência Traquéia Reparo +/- TQT Tireóide Hemostasia/Ressecção * * * EM TRAUMA CERVICAL, NÃO SE FAZ CRICO, MAS SIM TQT!!! * * * Lesão de órgãos Nervos Reconstrução Vasos Veias: Reparo ou ligadura Artérias: Reparo, ligadura ou enxertos * * * Resumo Atendimento inicial: ABCDE Baixa incidência, alta mortalidade Conduta seletiva é a regra Focar em via aérea Sinais maiores e sinais relativos 4 exames (DIG=2; VASC=1; V.A.=1) Atendimento inicial muda prognóstico * * * Caso Clínico 1. D. Vana Roussef, 70 anos, sexo feminino, economista, trazida ao PS por conta de FAB cervical há cerca de 20 minutos, durante tentativa de assalto (SIC). . Ao exame: BEG, LOTE, corada, FC=98bpm, FR=19ipm, PA=130x80. Apresenta lesão penetrante de cerca de 3cm em região cervical esquerda, nível II, a cerca de 3cm da linha média, que ultrapassa o platisma, sem orifício de saída. Discreto a moderado enfisema subcutâneo. Sem outros comemorativos. Durante exploração digital do ferimento, percebeu-se saída abundante de sangue pela ferida. Prontamente encaminhada ao CC, onde foi realizada cervicotomia exploradora e ligadura de veia jugular interna. * * * Caso Clínico 2. J Messias Bolsonaro, 63 anos, coronel do exército, dá entrada no PS trazido por familiares sec a PAF cervical durante briga doméstica á cerca de 01 hora(SIC). Ao exame: agitado, descorado +/IV, FC=88bpm, FR=16ipm, PA=150x80. Apresenta orifício de entrada em transição de zona II e III posterior, sem orifício de saída. Discreto enfisema subcutâneo e discreto hematoma local. Sem outros comemorativos. Apresentou episódiode hematêmese logo após a entrada no PS, motivo pelo qual foi indicado cervicotomia exploradora em CC. No ato cirúrgico, não foi evidenciado qualquer lesão em órgãos cervicais. * * * Caso Clínico 3. G. de Araújo Midlej, 20 anos, sexo masculino, estudante de medicina. Veio ao PS por conta própria sec FAB acidental em pescoço enquanto lavava pratos (SIC) há menos de 30 minutos. Ao exame: agitado, descorado ++/IV, FC=106bpm, FR=21ipm, PA=130x80. Apresenta orifício de entrada em de zona II a esquerda, sem orifício de saída. Discreto a moderado hematoma local. Sem outros comemorativos. Optou-se por tratamento conservador. Enquanto aguardava exames de imagem, evoluiu com hemiparesia direita e desvio de comissura labial. Encaminhado com urgência para realização de TC de crânio. * * * Caso Clínico 4. L. Andrés Messi Cuccittini, 31 anos, futebolista, trazido ao PS por amigos sec traumatismo contuso em pescoço durante atividade esportiva há cerca de 30 minutos. Ao exame: BEG, LOTE, corado, FC=88bpm, FR=22ipm. Exame físico cervical sem comemorativos. Apresenta rouquidão discreta a moderada. Em TC de pescoço, visualiza-se fratura de cartilagem laríngea, sem extravasamento de ar, hematomas ou desvio traqueal. Optado por conduta conservadora. Após cerca de 02 horas, o paciente evolui piora da rouquidão e apresenta-se dispnéico e agitado. FC=118bpm, FR=32ipm, com estridor laríngeo, SPO2=81%. Realizado sedação e tentado IOT sequência rápida com tubo 7.0, 6.0 e 5.0, sem sucesso. Prontamente, o plantonista incisou entre cartilagens cricóide e tireóide para passagem do TOT, sem sucesso. Paciente evoluiu a óbito. * * * “Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes” Isaac Newton Obrigado!