Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

FARMACOLOGIA DO SISTEMA CARDIOVASCULAR 
INOTRÓPICOS, ANTIARRÍTMICOS E 
VASODILATADORES 
Prof. Esp. Francisco Mello
Conceitos Básicos de Hemodinâmica - 
Débito Cardíaco, Monitorização e Pressões 
Sanguíneas
DC= FC X VS
CONTRATILIDADE 
PRÉ CARGA 
PÓS CARGA
• RVP 
• RV.AÓRTICA 
• COMPLACÊNCIA 
DA AORTA
RETORNO VENOSO 
VOLEMIA 
 TÔNUS MUSCULAR 
PERIFÉRICO
VS-= Volume de sangue que é ejetado 
a cada sístole 
Freq. Cardíaca = Nº de contrações por 
minuto 
Débito cardíaco  é definido como a 
q u a n t i d a d e d e s a n g u e q u e é 
bombeada para o coração no período 
de um minuto
INOTROPISMO / 
CRONOTROPISMO
O fator que altera o desempenho do coração.
Cronotropismo é um efeito que algumas 
substâncias tem sobre o ritmo cardíaco.
Inotropismo (do grego /ˈaɪnɵtroʊp/; ino, fibra ou tendão e tropo, 
desenvolver) é um termo das ciências da saúde para se referir à 
capacidade de contração da musculatura cardíaca (miocárdio)
BOMBA CARDÍACA 
O que é Insuficiência cardíaca?
Insuficiência cardíaca é o estado fisiopatológico que ocorre quando o 
coração não consegue manter um ritmo apropriado para o metabolismo 
tecidual, a função do sistema cardíaco é manter a pressão arterial e o fluxo 
sanguíneo normais. As reduções das funções do sistema cardíaco vão 
acarretar varias doenças de origem valvar como de origem miocárdicas que 
irão ativar mecanismos compensatórios podendo assim causar uma 
insuficiência cardíaca congestiva. 
A IC é um estado clínico, resultante da interação dos sistemas neuroendócrino e vascular, 
em que o coração está inapto para manter o equilíbrio circulatório, tornandose incapaz de 
levar oxigênio aos tecidos, por deficiência primária do inotropismo, o que acarreta a 
diminuição do débito cardíaco. A associação das alterações hemodinâmicas e fisiológicas 
leva ao comprometimento progressivo da função miocárdica e à depreciação do quadro 
clínico do paciente. 
Classificação e tratamento da insuficiência cardíaca 
(IC), segundo a proposta consenso do American 
College of Veterinary Internal Medicine. 
MECANISMOS FRENTE A 
INSUFIÊNCIA CARDÍACA
Durante a insuficiência cardíaca, o coração não pode bombear o sangue em 
uma taxa adequada para manter as demandas metabólicas dos tecidos ou 
pode realizá-lo apenas com elevadas pressões de enchimento, em muitos 
casos as alterações hemodinâmicas são complicadas pela redução na 
contratilidade no relaxamento do miocárdio resultando em distúrbios 
bioquímicos e biofísicos nas células miocárdicas.
O coração, como qualquer bomba, possui apenas duas formas de tornar-se 
insuficiente. Não podendo bombear sangue para a aorta ou para a artéria pulmonar 
o suficiente para manter a pressão arterial (insuficiência cardíaca de baixo débito) ou 
não podendo esvaziar de forma adequada os reservatórios venosos (insuficiência 
cardíaca congestiva).
ENTENDENDO O SISTEMA 
CARDIOVASCULAR
O coração produz e conduz seu próprio estimulo elétrico, fazendo com que 
as células musculares se contraiam durante a passagem do estímulo 
Automatismo - propriedade cardíaca de gerar estímulos próprios 
Condutibilidade- propriedade das células cardíacas de conduzirem 
estímulos elétricos recebidos. 
A contração cardíaca é precedida por um fenômeno elétrico que 
representa a ativação miocárdica.
FÁRMACOS UTILIZADOS NA 
INSUFIÊNCIA CARDÍACA 
Digitálicos 
Inotrópicos 
Antiarritmicos 
Vasodilatadores 
DIGITÁLICOS 
O termo digitálico deriva de plantas do gênero 
Digitalis, conhecidas vulgarmente como dedaleira, 
cujas flores lembram “dedos”. Estas plantas e outras 
apresentam glicosídios com poderosa ação sobre o 
miocárdio, sendo utilizadas principalmente no 
tratamento da ICC quando há deficiência do 
inotropismo. 
Atualmente é um dos medicamentos cardíacos mais 
estudados, persistindo ainda muitas controvérsias com 
relação ao seu uso. Sua importância principal está no fato 
de serem os únicos agentes inotrópicos viáveis para uso 
prolongado, por via oral, em paciente com ICC. 
INDICAÇÃO DE USO DOS 
DIGITÁLICOS 
Digoxina é indicada no tratamento da insuficiência cardíaca 
congestiva quando o problema dominante é a disfunção sistólica. 
Nesse caso, o benefício terapêutico é maior nos pacientes com 
dilatação ventricular. 
Digoxina é indicada especificamente quando a insuficiência cardíaca 
é acompanhada de fibrilação atrial. 
Arritmia supraventricular Digoxina também é indicada no 
tratamento de certas arritmias supraventriculares, particularmente 
fibrilação ou flutter atrial crônicos. 
Propriedades farmacodinâmicas 
Digoxina
Aumenta a contratilidade do miocárdio por atividade direta. 
Esse efeito é proporcional à dose na faixa terapêutica mais baixa, e algum resultado 
é alcançado mesmo com doses muito baixas. 
O efeito ocorre até quando o miocárdio está normal, embora nesse caso não exista 
nenhum benefício fisiológico. 
A ação primária da digoxina é, especificamente, inibir a adenosina trifosfatase e, 
dessa maneira, inibir também a bomba de sódio e potássio. 
A alteração da distribuição iônica através da membrana celular resulta em aumento 
do afluxo dos íons de cálcio e, consequentemente, da disponibilidade de cálcio no 
momento do acoplamento excitação-contração. 
A potência de digoxina pode, portanto, ser consideravelmente intensificada quando 
a concentração de potássio extracelular está baixa, ao passo que o efeito oposto é 
obtido na condição de hipercalemia. 
Propriedades farmacocinéticas 
Digitálicos ( digoxina)
Absorção - Após a administração oral, digoxina é absorvida no 
estômago e na parte superior do intestino delgado. 
Administração após as refeições retarda sua absorção. 
Pela via oral, o início do efeito ocorre entre 0,5 e 2 horas 
Pico de ação máxima entre 2- 6 horas. 
Biodisponibilidade de digoxina administrada por via oral, na forma 
de comprimido, é de aproximadamente 63%.
Mecanismo de ação dos 
Digitálicos
Os digitálicos têm seu efeito inotrópico positivo resultante da 
inibição da enzima Na+–K+ ATPase, com consequente aumento de Ca+
+ intracelular. 
Esta enzima é responsável pela saída de íons Na+ que são trocados 
por íons K+ na célula cardíaca. 
Com o uso dos digitálicos, diminuem-se a atividade da enzima e, 
consequentemente, a redução da troca de Na+–K+. 
Isto promove aumento do Na+ intracelular, que, uma vez em excesso, 
é trocado por Ca++, que leva a um influxo maior de Ca++ para dentro da 
célula, o qual é oferecido em maior concentração às proteínas 
contráteis, aumentando, assim, a intensidade de contração do 
músculo cardíaco. 
Mecanismo de ação dos digitálicos. 
Estes têm seu efeito inotrópico positivo resultante da inibição da enzima Na+–K+ ATPase, que é 
responsável pela saída de íons Na+ que são trocados por íons K+. Com a inibição da enzima há aumento do 
Na+ intracelular que, uma vez em excesso, é trocado por de Ca2+, aumentando seus níveis intracelulares. O 
Ca2+ é então oferecido em maior concentração às proteínas contráteis (miofibrilas). 
Usos, efeitos terapêuticos, 
Adversos e/ou tóxicos 
Disfunção miocárdica 
sistólica 
capacidade de contração diminuída 
(cardiomiopatia dilatada) que pode ser 
primária ou decorrente de outras 
doenças cardíacas, como as valvares, 
congênitas, sistêmicas, isquêmicas ou 
tóx ic as, e também nos e s tág ios 
avançados da doença valvar mitral.
 taquiarritmias supraventriculares 
(dent re e las pr inc ipa lmente a 
fibrilação atrial)
Os digitálicos são indicados principalmente 
quando há ICC, quer seja primária, pela 
cardiomiopat ia dilatada, ou secundária, 
pelas doenças que diminuem o desempenho 
cardíaco. 
Taquiarritmias 
supraventriculares
Fatores a considerar quando os 
digitálicos são usadosOs digitálicos, por aumentarem o inotropismo cardíaco e diminuírem 
a frequência cardíaca 
são contraindicados quando houver obstruções ao fluxo 
ventricular esquerdo, pericardite, tamponamento cardíaco, 
taquicardia ventricular, taquicardia ventricular paroxística, doença 
cardíaca sem sinais de ICC e quando o eletrocardiograma mostrar 
sinais de doença dos nós sinusal e atrioventricular. 
Intoxicações digitálicas 
Humanos 13 a 23% dos pacientes se intoxicam 
Em animais, acredita-se que 25% dos animais tratados 
com digitálicos apresentam quadro de intoxicação. 
Os sinais de intoxicação podem ser: de origens nervosas, 
ocorrendo depressão do sistema ner voso central , 
observando letargia; gastrenterites, como anorexia, 
vomito e diarréia e arritmias.
INOTRÓPICOS POSITIVOS NÃO 
DIGITÁLICOS 
Os agentes inotrópicos positivos tem por finalidade 
aumentar a contratilidade miocárdica e o volume da 
ejeção, possibilitando uma maior eficácia cardíaca.
dopamina, dobutamina, epinefrina, isoproterenol 
O isoproterenol ou isoprenalina é um medicamento simpaticomimético 
que atua ao nível dos receptores beta adrenérgicos. 
EPINEFRINA, DOBUTAMINA E 
DOPAMINA 
A dopamina possui efeitos cardiovasculares complexos e dose-dependente. 
Seu efeito inotrópico é mediado por ação indireta, pois libera noradrenalina 
nas terminações simpáticas cardíacas. Possui efeito dopaminergico β1 e β2. 
Os efeitos cardíacos são obtidos pela atuação em receptores β-adrenergicos.
Epinefrina (adrenalina) é o protótipo dos agentes simpatomiméticos de 
ação direta, pois ativa todos os subtipos de receptores adrenérgicos. 
A Dobutamina é uma catecolamina de ação direta, pois não libera Na dos terminais 
adrenérgicos e tem como efeito predominante o aumento de inotropismo cardíaco, sendo 
pouco afetados o cronotropismo e a exitabilidade, o que lhe confere baixo índice de 
taquicardia e arritmogenicidade
Usos, efeitos terapêuticos, 
Adversos e/ou tóxicos 
O principal efeito adverso de ambos os agentes é alterar a frequência cardíaca. 
A infusão lenta da dobutamina pode aumentar ligeiramente a pressão arterial e a frequência 
cardíaca, pois atualmente comprovou se agir fracamente em receptores β2 e α1adrenérgicos; 
a infusão lenta de dopamina, além de alterar bastante a frequência cardíaca, pode causar 
arritmias, hipertensão, vômito e náuseas.
A dobutamina e a dopamina são utilizadas principalmente para o tratamento 
emergencial das ICCs descompensadas, refratárias ao tratamento clássico, pois 
ambas têm efeito inotrópico positivo superior aos digitálicos. 
A dobutamina aumenta a contratilidade cardíaca com pequenas 
mudanças da frequência cardíaca e na pós carga, e, por isso, é preferida 
em detrimento de outros medicamentos simpatomiméticos. 
 
 
Tabela de cálculos vasoativos e inotrópicos 
DOPAMINA: dose β: aumenta o DC , ação discreta na PA e FC dose α: aumenta a PA sistêmica e pulmonar , efeito 
inotrópico qdo RVS é baixa e PA baixa. 
 
250 ml de Nacl 0,9% + 10 ml de dopamina (5mg/ml) totalizando 50 mg de dopamina em 250 ml de Nacl 0,9% ficando a 
conc. do frasco de 0,2 mg/ml ou x (1000) se tem a conc. de 200 mcg /ml. Calcula-se então a quantidade: 
Dose de 2 a 20 mcg /kg/min 
 
Dose x peso x 60 min : exemplo 5 mcg × 1 kg × 60 : 300 mcg / hora ÷ 200 ug/ml = 1,5 ml/ hora 
 5 mcg x 10 kg x 60: 3000mcg/hora ÷ 200 mcg/ml = 15 ml/ hora 
 
DOBUTAMINA: efeito β 1 : inotropismo + , efeito α1 causa ligeira vasodilatação. 
 
250 ml de Nacl 0,9 % + 4 ml de Dobutamina ( 12,5 mg/ml) totalizando 50 mg de Dobutamina em 250 ml de Nacl 0,9 % 
ficando a conc. do frasco de 0,2 mg/ml ou (x1000) se tem a conc. De 200 mcg/ml. Calcula-se então a quantidade: Dose 
de 2 a 10 mcg/kg/min EQUINOS dose máxima de 5ug/kg/min 3 ug já tem efeito desejado 
 
Dose x peso x 60 min : exemplo 5 mcg × 1 kg × 60 : 300 mcg / hora ÷ 200 ug/ml = 1,5 ml/ hora 
 
 5 mcg x 10 kg x 60: 3000mcg/hora ÷ 200 mcg/ml = 15 ml/ hora 
 
EFEDRINA: aumenta a PA na pre carga. Contratilidade , Aumenta a FC e RVS moderada. 
 
250 ml de Nacl 0,9% + 1 ml de efedrina( 50 mg/ml) totalizado 50 mg de efedrina em 250 ml de Nacl 0,9% ficando a conc. 
do frasco de 0,2 mg/ml ou x (1000) se tem a conc. de 200 mcg/ml 
Dose de 0,1 a 0,25 mg/kg 
 
Dose x peso : exemplo 0,1 mg x 1 kg ÷ 0,2 mg/ml = 0,5 ml 
 0,1 mg x 10 kg ÷ 0,2mg/ml = 5 ml 
 
NOREPINEFRINA: ação vasoconstritora, aumenta a PA, diminui fluxo renal, aumenta a contratilidade, pós carga 
aumenta, 
 
500 ml de Nacl 0,9 %+ 4 ml de Norepinefrina ( 2mg/ml) totalizando 8 mg de Norepinefrina em 500 ml de Nacl 0,9% ficando 
a conc. o frasco de 16 mg/ml ou x (1000) se tem a conc. de 16 mcg/ml. Calcula-se então a quantidade: 
Dose de 0,1 mcg a 0,5 mcg/kg/min 
 
Dose x peso x 60 min : exemplo: 0,1 mcg x 1 kg x 60: 6mcg/hora ÷ 16 mcg = 0,37 ml/hora 
 0,5 mcg x 10 kg x 60 : 300 mcg/hora ÷ 16 mcg = 18,75 ml/hora 
 
FENTANIL: 
 
Utiliza a dose de 2,5 a 5,0 mcg/kg para bolus : concentração do frasco é de 50 ug/ml 
 
Dose para infusão continua: 5 a 40 mcg/kg/min 
 
DOSE X PESO X 60 MIN: EXEMPLO INICIA COM O BOLUS E APÓS: 
 5 mcg x 1 kg x 60 = 300 mcg ÷ 50 mcg = 6 ml/ hora 
 5 mcg x 10 kg x 60 = 3000 mcg ÷ 50 mcg = 60 ml/hora 
 
 
 
 
 
QUETAMINA: 
bolus de 0,5 mg/kg 
infusão continua: 0,6 mg/kg/h ou 
 10 mcg/kg/min 
 
 
 TIOPENTAL: (diluição) 
1G-----------------2,5% 
1000MG----------25MG/ML 
2,5%---------------40ML 
1,25%--------------80ML 
5% -----------------20 ML 
DC: VS X FC 
 PRÉ CARGA/POS CARGA/CONTRA 
 PA= DC X RVS 
1 % = 10 mg/ml 
10%= 100 mg/ml 
1g = 1000 mg 
1000 mg x 1000 = 1 mcg 
 
 
 
 Tumescência: 
40 ml de lido sem vaso + 
0,5 ml de adrenalina +500 
ml de Ringer lactato a 4 
graus. 
 Dose : 15 ml/kg 
MLK: 500 ML 
LIDOCAINA 7,5 Ml 
kETAMINA 0,3 ML 
MORFINA 1,0 ML 
10 ML/KG/HORA 
 FLK 
LIDOCAINA 7,5 ML 
KETAMINA 0,3 ML 
FENTANIL 3,6 ATE 20 ML 
10 ML/KG/HORA 
 
 Francisco Mello Neto- CRMV-SP 31618 
INODILATADORES 
O manejo moderno terapêutico da IC e da ICC procura 
melhorar o inotropismo sem interferir no gasto de energia, o 
que ocorre de modo importante quando do uso dos digitálicos. 
 
O conceito de inodilatador (i. e., efeito inotrópico positivo e 
vasodilatador sistêmico arterial e venoso) reflete o uso de 
medicamentos que irão beneficiar o paciente de modo a 
corrigir o inotropismo e a vasoconstrição.
Pimobendan
Propriedades inodilatadoras utilizado no manejo clínico de cães 
portadores de IC e ICC oriundas tanto da doença crônica valvar 
mitral, como da cardiomiopatia dilatada. 
Os trabalhos publicados relatam que a pimobendan é um 
medicamento utilizado com sucesso na terapia e manutenção da 
função sistólica de cães, sem o aparecimento dos efeitos adversos. 
Promover vasodilatação, sendo uma alternativa terapêutica segura, 
bem tolerada pelos cães portadores de IC e ICC. 
Tem efeito inotrópico positivo e vasodilatador 
sistêmico arterial e venoso. 
Milrinona e anrinona 
A  milrinona  é um medicamentode administração 
intravenosa, inibidor da fosfodiesterase 3 e utilizado 
como um  inotrópico  positivo (aumentanto a 
c o n t r a t i l i d a d e c a r d í a c a ) n o t r a t a m e n t o 
da insuficiência cardíaca grave e descompensada.
A anrinona é um agente inotrópico cardíaco 
positivo, que ao mesmo tempo apresenta atividade 
vasodilatadora.
VASODILATADORES
O uso dos medicamentos vasodilatadores, os quais 
reduzem pré e pós-carga 
Uma vez instalado o quadro de IC, sabe-se que ocorre redução do débito cardíaco, 
o que vai gerar uma sequência de fatores compensatórios, como a ativação do 
sistema renina angiotensinaaldosterona (SRAA), o aumento do volume líquido 
intravascular e do tônus do sistema nervoso autônomo simpático. 
Todos estes mecanismos, em conjunto, vão melhorar a pré e a pós-carga, e, 
quando instalado um quadro crônico de IC, levam, respectivamente, ao acúmulo 
de líquido, sem melhora do débito cardíaco, e ao aumento da quantidade de 
energia e oxigênio necessários para a contração ventricular, determinando a 
evolução do quadro para ICC. 
EFEITOS DOS VASODILATADORES 
Efeito-dilatação veias ou artérias 
Objetivos variado: vasodilatar pára melhorar uma 
perfusão ou diminuir uma PA e proteger 
miocárdio. 
Inibidores da ECA
Os medicamentos inibidores da ECA (enzima de conversão da 
angiotensina)  são vasodilatadores apresentam menos efeitos 
adversos e prolongam a sobrevida dos pacientes com ICC 
(insuficiência cardíaca congestiva). 
São empregados em pacientes com insuficiência valvar, ICC e 
hipertensão arterial. 
enalapril e o benzepril , captopril
Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) bloqueiam os efeitos de uma hormonal 
produzida naturalmente pelos rins denominada por angiotensina II. Ao bloquear o efeito da angiotensina 
II, os inibidores da ECA provocam o relaxamento dos vasos sanguíneos, reduzindo a pressão arterial.
Nitratos
Potente dilatador arterial e venoso 
Fornecem óxido nítrico (NO) para os vasos 
Fármaco usado na emergência 
Efeito rápido
(Crises hipertensivas e edema pulmonar)
Nitroglicerina 
Nitroprussiato de sódio 
Nitroglicerina
Venodilatador de ação direta 
Utilizada na forma de sistemas autoadesivos para absorção por via 
transdérmica que liberam 0,1 mg/h (para cães de pequeno porte e 
gatos) a 0,2 mg/h (para cães de maior porte), 
Proporcionando açãopor 24 hs 
Indicada para o tratamento do edema agudo de pulmão, 
promovendo venodilatação 
Melhora a redistribuição do volume sanguíneo do compartimento 
vascular central para o periférico, diminuindo a pressão diastólica. 
Nitroprussiato de sódio 
Venodilatador e vasodilatador arteriolar 
Tratamento das crises hipertensivas. 
Indicado no tratamento das emergências hipertensivas e como 
droga auxiliar nos estados de choque circulatório, com pressões de 
enchimento ventricular e resistência periférica aumentada 
(situações em que se desejam reduções em curto prazo da pré-carga 
e/ou pós-carga cardíacas).
Hidralazina 
Medicamento que tem ação arteriolar direta e atua na 
musculatura vascular lisa, geralmente escolhido para 
uso nos casos de ICC refratária ao uso de outros 
vasodilatadores. 
O relaxamento arteriolar resulta em diminuição da 
resistência vascular periférica e aumento do débito 
cardíaco em pacientes com ICC 
Anlodipino 
Bloqueador dos canais de Ca+, é um medicamento 
classificado como antiarrítmico de classe IV. 
Atua primariamente nos canais de cálcio da 
musculatura lisa vascular arteriolar 
Prazosina 
A prazosina é um antagonista α1 adrenérgico que 
reduz a pressão arterial e aumenta o débito cardíaco, 
sendo utilizado como anti-hipertensivo.
É pouco utilizada em Medicina Veterinária devido à dificuldade da 
acomodação da dose terapêutica e à alta frequência dos efeitos tóxicos. 
Sidenafila 
A sildenafila (Viagra®) é um medicamento inibidor 
da fosfodiesterase V, enzima encontrada em altas 
concentrações nos pulmões e tecido erétil peniano 
humano, sendo elevada principalmente nos 
pacientes com hipertensão pulmonar. 
Assim sendo, a sildenafila promove principalmente 
vasodilatação pulmonar sistêmica ao inibir a ação 
da enzima e, consequentemente, aumenta o cGMP, 
prolongando o efeito vasodilatador do óxido nítrico.
Usos, efeitos terapêuticos, 
Adversos e/ou tóxicos 
A associação de vasodilatadores aos demais 
medicamentos utilizados no tratamento da IC e da 
ICC faz parte do protocolo terapêutico mais eficiente, 
visto que combate os efeitos indesejados da 
vasoconstrição provocados na insuficiência cardíaca e 
melhora o desempenho cardíaco, sem alterar o 
inotropismo e o consumo de oxigênio.
ANTIARRÍTMICOS
Definição
Arritmia cardíaca é uma anormalidade na velocidade 
ou ritmo do batimento cardíaco . 
Ocorrem quando o ritmo é inadequadamente rápido 
(taquicardia) ou lento (bradicardia), ou quando os 
impulsos elétricos seguem vias ou trajetos anômalos. 
 Esses ritmos anormais podem ser regulares ou 
irregulares. 
Arritmia cardíaca é uma anormalidade na freqüência, regularidade ou 
na origem do impulso cardíaco, ou uma alteração na sua condução 
causando uma seqüência anormal da ativação miocárdica. 
Antiarrítmicos
Os antiarrítmicos são definidos como medicamentos 
capazes de controlar e/ou suprimir arritmias. 
O mecanismo pelo qual a arritmia altera os 
parâmetros normais do paciente, envolvendo vários 
aspectos de ordem geral, que podem até mesmo 
causar a morte súbita, tanto na espécie humana, 
como nos animais. 
Sistema de condução do Coração
 CLASSIFICAÇÃO DOS 
MEDICAMENTOS ANTIARRÍTMICOS 

Classe I: são utilizados com frequência no tratamento das 
taquiarritmias ventriculares, embora alguns autores também 
recomendem para as taquiarritmias supraventriculares. 
São usados principalmente para controle das arritmias causadas por aumento 
da automaticidade. 
• Classe IA: deprimem a condução, tanto das células cardíacas normais como 
das lesadas, e prolongam a repolarização. 
• São eles: Quinidina, Procainamida 
• Classe IB: deprimem a velocidade de condução somente das células cardíacas 
lesadas e reduzem o potencial de ação por acelerar a repolarização; 
• São eles: Lidocaína ,Mexiletina 

 CLASSIFICAÇÃO DOS 
MEDICAMENTOS ANTIARRÍTMICOS 
Classe II: são medicamentos que exercem atividade antiadrenérgica 
no coração. 
São utilizados para a terapia das taquiarritmias supraventriculares e 
ventriculares, relacionadas ao estímulo dos receptores β às 
catecolaminas, o que exacerba a eletrofisiologia normal. 
• São eles: Propranolol, Metoprolol, Atenolol, Esmolol, Carvedilol 
 CLASSIFICAÇÃO DOS 
MEDICAMENTOS ANTIARRÍTMICOS 
 ▪ Classe III: são medicamentos que prolongam o potencial de 
ação de modo “puro” (bloqueando os canais de potássio), aumentando 
assim o período refratário, são eficientes na terapia das taquiarritmias 
ventriculares principalmente. 
• São eles: Sotalol, Amiodarona, 

 CLASSIFICAÇÃO DOS 
MEDICAMENTOS ANTIARRÍTMICOS 
 ▪ Classe IV: são os chamados antagonistas do Ca2+ 
ou bloqueadores dos canais de Ca+. 
São efetivos no tratamento das taquiarritmias 
supraventriculares. 
São eles: Verapamil, Diltiazem 


Antiarrítmicos: usos, 
posologia e especialidades 
farmacêuticas. 
Leitura obrigatória!
Dúvidas?