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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA DEPARTAMENTO DE FÍSICA FÍSICA EXPERIMENTAL I YANN MARTINS DE SOUSA 20190053217 OSCILAÇÕES – DETERMINAÇÃO DA ACELERAÇÃO GRAVITACIONAL LOCAL JOÃO PESSOA – PB 2021 SUMÁRIO 1. OBJETIVO 1.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 2. MATERIAIS UTILIZADOS 3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 3.1. PARTE 1 3.2. PARTE 2 4. ANÁLISE E DISCUSSÃO 4.1. PARTE 1 4.2. PARTE 2 1. OBJETIVO Neste experimento faremos a observação do movimento de um pêndulo. Mediremos os períodos de oscilação para pêndulos de comprimentos diferentes, coletando valores de grandezas relevantes no processo para a determinação da aceleração gravitacional local. Esse experimento tem como objetivo o estudo possibilitado através do movimento do pêndulo com a aceleração gravitacional local. Espera-se que as suas grandezas sejam medidas de forma correta. 1.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Além disso possuímos como objetivos específicos: · Observar o movimento oscilatório identificando as grandezas relevantes; · Medir as grandezas físicas de forma correta; · Obter um espaço amostral de dados suficientes para análise estatística do problema; · Expressar de forma correta os valores obtidos; · Determinar a relação entre o período e o comprimento do pêndulo, e o valor da aceleração da gravidade local; · Utilizar corretamente métodos de linearização de gráficos; · Determinar a constante de amortecimento via relação entre a amplitude e tempo de oscilação; · Expressar os resultados na forma de gráficos e obter curvas de ajustes. 2. MATERIAIS UTILIZADOS 1. Trena; 2. Cronômetro do celular; 3. Régua milimetrada; 4. Pêndulo simples. 3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 3.1 PARTE 1 Primeiramente, o pêndulo será montado com um comprimento L em torno de 40 centímetros, em seguida será necessário a medição desse comprimento, para que esteja de acordo com o plano, o pêndulo assim se deslocará de sua posição de equilíbrio por um pequeno ângulo (aproximadamente 10º), em seguida mediremos o tempo de cada oscilação quando a amplitude do pêndulo estiver consistente, essa contagem sendo realizada por cinco vezes, para termos uma consideração maior em relação a margem de erro. Após isso, aumentaremos o tamanho do comprimento do pêndulo por volta de 30 centímetros e repetiremos o processo, assim fazendo esse processo por um total de cinco vezes, parando no comprimento de 160 centímetros, sempre aumentando o comprimento do barbante. n L (cm) T1 (s) T2 (s) T3 (s) T4 (s) T5 (s) 1 40,0±0,05 1,25±0,01 1,24±0,01 1,26±0,01 1,26±0,01 1,25±0,01 2 70,0±0,05 1,64±0,01 1,66±0,01 1,67±0,01 1,67±0,01 1,66±0,01 3 100,0±0,05 1,99±0,01 2,00±0,01 1,98±0,01 1,98±0,01 1,97±0,01 4 130,0±0,05 2,28±0,01 2,24±0,01 2,27±0,01 2,27±0,01 2,24±0,01 5 160,0±0,05 2,51±0,01 2,53±0,01 2,50±0,01 2,56±0,01 2,56±0,01 Tabela 1 – Fonte: Autoral, 2021 3.2 PARTE 2 Nesta seção termos um gráfico da amplitude em função do tempo, com os dados demonstrados abaixo para a amplitude, denominada em centímetros e o tempo, denominado em segundos. O barbante do pêndulo foi utilizado com o maior comprimento possível, e logo em seguida passou pelo mesmo procedimento já explicado à cima, porém com uma régua milimetrada, que a cada contagem, diminuíamos 3 centímetros de amplitude por ela. n Amplitude (cm) Tempo (s) 1 28±0,05 0 2 25±0,05 23,22±0,01 3 22±0,05 42,99±0,01 4 19±0,05 75,40±0,01 5 16±0,05 110,93±0,01 6 13±0,05 153,27±0,01 Tabela 2 – Fonte: Autoral, 2021 4. ANÁLISE E DISCUSSÃO 4.1 PARTE 1 1. Valores obtidos a partir de uma média feita com os valores da Tabela 1: n L (cm) Tmed (s) 1 40±0,05 1,25±0,01 2 70±0,05 1,66±0,01 3 100±0,05 1,98±0,01 4 130±0,05 2,26±0,01 5 160±0,05 2,53±0,01 Tabela 3 – Fonte: Autoral, 2021 Podemos chegar à conclusão que, conforme o comprimento do barbante aumenta, o tempo que leva para o pêndulo fazer as oscilações, aumenta também. 3. No gráfico abaixo podemos observar, que se trata de algo bem próximo ao linear, já que a partir do ponto que o comprimento do barbante aumenta, ocorre um aumento gradativo no tempo que o pêndulo leva para concluir o seu ciclo de oscilações. Gráfico 1 – Fonte: Autoral, 2021 4. Aplicando o processo de linearização, podemos construir este segundo gráfico (gráfico abaixo), no qual podemos ver que se trata agora de um gráfico bem linear. Gráfico 2 – Fonte: Autoral, 2021 5. Com todos os dados apresentados acima, podemos observar que conseguimos obter a seguinte equação: Onde podemos fazer uma comparação direta com a seguinte equação: y(x) = αx + β Obtendo assim, a seguinte tabela; n T2 (s) L (m) 1 1,61±0,01 0,40±0,0005 2 2,85±0,01 0,70±0,0005 3 4,03±0,01 1,00±0,0005 4 5,26±0,01 1,30±0,0005 5 6,65±0,01 1,60±0,0005 Tabela 4 – Fonte: Autoral, 2021 Na tabela acima, podemos observar que os valores de T2, são diferentes daqueles encontrados diretamente no experimento. 6. Para encontrar a aceleração da gravidade a partir do coeficiente angular, utilizaremos: g = 4π2L/T2 n T2 (s) L (m) g (m/s2) 1 1,61±0,01 0,40±0,0005 9,81 2 2,83±0,01 0,70±0,0005 9,76 3 4,03±0,01 1,00±0,0005 9,80 4 5,26±0,01 1,30±0,0005 9,76 5 6,65±0,01 1,60±0,0005 9,72 Tabela 5 – Fonte: Autoral, 2021 De acordo com os valores obtidos pela função da aceleração da gravidade, temos que a gravidade possui um valor de 9,77±0,22 m/s2, sendo assim, podemos concluir que o resultado encontrado concorda com o valor esperado de 9,78 m/s2. 7. Vários erros passivos podem ser encontrados nesse experimento, pela falta de precisão em alguns momentos, principalmente se tratando da parte do cronômetro, além do erro que pode ser proporcionado pelo o uso não tão preciso da trena ou da régua milimetrada, podendo resultar erros durante todo o experimento, que geram uma maior incerteza, porém para nós não faria uma diferença óbvia. 4.2 PARTE 2 1. Gráfico 3 – Fonte: Autoral, 2021 3. Gráfico 4 – Fonte: Autoral, 2021 4. Podemos encontrar o valor de γ a partir da seguinte função: w02 = g/L De forma que utilizaremos os dados obtidos durante este relatório/experimento, como; g = 9,78 m/s2 e L = 0,160 m. De acordo com o que nós fomos apresentados, podemos chegar à conclusão que γ