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Análises físico-químicas indicadas para carne in natura, conservas, embutidos, charque, Jerked beef e padrões regulamentares → Indicadas para: Carne in natura; Conservas; Embutidos; Charque / JerkedBeef; Padrão Regulamentar. *Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) Carne in natura → Prova de Filtração (não precisa decorar como se faz as técnicas, mas entender a leitura e os fundamentos) 10g de amostra em Erlenmeyer; 100mL de água destilada; Agitar durante 15min com intervalos de repouso (para que os fragmentos, casos existam, se soltem do pedaço de carne); Colocar, de uma só vez, o líquido com fragmentos de carne no funil, contendo papel de filtro. →Leitura Tempo de filtração ≤ 5min; Filtrado com aspecto límpido, coloração rósea-clara, odor suis gêneris e reação ácida; CARNE SÃ, FRESCA E APROPRIADA PARA CONSUMO. Tempo de Filtração > 5min e ≤ 10min Filtrado com aspecto turvo, coloração róseo-clara; Carne de média conservação; DEVE SER CONSUMIDA IMEDIATAMENTE. → Tempo filtração > 10min Filtrado com aspecto turvo, tonalidade groselha, reação alcalina ou tendendo à alcalinidade e odor amoniacal ou sulfídrico; CARNE SUSPEITA, PROVAVELMENTE ALTERADA. → Fundamento: os produtos solúveis da proteólise condicionam a velocidade da filtração. →Prova de Cocção 20g de amostra em béquer de 250mL; Cobrir com água destilada e tampá-lo com vidro de relógio; Aquecer até o início dos primeiros vapores. Leitura: (+): ODOR SULFÍDRICO OU AMONIACAL. Fundamento: Identificação dos produtos voláteis da degradação proteica. → Determinação do pH: 50g de amostra homogeneizada com 10mL de água destilada recente ou deionizada; Fazer a medição com auxílio do potenciômetro. Leitura pH 5,3 e < 6,4: Carne boa para o consumo; pH: 6,4: Consumo imediato; pH> 6,4: Início de putrefação. Fundamento: produtos resultantes da proteólise (aminas, amônia e amoníaco) alcalinizam o pH. → Prova de Nessler (Pesquisa de amônio - nitrogênio amoniacal) Colocar, em tubo de ensaio, 2mL do reagente de Nessler (solução alcalina de tetra iodomercurato de K); Acrescentar 10 gotas do filtrado da amostra. Leitura (-): Coloração amarelo-esverdeada (+): Coloração amarela tendendo ao alaranjado Fundamento: a presença de amônio modifica a cor do reagente de Nessler, formando um complexo de coloração amarela tendendo ao alaranjado. →Prova de Eber (Pesquisa de amoníaco): Transferir 5mL do reagente de Eber (HCl conc. + éter etílico + álcool etílico) para um tubo de ensaio de 25 mL fixar um fragmento da amostra (1cm2) na extremidade de um arame com 20cm de comprimento; Introduzi-lo no tubo de ensaio de modo que não toque na parede do tubo, bem como na superfície do reagente. Leitura: (+): Aparecimento de fumaça branca Fundamento: O amoníaco liberado da amostra reage com o HCl conc. presente no reagente de Eber, resultando o cloreto de amônia, visualizado como fumaça branca. →Prova para Pesquisa de H2S (Gás sulfídrico) Transferir 10g da amostra homogeneizada e 25 mL de água destilada p/ Erlenmeyer; Prender uma tira de papel de filtro impregnado com acetato (+) de chumbo ou plumbito de sódio; Vedar com rolha esmerilhada, aquecer em banho-maria durante 10min / 60˚C; Em outro Erlenmeyer (testemunho) colocar 10mL de solução padrão de sulfeto de sódio (0,1g/L); Corresponde a 0,014mg de H2S (limite máximo permitido); Leitura: comparar a intensidade da cor das manchas. (-): A da amostra não deve ser mais escura que do padrão; (+): A da amostra for mais escura que a do padrão. Fundamento: aminoácidos sulfurados se decompõem lembrando enxofre que, em meio ácido transforma-se em H2S que reage com o acetato de chumbo ou plumbito de sódio presente no papel de filtro resultando sulfeto de chumbo que confere a coloração preta ao papel de filtro. → Prova de Lerche (Pesquisa de bilirrubina) Pesar 2g de gordura perirrenal (de preferência) e colocar em tubo de ensaio; Adicionar 5mL de NaOH à 5%; Aquecer, durante 1min, sob agitação; Esfriar em água corrente, até ficar morna; Adicionar éter, em volume igual ao que estiver no tubo de ensaio. Leitura (+): Presença de bilirrubina: Camada com coloração amarela-esverdeada na camada inferior do líquido; (-): Ausência de bilirrubina: Camada com coloração amarela na parte superior do líquido. Fundamento: a bilirrubina presente na gordura é liberada pelo éter, e em presença de NaOH se deposita na parte inferior do líquido. → Prova do Verde-Malaquita (Pesquisa de sulfitos - anidrido sulfuroso): 3,5g da amostra de carne bovina moída; 0,5mL da solução de verde malaquita a 0,02%; Misturar por 1 a 2min. Leitura: a presença de sulfito na amostra descora a solução de verde malaquita e, na sua ausência, a amostra adquire uma coloração verde azulada. Fundamentos: os sulfitos descoram soluções de corantes orgânicos como verde malaquita. Conservas Relação umidade: Proteína ≤ 3,5:1 e PTN ≥ 18% → Prova de Estufa 10 dias; Temperatura entre 35 e 37˚C; Teste de percussão (bombeamento ou estufamento) - Verificação pós-esterilização das latas, bate-se as latas para ouvir o som. Quando existe algum problema o som é diferente; Sacolejamento (Sacudir a lata para ver se ela está com preenchimento total. Se houver um espaço não preenchido a incidência de calor é diferente, então se deixar um espaço vazio significa que não atingiu a temperatura necessária para a destruição do microrganismo); Vazamento (costura ou recravação). → Também pode ter ocorrido má vedação, microrganismo resistente, processamento térmico inadequado, não significa que tem Clostridium se a lata estiver estufada. → Frescal: Não passou por processamento térmico, por isso é permitido uma porcentagem maior de umidade. → CMS: Somente pode ser utilizada em produtos cozidos, pois é uma carne que possui maior contaminação pois foi mais manipulada. Por isso não é permitida na linguiça frescal. → Mortadela Italiana e/ou Bologna: (-); Tipificada - quando o produto não foi produzido no local de origem (tipo Bologna e/ou tipo italiana): ≤ 3% de amido; Mortadela (de combate): ≤ 5% de amido. → Linguiça Frescal (Não pode usar CMS); Defumada / cozida / calabresa / de carne de ave e/ou cozida / portuguesa / paio (Pode usar CMS). → Nitrato / Nitrito (Usado para conservação contra microrganismos anaeróbicos, e melhora o aspecto da carne, a deixando mais vermelha) Bacon: ≤ 120 ppm; Demais produtos: ≤ 150 ppm. → Corante: Proibido os derivados da hulha → Estabilizante (polifosfatos) (Retenção de água): encontra-se muito fraude por utilização de polifosfatos para reter água e aumentar o peso em produtos in natura. Aceita-se ≤ 0,5% em produtos cozidos. → Charque (Carne bovina salgada e dessecada): Umidade: ≤ 45% (variação de 5%) - 50% seria se fosse variação de pp. (pontos percentuais). Variação de 5% significa 5% de 45%, que é 2,25%, então seria permitido até 47,25%; Resíduo mineral fixo total: ≤ 15% (variação de 5%) - Uma quantidade grande de sal também aumenta o peso; Nitrito / Nitrito: (-). → JerkedBeef (Carne bovina curada, salgada e dessecada) (Anexo II da IN n˚ 3, de 17.01.2000) Umidade: ≤ 55%; Água de atividade (Aw ou aa): 0,78; Resíduo mineral fixo total: ≤ 18,3%; Nitrato / Nitrito: ≤ 50ppm. → Padrão Regulamentar Carne in natura; Conservas; Embutidos; Charque; JerkedBeef.