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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA FACULDADE DE FÍSICA - FACFIS MESTRADO NACIONAL PROFISSIONAL DE ENSINO DE FÍSICA – MNPEF UM LABORATÓRIO DE FÍSICA: Do Real ao Virtual Márcio José Cordeiro de Sena. Rubens Silva. Antônio Silas. (Autores) Belém, Pará, Brasil 2016 ii Esta pagina é dedicada a ficha catalográfica da publicação digital deste livro A revisora gramatical foi a Profa. MSc. Aline Evellyn Maciel de Oliveira e Silva (IFPA – Campus Santarém/PA) iii Dedicatória Dedicamos esta produção a todos os estudantes da rede pública e privada deste Brasil, pois são os maiores difusores desta obra e também os responsáveis pelo futuro deste País. Os autores. Belém, Pará, Brasil, novembro de 2016. iv Tutorial Este trabalho foi desenvolvido, para facilitar o aprendizado e todos os demais conhecimentos sobre o uso do Laboratório Virtual de Física, exclusivamente para o 1º Ano do Ensino Médio ou Escolas Profissionalizantes. Junto a este material o aluno deve ter acesso aos experimentos e com a ajuda de monitores e professores podem fazer a montagem experimental virtualmente, bem como realizar todos os procedimentos experimentais descrita nos roteiros aqui apresentados. Esperamos que façam um bom uso do mesmo e que as dúvidas, críticas e sugestões podem ser feitas através dos contatos dos autores. LINK DE ACESSO AOS EXPERIMENTOS: https://www.dropbox.com/sh/2i5hleqwf6a3oee/AAC87FrA LIaJlWZVfnMYBoCxa?dl=0, CONTATO DOS AUTORES: rubsilva@ufpa.br; marcio.sena@hotmail.com; antonio_silas@hotmail.com; v Índice Agradecimentos ........................................................................ 1 Prefácio ..................................................................................... 2 1 Introdução ao Laboratório de Física ..................................... 4 2 Teoria dos Erros .................................................................... 6 2.1 Algarismos significativos ........................................... 6 2.2 Erros e Desvio ............................................................ 8 3 Roteiros dos Experimentos ................................................. 11 3.1 Aula de Nivelamento ................................................ 11 3.2 Formas de Trajetória ................................................. 15 3.3 MRU.......................................................................... 19 3.4 MRUV ....................................................................... 28 3.5 Queda Livre............................................................... 33 3.6 MCU.......................................................................... 40 3.7 Lei de Hooke ............................................................. 47 3.8 Plano Horizontal - Atrito........................................... 52 3.9 Plano Inclinado - Atrito............................................. 57 3.10 Pêndulo Simples ...................................................... 67 3.11 Vasos Comunicantes ............................................... 74 3.12 Teorema de Arquimede – Densidade ...................... 79 3.13 Teorema de Arquimedes – Massa Específica ......... 83 Referências Bibliográficas ...................................................... 89 Agradecimentos Os autores agradecem a Sociedade Brasileira de Física (SBF) e em especial ao Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF) do Polo Nº 37 da UFPA pela oportunidade de desenvolver este produto que certamente servirá de grande contribuição para o ensino aprendizado em Física. Os autores. Belém, Pará, Brasil, novembro de 2016. 2 Prefácio A sociedade contemporânea é produto de constantes processos de evolução. Assim, da roda à máquina a vapor, da eletricidade aos computadores, grandes mudanças no cotidiano de uma sociedade são proporcionados pelo desenvolvimento tecnológico. Por conseguinte, em se tratando do contexto educacional, essa evolução deve estar presente na prática educativa e o professor é o grande responsável pela inserção dessa nova realidade na escola como um todo significativo. Logo, se os professores e alunos estão inseridos em um universo dinâmico em constante evolução, em contato com tecnologias cada vez mais avançadas, vivendo e atuando nas e pelas práticas sociais das quais fazem parte diariamente, por que não introduzi-las dentro do contexto educacional? Portanto, a realização de experimentos durante as aulas possui um papel importante para o ensino de Física, de acordo com a finalidade a qual se propõe a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: a preparação para o mundo do trabalho, das ciências e das tecnologias, sendo, então, 3 consenso que uma aula de Física com atividades experimentais apresenta resultados significativos em relação ao aprendizado. Porém, os materiais utilizados no laboratório convencional nem sempre estão facilmente disponíveis em decorrência de um custo muito elevado, são de difíceis acesso e manipulação dentro da realidade de cada escola. Por conseguinte, a criação de experimentos virtuais torna-se uma alternativa para o professor vencer esses desafios. Os autores. Belém, Pará, Brasil, novembro de 2016. 4 A Física Experimental Neste capítulo, faremos a descrição sucinta de algumas experiências físicas vinculadas a um determinado tópico com objetivos e finalidades. Todo procedimento experimental será descrito e os passos seguidos serão efetivamente realizados, bem como a análise das problematizações sugeridas. Usaremos a matemática básica, muito utilizada em um laboratório de Física, e tópicos necessários para que os alunos obtenham melhor aprendizado dos conteúdos envolvidos em cada procedimento experimental presente nos roteiros seguintes. 1 Introdução ao Laboratório de Física As medidas, por mais que passem despercebidas, possuem uma grande importância na vida de qualquer pessoa. Medidas de tempo, comprimento, massa, força e temperatura são apenas alguns exemplos de grandezas físicas e podemos identificar uma série de aplicações no cotidiano. 5 As grandezas físicas tem uma incerteza inerente advinda da percepção da pessoa que realiza a medida e das características dos equipamentos utilizados. A prática experimental mostra que, mesmo repetindo os cuidados e procedimentos pela mesma pessoa ou por pessoas diferentes, os resultados obtidos em sucessivas medições não são, em geral, idênticos. Assim, ao medirmos diversas vezes uma grandeza física, esta é caracterizada por um número e observamos pequenas variações entre esses dados obtidos. Quanto menores forem essas variações, mais confiável é a medida. Ademais, levam-se em conta os diversos fatores que influem no resultado para se determinar o grau de incerteza. Logo, a maneira de se obter e manipular os dados experimentais, com a finalidade de conseguir estimar com a maior precisão possível o valor da grandeza medida e o seu erro, exige um tratamento adequado que é o objetivo da chamada “Teoria dos Erros”, a qual será abordada aqui na sua forma mais simples e sucinta. 6 2 Teoria dos Erros 2.1 Algarismos significativos Consideremos um lápis que desejamos medir o seu comprimento utilizando uma régua graduada em centímetro. Ao fazer a medida, observa-se a seguinte situação ilustrada na Figura 1: Figura1: Medida do tamanho do lápis (Fonte: Arquivos do autor). Para a leitura do comprimento do lápis ( L ), verificamos, com certeza, que tem centímetros de comprimento, porém a fração de 1 cm além dos 6 cm não podemos afirmar, com precisão, qual é. Esta fração apesar de não poder ser medida, pode ser estimada dentro dos limites de percepção do experimentador. Ao medirmos o comprimento desse lápis com a régua centimetrada e o experimentador registrar como resultado 6,8 cm, o algarismo 8 resulta de uma estimativa de uma fração das divisões de 1 cm da régua. Talvez o resultado da estimativa pudesse ser 7 ou 9, de 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 cm 7 qualquer forma temos uma informação sobre o comprimento que é portanto útil. Diremos que a leitura feita possui 2 algarismos significativos. Se outro experimentador anotar essa fração de 1 cm como sendo 0,76 cm, ao se medir com uma régua centimetrada, torna-se discutível estimar centésimos ou milésimos da menor divisão da escala, pois está fora da percepção da maioria dos seres humanos. Logo, algarismos significativos pode ser definido como a medida de todos os algarismos que temos certeza e mais um duvidoso sendo este sempre o último da direita. Por conseguinte, para medidas mais precisas e consistentes, faz-se uso de um paquímetro digital (Figura 2) e, através deste, pode-se observar que as medidas estimadas com régua apresentaram uma pequena diferença, o que aproxima ainda mais do valor real da medida. 8 Figura 2: Paquímetro digital (Fonte: Arquivos do autor). 2.2 Erros e Desvio Utilizando o mesmo exemplo do lápis e considerando 5 experimentadores, será observado que cada experimentador fará uma medida podendo ter, na fração de centímetro, uma pequena diferença para mais ou para menos entre as medidas estimadas. O valor mais provável para o comprimento do lápis é dado pela média aritmética ( L ) dessas medidas através da equação: , (1.1) 9 com i variando de 1 até N sendo que N é o número de medidas. Com o valor mais provável definido, pode-se observar o quanto cada medida se afastou, fazendo apenas a diferença entre o valor mais provável e o valor obtido em cada medida, calculando assim o desvio ou discrepância de cada medida ( L ) pela equação: , (1.2) A seguir efetuaremos a média dos desvios ( L ) para, por fim , identificarmos o intervalo de incerteza expresso por: , (1.3) Certamente, o comprimento correto do lápis se encontra nesse intervalo de incerteza. Para todos os experimentos deste trabalho que devemos fazer medidas, existe sempre um valor teórico que deve ser confrontado com o valor experimental através do cálculo de erro. Em experimentos de 10 laboratório virtual, uma boa medida é aquela que o cálculo de erro é de no máximo 5%. Este cálculo é feito através da expressão: medida essa expressa em porcentagem (%). Esses erros podem estar associados a um problema no dispositivo utilizado para se realizar a medida, tais como uma régua ou relógio descalibrados, que são chamados de Erros sistemáticos; podem estar associados à imperícia de um operador ou variação na capacidade de avaliação, que são chamados de Erros acidentais ou aleatórios; podem ainda estar associados a um engano na leitura ou troca de unidade de medida que chamamos de Erros grosseiros. Deste modo, os conceitos apresentados acima são importantes na utilização deste laboratório para que o professor possa explorar todas as possibilidades de discussões a respeito da teoria que envolve cada experimento e assim obter maior êxito em relação aos seus objetivos. (1.4), 11 A seguir serão mostrados os roteiros dos experimentos, lembrando que inicialmente deve-se ensinar ao aluno alguns conceitos sobre a teoria dos erros. 3 Roteiros dos Experimentos 3.1 Experiência 01 I. Título: Aula de Nivelamento II. Objetivo Fundamentar conceitos matemáticos e introduzir sua aplicação na prática experimental. III. Material Utilizado Paquímetro digital; Régua centimetrada; Fita métrica; Cronômetro; Lápis; Calculadora. 12 IV. Procedimento Experimental 1º caso: Para a medida do comprimento do lápis. Escolher 5 alunos da turma para cada um realizar sua medida para o comprimento do lápis, fazendo uso da régua centimetrada; Inserir o valor da medida de cada aluno na TABELA 1; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios do comprimento do lápis; Verificar com o uso do paquímetro digital o comprimento do lápis, pois este será o valor teórico para seu comprimento; Fazer o cálculo do ERRO para o comprimento do lápis. 2º caso: Para dez medidas de uma das secções de um dado objeto utilizando paquímetro digital. Medir a secção desse objeto; Inserir o valor da medida na TABELA 2; Modificar a posição do objeto para a mesma secção e repetir o procedimento até completa a TABELA 2; 13 Fazer o cálculo da média e dos desvios médios das medidas das secções do objeto; Fazer o cálculo do ERRO para a medida do objeto considerando o valor teórico informado pelo professor. 3º caso: Para o tempo de queda do lápis de uma altura de 1,8 m. Medir uma altura de 1,8 m e posicionar o lápis neste local; Disparar o cronômetro no momento que o lápis for abandonado em queda livre; Parar o cronômetro no momento em que o lápis atingir o solo; Verificar o valor indicado no cronômetro e inserir na TABELA 3; Repetir o procedimento até completar a TABELA 3; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios do tempo de queda massa; Fazer o cálculo de ERRO do tempo de queda do lápis considerando o valor teórico 0,6 s. 14 V. Tabela de Dados Tabela 1: Para a medida do comprimento do lápis. Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % Tabela 2: Para dez medidas de uma das secções de um dado objeto utilizando paquímetro digital. Medida (n) X (cm) ∆x (cm) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Medida (n) L (cm) ∆L (cm) 1 2 3 4 5 Valores Médios 15 10 Valores Médios Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % Tabela 3: Para o tempo de queda do lápis de uma altura de 1,8 m. Medida (n) t (s) ∆t (s) 1 2 3 4 5 Valores Médios Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % 3.2 Experiência 02 I. Título: Formas de Trajetória II. Questão Prévia 16 Um carro manobrando numa rotatória possui realmente forma de trajetória circular? Justifique. III. Objetivo Identificar as diversas formas de trajetórias descritas por um móvel em relação a um referencial adotado. IV. Resumo Teórico O conceito de trajetória é relativo, ou seja, a forma descrita depende de um referencial adotado. No entanto, de modo simples, define-se trajetória como uma linha que une as sucessivas posições ocupadas por um móvel, em relação a um dado referencial. Um único móvel pode apresentar diversas formas de trajetória relativas ao referencial utilizado. Ela pode ser retilínea, curvilínea ou de formas mais complexas conforme ilustra a Figura 3. Figura 3: Formas de Trajetória (Fonte: Arquivos do autor). 17 V. Material Virtual Utilizado Referenciais; Roda girando; Aviãoem movimento e abandonando pacotes; Trem em movimento e arremesso de uma moeda; Barco em movimento e objeto que cai do mastro. VI. Procedimento Experimental Escolher um determinado referencial; Colocar a roda em movimento em relação à Terra sem considerar deslizamentos; Observar a trajetória dos pontos localizados no eixo e na periferia da roda; Informar o tipo de trajetória observada no caso da roda. VII. Tabela de Dados Experimento Referencial Forma da Trajetória Roda Girando (Trajetória de um ponto) Ponto central em relação à Terra. Ponto periférico em relação à Terra. Avião em Movimento Em relação a um 18 (Trajetória dos pacotes) observador fixo na Terra. Em relação ao piloto. Trem em Movimento (Trajetória da moeda) Em relação a um passageiro no trem. Em relação a um observador fixo na Terra. Barco em Movimento (Trajetória do objeto) Em relação a um referencial no barco. Em relação a um referencial no píer. Carrossel (Trajetória da bola) Em relação a um referencial no Carrossel Em relação a um referencial fora do Carrossel. Plataforma Giratória (Trajetória das balas) Em relação a um referencial na Plataforma Em relação a um referencial fora da Plataforma. VIII. Problematização 19 1) Como você define trajetória? 2) O conceito de trajetória é relativo ou absoluto? 3) Considere um avião monomotor em movimento e um ponto localizado na periferia de sua hélice. Qual a trajetória desse ponto em relação ao piloto? Qual a trajetória desse ponto em relação a um observador fixo na Terra? 4) Considere um relógio de parede em funcionamento e uma formiga localizada no centro do relógio e sobre o ponteiro dos segundos que em dado momento desloca-se para a outra extremidade. Qual a trajetória dessa formiga em relação ao centro do relógio? Qual a trajetória dessa formiga em relação a um observador externo fixo na Terra? 3.3 Experiência 03 I. Título: Movimento Retilíneo Uniforme II. Questão Prévia Que características apresenta o movimento de um carro com aceleração igual a zero? III. Objetivo 20 Verificar que o móvel percorre distâncias iguais em tempos iguais, que a velocidade é constante e a aceleração igual a zero. Neste caso o vetor velocidade permanece constante. IV. Resumo Teórico Sabe-se que este movimento é o mais simples e raro que existe pelos seguintes motivos: é simples, pois as únicas variáveis são posição e tempo, e raro por ter trajetória retilínea e velocidade constante. A aceleração centrípeta desse movimento é igual à zero, o que proporciona uma linha reta como trajetória. Por esse motivo o movimento é retilíneo. A palavra uniforme também guarda uma característica muito importante deste movimento. Qualquer movimento uniforme possui velocidade escalar constante e aceleração tangencial igual à zero. Consequentemente, um corpo em MRU percorre distâncias iguais em intervalos de tempo iguais. V. Material Virtual Utilizado Tubo cilíndrico transparente; Rolhas de borracha; Óleo de soja; 21 Régua graduada de 50 cm; Esfera de aço com diâmetro menor que o diâmetro do tudo; Calculadora; Cronômetro; Computador VI. Esquema Experimental e Equação Utilizada Figura 4: Montagem Experimental para o MRU (Fonte: Arquivos do autor). v Sendo s0 → posição inicial s → posição final ∆t → intervalo de tempo v → velocidade então 22 Figura 5: Montagem Experimental para o encontro dos móveis (Fonte: Arquivos do autor). Demonstração da equação: )(tfs tvss .0 tvss .0 (3.1) tvss esferaesfera .0 tsesfera .5,20 (3.2) vesfera Sendo sesfera → posição de encontro t → tempo de encontro então vbolha 23 VII. Procedimento Experimental 1º caso: Para o movimento da Esfera Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Após acessar o experimento, clicar no botão iniciar do cronômetro e pará-lo no momento que a Esfera passar pela posição 5 cm na régua; Inserir o valor indicado no cronômetro e a posição da Esfera na TABELA 1; Inserir o valor indicado no cronômetro, a posição inicial e a posição final da Esfera na EQUAÇÃO 3.1 para determinar a velocidade; Inserir o resultado da EQUAÇÃO 3.1 para a velocidade da Esfera na TABELA 1; Zerar o cronômetro e repetir o procedimento aumentando em 5 cm a distância da medida seguinte até completar a tabela; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios velocidade Esfera; Fazer o cálculo de ERRO da velocidade Esfera; 24 Clicar em Próximo para acessar o próximo procedimento. 2º caso: Para o movimento da Bolha Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Após acessar o experimento, clicar no botão iniciar do cronômetro e pará-lo no momento que a Bolha percorrer 5 cm na régua; Inserir o valor indicado no cronômetro e a posição da Bolha na TABELA 2; Inserir o valor indicado no cronômetro, a posição inicial e a posição final da Bolha na EQUAÇÃO 3.1 para determinar a velocidade; Inserir o resultado da EQUAÇÃO 3.1 para a velocidade da Bolha na TABELA 2; Zerar o cronômetro e repetir o procedimento aumentando em 5 cm a distância da medida seguinte até completar a tabela; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios velocidade da Bolha; Fazer o cálculo de ERRO da velocidade da Bolha; 25 Clicar em Próximo para acessar o próximo procedimento, 3º caso: Para o movimento simultâneo (Esfera e Bolha) Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Após acessar o experimento, clicar no botão iniciar do cronômetro e pará-lo no momento que a Bolha e a Esfera passarem pela mesma posição; Verificar o instante do encontro da Bolha com a Esfera e inserir o valor na TABELA 3; Inserir na EQUAÇÃO 3.2 o tempo do encontro, calcular a posição do encontro a partir do tempo medido e inserir o valor encontrado na TABELA 3; Zerar o cronômetro e repetir o procedimento até completar as colunas da TABELA 3 referente ao tempo e a posição de encontro da Bolha e da Esfera; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios do tempo e da posição de encontro da Bolha e da Esfera; 26 Fazer o cálculo de ERRO do tempo e da posição de encontro da Bolha e da Esfera. VIII. Tabela de Dados Tabela 1: Para o movimento da Esfera Medida (n) T (s) s (cm) v (cm/s) ∆v (cm/s) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Valores Médios Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % Tabela 2: Para o movimento da Bolha Medida (n) T (s) s (cm) v (cm/s) ∆v (cm/s) 1 2 3 4 5 6 7 8 27 9 10 Valores Médios Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % Tabela 3: Para o encontro da Esfera com a Bolha Medida (n) t (s) ∆t (s) S (cm) ∆s (cm) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Valores Médios Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % 28 IX. Problematização1) A razão entre a distância percorrida pelo corpo e o respectivo intervalo de tempo ficou aproximadamente constante? 2) Qual o valor da velocidade do corpo? Utilize para os cálculos o valor médio da razão (∆s/∆t) já calculado. 3) Por que o valor mais provável da velocidade da bolha apresentou um resultado negativo? 4) Qual o erro percentual no cálculo da velocidade do corpo considerado? Por que apresentou este erro? 5) Você mudaria alguma coisa na sua resposta da questão prévia? Caso positivo, qual seria a mudança? 3.4 Experiência 04 I. Título: Movimento Retilíneo Uniformemente Variado II. Questão Prévia Que características apresentaria o movimento de um carro com aceleração constante e não nula? 29 III. Objetivo Verificar que o móvel percorre distâncias cada vez maiores ou menores num dado intervalo de tempo (movimento acelerado ou retardado respectivamente), que a velocidade é variável e a aceleração tangencial é constante e diferente de zero. IV. Resumo Teórico Neste tipo de movimento, possuímos três variáveis que são posição, tempo e velocidade. A aceleração centrípeta desse movimento é igual à zero, o que proporciona uma linha reta como trajetória – por esse motivo o movimento é retilíneo. A expressão uniformemente variado indica que este movimento possui velocidade escalar variável, mas a taxa de variação dessa velocidade em relação ao tempo é constante, sendo essa constante a própria aceleração. No MRUV, o móvel percorre distâncias cada vez maiores ou menores num mesmo intervalo de tempo, sendo o movimento classificado como acelerado ou retardado, respectivamente. 30 V. Material Virtual Utilizado Esfera de aço; Plano inclinado; Calculadora; Cronômetro; Computador; Régua. VI. Esquema Experimental e Equação Utilizada Figura 6: Montagem Experimental para o MRUV (Fonte: Arquivos do autor). Demonstração da equação: )(tfs v Sendo d → distância percorrida t → intervalo de tempo a → aceleração então 31 2 . . 2 00 ta tvss 2 . .00 2ta td (4.1) )(tfv tavv .0 tav .0 (4.2) VII. Procedimento Experimental Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Após acessar o experimento, clicar no botão iniciar do cronômetro e pará-lo no momento que a esfera atingir a marca de 10 m na régua; Inserir o valor do tempo t indicado no cronômetro e a distância percorrida pela Esfera na EQUAÇÃO 4.1 para calcular a aceleração; 32 Inserir na EQUAÇÃO 4.2 o valor do tempo t indicado no cronômetro para calcular a velocidade instantânea v ; Inserir na TABELA o valor indicado no cronômetro, a distância percorrida pela esfera, a velocidade indicada na EQUAÇÃO 4.2 e a aceleração indicada na EQUAÇÃO 4.1; Zerar o cronômetro e repetir o procedimento aumentando em 10 m a distância da medida seguinte até completar a TABELA; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios da aceleração; Fazer o cálculo de ERRO da aceleração. VIII. Tabela de Dados Medida (n) t (s) ∆s (m) V (m/s) a (m/s 2 ) ∆a (m/s 2 ) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Valores Médios 33 Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % IX. Problematização 1) A razão entre a variação da velocidade e o respectivo intervalo de tempo ficou aproximadamente constante? 2) Qual o valor da aceleração do corpo? Utilize para os cálculos o valor médio da razão (∆v/∆t) já calculado. 3) Qual o erro percentual no cálculo da velocidade do corpo considerado? Por que apresentou este erro? 4) Você mudaria alguma coisa na sua resposta da questão prévia? Caso positivo, qual seria a mudança? 3.5 Experiência 05 I. Título: Aceleração da Gravidade – Queda Livre II. Questão Prévia Um corpo mais pesado cai mais rápido do que um corpo mais leve abandonado de uma mesma altura? 34 III. Objetivo Calcular a aceleração da gravidade de um dos planetas do Sistema Solar ou da Lua, possibilitando ao aluno confrontar o valor experimental com o valor teórico. IV. Resumo Teórico De acordo com Galileu, se corpos com diferentes massas forem abandonados (velocidade inicial igual a zero) de uma mesma altura, chegarão juntos ao solo. Situação observada quando desprezamos a resistência do ar. Percebemos, assim, que o tempo de queda não depende da massa do corpo, estando em consonância com os pensamentos de Galileu. Desta forma, neste experimento, a altura da queda do corpo é muito pequena quando comparada com o raio do astro e, por esse motivo, podemos considerar o campo gravitacional uniforme, uma vez que o campo gravitacional depende apenas do valor da altura que o objeto será abandonado e do tempo de queda. V. Material Virtual Utilizado Esfera de aço; Eletroímã; 35 Calculadora; Cronômetro; Computador; Haste com altura definida. VI. Esquema Experimental e Equação Utilizada Figura 7: Montagem Experimental para a queda livre (Fonte: Arquivos do autor). Demonstração da equação: )(tfs 2 . . 2 00 ta tvss y0 = 0 h0 = h Sendo: h0 → posição inicial h → posição final v0 → velocidade inicial g → aceleração da gravidade t → tempo de queda Dados: h0 = 0; v0 = 0 e a = g então g 36 2 . .00 2tg th (5.1) VII. Procedimento Experimental 1º caso: Com altura fixa de queda Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Após acessar o experimento, escolher o astro- objeto de estudo conforme a Figura 8; Figura 8: Escolha do astro-objeto de estudo (Fonte: Arquivos do autor). 37 Selecionar a altura h de queda; Colocar a esfera no eletroímã; Disparar o cronômetro e somente pará-lo no momento que a esfera em queda livre atingir o solo; Inserir na EQUAÇÃO 5.1 e na TABELA 1 o valor do tempo t indicado no cronômetro; Fazer o cálculo da gravidade local g e inserir na TABELA 1; Repetir este procedimento até completar a TABELA 1; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios da aceleração da gravidade; Fazer o cálculo de ERRO da aceleração da gravidade. 2º caso: Com altura variável de queda Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Após acessar o experimento, escolher o astro- objeto de estudo conforme a Figura 9; 38 Selecionar a altura 65 m de queda; Colocar a esfera no eletroímã; Disparar o cronômetro e somente pará-lo no momento que a esfera em queda livre atingir o solo; Inserir na EQUAÇÃO 5.1 e na TABELA 2 o valor do tempo t indicado no cronômetro; Fazer o cálculo da gravidade local g e inserir na TABELA 2; Repetir este procedimento até completar a TABELA 2 aumentando 2,5 m a altura da queda; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios da aceleração da gravidade; Fazer o cálculo de ERRO da aceleração da gravidade. VIII. Tabela de Dados Tabela 1: Com altura fixa de queda Medida (n) h (m) t (s) g (m/s 2 ) ∆g (m/s 2 ) 1 2 3 4 5 6 39 7 8 9 10 Valores Médios Valor Teórico: ____Valor Experimental: ____ Erro: ____ % Tabela 2: Com altura variável de queda Medida (n) h (m) t (s) g (m/s 2 ) ∆g (m/s 2 ) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Valores Médios Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % IX. Problematização 1) O movimento descrito por um corpo em queda livre é acelerado ou retardado? 40 2) Qual o erro percentual no cálculo da aceleração da gravidade local? Por que apresentou este erro? 3) Você mudaria alguma coisa na sua resposta da questão prévia? Caso positivo, qual seria a mudança? 3.6 Experiência 06 I. Título: Movimento Circunferencial Uniforme (MCU) II. Questão Prévia Um carro percorrendo uma trajetória circular com velocidade constante tem aceleração igual à zero? III. Objetivo Identificar que se trata de um movimento periódico de velocidade de módulo constante, aceleração tangencial igual à zero, aceleração centrípeta constante e diferente de zero e definir e calcular período, velocidade linear e velocidade angular, relação de cada modalidade de velocidade e suas aplicações no cotidiano. IV. Resumo Teórico Denominamos de MCU ao movimento descrito por um móvel com trajetória circular, mantendo constante o 41 período, a frequência, o raio de curvatura, os módulos dos vetores velocidade linear, velocidade angular e aceleração centrípeta. Várias situações do nosso cotidiano podem exemplificar este tipo de movimento, tal como rotatórias em cruzamento de ruas e estradas, rodas gigantes e carrosséis encontrados em parques de diversão, o movimento dos ponteiros de um relógio, o sistema de transmissão de movimento numa bicicleta, etc. V. Material Virtual Utilizado Roldanas de diâmetros conhecidos e diferentes; Engrenagens de diâmetros conhecidos e diferentes; Correia; Motor; Calculadora; Cronômetro; Computador 42 VI. Esquema Experimental e Equação Utilizada Figura 9: Montagem Experimental para o MCU (Fonte: Arquivos do autor). Demonstrações das equações: t s v t Para uma volta na circunferência, observamos que o tempo dessa volta é o período ( T ), o espaço angular percorrido é 2 (medido em radianos) e a distância percorrida é Rs .2 onde R é o raio da circunferência. Substituindo nas equações anteriores (6.1) Cronômetro 43 (6.2) VII. Procedimento Experimental 1º caso: Determinando velocidades linear e angular. Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Após acessar o experimento, clicar no botão ligar para acionar o motor e colocar as roldanas ou engrenagens em movimento; Disparar o cronômetro e somente pará-lo no momento que determinada roldana ou engrenagem completar 10 voltas; Inserir o valor do tempo indicado no cronômetro na TABELA 1 para que a mesma efetue o cálculo do período; Acessar a EQUAÇÃO 6.1 e inserir o período T e o raio R da roldana ou engrenagem que está sendo estudada para encontrar a velocidade linear v de um ponto escolhido; Inserir na tabela o valor da velocidade linear encontrado; 44 Acessar a EQUAÇÃO 6.2 e inserir o período T da roldana ou engrenagem que esta sendo estudada para encontrar a velocidade angular de um ponto escolhido; Inserir na tabela o valor da velocidade angular encontrado; Zerar o cronômetro e repetir o procedimento até completar a tabela; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios das velocidades linear e angular; Fazer o cálculo de ERRO das velocidades linear e angular. 2º caso: Transmissão de movimento. Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado. Disparar o cronômetro e somente pará-lo no momento em que a roda completar 5 voltas. Inserir o valor do tempo indicado no cronômetro na TABELA 2 para que a mesma efetue o cálculo do período. 45 Acessar a EQUAÇÃO 6.1 e inserir o período T e o raio R da roda da bicicleta para determinar a velocidade da bicicleta. Inserir na tabela o valor da velocidade linear encontrado; Zerar o cronômetro e repetir o procedimento até completar a tabela; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios das velocidades da bicicleta; Fazer o cálculo de ERRO da velocidade bicicleta. VIII. Tabela de Dados Tabela 1: Determinando velocidades linear e angular. Medida (n) ∆t (s) T (s) v (m/s) ∆v (m/s) ω (rad/s) ∆ω (rad/s) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Valores Médios 46 Valor Teórico: ____ Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % Erro: ____ % Tabela 2: Transmissão de movimento Medida (n) ∆t (s) T (s) v (m/s) ∆v (m/s) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Valores Médios Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % IX. Problematização 1) Considere a medida mais provável da velocidade linear e calcule a aceleração do movimento. 2) Considere a medida mais provável da velocidade angular e calcule a aceleração do movimento. 3) Analise o valor da discrepância entre os resultados das questões 1 e 2. 47 4) Na transmissão de movimento entre duas roldanas ligadas por correia, estabeleça uma relação entre as frequências e os raios de cada polia. 5) Na transmissão de movimento entre duas roldanas acopladas coaxialmente (ligadas pelo mesmo centro), estabeleça uma relação entre as velocidades lineares e os raios de cada polia. 6) Utilizando o exemplo da transmissão de movimento numa bicicleta, efetue 5 medidas do tempo de voltas da coroa (disco), determinando o seu período, frequência, velocidade angular e linear e o valor mais provável da velocidade do ciclista. 3.7 Experiência 07 I. Título: Lei de Hooke II. Questão Prévia Você sabe como funciona um dinamômetro? III. Objetivo Verificar a lei de Hooke e calcular as constantes elásticas das molas. 48 IV. Resumo Teórico Molas helicoidais distendem e comprimem quando sujeitas à ação de forças externas. Cada mola possui um limite de deformação, ou seja, uma força deformante limite. Se esta força deformante superar este limite, a mola se deformará permanentemente. Nos sistemas elásticos, a força elástica ( ElásticaF ) é sempre dirigida à posição de equilíbrio e diretamente proporcional ao seu deslocamento ( x ). Na posição de equilíbrio, essa resultante é igual à zero. Existe uma relação de proporcionalidade entre a força restauradora e a deformação da mola. A razão entre essas medidas corresponde à constante elástica da mola ( k ), conforme descrita na Lei de Hooke. V. Material Virtual Utilizado Conjunto de massas diferentes; Tripé; Régua com escala milimetrada; Molas helicoidais; Suportes para fixação das molas helicoidais; Calculadora; 49 Computador VI. Esquema Experimental e Equação Utilizada Figura 10: Montagem Experimental para a Lei de Hooke (Fonte: Arquivos do autor). Demonstração da equação: PFelástica gmxk .. (7.1) Sendo m → massa do corpo g → aceleração da gravidade x → deformação da molak → constante elástica da mola então 50 VII. Procedimento Experimental Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Após acessar o experimento, escolher uma mola e pendurar no tripé; Ajustar a régua posicionando a marca zero alinhada com a seta na parte inferior da mola; Escolher uma massa m a colocá-la na balança para medida e, em seguida, inserir o valor na TABELA; Retirar a massa da balança e pendurar na mola; Verificar a deformação x sofrida pela mola e inserir na TABELA; Inserir na EQUAÇÃO 7.1 o valor da massa, da aceleração da gravidade g e da deformação sofrida pela molar para encontrar a constante elástica k da mola; Inserir o valor da constante elástica da mola na TABELA; 51 Escolher uma nova massa colocando-a na balança e repetir os passos realizados anteriormente até completar a TABELA; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios da constante elástica da mola; Fazer o cálculo de ERRO da aceleração da constante elástica da mola. VIII. Tabela de Dados Medida (n) x (m) m (kg) k (N/m) ∆k (N/m) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Valores Médios Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % 52 IX. Problematização 1) A razão entre o peso dos corpos e as respectivas deformações provocadas na mola ficou aproximadamente constante? 2) Qual o valor experimental da constante elástica da mola? Qual o intervalo de incerteza para a constante elástica medida? 3) Qual o erro percentual no cálculo da constante elástica da mola escolhida? Por que apresentou este erro? 4) Você mudaria alguma coisa na sua resposta da questão prévia? Caso positivo, qual seria a mudança? 3.8 Experiência 08 I. Título: Plano horizontal - Atrito Estático e Cinético II. Questão Prévia Enquanto brinquedos são recolhidos, a caixa onde estão sendo guardados fica mais “pesada” e mais difícil de ser arrastada. Isso se deve ao aumento do coeficiente de atrito entre caixa e o piso da casa? 53 III. Objetivo Determinar o coeficiente de atrito estático e cinético entre duas superfícies utilizando um plano horizontal, cinco corpos de massas diferentes e um dinamômetro. IV. Resumo Teórico Considere um corpo apoiado sobre um plano horizontal. Duas forças atuam no corpo: a força peso P , de direção vertical e sentido para baixo e a reação normal N , perpendicular e saindo do plano. (Ver figura 11.) Figura 11: Força Peso e a Reação Normal (Fonte: Arquivos do autor). À lateral deste bloco, atrela-se um dinamômetro que será puxado com uma força horizontal F de intensidade crescente até o bloco entrar na iminência do P N 54 movimento. A força de atrito ATF entre o bloco e o plano horizontal também será crescente e de mesma intensidade da força F , pois não há movimento na horizontal. Figura 12: Esquema Experimental para o Atrito (Fonte: Arquivos do autor). Sendo em módulo NP e ATFF temos: NF e . gmF e .. (8.1) onde concluímos que o coeficiente de atrito estático e independe do valor da massa m do bloco que está sendo puxado. P N F ATF 55 Considerando agora o corpo em movimento retilíneo e uniforme, observa-se uma mudança a indicação do dinamômetro. O coeficiente de atrito cinético poderá ser verificado com a mesma equação, pois o objeto move-se com velocidade constante. V. Material Virtual Utilizado Objetos de massas diferentes; Dinamômetro; Calculadora; Computador VI. Procedimento Experimental Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Após acessar o experimento, escolher um dos sólidos geométricos e colocá-lo na posição indicada; Clicar no dinamômetro e arrastá-lo até fixar na massa escolhida; Clicar na mão para puxar o dinamômetro e verificar sua indicação máxima antes de mover-se. Esta é a força de atrito estático; 56 Verificar a indicação do dinamômetro durante o movimento. Esta é a força de atrito cinético; Inserir as forças de atrito estático, atrito cinético e peso nos locais indicados na EQUAÇÃO 8.1 para realizar o cálculo dos coeficientes de atrito estático e cinético; Inserir na TABELA a massa do corpo, as forças de atrito e os coeficientes de atrito estático e cinético; Clicar em REINICIAR, escolher outro sólido geométrico e repetir o procedimento até completar a tabela; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios dos coeficientes de atrito estático e cinético; Fazer o cálculo de ERRO dos coeficientes de atrito estático e cinético. VII. Tabela de Dados Medida (n) m eF e e cF c c 1 2 3 4 5 Valores Médios 57 Para o ( e ) Para o ( c ) Valor Teórico ____ Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % Erro: ____ % VIII. Problematização 1) O coeficiente de atrito cinético é igual ao coeficiente de atrito estático? 2) A força de atrito estático depende do valor da massa que está na iminência do movimento? 3) O coeficiente de atrito estático depende do valor da massa que está na iminência do movimento? 4) Você mudaria alguma coisa na sua resposta da questão prévia? Caso positivo, qual seria a mudança? 3.9 Experiência 09 I. Título: Plano inclinado – Atrito Estático e Cinético II. Questão Prévia Quanto mais rápida for a descida de um corpo num plano inclinado rugoso, menor será o coeficiente de atrito cinético? III. Objetivo 58 Determinar os coeficientes de atrito estático e cinético entre duas superfícies utilizando um plano inclinado, percebendo que o atrito estático é função apenas do ângulo de inclinação desta rampa, diferente do ocorrido com o coeficiente de atrito cinético. IV. Resumo Teórico Considere um corpo apoiado sobre um plano inclinado, formando um ângulo com a horizontal. Duas forças atuam no corpo: a Força Peso ( P ), de direção vertical e sentido para baixo e a Reação Normal ( N ), perpendicular ao plano e saindo do mesmo. Podemos decompor a força peso em duas componentes, sendo xP paralela ao plano inclinado e outra yP perpendicular ao plano que se opõe a reação normal N com a mesma intensidade (Ver Figura 13). P yP xP N ATF 59 Figura 13: Montagem Experimental - Plano Inclinado com Atrito (Fonte: Arquivos do autor). Podemos obter os módulos das componentes xP e yP a partir da decomposição ortogonal da força peso P . Desta forma teremos: senPPx . e cos.PPy . O bloco, estando em repouso ou em MRU sobre um plano inclinado (com constante), ficará sujeito a uma força que se opõe à xP e de mesmo módulo. Se o corpo estiver em repouso, chamamos esta força de atrito estática. Se estiver em movimento, denominamos de força de atrito dinâmica. A força de atrito é sempre paralela à superfície e possui sentido oposto ao movimento (atrito cinético) ou oposto à tendência de movimento (atrito estático) do bloco (Ver figura 13). A força de atrito estática eAT F , entre um par de superfícies, é proporcional ao coeficientede atrito estático e , portanto NF eATe . 60 onde e é o coeficiente de atrito estático e N o módulo da força de reação normal. A força de atrito estática é variável, pois o coeficiente de atrito estático também varia, desta forma para um coeficiente de atrito estático máximo ( máxe ), a força de atrito assume um valor máximo, o qual chamamos de força atrito de destaque ( destaqueAT F ). Desta forma temos: NF máxestaqued eAT . Para um dado par de superfícies, cemáx e esses valores dependem da natureza das superfícies em contato, grau de rugosidade, umidade, etc. A força de atrito que se opõe a um corpo que rola sobre outro é muito menor que no movimento de deslizamento, pois no rolamento, os engates microscópicos nos contatos são “descascados” e não “cortados”, como no atrito de escorregamento. Vamos considerar um bloco em repouso sobre um plano inclinado formando um ângulo , com a horizontal. Aumentaremos o ângulo até observarmos que o bloco começa a escorregar. Neste momento a aceleração do 61 corpo nas direções das componentes xP e yP da Figura 2.13 é igual a zero. Sendo assim, podemos afirmar que cada componente possui o mesmo módulo da força oposta na mesma direção. Portanto cos.PPN y e senPPF xATe . Para determinar o coeficiente de atrito faremos as seguintes substituições na última equação senPNe .. senPPe .cos.. sene cos. (9.1) onde concluímos que o coeficiente de atrito estático será função apenas do mínimo suficiente para o corpo começar a escorregar. Para o atrito cinético, utilizaremos uma rampa com determinada inclinação, na qual o corpo desce com aceleração calculada pela equação 2 00 . 2 1 .. tatvss 62 2. 2 1 ..00 tatd (9.2) Em seguida, o coeficiente de atrito cinético pode ser verificado pela equação ATXR FPF NsenPam c ... Yc Psengmam .... cos...... gmsengmam c cos... gsenga c sengga c .cos.. asenggc .cos.. cos. . g aseng c (9.3) V. Material Virtual Utilizado Objetos de materiais diferentes; 63 Tábua plana; Dobradiça; Parafusos; Transferidor; Motor; Calculadora; Cronômetro; Computador VI. Procedimento Experimental 1º caso: Coeficiente de atrito estático Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Após acessar o experimento, clicar na mão para aumentar a inclinação da rampa; Clique no botão “Parar” quando o corpo escolhido começar a deslizar sobre a rampa; Verificar e inserir o valor do ângulo encontrado, na EQUAÇÃO 9.1 para efetuar o cálculo do coeficiente de atrito estático E ; 64 Inserir na TABELA 1 o valor do ângulo de inclinação da rampa e do coeficiente de atrito estático; Clicar no botão REINICIAR e repetir o procedimento até completar a tabela; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios dos coeficientes de atrito estático; Fazer o cálculo de ERRO dos coeficientes de atrito estático. 2º caso: Coeficiente de atrito cinético Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Selecionar o ângulo de inclinação da rampa; Disparar o cronômetro e somente pará-lo no momento que o corpo atingir o final da rampa; Verificar o tempo de descida do corpo e inserir na EQUAÇÃO 9.2 essa medida e a distância percorrida pelo corpo para calcular a aceleração; Inserir na TABELA 2 o tempo de descida e valor encontrado para a aceleração do corpo; 65 Inserir na EQUAÇÃO 9.3 o ângulo escolhido e a aceleração encontrada para efetuar o cálculo do coeficiente de atrito cinético; Verificar o valor do coeficiente de atrito cinético e inserir na TABELA 2. Repetir o procedimento até completar a TABELA 2; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios do coeficiente de atrito cinético; Fazer o cálculo de ERRO do coeficiente de atrito cinético. VII. Tabela de Dados Tabela 1: Coeficiente de atrito estático Medida (n) E E 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Valores Médios Valor Teórico: ____ 66 Valor Experimental: ____ Erro: ____ % Tabela 2: Coeficiente de atrito cinético Medida (n) t (s) a (m/s 2 ) C C 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Valores Médios Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % VIII. Problematização 1) Aumentando a inclinação da mesa, o que acontece com o valor da aceleração, seria maior ou menor? Justificar a resposta. 2) E quanto ao valor da aceleração da gravidade local, variaria? Justificar a resposta. 67 3) O aumento da inclinação da rampa proporciona uma diminuição do atrito entre o corpo que escorrega e a rampa? 4) Você mudaria alguma coisa na sua resposta da questão prévia? Caso positivo, qual seria a mudança? 3.10 Experiência 10 I. Título: Pêndulo Simples II. Questão Prévia Um pêndulo com qualquer massa e comprimento é capaz de marcar as horas certas? III. Objetivo Determinar a aceleração da gravidade local através do período de oscilação de um pêndulo simples, possibilitando ao aluno confrontar o valor experimental com o valor teórico. IV. Resumo Teórico Denominamos pêndulo simples uma massa pendular que oscila suspensa por um fio de massa desprezível, capaz de descrever um movimento periódico, quando afastado de sua posição de equilíbrio 68 e largado sob a ação da gravidade. Se o ângulo formado entre a vertical e o fio for pequeno, ou seja, os deslocamentos forem pequenos (pequenas amplitudes), a força restauradora que atua na massa puntiforme será proporcional ao deslocamento e terá sentido oposto. Nestas condições, o período é independente da amplitude do movimento e da massa pendular, sendo o mesmo função apenas do comprimento do fio e da aceleração da gravidade. Pode-se, então, experimentalmente, calcular a aceleração da gravidade utilizando um pêndulo simples, sendo seu valor teórico para este experimento igual a 9,8 m/s2. V. Material Virtual Utilizado Corpos com massas diferentes; Barbante; Tripé; Calculadora; Cronômetro; Computador 69 VI. Esquema Experimental e Equação Utilizada Figura 14: Montagem Experimental para o Pêndulo Simples (Fonte: Arquivos do autor). Demonstração da equação: g L T 2 g LT 2 θ L g Sendo: T → período L → comprimento do fio g → aceleração da gravidade então 70 g LT 2 2 4 (10.1) VII. Procedimento Experimental 1º caso: Com o Comprimento Fixo Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Após acessar o experimento, pendurar o fio e a massa no tripé; Selecionar o comprimento L do fio e mantê-lo fixo; Selecionar a mão direita pressionando o botão direito do mouse e dar um leve toque na bola; Zerar o cronômetro e medir o tempo t de 10 oscilações do corpo e inserir o valor na TABELA 1. O período de oscilação T de oscilação será o valor indicado no cronômetro dividido por10; Inserir o valor encontrado para o período de oscilação e o comprimento do fio na EQUAÇÃO 71 10.1 para encontrar a aceleração da gravidade g da Terra; Inserir o valor encontrado para a aceleração da gravidade na TABELA 1; Repetir este procedimento até completar a TABELA 1; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios da aceleração da gravidade; Fazer o cálculo de ERRO da aceleração da gravidade; 2º caso: Com o Comprimento Variável Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Após acessar o experimento, pendurar o fio e a massa no tripé; Selecionar o comprimento mínimo do fio; Selecionar a mão direita pressionando o botão direito do mouse e dar um leve toque na bola; Zerar o cronômetro e medir o tempo t de 10 oscilações do corpo inserindo o valor indicado no cronômetro na TABELA 2. O período de oscilação 72 T será o valor indicado no cronômetro dividido por 10; Inserir o valor encontrado para o período de oscilação e o comprimento do fio na EQUAÇÃO 10.1 para encontrar a aceleração da gravidade da Terra; Inserir o valor encontrado para a aceleração da gravidade g na TABELA 2; Repetir este procedimento aumentando em 15 cm o comprimento do fio até completar a tabela; Fazer o cálculo da média e dos desvios médios da aceleração da gravidade; Fazer o cálculo de ERRO da aceleração da gravidade. VIII. Tabela de Dados Tabela 1: Com o Comprimento Fixo Medida (n) L (m) t (s) T (s) g (m/s 2 ) ∆g (m/s 2 ) 1 2 3 4 5 6 7 8 73 9 10 Valores Médios Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % Tabela 2: Com o Comprimento Variável Medida (n) L (m) t (s) T (s) g (m/s 2 ) ∆g (m/s 2 ) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Valores Médios Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % IX. Problematização 1) Os valores encontrados para o período são iguais ou diferentes, quando o pêndulo tem a mesma massa e diferentes comprimentos? 74 2) Ainda de acordo com a questão anterior, como seria o período quando as massas forem diferentes e comprimentos iguais? 3) Qual o erro percentual no cálculo da aceleração da gravidade local? Por que apresentou este erro? 4) Você mudaria alguma coisa na sua resposta da questão prévia? Caso positivo, qual seria a mudança? 3.11 Experiência 11 I. Título: Vasos Comunicantes II. Questão Prévia Você sabe por que uma mangueira transparente e água são suficientes para um pedreiro ter certeza de que sua construção está nivelada? III. Objetivo Medir a densidade de um líquido fazendo a relação entre as alturas dos líquidos em cada ramo do recipiente. IV. Resumo Teórico A denominação vaso comunicante consiste num tubo, geralmente em forma de U, o qual permite a 75 comunicação entre líquidos de características diferentes. No caso de líquidos imiscíveis, a visualização destes líquidos no interior do tubo ganha destaque pela posição ocupada no mesmo, face às diferenças de densidades existentes. Líquidos mais densos tendem a ocupar alturas menores em um dos ramos do tubo, enquanto que líquidos menos densos ocupam alturas maiores, a partir de um dado nível de referência. V. Material Virtual Utilizado Tubo vítreo transparente em forma de U; Régua milimetrada de 50 cm; Água; Mercúrio; Óleo de Soja; Óleo de Algodão; Óleo de Mamona; Óleo Diesel; Calculadora; Computador 76 VI. Esquema Experimental e Equação Utilizada Figura 15: Montagem Experimental para os Vasos Comunicantes (Fonte: Arquivos do autor). Demonstração da equação: 21 pp 2211 .... hgphgp atmatm 22111 .... hghg (11.1) h1 h2 µ1 µ2 77 VII. Procedimento Experimental Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Após acessar o experimento com o tubo vítreo em forma de U contendo água, escolher e clicar no recipiente com o líquido que se deseja calcular a densidade; Clicar novamente no recipiente com o líquido escolhido para o mesmo ser inserido no tubo vítreo em forma de U; Com a régua, medir a altura da coluna de líquido em cada ramo do recipiente e inserir na TABELA; Inserir o valor da altura da coluna líquida em cada ramo do recipiente na EQUAÇÃO para determinar a densidade do líquido 2; Inserir o valor da densidade do líquido na tabela; Fazer o cálculo da incerteza da medida ( 2 ) pela diferença entre o valor teórico e o valor medido; Repetir o procedimento com cada um dos demais líquido 78 VIII. Tabela de Dados Líquido Valor Teórico H1 (cm) H2 (cm) 2 (g/cm 3 ) 2 (g/cm 3 ) Óleo/Soja 0,891 g/cm 3 Óleo/Mamona 0,951 g/cm 3 Óleo/Diesel 0,853 g/cm 3 Óleo/Algodão 0,923 g/cm 3 Mercúrio 13,6 g/cm 3 IX. Problematização 1) Podemos afirmar que a densidade de um líquido desconhecido pode ser calculada sempre fazendo a razão entre a altura da coluna de líquida de cada lado do recipiente? 2) Seria possível estabelecer o equilíbrio hidrostático num vaso comunicante com três líquidos imiscíveis? Em caso afirmativo, que equação seria utilizada? 3) Você mudaria alguma coisa na sua resposta da questão prévia? Caso positivo, qual seria a mudança? 79 3.12 Experiência 12 I. Título: Teorema de Arquimedes e Densidade II. Questão Prévia O que pode justificar o fato de você ter mais facilidade de carregar um amigo seu dentro da água? III. Objetivo Medir a densidade de diferentes corpos utilizando as idéias de Arquimedes a respeito do empuxo. IV. Resumo Teórico De acordo com o Teorema de Arquimedes, um corpo imerso num líquido fica sujeito a várias forças exercidas por este líquido sobre a superfície do corpo, cuja resultante é vertical e ascendente, as quais denominamos de empuxo. O módulo do empuxo é igual ao peso do líquido deslocado durante a imersão do corpo e dependendo da relação entre a densidade do líquido L e a densidade do corpo C o mesmo poderá sofrer imersão ( LC ), emersão ( LC ) ou equilíbrio hidrostático ( LC ) para um corpo totalmente imerso. V. Material Virtual Utilizado Objetos que se deseja calcular a densidade; 80 Recipiente contendo água suficiente para mergulhar os objetos; Tripé; Dinamômetro; Calculadora; Computador VI. Esquema Experimental e Equação Utilizada Figura 16: Montagem Experimental - Teorema de Arquimedes e Densidade (Fonte: Arquivos do autor). Demonstração da equação: gVd gm E P corpolíquido corpo .. . Sendo: dcorpo → densidade do corpo P → peso do corpo Paparente → peso aparente do corpo então Objetos Dinamômetro 81 gVd gVd E P corpolíquido corpocorpo .. .. líquido corpo d d E P água corpo aparente d d PP P considerando a densidade da água igual a 1 g/cm3, conclui-se que: (12.1) VII. Procedimento Experimental Teracesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Após acessar o experimento, escolher o objeto que se deseja calcular a densidade; Colocar a balança no tripé; Colocar o objeto na balança para medir seu peso; Inserir o objeto no recipiente com água e verificar o peso aparente do corpo; 82 Inserir o valor do peso real e do peso aparente do corpo na EQUAÇÂO 12.1 para identificar a densidade do corpo; Inserir na TABELA os valores do peso real do corpo, do peso aparente do corpo e da densidade encontrada; Fazer o cálculo da incerteza da medida ( corpod ) pela diferença entre o valor teórico e o valor medido; Repetir o procedimento para os demais corpos. VIII. Tabela de Dados Objeto (n) Valor Teórico g/cm³ Pcorpo(N) Paparente(N) corpod (g/cm 3 ) corpod (g/cm 3 ) Estrela 3,14 Cilindro 5,60 Esfera 3,30 IX. Problematização 1) Em que condições o volume de um corpo é igual ao volume do líquido deslocado num processo de imersão? 2) Por que um navio flutua com facilidade mesmo sendo feito com chapas de aço? 83 3) Estabeleça a relação entre o peso real de um corpo imerso num líquido, o empuxo recebido e o peso aparente do mesmo. 4) Podemos afirmar que a densidade de um corpo pode ser calculada sempre fazendo apenas a razão entre a massa do corpo e a massa do líquido deslocado? 5) Explique as condições de imersão, emersão e equilíbrio hidrostático para um corpo totalmente imerso num líquido. 6) Você mudaria alguma coisa na sua resposta da questão prévia? Caso positivo, qual seria a mudança? 3.13 Experiência 13 I. Título: Teorema de Arquimedes e Massa Específica II. Questão Prévia Massa específica é a mesma coisa que densidade absoluta? III. Objetivo Medir a massa específica de diferentes substâncias. 84 IV. Resumo Teórico Consideremos certa quantidade de uma substância maciça e homogênea. Definimos a massa específica como sendo a razão entre a massa ( m ) de uma porção dessa substância e o volume ( V ) ocupado por ela. Vale ressaltar que a massa específica é definida para uma substância e que a densidade é definida para um corpo, associada, portanto a distribuição espacial dessa massa. V. Material Virtual Utilizado Objetos maciços; Recipiente graduado em cm3; Tripé; Balança; Calculadora; Computador. 85 VI. Esquema Experimental e Equação Utilizada Figura 17: Montagem Experimental - Teorema de Arquimedes - Massa Específica (Fonte: Arquivos do autor). Demonstração da equação: Sendo por definição a massa específica calculada pela razão entre a massa da substância e o volume do corpo, temos que , (13.1) Note que a densidade da água é 1 g/cm3, sendo essa também a unidade de medida da massa específica. Sendo: μcorpo → massa específica m → massa da substância V → volume da massa 86 VII. Procedimento Experimental Ter acesso a um computador com o simulador do experimento instalado; Após acessar o experimento, escolher a substância que deseja calcular a massa específica; Escolher uma das amostras e colocar o objeto na balança para medir sua massa; Inserir o objeto no recipiente contendo certa massa de água e verificar o volume de líquido deslocado; Inserir o valor da massa do corpo e a massa do líquido deslocado na EQUAÇÃO 13.1 para identificar a densidade do corpo; Inserir na TABELA os valores das massas do corpo e do líquido deslocado e a densidade do corpo; Repetir o procedimento até completar a TABELA; Fazer o cálculo do Erro da massa específica do material escolhido. 87 VIII. Tabela de Dados Medida (n) mcorpo(g) mlíq.desl.(g) μcorpo (g/cm 3 ) ∆μcorpo (g/cm 3 ) 1 2 3 4 5 Valores Médios Valor Teórico: ____ Valor Experimental: ____ Erro: ____ % IX. Problematização 1) Existe a possibilidade da densidade do corpo coincidir com o valor da massa específica da substância que constitui esse corpo? Justifique. 2) Calcule a incerteza para o empuxo sofrido pelo corpo utilizando o valor teórico e o valor mais provável da medida. 3) Determine o peso aparente do corpo quando imerso num líquido utilizando o valor teórico da massa específica da substância. 88 4) Construa um gráfico do empuxo em função do volume deslocado e determine a densidade do líquido através da análise gráfica. 89 Referências Bibliográficas CAVALCANTE, M. A.; BONIZZIA, A.; GOMES, L. C. P.. Aquisição de Dados em Laboratórios de Física: um Método Simples, Fácil e de Baixo Custo para Experimentos em Mecânica. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 30, n. 2, 2501, p. 1-6, 2008. DIAS, N. L.; PINHEIRO, A. G.; BARROSO, G. C.. Laboratório Virtual de Física Nuclear. Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 24, n. 2, p. 232- 236, 2002. FIOLHAIS, C.; TRINDADE, J.. 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