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Sensibilidade Os estímulos, de qualquer natureza, atuando sobre os órgãos receptores da superfície corporal ou na profundidade do corpo, são conduzidos por sistemas especiais (vias aferentes) até o sistema nervoso central. O estudo semiológico da sensibilidade diz respeito aos receptores, às vias condutoras e aos centros localizados no encéfalo. Essas vias sensoriais estão em estreita e contínua ligação com as vias motoras, configurado, em seu conjunto, o arco reflexo que representa a unidade anatomofuncional do SN A sensibilidade subjetiva compreende as queixas sensoriais que o paciente relata durante a anamnese, ou seja, a dor e as parestesias (dormência, formigamento) A sensibilidade objetiva, a rigor, não deixa de ser subjetiva, já que depende da resposta do paciente aos estímulos percebidos. É dita objetiva apenas porque, nesse caso, está presente um estímulo aplicado pelo examinador Para ser feito o exame da sensibilidade com máxima precisão, devem ser obedecidas as seguintes recomendações: Ambiente adequado (silêncio e temperatura adequada) Paciente com roupas sumárias (se houver necessidade, deve ser despido) Olhos fechados durante o exame após explicações adequadas do que será realizado Evite sugestão quanto à sede e à natureza do estímulo aplicado (não pergunte ao paciente se ele está sentindo ser tocado com algodão no pé direito enquanto isso estiver sendo feito) Ao aplicar o estímulo, indague: está sentindo alguma coisa? O que? Onde? Compare os estímulos em regiões homólogas e também em vários locais do mesmo segmento O tempo de exame não deve ser muito prolongado para não provocar desatenção e impaciência Materiais: pedaço de algodão ou pincel pequeno e macio; estilete rombo; dois tubos de ensaio (água gelada e água quente 45o) e diapasão de 128 vibrações por segundo Sensibilidade superficial Para a sensibilidade tátil, utiliza-se o pedaço de algodão ou o pincel macio, os quais são roçados de leve em várias partes do corpo A sensibilidade térmica requer dois tubos de ensaio, um com água gelada e outro com água quente, com que se tocam pontos diversos do corpo, alternando-se os tubos A sensibilidade dolorosa é pesquisada com o estilete rombo, capaz de provocar dor sem ferir o paciente. A agulha hipodérmica é inadequada, sobretudo em mãos inábeis A diminuição da sensibilidade tátil recebe o nome de hipoestesia; sua abolição, anestesia e seu aumento, hiperestesia. Tais alterações estão na dependência da lesão das vias das várias modalidades sensoriais O resultado do exame, se for normal, deve ser registrado literalmente, discriminando-se cada tipo de sensibilidade. Se houver alterações, o registro será feito em esquemas que mostram a distribuição sensorial corporal ou, então, discriminativamente, como exemplificado a seguir: Diminuição da sensibilidade tátil Abolição da sensibilidade vibratória Aumento da sensibilidade superficial dolorosa Acrescentar grau e localização das alterações. Sensibilidade profunda A sensibilidade vibratória (palestesia) é pesquisada coma diapasão de 128 vibrações por segundo, colocado em saliências ósseas A sensibilidade à pressão (barestésica) é verificada mediante compressão digital ou manual em qualquer parte do corpo, especialmente de massas musculares A cinético-postural ou artrocinética (batiestésica) é explorada deslocando-se suavemente qualquer segmento do corpo em várias direções (flexão, extensão). Em dado momento, fixa-se o segmento em uma determinada posição, que deverá ser reconhecida pelo paciente. Pata facilitar o exame, elege-se algumas partes do corpo, como hálux, polegar, pé ou mão A sensibilidade dolorosa profunda é avaliada mediante compressão moderada de massas musculares e tendões, o que normalmente, não desperta dor. Se o paciente acusar dor, é sinal de que há neurites ou miosites. De modo contrário, o paciente com tabes dorsalis não sentem dor quando se faz compressão, mesmo forte de órgãos habitualmente muito dolorosos (testículos) Estereognosia Em seguida ao exame da sensibilidade Capacidade de reconhecer um objeto com a mão sem o auxílio da visão Função tátil discriminativa ou epicrítica com componente proprioceptivo. Coloca-se um objeto comum (chave, botão, grampo de cabelo) na mão do paciente, o qual, com olhos fechados, deve reconhecer o objeto apenas pela palpação. Asterognosia ou agnnosia tátil: perda dessa função. Indicativa de lesão do lobo parietal contralateral