2 volume qualidade pesquisa
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2 volume qualidade pesquisa


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Eduardo A. Cadavid G
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Termos de referência para a "Gestão da Qualidade Total\u201d da Pesquisa para o Desenvolvimento
1 INTRODUÇÃO
E
m termos gerais a dinâmica de ajustes e mudanças e de comportamentos e posicionamentos de \u201catores\u201d da economia e de cenários em que agem têm imposto (estão e, possivelmente, continuarão impondo por algum tempo) na organização,\ufffd incluindo as de pesquisa pública, preocupações, exigências e desafios cada vez maiores.
Tais \u201cimposições\u201d, associadas à economia globalizada e aos mercados sem \u201cfronteiras\u201d \u2013 internalizados, levam às empresas, incluindo as de pesquisa com qualidade, para o alinhamento de suas sobrevivências. Para que essas empresas possam sobreviver nesses ambientes competitivos é necessário que tenham sistemas de gestão e, que o mesmo, possa absorver a filosofia global e sistêmica de negócio. São ambientes caracterizados por:
a) A complexidade e a velocidade de mudanças e ajustes de ações, estratégias e comportamentos em contextos, tais como: os políticos e institucionais, econômicos e financeiros, sociais e culturais, meio ambiente-ecológico, legais e jurídicos e, em particular, tecnológicos e científicos. São dimensões e contextos com efeitos muitas vezes imprevisíveis, aumentando os desafios para se ajustar às novas realidades, com sistemas de gestão, entre outros, o da qualidade total, orientado para a otimização de resultados da empresa por meio da satisfação simultânea de diversas partes interessada como clientes alvos da pesquisa e seus ambientes, financiadores da investigação, sociedade, meio ambiente e fornecedores.
O conceito de satisfação coloca em evidências indicadores ou fatores para medir ou avaliar essa satisfação. Na qualidade esses fatores são: desempenho funcional; disponibilidade com oportunidade e confiabilidade; conformidade, durabilidade e facilidades de manutenção; facilidades ou conveniência de instalação, uso ou aplicação; amigabilidade ou interface com o cliente ou usuário; e custo \u201crazoáveis\u201d e sempre com benefícios maiores.
b) A abertura da economia brasileira ao comercio mundial, no início da década de 90, dentro de uma nova estrutura e com orientações, por vezes ou apenas aparentemente oposta (p. ex., as de regionalização e globalização) e com rupturas (p. ex., as de competição - desregulamentação e conectividade - globalização: PRAHALAD e RAMASS-WAMY, 2004) que se mostram em evolução e sem um perfil definido ou previsível, portanto, aumentando os desafios.
c) O aumento, em ritmo crescente, dos níveis de competição e de oportunidades de negócio como são, p. ex., aquelas incentivadas pela digitalização, biotecnologia e materiais \u201cinteligentes\u201d, como representações convergentes de diversas tecnologias, segundo Prahalad e Ramasswamy (op. cit.).
Uma das preocupações, em ritmo acelerado, que afeta as organizações de todos os tipos é alcançar e demonstrar um desempenho \u201climpo\u201d e \u201camigável\u201d com o meio ambiente, isto é, apropriado, quando considere a natureza e a escala ou abrangência espacial e temporal de suas atividades, produtos e serviços, bem como o reconhecimento dos impactos ambientais, controlando-os (ABNT: NBR ISO 14001, 2002; complementado), com procedimentos desenvolvidos dentro de um sistema de gestão ambiental (SGA). Um SGA estruturado e integrado, como um contínuo ciclo de planejamento, implementação, análise crítica e melhoria contínua de processos (segue a metodologia PDCA) e ações. Nessa norma da ABNT, define-se o SGA como:
 \u201ca parte do sistema de gestão global que inclui estrutura organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política ambiental\u201d
Um dos desafios dos \u201catores\u201d, com um sistema de gestão em cenários dinâmicos, é migrar ou integrar processos \u201ctradicionais\u201d de negócios com os sistemas de informações on line, em tempo real e o de compatibilizar \u201cinovações\u201d com \u201cexperiências\u201d, dentro do desempenho ambiental correto, ao atender preocupações e exigências desse meio.
Para atender preocupações ou satisfazer exigências \u2013 necessidades de partes interessadas na pesquisa é necessário se ter uma estrutura organizacional voltada para o mercado, com atuação sistematizada e científica de segmentos do conjunto de atividades e processos que possam agregar valor com consistência, vale dizer, sustentabilidade, baseado em dados e informações robustas, sintetizadas por indicadores como os de desempenho, para monitorar processos, avaliar resultados e intervir com oportunidade: um controle de qualidade para manter \u2013 melhorar os processos.
O atendimento às exigências de qualidade do meio ambiente se evidencia no planejamento estratégico e na gestão integrada, quando a organização estabelece e mantém procedimentos e metodologias incorporados em seus objetivos e metas. São meios, os de planejar e gerir, utilizados para identificar e caracterizar aspectos ambientais de suas atividades, processos e resultados. 
Os procedimentos e metodologias que se aplicam nesses meios têm propósitos de prevenir (com oportunidade), monitorar (com eficiência) e avaliar-agir (controlar com efetividade) aquelas atividades, processos e resultados que tenham ou possam vir a ter impactos negativos \u201cnão toleráveis\u201d sobre o meio ambiente ou em clientes da organização.
Parte das imposições e das exigências às organizações, algumas delas como resultado de discussões e agendas de fóruns internacionais (devidamente avaliadas e ajustadas às condições da organização), com \u201cacordos\u201d por vezes dominados por certos interesses, traduz-se, para o caso da pesquisa, em desafios para buscar e para adequar sistemas de qualidade nos processos prospectivos, nos processos produtivos (neste caso para gerar/ adaptar e transferir/difundir) e nos resultados ou efeitos no cliente, na sociedade e no meio ambiente. 
Os resultados gerados pela pesquisa, em uma primeira fase, são informações, serviços e produtos tecnológicos integrados (I(S(Pi), devidamente testados e validados para as condições (exigências, possibilidades e oportunidades) do cliente alvo, da sociedade, do meio ambiente, de instituições interessadas. Devem ser resultados por eles desejáveis e possíveis de se adotarem com oportunidade.
A integração e/ou harmonização desse resultado com qualidade, - o da pesquisa, porque ele se planeja, gerencia e desenvolve para que assim ocorra, busca que a inovação tecnológica disponha da necessária informação e do serviço para que não apenas produza seu efeito (de qualquer forma, a qualquer custo ou em algum tempo), mas, que a tecnologia seja rapidamente adotada (o menor tempo possível de adoção e difusão) com a garantia de maior vida útil (durabilidade, um fator de satisfação), menor custo e com o mínimo de externalidades negativas toleráveis na fase final da pesquisa, isto é, na fase de adoção, difusão, impactos e avaliação de seus efeitos. 
Nessa fase se tem (se espera ter) o resultado de benéficos, pelas inovações tecnológicas, sustentáveis, bem como a satisfação do cliente que adotou a tecnologia com efeitos inovadores. 
São parâmetros ou macro-descritores da qualidade na pesquisa (fatores de satisfação, anteriormente relacionados) com indicadores amplos (globais) de sustentabilidade, tais como:
a) As tecnologias que beneficiarão atividades, - as do cliente alvo direto, não comprometam outras atividades, bem como não afetem às futuras atividades por externalidades que possam gerar. Mas, se afetarem outros clientes não-alvos, os benefícios deverão ser os suficientes para compreenderem possíveis compensações para não-compreendidos pela tecnologia.
b) O ecossistema esteja protegido e seja produtivo, com o ambiente estável e saudável, um fator de satisfação da qualidade na pesquisa.
c) A população humana seja a fonte de consulta para se definir (orientar) o que fazer?, o como fazer?, o para quem fazer?, o quando- quanto fazer? etc., mantendo as dimensões dessas