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Ilha das rosas

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AMBIENTE, ENERGIA E SOCIEDADE 
Professora: Isaura Macedo Alves 
Aluno (a): Edifranklin Silva Sousa 
1 - Quais são os temas abordados? Comente. 
No curta “Ilha das flores”, os pontos abordados que podemos observar foram a desigualdade social, pobreza, 
consumismo e degradação ambiental, sendo a questão ambiental vinculada aos problemas sociais. Ou melhor, 
os 3 pilares da sustentabilidade: questões ambientais (usar os recursos de forma eficaz, criando um ciclo em que 
a produção se sustente sem, ou com o mínimo de, degradação no meio), econômicas (ser rentável e possuir 
viabilidade financeira) e social (prezar pelos direitos humanos e bem estar para população). 
Na questão ambiental, a visão crítica passada é a de que o meio ambiente é aquilo que está desagregado da 
vida cotidiana das pessoas, como, por exemplo, no momento do vídeo em que relata que “o lixo pode cheirar 
mal, sujar e atrair doenças livremente” em lugares longe das pessoas, que, no caso, seria a Ilha das Flores, 
podendo chegar a situações extremas indesejáveis em lugares de relevante desigualdade social. Desde a época 
do curta-metragem, a administração de resíduos não é completamente ponderada, principalmente em locais de 
grande concentração urbana, pois ainda é possível encontrar grandes lixões como o mostrado. 
Na questão da desigualdade social e pobreza e consumismo, o autor do curta classifica o ser humano em um 
grupo que possui “telencéfalo altamente desenvolvido e seu polegar opositor”, querendo transmitir uma ideia de 
que “se todos são do mesmo grupo, por que algumas pessoas compram seus alimentos em supermercados e 
outras têm que conseguir do lixo?” ou “por que algumas são excluídas do convívio social?”. Com tudo isso, não 
se pode desvincular a questão do consumismo, onde se é mostrado um ciclo de um alimento (representado pelo 
tomate), que concebe a geração do consumo, onde se visa o lucro sem precaução com ética por muitas vezes, 
pois falta o cuidado ambiental em certas produções, a preocupação com a saúde dos consumidores com o uso 
de químicos e demasiadas substâncias cancerígenas em certos alimentos. Tomando no sentido referencial do 
curta-metragem, o tomate (que representa o processo de produção alimentar/consumismo) é vendido ao 
consumidor com o capital obtido de outra atividade ou esforço humano, sendo, posteriormente, considerado 
inapropriado para esse consumidor se alimentar e será consumido por porcos, podendo ser rejeitado ainda 
assim. O ser humano com necessidade de se alimentar, sem condições de se manutenir dignamente, sente-se 
obrigado, de forma desumana, a aproveitar o alimento inapropriado aos porcos. Enfim, o ciclo do alimento 
produzido, representando todo tipo de consumismo, não só o de alimentos, começou com o ser que possui 
“telencéfalo altamente desenvolvido e seu polegar opositor” e terminou com os ser que possui “telencéfalo 
altamente desenvolvido e seu polegar opositor, porém sem dinheiro”. 
2 - O que mais chamou a atenção? Comente. 
Além das questões ambientais, foi o ponto da exclusão social, onde é mostrado que os seres humanos da Ilha 
das Flores, em forma de representação de muitos lugares e situações, estão depois dos porcos na prioridade de 
escolha de alimentos por não usufruírem de capital, mostrando cenas que expõem o consumismo e certo 
egoísmo. 
Na sociedade de consumismo, que é ignorada, apesar de ser uma forma um pouco exagerada de mostrar tal fato 
no curta, não deixa de ser uma verdade, pois quem não consegue o papel valioso (dinheiro) desempenhando um 
papel que contribua para sociedade, por exemplo, não consegue ter uma vida digna. 
3 - Você concorda com tudo que foi apresentado? Comente. 
Sob a ótica atual da administração de resíduos por parte do governo e conscientização das pessoas, não há com 
o que discordar, pois é de fato o que existe atualmente na sociedade. Pontos nas cidades, por exemplo, sem 
estratégias de armazenagem de lixo, sem avisos, pouquíssimas campanhas de conscientização, etc. Além disso, 
existem muitos lixões sem seu devido tratamento a céu aberto, trazendo doenças, mau cheiro e desconforto para 
o meio ambiente. 
Sob outra visão, apesar do exagero a respeito da prioridade dos porcos sobre os seres humanos, como mostra 
que é no vídeo “Ilha das Flores: depois que a sessão acabou”, produzido por uma editora chamada “Editorial J”, 
o curta-metragem serviu bem para cumprir seu papel: denunciar a realidade humana, que retrata sobre seres 
humanos posicionados muito abaixo do mínimo necessário para a manutenção da dignidade humana e muito 
distantes das prioridades e dos benefícios do capitalismo. 
4 – Relacione a forma em que o tema foi abordado em "Ilha das Flores", com a maneira que tal questão é 
discutida na sociedade atual. 
Na questão ambiental, a sociedade se encontra em uma posição passiva, isto é, apesar da crítica do vídeo a 
respeito dos lixões e da falta de tratamento do mesmo, a sociedade ainda não considera os riscos que o 
ambiente corre, apesar de concordar com a ideia da sustentabilidade, ao não tomar os devidos 
cuidados/procedimentos ao manusear o lixo (resíduos sólidos), ao consumir de modo econômico, etc. Isso, 
também, sendo incluídos os governantes, que são os que possuem maior poder de mudança quanto a essas 
questões mencionadas. 
Já na questão da desigualdade social, a sociedade atual se leva através do discurso capitalista, como no filme. 
Apesar de o Estado intervir na comunidade, visando à melhoria na condição de vida, um bem-estar social, 
através das políticas públicas como o BOLSA FAMÍLIA, SUS, etc, tais programas não conseguem oferecer 
condições adequadas para as famílias necessitadas. O fim da desigualdade social ainda é bem distante quando 
o capitalismo está consolidado e muito bem sistematizado. Portanto, as políticas do Estado devem ser mais 
efetivas para que haja o acesso dessa população omitida. 
5 - Há diferenças entre a realidade histórica do filme (1989) e a atual (2018)? 
Cite exemplos. 
No filme, muitas famílias lutam para sobreviver no lixão, englobadas no capitalismo em um papel devastador 
sobre populações em áreas de risco, onde a reciclagem de lixo estava longe da realidade. Apesar de ter sido 
produzido em 1986, o tema é bem atual e alarmante, sem haver diferenças para os dias atuais. Vejamos alguns 
exemplos: Lixão de Aparecida de Goiânia, onde mais de 158 famílias moram em volta dele; toneladas de lixo a 
céu aberto, porém sustento para essas pessoas. Outro exemplo é a comunidade de Jardim Gramacho, onde 
esteve até seis anos atrás o maior lixão da América Latina, é um bolsão de pobreza extrema, que fica em Duque 
de Caxias, região metropolitana do Rio, foi completamente abandonado pelo poder público. 
Um exemplo próximo com relação às questões ambientais é o fato de que das 167 cidades do Rio Grande do 
Norte, 158 não dão um destino adequado ao lixo que produzem. A apuração é resultado do trabalho feito pelo 
engenheiro agrônomo Acácio Sânzio de Brito, em sua dissertação de mestrado em Gestão Ambiental, na UFRN. 
Nela, é constada a falta de aterro sanitário nessas cidades, gerando assim lixões e mais lixões trazendo danos 
prejudiciais ao meio ambiente. 
6 – Construa um organograma que envolva os pontos supracitados. 
 
Economia 
(Capitalismo)
Poder
Desigualdade 
Social
Produção
Degradação 
Ambiental
Pobreza

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