Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1a Questão 
 
 
A responsabilidade do causador do dano ao meio ambiente: 
 
 
nenhum das alternativas está correta; 
 é objetiva, tendo como legitimado tanto o Ministério Público como outras instituições 
o que poderá ser pleiteado através de ação civil pública ou ação popular; 
 
é subjetiva dependendo de apuração em processo judicial assegurado o exercício do 
contraditório e da ampla defesa; 
 
é objetiva, tendo como legitimado somente o Ministério Público na condição de fiscal 
da lei; 
 
é objetiva, tendo como legitimado somente associações criadas para tal fim através de 
ação civil pública ou ação popular; 
 
 
Explicação: 
é objetiva, tendo como legitimado tanto o Ministério Público como outras instituições o que 
poderá ser pleiteado através de ação civil pública ou ação popular; 
 
 
 
 
Ref.: 201601815757 
 
 
 2a Questão 
 
 
Responsabilidade civil extracontratual é aquela que: 
 
 
existindo ou não, vínculo entre a vítima e o causador do dano, a responsabilidade civil 
extracontratual. 
 
existe um vinculo familiar entre a vítima e o causador do dano. 
 
existe um vínculo entre a vítima e o causador do dano. 
 não existe qualquer vínculo entre o causador do dano e a vítima. 
 
 
Explicação: 
Não há vínculo prévio entre aquele causau o dano e a pessoa que sofreu o dano. 
 
 
 
 
Ref.: 201601816349 
 
 
 3a Questão 
 
 
Ricardo, buscando evitar um atropelamento, realiza uma manobra e atinge o muro de uma 
casa, causando um grave prejuízo. Em relação a situação acima, é correto afirmar que 
Ricardo. 
 
 
Não respondera pela reparação do dano, pois agiu em estado de necessidade. 
 
Respondera pela reparação do dano, apesar de ter agido em legitima defesa. 
 
Praticou um ato ilícito e devera reparar o dano 
 Respondera pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de necessidade 
 
 
Explicação: 
Trata-se de uma excludente de ilicitude. 
 
 
 
 
Ref.: 201602737099 
 
 
 4a Questão 
 
 
(LIQUIGÁS 2012 - CESGRANRIO) - Na origem da ideia de culpa, elemento fundamental da 
responsabilidade civil subjetiva, encontra-se a(o): 
 
 
noção de causa suficiente para provocar dano, o que resultará em indenização. 
 regra que determina que só é condição apta a ensejar a responsabilidade civil aquela 
apta a produzir o dano. 
 Noção de infração à obrigação preexistente de que a lei ordena a reparação, havendo 
dano. 
 
princípio da dignidade da pessoa humana, que será invariavelmente atingido. 
 
conceito de patrimônio jurídico como unidade de valor que deve ser protegido de 
qualquer lesão. 
 
 
 
 
Ref.: 201602734941 
 
 
 
 5a Questão 
 
 
(TRT/ 4ª REGIÃO / 2012) - Ao arbitrar indenização decorrente de responsabilidade civil, 
 
 
se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer seu ofício ou 
profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a indenização, além das 
despesas do tratamento e lucros cessantes, incluirá pensão correspondente à 
importância do trabalho para que se inabilitou, a qual deverá, necessariamente, ser 
paga mensal e periodicamente. 
 o grau de culpa jamais interfere no valor da indenização. 
 
no caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das 
despesas do tratamento e dos lucros cessantes, até ao fim da convalescença, excluídos 
os demais prejuízos que tenha sofrido. 
 se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, o juiz poderá reduzir 
o valor da indenização. 
 
no caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações, na 
prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, a serem pagos até a 
morte dos alimentados. 
 
 
Explicação: 
Art. 945 do CC - Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua 
indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do 
autor do dano. 
 
 
 
 
Ref.: 201602489938 
 
 
 6a Questão 
 
 
Quanto à evolução e classificação da responsabilidade civil assinale a alternativa incorreta 
 
 
A responsabilidade contratual é decorrente do descumprimento de um contrato 
preexistente entre as partes. 
 Na responsabilidade civil é correto afirmar que a culpa grave se equipara ao dolo. 
 
De acordo com a teoria da responsabilidade civil subjetiva o ônus da prova da culpa é 
da vítima. 
 Dano emergente compreende aquilo que a vítima efetivamente perdeu e aquilo que 
ela razoavelmente deixou de lucrar em virtude do fato danoso. 
 
A responsabilidade civil evoluiu ou se transformou no sentido de que hoje a 
preocupação é maior com o ressarcimento à vítima do que com a questão da culpa. 
 
 
Explicação: 
O dano emergente é aquilo que a pessoa efetimevamente perdeu e o lucro cessante é o que 
razoavelmente deixou de lucrar. 
 
 
 
 
 
Ref.: 201602820906 
 
 
 7a Questão 
 
 
São pressupostos da responsabilidade civil: 
 
 
ação, dolo ou culpa e um resultado danoso; 
 caracteriza culpa in eligendo e culpa in custodiando, respectivamente ; 
 todas as alternativas estão incorretas; 
 
caracteriza culpa in eligendo e culpa in omitendo, respectivamente; 
 
caracteriza culpa por ação repudiada pelo sistema jurídico; 
 
 
Explicação: As várias espécies de culpa 
 
 
 
 
Ref.: 201602820899 
 
 
 
 8a Questão 
 
 
Com relação à responsabilidade é possível se afirmar: 
 
 
obrigação e responsabilidade são expressões sinônimas; 
 que nem sempre é decorrência de uma violação da obrigação já que é possível se falar 
em responsabilidade sem obrigação pré existente; 
 
a responsabilidade é um antecedente lógico da obrigação; 
 
será ela sempre decorrente da violação de uma obrigação em razão de termos 
adotado o método alemão; 
 
n.d.a. 
 
 
Explicação: Sobre a diferença entre obrigação e responsabilidade. 
 
 
 
 
 
1. 
 
 
Com relação à responsabilidade é possível se afirmar: 
 
 
 
será ela sempre decorrente da violação de uma obrigação em razão de termos 
adotado o método alemão; 
 
 
obrigação e responsabilidade são expressões sinônimas; 
 
 
a responsabilidade é um antecedente lógico da obrigação; 
 
 
n.d.a. 
 
 
que nem sempre é decorrência de uma violação da obrigação já que é possível se 
falar em responsabilidade sem obrigação pré existente; 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
São elementos da responsabilidade civil subjetiva, EXCETO: 
 
 
 
Dolo ou culpa em sentido estrito. 
 
 
Conduta comissiva ou omissiva. 
 
 
Nexo de Causalidade 
 
 
Dano 
 
 
Dano moral. 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
A Lei n. 10.406 de 2002 (Código Civil), reconheceu formalmente a 
reparabilidade dos danos morais, embora a questão já estivesse 
pacificada pela Constituição Federal de 1988, fazendo-se a atualização 
legislativa obrigatória, marque a alternativa cujo texto retrata fiel e 
claramente esse reconhecimento no Código Civil de 2002. 
 
 
São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, 
assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua 
violação. 
 
 
É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por 
dano material, moral ou à imagem. 
 
 
Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar 
direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.Nenhuma das alternativas. 
 
 
As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de 
serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, 
causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos 
casos de dolo ou culpa. 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
São elementos da Responsabilidade Civil subjetiva, EXCETO: 
 
 
 
Fato de terceiro 
 
 
Culpa 
 
 
Dano 
 
 
Ato ilícito 
 
 
Nexo causal 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
(CESPE - 2012 - MPE-PI - Promotor de Justiça/ADAPTADA) - Assinale a 
opção correta no que diz respeito à responsabilidade civil. 
 
 
De acordo com a teoria perte d¿une chance, o agente que frustrar expectativas 
fluidas e hipotéticas deverá responder por danos emergentes. 
 
 
A correção monetária do valor da indenização do dano moral incide desde a data do 
arbitramento. 
 
 
A indenização pela publicação não autorizada, com fins econômicos ou comerciais, 
de imagem de pessoa dependerá de prova do prejuízo causado à pessoa. 
 
 
No ordenamento jurídico brasileiro, para que haja responsabilidade civil, é preciso 
que haja conduta ilícita. 
 
 
Como os direitos da personalidade são inerentes à pessoa humana, não é 
juridicamente possível a pretensão de dano moral em relação à pessoa jurídica. 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
O abuso de direito acarreta: 
 
 
 
consequências jurídicas apenas se decorrente de coação, ou de negócio fraudulento 
ou simulado. 
 
 
apenas a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pela parte 
prejudicada, independentemente de decisão judicial. 
 
 
indenização apenas em hipóteses previstas expressamente em lei. 
 
 
somente a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pelo juiz 
 
 
indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele. 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
Suprime-se o seguinte elemento, em casos de responsabilidade civil 
objetiva: 
 
 
a)ação ou omissão voluntária 
 
 
c) dano 
 
 
e) ato ilícito. 
 
 
b)nexo de causalidade 
 
 
d) culpa. 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
(TRT/ 4ª REGIÃO / 2012) - Ao arbitrar indenização decorrente de 
responsabilidade civil, 
 
 
se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer seu ofício ou 
profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a indenização, além das 
despesas do tratamento e lucros cessantes, incluirá pensão correspondente à 
importância do trabalho para que se inabilitou, a qual deverá, necessariamente, ser 
paga mensal e periodicamente. 
 
 
se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, o juiz poderá 
reduzir o valor da indenização. 
 
 
o grau de culpa jamais interfere no valor da indenização. 
 
 
no caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das 
despesas do tratamento e dos lucros cessantes, até ao fim da convalescença, 
excluídos os demais prejuízos que tenha sofrido. 
 
 
no caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações, na 
prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, a serem pagos até a 
morte dos alimentados. 
 
 
 
(TRT/ 4ª REGIÃO / 2012) - Ao arbitrar indenização decorrente de responsabilidade civil, 
 
 
se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, o juiz poderá 
reduzir o valor da indenização. 
 
 
no caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das 
despesas do tratamento e dos lucros cessantes, até ao fim da convalescença, 
excluídos os demais prejuízos que tenha sofrido. 
 
 
no caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações, na 
prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, a serem pagos até a 
morte dos alimentados. 
 
 
o grau de culpa jamais interfere no valor da indenização. 
 
 
se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer seu ofício ou 
profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a indenização, além das 
despesas do tratamento e lucros cessantes, incluirá pensão correspondente à 
importância do trabalho para que se inabilitou, a qual deverá, necessariamente, ser 
paga mensal e periodicamente. 
 
 
 
 
 
 
2. 
 
 
(CESPE - 2012 - MPE-PI - Promotor de Justiça/ADAPTADA) - Assinale a 
opção correta no que diz respeito à responsabilidade civil. 
 
 
A correção monetária do valor da indenização do dano moral incide desde a data do 
arbitramento. 
 
 
Como os direitos da personalidade são inerentes à pessoa humana, não é 
juridicamente possível a pretensão de dano moral em relação à pessoa jurídica. 
 
 
De acordo com a teoria perte d¿une chance, o agente que frustrar expectativas 
fluidas e hipotéticas deverá responder por danos emergentes. 
 
 
No ordenamento jurídico brasileiro, para que haja responsabilidade civil, é preciso 
que haja conduta ilícita. 
 
 
A indenização pela publicação não autorizada, com fins econômicos ou comerciais, 
de imagem de pessoa dependerá de prova do prejuízo causado à pessoa. 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
O abuso de direito acarreta: 
 
 
 
consequências jurídicas apenas se decorrente de coação, ou de negócio fraudulento 
ou simulado. 
 
 
somente a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pelo juiz 
 
 
indenização apenas em hipóteses previstas expressamente em lei. 
 
 
indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele. 
 
 
apenas a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pela parte 
prejudicada, independentemente de decisão judicial. 
 
 
 
 
 
 
4. 
 
 
São elementos da Responsabilidade Civil subjetiva, EXCETO: 
 
 
 
Ato ilícito 
 
 
Nexo causal 
 
 
Dano 
 
 
Culpa 
 
 
Fato de terceiro 
 
 
 
 
 
 
5. 
 
 
Juliana, por meio de contrato de compra e venda, adquiriu de Ricardo, 
profissional liberal, um carro seminovo (30.000km) da marca Y pelo 
preço de R$ 24.000,00. Ficou acertado que Ricardo faria a revisão de 
30.000km no veículo antes de entregá-lo para Juliana no dia 23 de 
janeiro de 2017. Ricardo, porém, não realizou a revisão e omitiu tal 
fato de Juliana, pois acreditava que não haveria qualquer problema, já 
que, aparentemente, o carro funcionava bem. No dia 23 de fevereiro 
de 2017, Juliana sofreu acidente em razão de defeito no freio do carro, 
com a perda total do veículo. A perícia demostrou que a causa do 
acidente foi falha na conservação do bem, tendo em vista que as 
pastilhas do freio não tinham sido trocadas na revisão de 30.000km, o 
que era essencial para a manutenção do carro. Considerando os fatos, 
assinale a afirmativa correta. 
 
 
Ricardo deverá ressarcir o valor das pastilhas de freio, nada tendo a ver com o 
acidente sofrido por Juliana. 
 
 
Ricardo deverá ressarcir o valor da revisão de 30.000km do carro, tendo em vista 
que ela não foi realizada conforme previsto no contrato. 
 
 
Ricardo não tem nenhuma responsabilidade pelo dano sofrido por Juliana (perda 
total do carro), tendo em vista que o carro estava aparentemente funcionando bem 
no momento da tradição. 
 
 
Ricardo não responde por qualquer dano. 
 
 
Ricardo é responsável por todo o dano sofrido por Juliana, com a perda total do 
carro, tendo em vista que o perecimento do bem foi devido a vício oculto já 
existente ao tempo da tradição. 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
Quanto à Responsabilidade Civil entre os cônjuges, segundo a 
jurisprudência atual: 
 
 
é possível reconhecê-la nos casos de deverde assistência e nos casos de 
indenização por danos materiais ou morais eventualmente sofridos; 
 
 
é possível reconhecê-la nos casos de dever de assistência, tão somente; 
 
 
é possível reconhecê-la nos casos de danos materiais ou morais, tão somente; 
 
 
na verdade, todas as alternativas estão incorretas; 
 
 
só poderá ser reconhecida se houver pacto antenupcial; 
 
 
 
 
 
 
7. 
 
 
A Lei n. 10.406 de 2002 (Código Civil), reconheceu formalmente a 
reparabilidade dos danos morais, embora a questão já estivesse 
pacificada pela Constituição Federal de 1988, fazendo-se a atualização 
legislativa obrigatória, marque a alternativa cujo texto retrata fiel e 
claramente esse reconhecimento no Código Civil de 2002. 
 
 
Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar 
direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
 
 
É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por 
dano material, moral ou à imagem. 
 
 
São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, 
assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua 
violação. 
 
 
As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de 
serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, 
causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos 
casos de dolo ou culpa. 
 
 
Nenhuma das alternativas. 
 
 
 
 
 
 
8. 
 
 
Com relação à responsabilidade é possível se afirmar: 
 
 
 
a responsabilidade é um antecedente lógico da obrigação; 
 
 
obrigação e responsabilidade são expressões sinônimas; 
 
 
será ela sempre decorrente da violação de uma obrigação em razão de termos 
adotado o método alemão; 
 
 
que nem sempre é decorrência de uma violação da obrigação já que é possível se 
falar em responsabilidade sem obrigação pré existente; 
 
 
n.d.a. 
 
1a Questão 
 
Ao se desviar de uma brusca fechada dada por um ônibus, Antônio subiu com seu veículo na 
calçada e atropelou Benedito, ferindo-o gravemente. Antonio: 
 
 terá que indenizar Benedito mesmo tendo praticado o ato em esta de necessidade. 
 não terá que indenizar Benedito porque não praticou ato ilícito. 
 
terá que indenizar Benedito porque praticou ato ilícito. 
 
não terá que indenizar Benedito porque o ato praticado foi no exercício regular de um 
direito 
 
 
Explicação: 
Existe uma excludente de ilicitude. 
 
 
 
 
Ref.: 201602734933 
 
 2a Questão 
 
 
(TRT /1ª REGIÃO/ 2013) - O motorista de um automóvel de passeio trafegava na contra-mão 
de direção de uma avenida quando colidiu com uma ambulância estadual que transitava na mão 
regular da via, em alta velocidade porque acionada a atender uma ocorrência. A 
responsabilidade civil do acidente deve ser imputada: 
 
 tanto ao civil quanto ao Estado, sob a responsabilidade subjetiva, em razão de culpa 
concorrente. 
 
ao Estado, sob a modalidade subjetiva, devendo ser comprovada a culpa do motorista 
da ambulância. 
 
ao Estado, uma vez que um veículo estadual (ambulância) estava envolvido no acidente, 
o que enseja a responsabilidade objetiva 
 
ao civil que conduzia o veículo, que responde sob a modalidade objetiva no que 
concerne aos danos apurados na viatura estadual 
 ao civil que conduzia o veículo e invadiu a contramão, dando causa ao acidente, não 
havendo nexo de causalidade para ensejar a responsabilidade do Estado. 
 
 
Explicação: 
ao civil que conduzia o veículo e invadiu a contramão, dando causa ao acidente, não havendo 
nexo de causalidade para ensejar a responsabilidade do Estado. 
 
 
 
 
Ref.: 201601816355 
 
 3a Questão 
 
 
Quanto aos pressupostos da responsabilidade civil subjetiva é correto dizer: 
 
 dever de agir, dano e ilicitude; 
 
nexo causal e dano; 
 conduta culposa, nexo causal e dano; 
 
ato ilícito, culpa e nexo causal; 
 
 
Explicação: 
conduta culposa, nexo causal e dano; 
 
 
 
 
Ref.: 201602843946 
 
 4a Questão 
 
 
(TJ/PE 2013 - FCC) - O abuso de direito acarreta: 
 
 indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele. 
 apenas a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pela parte prejudicada, 
independentemente de decisão judicial. 
 
indenização apenas em hipóteses previstas expressamente em lei. 
 
consequências jurídicas apenas se decorrente de coação, ou de negócio fraudulento ou 
simulado. 
 
somente a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pelo juiz. 
 
 
Explicação: 
indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele. 
 
 
 
 
Ref.: 201602737713 
 
 5a Questão 
 
 
(FCC - 2005 - OAB/SP - Exame da Ordem - adaptada) - Existe responsabilidade civil por ato: 
 
 
lícito ou por fato jurídico, independentemente de culpa, somente nos casos especificados 
em lei. 
 abusivo, ainda que sem culpa do agente. 
 
lícito ou por fato jurídico, independentemente de culpa, tão só quando constatar-se risco ao 
direito de outrem. 
 
ilícito, apurando-se o dolo do agente. 
 ilícito, apurando-se a culpa do agente. 
 
 
Explicação: 
ilícito, apurando-se a culpa do agente. 
 
 
 
 
Ref.: 201602499433 
 
 6a Questão 
 
 
A responsabilidade civil é uma das matérias de desenvolvimento mais dinâmico no direito civil. 
Durante a evolução do tema, em razão da necessidade de melhor atender à realidade 
econômica e social, cindiu-se a responsabilidade civil nas modalidades subjetiva e objetiva. Tais 
modalidades distinguem-se, essencialmente, na apuração: 
 
 
do nexo de causalidade entre a conduta e o dano, que é elemento da responsabilidade 
civil subjetiva, mas é dispensável na responsabilidade civil objetiva. 
 da culpa, que é elemento da responsabilidade civil subjetiva, mas é dispensável na 
responsabilidade civil objetiva. 
 do ato ilícito, que é elemento da responsabilidade civil subjetiva, mas é dispensável na 
responsabilidade civil objetiva. 
 
do dano, que é elemento da responsabilidade civil subjetiva, mas é dispensável na 
responsabilidade civil objetiva 
 
no âmbito das excludentes. 
 
 
Explicação: Dentre os aspectos que diferenciam a responsabilidade civil objetiva da subjetiva é 
a análise do aspecto da conduta, isto é, da culpa do agente do ato ilícito, permanecendo 
semelhante a perspectiva do dano e do nexo causal entre o dano e o ato. 
 
 
 
 
Ref.: 201602747415 
 
 7a Questão 
 
 
(III EXAME UNIFICADO/2010- adaptada) - Ricardo, buscando evitar um atropelamento, realiza 
uma manobra e atinge o muro de uma casa, causando um grave prejuízo. Em relação à 
situação acima, é correto afirmar que Ricardo: 
 
 
não responderá pela reparação do dano, pois agiu em estado de necessidade. 
 responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de necessidade. 
 responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em legítima defesa. 
 
praticou um ato ilícito e não deverá reparar o dano, pois houve um fortuito externo. 
 
praticou um ato ilícito e deverá reparar o dano. 
 
 
Explicação: 
responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de necessidade. 
 
 
 
 
Ref.: 201602734932 
 
 8a Questão 
 
 
(TJ/PE 2013) - O abuso de direito acarreta: 
 
 indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele. 
 
consequências jurídicas apenas se decorrente de coação, ou de negócio fraudulento ou 
simulado. 
 indenização apenas em hipóteses previstas expressamente em lei.somente a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pelo juiz. 
 
apenas a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pela parte prejudicada, 
independentemente de decisão judicial 
 
 
Explicação: 
indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele. 
 
1a Questão 
 
Ricardo, buscando evitar um atropelamento, realiza uma manobra e atinge o muro de uma 
casa, causando um grave prejuízo. Em relação a situação acima, é correto afirmar que Ricardo. 
 
 
Não respondera pela reparação do dano, pois agiu em estado de necessidade. 
 Respondera pela reparação do dano, apesar de ter agido em legitima defesa. 
 Respondera pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de necessidade 
 
Praticou um ato ilícito e devera reparar o dano 
 
 
Explicação: 
Trata-se de uma excludente de ilicitude. 
 
 
 
 
Ref.: 201602738549 
 
 2a Questão 
 
 
(FCC - 2005 - OAB/SP - Exame da Ordem - ADAPTADA) - Existe responsabilidade civil por ato: 
 
 
lícito ainda que contrário a vontade do agente. 
 
Abusivo, ainda que sem culpa do agente. 
 
lícito ou por fato jurídico, independentemente de culpa, tão só quando constatar-se risco 
ao direito de outrem. 
 ilícito, apurando-se a culpa do agente. 
 lícito ou por fato jurídico, independentemente de culpa, somente nos casos especificados 
em lei. 
 
 
Explicação: 
ilícito, apurando-se a culpa do agente. 
 
 
 
 
Ref.: 201602737100 
 
 3a Questão 
 
 
(DPE/SP 2012) - Em tema de Responsabilidade Civil, considere asserções abaixo. I. Atos lícitos 
não podem engendrar responsabilidade civil contratual nem aquiliana. II. A prática de bullying 
entre crianças e adolescentes, em ambiente escolar, pode ocasionar a responsabilização de 
estabelecimento de ensino, quando caracterizada a omissão no cumprimento no dever de 
vigilância. III. Nos termos de reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça, a cláusula de 
incolumidade, inerente ao contrato de transporte, não pode ser invocada nos casos de fortuito 
interno. IV. A responsabilidade do dono ou detentor de animal pelos danos por este causado é 
objetiva. V. O consentimento informado constitui excludente de responsabilidade dos 
profissionais liberais em caso de erro médico. Dentre as asserções acima APENAS estão 
corretas. 
 
 II e IV. 
 
I e IV. 
 
I e III. 
 
III e V. 
 
II e V. 
 
 
Explicação: 
II e IV. 
 
 
 
 
Ref.: 201602524018 
 
 4a Questão 
 
 
(CESPE - 2008 - OAB - Exame da Ordem) No que concerne ao ato ilícito e à responsabilidade 
civil, assinale a opção CORRETA: 
 
 A responsabilidade por ato de terceiro é objetiva e permite estender a obrigação de 
reparar o dano a pessoa diversa daquela que praticou a conduta danosa, desde que exista 
uma relação jurídica entre o causador do dano e o responsável pela indenização. 
 não será obrigado a indenizar, se o empregado for absolvido pelo mesmo ato, em 
processo criminal, por insuficiência de prova. 
 
A concorrência de culpas do agente causador do dano e da vítima por acidente de 
trânsito, por exemplo, no caso de colisão de veículos, acarreta a compensação dos danos, 
devendo cada parte suportar os prejuízos sofridos. 
 
Os atos praticados em legítima defesa, no exercício regular de um direito ou em estado 
de necessidade, que provoquem danos morais ou materiais a outrem, embora sejam 
considerados como atos ilícitos, exoneram o causador do dano da responsabilidade pela 
reparação do prejuízo causado. 
 
Quando inúmeras e sucessivas causas contribuem para a produção do evento danoso, 
todas essas causas são consideradas como adequadas a produzir o acidente e a gerar a 
responsabilidade solidária para aqueles que o provocaram. Nessa situação, cabe à vítima 
escolher a quem imputar o dever de reparar. 
 
 
Explicação: 
A responsabilidade por ato de terceiro é objetiva e permite estender a obrigação de reparar o 
dano a pessoa diversa daquela que praticou a conduta danosa, desde que exista uma relação 
jurídica entre o causador do dano e o responsável pela indenização. 
 
 
 
 
Ref.: 201601815756 
 
 5a Questão 
 
 
No que diz respeito as excludentes de ilicitude é CORRETO afirmar: I - Existe a hipótese de 
indenização por ato lícito quando a pessoa que sofreu o dano não é responsável pelo perigo. II - 
Pela regra geral, a excludente de ilicitude afasta o dever de indenizar. III - São excludentes de 
ilicitude o estado de necessidade, o fato exclusivo da vítima e a legítima defesa. 
 
 Somente a II e III estão corretas. 
 Somente a I e II estão corretas 
 
Todas estão corretas 
 
Somente a I e III estão corretas 
 
 
 
 
Ref.: 201602432855 
 
 6a Questão 
 
 
XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO Devido à indicação de luz vermelha do sinal de trânsito, 
Ricardo parou seu veículo pouco antes da faixa de pedestres. Sandro, que vinha logo atrás de 
Ricardo, também parou, guardando razoável distância entre eles. Entretanto, Tatiana, que 
trafegava na mesma faixa de rolamento, mais atrás, distraiu-se ao redigir mensagem no celular 
enquanto conduzia seu veículo, vindo a colidir com o veículo de Sandro, o qual, em seguida, 
atingiu o carro de Ricardo. Diante disso, à luz das normas que disciplinam a responsabilidade 
civil, assinale a afirmativa correta. 
 
 
Tatiana e Sandro têm o dever de indenizar Ricardo, na medida de sua culpa 
 Cada um arcará com seu próprio prejuízo, visto que a responsabilidade pelos danos 
causados deve ser repartida entre todos os envolvidos. 
 Caberá a Tatiana indenizar os prejuízos causados aos veículos de Sandro e Ricardo 
 
Caberá a Tatiana indenizar os prejuízos causados ao veículo de Sandro, e este deverá 
indenizar os prejuízos causados ao veículo de Ricardo 
 
 
Explicação: 
Tatiana terá que indenizar porque deu causa ao evento danoso. Ao se distrair na direção não 
observou que os carros estavam parados por conta do sinal vermelho. 
 
 
 
 
Ref.: 201601816353 
 
 7a Questão 
 
 
Ao se desviar de uma brusca fechada dada por um ônibus, Antônio subiu com seu veículo na 
calçada e atropelou Benedito, ferindo-o gravemente. Antonio: 
 
 
não terá que indenizar Benedito porque o ato praticado foi no exercício regular de um 
direito 
 
terá que indenizar Benedito porque praticou ato ilícito. 
 terá que indenizar Benedito mesmo tendo praticado o ato em esta de necessidade. 
 não terá que indenizar Benedito porque não praticou ato ilícito. 
 
 
Explicação: 
Existe uma excludente de ilicitude. 
 
 
 
 
Ref.: 201602734933 
 
 8a Questão 
 
 
(TRT /1ª REGIÃO/ 2013) - O motorista de um automóvel de passeio trafegava na contra-mão 
de direção de uma avenida quando colidiu com uma ambulância estadual que transitava na mão 
regular da via, em alta velocidade porque acionada a atender uma ocorrência. A 
responsabilidade civil do acidente deve ser imputada: 
 
 
ao Estado, uma vez que um veículo estadual (ambulância) estava envolvido no acidente, 
o que enseja a responsabilidade objetiva 
 
tanto ao civil quanto ao Estado, sob a responsabilidade subjetiva, em razão de culpa 
concorrente. 
 ao civil que conduzia o veículo e invadiu a contramão, dando causa ao acidente, não 
havendo nexo de causalidade para ensejar a responsabilidade do Estado. 
 
ao civil que conduzia o veículo, que responde sob a modalidade objetiva no que 
concerne aos danos apurados na viatura estadual 
 
ao Estado, sob a modalidade subjetiva, devendo ser comprovada a culpa do motorista 
da ambulância. 
 
 
Explicação: 
ao civil que conduzia o veículo e invadiu a contramão, dando causa ao acidente, não havendo 
nexo de causalidade para ensejar a responsabilidadedo Estado. 
 
1a Questão 
 
(TJ/PE 2013 - FCC) - O abuso de direito acarreta: 
 
 
consequências jurídicas apenas se decorrente de coação, ou de negócio fraudulento ou 
simulado. 
 somente a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pelo juiz. 
 indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele. 
 
apenas a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pela parte prejudicada, 
independentemente de decisão judicial. 
 
indenização apenas em hipóteses previstas expressamente em lei. 
 
 
Explicação: 
indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele. 
 
 
 
 
Ref.: 201601816355 
 
 2a Questão 
 
 
Quanto aos pressupostos da responsabilidade civil subjetiva é correto dizer: 
 
 conduta culposa, nexo causal e dano; 
 nexo causal e dano; 
 
ato ilícito, culpa e nexo causal; 
 
dever de agir, dano e ilicitude; 
 
 
Explicação: 
conduta culposa, nexo causal e dano; 
 
 
 
 
Ref.: 201602747415 
 
 3a Questão 
 
 
(III EXAME UNIFICADO/2010- adaptada) - Ricardo, buscando evitar um atropelamento, realiza 
uma manobra e atinge o muro de uma casa, causando um grave prejuízo. Em relação à 
situação acima, é correto afirmar que Ricardo: 
 
 responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em legítima defesa. 
 
praticou um ato ilícito e não deverá reparar o dano, pois houve um fortuito externo. 
 
não responderá pela reparação do dano, pois agiu em estado de necessidade. 
 
praticou um ato ilícito e deverá reparar o dano. 
 responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de necessidade. 
 
 
Explicação: 
responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de necessidade. 
 
 
 
 
Ref.: 201602737713 
 
 4a Questão 
 
 
(FCC - 2005 - OAB/SP - Exame da Ordem - adaptada) - Existe responsabilidade civil por ato: 
 
 lícito ou por fato jurídico, independentemente de culpa, tão só quando constatar-se risco ao 
direito de outrem. 
 
ilícito, apurando-se o dolo do agente. 
 ilícito, apurando-se a culpa do agente. 
 
abusivo, ainda que sem culpa do agente. 
 
lícito ou por fato jurídico, independentemente de culpa, somente nos casos especificados 
em lei. 
 
 
Explicação: 
ilícito, apurando-se a culpa do agente. 
 
 
 
 
Ref.: 201602734932 
 
 5a Questão 
 
 
(TJ/PE 2013) - O abuso de direito acarreta: 
 
 
apenas a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pela parte prejudicada, 
independentemente de decisão judicial 
 indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele. 
 indenização apenas em hipóteses previstas expressamente em lei. 
 
somente a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pelo juiz. 
 
consequências jurídicas apenas se decorrente de coação, ou de negócio fraudulento ou 
simulado. 
 
 
Explicação: 
indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele. 
 
 
 
 
Ref.: 201602499433 
 
 6a Questão 
 
 
A responsabilidade civil é uma das matérias de desenvolvimento mais dinâmico no direito civil. 
Durante a evolução do tema, em razão da necessidade de melhor atender à realidade 
econômica e social, cindiu-se a responsabilidade civil nas modalidades subjetiva e objetiva. Tais 
modalidades distinguem-se, essencialmente, na apuração: 
 
 
no âmbito das excludentes. 
 do ato ilícito, que é elemento da responsabilidade civil subjetiva, mas é dispensável na 
responsabilidade civil objetiva. 
 
do dano, que é elemento da responsabilidade civil subjetiva, mas é dispensável na 
responsabilidade civil objetiva 
 da culpa, que é elemento da responsabilidade civil subjetiva, mas é dispensável na 
responsabilidade civil objetiva. 
 
do nexo de causalidade entre a conduta e o dano, que é elemento da responsabilidade 
civil subjetiva, mas é dispensável na responsabilidade civil objetiva. 
 
 
Explicação: Dentre os aspectos que diferenciam a responsabilidade civil objetiva da subjetiva é 
a análise do aspecto da conduta, isto é, da culpa do agente do ato ilícito, permanecendo 
semelhante a perspectiva do dano e do nexo causal entre o dano e o ato. 
 
 
 
 
Ref.: 201602734933 
 
 7a Questão 
 
 
(TRT /1ª REGIÃO/ 2013) - O motorista de um automóvel de passeio trafegava na contra-mão 
de direção de uma avenida quando colidiu com uma ambulância estadual que transitava na mão 
regular da via, em alta velocidade porque acionada a atender uma ocorrência. A 
responsabilidade civil do acidente deve ser imputada: 
 
 tanto ao civil quanto ao Estado, sob a responsabilidade subjetiva, em razão de culpa 
concorrente. 
 
ao Estado, sob a modalidade subjetiva, devendo ser comprovada a culpa do motorista 
da ambulância. 
 
ao civil que conduzia o veículo, que responde sob a modalidade objetiva no que 
concerne aos danos apurados na viatura estadual 
 ao civil que conduzia o veículo e invadiu a contramão, dando causa ao acidente, não 
havendo nexo de causalidade para ensejar a responsabilidade do Estado. 
 
ao Estado, uma vez que um veículo estadual (ambulância) estava envolvido no acidente, 
o que enseja a responsabilidade objetiva 
 
 
Explicação: 
ao civil que conduzia o veículo e invadiu a contramão, dando causa ao acidente, não havendo 
nexo de causalidade para ensejar a responsabilidade do Estado. 
 
 
 
 
Ref.: 201602524018 
 
 8a Questão 
 
 
(CESPE - 2008 - OAB - Exame da Ordem) No que concerne ao ato ilícito e à responsabilidade 
civil, assinale a opção CORRETA: 
 
 A responsabilidade por ato de terceiro é objetiva e permite estender a obrigação de 
reparar o dano a pessoa diversa daquela que praticou a conduta danosa, desde que exista 
uma relação jurídica entre o causador do dano e o responsável pela indenização. 
 
Os atos praticados em legítima defesa, no exercício regular de um direito ou em estado 
de necessidade, que provoquem danos morais ou materiais a outrem, embora sejam 
considerados como atos ilícitos, exoneram o causador do dano da responsabilidade pela 
reparação do prejuízo causado. 
 
Quando inúmeras e sucessivas causas contribuem para a produção do evento danoso, 
todas essas causas são consideradas como adequadas a produzir o acidente e a gerar a 
responsabilidade solidária para aqueles que o provocaram. Nessa situação, cabe à vítima 
escolher a quem imputar o dever de reparar. 
 
não será obrigado a indenizar, se o empregado for absolvido pelo mesmo ato, em 
processo criminal, por insuficiência de prova. 
 A concorrência de culpas do agente causador do dano e da vítima por acidente de 
trânsito, por exemplo, no caso de colisão de veículos, acarreta a compensação dos danos, 
devendo cada parte suportar os prejuízos sofridos. 
 
 
Explicação: 
A responsabilidade por ato de terceiro é objetiva e permite estender a obrigação de reparar o 
dano a pessoa diversa daquela que praticou a conduta danosa, desde que exista uma relação 
jurídica entre o causador do dano e o responsável pela indenização. 
 
1a Questão 
 
Ricardo, buscando evitar um atropelamento, realiza uma manobra e atinge o muro de uma 
casa, causando um grave prejuízo. Em relação a situação acima, é correto afirmar que Ricardo. 
 
 Respondera pela reparação do dano, apesar de ter agido em legitima defesa. 
 
Praticou um ato ilícito e devera reparar o dano 
 
Não respondera pela reparação do dano, pois agiu em estado de necessidade. 
 Respondera pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de 
necessidade 
 
 
Explicação: 
Trata-se de uma excludente de ilicitude. 
 
 
 
Ref.: 201601816353 
 
 2a Questão 
 
 
Ao se desviar de uma brusca fechada dada por um ônibus,Antônio subiu com seu veículo na 
calçada e atropelou Benedito, ferindo-o gravemente. Antonio: 
 
 terá que indenizar Benedito mesmo tendo praticado o ato em esta de necessidade. 
 
não terá que indenizar Benedito porque não praticou ato ilícito. 
 
não terá que indenizar Benedito porque o ato praticado foi no exercício regular de um 
direito 
 
terá que indenizar Benedito porque praticou ato ilícito. 
 
 
Explicação: 
Existe uma excludente de ilicitude. 
 
 
 
Ref.: 201602432855 
 
 3a Questão 
 
 
XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO Devido à indicação de luz vermelha do sinal de trânsito, 
Ricardo parou seu veículo pouco antes da faixa de pedestres. Sandro, que vinha logo atrás de 
Ricardo, também parou, guardando razoável distância entre eles. Entretanto, Tatiana, que 
trafegava na mesma faixa de rolamento, mais atrás, distraiu-se ao redigir mensagem no celular 
enquanto conduzia seu veículo, vindo a colidir com o veículo de Sandro, o qual, em seguida, 
atingiu o carro de Ricardo. Diante disso, à luz das normas que disciplinam a responsabilidade 
civil, assinale a afirmativa correta. 
 
 Caberá a Tatiana indenizar os prejuízos causados ao veículo de Sandro, e este deverá 
indenizar os prejuízos causados ao veículo de Ricardo 
 
Tatiana e Sandro têm o dever de indenizar Ricardo, na medida de sua culpa 
 
Cada um arcará com seu próprio prejuízo, visto que a responsabilidade pelos danos 
causados deve ser repartida entre todos os envolvidos. 
 Caberá a Tatiana indenizar os prejuízos causados aos veículos de Sandro e Ricardo 
 
 
Explicação: 
Tatiana terá que indenizar porque deu causa ao evento danoso. Ao se distrair na direção não 
observou que os carros estavam parados por conta do sinal vermelho. 
 
 
 
Ref.: 201601815756 
 
 4a Questão 
 
 
No que diz respeito as excludentes de ilicitude é CORRETO afirmar: I - Existe a hipótese de 
indenização por ato lícito quando a pessoa que sofreu o dano não é responsável pelo perigo. II - 
Pela regra geral, a excludente de ilicitude afasta o dever de indenizar. III - São excludentes de 
ilicitude o estado de necessidade, o fato exclusivo da vítima e a legítima defesa. 
 
 
Somente a I e III estão corretas 
 Somente a I e II estão corretas 
 
Todas estão corretas 
 
Somente a II e III estão corretas. 
 
 
 
Ref.: 201602738549 
 
 5a Questão 
 
 
(FCC - 2005 - OAB/SP - Exame da Ordem - ADAPTADA) - Existe responsabilidade civil por ato: 
 
 
lícito ou por fato jurídico, independentemente de culpa, somente nos casos especificados 
em lei. 
 lícito ou por fato jurídico, independentemente de culpa, tão só quando constatar-se risco 
ao direito de outrem. 
 ilícito, apurando-se a culpa do agente. 
 
Abusivo, ainda que sem culpa do agente. 
 
lícito ainda que contrário a vontade do agente. 
 
 
Explicação: 
ilícito, apurando-se a culpa do agente. 
 
 
 
Ref.: 201602737100 
 
 6a Questão 
 
 
(DPE/SP 2012) - Em tema de Responsabilidade Civil, considere asserções abaixo. I. Atos lícitos 
não podem engendrar responsabilidade civil contratual nem aquiliana. II. A prática de bullying 
entre crianças e adolescentes, em ambiente escolar, pode ocasionar a responsabilização de 
estabelecimento de ensino, quando caracterizada a omissão no cumprimento no dever de 
vigilância. III. Nos termos de reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça, a cláusula de 
incolumidade, inerente ao contrato de transporte, não pode ser invocada nos casos de fortuito 
interno. IV. A responsabilidade do dono ou detentor de animal pelos danos por este causado é 
objetiva. V. O consentimento informado constitui excludente de responsabilidade dos 
profissionais liberais em caso de erro médico. Dentre as asserções acima APENAS estão 
corretas. 
 
 
I e IV. 
 
I e III. 
 
III e V. 
 II e V. 
 II e IV. 
 
 
Explicação: 
II e IV. 
 
 
 
Ref.: 201602524018 
 
 7a Questão 
 
 
(CESPE - 2008 - OAB - Exame da Ordem) No que concerne ao ato ilícito e à responsabilidade 
civil, assinale a opção CORRETA: 
 
 
Quando inúmeras e sucessivas causas contribuem para a produção do evento danoso, 
todas essas causas são consideradas como adequadas a produzir o acidente e a gerar a 
responsabilidade solidária para aqueles que o provocaram. Nessa situação, cabe à vítima 
escolher a quem imputar o dever de reparar. 
 
não será obrigado a indenizar, se o empregado for absolvido pelo mesmo ato, em 
processo criminal, por insuficiência de prova. 
 A responsabilidade por ato de terceiro é objetiva e permite estender a obrigação de 
reparar o dano a pessoa diversa daquela que praticou a conduta danosa, desde que exista 
uma relação jurídica entre o causador do dano e o responsável pela indenização. 
 
A concorrência de culpas do agente causador do dano e da vítima por acidente de 
trânsito, por exemplo, no caso de colisão de veículos, acarreta a compensação dos danos, 
devendo cada parte suportar os prejuízos sofridos. 
 Os atos praticados em legítima defesa, no exercício regular de um direito ou em estado 
de necessidade, que provoquem danos morais ou materiais a outrem, embora sejam 
considerados como atos ilícitos, exoneram o causador do dano da responsabilidade pela 
reparação do prejuízo causado. 
 
 
Explicação: 
A responsabilidade por ato de terceiro é objetiva e permite estender a obrigação de reparar o 
dano a pessoa diversa daquela que praticou a conduta danosa, desde que exista uma relação 
jurídica entre o causador do dano e o responsável pela indenização. 
 
 
 
Ref.: 201602747415 
 
 8a Questão 
 
 
(III EXAME UNIFICADO/2010- adaptada) - Ricardo, buscando evitar um atropelamento, realiza 
uma manobra e atinge o muro de uma casa, causando um grave prejuízo. Em relação à 
situação acima, é correto afirmar que Ricardo: 
 
 responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de necessidade. 
 
responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em legítima defesa. 
 praticou um ato ilícito e não deverá reparar o dano, pois houve um fortuito externo. 
 
não responderá pela reparação do dano, pois agiu em estado de necessidade. 
 
praticou um ato ilícito e deverá reparar o dano. 
 
 
Explicação: 
responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de necessidade. 
 
... 
 
Fabíola, na tentativa de evitar um atropelamento realiza uma manobra arriscada e atinge 
um muro de uma casa causando graves prejuízos. Quanto a situação acima é correto 
afirmar: 
 
 Praticou um ato ilícito e deverá reparar o dano; 
 
Responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de 
necessidade; 
 Não responderá pela reparação do dano, pois agiu em estado de necessidade; 
 Responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em legítima defesa; 
 Nenhuma das alternativas. 
 
...... 
 
Joana deu seu carro a Lúcia, em comodato, pelo prazo de 5 dias, findo o qual Lúcia não devolveu o 
veículo. Dois dias depois, forte tempestade danificou a lanterna e o parachoque dianteiro do carro 
de Joana. Inconformada com o ocorrido Joana exigiu que Lúcia a indenizasse pelos danos causados 
ao veículo. 
 
 
Lúcia incorreu em inadimplemento absoluto, pois não cumpriu sua prestação no 
termo ajustado, o que inutilizou a prestação para Joana. 
 
 
Lúcia não está em mora, pois Joana não a interpelou, judicial ou extrajudicialmente. 
 
 
Lúcia não responde pelos danos causados ao veículo, pois foram decorrentes de 
força maior. 
 
 
Não há de se falar em responsabilidade civil no caso em tela. 
 
 
Lúcia deve indenizar Joana pelos danos causados ao veículo, salvo se provar que os 
mesmos ocorreriam ainda que tivesseadimplido sua prestação no termo ajustado 
 
 
1a Questão 
 
(FGV - 2012 - OAB - VII Exame da Ordem Unificado - adaptada] Em relação à responsabilidade 
civil, assinale a alternativa correta. 
 
 
Empresa locadora de veículos responde, civil e subsidiariamente, com o locatário, pelos 
danos por este causados a terceiro, no uso do carro alugado. 
 O Código Civil prevê expressamente como excludente do dever de indenizar os danos 
causados por animais, a culpa exclusiva da vítima e a força maior. 
 
Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado 
na inicial implica em sucumbência recíproca. 
 
O dano emergente compreende aquilo que a vítima efetivamente perdeu e o que 
razoavelmente deixou de ganhar com a ocorrência do fato danoso. Na reparação desse 
dano, procura-se fixar a sua extensão e a expectativa de lucro, objetivando-se a 
recomposição do patrimônio lesado 
 
A responsabilidade civil objetiva indireta é aquela decorrente de ato praticado por animais 
 
 
Explicação: 
O Código Civil prevê expressamente como excludente do dever de indenizar os danos causados 
por animais, a culpa exclusiva da vítima e a força maior. 
 
 
 
 
Ref.: 201602744026 
 
 2a Questão 
 
 
O motorista de um automóvel de passeio trafegava na contra-mão de direção de uma avenida 
quando colidiu com uma ambulância estadual que transitava na mão regular da via, em alta 
velocidade porque acionada a atender uma ocorrência. A responsabilidade civil do acidente deve 
ser imputada 
 
 
ao Estado, sob a modalidade subjetiva, devendo ser comprovada a culpa do motorista 
da ambulância. 
 
ao civil que conduzia o veículo, que responde sob a modalidade objetiva no que 
concerne aos danos apurados na viatura estadual. 
 tanto ao civil quanto ao Estado, sob a responsabilidade subjetiva, em razão de culpa 
concorrente. 
 ao civil que conduzia o veículo e invadiu a contramão, dando causa ao acidente, não 
havendo nexo de causalidade para ensejar a responsabilidade do Estado. 
 
ao Estado, uma vez que um veículo estadual (ambulância) estava envolvido no 
acidente, o que enseja a responsabilidade objetiva. 
 
 
Explicação: R:No âmbito da responsabilidade objetiva, o nexo de causalidade é o fundamento 
da responsabilidade civil do Estado, sendo que esta deixará de existir ou incidirá de forma 
atenuada quando a atividade administrativanão for a causa do dano ou quando estiver aliado a 
outras circunstâncias, ou seja, quando não for a causa única.Na culpa exclusiva da vítima, 
haverá o afastamento por completo da responsabilidade do Estado, até porque em tal caso não 
houve qualquer conduta da Administração, faltando, assim, requisitos básicos para a 
responsabilização do ente público. 
(http://www.estudodeadministrativo.com.br/novosite/noticias-ver-noticia.php?id=7940 
 
 
 
 
Ref.: 201604483917 
 
 3a Questão 
 
 
V EXAME DE ORDEM UNIFICADO João trafegava com seu veículo com velocidade incompatível 
para o local e avançou o sinal vermelho. José, que atravessava normalmente na faixa de 
pedestre, foi atropelado por João, sofrendo vários ferimentos. Para se recuperar, José, 
trabalhador autônomo, teve que ficar internado por 10 dias, sem possibilidade de trabalhar, 
além de ter ficado com várias cicatrizes no corpo. Em virtude do ocorrido, José ajuizou ação, 
pleiteando danos morais, estéticos e materiais. Com base na situação acima, assinale a 
alternativa correta. 
 
 
José terá direito apenas ao dano moral, em razão do sofrimento, e ao dano estético, em 
razão das cicatrizes. Quanto ao tempo em que ficou sem trabalhar, isso se traduz em 
lucros cessantes, que não foram pedidos, não podendo ser concedidos. 
 
José terá direito apenas ao dano moral, já que o tempo que ficou sem trabalhar é 
considerado lucros cessantes, os quais não foram expressamente requeridos, e não 
podem ser concedidos. Quanto ao dano estético, esse é inacumulável com o dano moral, 
já estando incluído neste. 
 
José não tem direito a indenização porque não teve o devido cuidado ao atravessar na 
faixa de pedestre. 
(item acrescentado na questão original) 
 
 
José não poderá receber a indenização na forma pleiteada, já que o dano moral e o dano 
estético são inacumuláveis. Assim, terá direito apenas ao dano moral, em razão do 
sofrimento e das cicatrizes, e ao dano material, em razão do tempo que ficou sem 
trabalhar. 
 José terá direito a receber a indenização na forma pleiteada: o dano moral em razão das 
lesões e do sofrimento por ele sentido, o dano material em virtude do tempo que ficou 
sem trabalhar e o dano estético em razão das cicatrizes com que ficou. 
 
 
Explicação: 
Poderá pleitear dano material, moral e estético porque são cumuláveis. 
 
 
 
 
Ref.: 201602642965 
 
 4a Questão 
 
 
João trafegava com seu táxi por via pública de grande movimento, acima da velocidade máxima 
permitida. Ao avistar criança (a mais ou menos 300m de seu veículo), que tentava concluir a 
travessia da via, buzinou para que a mesma retornasse ao passeio, pois o semáforo estava 
aberto para os automóveis. Em vão foi sua tentativa e João acabou por atropelar a criança, a 
qual sobreviveu. De quem é a culpa? 
 
 
Dos pais da criança - culpa "in vigilando". 
 
Há culpa concorrente. 
 Da criança, porque tentou atravessar com o semáforo indicando sinal aberto para os 
automóveis. 
 De João, porque trafegava em alta velocidade, não dirigindo, assim, com a devida 
cautela e atenção. 
 
 
 
 
Ref.: 201601817178 
 
 5a Questão 
 
 
Ação indenizatória por danos materiais e morais movida por Antonio em face de José, fundada 
no seguinte fato: o veículo do réu (José) colidiu com a porta do veículo do autor (Antonio) no 
momento em que este desembarcava do mesmo, decepando-lhe três dedos da mão esquerda. 
Em contestação, o réu alega e prova que o autor, além de estar parado em fila dupla, abriu a 
porta do veículo inadvertidamente no momento em que passava o veículo do réu. Dando os 
fatos como provados, assinale a afirmativa correta, justificadamente: 
 
 O réu (José) não terá que indenizar porque houve culpa exclusiva da vítima. 
 
A indenização deverá ser reduzida porque houve na espécie culpa concorrente (art. 945 
do C.Civil). 
 
O réu terá que indenizar porque o caso é de responsabilidade objetiva, pelo que 
irrelevante a ocorrência de culpa. 
 O réu terá que indenizar porque violou o dever de cuidado ¿ era previsível que alguém 
poderia saltar de um veículo parado em fila dupla. 
 
 
Explicação: 
Existe uma excludente de nexo causal. 
 
 
 
 
Ref.: 201602437414 
 
 6a Questão 
 
 
I. A teoria do risco integral ¿ é a concepção mais radical da responsabilidade objetiva II. A 
teoria do risco criado ¿ é aquele adotada pelo art. 927, par. un., do Código Civil. III. A teoria do 
risco criado se fundamenta na obrigação de reparar o dano, em razão da atividade desenvolvida 
pelo ofensor, e geradora do fato danoso. IV. São hipóteses de aplicação legal da teoria do risco: 
art. 37, §6º da CR; artigos 12 a 14 do CDC; artigos ¿ 734, 936 e 937 do Código Civil. Marque a 
alternativa correta 
 
 
semente três são verdadeiras 
 c) Todas são verdadeiras 
 
Todas são falsas 
 
Somente duas são verdadeiras 
 
 
 
 
Ref.: 201602300757 
 
 7a Questão 
 
 
O Direito Civil aceita determinadas causas de exclusão de responsabilidade. Indique, dentre as 
alternativas abaixo, aquela que NÃO exerce essa função. 
 
 Culpa concorrente da vítima 
 Culpa ou fato de terceiro 
 
Exercício regular de direito 
 
Culpa exclusiva da vítima 
 
Caso fortuito ou força maior 
 
 
Explicação: 
Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamentepara o evento danoso, a sua indenização 
será fixada tendo-se em conta a gravidade da sua culpa, em confronto com a do autor do dano. 
Na culpa concorrente o dever de indenizar não é afastado. 
 
 
 
 
Ref.: 201602795046 
 
 8a Questão 
 
 
O nexo de causalidade é a relação necessária entre o evento danoso e a ação que o produziu. Não 
há como confundir nexo de causalidade e imputabilidade. A imputabilidade diz respeito a 
elementos subjetivos, e o nexo de causalidade, a elementos objetivos. Dentre os motivos abaixo 
relacionado, qual não é uma excludente de nexo de causalidade: 
 
 
Culpa de terceiro. 
 
Força maior ou caso fortuito. 
 Culpa exclusiva da vítima. 
 Culpa não concorrente. 
 
Culpa comum. 
 
 
Explicação: para uma melhor resposta devemos nos socorrer da legislação - art. 927, parágrafo 
único, do CC/02 trata da responsabilidade objetiva, prevendo que haverá a obrigação de reparar 
o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei. - o vínculo entre o prejuízo 
e a ação designa-se ¿nexo causal¿, de modo que o fato lesivo deverá ser oriundo da ação, 
diretamente ou como sua conseqüência previsível¿ - tal nexo representa, portanto, uma relação 
necessária entre o evento danoso e a ação que o produziu, de tal sorte que esta é considerada 
sua causa, e assevera que, todavia não será necessário que o dano resulte apenas e 
imediatamente do fato que o produziu e bastará que se verifique que o dano não ocorreria se o 
fato não tivesse acontecido - assim, não que se falar em culpa não concorrente, pois e a culpa for 
concorrente, o dever de indenizar subsistirá. A culpa concorrente ou o fato concorrente apenas 
diminui a responsabilização, atenuando o nexo de causalidade. 
 
1a Questão 
 
(CESPE - 2008 - OAB - Exame da Ordem) No que concerne ao ato ilícito e à responsabilidade 
civil, assinale a opção CORRETA: 
 
 
Os atos praticados em legítima defesa, no exercício regular de um direito ou em estado 
de necessidade, que provoquem danos morais ou materiais a outrem, embora sejam 
considerados como atos ilícitos, exoneram o causador do dano da responsabilidade pela 
reparação do prejuízo causado. 
 
não será obrigado a indenizar, se o empregado for absolvido pelo mesmo ato, em 
processo criminal, por insuficiência de prova. 
 A concorrência de culpas do agente causador do dano e da vítima por acidente de 
trânsito, por exemplo, no caso de colisão de veículos, acarreta a compensação dos danos, 
devendo cada parte suportar os prejuízos sofridos. 
 
Quando inúmeras e sucessivas causas contribuem para a produção do evento danoso, 
todas essas causas são consideradas como adequadas a produzir o acidente e a gerar a 
responsabilidade solidária para aqueles que o provocaram. Nessa situação, cabe à vítima 
escolher a quem imputar o dever de reparar. 
 A responsabilidade por ato de terceiro é objetiva e permite estender a obrigação de 
reparar o dano a pessoa diversa daquela que praticou a conduta danosa, desde que exista 
uma relação jurídica entre o causador do dano e o responsável pela indenização. 
 
 
Explicação: 
A responsabilidade por ato de terceiro é objetiva e permite estender a obrigação de reparar o 
dano a pessoa diversa daquela que praticou a conduta danosa, desde que exista uma relação 
jurídica entre o causador do dano e o responsável pela indenização. 
 
 
 
 
Ref.: 201602300770 
 
 2a Questão 
 
 
O motorista de um automóvel de passeio trafegava na contra-mão de direção de uma avenida 
quando colidiu com uma ambulância estadual que transitava na mão regular da via, em alta 
velocidade porque acionada a atender uma ocorrência. A responsabilidade civil do acidente deve 
ser imputada 
 
 ao Estado, sob a modalidade subjetiva, devendo ser comprovada a culpa do motorista 
da ambulância. 
 
tanto ao civil quanto ao Estado, sob a responsabilidade subjetiva, em razão de culpa 
concorrente. 
 ao civil que conduzia o veículo e invadiu a contramão, dando causa ao acidente, não 
havendo nexo de causalidade para ensejar a responsabilidade do Estado. 
 
ao Estado, uma vez que um veículo estadual (ambulância) estava envolvido no acidente, 
o que enseja a responsabilidade objetiva. 
 
ao civil que conduzia o veículo, que responde sob a modalidade objetiva no que 
concerne aos danos apurados na viatura estadual. 
 
 
Explicação: 
Trata-se de fato exclusivo da vítima que é uma excludente de nexo causal. 
 
 
 
 
Ref.: 201602517982 
 
 3a Questão 
 
 
2015 - Banca: FAPEC - Órgão: MPE-MS - Prova: Promotor de Justiça Substituto. Tratando-se de 
indenização, é correto afirmar que: 
 
 
A indenização é mensurada pela extensão do dano, inexistindo a possibilidade de sua 
redução pela via da equidade. 
 Não se deduz o valor do seguro obrigatório da indenização judicialmente fixada.| 
 
O acidente que cause morte de filho menor, caso este não exerça trabalho remunerado, 
não é indenizável. 
 
Não se cumulam as indenizações por dano moral e dano material oriundos do mesmo 
fato. 
 A teoria da causalidade adequada é aplicável na fixação da indenização. 
 
 
Explicação: 
A teoria da causalidade adequada é aplicável na fixação da indenização. 
 
 
 
 
Ref.: 201601815762 
 
 4a Questão 
 
 
Quando a doutrina trata do nexo causal no âmbito do Direito Civil a teoria adotada foi a 
seguinte: 
 
 causalidade adequada 
 
conditio sine qua non 
 equivalência dos antecedentes 
 
do risco 
 
 
Explicação: 
Teoria da causalidade adequada. 
 
 
 
 
Ref.: 201602444631 
 
 5a Questão 
 
 
Considere a seguinte proposição: Caminhando pelo calçamento, pedestre é atacado por cão feroz 
que escapou por buraco no muro da residência de seu dono. O dono do cão será responsabilizado, 
salvo se provar: 
 
 Motivo de força maior. 
 
Desconhecer que o cão era feroz 
 Que o pedestre estava próximo ao muro. 
 
Não ter tido condições financeiras para reparar o buraco. 
 
Ser diligente nos cuidados com o cão 
 
 
Explicação: 
Motivo de força maior. 
 
 
 
 
Ref.: 201602554366 
 
 6a Questão 
 
 
Marque a alternativa correta: 
 
 
É responsável pela reparação civil o empregador, por seus empregados, serviçais e 
prepostos, no exercício do trabalho que lhes compete, ou em razão dele, cuja 
responsabilidade é subjetiva; 
 Na responsabilidade civil, a teoria do risco integral é adotada no dano ambiental, seguro 
obrigatório, danos nucleares e na responsabilidade objetiva do Estado; 
 Na responsabilidade civil, a culpa da vítima não impede que se concretize o nexo causal; 
 
A responsabilidade dos pais em relação aos filhos é subjetiva, tendo que provar que 
houve negligência em relação aos cuidados necessários decorrente da guarda. 
 
Na responsabilidade civil, a culpa exclusiva da vítima impede inclusive a indenização 
decorrente do seguro obrigatório (DPVAT); 
 
 
Explicação: 
Na responsabilidade civil, a culpa da vítima não impede que se concretize o nexo causal; 
 
 
 
 
Ref.: 201602370606 
 
 7a Questão 
 
 
FGV - DPE/RJ - Técnico Superior Judiciário. Anderson comprou um veículo usado de Cláudio 
pelo preço de trinta mil reais. Convencionaram que parte do valor seria pago de forma 
parcelada e que a transferência perante o DETRAN somente seria feita após o pagamento 
integral do preço, não obstante a entrega do bem tenha ocorrido imediatamente após a 
celebração do contrato. Acontece que, nesse período, antes do pagamento integral do preço e 
da transferência do bem para o nome do adquirente, Anderson, utilizando o veículo para 
trabalhar, por imprudência, perdeu o controle do carro e atropelou uma pessoa que caminhava 
pela calçada. Verifica-sena hipótese que: 
 
 
há responsabilidade civil solidária de Anderson e Cláudio, podendo Cláudio exercer o 
direito regressivo posteriormente perante Anderson. 
 há responsabilidade civil exclusiva de Cláudio, já que continua sendo o proprietário do 
veículo. 
 
há responsabilidade civil de Cláudio, por ser o proprietário do veículo, e de Anderson, 
por ter atropelado a vítima, mas a obrigação não é solidária. 
 
há responsabilidade civil exclusiva de Anderson, embora o veículo ainda pertença a 
Cláudio. 
 há responsabilidade civil exclusiva de Anderson, já que o veículo não mais pertence a 
Cláudio. 
 
 
Explicação: 
há responsabilidade civil exclusiva de Anderson, já que o veículo não mais pertence a Cláudio. 
 
 
 
 
Ref.: 201602734942 
 
 8a Questão 
 
 
(OAB/ VII Exame Unificado/2012/adaptada) - Em relação à responsabilidade civil, assinale a 
alternativa correta. 
 
 
No que tange ao pagamento da indenização, o ordenamento jurídico brasileiro veda 
expressamente a cumulação de pedidos. 
 Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado 
na inicial implica em sucumbência recíproca 
 
Empresa locadora de veículos responde, civil e subsidiariamente, com o locatário, pelos 
danos por este causados a terceiro, no uso do carro alugado 
 O Código Civil prevê expressamente como excludente do dever de indenizar os danos 
causados por animais, a culpa exclusiva da vítima e a força maior 
 
A responsabilidade civil objetiva indireta é aquela decorrente de ato praticado por 
animais. 
 
 
Explicação: 
O Código Civil prevê expressamente como excludente do dever de indenizar os danos causados 
por animais, a culpa exclusiva da vítima e a força maior. 
 
 
1a Questão 
 
O nexo de causalidade é a relação necessária entre o evento danoso e a ação que o produziu. 
Não há como confundir nexo de causalidade e imputabilidade. A imputabilidade diz respeito a 
elementos subjetivos, e o nexo de causalidade, a elementos objetivos. Dentre os motivos 
abaixo relacionado, qual não é uma excludente de nexo de causalidade: 
 
 
Culpa comum. 
 Culpa não concorrente. 
 
Culpa exclusiva da vítima. 
 Culpa de terceiro. 
 
Força maior ou caso fortuito. 
 
 
Explicação: para uma melhor resposta devemos nos socorrer da legislação - art. 927, parágrafo 
único, do CC/02 trata da responsabilidade objetiva, prevendo que haverá a obrigação de 
reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei. - o vínculo entre 
o prejuízo e a ação designa-se ¿nexo causal¿, de modo que o fato lesivo deverá ser oriundo da 
ação, diretamente ou como sua conseqüência previsível¿ - tal nexo representa, portanto, uma 
relação necessária entre o evento danoso e a ação que o produziu, de tal sorte que esta é 
considerada sua causa, e assevera que, todavia não será necessário que o dano resulte apenas 
e imediatamente do fato que o produziu e bastará que se verifique que o dano não ocorreria se 
o fato não tivesse acontecido - assim, não que se falar em culpa não concorrente, pois e a culpa 
for concorrente, o dever de indenizar subsistirá. A culpa concorrente ou o fato concorrente 
apenas diminui a responsabilização, atenuando o nexo de causalidade. 
 
 
 
Ref.: 201602737703 
 
 2a Questão 
 
 
(FGV - 2012 - OAB - VII Exame da Ordem Unificado - adaptada] Em relação à responsabilidade 
civil, assinale a alternativa correta. 
 
 
Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao postulado 
na inicial implica em sucumbência recíproca. 
 A responsabilidade civil objetiva indireta é aquela decorrente de ato praticado por animais 
 
O dano emergente compreende aquilo que a vítima efetivamente perdeu e o que 
razoavelmente deixou de ganhar com a ocorrência do fato danoso. Na reparação desse 
dano, procura-se fixar a sua extensão e a expectativa de lucro, objetivando-se a 
recomposição do patrimônio lesado 
 O Código Civil prevê expressamente como excludente do dever de indenizar os danos 
causados por animais, a culpa exclusiva da vítima e a força maior. 
 
Empresa locadora de veículos responde, civil e subsidiariamente, com o locatário, pelos 
danos por este causados a terceiro, no uso do carro alugado. 
 
 
Explicação: 
O Código Civil prevê expressamente como excludente do dever de indenizar os danos causados 
por animais, a culpa exclusiva da vítima e a força maior. 
 
 
 
Ref.: 201602744026 
 
 3a Questão 
 
 
O motorista de um automóvel de passeio trafegava na contra-mão de direção de uma avenida 
quando colidiu com uma ambulância estadual que transitava na mão regular da via, em alta 
velocidade porque acionada a atender uma ocorrência. A responsabilidade civil do acidente deve 
ser imputada 
 
 
ao Estado, sob a modalidade subjetiva, devendo ser comprovada a culpa do motorista 
da ambulância. 
 ao Estado, uma vez que um veículo estadual (ambulância) estava envolvido no 
acidente, o que enseja a responsabilidade objetiva. 
 ao civil que conduzia o veículo e invadiu a contramão, dando causa ao acidente, não 
havendo nexo de causalidade para ensejar a responsabilidade do Estado. 
 
ao civil que conduzia o veículo, que responde sob a modalidade objetiva no que 
concerne aos danos apurados na viatura estadual. 
 
tanto ao civil quanto ao Estado, sob a responsabilidade subjetiva, em razão de culpa 
concorrente. 
 
 
Explicação: R:No âmbito da responsabilidade objetiva, o nexo de causalidade é o fundamento 
da responsabilidade civil do Estado, sendo que esta deixará de existir ou incidirá de forma 
atenuada quando a atividade administrativanão for a causa do dano ou quando estiver aliado a 
outras circunstâncias, ou seja, quando não for a causa única.Na culpa exclusiva da vítima, 
haverá o afastamento por completo da responsabilidade do Estado, até porque em tal caso não 
houve qualquer conduta da Administração, faltando, assim, requisitos básicos para a 
responsabilização do ente público. 
(http://www.estudodeadministrativo.com.br/novosite/noticias-ver-noticia.php?id=7940 
 
 
 
Ref.: 201602370606 
 
 4a Questão 
 
 
FGV - DPE/RJ - Técnico Superior Judiciário. Anderson comprou um veículo usado de Cláudio 
pelo preço de trinta mil reais. Convencionaram que parte do valor seria pago de forma 
parcelada e que a transferência perante o DETRAN somente seria feita após o pagamento 
integral do preço, não obstante a entrega do bem tenha ocorrido imediatamente após a 
celebração do contrato. Acontece que, nesse período, antes do pagamento integral do preço e 
da transferência do bem para o nome do adquirente, Anderson, utilizando o veículo para 
trabalhar, por imprudência, perdeu o controle do carro e atropelou uma pessoa que caminhava 
pela calçada. Verifica-se na hipótese que: 
 
 
há responsabilidade civil exclusiva de Anderson, embora o veículo ainda pertença a 
Cláudio. 
 
há responsabilidade civil de Cláudio, por ser o proprietário do veículo, e de Anderson, 
por ter atropelado a vítima, mas a obrigação não é solidária. 
 há responsabilidade civil exclusiva de Anderson, já que o veículo não mais pertence a 
Cláudio. 
 
há responsabilidade civil exclusiva de Cláudio, já que continua sendo o proprietário do 
veículo. 
 
há responsabilidade civil solidária de Anderson e Cláudio, podendo Cláudio exercer o 
direito regressivo posteriormente perante Anderson. 
 
 
Explicação: 
há responsabilidade civil exclusiva de Anderson, já que o veículo não mais pertence a Cláudio. 
 
 
 
Ref.: 201601815762 
 
 5a Questão 
 
 
Quando a doutrina trata do nexo causal no âmbito do Direito Civil a teoria adotada foi a 
seguinte: 
 
 conditio sine qua non 
 
do risco 
 causalidadeadequada 
 
equivalência dos antecedentes 
 
 
Explicação: 
Teoria da causalidade adequada. 
 
 
 
Ref.: 201602300770 
 
 6a Questão 
 
 
O motorista de um automóvel de passeio trafegava na contra-mão de direção de uma avenida 
quando colidiu com uma ambulância estadual que transitava na mão regular da via, em alta 
velocidade porque acionada a atender uma ocorrência. A responsabilidade civil do acidente deve 
ser imputada 
 
 ao civil que conduzia o veículo, que responde sob a modalidade objetiva no que 
concerne aos danos apurados na viatura estadual. 
 
tanto ao civil quanto ao Estado, sob a responsabilidade subjetiva, em razão de culpa 
concorrente. 
 
ao Estado, uma vez que um veículo estadual (ambulância) estava envolvido no acidente, 
o que enseja a responsabilidade objetiva. 
 
ao Estado, sob a modalidade subjetiva, devendo ser comprovada a culpa do motorista 
da ambulância. 
 ao civil que conduzia o veículo e invadiu a contramão, dando causa ao acidente, não 
havendo nexo de causalidade para ensejar a responsabilidade do Estado. 
 
 
Explicação: 
Trata-se de fato exclusivo da vítima que é uma excludente de nexo causal. 
 
 
 
Ref.: 201602524018 
 
 7a Questão 
 
 
(CESPE - 2008 - OAB - Exame da Ordem) No que concerne ao ato ilícito e à responsabilidade 
civil, assinale a opção CORRETA: 
 
 
não será obrigado a indenizar, se o empregado for absolvido pelo mesmo ato, em 
processo criminal, por insuficiência de prova. 
 
A concorrência de culpas do agente causador do dano e da vítima por acidente de 
trânsito, por exemplo, no caso de colisão de veículos, acarreta a compensação dos danos, 
devendo cada parte suportar os prejuízos sofridos. 
 A responsabilidade por ato de terceiro é objetiva e permite estender a obrigação de 
reparar o dano a pessoa diversa daquela que praticou a conduta danosa, desde que exista 
uma relação jurídica entre o causador do dano e o responsável pela indenização. 
 
Quando inúmeras e sucessivas causas contribuem para a produção do evento danoso, 
todas essas causas são consideradas como adequadas a produzir o acidente e a gerar a 
responsabilidade solidária para aqueles que o provocaram. Nessa situação, cabe à vítima 
escolher a quem imputar o dever de reparar. 
 
Os atos praticados em legítima defesa, no exercício regular de um direito ou em estado 
de necessidade, que provoquem danos morais ou materiais a outrem, embora sejam 
considerados como atos ilícitos, exoneram o causador do dano da responsabilidade pela 
reparação do prejuízo causado. 
 
 
Explicação: 
A responsabilidade por ato de terceiro é objetiva e permite estender a obrigação de reparar o 
dano a pessoa diversa daquela que praticou a conduta danosa, desde que exista uma relação 
jurídica entre o causador do dano e o responsável pela indenização. 
 
 
 
Ref.: 201602554366 
 
 8a Questão 
 
 
Marque a alternativa correta: 
 
 
A responsabilidade dos pais em relação aos filhos é subjetiva, tendo que provar que 
houve negligência em relação aos cuidados necessários decorrente da guarda. 
 Na responsabilidade civil, a culpa da vítima não impede que se concretize o nexo causal; 
 
É responsável pela reparação civil o empregador, por seus empregados, serviçais e 
prepostos, no exercício do trabalho que lhes compete, ou em razão dele, cuja 
responsabilidade é subjetiva; 
 
Na responsabilidade civil, a teoria do risco integral é adotada no dano ambiental, seguro 
obrigatório, danos nucleares e na responsabilidade objetiva do Estado; 
 
Na responsabilidade civil, a culpa exclusiva da vítima impede inclusive a indenização 
decorrente do seguro obrigatório (DPVAT); 
 
 
Explicação: 
Na responsabilidade civil, a culpa da vítima não impede que se concretize o nexo causal; 
 
1. 
 
 
A indenização por ato ilícito: 
 
 
 
só será devida quando ficar configurado dano material. 
 
 
Em todas as possibilidades de responsabilização, só será devida na hipótese de se 
apurar dolo ou culpa grave do agente. 
 
 
não será devida, se ficar configurado apenas abuso de direito. 
 
 
Súmula do Superior Tribunal de Justiça adota entendimento de que não é possível a 
cumulação das indenizações de dano estético e dano moral 
 
 
será devida, ainda que o dano seja exclusivamente moral. 
 
2. 
 
 
(Ano: 2015, Banca: CETAP, Órgão: MPCM, Prova: Analista - Direito) Um navio da empresa 
X deixou vazar substancia química em águas onde a pesca era regularmente autorizada. 
Em decorrência da poluição das águas provocadas pelo vazamento, a pesca na região foi 
proibida pelos órgãos municipais e ambientais por um mês. Por conta disso, João, 
pescador profissional, ficou privado de exercer suas atividades nesse período. Neste caso, 
de acordo com a jurisprudência consolidada do STJ, João tem direito a ser indenizado pela 
empresa X: 
 
 
apenas pelos danos emergentes. O termo inicial dos juros moratórios e a data da 
citação da empresa. 
 
 
pelos danos materiais e morais. O termo inicial dos juros moratórios e a data do 
evento danoso. 
 
 
apenas pelos danos emergentes e lucros cessantes. O termo inicial dos juros 
moratórios e a data do evento danoso. 
 
 
pelos danos materiais e morais. O termo inicial dos juros moratórios e a data da 
citação da empresa. 
 
 
apenas pelos danos emergentes e lucros cessantes. O termo inicial dos juros 
moratórios e a data da citação da empresa. 
 
 
 
 
 
 
 
3. 
 
 
Sobre o dano moral, é correto afirmar: 
 
 Lucros cessantes são uma espécie de dano moral. 
 Pessoa jurídica não sofre dano moral. 
 
Não é possível cumular indenizaçãopor dano material com indenização por dano 
moral, decorrentes de um mesmo evento. 
 Pessoa jurídica é detentora de honra subjetiva. 
 Pessoa jurídica é detentora de honra objetiva. 
 
4. 
 
 
Veja a assertiva e, em seguida, marque a alternativa de acordo com o 
direcionamento abaixo descrito. 
A indenização por perda de uma chance, segundo entendimento doutrinário e pretoriano 
dominante, é devida quando: 
 
 
possa importar na mitigação do nexo de causalidade. 
 
 
a pessoa tenha de sofrer um dano imediato e concreto. 
 
 
a pessoa veja frustrada uma oportunidade, em futuro próximo, que ocorreria 
se as coisas seguissem normalmente. 
 
 
a pessoa veja frustrada uma oportunidade, mesmo em tempo distante, que 
ocorreria se as coisas seguissem normalmente. 
 
 
a pessoa veja frustrada uma vitória judicial ou uma cura médica por qualquer 
erro do profissional. 
 
 
 
 
5. 
 
 
Sob
re 
dan
o 
mor
al, é 
corr
eto 
afir
mar
: 
 
 A quantificação por danos morais está sujeita a tabelamento e a valores fixos. 
 
Como indenização por dano moral, não é possível, por exemplo, que uma vítima 
obtenha direito de resposta em caso de atentado contra honra praticado por 
veículo de comunicação, sendo possível apenas o recebimento de quantia em 
dinheiro. 
 
A natureza de reparação dos danos morais, e não de ressarcimento, é o que 
justifica a não incidência de imposto de renda sobre o valor recebido a título de 
compensação por tal espécie de dano. 
 
O dano moral indenizável pressupõe necessariamente a verificação de 
sentimentos humanos desagradáveis, como dor ou sofrimento, por isso não se 
pode falar em dano moral da pessoa jurídica. 
 
O descumprimento de um contrato não gera dano moral, ainda que envolvido 
valor fundamental protegido pela Constituição Federal de 1988. 
 
 
 
 
 
 
6. 
 
 
O Dano é a lesão - diminuição ou destruição - que devido a certo evento, sofre uma 
pessoa,contra sua vontade, em qualquer bem ou interesse jurídico, patrimonial ou moral. 
Diante dos requisitos abaixo relacionados, qual não se aplica ao Dano: 
 
 Ausência de legitimidade. 
 Efetividade da certeza do Dano. 
 Subsistência do dano no momento da reclamação do lesado. 
 Diminuição ou destruição de um bem jurídico, patrimonial ou moral. 
 Ausência de causas excludentes de responsabilidade. 
 
7. 
 
 
¿É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por 
dano material, moral ou a imagem¿ (inciso V do Art. 5º. da Constituição Federal). Os 
juristas entendem que 
 
 
a publicação de fotografia sem a autorização do fotografado não constitui dano à 
imagem. 
 
 
por dano moral deve-se entender todo aquele que não venha a afetar o patrimônio 
material da vítima. 
 
 
o direito de resposta não ficou prejudicado com a extinção da Lei de Imprensa. 
 
 
o valor das indenizações relacionadas ao direito de resposta fica pendente até a 
aprovação de nova norma. 
 
 
nos conglomerados de comunicação o direito de resposta deve ser divulgado em 
todas as mídias. 
 
 
 
 
(PGE/SC 2009) Assinale a alternativa incorreta. 
 
 
 
De acordo com o Novo Código Civil, a responsabilidade civil dos pais pelos atos dos 
filhos é regulada pela teoria da responsabilidade objetiva. 
 
 
De acordo com o Novo Código Civil, o grau de culpa do agente nunca poderá 
influenciar na quantificação do prejuízo. 
 
 
O fato exclusivo da vítima e o caso fortuito e de força maior são excludentes da 
causalidade. 
 
 
A indenização mede-se pela extensão do dano. 
 
 
A teoria do dano direto e imediato é aplicável ao sistema de responsabilidade civil 
brasileiro. 
 
1. 
 
 
(TRT 4ª 2012 - FCC - Juiz do Trabalho Substituto) De acordo com o Código Civil, assinale 
a opção CORRETA: 
 
 
a regra geral é a da responsabilidade objetiva, sendo excepcional a responsabilidade 
subjetiva. 
 
 
o incapaz nunca responde pelos prejuízos que causar. 
 
 
por expressa disposição, a configuração do abuso do direito demanda a 
comprovação de culpa. 
 
 
os empresários individuais e as sociedades empresárias respondem somente nos 
casos de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulação. 
 
 
a ofensa à boa-fé objetiva, quando implicar danos, dá azo a obrigação de indenizar. 
 
2. 
 
 
Prova: FCC - 2014 - TRT - 24ª REGIÃO (MS) - Juiz do Trabalho Substituto O ator Celso, ao 
atravessar a rua, em local proibido, foi atropelado por um carro, cujo motorista não tinha 
habilitação para dirigir e que trafegava em velocidade incompatível com aquele local. Do 
acidente resultaram cicatrizes que lhe comprometeram a aparência, tendo perdido 
trabalhos durante alguns meses. Neste caso, poderá pleitear 
 
 
apenas indenização por danos materiais e morais ou, alternativamente, por danos 
materiais e estéticos, mas o juiz deverá, ao fixar a indenização, ter em conta a 
gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano. 
 
 
indenização por danos materiais, morais e estéticos, cumulativamente, mas o juiz 
não poderá levar em conta a culpa da vítima, porque o motorista não possuía 
habilitação para dirigir. 
 
 
apenas indenização por danos materiais, porque de acidentes de veículo não se 
podem extrair danos morais, e os estéticos só serão indenizáveis quando, também, 
se reconhecerem danos morais. 
 
 
indenização por danos materiais, morais e estéticos cumulativamente, mas o juiz 
deverá, ao fixar a indenização, ter em conta a gravidade de sua culpa em confronto 
com a do autor do dano. 
 
 
somente metade da indenização dos dias em que ficou sem trabalhar e que, 
comprovadamente, não lhe tiverem sido ressarcidos pelo empregador, em razão da 
culpa recíproca. 
3. 
 
 
(TJ/PE 2013 - FCC - JUIZ SUBSTITUTO) - O abuso de direito acarreta: 
 
 
 
indenização apenas em hipóteses previstas expressamente em lei. 
 
 
consequências jurídicas apenas se decorrente de coação, ou de negócio fraudulento 
ou simulado 
 
 
apenas a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pela parte 
prejudicada, independentemente de decisão judicial 
 
 
indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele. 
 
 
somente a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pelo juiz. 
 
4. 
 
Veja a assertiva e, em seguida, marque a alternativa de acordo com o 
direcionamento abaixo descrito. 
 
A indenização por perda de uma chance, segundo entendimento doutrinário e pretoriano 
dominante, é devida quando: 
 
 
a pessoa veja frustrada uma oportunidade, mesmo em tempo distante, que 
ocorreria se as coisas seguissem normalmente. 
 
 
a pessoa tenha de sofrer um dano imediato e concreto. 
 
 
possa importar na mitigação do nexo de causalidade. 
 
 
a pessoa veja frustrada uma oportunidade, em futuro próximo, que ocorreria se as 
coisas seguissem normalmente. 
 
 
a pessoa veja frustrada uma vitória judicial ou uma cura médica por qualquer erro 
do profissional. 
 
5. 
 
 
¿É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por 
dano material, moral ou a imagem¿ (inciso V do Art. 5º. da Constituição Federal). Os 
juristas entendem que 
 
 
o direito de resposta não ficou prejudicado com a extinção da Lei de Imprensa. 
 
 
o valor das indenizações relacionadas ao direito de resposta fica pendente até a 
aprovação de nova norma. 
 
 
nos conglomerados de comunicação o direito de resposta deve ser divulgado em 
todas as mídias. 
 
 
a publicação de fotografia sem a autorização do fotografado não constitui dano à 
imagem. 
 
 
por dano moral deve-se entender todo aquele que não venha a afetar o patrimônio 
material da vítima 
 
6. 
 
 
Sobre o dano moral, é correto afirmar: 
 
 Lucros cessantes são uma espécie de dano moral. 
 Pessoa jurídica é detentora de honra objetiva. 
 
Não é possível cumular indenizaçãopor dano material com indenização por dano 
moral, decorrentes de um mesmo evento. 
 Pessoa jurídica não sofre dano moral. 
 Pessoa jurídica é detentora de honra subjetiva. 
 
7. 
 
 
A indenização por ato ilícito: 
 
 
 
só será devida quando ficar configurado dano material. 
 
 
Súmula do Superior Tribunal de Justiça adota entendimento de que não é possível a 
cumulação das indenizações de dano estético e dano moral 
 
 
não será devida, se ficar configurado apenas abuso de direito. 
 
 
será devida, ainda que o dano seja exclusivamente moral. 
 
 
Em todas as possibilidades de responsabilização, só será devida na hipótese de se 
apurar dolo ou culpa grave do agente. 
8. 
 
 
(PGE/SC 2009) Assinale a alternativa incorreta. 
 
 
 
De acordo com o Novo Código Civil, a responsabilidade civil dos pais pelos atos dos 
filhos é regulada pela teoria da responsabilidade objetiva. 
 
 
A indenização mede-se pela extensão do dano. 
 
 
De acordo com o Novo Código Civil, o grau de culpa do agente nunca poderá 
influenciar na quantificação do prejuízo. 
 
 
A teoria do dano direto e imediato é aplicável ao sistema de responsabilidade civil 
brasileiro. 
 
 
O fato exclusivo da vítima e o caso fortuito e de força maior são excludentes da 
causalidade. 
 
1. 
 
 
Sobre dano moral, é correto afirmar: 
 
 
 
A quantificação por danos morais está sujeita a tabelamento e a valores fixos. 
 
 
O dano moral indenizável pressupõe necessariamente a verificação de sentimentos 
humanos desagradáveis, como dor ou sofrimento, por isso não se pode falar em 
dano moral da pessoa jurídica.A natureza de reparação dos danos morais, e não de ressarcimento, é o que 
justifica a não incidência de imposto de renda sobre o valor recebido a título de 
compensação por tal espécie de dano. 
 
 
Como indenização por dano moral, não é possível, por exemplo, que uma vítima 
obtenha direito de resposta em caso de atentado contra honra praticado por veículo 
de comunicação, sendo possível apenas o recebimento de quantia em dinheiro. 
 
 
O descumprimento de um contrato não gera dano moral, ainda que envolvido valor 
fundamental protegido pela Constituição Federal de 1988. 
 
2. 
 
 
(Ano: 2015, Banca: CETAP, Órgão: MPCM, Prova: Analista - Direito) Um navio da empresa 
X deixou vazar substancia química em águas onde a pesca era regularmente autorizada. 
Em decorrência da poluição das águas provocadas pelo vazamento, a pesca na região foi 
proibida pelos órgãos municipais e ambientais por um mês. Por conta disso, João, 
pescador profissional, ficou privado de exercer suas atividades nesse período. Neste caso, 
de acordo com a jurisprudência consolidada do STJ, João tem direito a ser indenizado pela 
empresa X: 
 
 
pelos danos materiais e morais. O termo inicial dos juros moratórios e a data da 
citação da empresa. 
 
 
apenas pelos danos emergentes. O termo inicial dos juros moratórios e a data da 
citação da empresa. 
 
 
apenas pelos danos emergentes e lucros cessantes. O termo inicial dos juros 
moratórios e a data do evento danoso. 
 
 
pelos danos materiais e morais. O termo inicial dos juros moratórios e a data do 
evento danoso. 
 
 
apenas pelos danos emergentes e lucros cessantes. O termo inicial dos juros 
moratórios e a data da citação da empresa. 
 
 
3. 
 
 
O Dano é a lesão - diminuição ou destruição - que devido a certo evento, sofre uma 
pessoa, contra sua vontade, em qualquer bem ou interesse jurídico, patrimonial ou moral. 
Diante dos requisitos abaixo relacionados, qual não se aplica ao Dano: 
 
 
Ausência de causas excludentes de responsabilidade. 
 
 
Efetividade da certeza do Dano. 
 
 
Ausência de legitimidade. 
 
 
Subsistência do dano no momento da reclamação do lesado. 
 
 
Diminuição ou destruição de um bem jurídico, patrimonial ou moral. 
 
 
 
 
 
Analise o 
caso e, em 
seguida, 
marque a 
alternativa 
CORRETA. 
O Jornal 
ZY 
divulgou 
em sua 
página da 
internet a 
notícia de 
que Erínia, 
por 
vingança, 
havia 
matado 
sua 
enteada de 
três anos. 
Entretanto, 
a foto 
divulgada, 
por erro da 
edição do 
jornal, não 
era da 
criminosa, 
mas de 
Angélica, 
professora 
do ensino 
infantil. 
No plano 
Civil, o 
caso 
narrado 
revela a 
ocorrência 
de: 
 
 
ato abusivo, pois sem a autorização de Erínia a edição não tinha poderes para 
veicular a notícia. 
 
 
ato ilícito, que causou danos a Angélica em razão da conduta culposa dos editores 
do jornal. 
 
 
erro escusável quanto à identidade de Angélica, que não foi percebido pela edição 
do jornal. 
 
 
ato abusivo, pois diante do equívoco cometido, a conduta desviou-se do seu 
propósito informativo. 
 
 
ato ilícito, embora não haja causação de danos a Angélica, pois a notícia referia-se a 
Ermínia. 
 
5. 
 
 
(Juiz do Trabalho Substituto TRT 8ª Região 2015 - TRT 8ª REGIÃO) Sobre a 
responsabilidade civil no Código Civil Brasileiro, é CORRETO afirmar que: 
 
 
Em caso de usurpação ou esbulho do alheio, quando não mais exista a própria 
coisa, a indenização será estimada pelo seu preço ordinário, não sendo considerado 
o preço de afeição. 
 
 
O prejudicado não poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga de uma só 
vez, salvo se demonstrado o estado de solvência do devedor. 
 
 
Haverá obrigação de reparar o dano, através da averiguação de culpa, nos casos 
especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor 
do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem. 
 
 
O incapaz não responde pelos prejuízos que causar tendo em vista a 
responsabilidade dos pais ou responsáveis. 
 
 
Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou 
profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a indenização, além das 
despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença, incluirá 
pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou, ou da 
depreciação que ele sofreu. 
 
6. 
 
 
(TRT 4ª 2012 - FCC - Juiz do Trabalho Substituto) De acordo com o Código Civil, assinale 
a opção CORRETA: 
 
 
a ofensa à boa-fé objetiva, quando implicar danos, dá azo a obrigação de indenizar. 
 
 
por expressa disposição, a configuração do abuso do direito demanda a 
comprovação de culpa. 
 
 
o incapaz nunca responde pelos prejuízos que causar. 
 
 
a regra geral é a da responsabilidade objetiva, sendo excepcional a responsabilidade 
subjetiva. 
 
 
os empresários individuais e as sociedades empresárias respondem somente nos 
casos de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulação. 
 
7. 
 
 
A indenização por ato ilícito: 
 
 
 
Súmula do Superior Tribunal de Justiça adota entendimento de que não é possível a 
cumulação das indenizações de dano estético e dano moral 
 
 
não será devida, se ficar configurado apenas abuso de direito. 
 
 
só será devida quando ficar configurado dano material. 
 
 
será devida, ainda que o dano seja exclusivamente moral. 
 
 
Em todas as possibilidades de responsabilização, só será devida na hipótese de se 
apurar dolo ou culpa grave do agente. 
 
8. 
 
 
Prova: FCC - 2014 - TRT - 24ª REGIÃO (MS) - Juiz do Trabalho Substituto O ator Celso, ao 
atravessar a rua, em local proibido, foi atropelado por um carro, cujo motorista não tinha 
habilitação para dirigir e que trafegava em velocidade incompatível com aquele local. Do 
acidente resultaram cicatrizes que lhe comprometeram a aparência, tendo perdido 
trabalhos durante alguns meses. Neste caso, poderá pleitear 
 
 
apenas indenização por danos materiais e morais ou, alternativamente, por danos 
materiais e estéticos, mas o juiz deverá, ao fixar a indenização, ter em conta a 
gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano. 
 
 
somente metade da indenização dos dias em que ficou sem trabalhar e que, 
comprovadamente, não lhe tiverem sido ressarcidos pelo empregador, em razão da 
culpa recíproca. 
 
 
apenas indenização por danos materiais, porque de acidentes de veículo não se 
podem extrair danos morais, e os estéticos só serão indenizáveis quando, também, 
se reconhecerem danos morais. 
 
 
indenização por danos materiais, morais e estéticos cumulativamente, mas o juiz 
deverá, ao fixar a indenização, ter em conta a gravidade de sua culpa em confronto 
com a do autor do dano. 
 
 
indenização por danos materiais, morais e estéticos, cumulativamente, mas o juiz 
não poderá levar em conta a culpa da vítima, porque o motorista não possuía 
habilitação para dirigir. 
 
1. 
 
 
Durante partida de futebol, Filipe envolveu-se em uma briga e passou, abruptamente, a 
desferir pontapés em todos a seu redor, atingindo inclusive o árbitro, Mário, que tentava 
separar a contenda. Muito ferido, Mário ajuizou ação de indenização contra Filipe. Por sua vez, 
este fez prova de que não teve a intenção de acertar Mário. O pedido deverá ser julgado 
 
 
procedente, pois Filipe agiu em abuso do direito, devendo ser responsabilizado 
objetivamente. 
 
 
improcedente, pois Filipe provou não existir um dos elementos para a 
responsabilização civil. 
 
 
e procedente, pois Filipe agiu em abusodo direito, devendo ser responsabilizado 
subjetivamente. 
 
 
procedente, pois Filipe agiu com culpa, devendo ser responsabilizado 
subjetivamente. 
 
 
procedente, pois Filipe agiu com culpa, devendo ser responsabilizado 
objetivamente. 
 
2. 
 
 
2015 - Banca: FGV - Órgão: TJ-PI - Prova: Analista Judiciário -Escrivão Judicial - Isis, 
advogada, dirige-se ao cartório de certa Vara Cível para consultar os autos de um 
processo no qual representa os interesses de uma das partes. Chegando ao local, após 
enfrentar uma fila demorada, ela é informada pela serventuária que os autos estão 
indisponíveis à consulta em razão de conclusão. Isis, então, insulta a funcionária, diante 
de um número considerável de pessoas, utilizando termos de baixo calão e depreciativos. 
Sobre o ocorrido, pode-se verificar que a advogada: 
 
 
pela violação à integridade moral da serventuária, responderá civilmente à 
serventuária de forma objetiva. 
 
 
por exercer direito legalmente reconhecido, não comete ato ilícito e não responderá 
civilmente à serventuária; 
 
 
por estar representando os interesses do seu cliente, não será responsabilizada por 
sua conduta perante a serventuária; 
 
 
por gozar de inviolabilidade constitucionalmente prevista, ainda que cause dano, 
não responderá civilmente à serventuária; 
 
 
embora esteja no exercício profissional, responderá civilmente pelos danos morais 
causados à serventuária; 
 
3. 
 
Analise as assertivas e, em seguida, marque a alternativa CORRETA. 
Com o objetivo de evitar o atropelamento de diversas pessoas que estavam participando 
de uma manifestação de protesto de cunho político e se lançaram subitamente na pista de 
rolamento, o motorista do ônibus da entidade empresária de transporte municipal, 
 
Viagebem S.A., desviou o coletivo, vindo a colidir com uma loja comercial, que já se 
encontrava fechada, o que causou diversos danos. 
É correto afirmar que, em relação ao proprietário da loja, a transportadora: 
 
 
tem responsabilidade civil objetiva pelos danos causados. 
 
 
não tem qualquer responsabilidade, já que os danos foram causados pelas pessoas 
que estavam participando do protesto e se lançaram na pista de rolamento. 
 
 
tem responsabilidade civil subjetiva pelos danos causados. 
 
 
não tem qualquer responsabilidade, já que o motorista não teve culpa pelo 
acidente. 
 
 
não tem qualquer responsabilidade, já que o motorista agiu em estado de 
necessidade. 
 
 
4. 
 
 
(XV Exame Unificado/16/11/14 - adaptada) - Devido à indicação de luz vermelha do sinal 
de trânsito, Ricardo parou seu veículo pouco antes da faixa de pedestres. Sandro, que 
vinha logo atrás de Ricardo, também parou, guardando razoável distância entre eles. 
Entretanto, Tatiana, que trafegava na mesma faixa de rolamento, mais atrás, distraiu-se 
ao redigir mensagem no celular enquanto conduzia seu veículo, vindo a colidir com o 
veículo de Sandro, o qual, em seguida, atingiu o carro de Ricardo. Diante disso, à luz das 
normas que disciplinam a responsabilidade civil, assinale a afirmativa correta. 
 
 
Caberá a Tatiana indenizar os prejuízos causados aos veículos de Sandro e Ricardo. 
 
 
Caberá apenas a Tatiana indenizar Ricardo e Sandro pelos prejuízos causados. 
 
 
Caberá a Tatiana indenizar os prejuízos causados ao veículo de Sandro, e este 
deverá indenizar os prejuízos causados ao veículo de Ricardo 
 
 
Cada um arcará com seu próprio prejuízo, visto que a responsabilidade pelos danos 
causados deve ser repartida entre todos os envolvidos 
 
 
Tatiana e Sandro têm o dever de indenizar Ricardo, na medida de sua culpa. 
 
5. 
 
 
((XX Exame Unificado -OAB/25/07/2016 -adaptada) - Maria, trabalhadora autônoma, foi 
atropelada por um ônibus da Viação XYZ S.A. quando atravessava movimentada rua da 
cidade, sofrendo traumatismo craniano. No caminho do hospital, Maria veio a falecer, 
deixando o marido, João, e o filho, Daniel, menor impúbere, que dela dependiam 
economicamente. Sobre o caso, assinale a afirmativa correta. 
 
 
poderá cobrar pensão alimentícia apenas em nome de Daniel, por se tratar de 
pessoa relativamente incapaz. 
 
 
João não poderá cobrar compensação por danos morais, em nome próprio, da 
Viação XYZ S.A., porque o dano direto e imediato foi causado exclusivamente a 
Maria. 
 
 
Daniel poderá cobrar pensão alimentícia da Viação XYZ S.A., ainda que não reste 
comprovado que Maria exercia atividade laborativa, se preenchido o critério da 
necessidade. 
 
 
João poderá cobrar pensão alimentícia apenas em nome de Daniel, por se tratar de 
pessoa incapaz. 
 
 
Ainda que reste comprovado que Maria atravessou a rua fora da faixa e com o sinal 
de pedestres fechado, tal fato em nada influenciará a responsabilidade da Viação 
XYZ S.A. 
 
6. 
 
 
(TRF/5ª REGIÃO ¿ Juiz) A responsabilidade civil do empregador, por danos causados a 
seus empregados, em decorrência de acidente de trabalho, segundo a Constituição 
Federal em vigor, 
 
 
é subjetiva, dependendo da comprovação de dolo ou culpa do empregador. 
 
 
é totalmente absorvida pela indenização previdenciária, nada sendo devido pelo 
empregador. 
 
 
é objetiva. 
 
 
exige comprovação cabal de dolo ou culpa grave do empregador. 
 
 
é subjetiva, cabendo, porém, ação regressiva contra o instituto de previdência 
para o empregador se ressarcir do que houver pago ao empregado ou a seus 
herdeiros 
7. 
 
 
O abuso de direito acarreta 
 
 
 
indenização apenas em hipóteses previstas expressamente em lei. 
 
 
indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele. 
 
 
apenas a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pela parte 
prejudicada, independentemente de decisão judicial. 
 
 
consequências jurídicas apenas se decorrente de coação, ou de negócio fraudulento 
ou simulado. 
 
 
somente a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pelo juiz. 
 
 
8. 
 
 
(TRT 1ª 2013 ) - O motorista de um automóvel de passeio trafegava na contra-mão de 
direção de uma avenida quando colidiu com uma ambulância estadual que transitava na 
mão regular da via, em alta velocidade porque acionada a atender uma ocorrência. A 
responsabilidade civil do acidente deve ser imputada: 
 
 
tanto ao civil quanto ao Estado, sob a responsabilidade subjetiva, em razão de culpa 
concorrente. 
 
 
ao civil que conduzia o veículo, que responde sob a modalidade objetiva no que 
concerne aos danos apurados na viatura estadual. 
 
 
ao Estado, uma vez que um veículo estadual (ambulância) estava envolvido no 
acidente, o que enseja a responsabilidade objetiva. 
 
 
ao civil que conduzia o veículo e invadiu a contramão, dando causa ao acidente, não 
havendo nexo de causalidade para ensejar a responsabilidade do Estado. 
 
 
ao Estado, sob a modalidade subjetiva, devendo ser comprovada a culpa do 
motorista da ambulância. 
 
 
1a Questão (Ref.:201602850166) 
Acerto: 1,0 / 1,0 
Juliana, por meio de contrato de compra e venda, adquiriu de Ricardo, profissional liberal, um 
carro seminovo (30.000km) da marca Y pelo preço de R$ 24.000,00. Ficou acertado que 
Ricardo faria a revisão de 30.000km no veículo antes de entregá-lo para Juliana no dia 23 de 
janeiro de 2017. Ricardo, porém, não realizou a revisão e omitiu tal fato de Juliana, pois 
acreditava que não haveria qualquer problema, já que, aparentemente, o carro funcionava 
bem. No dia 23 de fevereiro de 2017, Juliana sofreu acidente em razão de defeito no freio do 
carro, com a perda total do veículo. A perícia demostrou que a causa do acidente foi falha na 
conservação do bem, tendo em vista que as pastilhas do freionão tinham sido trocadas na 
revisão de 30.000km, o que era essencial para a manutenção do carro. Considerando os fatos, 
assinale a afirmativa correta. 
 
 Ricardo é responsável por todo o dano sofrido por Juliana, com a perda total do carro, 
tendo em vista que o perecimento do bem foi devido a vício oculto já existente ao 
tempo da tradição. 
 
Ricardo deverá ressarcir o valor da revisão de 30.000km do carro, tendo em vista que 
ela não foi realizada conforme previsto no contrato. 
 
Ricardo deverá ressarcir o valor das pastilhas de freio, nada tendo a ver com o acidente 
sofrido por Juliana. 
 
Ricardo não responde por qualquer dano. 
 
Ricardo não tem nenhuma responsabilidade pelo dano sofrido por Juliana (perda total 
do carro), tendo em vista que o carro estava aparentemente funcionando bem no 
momento da tradição. 
 
 
 
2a Questão (Ref.:201604244347) Acerto: 1,0 / 1,0 
(CESPE - 2012 - MPE-PI - Promotor de Justiça/ADAPTADA) - Assinale a opção correta no que diz 
respeito à responsabilidade civil. 
 
 
No ordenamento jurídico brasileiro, para que haja responsabilidade civil, é preciso que 
haja conduta ilícita. 
 
Como os direitos da personalidade são inerentes à pessoa humana, não é juridicamente 
possível a pretensão de dano moral em relação à pessoa jurídica. 
 A correção monetária do valor da indenização do dano moral incide desde a data do 
arbitramento. 
 
De acordo com a teoria perte d¿une chance, o agente que frustrar expectativas fluidas e 
hipotéticas deverá responder por danos emergentes. 
 
A indenização pela publicação não autorizada, com fins econômicos ou comerciais, de 
imagem de pessoa dependerá de prova do prejuízo causado à pessoa. 
 
 
 
3a Questão (Ref.:201602747415) Acerto: 1,0 / 1,0 
(III EXAME UNIFICADO/2010- adaptada) - Ricardo, buscando evitar um atropelamento, realiza 
uma manobra e atinge o muro de uma casa, causando um grave prejuízo. Em relação à 
situação acima, é correto afirmar que Ricardo: 
 
 
praticou um ato ilícito e deverá reparar o dano. 
 responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de necessidade. 
 
praticou um ato ilícito e não deverá reparar o dano, pois houve um fortuito externo. 
 
responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em legítima defesa. 
 
não responderá pela reparação do dano, pois agiu em estado de necessidade. 
 
 
 
4a Questão (Ref.:201602737100) Acerto: 1,0 / 1,0 
(DPE/SP 2012) - Em tema de Responsabilidade Civil, considere asserções abaixo. I. Atos lícitos 
não podem engendrar responsabilidade civil contratual nem aquiliana. II. A prática de bullying 
entre crianças e adolescentes, em ambiente escolar, pode ocasionar a responsabilização de 
estabelecimento de ensino, quando caracterizada a omissão no cumprimento no dever de 
vigilância. III. Nos termos de reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça, a cláusula de 
incolumidade, inerente ao contrato de transporte, não pode ser invocada nos casos de fortuito 
interno. IV. A responsabilidade do dono ou detentor de animal pelos danos por este causado é 
objetiva. V. O consentimento informado constitui excludente de responsabilidade dos 
profissionais liberais em caso de erro médico. Dentre as asserções acima APENAS estão 
corretas. 
 
 
I e III. 
 
II e V. 
 II e IV. 
 
I e IV. 
 
III e V. 
 
 
 
5a Questão (Ref.:201602734942) Acerto: 1,0 / 1,0 
(OAB/ VII Exame Unificado/2012/adaptada) - Em relação à responsabilidade civil, assinale a 
alternativa correta. 
 
 
A responsabilidade civil objetiva indireta é aquela decorrente de ato praticado por 
animais. 
 
Empresa locadora de veículos responde, civil e subsidiariamente, com o locatário, pelos 
danos por este causados a terceiro, no uso do carro alugado 
 O Código Civil prevê expressamente como excludente do dever de indenizar os danos 
causados por animais, a culpa exclusiva da vítima e a força maior 
 
No que tange ao pagamento da indenização, o ordenamento jurídico brasileiro veda 
expressamente a cumulação de pedidos. 
 
Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao 
postulado na inicial implica em sucumbência recíproca 
 
 
 
6a Questão (Ref.:201602370606) Acerto: 1,0 / 1,0 
FGV - DPE/RJ - Técnico Superior Judiciário. Anderson comprou um veículo usado de Cláudio 
pelo preço de trinta mil reais. Convencionaram que parte do valor seria pago de forma 
parcelada e que a transferência perante o DETRAN somente seria feita após o pagamento 
integral do preço, não obstante a entrega do bem tenha ocorrido imediatamente após a 
celebração do contrato. Acontece que, nesse período, antes do pagamento integral do preço e 
da transferência do bem para o nome do adquirente, Anderson, utilizando o veículo para 
trabalhar, por imprudência, perdeu o controle do carro e atropelou uma pessoa que caminhava 
pela calçada. Verifica-se na hipótese que: 
 
 
há responsabilidade civil exclusiva de Anderson, embora o veículo ainda pertença a 
Cláudio. 
 
há responsabilidade civil solidária de Anderson e Cláudio, podendo Cláudio exercer o 
direito regressivo posteriormente perante Anderson. 
 
há responsabilidade civil exclusiva de Cláudio, já que continua sendo o proprietário do 
veículo. 
 
há responsabilidade civil de Cláudio, por ser o proprietário do veículo, e de Anderson, 
por ter atropelado a vítima, mas a obrigação não é solidária. 
 há responsabilidade civil exclusiva de Anderson, já que o veículo não mais pertence a 
Cláudio. 
 
 
 
7a Questão (Ref.:201602326902) Acerto: 1,0 / 1,0 
Prova: FCC - 2014 - TRT - 24ª REGIÃO (MS) - Juiz do Trabalho Substituto O ator Celso, ao 
atravessar a rua, em local proibido, foi atropelado por um carro, cujo motorista não tinha 
habilitação para dirigir e que trafegava em velocidade incompatível com aquele local. Do 
acidente resultaram cicatrizes que lhe comprometeram a aparência, tendo perdido trabalhos 
durante alguns meses. Neste caso, poderá pleitear 
 
 
apenas indenização por danos materiais e morais ou, alternativamente, por danos 
materiais e estéticos, mas o juiz deverá, ao fixar a indenização, ter em conta a 
gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano. 
 
indenização por danos materiais, morais e estéticos, cumulativamente, mas o juiz não 
poderá levar em conta a culpa da vítima, porque o motorista não possuía habilitação 
para dirigir. 
 
apenas indenização por danos materiais, porque de acidentes de veículo não se podem 
extrair danos morais, e os estéticos só serão indenizáveis quando, também, se 
reconhecerem danos morais. 
 indenização por danos materiais, morais e estéticos cumulativamente, mas o juiz 
deverá, ao fixar a indenização, ter em conta a gravidade de sua culpa em confronto 
com a do autor do dano. 
 
somente metade da indenização dos dias em que ficou sem trabalhar e que, 
comprovadamente, não lhe tiverem sido ressarcidos pelo empregador, em razão da 
culpa recíproca. 
 
 
 
8a Questão (Ref.:201602524139) Acerto: 1,0 / 1,0 
(Ano: 2015, Banca: CETAP, Órgão: MPCM, Prova: Analista - Direito) Um navio da empresa X 
deixou vazar substancia química em águas onde a pesca era regularmente autorizada. Em 
decorrência da poluição das águas provocadas pelo vazamento, a pesca na região foi proibida 
pelos órgãos municipais e ambientais por um mês. Por conta disso, João, pescador profissional, 
ficou privado de exercer suas atividades nesse período. Neste caso, de acordo com a 
jurisprudência consolidada do STJ, João tem direito a ser indenizado pela empresa X: 
 
 
pelos danos materiais e morais. O termo inicial dos juros moratórios e a data da 
citação da empresa. 
 
apenas pelos danos emergentes e lucros cessantes. O termo inicial dos juros 
moratóriose a data da citação da empresa. 
 pelos danos materiais e morais. O termo inicial dos juros moratórios e a data do 
evento danoso. 
 
apenas pelos danos emergentes e lucros cessantes. O termo inicial dos juros 
moratórios e a data do evento danoso. 
 
apenas pelos danos emergentes. O termo inicial dos juros moratórios e a data da 
citação da empresa. 
 
 
 
9a Questão (Ref.:201602669042) Acerto: 1,0 / 1,0 
(OAB/MG/2207/ADAPTADA) -O Sr. José Pedro adquiriu um automóvel do Sr. Martins, pagando 
integralmente o preço ajustado, no valor de R$ 20.000,00. Já na posse do bem, e antes de 
proceder ao registro do veículo em seu nome perante o DETRAN, o Sr. José Pedro envolveu-se, 
culposamente, em uma colisão, danificando o carro de um terceiro, de nome 
Joaquim.Considerando estes dados, assinale a alternativa CORRETA. 
 
 
A indenização será devida pelos dois , em razão da solidariedade existente entre eles. 
 
Não há que se falar em Responsabilidade Civil pois houve culpa exclusiva da vítima. 
 
O Sr. Martins é o responsável pela indenização, na condição de proprietário, já que o 
veículo ainda se encontra registrado em seu nome, perante o Detran. 
 
O Sr. José Pedro e o Sr. Martins serão responsáveis pela indenização, em razão da 
posse e do registro, respectivamente; 
 O Sr. José Pedro é o responsável pela indenização, na condição de proprietário, em 
razão da tradição ocorrida em seu favor. 
 
 
 
10a Questão (Ref.:201602820953) Acerto: 0,0 / 1,0 
A Responsabilidade do Estado é objetiva, mas pode ser excluída, nos casos de: 
 
 
força maior, caso fortuito e ato de terceiro; 
 força maior, culpa exclusiva da vítima e ato de terceiro; 
 força maior, caso fortuito, culpa exclusiva da vítima e ato de terceiro; 
 
força maior, caso fortuito e culpa exclusiva da vítima. 
 
somente por força maior a ato de terceiro; 
 
 
1a Questão (Ref.:201602744016) 
Acerto: 1,0 / 1,0 
O abuso de direito acarreta: 
 
 
consequências jurídicas apenas se decorrente de coação, ou de negócio fraudulento ou 
simulado. 
 
apenas a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pela parte prejudicada, 
independentemente de decisão judicial. 
 indenização a favor daquele que sofrer prejuízo em razão dele. 
 
somente a ineficácia dos atos praticados e considerados abusivos pelo juiz 
 
indenização apenas em hipóteses previstas expressamente em lei. 
 
 
 
2a Questão (Ref.:201602358039) Acerto: 1,0 / 1,0 
A Lei n. 10.406 de 2002 (Código Civil), reconheceu formalmente a reparabilidade dos danos 
morais, embora a questão já estivesse pacificada pela Constituição Federal de 1988, fazendo-se 
a atualização legislativa obrigatória, marque a alternativa cujo texto retrata fiel e claramente 
esse reconhecimento no Código Civil de 2002. 
 
 
Nenhuma das alternativas. 
 
É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por 
dano material, moral ou à imagem. 
 Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e 
causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
 
As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços 
públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a 
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou 
culpa. 
 
São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, 
assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua 
violação. 
 
 
 
3a Questão (Ref.:201602747415) Acerto: 0,0 / 1,0 
(III EXAME UNIFICADO/2010- adaptada) - Ricardo, buscando evitar um atropelamento, realiza 
uma manobra e atinge o muro de uma casa, causando um grave prejuízo. Em relação à 
situação acima, é correto afirmar que Ricardo: 
 
 
não responderá pela reparação do dano, pois agiu em estado de necessidade. 
 responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de necessidade. 
 
praticou um ato ilícito e deverá reparar o dano. 
 responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em legítima defesa. 
 
praticou um ato ilícito e não deverá reparar o dano, pois houve um fortuito externo. 
 
 
 
4a Questão (Ref.:201602498242) Acerto: 1,0 / 1,0 
Joana deu seu carro a Lúcia, em comodato, pelo prazo de 5 dias, findo o qual Lúcia não 
devolveu o veículo. Dois dias depois, forte tempestade danificou a lanterna e o parachoque 
dianteiro do carro de Joana. Inconformada com o ocorrido Joana exigiu que Lúcia a indenizasse 
pelos danos causados ao veículo. 
 
 
Lúcia não está em mora, pois Joana não a interpelou, judicial ou extrajudicialmente. 
 
Lúcia não responde pelos danos causados ao veículo, pois foram decorrentes de força 
maior. 
 Lúcia deve indenizar Joana pelos danos causados ao veículo, salvo se provar que os 
mesmos ocorreriam ainda que tivesse adimplido sua prestação no termo ajustado. 
 
Não há de se falar em responsabilidade civil no caso em tela. 
 
Lúcia incorreu em inadimplemento absoluto, pois não cumpriu sua prestação no termo 
ajustado, o que inutilizou a prestação para Joana. 
 
 
 
5a Questão (Ref.:201602737703) Acerto: 1,0 / 1,0 
(FGV - 2012 - OAB - VII Exame da Ordem Unificado - adaptada] Em relação à responsabilidade 
civil, assinale a alternativa correta. 
 
 
Empresa locadora de veículos responde, civil e subsidiariamente, com o locatário, pelos 
danos por este causados a terceiro, no uso do carro alugado. 
 
A responsabilidade civil objetiva indireta é aquela decorrente de ato praticado por 
animais 
 
Na ação de indenização por dano moral, a condenação em montante inferior ao 
postulado na inicial implica em sucumbência recíproca. 
 O Código Civil prevê expressamente como excludente do dever de indenizar os danos 
causados por animais, a culpa exclusiva da vítima e a força maior. 
 
O dano emergente compreende aquilo que a vítima efetivamente perdeu e o que 
razoavelmente deixou de ganhar com a ocorrência do fato danoso. Na reparação desse 
dano, procura-se fixar a sua extensão e a expectativa de lucro, objetivando-se a 
recomposição do patrimônio lesado 
 
 
 
6a Questão (Ref.:201602300770) Acerto: 1,0 / 1,0 
O motorista de um automóvel de passeio trafegava na contra-mão de direção de uma avenida 
quando colidiu com uma ambulância estadual que transitava na mão regular da via, em alta 
velocidade porque acionada a atender uma ocorrência. A responsabilidade civil do acidente deve 
ser imputada 
 
 
ao Estado, sob a modalidade subjetiva, devendo ser comprovada a culpa do motorista 
da ambulância. 
 
ao civil que conduzia o veículo, que responde sob a modalidade objetiva no que 
concerne aos danos apurados na viatura estadual. 
 
ao Estado, uma vez que um veículo estadual (ambulância) estava envolvido no 
acidente, o que enseja a responsabilidade objetiva. 
 ao civil que conduzia o veículo e invadiu a contramão, dando causa ao acidente, não 
havendo nexo de causalidade para ensejar a responsabilidade do Estado. 
 
tanto ao civil quanto ao Estado, sob a responsabilidade subjetiva, em razão de culpa 
concorrente. 
 
 
 
7a Questão (Ref.:201602524139) Acerto: 0,0 / 1,0 
(Ano: 2015, Banca: CETAP, Órgão: MPCM, Prova: Analista - Direito) Um navio da empresa X 
deixou vazar substancia química em águas onde a pesca era regularmente autorizada. Em 
decorrência da poluição das águas provocadas pelo vazamento, a pesca na região foi proibida 
pelos órgãos municipais e ambientais por um mês. Por conta disso, João, pescador profissional, 
ficou privado de exercer suas atividades nesse período. Neste caso, de acordo com a 
jurisprudência consolidada do STJ, João tem direito a ser indenizado pela empresaX: 
 
 
apenas pelos danos emergentes. O termo inicial dos juros moratórios e a data da 
citação da empresa. 
 
apenas pelos danos emergentes e lucros cessantes. O termo inicial dos juros 
moratórios e a data da citação da empresa. 
 pelos danos materiais e morais. O termo inicial dos juros moratórios e a data da 
citação da empresa. 
 
apenas pelos danos emergentes e lucros cessantes. O termo inicial dos juros 
moratórios e a data do evento danoso. 
 pelos danos materiais e morais. O termo inicial dos juros moratórios e a data do 
evento danoso. 
 
 
 
8a Questão (Ref.:201602524046) Acerto: 1,0 / 1,0 
(TRT 4ª 2012 - FCC - Juiz do Trabalho Substituto) De acordo com o Código Civil, assinale a 
opção CORRETA: 
 
 
por expressa disposição, a configuração do abuso do direito demanda a comprovação de 
culpa. 
 
os empresários individuais e as sociedades empresárias respondem somente nos casos 
de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulação. 
 
a regra geral é a da responsabilidade objetiva, sendo excepcional a responsabilidade 
subjetiva. 
 
o incapaz nunca responde pelos prejuízos que causar. 
 a ofensa à boa-fé objetiva, quando implicar danos, dá azo a obrigação de indenizar. 
 
 
 
9a Questão (Ref.:201602524105) Acerto: 1,0 / 1,0 
(TJDFT ¿ 2011 ¿ TJDFT ¿ JUIZ) Consoante dicção da lei civil vigente, ¿aquele que, por ação ou 
omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda 
que exclusivamente moral, comete ato ilícito¿. Sendo assim, considere as proposições abaixo e 
assinale a CORRETA: 
 
 
Não são acumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do 
mesmo fato, dado que uma exclui a outra; 
 
A pessoa jurídica jamais pode sofrer dano moral; 
 
Não caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado, muito 
mais quando o cheque é de pequeno valor; 
 
Em decorrência da própria condição de incapacidade, o menor incapaz não pode 
responder pelos prejuízos que causar a terceiros. 
 A instituição bancária pode recusar-se ao pagamento de título que lhe fora 
apresentado. Entretanto, a simples devolução indevida de cheque caracteriza dano 
moral. 
 
 
 
10a Questão (Ref.:201601815757) Acerto: 1,0 / 1,0 
Responsabilidade civil extracontratual é aquela que: 
 
 
existe um vínculo entre a vítima e o causador do dano. 
 
existindo ou não, vínculo entre a vítima e o causador do dano, a responsabilidade civil 
extracontratual. 
 não existe qualquer vínculo entre o causador do dano e a vítima. 
 
existe um vinculo familiar entre a vítima e o causador do dano. 
 
Culpa exclusiva da vítima. 
 
 
 
6a Questão (Ref.:201602744026) Acerto: 1,0 / 1,0 
O motorista de um automóvel de passeio trafegava na contra-mão de direção de uma avenida 
quando colidiu com uma ambulância estadual que transitava na mão regular da via, em alta 
velocidade porque acionada a atender uma ocorrência. A responsabilidade civil do acidente deve 
ser imputada 
 
 
ao Estado, sob a modalidade subjetiva, devendo ser comprovada a culpa do motorista 
da ambulância. 
 ao civil que conduzia o veículo e invadiu a contramão, dando causa ao acidente, não 
havendo nexo de causalidade para ensejar a responsabilidade do Estado. 
 
ao Estado, uma vez que um veículo estadual (ambulância) estava envolvido no 
acidente, o que enseja a responsabilidade objetiva. 
 
ao civil que conduzia o veículo, que responde sob a modalidade objetiva no que 
concerne aos danos apurados na viatura estadual. 
 
tanto ao civil quanto ao Estado, sob a responsabilidade subjetiva, em razão de culpa 
concorrente. 
 
 
 
7a Questão (Ref.:201602628718) Acerto: 0,0 / 1,0 
Veja a assertiva e, em seguida, marque a alternativa de acordo com o direcionamento 
abaixo descrito. 
A indenização por perda de uma chance, segundo entendimento doutrinário e pretoriano 
dominante, é devida quando: 
 
 a pessoa veja frustrada uma oportunidade, em futuro próximo, que ocorreria se as 
coisas seguissem normalmente. 
 
possa importar na mitigação do nexo de causalidade. 
 
a pessoa tenha de sofrer um dano imediato e concreto. 
 a pessoa veja frustrada uma oportunidade, mesmo em tempo distante, que ocorreria se 
as coisas seguissem normalmente. 
 
a pessoa veja frustrada uma vitória judicial ou uma cura médica por qualquer erro do 
profissional. 
 
 
 
8a Questão (Ref.:201602795045) Acerto: 1,0 / 1,0 
O Dano é a lesão - diminuição ou destruição - que devido a certo evento, sofre uma pessoa, 
contra sua vontade, em qualquer bem ou interesse jurídico, patrimonial ou moral. Diante dos 
requisitos abaixo relacionados, qual não se aplica ao Dano: 
 
 
Diminuição ou destruição de um bem jurídico, patrimonial ou moral. 
 
Efetividade da certeza do Dano. 
 
Ausência de causas excludentes de responsabilidade. 
 
Subsistência do dano no momento da reclamação do lesado. 
 Ausência de legitimidade. 
 
 
 
9a Questão (Ref.:201602438851) Acerto: 1,0 / 1,0 
(Ano: 2015; Banca: FCC; Órgão: TCE-CE; Prova: Analista de Controle Externo-Atividade 
Jurídica). João é dono de um cão feroz que atacou Maicon quando este passava em frente de 
sua residência. João responderá de maneira: 
 
 objetiva pelos danos causados pelo animal, salvo se provar culpa exclusiva da vítima 
ou força maior. 
 
subjetiva pelos danos causados pelo animal, não se admitindo causa excludente de 
responsabilização. 
 
objetiva pelos danos causados pelo animal, não se admitindo causa excludente de 
responsabilização. 
 
subjetiva pelos danos causados pelo animal, salvo se provar força maior. 
 
subjetiva pelos danos causados pelo animal, salvo se provar que não agiu com dolo ou 
culpa. 
 
 
 
10a Questão (Ref.:201602438863) Acerto: 1,0 / 1,0 
(Ano: 2015; Banca: FGV; Órgão: DPE-RO; Prova: Analista da Defensoria Pública - Analista 
Jurídico). Em decorrência de uma falha de informação, foi publicada matéria inverídica em 
periódico do grupo de publicidade O MOMENTO S/A, a respeito da escola de ensino médio 
EDUCANTE LTDA, sobre hipóteses de tráfico de entorpecentes no estabelecimento de ensino, 
envolvendo professores, funcionários e alunos da escola. Ajuizada ação de responsabilidade civil 
pela entidade de ensino, é CORRETO afirmar que: 
 
 
é viável o êxito na condenação de indenização apenas por danos morais; 
 é viável o êxito na condenação de indenização por danos materiais e morais; 
 
não é viável o êxito na condenação por qualquer indenização, em virtude da liberdade 
de imprensa. 
 
não é viável o êxito na condenação por qualquer indenização, por se tratar de escola; 
 
é viável o êxito na condenação de indenização apenas por danos materiais; 
 
1a Questão 
 
Analise as proposições a seguir que dizem respeito à licitude do ato e à responsabilidade 
objetiva: I ¿ Segundo o entendimento do STJ a pessoa jurídica pode sofrer dano moral. II - A 
ilicitude dos atos jurídicos surge com a violação de direito alheio e a consequente configuração 
de dano a terceiro, não havendo possibilidade jurídica para responsabilização por ato ilícito no 
exercício de um direito por seu titular, ainda que excedendo os fins sociais propostos por este 
direito. III - a gravidade da culpa da vítima é irrelevante na fixação da indenização, importando 
apenas a extensão do dano. IV - Nos termos do Código Civil, os empresários individuais e as 
empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos 
em circulação. E Marque a alternativa que contempla a(s) assertiva(s) corretas: 
 
 
todas estão erradas. 
 I, II e III 
 I e IV; 
 
I e II 
 
II, III e IV; 
 
 
Explicação: apenas as acertivas I e IV estãocorretas, porquanto a primeira corresponde à 
intelecção da Súmula 227 do STJ e o item IV corresponde ao teor do artigo 927, parágrafo 
único do código civil. 
 
 
 
 
Ref.: 201601815757 
 
 2a Questão 
 
 
Responsabilidade civil extracontratual é aquela que: 
 
 não existe qualquer vínculo entre o causador do dano e a vítima. 
 existe um vinculo familiar entre a vítima e o causador do dano. 
 
existindo ou não, vínculo entre a vítima e o causador do dano, a responsabilidade civil 
extracontratual. 
 
existe um vínculo entre a vítima e o causador do dano. 
 
 
Explicação: 
Não há vínculo prévio entre aquele causau o dano e a pessoa que sofreu o dano. 
 
 
 
 
Ref.: 201602489938 
 
 3a Questão 
 
 
Quanto à evolução e classificação da responsabilidade civil assinale a alternativa incorreta 
 
 
De acordo com a teoria da responsabilidade civil subjetiva o ônus da prova da culpa é da 
vítima. 
 A responsabilidade contratual é decorrente do descumprimento de um contrato 
preexistente entre as partes. 
 
A responsabilidade civil evoluiu ou se transformou no sentido de que hoje a preocupação 
é maior com o ressarcimento à vítima do que com a questão da culpa. 
 Dano emergente compreende aquilo que a vítima efetivamente perdeu e aquilo que ela 
razoavelmente deixou de lucrar em virtude do fato danoso. 
 
Na responsabilidade civil é correto afirmar que a culpa grave se equipara ao dolo. 
 
 
Explicação: 
O dano emergente é aquilo que a pessoa efetimevamente perdeu e o lucro cessante é o que 
razoavelmente deixou de lucrar. 
 
 
 
 
 
Ref.: 201602498270 
 
 4a Questão 
 
 
A sociedade de transporte de valores ¿Transporte Blindado Ltda.¿, na noite do dia 22/7/11, 
teve seu veículo atingido por tiros de fuzil disparados por um franco atirador. Em virtude da 
ação criminosa, o motorista do carro forte perdeu o controle da direção e atingiu frontalmente 
Rodrigo Cerdeira, estudante de Farmácia, que estava no abrigo do ponto de ônibus em frente à 
Universidade onde estuda. Devido ao atropelamento, Rodrigo permaneceu por sete dias na UTI, 
mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. Com base no fato narrado, assinale a assertiva 
correta. 
 
 
Configura-se hipótese de responsabilidade civil objetiva da empresa proprietária do carro 
forte com base na teoria do empreendimento. 
 Não há de se falar em responsabilidade civil no caso em tela, tendo em vista que o fato 
ocorreu por culpa de terceiros. 
 
Não há na hipótese em apreço a configuração da responsabilidade civil da empresa de 
transporte de valores, uma vez que presente a culpa exclusiva de terceiro, qual seja, do 
franco atirador. 
 Configura-se hipótese de responsabilidade civil objetiva da empresa proprietária do carro 
forte com base na teoria do risco proveito, decorrente do risco da atividade 
desenvolvida. 
 
Não há na hipótese a configuração da responsabilidade civil da empresa proprietária do 
carro forte, uma vez que presente a ausência de culpa do motorista do carro forte. 
 
 
Explicação: Se atividade econômica desenvolvida gera riqueza ao seu empreendedor e a 
possibilidade de dano a quem executa o serviço, nada mais justo que, no caso de dano, ainda 
que ausente a culpa ou dolo, deve haver responsabilidade pelos danos ocasionados da 
exploração de uma atividade. Portanto, quem cria riscos potenciais de dano para os outros, 
deve suportar os ônus correspondentes. (...) Já a teoria do risco criado, baseada em qualquer 
atividade ou ato humano que possa gerar danos aos demais, independe do aspecto econômico 
ou profissional surge à obrigação de indenizar. (...) Diante da teoria do risco criado, conclui-se 
que ela é mais abrangente do que a teria do risco proveito, pois, aumenta os encargos do 
agente, que não tem que provar que o dano resultou de uma vantagem ou de um benefício 
obtido pelo causador do dano. 
 
 
 
 
Ref.: 201602628708 
 
 5a Questão 
 
 
Analise a assertiva e, em seguida, marque a alternativa CORRETA. 
No caso de cirurgia mal feita, por médico empregado de casa de saúde particular: 
 
 
respondem ambos, objetivamente. 
 
responde só a casa de saúde, objetivamente. 
 
responde a casa de saúde, subjetivamente, e o médico, objetivamente. 
 responde a casa de saúde, objetivamente, e o médico, subjetivamente. 
 
respondem ambos, subjetivamente. 
 
 
 
 
Ref.: 201602526400 
 
 6a Questão 
 
 
A responsabilidade civil do estado, pelos danos causados por seus agentes a terceiros, é hoje 
tida por ser: 
 
 
subjetiva insusceptível de regresso. 
 
subjetiva passível de regresso. 
 c) objetiva passível de regresso. 
 
dependente de culpa do agente. 
 
objetiva insusceptível de regresso. 
 
 
 
 
Ref.: 201602526494 
 
 7a Questão 
 
 
A responsabilidade objetiva, incidente quanto ás pessoas de direito público, estende-se, entre 
outros casos, nos termos da constituição federal, 
 
 
a uma empresa pública que explore atividade econômica. 
 a uma empresa privada concessionária de serviços públicos. 
 
a uma sociedade de economia mista que explore atividade econômica. 
 
ao agente público causador do dano. 
 
a uma empresa privada contratada para a realização de uma obra pública. 
 
 
 
 
Ref.: 201602499433 
 
 8a Questão 
 
 
A responsabilidade civil é uma das matérias de desenvolvimento mais dinâmico no direito civil. 
Durante a evolução do tema, em razão da necessidade de melhor atender à realidade 
econômica e social, cindiu-se a responsabilidade civil nas modalidades subjetiva e objetiva. Tais 
modalidades distinguem-se, essencialmente, na apuração: 
 
 
do dano, que é elemento da responsabilidade civil subjetiva, mas é dispensável na 
responsabilidade civil objetiva 
 da culpa, que é elemento da responsabilidade civil subjetiva, mas é dispensável na 
responsabilidade civil objetiva. 
 no âmbito das excludentes. 
 
do ato ilícito, que é elemento da responsabilidade civil subjetiva, mas é dispensável na 
responsabilidade civil objetiva. 
 
do nexo de causalidade entre a conduta e o dano, que é elemento da responsabilidade 
civil subjetiva, mas é dispensável na responsabilidade civil objetiva. 
 
 
Explicação: Dentre os aspectos que diferenciam a responsabilidade civil objetiva da subjetiva é 
a análise do aspecto da conduta, isto é, da culpa do agente do ato ilícito, permanecendo 
semelhante a perspectiva do dano e do nexo causal entre o dano e o ato. 
 
 
1a Questão 
 
 
(TRT/ 6ª REGIÃO/2012 ) - Sendo o patrão responsável pela reparação civil dos danos 
causados culposamente por seus empregados no exercício do trabalho que lhes competir, 
ou em razão dele, 
 
 
só será obrigado a indenizar se o patrão também tiver culpa. 
 só será obrigado a indenizar se o ato também constituir crime e se o empregado for 
condenado no processo criminal. 
 é obrigado a indenizar ainda que o patrão não tenha culpa. 
 
a obrigação de indenizar é subsidiária à do empregado que causou o dano 
 
não será obrigado a indenizar, se o empregado for absolvido pelo mesmo ato, em 
processo criminal, por insuficiência de prova. 
 
 
 
 
Ref.: 201602472091 
 
 
 2a Questão 
 
 
Mirtes gosta de decorar a janela de sua sala com vasos de plantas. A síndica do prédio em 
que Mirtes mora já advertiu a moradora do risco de queda dos vasos e de possível dano aos 
transeuntes e moradores do prédio. Num dia de frote ventania, os vasos caíram sobre os 
carros estacionados na rua, causando sérios prejuízos. Nesse caso, é correto afirmar que 
Mirtes: 
 
 
está isenta de responsabilidade, pois não teve a intenção de causar prejuízo;deverá indenizar os lesados, pois é responsável pelos danos causados. 
 somente deverá indenizar os lesados se tiver agido dolosamente; 
 
poderá alegar motivo de força maior e não deverá indenizar os lesados; 
 
não teve culpa, pois acidentes acontecem. 
 
 
 
 
Ref.: 201602784139 
 
 
 3a Questão 
 
 
Um caso emblemático relacionado a perda da chance do atleta brasileiro Vanderlei Cordeiro 
de Lima, o qual tinha uma vantagem de 28 segundos na liderança da prova da Maratona nas 
Olimpíadas de Atenas, quando foi interceptado dolosamente por um terceiro, que o agarrou 
e o levou ao chão. Em decorrência dessa intercepção, o atleta veio a perder colocações na 
prova, acabando em terceiro lugar, sem êxito no alcance do mais elevado degrau do pódio e 
da medalha de ouro. Considerando a teoria mencionada e o caso descrito, assinale a opção 
correta. 
 
 
A Teoria da Perda de uma Chance é um instituto anômalo criado pela doutrina civilista 
estrangeira, para o qual não há respaldo legal no ordenamento jurídico brasileiro. 
 A perda de uma chance se caracteriza quando, em virtude da conduta de outrem, 
desaparece a probabilidade de um evento que possibilitaria um benefício futuro para 
a vítima, como deixar de recorrer de sentença desfavorável por falha do advogado. 
 A aplicação da responsabilidade subjetiva, segundo a Teoria da Perda de uma Chance, 
é pacífica, o que torna a comprovação da culpa do agente do ato ilícito requisito 
fundamental e afasta, consequentemente, a responsabilidade objetiva. 
 
A Teoria da Perda de uma Chance prevê a comprovação de evento certo e futuro para 
obtenção do ganho da causa, mediante a juntada de documento probatório e demais 
meios de provas que determinem a culpa do terceiro ou o agente causador do ato 
ilícito. 
 
A doutrina civilista admite, em casos como o relatado, a condenação por danos 
emergentes e lucros cessantes, mas exclui o dano moral, por tratar-se de 
responsabilidade subjetiva. 
 
 
 
 
Ref.: 201602494089 
 
 
 4a Questão 
 
 
O Código Civil, em matéria de responsabilidade civil, estabelece: 
 
 
b) a culpa presumida dos responsáveis por fato de terceiro; 
 a) a responsabilidade objetiva por fato de terceiro; 
 c)a total dependência entre as responsabilidades civil e criminal; 
 
Não há 
 
d) o fim da previsão da culpa como pressuposto do dever de indenizar. 
 
 
Explicação: Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: I - os pais, pelos filhos 
menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia; II - o tutor e o curador, 
pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições; III - o empregador ou 
comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes 
competir, ou em razão dele; IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos 
onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, 
moradores e educandos; V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do 
crime, até a concorrente quantia. Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo 
antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte (é aqui que reside a responsabilidade 
por fato de terceiro), responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos. 
 
 
 
 
Ref.: 201602789144 
 
 
 5a Questão 
 
 
(TRT 1ª 2013 - FCC - ANALISTA JUDICIÁRIO) - O motorista de um automóvel de passeio 
trafegava na contra-mão de direção de uma avenida quando colidiu com uma ambulância 
estadual que transitava na mão regular da via, em alta velocidade porque acionada a 
atender uma ocorrência. A responsabilidade civil do acidente deve ser imputada: 
 
 
ao civil que conduzia o veículo, que responde sob a modalidade objetiva no que 
concerne aos danos apurados na viatura estadual. 
 
tanto ao civil quanto ao Estado, sob a responsabilidade subjetiva, em razão de culpa 
concorrente. 
 ao civil que conduzia o veículo e invadiu a contramão, dando causa ao acidente, não 
havendo nexo de causalidade para ensejar a responsabilidade do Estado. 
 
ao Estado, uma vez que um veículo estadual (ambulância) estava envolvido no 
acidente, o que enseja a responsabilidade objetiva. 
 
ao Estado, sob a modalidade subjetiva, devendo ser comprovada a culpa do 
motorista da ambulância. 
 
 
 
 
Ref.: 201602850176 
 
 
 6a Questão 
 
 
Devido à indicação de luz vermelha do sinal de trânsito, Ricardo parou seu veículo pouco 
antes da faixa de pedestres. Sandro, que vinha logo atrás de Ricardo, também parou, 
guardando razoável distância entre eles. Entretanto, Tatiana, que trafegava na mesma faixa 
de rolamento, mais atrás, distraiu-se ao redigir mensagem no celular enquanto conduzia seu 
veículo, vindo a colidir com o veículo de Sandro, o qual, em seguida, atingiu o carro de 
Ricardo. Diante disso, à luz das normas que disciplinam a responsabilidade civil, assinale a 
afirmativa correta. 
 
 
Caberá a Tatiana indenizar os prejuízos causados ao veículo de Sandro, e este deverá 
indenizar os prejuízos causados ao veículo de Ricardo. 
 
Tatiana e Sandro têm o dever de indenizar Ricardo, na medida de sua culpa. 
 Caberá a Tatiana indenizar os prejuízos causados aos veículos de Sandro e Ricardo. 
 
Cada um arcará com seu próprio prejuízo, visto que a responsabilidade pelos danos 
causados deve ser repartida entre todos os envolvidos. 
 
Somente Sandro tem dever de indenizar 
 
 
Explicação: A regra geral do sistema (art. 927) é a responsabilidade subjetiva, é a 
responsabilidade baseada na culpa, contudo, o próprio CC abre exceção e estabelece a 
responsabilidade civil independentemente de culpa em duas hipóteses: por força de lei ou 
por decisão judicial. Art. 927, CC: ¿Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a 
outrem, fica obrigado a repará-lo. Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, 
independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade 
normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os 
direitos de outrem.¿ Essa regra geral da responsabilidade baseada na culpa transfere para a 
vítima o ônus de prova dessa culpa. É a vítima que deve provar a culpa. Contudo, alguns 
casos previstos em lei invertem o ônus da prova. É a chamada culpa presumida. Culpa 
presumida são aquelas hipóteses previstas em lei em que se inverte o ônus de prova e 
presume-se a culpa do agente. Ou seja, cabe ao agente provar que não atuou 
culposamente. Isso não se trata de responsabilidade objetiva, pois responsabilidade objetiva 
é responsabilidade sem culpa. Isso é responsabilidade subjetiva com culpa presumida, 
portanto, com inversão do ônus da prova. Um bom exemplo são as hipóteses de 
responsabilidade contratual. Aqui presume-se a culpa do contratante pelo inadimplemento 
contratual. Outro exemplo é o que se convencionou chamar de ¿culpa contra a legalidade¿. 
Trata-se de presunção de culpa decorrente da violação de uma norma. Quando a conduta 
do agente consiste na violação de uma norma, presume-se a sua culpa. É o caso da 
responsabilidade civil automobilística. Quem anda na contra mão de direção 
presumivelmente é culpado. Quem bate atrás é presumivelmente culpado, pois não 
manteve a distância regulamentar. 
 
 
 
 
Ref.: 201602787893 
 
 
 7a Questão 
 
 
Doutrinariamente definindo Responsabilidade Civil como a situação de quem sofre 
consequência da violação de uma norma, ou como a obrigação que incumbe a alguém de 
reparar o prejuízo causado a outrem, pela sua atuação ou em virtude de danos provocados 
porpessoa ou coisas dele dependentes. Concluímos que o dever jurídico de reparar o 
prejuízo a outrem, caso haja a violação de uma obrigação que poderá ser: 
 
 
Contratual ou hereditária. 
 
contratual ou extracontratual. 
 Contratual ou Conjugal. 
 
Contratual ou extrajudicial. 
 Contratual ou obrigacional. 
 
 
Explicação: 
O dever jurídico de reparar, caso haja a violação de uma obrigação. Que poderá ser 
contratual ou extracontratual. 
 
 
 
 
Ref.: 201602641490 
 
 
 8a Questão 
 
 
(XV Exame Unificado/2014/ADAPTADA) - Devido à indicação de luz vermelha do sinal de 
trânsito, Ricardo parou seu veículo pouco antes da faixa de pedestres. Sandro, que vinha 
logo atrás de Ricardo, também parou, guardando razoável distância entre eles. Entretanto, 
Tatiana, que trafegava na mesma faixa de rolamento, mais atrás, distraiu-se ao redigir 
mensagem no celular enquanto conduzia seu veículo, vindo a colidir com o veículo de 
Sandro, o qual, em seguida, atingiu o carro de Ricardo. Diante disso, à luz das normas que 
disciplinam a responsabilidade civil, assinale a afirmativa correta 
 
 
Cada um arcará com seu próprio prejuízo, visto que a responsabilidade pelos danos 
causados deve ser repartida entre todos os envolvidos 
 Na hipótese narrada a regra do artigo 930 da lei civil deverá ser aplicada 
subsidiariamente, 
 
Caberá a Tatiana indenizar os prejuízos causados ao veículo de Sandro, e este 
deverá indenizar os prejuízos causados ao veículo de Ricardo. 
 Caberá a Tatiana indenizar os prejuízos causados aos veículos de Sandro e Ricardo. 
 
Tatiana e Sandro têm o dever de indenizar Ricardo, na medida de sua culpa. 
 
 
 
1a Questão 
 
 
(TRT 20ª 2012 - FCC) - Os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se 
albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, são responsáveis pela reparação civil 
de seus hóspedes, moradores e educandos, porque: 
 
 
as pessoas responsáveis têm obrigação legal de contratar empregados para 
realizarem a segurança dos seus estabelecimentos. 
 exercem as pessoas responsáveis, normalmente, atividade que, por sua natureza, 
representa risco a direito de outrem. 
 
há presunção legal de que o ilícito não teria ocorrido se as vítimas não estivessem 
hospedadas, morando ou estudando nos estabelecimentos referidos. 
 há determinação legal expressa da solidariedade de tais pessoas com os efetivos 
autores do ilícito. 
 
a ocorrência de ilícito nos referidos estabelecimentos caracteriza negligência dos 
respectivos donos. 
 
 
 
 
Ref.: 201602820962 
 
 
 2a Questão 
 
 
No caso de dano provocado por objeto caído de prédio habitado, é correto afirmar: 
 
 
a responsabilidade será do ocupante do aposento, tão somente, na forma subjetiva; 
 a responsabilidade será daquele que ocupa o aposento ou dos ocupantes dos 
aposentos de onde poderia, em tese, ter caído tal objeto, na forma solidária, 
portanto; 
 a responsabilidade será da administradora, tão somente; 
 
c) ( ) a responsabilidade será da construtora, tão somente; 
 
haverá necessidade de se descobrir de qual aposento caiu o objeto para 
responsabilizá-lo embora tal responsabilidade seja objetiva; 
 
 
Explicação: Hipótese de responsabilidade por coisa caída de prédio 
 
 
 
 
Ref.: 201602494098 
 
 
 3a Questão 
 
 
No tocante à responsabilidade civil, é correto afirmar: 
 
 
É absoluta a regra de que a indenização mede-se tão só pela extensão do dano. 
 Ressalvados casos previstos em leis especiais, os empresários individuais e as 
empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos 
produtos postos em circulação. 
 
O dono ou detentor do animal ressarcirá o dano por este causado, desde que a vítima 
comprove a culpa daquele na guarda do animal. 
 
O dono de edifício ou construção responde objetiva e automaticamente pelos danos 
que resultem de sua ruína, independentemente de aferição de culpa ou nexo causal. 
 
Quando a culpa é analisada estamos diante da responsabilidade civil objetiva. 
 
 
Explicação: Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários 
individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados 
pelos produtos postos em circulação. 
 
 
 
 
Ref.: 201602642978 
 
 
 4a Questão 
 
 
João decidiu comprar um veículo e para tanto foi até uma loja de veículos usados e escolheu 
um modelo. O vendedor, muito atencioso, propôs a João uma volta pelo centro da cidade 
gratuitamente, a fim de que o comprador pudesse averiguar as qualidades do automóvel. O 
vendedor conduziu João pelo centro e, na volta do passeio, o veículo colidiu contra um 
caminhão em virtude de buracos existentes na pista. João teve a perna quebrada. Cabe a 
João indenização pelos danos sofridos a ser paga pela loja revendedora de automóveis? 
 
 
Não, porque o passeio foi à título gratuito e João assumiu os riscos do mesmo. 
 
Não, pois a culpa foi exclusiva do condutor do caminhão. 
 Não, pois estamos diante de caso fortuito. 
 Sim, pois o passeio não configura contrato a título gratuito e deve, portanto, ser 
regido pelo Dec. n.º 2.681/1912. 
 
 
 
 
Ref.: 201602820955 
 
 
 5a Questão 
 
 
A responsabilidade dos Educadores diz respeito a fatos ocorridos: 
 
 
é subjetiva dependendo de apuração em processo judicial assegurado o exercício do 
contraditório e da ampla defesa; 
 
tanto no interior do estabelecimento de ensino como fora desde que em atividades 
desenvolvidas pela instituição, exceto durante o transporte para tal finalidade; 
 e) ( ) nenhum das alternativas está correta; 
 
diz respeito somente a fatos ocorridos dentre dos limites da instituição de ensino; 
 tanto no interior do estabelecimento de ensino como fora dele desde que em 
atividades desenvolvidas pela instituição, bem como por aqueles ocorridos durante o 
transporte; 
 
 
Explicação: Hipótese de responsabilidade dos educadores 
 
 
 
 
Ref.: 201602570021 
 
 
 6a Questão 
 
 
Sobre a Responsabilidade Civil do segurador, é correto afirmar,EXCETO: 
 
 
A seguradora tem obrigação de garantia. 
 A boa fé do segurado e suas declarações verdadeiras acerca da exposição ao risco são 
imprescindíveis para que haja o dever de indenizar por parte da seguradora. 
 
O agravamento de risco por parte do segurado pode excluir o dever de indenizar. 
 O agravamento de risco por parte do segurado não pode jamais ser hipótese de 
exclusão do dever de indenizar por parte da seguradora. 
 
Trata-se de responsabilidade civil objetiva. 
 
 
 
 
Ref.: 201602850173 
 
 
 7a Questão 
 
 
André é motorista da transportadora Via Rápida Ltda. Certo dia, enquanto dirigia um ônibus 
da empresa, se distraiu ao tentar se comunicar com um colega, que dirigia outro coletivo ao 
seu lado, e precisou fazer uma freada brusca para evitar um acidente. Durante a manobra, 
Olívia, uma passageira do ônibus, sofreu uma queda no interior do veículo, fraturando o 
fêmur direito. Além do abalo moral, a passageira teve despesas médicas e permaneceu por 
semanas sem trabalhar para se recuperar da fratura. Olívia decide, então, ajuizar ação 
indenizatória pelos danos morais e materiais sofridos. Em referência ao caso narrado, 
assinale a afirmativa correta. 
 
 
Nem Olívia e nem André respondem pelos danos. 
 Olívia pode ajuizar ação em face da transportadora e de André, simultânea ou 
alternativamente, pois ambos são solidariamente responsáveis. 
 
Olívia apenaspode demandar, nesse caso, a transportadora, mas esta terá direito de 
regresso em face de André, se for condenada ao dever de indenizar. 
 
André e a transportadora são solidariamente responsáveis e podem ser demandados 
diretamente por Olívia, mas aquele que vier a pagar a indenização não terá regresso 
em face do outro. 
 
Olívia deve, primeiramente, ajuizar a ação em face da transportadora, e apenas 
demandar André se não obtiver a reparação pretendida, pois a responsabilidade do 
motorista é subsidiária. 
 
 
Explicação: Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil: III - o empregador ou 
comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes 
competir, ou em razão dele; Art. 942. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do 
direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de 
um autor, todos responderão solidariamente pela reparação. Parágrafo único. São 
solidariamente responsáveis com os autores os co-autores e as pessoas designadas no art. 
932. Art. 283. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos 
co-devedores a sua quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver, 
presumindo-se iguais, no débito, as partes de todos os co-devedores. A solidariedade não se 
presume; resulta da lei ou da vontade das partes (art. 265 do CC) e, como podemos 
perceber da leitura dos artigos supra, a solidariedade entre os responsáveis pelo acidente 
aludido na questão está disposta no próprio CC, lei federal. Não se trata, portanto de 
responsabilidade subsidiária, Olívia poderá demandar ambos, e não apenas a 
transportadora e aquele que vier a pagar a indenização terá sim direito de regresso em face 
do outro, conforme o art. 283 do CC. 
 
 
 
 
Ref.: 201602741418 
 
 
 8a Questão 
 
 
(OAB/MG/ADAPTADA) - João trafegava com seu táxi por via pública de grande movimento, 
acima da velocidade máxima permitida. Ao avistar criança (a mais ou menos 300m de seu 
veículo), que tentava concluir a travessia da via, buzinou para que a mesma retornasse ao 
passeio, pois o semáforo estava aberto para os automóveis. Em vão foi sua tentativa e João 
acabou por atropelar a criança, a qual sobreviveu. De quem é a culpa? 
 
 
Dos pais da criança - culpa "in vigilando". 
 
Há culpa concorrente. 
 
Da criança, porque tentou atravessar com o semáforo indicando sinal aberto para 
os automóveis. 
 De João, porque trafegava em alta velocidade, não dirigindo, assim, com a devida 
cautela e atenção. 
 
Dos pais da criança - culpa concorrente. 
 
 
1a Questão 
 
 
Maria, menor com 14 anos de idade, filha de Henrique e Mônica, pintou flores coloridas em 
um carro da Polícia Rodoviária Federal que estava estacionado em frente a sua casa. O 
reparo do dano causado ao veículo custou cinco mil reais aos cofres públicos. Considerando 
a situação hipotética apresentada, assinale a opção CORRETA acerca da responsabilidade 
quanto ao prejuízo causado. 
 
 
Maria não poderá ser responsabilizada pelo prejuízo porquanto é incapaz de 
deveres na ordem civil. 
 
Os pais de Maria somente poderão ser responsabilizados pelo prejuízo caso 
seja provado que tiveram culpa pelo dano. 
 Os pais de Maria responderão objetivamente pelo prejuízo se dispuserem de 
meios suficientes para tanto. 
 
A responsabilidade civil é inafastável, por isso Maria será responsável pelo 
prejuízo ainda que tenha de se privar do necessário a sua sobrevivência. 
 
 
Explicação: 
Verificar art. 928 do CC. 
 
 
 
 
Ref.: 201602494079 
 
 
 2a Questão 
 
 
Envolvendo-se o empregado em acidente de veículo, no qual ficou comprovada sua culpa, a 
responsabilidade do patrão é 
 
 
d) solidária, podendo, porém, escusar-se, provando que não teve culpa no evento 
porque bem selecionado o empregado entre os postulantes ao emprego e que o 
vigiou adequadamente. 
 c) conjunta, dividindo-se a responsabilidade pelo valor da indenização em parte 
iguais. 
 e) solidária, não podendo escusar-se sob o fundamento de que inexiste culpa de sua 
parte na escolha ou na vigilância de seu empregado. 
 
b) excluída, se, no contrato de trabalho, o empregado houver se responsabilizado 
pelos danos que ocasionar a terceiros. 
 
a) conjunta, ainda que não haja culpa de sua parte na escolha ou na vigilância de seu 
empregado. 
 
 
Explicação: Art. 932 CC. São também responsáveis pela reparação civil: III - o empregador ou 
comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes 
competir, ou em razão dele; Além disso, a Súmula nº 341 do STF prevê que: É presumida a 
culpa do patrão ou comitente pelo ato culposo do empregado ou preposto. 
 
 
 
 
Ref.: 201604487073 
 
 
 3a Questão 
 
 
XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO Daniel, morador do Condomínio Raio de Luz, após 
consultar a convenção do condomínio e constatar a permissão de animais de estimação, 
realizou um sonho antigo e adquiriu um cachorro da raça Beagle. Ocorre que o animal, 
muito travesso, precisou dos serviços de um adestrador, pois estava destruindo móveis e 
sapatos do dono. Assim, Daniel contratou Cleber, adestrador renomado, para um pacote de 
seis meses de sessões. Findo o período do treinamento, Daniel, satisfeito com o resultado, 
resolve levar o cachorro para se exercitar na área de lazer do condomínio e, encontrando-a 
vazia, solta a coleira e a guia para que o Beagle possa correr livremente. Minutos depois, a 
moradora Diana, com 80 (oitenta) anos de idade, chega à área de lazer com seu neto Theo. 
Ao perceber a presença da octogenária, o cachorro pula em suas pernas, Diana perde o 
equilíbrio, cai e fratura o fêmur. Diana pretende ser indenizada pelos danos materiais e 
compensada pelos danos estéticos. Com base no caso narrado, assinale a opção correta. 
 
 Há responsabilidade civil valorada pelo critério objetivo e extracontratual de Daniel, 
havendo obrigação de indenizar e compensar os danos causados, haja vista a ausência 
de prova de alguma das causas legais excludentes do nexo causal, quais sejam, força 
maior ou culpa exclusiva da vítima 
 
O dono do cachorro não pode ser responsabilizado pelos danos causados por seu 
animal. 
 
Há responsabilidade civil valorada pelo critério subjetivo e solidária de Daniel e 
Cleber, aquele por culpa na vigilância do animal e este por imperícia no adestramento 
do Beagle, pelo fato de não evitarem que o cachorro avançasse em terceiros 
 
Há responsabilidade valorada pelo critério subjetivo e contratual apenas de Daniel em 
relação aos danos sofridos por Diana; subjetiva, em razão da evidente culpa na 
custódia do animal; e contratual, por serem ambos moradores do Condomínio Raio de 
Luz. 
 
Não há responsabilidade civil de Daniel valorada pelo critério subjetivo, em razão da 
ocorrência de força maior, isto é, da chegada inesperada da moradora Diana, 
caracterizando a inevitabilidade do ocorrido, com rompimento do nexo de 
causalidade. 
 
 
Explicação: 
É importante a observância do art. 936 do CC. Nele há a determinação que a 
responsabilidade civil somente pode ser afastada se houver alguma excludente de 
responsabilidade. Dessa forma, estamos diante da responsabilidade civil objetiva. 
Também trata-se de responsabilidade civil extracontratual porque não há qualquer vínculo 
contratual entre o dono do animal e a pessoa que sofreu o dano. 
OBS: Trata-se de uma questão adaptada porque foi inserida a quinta opção de resposta. 
 
 
 
 
Ref.: 201602820921 
 
 
 4a Questão 
 
 
O Dono doveículo emprestado que se envolve em acidente causado pelo seu condutor: 
 
 responde pelos fatos com base na teoria do guarda; 
 
não responde pelos fatos já que não se pode exigir que tenha previsibilidade sobre os 
fatos; 
 responde pelos fatos porque deveria ter evitado o acidente; 
 
não responde pelos fatos porquanto equiparável ao caso fortuito ou força maior; 
 
não responde pelos fatos porquanto não há elemento de culpa de sua parte; 
 
 
Explicação: Fundamento da responsabilidade 
 
 
 
 
Ref.: 201602737711 
 
 
 5a Questão 
 
 
( FGV - 2013 - OAB - XII Exame da Ordem Unificado - ADAPTADA) - Pedro, dezessete anos de 
idade, mora com seus pais no edifício Clareira do Bosque e, certa manhã, se desentendeu 
com seu vizinho Manoel, dezoito anos. O desentendimento ocorreu logo após Manoel, por 
equívoco do porteiro, ter recebido e lido o jornal pertencente aos pais do adolescente. 
Manoel, percebido o equívoco, promoveu a imediata devolução do periódico, momento no 
qual foi surpreendido com atitude inesperada de Pedro que, revoltado com o desalinho das 
páginas, o agrediu com um soco no rosto, provocando a quebra de três dentes. Como 
Manoel é modelo profissional, pretende ser indenizado pelos custos com implantes 
dentários, bem como pelo cancelamento de sua participação em um comercial de televisão. 
Tendo em conta o regramento da responsabilidade civil por fato de outrem, assinale a 
afirmativa correta. 
 
 Se os pais de Pedro não dispuserem de recursos suficientes para pagar a indenização, 
e Pedro tiver recursos, este responderá subsidiária e equitativamente pelos danos 
causados a Manoel. 
 
Somente os pais de Pedro terão responsabilidade objetiva pelos danos causados pelo 
filho, mas detêm o direito de reaver de Pedro, posteriormente, os danos indenizáveis 
a Manoel. 
 
Pedro responderá solidariamente com seus pais pelos danos causados a Manoel, 
inclusive com indenização pela perda de uma chance, decorrente do cancelamento da 
participação da vítima no comercial de televisão. 
 
Os pais de Pedro terão responsabilidade subjetiva pelos danos causados pelo filho a 
Manoel, devendo, para tanto, ser comprovada a culpa in vigilando dos genitores 
 
Os pais de Pedro terão responsabilidade objetiva e subsidiária pelos danos causados 
pelo filho a Manoel, devendo, para tanto, ser comprovada a culpa in vigilando e o 
dolo dos genitores 
 
 
 
 
Ref.: 201602734938 
 
 
 6a Questão 
 
 
(TRT/ 20ª REGIÃO/ 2012) - Os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos 
onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, são responsáveis pela 
reparação civil de seus hóspedes, moradores e educandos, porque: 
 
 
as pessoas responsáveis têm obrigação legal de contratar empregados para 
realizarem a segurança dos seus estabelecimentos. 
 há presunção legal de que o ilícito não teria ocorrido se as vítimas não estivessem 
hospedadas, morando ou estudando nos estabelecimentos referidos. 
 há determinação legal expressa da solidariedade de tais pessoas com os efetivos 
autores do ilícito. 
 
Exercem as pessoas responsáveis, normalmente, atividade que, por sua natureza, 
representa risco a direito de outrem. 
 
a ocorrência de ilícito nos referidos estabelecimentos caracteriza negligência dos 
respectivos donos. 
 
 
 
 
Ref.: 201602734606 
 
 
 7a Questão 
 
 
Lucas, menor de idade, filho de Mara e Júlio, praticou ato ilícito que culminou na morte de 
Pablo. Após tomar conhecimento do evento, Joana, mãe da vítima, ajuizou ação 
compensatória de danos morais contra Mara e Júlio, em decorrência da conduta praticada 
por seu filho. Durante a instrução processual, Júlio demonstrou que não mantinha mais 
vínculo matrimonial com Mara e que o menor estava coabitando com a mãe e sob a guarda 
desta. Comprovou, também, que Lucas não estava em sua companhia no momento da 
prática do ilícito e que, dias antes, Mara havia comprado uma arma, de forma irregular, que 
fora usada no cometimento do crime. Com referência a essa situação hipotética, assinale a 
opção correta à luz da legislação aplicável ao caso, do entendimento doutrinário sobre o 
tema e da jurisprudência do STJ. 
 
 O pleito de Joana deve ser julgado improcedente em relação a Júlio, pois o contexto 
fático demonstrou situação que exclui sua responsabilidade. 
 
A responsabilidade de Lucas é objetiva, assim como a de seus pais, Mara e Júlio. 
 
Há presunção absoluta do dever de vigilância dos pais em relação ao filho Lucas, 
decorrente do poder familiar. 
 
O limite humanitário da indenização, aplicável a Lucas, não é extensivo a seus pais, 
devido ao princípio da reparação integral do dano. 
 
Há presunção relativa do dever de vigilância dos pais em relação ao filho Lucas, 
decorrente do poder familiar. 
 
 
Explicação: R: ¿No presente caso, sem adentrar-se no exame das provas, pela simples leitura 
da decisão recorrida, tem-se claramente que a genitora assumiu o risco da ocorrência de 
uma tragédia, ao comprar, três ou quatro dias antes do fato, o revólver que o filho utilizou 
para o crime, arma essa adquirida de modo irregular e guardada sem qualquer cautela (fls. 
625/626). IV - Essa realidade, narrada no voto vencido do v. acórdão recorrido, é situação 
excepcional que isenta o genitor, que não detém a guarda e não habita no mesmo domicílio, 
de responder solidariamente pelo ato ilícito cometido pelo menor, ou seja, deve ser 
considerado parte ilegítima. ¿V - Recurso especial desprovido. (STJ - REsp: 777327 RS 
2005/0140670-7, Relator: Ministro MASSAMI UYEDA, Data de Julgamento: 17/11/2009, T3 - 
TERCEIRA TURMA, Data de Publicação: DJe 01/12/2009). (grifo nosso). 
 
 
 
 
Ref.: 201602574832 
 
 
 8a Questão 
 
 
(XII Exame Unificado/2013/ADAPTADA) - Pedro, dezessete anos de idade, mora com seus 
pais no edifício Clareira do Bosque e, certa manhã, se desentendeu com seu vizinho Manoel, 
dezoito anos. O desentendimento ocorreu logo após Manoel, por equívoco do porteiro, ter 
recebido e lido o jornal pertencente aos pais do adolescente. Manoel, percebido o 
equívoco, promoveu a imediata devolução do periódico, momento no qual foi surpreendido 
com atitude inesperada de Pedro que, revoltado com o desalinho das páginas, o agrediu 
com um soco no rosto, provocando a quebra de três dentes. Como Manoel é modelo 
profissional, pretende ser indenizado pelos custos com implantes dentários, bem como pelo 
cancelamento de sua participação em um comercial de televisão. Tendo em conta o 
regramento da responsabilidade civil por fato de outrem, assinale a afirmativa correta. 
 
 
Os pais de Pedro terão responsabilidade subjetiva pelos danos causados pelo filho a 
Manoel, devendo, para tanto, ser comprovada a culpa in vigilando dos genitores. 
 
Os pais de Pedro terão responsabilidade objetiva pelos danos causados pelo filho, 
não havendo necessidade de comprovarem a culpa in custodiando dos genitores. 
 Somente os pais de Pedro terão responsabilidade objetiva pelos danos causados pelo 
filho, mas detêm o direito de reaver de Pedro, posteriormente, os danos indenizáveis 
a Manoel 
 
Pedro responderá solidariamente com seus pais pelos danos causados a Manoel, 
inclusive com indenização pela perda de uma chance, decorrente do cancelamento 
da participação da vítima no comercial de televisão. 
 Se os pais de Pedro não dispuserem de recursos suficientes para pagar a indenização, 
e Pedro tiver recursos, este responderá subsidiária e equitativamente pelos danos 
causados a Manoel 
 
 
1a Questão 
 
Gisele, quinze anos de idade, modelo e atrizde sucesso, com ótima condição econômica, após 
se aborrecer com o vizinho de seu pai, pegou um paralelepípedo e quebrou o vidro do para-
brisa dianteiro de um veículo AUDI ano 2016, que se encontrava estacionado em frente a sua 
residência. Considerando que Gisele reside com seu pai, que é separado judicialmente de sua 
mãe, e que nenhum dos dois genitores dispõe de meios para ressarcir os danos causados, é 
correto afirmar que: 
 
 
a responsabilidade civil será dos pais de Gisele; 
 Gisele deverá ser responsabilizada civilmente pelos danos causados; 
 
a responsabilidade civil será exclusivamente do pai de Gisele; 
 
a responsabilidade civil será exclusivamente da mãe de Gisele; 
 
não há responsabilidade civil, já que Gisele é menor de idade, sendo civilmente 
incapaz. 
 
 
 
 
Ref.: 201602492757 
 
 2a Questão 
 
 
Considere: I. O empregador e os atos praticados por seus empregados no exercício do trabalho 
que lhes competir ou em razão dele. II. Os donos de hotéis e os atos praticados pelos seus 
hóspedes. De acordo com o Código Civil brasileiro, em se tratando de reparação civil, nas 
hipóteses I e II: 
 
 Ambos respondem pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos, 
independentemente da existência de culpa de sua parte. 
 
Somente o empregador responde pelos atos de seus empregados independentemente 
da existência de culpa de sua parte. 
 
Somente os donos de hotéis respondem pelos atos de seus hóspedes 
independentemente da existência de culpa de sua parte. 
 
Ambos respondem pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos, desde que haja 
culpa de sua parte. 
 
Ambos não respondem pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos, existindo ou 
não culpa de sua parte. 
 
 
 
 
Ref.: 201602437428 
 
 3a Questão 
 
 
Considerando as alternativas abaixo é possível afirmar que: 
 
 
O empregador será responsável pelos danos causados por seus empregados. Essa regra 
prevalece mesmo diante do artigo 14 do CDC, mas não terá prevalência sobre o art. 37, 
§ da Constituição. 
 O direito de regresso só não será cabível se o causador do dano for seu descendente. 
 O fundamento da responsabilidade do tutor e curador, pelos atos praticados pelos 
tutelados e curatelados, é a mesma dos pais em relação aos filhos, ou seja, o dever de 
vigilância. 
 
O direito de regresso será cabível sempre que a indenização for pago por aquele que não 
foi o que efetivamente causou o dano. 
 
 
 
 
Ref.: 201602747411 
 
 4a Questão 
 
 
(IX EXAME UNIFICADO/2012/adaptada) - Renato, menor com 17 anos, estava passeando com 
seu cachorro pelo parque da sua cidade, quando avistou José, com quem havia se 
desentendido, do outro lado do parque. Com a intenção de dar um susto em José, Renato solta 
a coleira do seu cachorro e o estimula a atacar José. Diante dessa situação hipotética, assinale 
a afirmativa correta. 
 
 
Renato ficará isento de qualquer responsabilidade civil, em razão da sua idade. 
 
Renato ficará isento de qualquer responsabilidade civil, mesmo que seu desafeto seja 
atacado por seu cachorro, em razão da sua idade. 
 Os pais de Renato não podem ser responsabilizados civilmente pelos atos de Renato. 
 Renato responderá pelos prejuízos que causar apenas se as pessoas por ele 
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
 
Caso Renato fosse maior de idade iria responder pelo dano causado pelo seu cachorro 
mesmo que tal dano fosse provocado por culpa exclusiva da vítima ou pela ocorrência de 
um evento de força maior. 
 
 
 
 
Ref.: 201602496125 
 
 5a Questão 
 
 
(TRT 20ª 2012 - FCC - JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO) - Os donos de hotéis, hospedarias, 
casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, são 
responsáveis pela reparação civil de seus hóspedes, moradores e educandos, porque 
 
 há determinação legal expressa da solidariedade de tais pessoas com os efetivos 
autores do ilícito. 
 exercem as pessoas responsáveis, normalmente, atividade que, por sua natureza, 
representa risco a direito de outrem. 
 
as pessoas responsáveis têm obrigação legal de contratar empregados para realizarem a 
segurança dos seus estabelecimentos. 
 
há presunção legal de que o ilícito não teria ocorrido se as vítimas não estivessem 
hospedadas, morando ou estudando nos estabelecimentos referidos. 
 
a ocorrência de ilícito nos referidos estabelecimentos caracteriza negligência dos 
respectivos donos. 
 
 
 
 
Ref.: 201602737707 
 
 6a Questão 
 
 
(CESPE - 2008 - OAB - Exame da Ordem - ADAPTADA) - Maria, menor com 14 anos de idade, 
filha de Henrique e Mônica, pintou flores coloridas em um carro da Polícia Rodoviária Federal 
que estava estacionado em frente à sua casa. O reparo do dano causado ao veículo custou R$ 
5.000,00 aos cofres públicos. Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a opção 
correta acerca da responsabilidade quanto ao prejuízo causado. 
 
 Os pais de Maria responderão objetivamente pelo prejuízo se dispuserem de meios 
suficientes para tanto. 
 A responsabilidade civil é inafastável, por isso Maria será responsável pelo prejuízo 
ainda que tenha de se privar do necessário a sua sobrevivência. 
 
A responsabilidade por ato de terceiro é objetiva e permite estender a obrigação de 
reparar o dano a pessoa diversa daquela que praticou o ato doloso em face de outrem. 
 
Os pais de Maria somente poderão ser responsabilizados pelo prejuízo caso seja provado 
que tiveram culpa pelo dano. 
 
Maria não poderá ser responsabilizada pelo prejuízo porquanto é incapaz de deveres na 
ordem civil. 
 
 
 
 
Ref.: 201602737103 
 
 7a Questão 
 
 
(TRT 6ª 2012 - FCC) - Sendo o patrão responsável pela reparação civil dos danos causados 
culposamente por seus empregados no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão 
dele, 
 
 é obrigado a indenizar ainda que o patrão não tenha culpa. 
 
só será obrigado a indenizar se o patrão também tiver culpa. 
 não será obrigado a indenizar, se o empregado for absolvido pelo mesmo ato, em 
processo criminal, por insuficiência de prova. 
 
só será obrigado a indenizar se o ato também constituir crime e se o empregado for 
condenado no processo criminal. 
 
a obrigação de indenizar é subsidiária à do empregado que causou o dano 
 
 
 
 
Ref.: 201602370627 
 
 8a Questão 
 
 
FCC - DPE/AM - Defensor Público - 2013. Considerando que o menor foi emancipado, por ato 
voluntário do pai, 
 
 pai e filho responderão solidariamente pela totalidade dos prejuízos. 
 o filho responderá sozinho, mas equitativamente, pelos prejuízos. 
 
o pai responderá sozinho pela totalidade dos prejuízos. 
 
pai e filho responderão solidária e equitativamente pelos prejuízos. 
 
o filho responderá sozinho pelos prejuízos. 
1a Questão 
 
 
(TRT 6ª 2012 - FCC - Técnico Judiciário ¿ Administrativa) Sendo o patrão responsável pela 
reparação civil dos danos causados culposamente por seus empregados no exercício do 
trabalho que lhes competir, ou em razão dele, É CORRETO AFIRMAR QUE: 
 
 
não será obrigado a indenizar, se o empregado for absolvido pelo mesmo ato, em 
processo criminal, por insuficiência de prova. 
 
só será obrigado a indenizar se o ato também constituir crime e se o empregado for 
condenado no processo criminal. 
 só será obrigado a indenizar se o patrão também tiver culpa. 
 é obrigado a indenizar ainda que o patrão não tenha culpa. 
 
a obrigação de indenizar é subsidiária à do empregado que causou o dano. 
 
 
Explicação: 
Conforme determina o art. 933 do CC a responsabilidade civil do empredoré objetiva, ou 
seja, não há necessidade de analisar culpa. 
 
 
 
 
Ref.: 201602727272 
 
 
 2a Questão 
 
 
É responsável pela reparação civil, objetivamente, por atos de terceiro: 
 
 o incapaz, pelos danos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem a 
obrigação de fazê-lo. 
 o dono de hotel, pelos atos praticados por seu hóspede, albergado mediante 
pagamento em seu estabelecimento. 
 
aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, havendo condenação criminal 
anterior. 
 
o dono de animal que causou danos a terceiro, mesmo que exista motivo de força 
maior. 
 
aquele que, obrigado a reparar, ressarcir o dano causado, se não for culpado do 
perigo. 
 
 
 
 
Ref.: 201602820931 
 
 
 3a Questão 
 
 
Quanto à responsabilidade dos Pais pelos filhos, é possível afirmar que: 
 
 
todas as alternativas estão incorretas. 
 
a responsabilidade é objetiva, portanto persiste ainda que não haja culpa do filho pelo 
prejuízo; 
 a responsabilidade dos Pais cessa se houver Emancipação; 
 a responsabilidade dos Pais continua ainda que o filho seja emancipado; 
 
a responsabilidade dos Pais cessa com a Emancipação, apenas se for voluntaria, 
permanecendo das demais modalidades; 
 
 
Explicação: Fixar hipótese de responsabilidade dos pais 
 
 
 
 
Ref.: 201601815783 
 
 
 4a Questão 
 
 
Mirtes gosta de decorar a janela de sua sala com vasos de plantas. A síndica do prédio onde 
Mirtes mora já advertiu a moradora do risco da queda dos vasos e de possível dano aos 
transeuntes e moradores do prédio. Num dia de forte ventania, os vasos de Mirtes caíram 
sobre os carros estacionados na rua, causando sérios prejuízos. Nesse caso, é correto 
afirmar que Mirtes: 
 
 
está isenta de responsabilidade, pois não teve a intenção de 
causar prejuízo. 
 
somente deverá indenizar os lesado se tiver agido dolosamente 
 
poderá alegar motivo de força maior e não deverá indenizar os 
lesados. 
 deverá indenizar os lesados, pois tem responsabilidade objetiva 
pelo dano causado. 
 
 
Explicação: 
Verificar art. 938 do CC. 
 
 
 
 
Ref.: 201602337024 
 
 
 5a Questão 
 
 
Durante as eleições para Governador do Estado realizadas no ano de 2014, Simone, 16 anos, 
pegou escondido da família o carro de seu pai, João, para fazer propaganda com seus 
amigos de seu candidato preferido. Durante o percurso, Simone atropelou uma família, 
matando um homem de cinquenta anos de idade ao invadir uma loja de alimentos. Neste 
caso, de acordo com o Código Civil Brasileiro, João: 
 
 responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha e poderá reaver de Simone 
somente 50% do valor total que pagar pelo ressarcimento do dano causado. 
 responderá civilmente pelos ato praticados por sua filha, mas não poderá reaver de 
Simone o que pagar pelo ressarcimento do dano causado. 
 
só responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha, se esta não possuir 
patrimônio pessoal 
 
não responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha, uma vez que ela é 
relativamente incapaz 
 
responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha e poderá reaver de Simone 
o valor total que pagar pelo ressarcimento do dano causado. 
 
 
Explicação: 
Os pais respondem pelos atos dos filhos menores. Não há que se falar em ressarcimento dos 
pais pela indenização por danos causados pelo filho. 
 
 
 
 
Ref.: 201602492751 
 
 
 6a Questão 
 
 
¿X¿ é empregado de ¿Y¿ e, exercendo a função de motorista, provocou culposamente um 
acidente de que decorreram danos de grande monta para o proprietário de outro veículo. 
Neste caso, o patrão: 
 
 Responderá somente pela metade da indenização se provar que não há culpa de sua 
parte. 
 
Não responderá pela indenização se provar que escolheu bem e vigiou 
convenientemente seu empregado. 
 
Se provar que não há culpa de sua parte, só responderá subsidiariamente pela 
indenização. 
 
Só responderá pela indenização se o empregado tiver sido condenado em ação 
penal. 
 Responderá pela indenização, ainda que não haja culpa de sua parte. 
 
 
 
 
Ref.: 201602608426 
 
 
 7a Questão 
 
 
(OAB/ FGV/ 2013/adaptada) Ricardo, buscando evitar um atropelamento, realiza uma 
manobra e atinge o muro de uma casa, causando um grave prejuízo. Em relação à situação 
acima, é correto afirmar que Ricardo: 
 
 
não responderá pela reparação do dano, pois agiu em estado de necessidade. 
 
praticou um ato ilícito e deverá reparar o dano. 
 responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de necessidade. 
 
responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em legítima defesa. 
 
Deverá o autor do fato responder com fulcro na regra dos artigos 930 c/c 927 do 
Código Civil. 
 
 
 
 
Ref.: 201604487092 
 
 
 8a Questão 
 
 
XII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Pedro, dezessete anos de idade, mora com seus pais no 
edifício Clareira do Bosque e, certa manhã, se desentendeu com seu vizinho Manoel, 
dezoito anos. O desentendimento ocorreu logo após Manoel, por equívoco do porteiro, ter 
recebido e lido o jornal pertencente aos pais do adolescente. Manoel, percebido o 
equívoco, promoveu a imediata devolução do periódico, momento no qual foi surpreendido 
com atitude inesperada de Pedro que, revoltado com o desalinho das páginas, o agrediu 
com um soco no rosto, provocando a quebra de três dentes. Como Manoel é modelo 
profissional, pretende ser indenizado pelos custos com implantes dentários, bem como pelo 
cancelamento de sua participação em um comercial de televisão. Tendo em conta o 
regramento da responsabilidade civil por fato de outrem, assinale a afirmativa correta. 
 
 
Os pais de Pedro não terão qualquer responsabilidade mesmo que possuam 
patrimônio. 
 
 Somente os pais de Pedro terão responsabilidade objetiva pelos danos causados pelo 
filho, mas detêm o direito de reaver de Pedro, posteriormente, os danos indenizáveis 
a Manoel. 
 
Os pais de Pedro terão responsabilidade subjetiva pelos danos causados pelo filho a 
Manoel, devendo, para tanto, ser comprovada a culpa in vigilando dos genitores. 
 Se os pais de Pedro não dispuserem de recursos suficientes para pagar a indenização, 
e Pedro tiver recursos, este responderá subsidiária e equitativamente pelos danos 
causados a Manoel. 
 
Pedro responderá solidariamente com seus pais pelos danos causados a Manoel, 
inclusive com indenização pela perda de uma chance, decorrente do cancelamento da 
participação da vítima no comercial de televisão. 
 
 
Explicação: 
É importante observar o art. 928 do CC. Os pais do menor respondem pelos danos causados 
pelo filho menor. Porém, com o Código Civil de 2002 passou a existir a possibiidade de 
responsabilidade subsidiária do incapaz quando os responsáveis não possuirem patrimônio. 
 
1a Questão 
 
 
O prejuízo causado por um animal que alguém possui a guarda, é caso de: 
 
 
n.d.a; 
 
culpa subjetiva; 
 culpa in custodiando; 
 culpa in vigilando; 
 
culpa in omitendo; 
 
 
Explicação: Responsabilidade por animais 
 
 
 
 
Ref.: 201602444630 
 
 
 2a Questão 
 
 
Os menores Joaquim, com dezessete anos e João, com dezesseis anos de idade, causaram 
lesões corporais em um transeunte, quando praticavam esporte violento, tendo o pai deles, 
Manoel, sido condenado a pagar os danos. Nesse caso, Manoel: 
 
 Não poderá reaver dos filhos o que pagou a título de indenização, mesmo depoisde 
eles atingirem a maioridade. 
 
Poderá reaver de ambos o que pagou a título de indenização, mas não incidirá 
correção monetária, nem vencerão juros, até que cada um deles atinja a maioridade. 
 
Só poderá reaver de João, depois que ele atingir a maioridade, metade do que pagou, 
porque era relativamente incapaz quando praticou o ato ilícito. 
 
Não poderá reaver o que pagou a título de indenização, mas esses filhos terão de 
trazer à colação o que o pai despendeu, se houver outro irmão, a fim de se igualarem 
as legítimas. 
 
Poderá reaver de ambos os filhos o que pagou a título de indenização com correção 
monetária, mas sem acréscimo de juros, mesmo depois que atingirem a maioridade. 
 
 
 
 
Ref.: 201602523875 
 
 
 3a Questão 
 
 
(CESPE - 2010 - OAB - Exame da Ordem) Acerca da responsabilidade civil por fato de outrem, 
assinale a opção CORRETA: 
 
 De acordo com o regime da responsabilidade civil traçado no Código Civil brasileiro, 
inexistem causas excludentes da responsabilidade civil objetiva para condutas de 
terceiros. 
 
Em razão da inexistência de relação de preposição, empresa locadora de veículos não 
possui responsabilidade sobre danos que o locatário cause a terceiros no uso do carro 
locado. 
 
O simples afastamento do filho menor da casa dos pais exime-os da responsabilidade 
pelos atos lesivos que ele venha a praticar. 
 O empregador é responsável por dano causado por empregado seu, ainda que 
praticado com desvio de atribuição, caso o ofendido não tenha conhecimento desse 
desvio. 
 
Para responsabilizar os pais por atos lesivos causados por filho menor, a vítima 
necessita demonstrar a culpa in vigilando desses pais. 
 
 
Explicação: 
O afastamento do filho menor de casa não afasta a responsabilidade dos pais. 
Com a entrada em vigor do Código Civil de 2002 não há mais que se falar na análise de culpa 
nos casos de responsabilidade civil dos incapazes. A responsabilidade civil passou a ser 
objetiva. 
A empresa locadora de automóveis é responsável pelos danos causados por seus locatários. 
As excludentes de responsabilidade abrangem os casos envolvendo responsabilidade civil 
objetiva. 
O empregador é responsável pelos danos causados por seus empregados ¿ atr. 932, III do CC 
é a única opção correta. 
 
 
 
 
Ref.: 201602517979 
 
 
 4a Questão 
 
 
2015 - Banca: FCC - Órgão: TJ-PI - Prova: Juiz Substituto. O incapaz 
 
 
não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, em nenhuma hipótese, se a 
incapacidade for absoluta. 
 apenas responde com seus bens pelos prejuízos que causar, se a incapacidade cessar, 
ficando até esse momento suspenso o prazo prescricional. 
 
não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, devendo suportá-los 
somente seus responsáveis. 
 
apenas responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não 
tiverem obrigação de fazê-lo. 
 responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem 
obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
 
 
Explicação: 
Verificar o art. 928 do CC. 
 
 
 
 
Ref.: 201602570062 
 
 
 5a Questão 
 
 
Sobre a responsabilidade civil por fato de outrem, é INCORRETO afirmar: 
 
 
Os pais são solidariamente responsáveis pelos atos praticados pelos filhos menores. 
 Os curadores são responsáveis pelos atos praticados pelos curatelados. 
 
Os empregadores são responsáveis pelos atos praticados por seus empregados no 
exercício de sua função. 
 
Os tutores são responsáveis pelos atos praticados por seus pupilos. 
 Todas as assertivas acima estão corretas. 
 
 
 
 
Ref.: 201602524091 
 
 
 6a Questão 
 
 
(2016, Banca: CESPE, Órgão: TRT - 8ª Região (PA e AP), Prova: Analista Judiciário - Área 
Judiciária) A respeito da responsabilidade civil, assinale a opção CORRETA: 
 
 Conforme o entendimento sumulado do STJ, a indenização em decorrência de 
publicação não autorizada de imagem de pessoa, com fins econômicos ou comerciais, 
depende da comprovação do prejuízo. 
 
A pessoa lesada não terá direito à indenização quando os danos que lhe foram 
causados decorrerem de conduta praticada em estado de necessidade, ainda que ela 
não seja responsável pelo perigo. 
 De acordo com o entendimento sumulado do STF, presume-se a culpa do 
empregador pelos atos culposos de seus prepostos e empregados. 
 
Em decorrência da própria condição de incapacidade, o menor incapaz não pode 
responder pelos prejuízos que causar a terceiros. 
 
A sentença criminal que absolve o réu, por qualquer dos fundamentos previstos em 
lei, impede o reexame dos mesmos fatos para fins de responsabilização civil. 
 
 
Explicação: GABARITO: Letra E A) Súmula 403 STJ: Independe de prova do prejuízo a 
indenização pela publicação não autorizada de imagem de pessoa com fins econômicos ou 
comerciais B) Art. 188. Não constituem atos ilícitos: II - a deterioração ou destruição da coisa 
alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. Art. 930. No caso do inciso II 
do art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este terá o autor do dano ação 
regressiva para haver a importância que tiver ressarcido ao lesado. C) Art. 928. O incapaz 
responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem 
obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes D) Errado, absolvição por falta 
de prova na esfera penal não elide a respectiva responsabilização na esfera cível Art. 935. A 
responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a 
existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem 
decididas no juízo criminal E) CERTO: Súmula 341 STF: É presumida a culpa do patrão ou 
comitente pelo ato culposo do empregado ou preposto. 
 
 
 
 
Ref.: 201602820962 
 
 
 7a Questão 
 
 
No caso de dano provocado por objeto caído de prédio habitado, é correto afirmar: 
 
 
c) ( ) a responsabilidade será da construtora, tão somente; 
 
a responsabilidade será da administradora, tão somente; 
 haverá necessidade de se descobrir de qual aposento caiu o objeto para 
responsabilizá-lo embora tal responsabilidade seja objetiva; 
 
a responsabilidade será do ocupante do aposento, tão somente, na forma subjetiva; 
 a responsabilidade será daquele que ocupa o aposento ou dos ocupantes dos 
aposentos de onde poderia, em tese, ter caído tal objeto, na forma solidária, 
portanto; 
 
 
Explicação: Hipótese de responsabilidade por coisa caída de prédio 
 
 
 
 
Ref.: 201602570021 
 
 
 8a Questão 
 
 
Sobre a Responsabilidade Civil do segurador, é correto afirmar,EXCETO: 
 
 
A boa fé do segurado e suas declarações verdadeiras acerca da exposição ao risco são 
imprescindíveis para que haja o dever de indenizar por parte da seguradora. 
 O agravamento de risco por parte do segurado não pode jamais ser hipótese de 
exclusão do dever de indenizar por parte da seguradora. 
 
A seguradora tem obrigação de garantia. 
 
Trata-se de responsabilidade civil objetiva. 
 
O agravamento de risco por parte do segurado pode excluir o dever de indenizar. 
 
 
1a Questão 
 
Maria, menor com 14 anos de idade, filha de Henrique e Mônica, pintou flores coloridas em um 
carro da Polícia Rodoviária Federal que estava estacionado em frente a sua casa. O reparo do 
dano causado ao veículo custou cinco mil reais aos cofres públicos. Considerando a situação 
hipotética apresentada, assinale a opção CORRETAacerca da responsabilidade quanto ao 
prejuízo causado. 
 
 
Maria não poderá ser responsabilizada pelo prejuízo porquanto é incapaz de deveres na 
ordem civil. 
 Os pais de Maria somente poderão ser responsabilizados pelo prejuízo caso seja 
provado que tiveram culpa pelo dano. 
 
A responsabilidade civil é inafastável, por isso Maria será responsável pelo prejuízo 
ainda que tenha de se privar do necessário a sua sobrevivência. 
 Os pais de Maria responderão objetivamente pelo prejuízo se dispuserem de meios 
suficientes para tanto. 
 
 
Explicação: 
Verificar art. 928 do CC. 
 
 
 
 
Ref.: 201602494079 
 
 2a Questão 
 
 
Envolvendo-se o empregado em acidente de veículo, no qual ficou comprovada sua culpa, a 
responsabilidade do patrão é 
 
 a) conjunta, ainda que não haja culpa de sua parte na escolha ou na vigilância de seu 
empregado. 
 
b) excluída, se, no contrato de trabalho, o empregado houver se responsabilizado pelos 
danos que ocasionar a terceiros. 
 e) solidária, não podendo escusar-se sob o fundamento de que inexiste culpa de sua 
parte na escolha ou na vigilância de seu empregado. 
 
c) conjunta, dividindo-se a responsabilidade pelo valor da indenização em parte iguais. 
 
d) solidária, podendo, porém, escusar-se, provando que não teve culpa no evento 
porque bem selecionado o empregado entre os postulantes ao emprego e que o vigiou 
adequadamente. 
 
 
Explicação: Art. 932 CC. São também responsáveis pela reparação civil: III - o empregador ou 
comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes 
competir, ou em razão dele; Além disso, a Súmula nº 341 do STF prevê que: É presumida a 
culpa do patrão ou comitente pelo ato culposo do empregado ou preposto. 
 
 
 
 
Ref.: 201602820921 
 
 3a Questão 
 
 
O Dono do veículo emprestado que se envolve em acidente causado pelo seu condutor: 
 
 
não responde pelos fatos porquanto equiparável ao caso fortuito ou força maior; 
 
responde pelos fatos porque deveria ter evitado o acidente; 
 responde pelos fatos com base na teoria do guarda; 
 não responde pelos fatos porquanto não há elemento de culpa de sua parte; 
 
não responde pelos fatos já que não se pode exigir que tenha previsibilidade sobre os 
fatos; 
 
 
Explicação: Fundamento da responsabilidade 
 
 
 
 
Ref.: 201602737711 
 
 4a Questão 
 
 
( FGV - 2013 - OAB - XII Exame da Ordem Unificado - ADAPTADA) - Pedro, dezessete anos de 
idade, mora com seus pais no edifício Clareira do Bosque e, certa manhã, se desentendeu com 
seu vizinho Manoel, dezoito anos. O desentendimento ocorreu logo após Manoel, por equívoco 
do porteiro, ter recebido e lido o jornal pertencente aos pais do adolescente. Manoel, percebido 
o equívoco, promoveu a imediata devolução do periódico, momento no qual foi surpreendido 
com atitude inesperada de Pedro que, revoltado com o desalinho das páginas, o agrediu com 
um soco no rosto, provocando a quebra de três dentes. Como Manoel é modelo profissional, 
pretende ser indenizado pelos custos com implantes dentários, bem como pelo cancelamento de 
sua participação em um comercial de televisão. Tendo em conta o regramento da 
responsabilidade civil por fato de outrem, assinale a afirmativa correta. 
 
 Os pais de Pedro terão responsabilidade subjetiva pelos danos causados pelo filho a 
Manoel, devendo, para tanto, ser comprovada a culpa in vigilando dos genitores 
 
Pedro responderá solidariamente com seus pais pelos danos causados a Manoel, inclusive 
com indenização pela perda de uma chance, decorrente do cancelamento da participação 
da vítima no comercial de televisão. 
 Se os pais de Pedro não dispuserem de recursos suficientes para pagar a indenização, e 
Pedro tiver recursos, este responderá subsidiária e equitativamente pelos danos 
causados a Manoel. 
 
Somente os pais de Pedro terão responsabilidade objetiva pelos danos causados pelo 
filho, mas detêm o direito de reaver de Pedro, posteriormente, os danos indenizáveis a 
Manoel. 
 
Os pais de Pedro terão responsabilidade objetiva e subsidiária pelos danos causados pelo 
filho a Manoel, devendo, para tanto, ser comprovada a culpa in vigilando e o dolo dos 
genitores 
 
 
 
 
Ref.: 201602734938 
 
 5a Questão 
 
 
(TRT/ 20ª REGIÃO/ 2012) - Os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde 
se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, são responsáveis pela reparação civil 
de seus hóspedes, moradores e educandos, porque: 
 
 
Exercem as pessoas responsáveis, normalmente, atividade que, por sua natureza, 
representa risco a direito de outrem. 
 as pessoas responsáveis têm obrigação legal de contratar empregados para realizarem a 
segurança dos seus estabelecimentos. 
 
há presunção legal de que o ilícito não teria ocorrido se as vítimas não estivessem 
hospedadas, morando ou estudando nos estabelecimentos referidos. 
 
a ocorrência de ilícito nos referidos estabelecimentos caracteriza negligência dos 
respectivos donos. 
 há determinação legal expressa da solidariedade de tais pessoas com os efetivos autores 
do ilícito. 
 
 
 
 
Ref.: 201602734606 
 
 6a Questão 
 
 
Lucas, menor de idade, filho de Mara e Júlio, praticou ato ilícito que culminou na morte de 
Pablo. Após tomar conhecimento do evento, Joana, mãe da vítima, ajuizou ação compensatória 
de danos morais contra Mara e Júlio, em decorrência da conduta praticada por seu filho. 
Durante a instrução processual, Júlio demonstrou que não mantinha mais vínculo matrimonial 
com Mara e que o menor estava coabitando com a mãe e sob a guarda desta. Comprovou, 
também, que Lucas não estava em sua companhia no momento da prática do ilícito e que, dias 
antes, Mara havia comprado uma arma, de forma irregular, que fora usada no cometimento do 
crime. Com referência a essa situação hipotética, assinale a opção correta à luz da legislação 
aplicável ao caso, do entendimento doutrinário sobre o tema e da jurisprudência do STJ. 
 
 
Há presunção absoluta do dever de vigilância dos pais em relação ao filho Lucas, 
decorrente do poder familiar. 
 O pleito de Joana deve ser julgado improcedente em relação a Júlio, pois o contexto 
fático demonstrou situação que exclui sua responsabilidade. 
 
Há presunção relativa do dever de vigilância dos pais em relação ao filho Lucas, 
decorrente do poder familiar. 
 
A responsabilidade de Lucas é objetiva, assim como a de seus pais, Mara e Júlio. 
 
O limite humanitário da indenização, aplicável a Lucas, não é extensivo a seus pais, 
devido ao princípio da reparação integral do dano. 
 
 
Explicação: R: ¿No presente caso, sem adentrar-se no exame das provas, pela simples leitura 
da decisão recorrida, tem-se claramente que a genitora assumiu o risco da ocorrência de uma 
tragédia, ao comprar, três ou quatro dias antes do fato, o revólver que o filho utilizou para o 
crime, arma essa adquirida de modo irregular e guardada sem qualquer cautela (fls. 625/626). 
IV - Essa realidade, narrada no voto vencido do v. acórdão recorrido, é situação excepcional 
que isenta o genitor, que não detém a guarda e não habita no mesmo domicílio, de responder 
solidariamente pelo ato ilícito cometido pelo menor, ou seja, deve ser considerado parte 
ilegítima. ¿V - Recurso especial desprovido. (STJ - REsp: 777327 RS 2005/0140670-7, Relator: 
Ministro MASSAMI UYEDA, Data de Julgamento: 17/11/2009, T3 - TERCEIRA TURMA, Data de 
Publicação: DJe 01/12/2009). (grifo nosso). 
 
 
 
 
Ref.: 201602492757 
 
 7a Questão 
 
 
Considere: I. O empregador e os atos praticados por seus empregados no exercício do trabalho 
que lhes competir ou em razão dele. II. Os donos de hotéis e os atos praticados pelos seushóspedes. De acordo com o Código Civil brasileiro, em se tratando de reparação civil, nas 
hipóteses I e II: 
 
 
Ambos respondem pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos, desde que haja 
culpa de sua parte. 
 
Somente o empregador responde pelos atos de seus empregados independentemente 
da existência de culpa de sua parte. 
 Ambos respondem pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos, 
independentemente da existência de culpa de sua parte. 
 
Ambos não respondem pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos, existindo ou 
não culpa de sua parte. 
 
Somente os donos de hotéis respondem pelos atos de seus hóspedes 
independentemente da existência de culpa de sua parte. 
 
 
 
 
Ref.: 201602737707 
 
 8a Questão 
 
 
(CESPE - 2008 - OAB - Exame da Ordem - ADAPTADA) - Maria, menor com 14 anos de idade, 
filha de Henrique e Mônica, pintou flores coloridas em um carro da Polícia Rodoviária Federal 
que estava estacionado em frente à sua casa. O reparo do dano causado ao veículo custou R$ 
5.000,00 aos cofres públicos. Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a opção 
correta acerca da responsabilidade quanto ao prejuízo causado. 
 
 
A responsabilidade civil é inafastável, por isso Maria será responsável pelo prejuízo 
ainda que tenha de se privar do necessário a sua sobrevivência. 
 
Os pais de Maria somente poderão ser responsabilizados pelo prejuízo caso seja provado 
que tiveram culpa pelo dano. 
 A responsabilidade por ato de terceiro é objetiva e permite estender a obrigação de 
reparar o dano a pessoa diversa daquela que praticou o ato doloso em face de outrem. 
 Os pais de Maria responderão objetivamente pelo prejuízo se dispuserem de meios 
suficientes para tanto. 
 
Maria não poderá ser responsabilizada pelo prejuízo porquanto é incapaz de deveres na 
ordem civil. 
 
1a Questão 
 
Gisele, quinze anos de idade, modelo e atriz de sucesso, com ótima condição econômica, após 
se aborrecer com o vizinho de seu pai, pegou um paralelepípedo e quebrou o vidro do para-
brisa dianteiro de um veículo AUDI ano 2016, que se encontrava estacionado em frente a sua 
residência. Considerando que Gisele reside com seu pai, que é separado judicialmente de sua 
mãe, e que nenhum dos dois genitores dispõe de meios para ressarcir os danos causados, é 
correto afirmar que: 
 
 
a responsabilidade civil será exclusivamente do pai de Gisele; 
 não há responsabilidade civil, já que Gisele é menor de idade, sendo civilmente 
incapaz. 
 
a responsabilidade civil será dos pais de Gisele; 
 Gisele deverá ser responsabilizada civilmente pelos danos causados; 
 
a responsabilidade civil será exclusivamente da mãe de Gisele; 
 
 
 
 
Ref.: 201602496125 
 
 2a Questão 
 
 
(TRT 20ª 2012 - FCC - JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO) - Os donos de hotéis, hospedarias, 
casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, são 
responsáveis pela reparação civil de seus hóspedes, moradores e educandos, porque 
 
 
exercem as pessoas responsáveis, normalmente, atividade que, por sua natureza, 
representa risco a direito de outrem. 
 há determinação legal expressa da solidariedade de tais pessoas com os efetivos 
autores do ilícito. 
 as pessoas responsáveis têm obrigação legal de contratar empregados para realizarem a 
segurança dos seus estabelecimentos. 
 
a ocorrência de ilícito nos referidos estabelecimentos caracteriza negligência dos 
respectivos donos. 
 
há presunção legal de que o ilícito não teria ocorrido se as vítimas não estivessem 
hospedadas, morando ou estudando nos estabelecimentos referidos. 
 
 
 
 
Ref.: 201602737103 
 
 3a Questão 
 
 
(TRT 6ª 2012 - FCC) - Sendo o patrão responsável pela reparação civil dos danos causados 
culposamente por seus empregados no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão 
dele, 
 
 
só será obrigado a indenizar se o ato também constituir crime e se o empregado for 
condenado no processo criminal. 
 
não será obrigado a indenizar, se o empregado for absolvido pelo mesmo ato, em 
processo criminal, por insuficiência de prova. 
 é obrigado a indenizar ainda que o patrão não tenha culpa. 
 
só será obrigado a indenizar se o patrão também tiver culpa. 
 
a obrigação de indenizar é subsidiária à do empregado que causou o dano 
 
 
 
 
Ref.: 201602437428 
 
 4a Questão 
 
 
Considerando as alternativas abaixo é possível afirmar que: 
 
 O fundamento da responsabilidade do tutor e curador, pelos atos praticados pelos 
tutelados e curatelados, é a mesma dos pais em relação aos filhos, ou seja, o dever de 
vigilância. 
 O empregador será responsável pelos danos causados por seus empregados. Essa regra 
prevalece mesmo diante do artigo 14 do CDC, mas não terá prevalência sobre o art. 37, § 
da Constituição. 
 
O direito de regresso só não será cabível se o causador do dano for seu descendente. 
 
O direito de regresso será cabível sempre que a indenização for pago por aquele que não 
foi o que efetivamente causou o dano. 
 
 
 
 
Ref.: 201602370627 
 
 5a Questão 
 
 
FCC - DPE/AM - Defensor Público - 2013. Considerando que o menor foi emancipado, por ato 
voluntário do pai, 
 
 o filho responderá sozinho pelos prejuízos. 
 
o filho responderá sozinho, mas equitativamente, pelos prejuízos. 
 pai e filho responderão solidariamente pela totalidade dos prejuízos. 
 
o pai responderá sozinho pela totalidade dos prejuízos. 
 
pai e filho responderão solidária e equitativamente pelos prejuízos. 
 
 
 
 
Ref.: 201602747411 
 
 6a Questão 
 
 
(IX EXAME UNIFICADO/2012/adaptada) - Renato, menor com 17 anos, estava passeando com 
seu cachorro pelo parque da sua cidade, quando avistou José, com quem havia se 
desentendido, do outro lado do parque. Com a intenção de dar um susto em José, Renato solta 
a coleira do seu cachorro e o estimula a atacar José. Diante dessa situação hipotética, assinale 
a afirmativa correta. 
 
 
Renato ficará isento de qualquer responsabilidade civil, mesmo que seu desafeto seja 
atacado por seu cachorro, em razão da sua idade. 
 Os pais de Renato não podem ser responsabilizados civilmente pelos atos de Renato. 
 
Renato ficará isento de qualquer responsabilidade civil, em razão da sua idade. 
 
Caso Renato fosse maior de idade iria responder pelo dano causado pelo seu cachorro 
mesmo que tal dano fosse provocado por culpa exclusiva da vítima ou pela ocorrência de 
um evento de força maior. 
 Renato responderá pelos prejuízos que causar apenas se as pessoas por ele 
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
 
 
 
 
Ref.: 201602608426 
 
 7a Questão 
 
 
(OAB/ FGV/ 2013/adaptada) Ricardo, buscando evitar um atropelamento, realiza uma manobra 
e atinge o muro de uma casa, causando um grave prejuízo. Em relação à situação acima, é 
correto afirmar que Ricardo: 
 
 
não responderá pela reparação do dano, pois agiu em estado de necessidade. 
 praticou um ato ilícito e deverá reparar o dano. 
 
Deverá o autor do fato responder com fulcro na regra dos artigos 930 c/c 927 do 
Código Civil. 
 responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em estado de necessidade. 
 
responderá pela reparação do dano, apesar de ter agido em legítima defesa. 
 
 
 
 
Ref.: 201602727272 
 
 8a Questão 
 
 
É responsável pela reparação civil, objetivamente, por atos de terceiro: 
 
 
o dono de animal que causou danos a terceiro, mesmo que exista motivo de força maior. 
 
aquele que, obrigado a reparar, ressarcir o dano causado, se não for culpado do perigo.o dono de hotel, pelos atos praticados por seu hóspede, albergado mediante pagamento 
em seu estabelecimento. 
 
aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, havendo condenação criminal anterior. 
 
o incapaz, pelos danos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem a 
obrigação de fazê-lo. 
 
1a Questão 
 
¿X¿ é empregado de ¿Y¿ e, exercendo a função de motorista, provocou culposamente um 
acidente de que decorreram danos de grande monta para o proprietário de outro veículo. Neste 
caso, o patrão: 
 
 
Se provar que não há culpa de sua parte, só responderá subsidiariamente pela 
indenização. 
 Só responderá pela indenização se o empregado tiver sido condenado em ação penal. 
 Responderá pela indenização, ainda que não haja culpa de sua parte. 
 
Não responderá pela indenização se provar que escolheu bem e vigiou 
convenientemente seu empregado. 
 
Responderá somente pela metade da indenização se provar que não há culpa de sua 
parte. 
 
 
 
 
Ref.: 201602524043 
 
 2a Questão 
 
 
(TRT 6ª 2012 - FCC - Técnico Judiciário ¿ Administrativa) Sendo o patrão responsável pela 
reparação civil dos danos causados culposamente por seus empregados no exercício do trabalho 
que lhes competir, ou em razão dele, É CORRETO AFIRMAR QUE: 
 
 
só será obrigado a indenizar se o ato também constituir crime e se o empregado for 
condenado no processo criminal. 
 não será obrigado a indenizar, se o empregado for absolvido pelo mesmo ato, em 
processo criminal, por insuficiência de prova. 
 é obrigado a indenizar ainda que o patrão não tenha culpa. 
 
só será obrigado a indenizar se o patrão também tiver culpa. 
 
a obrigação de indenizar é subsidiária à do empregado que causou o dano. 
 
 
Explicação: 
Conforme determina o art. 933 do CC a responsabilidade civil do empredor é objetiva, ou seja, 
não há necessidade de analisar culpa. 
 
 
 
 
Ref.: 201602820931 
 
 3a Questão 
 
 
Quanto à responsabilidade dos Pais pelos filhos, é possível afirmar que: 
 
 
a responsabilidade é objetiva, portanto persiste ainda que não haja culpa do filho pelo 
prejuízo; 
 a responsabilidade dos Pais cessa com a Emancipação, apenas se for voluntaria, 
permanecendo das demais modalidades; 
 a responsabilidade dos Pais continua ainda que o filho seja emancipado; 
 
todas as alternativas estão incorretas. 
 
a responsabilidade dos Pais cessa se houver Emancipação; 
 
 
Explicação: Fixar hipótese de responsabilidade dos pais 
 
 
 
 
Ref.: 201601815783 
 
 4a Questão 
 
 
Mirtes gosta de decorar a janela de sua sala com vasos de plantas. A síndica do prédio onde 
Mirtes mora já advertiu a moradora do risco da queda dos vasos e de possível dano aos 
transeuntes e moradores do prédio. Num dia de forte ventania, os vasos de Mirtes caíram sobre 
os carros estacionados na rua, causando sérios prejuízos. Nesse caso, é correto afirmar que 
Mirtes: 
 
 está isenta de responsabilidade, pois não teve a intenção de causar prejuízo. 
 deverá indenizar os lesados, pois tem responsabilidade objetiva pelo dano causado. 
 
poderá alegar motivo de força maior e não deverá indenizar os lesados. 
 
somente deverá indenizar os lesado se tiver agido dolosamente 
 
 
Explicação: 
Verificar art. 938 do CC. 
 
 
 
 
Ref.: 201602337024 
 
 5a Questão 
 
 
Durante as eleições para Governador do Estado realizadas no ano de 2014, Simone, 16 anos, 
pegou escondido da família o carro de seu pai, João, para fazer propaganda com seus amigos 
de seu candidato preferido. Durante o percurso, Simone atropelou uma família, matando um 
homem de cinquenta anos de idade ao invadir uma loja de alimentos. Neste caso, de acordo 
com o Código Civil Brasileiro, João: 
 
 
responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha e poderá reaver de Simone 
somente 50% do valor total que pagar pelo ressarcimento do dano causado. 
 
não responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha, uma vez que ela é 
relativamente incapaz 
 só responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha, se esta não possuir 
patrimônio pessoal 
 responderá civilmente pelos ato praticados por sua filha, mas não poderá reaver de 
Simone o que pagar pelo ressarcimento do dano causado. 
 
responderá civilmente pelos atos praticados por sua filha e poderá reaver de Simone o 
valor total que pagar pelo ressarcimento do dano causado. 
 
 
Explicação: 
Os pais respondem pelos atos dos filhos menores. Não há que se falar em ressarcimento dos 
pais pela indenização por danos causados pelo filho. 
 
 
 
 
Ref.: 201604487092 
 
 6a Questão 
 
 
XII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Pedro, dezessete anos de idade, mora com seus pais no 
edifício Clareira do Bosque e, certa manhã, se desentendeu com seu vizinho Manoel, dezoito 
anos. O desentendimento ocorreu logo após Manoel, por equívoco do porteiro, ter recebido e 
lido o jornal pertencente aos pais do adolescente. Manoel, percebido o equívoco, promoveu a 
imediata devolução do periódico, momento no qual foi surpreendido com atitude inesperada de 
Pedro que, revoltado com o desalinho das páginas, o agrediu com um soco no rosto, 
provocando a quebra de três dentes. Como Manoel é modelo profissional, pretende ser 
indenizado pelos custos com implantes dentários, bem como pelo cancelamento de sua 
participação em um comercial de televisão. Tendo em conta o regramento da responsabilidade 
civil por fato de outrem, assinale a afirmativa correta. 
 
 
Os pais de Pedro não terão qualquer responsabilidade mesmo que possuam patrimônio. 
 
 Pedro responderá solidariamente com seus pais pelos danos causados a Manoel, inclusive 
com indenização pela perda de uma chance, decorrente do cancelamento da participação 
da vítima no comercial de televisão. 
 
Os pais de Pedro terão responsabilidade subjetiva pelos danos causados pelo filho a 
Manoel, devendo, para tanto, ser comprovada a culpa in vigilando dos genitores. 
 
Somente os pais de Pedro terão responsabilidade objetiva pelos danos causados pelo 
filho, mas detêm o direito de reaver de Pedro, posteriormente, os danos indenizáveis a 
Manoel. 
 Se os pais de Pedro não dispuserem de recursos suficientes para pagar a indenização, e 
Pedro tiver recursos, este responderá subsidiária e equitativamente pelos danos 
causados a Manoel. 
 
 
Explicação: 
É importante observar o art. 928 do CC. Os pais do menor respondem pelos danos causados 
pelo filho menor. Porém, com o Código Civil de 2002 passou a existir a possibiidade de 
responsabilidade subsidiária do incapaz quando os responsáveis não possuirem patrimônio. 
 
 
 
 
Ref.: 201602570062 
 
 7a Questão 
 
 
Sobre a responsabilidade civil por fato de outrem, é INCORRETO afirmar: 
 
 Todas as assertivas acima estão corretas. 
 
Os tutores são responsáveis pelos atos praticados por seus pupilos. 
 
Os empregadores são responsáveis pelos atos praticados por seus empregados no 
exercício de sua função. 
 Os pais são solidariamente responsáveis pelos atos praticados pelos filhos menores. 
 
Os curadores são responsáveis pelos atos praticados pelos curatelados. 
 
 
 
 
Ref.: 201602820951 
 
 8a Questão 
 
 
O prejuízo causado por um animal que alguém possui a guarda, é caso de: 
 
 
culpa subjetiva; 
 
n.d.a; 
 culpa in vigilando; 
 
culpa in omitendo; 
 culpa in custodiando; 
 
 
Explicação: Responsabilidade por animais 
 
1a Questão 
 
Os menores Joaquim, com dezessete anos e João, com dezesseis anos de idade, causaram 
lesões corporais em um transeunte, quando praticavam esporte violento, tendo o pai deles, 
Manoel, sido condenado a pagar os danos.Nesse caso, Manoel: 
 
 Não poderá reaver dos filhos o que pagou a título de indenização, mesmo depois de eles 
atingirem a maioridade. 
 
Só poderá reaver de João, depois que ele atingir a maioridade, metade do que pagou, 
porque era relativamente incapaz quando praticou o ato ilícito. 
 Não poderá reaver o que pagou a título de indenização, mas esses filhos terão de trazer 
à colação o que o pai despendeu, se houver outro irmão, a fim de se igualarem as 
legítimas. 
 
Poderá reaver de ambos o que pagou a título de indenização, mas não incidirá correção 
monetária, nem vencerão juros, até que cada um deles atinja a maioridade. 
 
Poderá reaver de ambos os filhos o que pagou a título de indenização com correção 
monetária, mas sem acréscimo de juros, mesmo depois que atingirem a maioridade. 
 
 
 
 
Ref.: 201602523875 
 
 2a Questão 
 
 
(CESPE - 2010 - OAB - Exame da Ordem) Acerca da responsabilidade civil por fato de outrem, 
assinale a opção CORRETA: 
 
 
Em razão da inexistência de relação de preposição, empresa locadora de veículos não 
possui responsabilidade sobre danos que o locatário cause a terceiros no uso do carro 
locado. 
 O simples afastamento do filho menor da casa dos pais exime-os da responsabilidade 
pelos atos lesivos que ele venha a praticar. 
 
De acordo com o regime da responsabilidade civil traçado no Código Civil brasileiro, 
inexistem causas excludentes da responsabilidade civil objetiva para condutas de 
terceiros. 
 O empregador é responsável por dano causado por empregado seu, ainda que praticado 
com desvio de atribuição, caso o ofendido não tenha conhecimento desse desvio. 
 
Para responsabilizar os pais por atos lesivos causados por filho menor, a vítima necessita 
demonstrar a culpa in vigilando desses pais. 
 
 
Explicação: 
O afastamento do filho menor de casa não afasta a responsabilidade dos pais. 
Com a entrada em vigor do Código Civil de 2002 não há mais que se falar na análise de culpa 
nos casos de responsabilidade civil dos incapazes. A responsabilidade civil passou a ser objetiva. 
A empresa locadora de automóveis é responsável pelos danos causados por seus locatários. 
As excludentes de responsabilidade abrangem os casos envolvendo responsabilidade civil 
objetiva. 
O empregador é responsável pelos danos causados por seus empregados ¿ atr. 932, III do CC é 
a única opção correta. 
 
 
 
 
Ref.: 201602517979 
 
 3a Questão 
 
 
2015 - Banca: FCC - Órgão: TJ-PI - Prova: Juiz Substituto. O incapaz 
 
 
não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, em nenhuma hipótese, se a 
incapacidade for absoluta. 
 responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem 
obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
 
não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, devendo suportá-los somente 
seus responsáveis. 
 apenas responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não 
tiverem obrigação de fazê-lo. 
 
apenas responde com seus bens pelos prejuízos que causar, se a incapacidade cessar, 
ficando até esse momento suspenso o prazo prescricional. 
 
 
Explicação: 
Verificar o art. 928 do CC. 
 
 
 
 
Ref.: 201602820962 
 
 4a Questão 
 
 
No caso de dano provocado por objeto caído de prédio habitado, é correto afirmar: 
 
 
c) ( ) a responsabilidade será da construtora, tão somente; 
 a responsabilidade será daquele que ocupa o aposento ou dos ocupantes dos aposentos 
de onde poderia, em tese, ter caído tal objeto, na forma solidária, portanto; 
 haverá necessidade de se descobrir de qual aposento caiu o objeto para responsabilizá-lo 
embora tal responsabilidade seja objetiva; 
 
a responsabilidade será da administradora, tão somente; 
 
a responsabilidade será do ocupante do aposento, tão somente, na forma subjetiva; 
 
 
Explicação: Hipótese de responsabilidade por coisa caída de prédio 
 
 
 
 
Ref.: 201602524091 
 
 5a Questão 
 
 
(2016, Banca: CESPE, Órgão: TRT - 8ª Região (PA e AP), Prova: Analista Judiciário - Área 
Judiciária) A respeito da responsabilidade civil, assinale a opção CORRETA: 
 
 
Conforme o entendimento sumulado do STJ, a indenização em decorrência de publicação 
não autorizada de imagem de pessoa, com fins econômicos ou comerciais, depende da 
comprovação do prejuízo. 
 
A sentença criminal que absolve o réu, por qualquer dos fundamentos previstos em lei, 
impede o reexame dos mesmos fatos para fins de responsabilização civil. 
 De acordo com o entendimento sumulado do STF, presume-se a culpa do empregador 
pelos atos culposos de seus prepostos e empregados. 
 
A pessoa lesada não terá direito à indenização quando os danos que lhe foram causados 
decorrerem de conduta praticada em estado de necessidade, ainda que ela não seja 
responsável pelo perigo. 
 
Em decorrência da própria condição de incapacidade, o menor incapaz não pode 
responder pelos prejuízos que causar a terceiros. 
 
 
Explicação: GABARITO: Letra E A) Súmula 403 STJ: Independe de prova do prejuízo a 
indenização pela publicação não autorizada de imagem de pessoa com fins econômicos ou 
comerciais B) Art. 188. Não constituem atos ilícitos: II - a deterioração ou destruição da coisa 
alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente. Art. 930. No caso do inciso II do 
art. 188, se o perigo ocorrer por culpa de terceiro, contra este terá o autor do dano ação 
regressiva para haver a importância que tiver ressarcido ao lesado. C) Art. 928. O incapaz 
responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação 
de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes D) Errado, absolvição por falta de prova na 
esfera penal não elide a respectiva responsabilização na esfera cível Art. 935. A 
responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a 
existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem 
decididas no juízo criminal E) CERTO: Súmula 341 STF: É presumida a culpa do patrão ou 
comitente pelo ato culposo do empregado ou preposto. 
 
 
 
 
Ref.: 201602570021 
 
 6a Questão 
 
 
Sobre a Responsabilidade Civil do segurador, é correto afirmar,EXCETO: 
 
 
A seguradora tem obrigação de garantia. 
 
A boa fé do segurado e suas declarações verdadeiras acerca da exposição ao risco são 
imprescindíveis para que haja o dever de indenizar por parte da seguradora. 
 O agravamento de risco por parte do segurado não pode jamais ser hipótese de exclusão 
do dever de indenizar por parte da seguradora. 
 
Trata-se de responsabilidade civil objetiva. 
 
O agravamento de risco por parte do segurado pode excluir o dever de indenizar. 
 
 
 
 
Ref.: 201602820955 
 
 7a Questão 
 
 
A responsabilidade dos Educadores diz respeito a fatos ocorridos: 
 
 
tanto no interior do estabelecimento de ensino como fora desde que em atividades 
desenvolvidas pela instituição, exceto durante o transporte para tal finalidade; 
 tanto no interior do estabelecimento de ensino como fora dele desde que em atividades 
desenvolvidas pela instituição, bem como por aqueles ocorridos durante o transporte; 
 
diz respeito somente a fatos ocorridos dentre dos limites da instituição de ensino; 
 
e) ( ) nenhum das alternativas está correta; 
 
é subjetiva dependendo de apuração em processo judicial assegurado o exercício do 
contraditório e da ampla defesa; 
 
 
Explicação: Hipótese de responsabilidade dos educadores 
 
 
 
 
Ref.: 201602642978 
 
 8a Questão 
 
 
João decidiu comprar um veículo e para tanto foi até uma loja de veículos usados e escolheu 
um modelo. O vendedor, muitoatencioso, propôs a João uma volta pelo centro da cidade 
gratuitamente, a fim de que o comprador pudesse averiguar as qualidades do automóvel. O 
vendedor conduziu João pelo centro e, na volta do passeio, o veículo colidiu contra um 
caminhão em virtude de buracos existentes na pista. João teve a perna quebrada. Cabe a João 
indenização pelos danos sofridos a ser paga pela loja revendedora de automóveis? 
 
 
Não, pois estamos diante de caso fortuito. 
 Sim, pois o passeio não configura contrato a título gratuito e deve, portanto, ser regido 
pelo Dec. n.º 2.681/1912. 
 
Não, porque o passeio foi à título gratuito e João assumiu os riscos do mesmo. 
 
Não, pois a culpa foi exclusiva do condutor do caminhão. 
 
1a Questão 
 
 
(Prova: VUNESP- 2012 - DPE-MS - Defensor Público/ adaptada) - Havendo contrato de 
prestação de serviços médicos e hospitalares com plano de saúde, com a utilização de 
rede credenciada, indique a extensão da responsabilidade da operadora, por danos 
causados ao beneficiário, em razão do erro cometido pelo médico conveniado ao plano: 
 
 
 Não há responsabilidade em razão da natureza do negócio jurídico entabulado entre 
o plano e o beneficiário. 
 
Não há responsabilidade, uma vez que o médico é um profissional autônomo, que 
responde objetivamente pelos danos causados aos pacientes além da solidariedade 
do Hospital. 
 Há responsabilidade solidária, por ser o plano de saúde fornecedor de serviço, 
respondendo pelos defeitos da prestação. 
 
Não há responsabilidade, uma vez que o médico é um profissional autônomo, que 
responde subjetivamente pelos danos causados aos pacientes. 
 
Não há responsabilidade, pois o beneficiário tem a livre escolha dos profissionais 
credenciados. 
 
 
Explicação: 
A responsabilidade da operadora do plano de saúde não será decorrente de uma única 
responsabilidade, mas sim de várias situações fáticas que ensejam dano ao beneficiário, que 
deverá ser devidamente reparado pela operadora. 
O Conselho da Justiça Federal, que por meio do seu Centro de Estudos Judiciários ¿ CEJ, 
aprovou o enunciado nº 552 na Jornada de Direito Civil VI, que é nesse exato sentido: 
¿Enunciado 552 ¿ Artigo: 786, caput, do Código Civil:Constituem danos reflexos reparáveis 
as despesas suportadas pela operadora de plano de saúde decorrentes de complicações de 
procedimentos por ela não cobertos.¿ 
Para efeitos de complementação da presente exposição, trazemos à baila o julgado 
2006/0063448-5, do Colendo Superior Tribunal de Justiça 
 
 
 
 
Ref.: 201604495466 
 
 
 2a Questão 
 
 
Se um plano de saúde colocar à venda um novo plano de saúde que inclue um tratamento 
novo desenvolvido pela empresa, que promete emagrecimento instantâneo e cura para a 
diabetes. Indaga-se caso esse produto ainda estiver em teste, ter-se-á, qual forma de 
responsabilidade no caso de dano ao paciente? 
 
 
responsabilidade subjetiva fundada na teoria da causalidade adequada 
 responsabilidade subjetiva fundada na teoria risco-proveito. 
 
responsabilidade objetiva fundada na teoria da causalidade adequada 
 
responsabilidade objetiva fundada na teoria das causas diretas e imediatas 
 responsabilidade objetiva fundada na teoria risco-proveito. 
 
 
Explicação: 
responsabilidade objetiva fundada na teoria risco-proveito, pois não há a necessidade de 
comprovação de culpa e eles são responsáveis por eventuais danos, uma vez que lucram 
com os produtos desevolvidos, e esta responsabilidade visa equilibrar o risco e o lucro no 
mercado 
 
 
 
 
Ref.: 201601745657 
 
 
 3a Questão 
 
 
(OAB Nacional 2007.III) No que concerne ao ato ilícito à responsabilidade civil, assinale a 
opção correta. 
 
 
Quando inúmeras e sucessivas causas contribuem para a produção do evento danoso, 
todas essas causas são consideradas como adequadas a produzir o acidente e a gerar 
a responsabilidade solidária para aqueles que o provocaram. Nessa situação, cabe à 
vítima escolher a quem imputar o dever de reparar 
 A concorrência de culpas do agente causador do dano e da vítima por acidente de 
trânsito, por exemplo, no caso de colisão de veículos, acarreta a compensação dos 
danos, devendo cada parte suportar os prejuízos sofridos 
 A responsabilidade por ato de terceiro é objetiva e permite estender a obrigação de 
reparar o dano a pessoa diversa daquela que praticou a conduta danosa, desde que 
exista uma relação jurídica entre o causador do dano e o responsável pela indenização 
 
Os atos praticados em legítima defesa, no exercício regular de um direito ou em 
estado de necessidade, que provoquem danos morais ou materiais a outrem, embora 
sejam considerados atos ilícitos, exoneram o causador do dano da responsabilidade 
pela reparação do prejuízo 
 
 
Explicação: 
A responsabilidade por atos de terceiro é de natureza objetiva, pois ela nasce da existência 
de uma relação entre o autor do dano e quem deve pagar por este. A ação e a 
responsabilidade do autor do dano será verificada de forma subjetiva, possibilitando as 
excludentes e aproveitando estas excludentes ao terceiro que deve pagar. Contudo, após a 
verificação da responsabilidade do autor do dano, o dever do responsável de pagar é de 
natureza objetiva, não podendo ele alegar as excludentes de responsabilização. Nesta 
situação então é verificada a responsabiliade em duas etapas diversas e complementares 
entre sí. 
 
 
 
 
Ref.: 201604497686 
 
 
 4a Questão 
 
 
(FUNESP/2017/TJ/SP- adaptada) - Vítima de acidente automobilístico, Joana fica 
hospitalizada durante 90 (noventa) dias. Joana é contratante individual de plano de 
assistência médica e hospitalar. A administradora do plano de saúde se recusa a cobrir a 
totalidade dos custos da internação, alegando que o contrato limita a obrigação a 30 (trinta) 
dias. Durante o período de hospitalização, Joana deixa de efetuar o pagamento das 
prestações mensais do plano de saúde. Após se recuperar, Joana propõe ação requerendo 
seja o plano de saúde condenado ao pagamento das despesas referentes a todo o período 
de internação. Por sua vez, a administradora do plano de saúde apresenta contestação e 
propõe reconvenção pleiteando a condenação de Joana ao pagamento das prestações em 
atraso, acrescido da multa contratual de 10% (dez por cento). É correto afirmar que a ação 
de Joana deve ser julgada 
 
 procedente, pois é abusiva a cláusula contratual que limita o tempo de internação 
hospitalar; a reconvenção é parcialmente procedente, pois Joana está obrigada ao 
pagamento das mensalidades do plano de saúde, mesmo diante da recusa de 
cobertura, mas a multa contratual não pode exceder 2% (dois por cento). 
 
improcedente, pois não há abusividade na cláusula contratual que limita o tempo de 
internação hospitalar; a reconvenção é procedente, pois o ilícito contratual foi 
praticado por Joana, que está obrigada ao pagamento das mensalidades do plano de 
saúde, com acréscimo da multa contratual de mora. 
 
Nenhuma das respostas acima. 
 
procedente, pois a limitação temporal da internação hospitalar é admitida somente 
nos contratos coletivos de assistência médica; a reconvenção é improcedente, pois a 
conduta abusiva da administradora do plano de saúde exclui a obrigação de Joana 
efetuar o pagamento das mensalidades referentes ao período de hospitalização. 
 
parcialmente procedente, devendo as partes dividirem equitativamente os custos da 
internação hospitalar que ultrapassaram o limite de 30 (trinta) dias, como forma de 
não gerar desequilíbrio contratual; a reconvenção é improcedente, pois ao plano de 
saúde não é lícito,enquanto não cumprir sua obrigação, exigir o cumprimento daquela 
atribuída a Joana. 
 
 
Explicação: 
A Súmula 302 do Superior Tribunal de Justiça considera abusiva a cláusula contratual de 
plano de saúde que limita o tempo de internação do consumidor/paciente. 
Ao adotar esse posicionamento, o STJ reconhece como sendo inválidas as cláusulas nesse 
sentido, presentes em contratos de plano de saúde, mesmo que estejam expressas ou 
constem de contratos firmados anteriormente à Lei 9.656/98, que disciplinou o setor. 
A publicação da Súmula, além de representar a consolidação do entendimento do Tribunal 
na matéria, significa o reconhecimento da vulnerabilidade do paciente/consumidor, a 
prevalência do princípio da boa-fé objetiva e opção por uma solução humanista para o 
problema. 
 
 
 
 
Ref.: 201602523121 
 
 
 5a Questão 
 
 
(CESPE - 2006 - OAB - Exame da Ordem) A respeito da responsabilidade civil, assinale a 
opção CORRETA: 
 
 
A fixação judicial do valor da indenização a título de danos morais está vinculada 
estritamente ao valor do prejuízo efetivamente experimentado e demonstrado pela 
vítima. Para a adequada fixação do dano moral, há de se levar em conta o poder 
econômico das partes e o caráter educativo da sanção. 
 Contratada a realização de uma cirurgia estética embelezadora, o cirurgião assume 
uma obrigação de resultado, sujeitando-se à obrigação de indenizar pelo não-
cumprimento do resultado pretendido pela outra parte contratante, ou decorrente de 
eventual deformidade ou de alguma irregularidade, de modo que o insucesso importa 
em responsabilidade civil pelos danos materiais e morais que acarretar. 
 
Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, desaparece a 
responsabilidade do agente causador, deixando de existir a relação de causa e efeito 
entre o ato e o prejuízo experimentado pela vítima. 
 
Em razão da inexistência de relação de preposição, empresa locadora de veículos não 
possui responsabilidade sobre danos que o locatário cause a terceiros no uso do carro 
locado. 
 
Não se admite a cumulação de indenização por danos morais e estéticos, em parcelas 
quantificáveis autonomamente, decorrentes do mesmo fato, por configurar um 
indevido bis in idem (duas vezes sobre a mesma coisa), porque no dano estético está 
compreendido o dano moral. 
 
 
Explicação: 
É predominate em sede de doutrina que nos casos de cirurgia estética estamos diante de 
uma obrigada de resultado. 
 
 
 
 
Ref.: 201604495458 
 
 
 6a Questão 
 
 
O termo responsabilidade tem sua etimologia no verbo latino respondere, dai a sua 
significação ser: a obrigação de que alguém terá que assumir com as consequências jurídicas 
de sua atividade,onde qualquer dano deve ser resarcido. 
Diante disso indaga-se o plano de saúde ao abrir um hospital próprio, a fim de optimizar 
seus serviços e diminuir os custos maximizando seus lucros é responsável pelos danos que 
atingirem os paciente em razão de qual teoria da respnsabilidade civil? 
 
 teroria civilista da culpa 
 
teroria da responsabilidade objetiva irrestrita 
 
teoria da causalidade adequada 
 teroia do risco do empreendimento 
 
teoria das causas diretas e imediatas 
 
 
Explicação: 
Pela teoria do risco do empreendimento, diz Cavalieri: ¿todo aquele que se disponha a 
exercer alguma atividade no mercado de consumo tem o dever de responder pelos 
eventuais vícios ou defeitos dos bens e serviços fornecidos, independentemente de culpa¿. 
Ou seja, qualquer pessoa que pretenda fornecer bens de produção ou serviços ao mercado, 
com habitualidade, deve ter consciência de que, por ser ¿o titular do conhecimento técnico 
acerca do que lança no mercado de consumo, assume posição de superioridade técnica em 
relação aos consumidores que desfrutam de seu produto ou serviço¿. (Antonio Carlos Efing) 
Em suma, os riscos do empreendimento correm por conta do fornecedor (de produtos e 
serviços) e não do consumidor. O fornecedor só afasta a sua responsabilidade se provar 
(ônus seu) a ocorrência de uma das causas que excluem o próprio nexo causal, enunciadas 
no § 3º do art. 14, do CDC: inexistência do defeito e culpa exclusiva do consumidor ou de 
terceiro. 
 
 
 
 
Ref.: 201604487218 
 
 
 7a Questão 
 
 
(XIX Exame Unificado - Prova aplicada em 03/04/2016/adaptada) - Amadeu, aposentado, 
aderiu ao plano de saúde coletivo ofertado pelo sindicato ao qual esteve vinculado por força 
de sua atividade laborativa por mais de 30 anos. Ao completar 60- anos, o valor da 
mensalidade sofreu aumento significativo (cerca de 400%), o que foi questionado por 
Amadeu, a quem os funcionários do sindicato explicaram que o aumento decorreu da 
mudança de faixa etária do aposentado. 
A respeito do tema, assinale a afirmativa correta. 
 
 
O aumento do valor da mensalidade é legítimo, uma vez que a majoração de preço é 
natural e periodicamente aplicada aos contratos de trato continuado, motivo pelo 
qual o CDC autoriza que o critério faixa etária sirva como parâmetro para os reajustes . 
 O aumento do preço é legítimo, tendo em vista que o idoso faz maior uso dos serviços 
cobertos e o equilíbrio contratual exige que não haja onerosidade excessiva para 
qualquer das partes, não se aplicando o CDC à hipótese, por se tratar de contrato de 
plano de saúde coletivo envolvendo pessoas idosas 
 
O aumento do preço é abusivo, mas o microssistema consumerista e a lei civil 
vigente devem ser utilizados na hipótese, sob pena de incorrer em colisão de normas, 
uma vez que o Estatuto do Idoso estabelece a disciplina aplicável às relações jurídicas 
que envolvam pessoa idosa,como cláusula geral. 
 
O aumento do preço é abusivo, mas o microssistema consumerista não deve ser 
utilizado na hipótese, sob pena de incorrer em colisão de normas, uma vez que o 
Estatuto do Idoso estabelece a disciplina aplicável às relações jurídicas que envolvam 
pessoa idosa.. 
 O aumento do preço é abusivo e a norma consumerista deve ser aplicada ao caso, 
mesmo em se tratando de plano de saúde coletivo e, principalmente, que envolva 
interessado com amparo legal no Estatuto do Idoso. 
 
 
Explicação: 
Para o Estatuto, é considerado idoso aquele que tem 60 anos ou mais. Dentre as suas 
medidas protetivas está a vedação de práticas discriminatórias a idosos nos planos 
de saúde. Assim determina o artigo 15, § 3º: ¿É vedada a discriminação do idoso nos planos 
de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade¿. 
O reajuste por mudança de faixa etária é o aumento imposto ao consumidor de plano 
de saúde com base na variação de sua idade. A Lei de Planos de Saúde ¿ Lei nº 9.656/98, em 
seu artigo art. 15, previu a possibilidade das operadoras efetuarem este reajuste, desde que 
o contrato preveja as faixas etárias e os percentuais de reajustes incidentes em cada uma 
delas. Mas também fez uma única ressalva: proíbe tal reajuste aos consumidores com mais 
de 60 anos, desde que participassem do plano de saúde há mais de 10 anos. 
 
 
 
 
Ref.: 201604486928 
 
 
 8a Questão 
 
 
Em relação à disposições legais e regulamentares relativas ao contrato de Plano de 
Saúde/Odontológico, assinale a opção incorreta: 
 
 
As pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no exterior podem constituir ou 
participar do capital, ou do aumento do capital, de pessoas jurídicas de direito privado 
constituídas sob as leis brasileiras para operar planos privados de assistência à saúde 
 
 
Está subordinada às normas e à fiscalização da ANS qualquer modalidade de produto, 
serviço e contratoque apresente, além da garantia de cobertura financeira de riscos de 
assistência médica, hospitalar e odontológica, outras características que o diferencie de 
atividade exclusivamente financeira 
 
As entidades ou empresas que mantêm sistemas de assistência à saúde, pela modalidade 
de autogestão ou de administração também estão incluídas na lei 9656/98 que dispõe 
sobre os planos e seguros de assistência à saúde 
 
 
Poderão ser Operadoras de Plano de Saúde a pessoa jurídica ou física, privada apenas, 
internacional ou nacional, empresarial ou simples 
 
Para obter a autorização de funcionamento, as operadoras de planos privados de 
assistência à saúde devem demonstrar a capacidade de atendimento em razão dos 
serviços a serem prestados 
 
 
Explicação: 
Com base na lei 9656/98 - art. 1º, II, apenas as pessoas jurídicas podem ser consideradas 
como Operadoras de Plano de Saúde. V. também art. 1, §4º do mesmo Diploma Legal 
 
1a Questão 
 
 
Os planos de saúde poem escolher funcionar no modelo de livre escolha de médicos e 
hospitais. Nesta forma de contratação indaga-se, caso Maria Guilhermina não ficasse 
satisfeita com o atendimento do Dr Avelino Silva e Silva ela poderia acionar o plano de 
saúde? 
 
 Sim, mas apenas o médico, responsável direto pelo atendimento, pois só ele é 
preposto do plano de saúde 
 Não, pois não há nexo de causalidade e consequentemente não se pode 
responsabilizar o plano de saúde pela desídea do médico. 
 
Não, pois não se pode considerar que a insatisfação e o descontentamento seja 
motivo de indenização, vez que nesta modalidade de responsabilidade civil não se 
admite dano moral 
 
Sim, mas apenas o hosital, credenciado direto do hospital, pois o médico só possi 
relação empregatícia com o hospital e não com o plano de saúde 
 
Sim, pois o médico é o preposto do plano de saúde asssim como o hospital, devendo 
a paciente realizar o processo com litisconsórcio passivo obrigatório 
 
 
Explicação: 
As ações ineficientes por parte do médico ou do hospital não são de responsabilidade do 
plano de saúde pela lei 9656/98 
 
 
 
 
Ref.: 201604495438 
 
 
 2a Questão 
 
 
Em janeiro de 2018 Anna Maria Silva e Silva compareceu a um hospital credenciado a seu 
plano de saúde Vida Saudável para a realização de uma consulta previamente agendada 
com o médico cardiologista Rodolfo Coração. Ocorre que a consulta não foi permitida por 
falta de autorização do referido plano de saúde. Em razão desta conduta e do não 
atendimento, Anna não teve o devido acompanhamento de sua cardiopatia e veio a sofrer 
um infarto ficando impedida de trabalhar por 55 dias. Diante disso indaga-se se há dever de 
inedenizar por parte do plano de saúde e qual a indenização que deve ser prestada. 
 
 
Há o dever de indenizar, desde que se demonstre que a cardiopatia não era anterior 
a consulta 
 Não há o dever de indenizar pois não há dano 
 
Há o dever de indenizar mas a indenização se dará apenas por dano moral, situação 
vexatória de não ser atendida 
 
Não há o dever de indenizar uma vez que não há nexo de causalidade 
 há o dever de indenizar por dano material, incluindo o que gastou no tratamento e o 
que deixou de auferir como renda devido ao tempo que não pode trabalhar 
 
 
Explicação: 
Na presente questão há o dever de indenizar posto que o não autorização de atendimento 
imotivado por parte do plano de saúde fez com que as condições de saúde da paciente não 
fosse acompanhada e com isso houveso um agravamento da mesma com a consequente 
necessidade desta gastar com o tratamento do infarto e deixasse de tabalhar por diversos 
dias diminuindo sua renda 
 
 
 
 
Ref.: 201601745657 
 
 
 3a Questão 
 
 
(OAB Nacional 2007.III) No que concerne ao ato ilícito à responsabilidade civil, assinale a 
opção correta. 
 
 A responsabilidade por ato de terceiro é objetiva e permite estender a obrigação de 
reparar o dano a pessoa diversa daquela que praticou a conduta danosa, desde que 
exista uma relação jurídica entre o causador do dano e o responsável pela indenização 
 A concorrência de culpas do agente causador do dano e da vítima por acidente de 
trânsito, por exemplo, no caso de colisão de veículos, acarreta a compensação dos 
danos, devendo cada parte suportar os prejuízos sofridos 
 
Os atos praticados em legítima defesa, no exercício regular de um direito ou em 
estado de necessidade, que provoquem danos morais ou materiais a outrem, embora 
sejam considerados atos ilícitos, exoneram o causador do dano da responsabilidade 
pela reparação do prejuízo 
 
Quando inúmeras e sucessivas causas contribuem para a produção do evento danoso, 
todas essas causas são consideradas como adequadas a produzir o acidente e a gerar a 
responsabilidade solidária para aqueles que o provocaram. Nessa situação, cabe à 
vítima escolher a quem imputar o dever de reparar 
 
 
Explicação: 
A responsabilidade por atos de terceiro é de natureza objetiva, pois ela nasce da existência 
de uma relação entre o autor do dano e quem deve pagar por este. A ação e a 
responsabilidade do autor do dano será verificada de forma subjetiva, possibilitando as 
excludentes e aproveitando estas excludentes ao terceiro que deve pagar. Contudo, após a 
verificação da responsabilidade do autor do dano, o dever do responsável de pagar é de 
natureza objetiva, não podendo ele alegar as excludentes de responsabilização. Nesta 
situação então é verificada a responsabiliade em duas etapas diversas e complementares 
entre sí. 
 
 
 
 
Ref.: 201604495466 
 
 
 4a Questão 
 
 
Se um plano de saúde colocar à venda um novo plano de saúde que inclue um tratamento 
novo desenvolvido pela empresa, que promete emagrecimento instantâneo e cura para a 
diabetes. Indaga-se caso esse produto ainda estiver em teste, ter-se-á, qual forma de 
responsabilidade no caso de dano ao paciente? 
 
 responsabilidade objetiva fundada na teoria da causalidade adequada 
 responsabilidade objetiva fundada na teoria risco-proveito. 
 
responsabilidade subjetiva fundada na teoria risco-proveito. 
 
responsabilidade subjetiva fundada na teoria da causalidade adequada 
 
responsabilidade objetiva fundada na teoria das causas diretas e imediatas 
 
 
Explicação: 
responsabilidade objetiva fundada na teoria risco-proveito, pois não há a necessidade de 
comprovação de culpa e eles são responsáveis por eventuais danos, uma vez que lucram 
com os produtos desevolvidos, e esta responsabilidade visa equilibrar o risco e o lucro no 
mercado 
 
 
 
 
Ref.: 201604244344 
 
 
 5a Questão 
 
 
(Prova: VUNESP- 2012 - DPE-MS - Defensor Público/ adaptada) - Havendo contrato de 
prestação de serviços médicos e hospitalares com plano de saúde, com a utilização de 
rede credenciada, indique a extensão da responsabilidade da operadora, por danos 
causados ao beneficiário, em razão do erro cometido pelo médico conveniado ao plano: 
 
 
 Não há responsabilidade, pois o beneficiário tem a livre escolha dos profissionais 
credenciados. 
 Há responsabilidade solidária, por ser o plano de saúde fornecedor de serviço, 
respondendo pelos defeitos da prestação. 
 
Não há responsabilidade, uma vez que o médico é um profissional autônomo, que 
responde subjetivamente pelos danos causados aos pacientes. 
 
Não há responsabilidade em razão da natureza do negócio jurídico entabulado entre 
o plano e o beneficiário. 
 
Não há responsabilidade, uma vez que o médico é um profissional autônomo, que 
responde objetivamente pelos danos causados aospacientes além da solidariedade 
do Hospital. 
 
 
Explicação: 
A responsabilidade da operadora do plano de saúde não será decorrente de uma única 
responsabilidade, mas sim de várias situações fáticas que ensejam dano ao beneficiário, que 
deverá ser devidamente reparado pela operadora. 
O Conselho da Justiça Federal, que por meio do seu Centro de Estudos Judiciários ¿ CEJ, 
aprovou o enunciado nº 552 na Jornada de Direito Civil VI, que é nesse exato sentido: 
¿Enunciado 552 ¿ Artigo: 786, caput, do Código Civil:Constituem danos reflexos reparáveis 
as despesas suportadas pela operadora de plano de saúde decorrentes de complicações de 
procedimentos por ela não cobertos.¿ 
Para efeitos de complementação da presente exposição, trazemos à baila o julgado 
2006/0063448-5, do Colendo Superior Tribunal de Justiça 
 
 
 
 
Ref.: 201604487218 
 
 
 6a Questão 
 
 
(XIX Exame Unificado - Prova aplicada em 03/04/2016/adaptada) - Amadeu, aposentado, 
aderiu ao plano de saúde coletivo ofertado pelo sindicato ao qual esteve vinculado por força 
de sua atividade laborativa por mais de 30 anos. Ao completar 60- anos, o valor da 
mensalidade sofreu aumento significativo (cerca de 400%), o que foi questionado por 
Amadeu, a quem os funcionários do sindicato explicaram que o aumento decorreu da 
mudança de faixa etária do aposentado. 
A respeito do tema, assinale a afirmativa correta. 
 
 
O aumento do preço é abusivo, mas o microssistema consumerista e a lei civil 
vigente devem ser utilizados na hipótese, sob pena de incorrer em colisão de normas, 
uma vez que o Estatuto do Idoso estabelece a disciplina aplicável às relações jurídicas 
que envolvam pessoa idosa,como cláusula geral. 
 O aumento do preço é abusivo e a norma consumerista deve ser aplicada ao caso, 
mesmo em se tratando de plano de saúde coletivo e, principalmente, que envolva 
interessado com amparo legal no Estatuto do Idoso. 
 
O aumento do preço é abusivo, mas o microssistema consumerista não deve ser 
utilizado na hipótese, sob pena de incorrer em colisão de normas, uma vez que o 
Estatuto do Idoso estabelece a disciplina aplicável às relações jurídicas que envolvam 
pessoa idosa.. 
 
O aumento do valor da mensalidade é legítimo, uma vez que a majoração de preço é 
natural e periodicamente aplicada aos contratos de trato continuado, motivo pelo 
qual o CDC autoriza que o critério faixa etária sirva como parâmetro para os reajustes . 
 
O aumento do preço é legítimo, tendo em vista que o idoso faz maior uso dos serviços 
cobertos e o equilíbrio contratual exige que não haja onerosidade excessiva para 
qualquer das partes, não se aplicando o CDC à hipótese, por se tratar de contrato de 
plano de saúde coletivo envolvendo pessoas idosas 
 
 
Explicação: 
Para o Estatuto, é considerado idoso aquele que tem 60 anos ou mais. Dentre as suas 
medidas protetivas está a vedação de práticas discriminatórias a idosos nos planos 
de saúde. Assim determina o artigo 15, § 3º: ¿É vedada a discriminação do idoso nos planos 
de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade¿. 
O reajuste por mudança de faixa etária é o aumento imposto ao consumidor de plano 
de saúde com base na variação de sua idade. A Lei de Planos de Saúde ¿ Lei nº 9.656/98, em 
seu artigo art. 15, previu a possibilidade das operadoras efetuarem este reajuste, desde que 
o contrato preveja as faixas etárias e os percentuais de reajustes incidentes em cada uma 
delas. Mas também fez uma única ressalva: proíbe tal reajuste aos consumidores com mais 
de 60 anos, desde que participassem do plano de saúde há mais de 10 anos. 
 
 
 
 
Ref.: 201604497693 
 
 
 7a Questão 
 
 
(CREMEB/BA/ 2017) - De acordo com a Lei n o 9.656/1998, é ação obrigatória a cobertura: 
 
 dos planos de emergência, como tal definidos os que implicarem risco imediato de 
vida ou de lesões irreparáveis para o paciente, caracterizado em declaração do 
médico assistente. 
 dos planos de urgência, assim entendidos como somente os resultantes de acidentes 
pessoais, caracterizados em declaração do médico assistente. 
 
dos planos de urgência, assim entendidos como somente os resultantes de acidentes 
pessoais. 
 
dos planos de emergência, como tal definidos os que implicarem risco imediato de 
vida ou de lesões irreparáveis para o paciente. 
 
de qualquer caso de emergência ou de urgência, com dispensa da declaração do 
médico assistente. 
 
 
Explicação: 
Nos planos regulamentados pela Lei nº 9.656, de 1998 é obrigatória a cobertura às próteses, 
órteses e seus acessórios que necessitam de cirurgia para serem colocados ou retirados 
(materiais implantáveis). No entanto, em seu artigo 10, a mesma Lei permite a exclusão de 
cobertura ao fornecimento de órteses e próteses não ligadas ao ato cirúrgico (ou não 
implantáveis), tais como óculos, coletes ortopédicos, próteses de substituição de membros. 
A RN nº 211 também determina cobertura integral nos casos em que as operadoras 
ofereçam internação domiciliar como alternativa à internação hospitalar, 
independentemente de previsão contratual. Se isso ocorrer, a operadora deverá cobrir 
medicamentos e todos os materiais necessários. Nos outros casos em que a atenção 
domiciliar não substitua a internação, a cobertura estará condicionada ao contrato. 
 
A atenção à saúde mental teve importante ganho com a edição desta RN. Um destaque 
pode ser dado ao fim da limitação de 180 dias de atendimento em hospital-dia para a saúde 
mental, reforçando a política de substituição das internações psiquiátricas. 
Cada vez mais, a regulação busca a integração entre procedimentos e sua forma de 
utilização, visando à segurança para os pacientes e ao aprimoramento da prática médica. 
Para tanto, foi ampliado o número de diretrizes de utilização (critérios que devem ser 
preenchidos para que a cobertura seja obrigatória) e a incorporação de diretrizes clínicas 
(guias de orientação da prática clínica baseadas nas melhores evidências disponíveis) 
produzidas pela Associação Médica Brasileira. 
 
 
 
 
Ref.: 201604486927 
 
 
 8a Questão 
 
 
Assinale a alternativa que se refere ao seguinte conceito legal: "prestação continuada de 
serviços ou cobertura de custos assistenciais a preço pré ou pós estabelecido, por prazo 
indeterminado, com a finalidade de garantir, sem limite financeiro, a assistência à saúde, 
pela faculdade de acesso e atendimento por profissionais ou serviços de saúde, livremente 
escolhidos, integrantes ou não de rede credenciada, contratada ou referenciada, visando a 
assistência médica, hospitalar e odontológica, a ser paga integral ou parcialmente às 
expensas da operadora contratada, mediante reembolso ou pagamento direto ao prestador, 
por conta e ordem do consumidor" : 
 
 Carteira 
 
Operadora de Plano de Assistência à Saúde 
 
Sistema Único de Saúde 
 Plano Privado de Assistência à Saúde 
 
Regulamentação da ANS 
 
 
Explicação: 
art. 1º, I da Lei 9656/98 
 
1a Questão 
 
O termo responsabilidade tem sua etimologia no verbo latino respondere, dai a sua significação 
ser: a obrigação de que alguém terá que assumir com as consequências jurídicas de sua 
atividade,onde qualquer dano deve ser resarcido. 
Diante disso indaga-se o plano de saúde ao abrir um hospital próprio, a fim de optimizar seus 
serviços e diminuir os custos maximizando seus lucros é responsável pelos danos que atingirem 
os paciente em razão de qual teoria da respnsabilidade civil? 
 
 
teroria da responsabilidade objetiva irrestrita 
 
teroria civilista da culpa 
 
teoria das causas diretas e imediatasteroia do risco do empreendimento 
 
teoria da causalidade adequada 
 
 
Explicação: 
Pela teoria do risco do empreendimento, diz Cavalieri: ¿todo aquele que se disponha a 
exercer alguma atividade no mercado de consumo tem o dever de responder pelos eventuais 
vícios ou defeitos dos bens e serviços fornecidos, independentemente de culpa¿. 
Ou seja, qualquer pessoa que pretenda fornecer bens de produção ou serviços ao mercado, 
com habitualidade, deve ter consciência de que, por ser ¿o titular do conhecimento técnico 
acerca do que lança no mercado de consumo, assume posição de superioridade técnica em 
relação aos consumidores que desfrutam de seu produto ou serviço¿. (Antonio Carlos Efing) 
Em suma, os riscos do empreendimento correm por conta do fornecedor (de produtos e 
serviços) e não do consumidor. O fornecedor só afasta a sua responsabilidade se provar 
(ônus seu) a ocorrência de uma das causas que excluem o próprio nexo causal, enunciadas 
no § 3º do art. 14, do CDC: inexistência do defeito e culpa exclusiva do consumidor ou de 
terceiro. 
 
 
 
 
Ref.: 201604486926 
 
 2a Questão 
 
 
Paulo contratou com a empresa de Plano de Saúde VIVA JÁ S/A um plano de saúde. Contudo, no 
momento da assinatura do contrato o mesmo negou a informação de uma doença preexistente 
que expressamente o plano não iria cobrir. Momentos após a feitura do contrato, Paulo necessitou 
de um procedimento médico por conta da doença preexistente que possui o que foi negado pelo 
Plano. Diante da situação hipotética narrada, assinale a opção correta: 
 
 O hospital responsável pelo tratamento de Paulo poderá ser civilmente responsabilizado, 
ainda que a empresa de plano de saúde negou cobrir o tratamento 
 
Ainda que tenha omitido informações, deveria a empresa de plano de saúde cobrir as 
despesas médica e após cobrar de Paulo 
 Paulo agiu com má-fé, desta forma não há que se falar em responsabilidade civil por 
conta da empresa de plano de saúde, conforme pacificado na jurisprudência; 
 
Há que se falar em responsabilidade civil por parte da empresa de plano de saúde, 
podendo esta, entretanto, ingressar com ação regressiva em face de Paulo 
 
Tanto o Hospital quanto a empresa VIVA JÁ serão solidariamente responsáveis pelos 
danos morais e/ou materiais experimentados por Paulo, uma vez que a vida é um bem 
maior, protegido constitucionalmente 
 
 
Explicação: 
Com base na pacífica jurisprudência a má-fé, caracterizada por omissão de informações, não 
geram o dever de indenizar 
 
 
 
 
Ref.: 201604497689 
 
 3a Questão 
 
 
(Exame de Ordem Unficado/XIX/2016 - adaptada) - Amadeu, aposentado, aderiu ao plano de 
saúde coletivo ofertado pelo sindicato ao qual esteve vinculado por força de sua atividade 
laborativa por mais de 30 anos. Ao completar 60 anos, o valor da mensalidade sofreu aumento 
significativo (cerca de 400%), o que foi questionado por Amadeu, a quem os funcionários do 
sindicato explicaram que o aumento decorreu da mudança de faixa etária do aposentado. 
A respeito do tema, assinale a afirmativa correta. 
 
 O aumento do preço não é abusivo, mas o microssistema consumerista e a legislação 
civil não devem ser utilizados na hipótese, sob pena de incorrer em colisão de normas, 
uma vez que o Estatuto do Idoso estabelece a disciplina aplicável às relações jurídicas 
que envolvam pessoa idosa. 
 
O aumento do preço é abusivo, mas o microssistema consumerista não deve ser utilizado 
na hipótese, sob pena de incorrer em colisão de normas, uma vez que o Estatuto do 
Idoso estabelece a disciplina aplicável às relações jurídicas que envolvam pessoa idosa. 
 
O aumento do valor da mensalidade é legítimo, uma vez que a majoração de preço é 
natural e periodicamente aplicada aos contratos de trato continuado, motivo pelo qual o 
CDC autoriza que o critério faixa etária sirva como parâmetro para os reajustes 
econômicos. 
 
O aumento do preço é legítimo, tendo em vista que o idoso faz maior uso dos serviços 
cobertos e o equilíbrio contratual exige que não haja onerosidade excessiva para qualquer 
das partes, não se aplicando o CDC à hipótese, por se tratar de contrato de plano de 
saúde coletivo envolvendo pessoas idosas. 
 O aumento do preço é abusivo e a norma consumerista deve ser aplicada ao caso, 
mesmo em se tratando de plano de saúde coletivo e, principalmente, que envolva 
interessado com amparo legal no Estatuto do Idoso. 
 
 
Explicação: 
O reajuste por mudança de faixa etária é o aumento imposto ao consumidor de plano 
de saúde com base na variação de sua idade. A Lei de Planos de Saúde ¿ Lei nº 9.656/98, em 
seu artigo art. 15, previu a possibilidade das operadoras efetuarem este reajuste, desde que o 
contrato preveja as faixas etárias e os percentuais de reajustes incidentes em cada uma delas. 
Mas também fez uma única ressalva: proíbe tal reajuste aos consumidores com mais de 60 
anos, desde que participassem do plano de saúde há mais de 10 anos. 
Em princípio, o reajuste após os 60 (sessenta) anos é ilegal, não importando se se trata de 
contrato firmado antes ou após a entrada em vigor do Estatuto do Idoso. 
Válido acrescentar que o Tribunal de Justiça tem entendido que os reajustes nas faixas 
anteriores aos 60 (sessenta) anos, quando superior a 30% (trinta por cento) do valor 
anteriormente pago, caracteriza-se a abusividade na cobrança, possibilitando a revisão judicial 
do valor. 
 
 
 
 
Ref.: 201602523121 
 
 4a Questão 
 
 
(CESPE - 2006 - OAB - Exame da Ordem) A respeito da responsabilidade civil, assinale a opção 
CORRETA: 
 
 
Não se admite a cumulação de indenização por danos morais e estéticos, em parcelas 
quantificáveis autonomamente, decorrentes do mesmo fato, por configurar um indevido 
bis in idem (duas vezes sobre a mesma coisa), porque no dano estético está 
compreendido o dano moral. 
 Contratada a realização de uma cirurgia estética embelezadora, o cirurgião assume uma 
obrigação de resultado, sujeitando-se à obrigação de indenizar pelo não-cumprimento do 
resultado pretendido pela outra parte contratante, ou decorrente de eventual deformidade 
ou de alguma irregularidade, de modo que o insucesso importa em responsabilidade civil 
pelos danos materiais e morais que acarretar. 
 
A fixação judicial do valor da indenização a título de danos morais está vinculada 
estritamente ao valor do prejuízo efetivamente experimentado e demonstrado pela 
vítima. Para a adequada fixação do dano moral, há de se levar em conta o poder 
econômico das partes e o caráter educativo da sanção. 
 
Em razão da inexistência de relação de preposição, empresa locadora de veículos não 
possui responsabilidade sobre danos que o locatário cause a terceiros no uso do carro 
locado. 
 
Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, desaparece a 
responsabilidade do agente causador, deixando de existir a relação de causa e efeito 
entre o ato e o prejuízo experimentado pela vítima. 
 
 
Explicação: 
É predominate em sede de doutrina que nos casos de cirurgia estética estamos diante de uma 
obrigada de resultado. 
 
 
 
 
Ref.: 201604497700 
 
 5a Questão 
 
 
(CESGRANRIO/Petrobras 2017) - 
Ao requerer autorização de funcionamento junto ao órgão competente, uma determinada 
operadora de planos privados de assistência à saúde omitiu-se em informar a descrição 
pormenorizada de suas instalações, os equipamentos destinados à prestação de serviços e a 
especificação dos recursos humanos qualificados e habilitados, inclusive com responsabilidade 
técnica de acordo com as leis que regem a matéria. 
Assim sendo, e de acordo com a Lei no 9.656/1998 e posteriores alterações, fica a referida 
operadora: 
 
 impedida de funcionar até que apresente a documentação pendente, noprazo 
estabelecido pela autoridade competente. 
 
autorizada a funcionar parcialmente, até que complemente o restante da 
documentação. 
 
impedida de proceder a atendimentos emergenciais. 
 
impedida de proceder a internações e cirurgias eletivas. 
 
autorizada a funcionar, desde que apresente a documentação pendente no prazo de 15 
dias. 
 
 
Explicação: 
No caso de empresas que pretendem ingressar no setor de saúde suplementar, primeiro deve-
se solicitar o Registro de Operadora (1ª etapa) e após a concessão deste Registro, apresentar o 
pedido de registro de produto(s) (2ª etapa). Após a concessão do registro de operadora, a 
empresa deve enviar uma correspondência para a Diretoria de Desenvolvimento Setorial ¿ 
DIDES solicitando a concessão de senha ¿TXT¿ que permitirá o acesso aos aplicativos da ANS e 
assim solicitar o registro de produto(s). As operadoras que possuem registro provisório junto à 
ANS, podem solicitar o registro de operadora e o registro de produto(s) simultaneamente. 
Na conferência da documentação enviada pela empresa, a ANS verifica se estão presentes os 
documentos mínimos necessários constantes da lista para o início do processo de solicitação de 
registro de operadora. Caso não seja constatada a pertinência de algum(ns) documento(s) ou 
de toda a documentação, a ANS expedirá ofício à empresa solicitante restituindo a 
documentação que não está em conformidade com as normas que regulamentam a matéria. 
Verificação pela ANS se a documentação está completa: Documentação incompleta: ANS 
envia ofício informando que documentação não foi aceita. 
 
 
 
 
Ref.: 201602431750 
 
 6a Questão 
 
 
(XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO) Um homem foi submetido a cirurgia para remoção de 
cálculos renais em hospital privado. A intervenção foi realizada por equipe médica não 
integrante dos quadros de funcionários do referido hospital, apesar de ter sido indicada por esse 
mesmo hospital. Durante o procedimento, houve perfuração do fígado do paciente, verificada 
somente três dias após a cirurgia, motivo pelo qual o homem teve que se submeter a novo 
procedimento cirúrgico, que lhe deixou uma grande cicatriz na região abdominal. O paciente 
ingressou com ação judicial em face do hospital, visando a indenização por danos morais e 
estéticos. Partindo dessa narrativa, assinale a opção CORRETA: 
 
 
O hospital não responderá pelos danos, uma vez que se trata de responsabilidade 
objetiva da equipe médica, sendo o hospital parte ilegítima na ação porque apenas 
prestou serviço de instalações e hospedagem do paciente. 
 O hospital responderá pelos danos, mas de forma alternativa, não se acumulando os 
danos morais e estéticos, sob pena de enriquecimento ilícito do autor. 
 O hospital responde objetivamente pelos danos morais e estéticos decorrentes do erro 
médico, tendo em vista que ele indicou a equipe médica. 
 
O hospital não responderá pelos danos, tendo em vista que não se aplica a norma 
consumerista à relação entre médico e paciente, mas, sim, o Código Civil, embora a 
responsabilidade civil dos profissionais liberais seja objetiva 
 
 
Explicação: 
A responsabilidade civil é objetiva porque o hospital é responsável pelos danos causados por 
seus empregados. Porém, se a ação fosse proposta diretamente em face do profissional liberal 
estaríamos diante da responsabilidade civil subjetva devendo ser analisada a culpa. 
 
 
 
 
Ref.: 201604497692 
 
 7a Questão 
 
 
(EMAGIS) Em relação à responsabilização civil de médicos e de hospitais, assinale a 
alternativa correta: 
 
 
O STJ modificou recentemente sua jurisprudência, por meio de sua Terceira Turma, 
passando, pela primeira vez, a admitir que o hospital também responda subjetivamente 
pelo defeito do serviço prestado. 
 
É jurisprudência pacífica aquela no sentido de que o hospital sempre responde 
objetivamente pelo evento ¿ erro médico ¿ ocorrido em seu interior. 
 É entendimento jurisprudencial do STJ a noção de que a cirurgia estética implica em caso 
de responsabilização objetiva do médico, e não subjetiva. 
 
Maria compareceu para realização de uma cirurgia de retirada de um câncer de pele, 
operação feita com um cirurgião plástico, com a finalidade de promover correções 
estéticas após a retirada da ¿mancha¿ maligna na pele. Nesse caso, pode-se afirmar que 
o médico responde objetivamente em caso de erro. 
 Assim como o plano de saúde responde objetivamente pelo erro provocado por seu 
médico credenciado, o hospital responde objetivamente por médico pertencente ao seu 
corpo clínico. 
 
 
Explicação: 
Quando o médico é credenciado do plano de saúde, o caso é de responsabilização objetiva e 
solidária da operadora do plano e do médico realizador do procedimento. Há um evidente 
acidente de consumo por falha na prestação do serviço: 
 
¿PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE 
CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. CIRURGIA. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. 1. 
OPERADORA DO PLANO DE SAÚDE. LEGITIMIDADE E RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. 
POSSIBILIDADE. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS MÉDICOS E HOSPITALARES. 
SÚMULA 83/STJ. 2. QUINHÃO CABÍVEL AOS DEVEDORES. 50%. O CREDOR PODE EFETUAR A 
COBRANÇA INTEGRAL EM RELAÇÃO A QUALQUER UM DELES. 3. AGRAVO IMPROVIDO. 
1. No que concerne à legitimidade da agravante para figurar no polo passivo da demanda, a 
orientação jurisprudencial desta Corte Superior se firmou no sentido de que "Se o contrato é 
fundado na prestação de serviços médicos e hospitalares próprios e/ou credenciados, no qual a 
operadora de plano de saúde mantém hospitais e emprega médicos ou indica um rol de 
conveniados, não há como afastar sua responsabilidade solidária pela má prestação do serviço" 
(REsp 866.371/RS, Rel. Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, Julgado em 27/3/2012, DJe 
20/8/2012). 
2. No que se refere ao quinhão que caberia a cada devedor, em se tratando de responsabilidade 
solidária, mostra-se cabível no percentual de 50% para cada um, ressalvado previsão em 
contrato. 
Ademais, não se mostra imperativa a discussão acerca do grau de responsabilidade dos co-
devedores, na medida em que, na responsabilidade solidária, todos os devedores respondem 
cada qual pela sua dívida, tendo o credor o direito de efetuar a cobrança integral da dívida em 
relação a qualquer um deles, podendo, inclusive, ser apresentado contra o outro ação de 
regresso para reaver o valor excedente à cota parte por ele paga. 
3. Agravo regimental a que se nega provimento.¿ 
(AgRg no REsp 1533920/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, 
julgado em 01/12/2016, DJe 12/12/2016) 
 
 
 
 
Ref.: 201604486928 
 
 8a Questão 
 
 
Em relação à disposições legais e regulamentares relativas ao contrato de Plano de 
Saúde/Odontológico, assinale a opção incorreta: 
 
 
As pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no exterior podem constituir ou 
participar do capital, ou do aumento do capital, de pessoas jurídicas de direito privado 
constituídas sob as leis brasileiras para operar planos privados de assistência à saúde 
 
As entidades ou empresas que mantêm sistemas de assistência à saúde, pela modalidade 
de autogestão ou de administração também estão incluídas na lei 9656/98 que dispõe 
sobre os planos e seguros de assistência à saúde 
 Poderão ser Operadoras de Plano de Saúde a pessoa jurídica ou física, privada apenas, 
internacional ou nacional, empresarial ou simples 
 
Está subordinada às normas e à fiscalização da ANS qualquer modalidade de produto, 
serviço e contrato que apresente, além da garantia de cobertura financeira de riscos de 
assistência médica, hospitalar e odontológica, outras características que o diferencie de 
atividade exclusivamente financeira 
 
Para obter a autorização de funcionamento,as operadoras de planos privados de 
assistência à saúde devem demonstrar a capacidade de atendimento em razão dos 
serviços a serem prestados 
 
 
Explicação: 
Com base na lei 9656/98 - art. 1º, II, apenas as pessoas jurídicas podem ser consideradas 
como Operadoras de Plano de Saúde. V. também art. 1, §4º do mesmo Diploma Legal 
 
1a Questão 
 
 
(CESGRANRIO/Petrobras /2017) - De acordo com a Lei no 9.656/1998 e posteriores 
alterações, cabe às operadoras de plano de assistência à saúde oferecer qualquer 
modalidade de produto, serviço e contrato que apresente, além da garantia de cobertura 
financeira de riscos de assistência médica, hospitalar e odontológica, outras características 
que o diferencie de atividade exclusivamente financeira, tais como: custeio de despesas; 
oferecimento de rede credenciada ou referenciada; reembolso de despesas; mecanismos de 
regulação; qualquer restrição contratual, técnica ou operacional para a cobertura de 
procedimentos solicitados por prestador escolhido pelo consumidor; e vinculação de 
cobertura financeira à aplicação de conceitos ou critérios médico- -assistenciais. 
O ente público competente para normatizar e fiscalizar o cumprimento do dispositivo legal é 
o(a): 
 
 
Associação dos agentes nacionais de saúde 
 Conselho federal de medicina 
 
Sindicato dos trabalhadores da categoria 
 
Agência nacional de vigilância sanitária 
 Agência nacional de saúde suplementar 
 
 
Explicação: 
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é a agência reguladora vinculada ao 
Ministério da Saúde responsável pelo setor de planos de saúde no Brasil. 
Promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde, regular 
as operadoras setoriais - inclusive quanto às suas relações 
com prestadores e consumidores - e contribuir para o desenvolvimento das ações de saúde 
no país. 
A ANS tem por valores institucionais a transparência e ética dos atos, o conhecimento como 
fundamento da regulação, o estímulo à inovação para busca de soluções e sustentabilidade 
setorial e o foco no compromisso social. 
 
 
 
 
Ref.: 201604486930 
 
 
 2a Questão 
 
 
A ANS define uma lista de consultas, exames e tratamentos, denominada Rol de 
Procedimentos e Eventos em Saúde, que os planos de saúde são obrigados a oferecer, 
conforme cada tipo de plano - ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia, referência 
ou odontológico. Com relação ao plano-referência de assistência à saúde, previsto no art. 10 
da Lei 9656/98, assinale a única opção que apresenta uma exigência mínima: 
 
 Cobertura de serviços de apoio diagnóstico, tratamentos e demais procedimentos 
ambulatoriais, solicitados pelo médico assistente, quando incluir atendimento 
ambulatorial 
 Cobertura para inseminação artificial 
 
Fornecimento de medicamentos importados não nacionalizados 
 
Cobertura para tratamento clínico ou cirúrgico experimental 
 
Cobertura de internações hospitalares com limitação de prazo, quando incluir 
internação hospitalar 
 
 
Explicação: 
Art. 10 e incisos c/c art. 12, incisos e alíneas da Lei 9656/98 
 
 
 
 
Ref.: 201604497686 
 
 
 3a Questão 
 
 
(FUNESP/2017/TJ/SP- adaptada) - Vítima de acidente automobilístico, Joana fica 
hospitalizada durante 90 (noventa) dias. Joana é contratante individual de plano de 
assistência médica e hospitalar. A administradora do plano de saúde se recusa a cobrir a 
totalidade dos custos da internação, alegando que o contrato limita a obrigação a 30 (trinta) 
dias. Durante o período de hospitalização, Joana deixa de efetuar o pagamento das 
prestações mensais do plano de saúde. Após se recuperar, Joana propõe ação requerendo 
seja o plano de saúde condenado ao pagamento das despesas referentes a todo o período 
de internação. Por sua vez, a administradora do plano de saúde apresenta contestação e 
propõe reconvenção pleiteando a condenação de Joana ao pagamento das prestações em 
atraso, acrescido da multa contratual de 10% (dez por cento). É correto afirmar que a ação 
de Joana deve ser julgada 
 
 
improcedente, pois não há abusividade na cláusula contratual que limita o tempo de 
internação hospitalar; a reconvenção é procedente, pois o ilícito contratual foi 
praticado por Joana, que está obrigada ao pagamento das mensalidades do plano de 
saúde, com acréscimo da multa contratual de mora. 
 
Nenhuma das respostas acima. 
 
procedente, pois a limitação temporal da internação hospitalar é admitida somente 
nos contratos coletivos de assistência médica; a reconvenção é improcedente, pois a 
conduta abusiva da administradora do plano de saúde exclui a obrigação de Joana 
efetuar o pagamento das mensalidades referentes ao período de hospitalização. 
 procedente, pois é abusiva a cláusula contratual que limita o tempo de internação 
hospitalar; a reconvenção é parcialmente procedente, pois Joana está obrigada ao 
pagamento das mensalidades do plano de saúde, mesmo diante da recusa de 
cobertura, mas a multa contratual não pode exceder 2% (dois por cento). 
 
parcialmente procedente, devendo as partes dividirem equitativamente os custos da 
internação hospitalar que ultrapassaram o limite de 30 (trinta) dias, como forma de 
não gerar desequilíbrio contratual; a reconvenção é improcedente, pois ao plano de 
saúde não é lícito, enquanto não cumprir sua obrigação, exigir o cumprimento daquela 
atribuída a Joana. 
 
 
Explicação: 
A Súmula 302 do Superior Tribunal de Justiça considera abusiva a cláusula contratual de 
plano de saúde que limita o tempo de internação do consumidor/paciente. 
Ao adotar esse posicionamento, o STJ reconhece como sendo inválidas as cláusulas nesse 
sentido, presentes em contratos de plano de saúde, mesmo que estejam expressas ou 
constem de contratos firmados anteriormente à Lei 9.656/98, que disciplinou o setor. 
A publicação da Súmula, além de representar a consolidação do entendimento do Tribunal 
na matéria, significa o reconhecimento da vulnerabilidade do paciente/consumidor, a 
prevalência do princípio da boa-fé objetiva e opção por uma solução humanista para o 
problema. 
 
 
 
 
Ref.: 201604495478 
 
 
 4a Questão 
 
 
Doença ou lesão preexistente é a patologia que o consumidor que deseja contratar um 
plano de saúde tem conhecimento de ser portador ou sofredor à época de ingresso no 
plano. A terminologia: doença preexistente não é um conceito médico mas apenas um 
conceito que visa atender à necessidade dos planos de saúde no tocante à atualização do 
cálculo atuarial. Desta forma indaga-se, caso o associado não tenha declarado sua doença, 
nem o plano realizado exames prévios, se o atendimento for negado com esta base oque 
você orientaria ao seu cliente? 
 
 
deve ser intentada apenas uma obrigação de fazer do plano de saude e não mais, pois 
não é caso de responsabilidade civil, pois não há dano com o simples não 
atendimento. 
 o plano de saúde não pode ser juridicamente obrigado a realizar o atendimento, mas 
pode haver um eventual dano e o respectivo dever de indenizar, desta forma a 
orientação deveria ser apenas uma eventual ação de indenização 
 
Nada deve ser feito, pois o cliente é que agiu com dolo ao não declarar a sua doença, 
sendo este dolo excludente da culpabilidade do plano de saúde 
 
Nada deve ser feito, pois o associado deve ou declarar a doença pré-existente e pagar 
o valor correspondente fixado pelo plano de saúde, ou aguardar o período de 
carência, como ele não realizou nehuma das duas ações, não possui direito a ser 
juridicamente reivindicado. 
 Deve ser intentada uma ação juducial, pois devidoa negligência do plano de saúde ele 
não pode alegar esta excludente, doença pré-existente, para o não atendimento, e 
deve o plano de saúde prestar o serviço para o qual foi contratado, devendo inclusive 
indenizar eventuais prejuízos. 
 
 
Explicação: 
A orientação deve ser no sentido de que o plano de saúde não pode negar o antendimento 
pois, ele foi negligente ao não realizar os exames que são suas responsabilidades. Desta 
forma deve ser judiciamente compelido a realizar a ação de atendimento, bem como 
indenização por eventuais danos sofridos pelo cliente. 
 
 
 
 
Ref.: 201604486928 
 
 
 5a Questão 
 
 
Em relação à disposições legais e regulamentares relativas ao contrato de Plano de 
Saúde/Odontológico, assinale a opção incorreta: 
 
 
As pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no exterior podem constituir 
ou participar do capital, ou do aumento do capital, de pessoas jurídicas de direito 
privado constituídas sob as leis brasileiras para operar planos privados de assistência à 
saúde 
 
Para obter a autorização de funcionamento, as operadoras de planos privados de 
assistência à saúde devem demonstrar a capacidade de atendimento em razão dos 
serviços a serem prestados 
 
Está subordinada às normas e à fiscalização da ANS qualquer modalidade de produto, 
serviço e contrato que apresente, além da garantia de cobertura financeira de riscos 
de assistência médica, hospitalar e odontológica, outras características que o 
diferencie de atividade exclusivamente financeira 
 
As entidades ou empresas que mantêm sistemas de assistência à saúde, pela 
modalidade de autogestão ou de administração também estão incluídas na lei 
9656/98 que dispõe sobre os planos e seguros de assistência à saúde 
 Poderão ser Operadoras de Plano de Saúde a pessoa jurídica ou física, privada apenas, 
internacional ou nacional, empresarial ou simples 
 
 
Explicação: 
Com base na lei 9656/98 - art. 1º, II, apenas as pessoas jurídicas podem ser consideradas 
como Operadoras de Plano de Saúde. V. também art. 1, §4º do mesmo Diploma Legal 
 
 
 
 
Ref.: 201602523121 
 
 
 6a Questão 
 
 
(CESPE - 2006 - OAB - Exame da Ordem) A respeito da responsabilidade civil, assinale a 
opção CORRETA: 
 
 
Não se admite a cumulação de indenização por danos morais e estéticos, em parcelas 
quantificáveis autonomamente, decorrentes do mesmo fato, por configurar um 
indevido bis in idem (duas vezes sobre a mesma coisa), porque no dano estético está 
compreendido o dano moral. 
 
A fixação judicial do valor da indenização a título de danos morais está vinculada 
estritamente ao valor do prejuízo efetivamente experimentado e demonstrado pela 
vítima. Para a adequada fixação do dano moral, há de se levar em conta o poder 
econômico das partes e o caráter educativo da sanção. 
 
Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, desaparece a 
responsabilidade do agente causador, deixando de existir a relação de causa e efeito 
entre o ato e o prejuízo experimentado pela vítima. 
 Contratada a realização de uma cirurgia estética embelezadora, o cirurgião assume 
uma obrigação de resultado, sujeitando-se à obrigação de indenizar pelo não-
cumprimento do resultado pretendido pela outra parte contratante, ou decorrente de 
eventual deformidade ou de alguma irregularidade, de modo que o insucesso importa 
em responsabilidade civil pelos danos materiais e morais que acarretar. 
 
Em razão da inexistência de relação de preposição, empresa locadora de veículos não 
possui responsabilidade sobre danos que o locatário cause a terceiros no uso do carro 
locado. 
 
 
Explicação: 
É predominate em sede de doutrina que nos casos de cirurgia estética estamos diante de 
uma obrigada de resultado. 
 
 
 
 
Ref.: 201604486926 
 
 
 7a Questão 
 
 
Paulo contratou com a empresa de Plano de Saúde VIVA JÁ S/A um plano de saúde. 
Contudo, no momento da assinatura do contrato o mesmo negou a informação de uma 
doença preexistente que expressamente o plano não iria cobrir. Momentos após a feitura 
do contrato, Paulo necessitou de um procedimento médico por conta da doença 
preexistente que possui o que foi negado pelo Plano. Diante da situação hipotética narrada, 
assinale a opção correta: 
 
 
Tanto o Hospital quanto a empresa VIVA JÁ serão solidariamente responsáveis pelos 
danos morais e/ou materiais experimentados por Paulo, uma vez que a vida é um 
bem maior, protegido constitucionalmente 
 
Há que se falar em responsabilidade civil por parte da empresa de plano de saúde, 
podendo esta, entretanto, ingressar com ação regressiva em face de Paulo 
 
Ainda que tenha omitido informações, deveria a empresa de plano de saúde cobrir as 
despesas médica e após cobrar de Paulo 
 
O hospital responsável pelo tratamento de Paulo poderá ser civilmente 
responsabilizado, ainda que a empresa de plano de saúde negou cobrir o tratamento 
 Paulo agiu com má-fé, desta forma não há que se falar em responsabilidade civil por 
conta da empresa de plano de saúde, conforme pacificado na jurisprudência; 
 
 
Explicação: 
Com base na pacífica jurisprudência a má-fé, caracterizada por omissão de informações, não 
geram o dever de indenizar 
 
 
 
 
Ref.: 201604495458 
 
 
 8a Questão 
 
 
O termo responsabilidade tem sua etimologia no verbo latino respondere, dai a sua 
significação ser: a obrigação de que alguém terá que assumir com as consequências jurídicas 
de sua atividade,onde qualquer dano deve ser resarcido. 
Diante disso indaga-se o plano de saúde ao abrir um hospital próprio, a fim de optimizar seus 
serviços e diminuir os custos maximizando seus lucros é responsável pelos danos que 
atingirem os paciente em razão de qual teoria da respnsabilidade civil? 
 
 
teoria das causas diretas e imediatas 
 
teroria civilista da culpa 
 
teoria da causalidade adequada 
 teroia do risco do empreendimento 
 
teroria da responsabilidade objetiva irrestrita 
 
 
Explicação: 
Pela teoria do risco do empreendimento, diz Cavalieri: ¿todo aquele que se disponha a 
exercer alguma atividade no mercado de consumo tem o dever de responder pelos eventuais 
vícios ou defeitos dos bens e serviços fornecidos, independentemente de culpa¿. 
Ou seja, qualquer pessoa que pretenda fornecer bens de produção ou serviços ao mercado, 
com habitualidade, deve ter consciência de que, por ser ¿o titular do conhecimento técnico 
acerca do que lança no mercado de consumo, assume posição de superioridade técnica em 
relação aos consumidores que desfrutam de seu produto ou serviço¿. (Antonio Carlos Efing) 
Em suma, os riscos do empreendimento correm por conta do fornecedor (de produtos e 
serviços) e não do consumidor. O fornecedor só afasta a sua responsabilidade se provar (ônus 
seu) a ocorrência de uma das causas que excluem o próprio nexo causal, enunciadas no § 3º 
do art. 14, do CDC: inexistência do defeito e culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. 
1a Questão 
 
 
(MPE/PE 2012 - FCC) - ¿É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da 
indenização por dano material, moral ou a imagem¿ (inciso V do Art. 5º. da Constituição 
Federal). Os juristas entendem que: 
 
 por dano moral deve-se entender todo aquele que não venha a afetar o patrimônio 
material da vítima. 
 nos conglomerados de comunicação o direito de resposta deve ser divulgado em 
todas as mídias. 
 
o direito de resposta não ficou prejudicado com a extinção da Lei de Imprensa. 
 
o valor das indenizações relacionadas ao direito de respostafica pendente até a 
aprovação de nova norma. 
 
a publicação de fotografia sem a autorização do fotografado não constitui dano à 
imagem. 
 
 
Explicação: 
Há consenso na doutrina e na jurisprudência que o dano moral seria a violação a um dos 
direitos da personalidade previstos no artigo 11 do Código Civil, como por exemplo, a 
violação do direito ao nome, à imagem, a privacidade, à honra, à boa fama, à dignidade etc., 
sendo dever do juiz que aprecia o caso concreto verificar cuidadosamente se determinada 
conduta ilícita, dolosa ou culposa, causou prejuízo moral a alguém, provocando sofrimento 
psicológico que supere meros aborrecimentos da vida cotidiana a que todos nós estamos 
sujeitos. 
Em sua obra sobre Responsabilidade Civil, Silvio de Salvo Venosa aprofunda sua análise a 
respeito do tema, afirmando que o dano moral estará presente quando uma conduta ilícita 
causar a determinado indivíduo extremo sofrimento psicológico e físico que ultrapasse o 
razoável ou o mero dissabor, sentimentos estes, que muitas vezes podem até mesmo levar 
à vítima a desenvolver patologias, como depressão, síndromes, inibições ou bloqueios. 
[...] Será moral o dano que ocasiona um distúrbio anormal na vida do indivíduo; uma 
inconveniência de comportamento ou, como definimos, um desconforto comportamental a 
ser examinado em cada caso. Ao se analisar o dano moral, o juiz se volta para a 
sintomatologia do sofrimento, a qual, se não pode ser valorada por terceiro, deve, no caso, 
ser quantificada economicamente; [...] (Direito Civil, Responsabilidade Civil, 15ª ed., Atlas, 
p.52)." 
 
 
 
 
Ref.: 201602517986 
 
 
 2a Questão 
 
 
2015 - Banca: FGV - Órgão: DPE - MT - Prova: Advogado - Maria, famosa atriz, foi contratada 
pela sociedade empresária XPTO Bebidas S.A., em junho de 2012, para ser ¿garota- 
propaganda¿ da marca de refrigerante Oba. Pelo contrato, obrigou-se Maria a ceder, de 
forma remunerada e temporariamente, o uso e a exploração de sua imagem para a 
representação da marca Oba. Em janeiro de 2013, Maria depara com um anúncio 
publicitário em uma revista em que é retratada segurando uma cerveja, a Shiva, também 
fabricada por XPTO Bebidas S.A. Sobre os fatos descritos, assinale a afirmativa correta. 
 
 
Houve descumprimento contratual por parte da XPTO Bebidas S.A. e Maria sofreu 
violação em seu direito de imagem, sendo legítima a reparação por danos morais, 
somente. 
 
Não houve descumprimento contratual por parte da Sociedade XPTO Bebidas S.A., 
pois Maria cedeu o uso e a exploração de sua imagem à sociedade empresária em 
questão. 
 A XPTO Bebidas S.A. violou a função social do contrato ao explorar indevidamente 
imagem de pessoa sem a sua autorização. 
 
A XPTO Bebidas S.A. ofendeu a boa-fé objetiva contratual ao violar o direito à 
privacidade de Maria. 
 Houve descumprimento contratual por parte de XPTO Bebidas S.A. e Maria sofreu 
violação em seu direito de imagem, sendo legítima a reparação por danos morais e 
patrimoniais. 
 
 
Explicação: 
Existe a possibilidade de indenização pela violação do direito à imagem, tendo em vista que 
a contratação para utilização da imagem foi para publicidade de refrigerantes. 
 
 
 
 
Ref.: 201601745662 
 
 
 3a Questão 
 
 
(OAB/MG-Agosto /2008) Sobre a OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR assinale a opção INCORRETA: 
 
 A responsabilidade civil é independente da criminal 
 O detentor de animal ressarcirá o dano por este causado mesmo que a vítima tenha 
culpa exclusiva no evento 
 
A cobrança de dívida já paga gera o direito de indenização equivalente ao dobro do 
valor exigido, salvo se houve prescrição 
 
O direito de exigir reparação pelo dano causado transmite-se com a herança. 
 
 
Explicação: 
A culpa exclusiva da vítima isenta o autor do dano do dever de indenizar. O mesmo se 
verifica no caso do animal, em regra o dono responde pelos danos causados por este, 
contudo se o dano se perpetrou por ato exclusivo da vítima, ou seja o dono tomou todas as 
precausoes necesárias, mas mesmo assim o dano se verificou por um ato de total 
responsabilidade da vítima, ele dono, não é mais responsabilizado pelos eventuais prejuízos. 
 
 
 
 
Ref.: 201604563922 
 
 
 4a Questão 
 
 
É correto afirmar que os provedores de internet deverão informar à autoridade 
administrativa os dados que permitam a identificação da autoria de publicação que seja 
tipificada como ilícita? 
 
 Sim, mediante apenas ordem judicial 
 
Sim, dependendo única e exclusivamente da autorização do titular das informações 
 
Não, pois é assegurado o sigilo absoluto destes dados 
 Sim, mediante requisição de autoridade administrativas competentes ou ordem 
judicial 
 
Não, pois o provedor não possui estes dados, as contas são anônimas por premisa 
legal 
 
 
Explicação: 
 
Lei nº 12.965 de 2014: 
Art. 10. A guarda e a disponibilização dos registros de conexão e de acesso a aplicações 
de internet de que trata esta Lei, bem como de dados pessoais e do conteúdo de 
comunicações privadas, devem atender à preservação da intimidade, da vida privada, da 
honra e da imagem das partes direta ou indiretamente envolvidas. 
§ 3º O disposto no caput não impede o acesso aos dados cadastrais que informem 
qualificação pessoal, filiação e endereço, na forma da lei, pelas autoridades 
administrativas que detenham competência legal para a sua requisição. 
 
Decreto nº 8.771 de 2016: 
Art. 11. As autoridades administrativas a que se refere o art. 10, § 3º, da Lei nº 12.965, de 
2014, indicarão o fundamento legal de competência expressa para o acesso e a motivação 
para o pedido de acesso aos dados cadastrais. 
§ 1º O provedor que não coletar dados cadastrais deverá informar tal fato à autoridade 
solicitante, ficando desobrigado de fornecer tais dados. 
§ 2º São considerados dados cadastrais: 
I - a filiação; 
II - o endereço; e 
III - a qualificação pessoal, entendida como nome, prenome, estado civil e profissão do 
usuário. § 3º Os pedidos de que trata o caput devem especificar os indivíduos cujos dados 
estão sendo requeridos e as informações desejadas, sendo vedados pedidos coletivos que 
sejam genéricos ou inespecíficos. 
 
Art. 15. Os dados de que trata o art. 11 da Lei nº 12.965, de 2014, deverão ser mantidos 
em formato interoperável e estruturado, para facilitar o acesso decorrente de decisão 
judicial ou determinação legal, respeitadas as diretrizes elencadas no art. 13 deste 
Decreto. 
 
 
 
 
Ref.: 201604564274 
 
 
 5a Questão 
 
 
(FCC/2017/DPE-RS) - Em rede social da internet uma pessoa publicou mensagem acusando 
outra de ter praticado atos de corrupção. A acusada sentiu-se moralmente ofendida e 
obteve êxito em comprovar, judicialmente, que a imputação de prática de crime era falsa, 
tendo sido divulgada por motivo de vingança pessoal. Em casos como este, ficando 
comprovados os danos sofridos e a responsabilidade do autor da ofensa, a Constituição 
Federal garante ao ofendido o direito de: 
 
 resposta, proporcional ao agravo sofrido, sem prejuízo de indenização por danos 
morais e materiais. 
 impetrar mandado de injunção para que o ofensor seja obrigado a retirar a 
mensagem da internet, sem prejuízo de indenização por danos morais e materiais. 
 
ajuizar, perante o Tribunal de Justiça, ação direta de inconstitucionalidade contra o 
ato que violou seu direito à honra. 
 
ajuizar ação popular para que o ofensor seja condenado a reparar os danos morais e 
materiais causados. 
 
impetrar mandado de segurança contra o ato que violou seu direito líquido e certode não ter sua honra violada. 
 
 
Explicação: 
 Direito de resposta proporcional ao agravo, previsto no inciso V do art. 5º, da Constituição 
Federal, é um direito fundamental de defesa em um Estado Socioambiental e Democrático 
de Direito, relacionando-se com diferentes regras e princípios integrantes do sistema 
jurídico brasileiro, dentre os quais se destacam a proporcionalidade, a razoabilidade, a 
ampla defesa e o contraditório. Sua efetividade foi marcada ao longo dos tempos pela 
vigência da Lei n°. 5. 250/67, conhecida como Lei de Imprensa, a qual restou integralmente 
revogada pelo STF em abril de 2009. Desde então, a aplicabilidade de tal dispositivo 
constitucional está a exigir um estudo científico que possa apresentar aos intérpretes 
conclusões objetivas acerca da vigência do instituto, bem como da necessidade de sua 
observação, por parte dos mais diferentes órgãos, públicos e privados. Como elemento 
integrante do direito à liberdade de expressão, o direito de resposta proporcional ao agravo 
deve ser compreendido na sua amplitude. Nesse sentido, assim como tem por objetivo 
corrigir uma informação equivocada ou inverídica, também objetiva contrapor uma opinião, 
que tenha ofendido qualquer dos aspectos dos direitos de personalidade do indivíduo, ou 
da pluralidade deles. O direito de resposta deve ser mensurado de acordo com o agravo 
sofrido, residindo nesse aspecto à proporcionalidade que integra o seu fundamento 
constitucional. É de se considerar, portanto, todos os elementos que compõem o fato sob 
análise para que se possa dimensionar a resposta a ser ofertada, bem como os seus limites, 
sob pena de desvirtuamento do instituto.O direito de resposta não se restringe aos fatos e 
opiniões procedentes dos veículos de comunicação e demais órgãos de informação. Toda 
manifestação, em qualquer ambiente, público ou privado, que esteja a causar uma ofensa 
ou agravo a alguém, pode ser respondida, utilizando-se o titular do direito dos mesmos 
meios e espaços ocupados por aquele que deu origem à resposta. Trata-se de um direito 
subjetivo público de aplicação imediata. 
 
 
 
 
Ref.: 201602300762 
 
 
 6a Questão 
 
 
Internada às pressas no Hospital Frei Vicente para tratamento de dores abdominais agudas, 
Eliana foi submetida a uma cirurgia de emergência executada pelo médico plantonista 
Lourenço. Dias depois, faleceu por infecção contraída durante a cirurgia, a qual teve como 
causa as más condições de higiene do hospital. Visando ao recebimento de compensação 
pelo falecimento da mãe, a filha de Eliana, menor impúbere representada pelo pai, ajuizou 
ação em que requereu a condenação do Hospital Frei Vicente e do médico Lourenço. Haverá 
responsabilidade 
 
 
independentemente de comprovação de culpa do hospital ou do médico. 
 por culpa presumida, tanto do hospital como do médico. 
 independentemente de comprovação de culpa, no caso do hospital, e apenas se 
comprovada culpa, no caso do médico. 
 
apenas se comprovada culpa, no caso do hospital, e independentemente da 
comprovação de culpa, no caso do médico. 
 
apenas se comprovada culpa, tanto no caso do hospital como no do médico. 
 
 
 
 
Ref.: 201604564286 
 
 
 7a Questão 
 
 
(Exame Unificado/OAB/adaptada) - Recentemente, foi amplamente noticiado nas redes 
sociais o caso envolvendo a divulgação de fotos da atriz Carolina Dieckmann nua. Levando 
Em consideração a posição majoritária do STJ sobre a responsabilidade dos provedores de 
internet, assinale a opção CORRETA. 
 
 Mesmo que o provedor seja o próprio responsável pela página, sua responsabilidade 
pela divulgação de conteúdo ilegal será apurada mediante a verificação de culpa. 
 
No caso de veiculação de conteúdo ilegal em sites de relacionamento, o provedor 
responde de forma objetiva. 
 
O provedor, mesmo sendo o mantenedor da página, responde subsidiariamente. 
 No caso de veiculação de conteúdo ilegal em sites de relacionamento, o provedor 
responde de forma subjetiva e subsidiariamente. 
 
Via de regra, o provedor não responde de forma objetiva, salvo se for o próprio 
responsável pela página, hipótese em que será responsável objetivamente, 
consoante as regras do CDC. 
 
 
Explicação: 
Para que haja a conexão, faz-se necessária a figura do provedor de Internet. Apesar de 
habitualmente falar-se apenas na expressão genérica ¿provedor de Internet¿, M. Leonardi 
esclarece que ¿provedor de Internet é a pessoa natural ou jurídica que fornece serviços 
relacionados ao funcionamento da Internet, ou por meio dela¿, sendo que ¿provedor de 
serviços é o gênero do qual as demais categorias (...) são espécies". 
Logo, apesar de muitos entenderem que o provedor desenvolve diferentes atividades, como 
se único fosse, sua particularização interferirá diretamente em possíveis casos de 
responsabilização civil por ilícitos causados no meio virtual, sendo aplicáveis, ou não, ao 
provedor, de acordo com cada espécie. 
Em seu artigo 19 ((Lei 12.965/2014, MCI), o Marco Civil da Internet dispõe que a 
responsabilidade civil dos provedores de aplicações de internet é de natureza subjetiva e 
oriunda do não cumprimento da ordem judicial que determinou a exclusão ou a 
indisponibilização de determinado conteúdo. Essa ordem judicial pode ser emitida por meio 
de decisão liminar e a própria Lei 12.965 determina a competência dos juizados especiais 
para essa finalidade. 
A responsabilidade não deriva, portanto, do descumprimento de uma notificação privada. 
As exceções à essa regra são pontuais e encontram-se previstas no texto da lei, quais sejam: 
para os conteúdos protegidos por direitos autorais (§2º do artigo 19) e para os casos de 
divulgação, sem autorização de seus participantes, de imagens, de vídeos ou de outros 
materiais contendo cenas de nudez ou de atos sexuais de caráter privado (artigo 21), o que 
engloba a chamada pornografia de vingança. 
 
 
 
 
Ref.: 201602850174 
 
 
 8a Questão 
 
 
Joana deu seu carro a Lúcia, em comodato, pelo prazo de 5 dias, findo o qual Lúcia não 
devolveu o veículo. Dois dias depois, forte tempestade danificou a lanterna e o parachoque 
dianteiro do carro de Joana. Inconformada com o ocorrido Joana exigiu que Lúcia a 
indenizasse pelos danos causados ao veículo. Diante do fato narrado, assinale a afirmativa 
correta. 
 
 Lúcia incorreu em inadimplemento absoluto, pois não cumpriu sua prestação no 
termo ajustado, o que inutilizou a prestação para Joana. 
 
Lúcia não responde pelos danos causados ao veículo, pois foram decorrentes de 
força maior. 
 Lúcia deve indenizar Joana pelos danos causados ao veículo, salvo se provar que os 
mesmos ocorreriam ainda que tivesse adimplido sua prestação no termo ajustado. 
 
Lúcia não está em mora, pois Joana não a interpelou, judicial ou extrajudicialmente. 
 
Nenhuma das alternativas é correta. 
 
1a Questão 
 
(FCC/2017/DPE-RS) - Em rede social da internet uma pessoa publicou mensagem acusando 
outra de ter praticado atos de corrupção. A acusada sentiu-se moralmente ofendida e obteve 
êxito em comprovar, judicialmente, que a imputação de prática de crime era falsa, tendo sido 
divulgada por motivo de vingança pessoal. Em casos como este, ficando comprovados os danos 
sofridos e a responsabilidade do autor da ofensa, a Constituição Federal garante ao ofendido o 
direito de: 
 
 resposta, proporcional ao agravo sofrido, sem prejuízo de indenização por danos morais 
e materiais. 
 
ajuizar, perante o Tribunal de Justiça, ação direta de inconstitucionalidade contra o ato 
que violou seu direito à honra. 
 
ajuizar ação popular para que o ofensor seja condenadoa reparar os danos morais e 
materiais causados. 
 
impetrar mandado de injunção para que o ofensor seja obrigado a retirar a mensagem 
da internet, sem prejuízo de indenização por danos morais e materiais. 
 
impetrar mandado de segurança contra o ato que violou seu direito líquido e certo de 
não ter sua honra violada. 
 
 
Explicação: 
 Direito de resposta proporcional ao agravo, previsto no inciso V do art. 5º, da Constituição 
Federal, é um direito fundamental de defesa em um Estado Socioambiental e Democrático de 
Direito, relacionando-se com diferentes regras e princípios integrantes do sistema jurídico 
brasileiro, dentre os quais se destacam a proporcionalidade, a razoabilidade, a ampla defesa e 
o contraditório. Sua efetividade foi marcada ao longo dos tempos pela vigência da Lei n°. 5. 
250/67, conhecida como Lei de Imprensa, a qual restou integralmente revogada pelo STF em 
abril de 2009. Desde então, a aplicabilidade de tal dispositivo constitucional está a exigir um 
estudo científico que possa apresentar aos intérpretes conclusões objetivas acerca da vigência 
do instituto, bem como da necessidade de sua observação, por parte dos mais diferentes 
órgãos, públicos e privados. Como elemento integrante do direito à liberdade de expressão, o 
direito de resposta proporcional ao agravo deve ser compreendido na sua amplitude. Nesse 
sentido, assim como tem por objetivo corrigir uma informação equivocada ou inverídica, 
também objetiva contrapor uma opinião, que tenha ofendido qualquer dos aspectos dos 
direitos de personalidade do indivíduo, ou da pluralidade deles. O direito de resposta deve ser 
mensurado de acordo com o agravo sofrido, residindo nesse aspecto à proporcionalidade que 
integra o seu fundamento constitucional. É de se considerar, portanto, todos os elementos que 
compõem o fato sob análise para que se possa dimensionar a resposta a ser ofertada, bem 
como os seus limites, sob pena de desvirtuamento do instituto.O direito de resposta não se 
restringe aos fatos e opiniões procedentes dos veículos de comunicação e demais órgãos de 
informação. Toda manifestação, em qualquer ambiente, público ou privado, que esteja a 
causar uma ofensa ou agravo a alguém, pode ser respondida, utilizando-se o titular do direito 
dos mesmos meios e espaços ocupados por aquele que deu origem à resposta. Trata-se de um 
direito subjetivo público de aplicação imediata. 
 
 
 
Ref.: 201604541440 
 
 2a Questão 
 
 
Joaquim foi moralmente ofendido em uma determinada rede social, com palavras de baixo 
calão, agressões psicológicas, morais, xingamentos, etc por um perfil "fake", isto é, por um 
perfil anônimo, cuja identidade precisa é impossível de se determinar. Visando obter uma 
compensação pelo dano moral experimentado, Joaquim ingressa com a competente ação 
judicial cível, peticionando ao juiz da causa que fosse requisitado ao responsável pela guarda 
dos dados as informações relativas aos registros de conexão, registros de acesso a aplicações 
de internet, e demais documentos necessários para a formação do conjunto probatório. Diante 
da situação hipotética narrada, assinale a opção correta: 
 
 
Nas ações onde há a requisição dessas informações, não é possível a decretação do 
segredo de justiça 
 A requisição em processo judicial, conforme o caso apresentado, se dá, unicamente, em 
caráter autônomo 
 Sem prejuízo dos demais requisitos legais, o requerimento deverá conter, sob pena de 
inadmissibilidade, o período ao qual se referem os registros 
 
Apenas admite-se a requisição deste tipo de informação em processos judiciais penais 
 
O requerimento judicial não precisa contes justificativa motivada da utilidade dos 
registros solicitados para fins de investigação ou instrução probatória, tendo em vista, o 
princípio da repartição dos Poderes 
 
 
Explicação: 
 è necessária a paresentação do período que se deseja as informações para que só seja 
divulgado o que está sob amparao judicial e a privacidade dos demais períodos seja respeitada 
 
 
 
Ref.: 201604495489 
 
 3a Questão 
 
 
Joaquim Silve e Silva muito frustrado com o fim de seu namoro com Valéria Santiago passou a 
colcar fotos dela em diversas redes sociais com dizeres desabonadores da sua conduta. Estas 
postagens viralizaram e Valéria te procura para saber se é possível acionar o provedor onde as 
fotos estão hospedadas. Indaga-se, qual o seu posicionamento quanto ao assunto? 
 
 o provedor pode ser responsabilizado caso não disponibilize os dados de quem realizou 
as postagens, pois ele é o responsável pela guarda destes dados 
 
o provedor pode ser responsabilizado pois deveria ter feito uma censura prévia do que 
era postado em seu meio virtual 
 o Provedor pode ser responsabilizado, mas não de forma individual, apenas como 
coresponsável e acionado de forma solidária. 
 
o provedor não pode ser responsabilizado pois, ao realizar a manipulação das foros a 
responsabilidade é exclusiva do Joaquim 
 
O provedor não é responsável de forma alguma devido a liberdade de expressão 
 
 
Explicação: 
O provedor só pode ser responsabilizado caso não cumpra determinação judicial de prestar 
exclarecimentos sobre os dados nele armazenados confome o disposto na legislação citada. 
 
Lei nº 12.965 de 2014: 
Art. 10. A guarda e a disponibilização dos registros de conexão e de acesso a aplicações de 
internet de que trata esta Lei, bem como de dados pessoais e do conteúdo de comunicações 
privadas, devem atender à preservação da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das 
partes direta ou indiretamente envolvidas. 
§ 3º O disposto no caput não impede o acesso aos dados cadastrais que informem qualificação 
pessoal, filiação e endereço, na forma da lei, pelas autoridades administrativas que detenham 
competência legal para a sua requisição. 
 
 
 
Ref.: 201604564286 
 
 4a Questão 
 
 
(Exame Unificado/OAB/adaptada) - Recentemente, foi amplamente noticiado nas redes sociais 
o caso envolvendo a divulgação de fotos da atriz Carolina Dieckmann nua. Levando Em 
consideração a posição majoritária do STJ sobre a responsabilidade dos provedores de internet, 
assinale a opção CORRETA. 
 
 
No caso de veiculação de conteúdo ilegal em sites de relacionamento, o provedor 
responde de forma subjetiva e subsidiariamente. 
 
O provedor, mesmo sendo o mantenedor da página, responde subsidiariamente. 
 
Via de regra, o provedor não responde de forma objetiva, salvo se for o próprio 
responsável pela página, hipótese em que será responsável objetivamente, consoante 
as regras do CDC. 
 Mesmo que o provedor seja o próprio responsável pela página, sua responsabilidade 
pela divulgação de conteúdo ilegal será apurada mediante a verificação de culpa. 
 
No caso de veiculação de conteúdo ilegal em sites de relacionamento, o provedor 
responde de forma objetiva. 
 
 
Explicação: 
Para que haja a conexão, faz-se necessária a figura do provedor de Internet. Apesar de 
habitualmente falar-se apenas na expressão genérica ¿provedor de Internet¿, M. Leonardi 
esclarece que ¿provedor de Internet é a pessoa natural ou jurídica que fornece serviços 
relacionados ao funcionamento da Internet, ou por meio dela¿, sendo que ¿provedor de 
serviços é o gênero do qual as demais categorias (...) são espécies". 
Logo, apesar de muitos entenderem que o provedor desenvolve diferentes atividades, como se 
único fosse, sua particularização interferirá diretamente em possíveis casos de 
responsabilização civil por ilícitos causados no meio virtual, sendo aplicáveis, ou não, ao 
provedor, de acordo com cada espécie. 
Em seu artigo 19 ((Lei 12.965/2014, MCI), o Marco Civil da Internet dispõe que a 
responsabilidade civil dos provedores de aplicações de internet é de natureza subjetivae 
oriunda do não cumprimento da ordem judicial que determinou a exclusão ou a 
indisponibilização de determinado conteúdo. Essa ordem judicial pode ser emitida por meio de 
decisão liminar e a própria Lei 12.965 determina a competência dos juizados especiais para 
essa finalidade. 
A responsabilidade não deriva, portanto, do descumprimento de uma notificação privada. As 
exceções à essa regra são pontuais e encontram-se previstas no texto da lei, quais sejam: 
para os conteúdos protegidos por direitos autorais (§2º do artigo 19) e para os casos de 
divulgação, sem autorização de seus participantes, de imagens, de vídeos ou de outros 
materiais contendo cenas de nudez ou de atos sexuais de caráter privado (artigo 21), o que 
engloba a chamada pornografia de vingança. 
 
 
 
Ref.: 201604563902 
 
 5a Questão 
 
 
João das Couves, pai de Margarida das Couves faleceu a cerca de 10 anos. João era uma 
pessoa conhecida no bairro onde morava pois fazia brinquedo de madeira para as crianças da 
região, chegando até mesmo a se vestir de Papai Noel no natal. Ocorre que a uma semana 
fotos antigas de João das Couves começaram a circular em uma famosa rede social com 
anotações depreciativas sobre ela. Margaria te procura notória advogada especializada em 
direito da internet, e indaga se poderia ela ser autora de uma ação contra que realizou o 
meme. 
 
 
Margarida como parente em linha reta tem plena capacidade para postular a ação 
desdeque em litisconsórcio ativo obrigatório com sua mãe 
 
Margarida não pode itentar nenhuma ação pois direito a personalidade é 
personalíssimo, ou seja apenas João da Couves poderia entrar com esta ação 
 Margarida como parente em linha reta descendente não tem plena capacidade para 
postular a ação, só tendo os parentes em linha reta ascendente 
 
Margarida não poderia entrar com nenhuma ação, pois, apenas a sua mãe seria 
legitimada 
 Margarida como parente em linha reta descendente tem plena capacidade para 
postular a ação 
 
 
Explicação: 
 Lei 10.406 de 2002: 
 
Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e 
reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. 
 
Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida 
prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou 
colateral até o quarto grau. 
 
Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à 
manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou 
a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser 
proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe 
atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins 
comerciais. (Vide ADIN nº 4.815/2012, publicada no DOU de 26/6/2015, p. 1). 
 
Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para 
requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes. 
 
 
 
Ref.: 201602517986 
 
 6a Questão 
 
 
2015 - Banca: FGV - Órgão: DPE - MT - Prova: Advogado - Maria, famosa atriz, foi contratada 
pela sociedade empresária XPTO Bebidas S.A., em junho de 2012, para ser ¿garota- 
propaganda¿ da marca de refrigerante Oba. Pelo contrato, obrigou-se Maria a ceder, de forma 
remunerada e temporariamente, o uso e a exploração de sua imagem para a representação da 
marca Oba. Em janeiro de 2013, Maria depara com um anúncio publicitário em uma revista em 
que é retratada segurando uma cerveja, a Shiva, também fabricada por XPTO Bebidas S.A. 
Sobre os fatos descritos, assinale a afirmativa correta. 
 
 
A XPTO Bebidas S.A. ofendeu a boa-fé objetiva contratual ao violar o direito à 
privacidade de Maria. 
 Houve descumprimento contratual por parte de XPTO Bebidas S.A. e Maria sofreu 
violação em seu direito de imagem, sendo legítima a reparação por danos morais e 
patrimoniais. 
 Houve descumprimento contratual por parte da XPTO Bebidas S.A. e Maria sofreu 
violação em seu direito de imagem, sendo legítima a reparação por danos morais, 
somente. 
 
Não houve descumprimento contratual por parte da Sociedade XPTO Bebidas S.A., pois 
Maria cedeu o uso e a exploração de sua imagem à sociedade empresária em questão. 
 
A XPTO Bebidas S.A. violou a função social do contrato ao explorar indevidamente 
imagem de pessoa sem a sua autorização. 
 
 
Explicação: 
Existe a possibilidade de indenização pela violação do direito à imagem, tendo em vista que a 
contratação para utilização da imagem foi para publicidade de refrigerantes. 
 
 
 
Ref.: 201604564269 
 
 7a Questão 
 
 
(MPE/PE 2012 - FCC) - ¿É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da 
indenização por dano material, moral ou a imagem¿ (inciso V do Art. 5º. da Constituição 
Federal). Os juristas entendem que: 
 
 
o valor das indenizações relacionadas ao direito de resposta fica pendente até a 
aprovação de nova norma. 
 
o direito de resposta não ficou prejudicado com a extinção da Lei de Imprensa. 
 
nos conglomerados de comunicação o direito de resposta deve ser divulgado em todas 
as mídias. 
 
a publicação de fotografia sem a autorização do fotografado não constitui dano à 
imagem. 
 por dano moral deve-se entender todo aquele que não venha a afetar o patrimônio 
material da vítima. 
 
 
Explicação: 
Há consenso na doutrina e na jurisprudência que o dano moral seria a violação a um dos 
direitos da personalidade previstos no artigo 11 do Código Civil, como por exemplo, a violação 
do direito ao nome, à imagem, a privacidade, à honra, à boa fama, à dignidade etc., sendo 
dever do juiz que aprecia o caso concreto verificar cuidadosamente se determinada conduta 
ilícita, dolosa ou culposa, causou prejuízo moral a alguém, provocando sofrimento psicológico 
que supere meros aborrecimentos da vida cotidiana a que todos nós estamos sujeitos. 
Em sua obra sobre Responsabilidade Civil, Silvio de Salvo Venosa aprofunda sua análise a 
respeito do tema, afirmando que o dano moral estará presente quando uma conduta ilícita 
causar a determinado indivíduo extremo sofrimento psicológico e físico que ultrapasse o 
razoável ou o mero dissabor, sentimentos estes, que muitas vezes podem até mesmo levar à 
vítima a desenvolver patologias, como depressão, síndromes, inibições ou bloqueios. 
[...] Será moral o dano que ocasiona um distúrbio anormal na vida do indivíduo; uma 
inconveniência de comportamento ou, como definimos, um desconforto comportamental a ser 
examinado em cada caso. Ao se analisar o dano moral, o juiz se volta para a sintomatologia do 
sofrimento, a qual, se não pode ser valorada por terceiro, deve, no caso, ser quantificada 
economicamente; [...] (Direito Civil, Responsabilidade Civil, 15ª ed., Atlas, p.52)." 
 
 
 
Ref.: 201602850174 
 
 8a Questão 
 
 
Joana deu seu carro a Lúcia, em comodato, pelo prazo de 5 dias, findo o qual Lúcia não 
devolveu o veículo. Dois dias depois, forte tempestade danificou a lanterna e o parachoque 
dianteiro do carro de Joana. Inconformada com o ocorrido Joana exigiu que Lúcia a indenizasse 
pelos danos causados ao veículo. Diante do fato narrado, assinale a afirmativa correta. 
 
 
Lúcia não está em mora, pois Joana não a interpelou, judicial ou extrajudicialmente. 
 
Lúcia não responde pelos danos causados ao veículo, pois foram decorrentes de força 
maior. 
 Lúcia deve indenizar Joana pelos danos causados ao veículo, salvo se provar que os 
mesmos ocorreriam ainda que tivesse adimplido sua prestação no termo ajustado. 
 
Lúcia incorreu em inadimplemento absoluto, pois não cumpriu sua prestação no termo 
ajustado, o que inutilizou a prestação para Joana. 
 
Nenhumadas alternativas é correta. 
 
 
1a Questão 
 
Assinale a alternativa incorreta: A disciplina do uso da internet no Brasil tem por objetivo a 
promoção: 
 
 
da adesão a padrões tecnológicos abertos que permitam a comunicação, a acessibilidade 
e a interoperabilidade entre aplicações e bases de dados 
 da inovação e do fomento à ampla difusão de novas tecnologias e modelos de uso e 
acesso 
 
do direito de acesso à internet a todos 
 
do acesso à informação, ao conhecimento e à participação na vida cultural e na 
condução dos assuntos públicos 
 do fomento ao comércio eletrônico em detrimento do físico, visando o aquecimento do 
mercado, ante a facilidade ofertada 
 
 
Explicação: 
o Direito em questão visa regulamentar as prátcas on lines para diminuir as possibilidades de 
danos, e não a propaganda de produtos e o lucro individual 
 
 
 
 
Ref.: 201604541436 
 
 2a Questão 
 
 
Podem ser conceituadas como tecnologias e ações online empregadas por pessoas (naturais ou 
jurídicas), com fins de publicizar ou propagar conteúdos (imagens, textos etc). Gerando a disseminação 
de conhecimento, visualização, opiniões e perspectivas: 
 
 Mídias Sociais 
 Operadora de Telecomunicações 
 
Rede de Computadores 
 
Operadora de Internet 
 
Responsabilidade Civil 
 
 
Explicação: 
 Mídias sociais são:tecnologias e ações online empregadas por pessoas (naturais ou jurídicas), 
com fins de publicizar ou propagar conteúdos (imagens, textos etc). Gerando a disseminação de 
conhecimento, visualização, opiniões e perspectivas 
 
 
 
 
Ref.: 201601745662 
 
 3a Questão 
 
 
(OAB/MG-Agosto /2008) Sobre a OBRIGAÇÃO DE INDENIZAR assinale a opção INCORRETA: 
 
 
A cobrança de dívida já paga gera o direito de indenização equivalente ao dobro do 
valor exigido, salvo se houve prescrição 
 O detentor de animal ressarcirá o dano por este causado mesmo que a vítima tenha 
culpa exclusiva no evento 
 
O direito de exigir reparação pelo dano causado transmite-se com a herança. 
 
A responsabilidade civil é independente da criminal 
 
 
Explicação: 
A culpa exclusiva da vítima isenta o autor do dano do dever de indenizar. O mesmo se verifica 
no caso do animal, em regra o dono responde pelos danos causados por este, contudo se o 
dano se perpetrou por ato exclusivo da vítima, ou seja o dono tomou todas as precausoes 
necesárias, mas mesmo assim o dano se verificou por um ato de total responsabilidade da 
vítima, ele dono, não é mais responsabilizado pelos eventuais prejuízos. 
 
 
 
 
Ref.: 201604541437 
 
 4a Questão 
 
 
Com base na lei 12.965, DE 23 DE ABRIL DE 2014, que estabelece princípios, garantias, direitos 
e deveres para o uso da Internet no Brasil, a disciplina do uso da internet no Brasil tem os 
seguintes princípios, exceto: 
 
 
Garantia da liberdade de expressão 
 Proteção da privacidade 
 Limitação e regulação dos modelos de negócios promovidos na internet 
 
Preservação e garantia da neutralidade de rede; 
 
Proteção dos dados pessoais, na forma da lei 
 
 
Explicação: 
de acordo com a o dispositivo legal a únca alternativa errada é a assinalada: Limitação e 
regulação dos modelos de negócios promovidos na internet 
Art. 3o A disciplina do uso da internet no Brasil tem os seguintes princípios: 
I - garantia da liberdade de expressão, comunicação e manifestação de 
pensamento, nos termos da Constituição Federal; 
II - proteção da privacidade; 
III - proteção dos dados pessoais, na forma da lei; 
IV - preservação e garantia da neutralidade de rede; 
V - preservação da estabilidade, segurança e funcionalidade da rede, por meio 
de medidas técnicas compatíveis com os padrões internacionais e pelo 
estímulo ao uso de boas práticas; 
VI - responsabilização dos agentes de acordo com suas atividades, nos termos 
da lei; 
VII - preservação da natureza participativa da rede; 
VIII - liberdade dos modelos de negócios promovidos na internet, desde que 
não conflitem com os demais princípios estabelecidos nesta Lei. 
Parágrafo único. Os princípios expressos nesta Lei não excluem outros 
previstos no ordenamento jurídico pátrio relacionados à matéria ou nos 
tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. 
 
 
 
 
Ref.: 201604564272 
 
 5a Questão 
 
 
(INSTITUTO AOCP/2017) - Acerca dos direitos e deveres consagrados pelo art. 5º da 
Constituição Federal de 1988, assinale a alternativa correta. 
 
 
É plena a liberdade de associação para fins lícitos, inclusive a de caráter paramilitar. 
 
É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por 
dano material, não comportando, no entanto, indenização por dano moral ou à imagem. 
 São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, 
assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua 
violação. 
 
É livre a manifestação do pensamento, sendo autorizado o anonimato. 
 
Aos autores, pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas 
obras, direito este de caráter personalíssimo, sendo intransmissível, mesmo aos 
herdeiros. 
 
 
Explicação: 
A doutirna ao analisar a regra do artigo 5º, inciso V da CRFB/88, teoriza que a imagem pode 
ser de dois tipos: a ¿retrato¿, que é literalmente o aspecto físico da pessoa; e a ¿atributo¿, que 
corresponde à exteriorização da personalidade do indivíduo, a forma como a pessoa é vista 
socialmente. Quanto à sua violação, tanto a sua utilização indevida quanto o desvio de 
finalidade de seu uso autorizado caracterizam-na. Pode ser melhor entendido se o inciso 
anterior de tal dispositivo for levado em consideração. De maneira simples, a pessoa que se 
sentiu de alguma forma prejudicada com a livre manifestação do pensamento de outrem, pode, 
mover o judiciário de modo a valer-se do inciso V para defender-se utilizando o direito de 
resposta e podendo ser indenizado com a responsabilização penal e cível dos autores. 
Ementa: JUIZADO ESPECIAL CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. OFENSA REALIZADA POR 
MENSAGEM ELETRÔNICA. DANO MORAL INEXISTENTE. LIBERDADE DE EXPRESSÃO DO 
PENSAMENTO. LIMITES NÃO ULTRAPASSADOS. AUSÊNCIA DE LESÃO AOS DIREITO DA 
PERSONALIDADE DO RECORRENTE. A leitura da mensagem eletrônica faz concluir que a figura 
do síndico-recorrente não teve sua honra abalada. Seu nome não foi citado, nem tampouco 
narrado fato concreto que pudesse causar lesão aos direitos da sua personalidade. Direito 
fundamental à preservação da honra e imagem tem sua aplicação de forma compatível e 
ponderada com o direito fundamental à livre manifestação e expressão do pensamento, nos 
termos do art. 5º inciso IV e V da Constituição Federal: ?V - é assegurado o direito de resposta, 
proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; IV - é livre 
a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;? No presente caso, as afirmações 
do recorrido, pela sua absoluta falta de fundamento e inconsistência são insusceptíveis de 
causar qualquer dano moral ao autor. O recorrente agiu corretamente em cumprimento do seu 
dever na defesa do condomínio, do qual é síndico, ao obter um exitoso acordo em reclamatória, 
sem custos, devidamente homologado pelo Juízo Trabalhista. RECURSO CONHECIDO E 
DESPROVIDO. Honorários pelo recorrente, na forma do art. 55 da Lei n. 9099/95, no valor de 
R$ 100,00 (cem reais), mais custas. Decisão proferida nos termos do art. 46 da Lei n. 9099/95. 
 
 
 
 
Ref.: 201604563922 
 
 6a Questão 
 
 
É correto afirmar que os provedores de internet deverão informar à autoridade administrativa os dados 
que permitam a identificação da autoria de publicação que seja tipificada como ilícita?Sim, mediante requisição de autoridade administrativas competentes ou ordem judicial 
 
Sim, mediante apenas ordem judicial 
 
Não, pois o provedor não possui estes dados, as contas são anônimas por premisa 
legal 
 
Sim, dependendo única e exclusivamente da autorização do titular das informações 
 
Não, pois é assegurado o sigilo absoluto destes dados 
 
 
Explicação: 
 
Lei nº 12.965 de 2014: 
Art. 10. A guarda e a disponibilização dos registros de conexão e de acesso 
a aplicações de internet de que trata esta Lei, bem como de dados pessoais e do 
conteúdo de comunicações privadas, devem atender à preservação da intimidade, 
da vida privada, da honra e da imagem das partes direta ou indiretamente 
envolvidas. 
§ 3º O disposto no caput não impede o acesso aos dados cadastrais que informem 
qualificação pessoal, filiação e endereço, na forma da lei, pelas autoridades 
administrativas que detenham competência legal para a sua requisição. 
 
Decreto nº 8.771 de 2016: 
Art. 11. As autoridades administrativas a que se refere o art. 10, § 3º, da Lei nº 
12.965, de 2014, indicarão o fundamento legal de competência expressa para o 
acesso e a motivação para o pedido de acesso aos dados cadastrais. 
§ 1º O provedor que não coletar dados cadastrais deverá informar tal fato à 
autoridade solicitante, ficando desobrigado de fornecer tais dados. 
§ 2º São considerados dados cadastrais: 
I - a filiação; 
II - o endereço; e 
III - a qualificação pessoal, entendida como nome, prenome, estado civil e 
profissão do usuário. § 3º Os pedidos de que trata o caput devem especificar os 
indivíduos cujos dados estão sendo requeridos e as informações desejadas, sendo 
vedados pedidos coletivos que sejam genéricos ou inespecíficos. 
 
Art. 15. Os dados de que trata o art. 11 da Lei nº 12.965, de 2014, deverão ser 
mantidos em formato interoperável e estruturado, para facilitar o acesso 
decorrente de decisão judicial ou determinação legal, respeitadas as diretrizes 
elencadas no art. 13 deste Decreto. 
 
 
 
 
Ref.: 201602300762 
 
 7a Questão 
 
 
Internada às pressas no Hospital Frei Vicente para tratamento de dores abdominais agudas, 
Eliana foi submetida a uma cirurgia de emergência executada pelo médico plantonista 
Lourenço. Dias depois, faleceu por infecção contraída durante a cirurgia, a qual teve como 
causa as más condições de higiene do hospital. Visando ao recebimento de compensação pelo 
falecimento da mãe, a filha de Eliana, menor impúbere representada pelo pai, ajuizou ação em 
que requereu a condenação do Hospital Frei Vicente e do médico Lourenço. Haverá 
responsabilidade 
 
 independentemente de comprovação de culpa, no caso do hospital, e apenas se 
comprovada culpa, no caso do médico. 
 
por culpa presumida, tanto do hospital como do médico. 
 
apenas se comprovada culpa, no caso do hospital, e independentemente da 
comprovação de culpa, no caso do médico. 
 
independentemente de comprovação de culpa do hospital ou do médico. 
 
apenas se comprovada culpa, tanto no caso do hospital como no do médico. 
 
 
 
 
Ref.: 201604541438 
 
 8a Questão 
 
 
O Decreto nº 8.771, de 11 de maio de 2016, regula a Lei 12.965 de 2014, para estabelecer 
parâmetros para fiscalização e apuração de infrações e outras medidas. O mencionado decreto 
prevê expressamente a atuação de algumas entidades na fiscalização, transparência e apuração 
de infrações. Dentre elas, podemos citar: 
 
 Secretaria Nacional do Consumidor e Delegacia do Consumidor 
 
Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência e Juizados Especiais Cíveis 
 
Anatel e Juizados Especiais Cíveis 
 
Delegacia do Consumidor e PROCOM 
 Secretaria Nacional do Consumidor e Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência 
 
 
Explicação: 
DECRETO Nº 8.771, DE 11 DE MAIO DE 2016 
Art. 18. A Secretaria Nacional do Consumidor atuará na fiscalização e na 
apuração de infrações, nos termos da Lei no 8.078, de 11 de setembro de 
1990. 
Art. 19. A apuração de infrações à ordem econômica ficará a cargo do Sistema 
Brasileiro de Defesa da Concorrência, nos termos da Lei no 12.529, de 30 de 
novembro de 2011 
 
1a Questão 
 
(XXI Exame Unificado/2016/adaptada) - Tomás e Vinícius trabalham em uma empresa de 
assistência técnica de informática. Após diversas reclamações de seu chefe, Adilson, os dois 
funcionários decidem se vingar dele, criando um perfil falso em seu nome, em uma rede social. 
Tomás cria o referido perfil, inserindo no sistema os dados pessoais, fotografias e informações 
diversas sobre Adilson. Vinícius, a seu turno, alimenta o perfil durante duas semanas com 
postagens ofensivas, até que os dois são descobertos por um terceiro colega, que os denuncia 
ao chefe. Ofendido, Adilson ajuíza ação indenizatória por danos morais em face de Tomás e 
Vinícius. 
A respeito do caso narrado, assinale a afirmativa correta. 
 
 Tomás e Vinícius devem responder pelo dano moral sofrido por Adilson, sendo a 
obrigação de indenizar, nesse caso, fracionária, diante da pluralidade de causadores do 
dano. 
 Tomás e Vinícius são corresponsáveis pelo dano moral sofrido por Adilson e devem 
responder solidariamente pelo dever de indenizar. 
 
Tomás e Vinícius apenas poderão responder, cada um, por metade do valor fixado a 
título de indenização, pois cada um poderá alegar a culpa concorrente do outro para 
limitar sua responsabilidade. 
 
Adilson sofreu danos morais distintos: um causado por Tomás e outro por Vinícius, 
devendo, portanto, receber duas indenizações autônomas. 
 
Adilson sofreu danos morais apenas causado por Tomás, devendo, portanto, receber 
a indenizações independente de comprovada a culpabilidade e o dolo. 
 
 
Explicação: 
As obrigações solidárias são obrigações complexas, pois apresentam mais de um sujeito no pólo 
ativo e/ou no pólo passiva da relação obrigacional. Em razão dessa complexidade, algumas 
características apresentam-se diferenciadas se compararmos a solidariedade às obrigações 
simples (com apenas um sujeito no pólo ativo e no pólo passivo e, ainda, com a presença de 
um objeto). 
Em relação a pluralidade de sujeitos, Caio Mário (2015, p. 47) explica que a classificação da 
solidariedade que adota o critério subjetivo, estabelece, pois, ¿agrupamentos tendo em vista os 
sujeitos da relação criada, a forma como suportam ou recebem o impacto do vínculo. Desta 
maneira, quando se alude a obrigação solidária não se abandona a análise do objeto, ¿mas 
atende-se à maneira de desenvolvimento da relação obrigacional, em função dos sujeitos¿. 
A unidade da prestação reside no aspecto do cumprimento da obrigação, isto é, quem for 
chamado para cumprir com a obrigação responde pelo a dívida na sua integralidade. Tal 
unidade, para Caio Mário (2015, p. 81), é objetiva, vez que se cada um dos devedores 
permanecer obrigado a uma prestação autônoma ou a uma fração da res debita, ou vice versa, 
se cada um dos credores tiver direito a uma quota-parte da coisa, não haverá a solidariedade. 
 
 
 
 
Ref.: 201604495489 
 
 2a Questão 
 
 
Joaquim Silve e Silva muito frustrado com o fim de seu namoro com Valéria Santiago passou a 
colcar fotos dela em diversas redes sociais com dizeres desabonadores da sua conduta. Estas 
postagens viralizaram e Valéria te procura para saber se é possível acionar o provedor onde as 
fotos estão hospedadas. Indaga-se, qual o seu posicionamento quanto ao assunto? 
 
 
o provedor pode ser responsabilizado pois deveria ter feito uma censura prévia do que 
era postado em seu meio virtual 
 o provedor pode ser responsabilizado caso não disponibilize os dados de quem realizou 
as postagens, pois ele é o responsável pela guarda destes dados 
 
o Provedor pode ser responsabilizado,mas não de forma individual, apenas como 
coresponsável e acionado de forma solidária. 
 
o provedor não pode ser responsabilizado pois, ao realizar a manipulação das foros a 
responsabilidade é exclusiva do Joaquim 
 
O provedor não é responsável de forma alguma devido a liberdade de expressão 
 
 
Explicação: 
O provedor só pode ser responsabilizado caso não cumpra determinação judicial de prestar 
exclarecimentos sobre os dados nele armazenados confome o disposto na legislação citada. 
 
Lei nº 12.965 de 2014: 
Art. 10. A guarda e a disponibilização dos registros de conexão e de acesso a aplicações de 
internet de que trata esta Lei, bem como de dados pessoais e do conteúdo de comunicações 
privadas, devem atender à preservação da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das 
partes direta ou indiretamente envolvidas. 
§ 3º O disposto no caput não impede o acesso aos dados cadastrais que informem qualificação 
pessoal, filiação e endereço, na forma da lei, pelas autoridades administrativas que detenham 
competência legal para a sua requisição. 
 
 
 
 
Ref.: 201604564286 
 
 3a Questão 
 
 
(Exame Unificado/OAB/adaptada) - Recentemente, foi amplamente noticiado nas redes sociais 
o caso envolvendo a divulgação de fotos da atriz Carolina Dieckmann nua. Levando Em 
consideração a posição majoritária do STJ sobre a responsabilidade dos provedores de internet, 
assinale a opção CORRETA. 
 
 
O provedor, mesmo sendo o mantenedor da página, responde subsidiariamente. 
 Mesmo que o provedor seja o próprio responsável pela página, sua responsabilidade 
pela divulgação de conteúdo ilegal será apurada mediante a verificação de culpa. 
 
No caso de veiculação de conteúdo ilegal em sites de relacionamento, o provedor 
responde de forma subjetiva e subsidiariamente. 
 
No caso de veiculação de conteúdo ilegal em sites de relacionamento, o provedor 
responde de forma objetiva. 
 
Via de regra, o provedor não responde de forma objetiva, salvo se for o próprio 
responsável pela página, hipótese em que será responsável objetivamente, consoante as 
regras do CDC. 
 
 
Explicação: 
Para que haja a conexão, faz-se necessária a figura do provedor de Internet. Apesar de 
habitualmente falar-se apenas na expressão genérica ¿provedor de Internet¿, M. Leonardi 
esclarece que ¿provedor de Internet é a pessoa natural ou jurídica que fornece serviços 
relacionados ao funcionamento da Internet, ou por meio dela¿, sendo que ¿provedor de 
serviços é o gênero do qual as demais categorias (...) são espécies". 
Logo, apesar de muitos entenderem que o provedor desenvolve diferentes atividades, como se 
único fosse, sua particularização interferirá diretamente em possíveis casos de 
responsabilização civil por ilícitos causados no meio virtual, sendo aplicáveis, ou não, ao 
provedor, de acordo com cada espécie. 
Em seu artigo 19 ((Lei 12.965/2014, MCI), o Marco Civil da Internet dispõe que a 
responsabilidade civil dos provedores de aplicações de internet é de natureza subjetiva e 
oriunda do não cumprimento da ordem judicial que determinou a exclusão ou a 
indisponibilização de determinado conteúdo. Essa ordem judicial pode ser emitida por meio de 
decisão liminar e a própria Lei 12.965 determina a competência dos juizados especiais para 
essa finalidade. 
A responsabilidade não deriva, portanto, do descumprimento de uma notificação privada. As 
exceções à essa regra são pontuais e encontram-se previstas no texto da lei, quais sejam: para 
os conteúdos protegidos por direitos autorais (§2º do artigo 19) e para os casos de divulgação, 
sem autorização de seus participantes, de imagens, de vídeos ou de outros materiais contendo 
cenas de nudez ou de atos sexuais de caráter privado (artigo 21), o que engloba a chamada 
pornografia de vingança. 
 
 
 
 
Ref.: 201604563902 
 
 4a Questão 
 
 
João das Couves, pai de Margarida das Couves faleceu a cerca de 10 anos. João era uma 
pessoa conhecida no bairro onde morava pois fazia brinquedo de madeira para as crianças da 
região, chegando até mesmo a se vestir de Papai Noel no natal. Ocorre que a uma semana 
fotos antigas de João das Couves começaram a circular em uma famosa rede social com 
anotações depreciativas sobre ela. Margaria te procura notória advogada especializada em 
direito da internet, e indaga se poderia ela ser autora de uma ação contra que realizou o meme. 
 
 
Margarida não pode itentar nenhuma ação pois direito a personalidade é 
personalíssimo, ou seja apenas João da Couves poderia entrar com esta ação 
 
Margarida como parente em linha reta tem plena capacidade para postular a ação 
desdeque em litisconsórcio ativo obrigatório com sua mãe 
 
Margarida como parente em linha reta descendente não tem plena capacidade para 
postular a ação, só tendo os parentes em linha reta ascendente 
 
Margarida não poderia entrar com nenhuma ação, pois, apenas a sua mãe seria 
legitimada 
 Margarida como parente em linha reta descendente tem plena capacidade para postular 
a ação 
 
 
Explicação: 
 Lei 10.406 de 2002: 
 
Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e 
reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. 
 
Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida 
prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou 
colateral até o quarto grau. 
 
Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à 
manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a 
publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser 
proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe 
atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins 
comerciais. (Vide ADIN nº 4.815/2012, publicada no DOU de 26/6/2015, p. 1). 
 
Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para 
requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes. 
 
 
 
 
Ref.: 201604564274 
 
 5a Questão 
 
 
(FCC/2017/DPE-RS) - Em rede social da internet uma pessoa publicou mensagem acusando 
outra de ter praticado atos de corrupção. A acusada sentiu-se moralmente ofendida e obteve 
êxito em comprovar, judicialmente, que a imputação de prática de crime era falsa, tendo sido 
divulgada por motivo de vingança pessoal. Em casos como este, ficando comprovados os danos 
sofridos e a responsabilidade do autor da ofensa, a Constituição Federal garante ao ofendido o 
direito de: 
 
 
impetrar mandado de segurança contra o ato que violou seu direito líquido e certo de 
não ter sua honra violada. 
 
impetrar mandado de injunção para que o ofensor seja obrigado a retirar a mensagem 
da internet, sem prejuízo de indenização por danos morais e materiais. 
 
ajuizar ação popular para que o ofensor seja condenado a reparar os danos morais e 
materiais causados. 
 
ajuizar, perante o Tribunal de Justiça, ação direta de inconstitucionalidade contra o ato 
que violou seu direito à honra. 
 resposta, proporcional ao agravo sofrido, sem prejuízo de indenização por danos morais 
e materiais. 
 
 
Explicação: 
 Direito de resposta proporcional ao agravo, previsto no inciso V do art. 5º, da Constituição 
Federal, é um direito fundamental de defesa em um Estado Socioambiental e Democrático de 
Direito, relacionando-se com diferentes regras e princípios integrantes do sistema jurídico 
brasileiro, dentre os quais se destacam a proporcionalidade, a razoabilidade, a ampla defesa e o 
contraditório. Sua efetividade foi marcada ao longo dos tempos pela vigência da Lei n°. 5. 
250/67, conhecida como Lei de Imprensa, a qual restou integralmente revogadapelo STF em 
abril de 2009. Desde então, a aplicabilidade de tal dispositivo constitucional está a exigir um 
estudo científico que possa apresentar aos intérpretes conclusões objetivas acerca da vigência 
do instituto, bem como da necessidade de sua observação, por parte dos mais diferentes 
órgãos, públicos e privados. Como elemento integrante do direito à liberdade de expressão, o 
direito de resposta proporcional ao agravo deve ser compreendido na sua amplitude. Nesse 
sentido, assim como tem por objetivo corrigir uma informação equivocada ou inverídica, 
também objetiva contrapor uma opinião, que tenha ofendido qualquer dos aspectos dos direitos 
de personalidade do indivíduo, ou da pluralidade deles. O direito de resposta deve ser 
mensurado de acordo com o agravo sofrido, residindo nesse aspecto à proporcionalidade que 
integra o seu fundamento constitucional. É de se considerar, portanto, todos os elementos que 
compõem o fato sob análise para que se possa dimensionar a resposta a ser ofertada, bem 
como os seus limites, sob pena de desvirtuamento do instituto.O direito de resposta não se 
restringe aos fatos e opiniões procedentes dos veículos de comunicação e demais órgãos de 
informação. Toda manifestação, em qualquer ambiente, público ou privado, que esteja a causar 
uma ofensa ou agravo a alguém, pode ser respondida, utilizando-se o titular do direito dos 
mesmos meios e espaços ocupados por aquele que deu origem à resposta. Trata-se de um 
direito subjetivo público de aplicação imediata. 
 
 
 
 
Ref.: 201602517986 
 
 6a Questão 
 
 
2015 - Banca: FGV - Órgão: DPE - MT - Prova: Advogado - Maria, famosa atriz, foi contratada 
pela sociedade empresária XPTO Bebidas S.A., em junho de 2012, para ser ¿garota- 
propaganda¿ da marca de refrigerante Oba. Pelo contrato, obrigou-se Maria a ceder, de forma 
remunerada e temporariamente, o uso e a exploração de sua imagem para a representação da 
marca Oba. Em janeiro de 2013, Maria depara com um anúncio publicitário em uma revista em 
que é retratada segurando uma cerveja, a Shiva, também fabricada por XPTO Bebidas S.A. 
Sobre os fatos descritos, assinale a afirmativa correta. 
 
 Houve descumprimento contratual por parte da XPTO Bebidas S.A. e Maria sofreu 
violação em seu direito de imagem, sendo legítima a reparação por danos morais, 
somente. 
 
A XPTO Bebidas S.A. violou a função social do contrato ao explorar indevidamente 
imagem de pessoa sem a sua autorização. 
 Houve descumprimento contratual por parte de XPTO Bebidas S.A. e Maria sofreu 
violação em seu direito de imagem, sendo legítima a reparação por danos morais e 
patrimoniais. 
 
A XPTO Bebidas S.A. ofendeu a boa-fé objetiva contratual ao violar o direito à 
privacidade de Maria. 
 
Não houve descumprimento contratual por parte da Sociedade XPTO Bebidas S.A., pois 
Maria cedeu o uso e a exploração de sua imagem à sociedade empresária em questão. 
 
 
Explicação: 
Existe a possibilidade de indenização pela violação do direito à imagem, tendo em vista que a 
contratação para utilização da imagem foi para publicidade de refrigerantes. 
 
 
 
 
Ref.: 201604564269 
 
 7a Questão 
 
 
(MPE/PE 2012 - FCC) - ¿É assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da 
indenização por dano material, moral ou a imagem¿ (inciso V do Art. 5º. da Constituição 
Federal). Os juristas entendem que: 
 
 
nos conglomerados de comunicação o direito de resposta deve ser divulgado em todas 
as mídias. 
 por dano moral deve-se entender todo aquele que não venha a afetar o patrimônio 
material da vítima. 
 
o valor das indenizações relacionadas ao direito de resposta fica pendente até a 
aprovação de nova norma. 
 
o direito de resposta não ficou prejudicado com a extinção da Lei de Imprensa. 
 
a publicação de fotografia sem a autorização do fotografado não constitui dano à 
imagem. 
 
 
Explicação: 
Há consenso na doutrina e na jurisprudência que o dano moral seria a violação a um dos 
direitos da personalidade previstos no artigo 11 do Código Civil, como por exemplo, a violação 
do direito ao nome, à imagem, a privacidade, à honra, à boa fama, à dignidade etc., sendo 
dever do juiz que aprecia o caso concreto verificar cuidadosamente se determinada conduta 
ilícita, dolosa ou culposa, causou prejuízo moral a alguém, provocando sofrimento psicológico 
que supere meros aborrecimentos da vida cotidiana a que todos nós estamos sujeitos. 
Em sua obra sobre Responsabilidade Civil, Silvio de Salvo Venosa aprofunda sua análise a 
respeito do tema, afirmando que o dano moral estará presente quando uma conduta ilícita 
causar a determinado indivíduo extremo sofrimento psicológico e físico que ultrapasse o 
razoável ou o mero dissabor, sentimentos estes, que muitas vezes podem até mesmo levar à 
vítima a desenvolver patologias, como depressão, síndromes, inibições ou bloqueios. 
[...] Será moral o dano que ocasiona um distúrbio anormal na vida do indivíduo; uma 
inconveniência de comportamento ou, como definimos, um desconforto comportamental a ser 
examinado em cada caso. Ao se analisar o dano moral, o juiz se volta para a sintomatologia do 
sofrimento, a qual, se não pode ser valorada por terceiro, deve, no caso, ser quantificada 
economicamente; [...] (Direito Civil, Responsabilidade Civil, 15ª ed., Atlas, p.52)." 
 
 
 
 
Ref.: 201604541440 
 
 8a Questão 
 
 
Joaquim foi moralmente ofendido em uma determinada rede social, com palavras de baixo calão, 
agressões psicológicas, morais, xingamentos, etc por um perfil "fake", isto é, por um perfil 
anônimo, cuja identidade precisa é impossível de se determinar. Visando obter uma compensação 
pelo dano moral experimentado, Joaquim ingressa com a competente ação judicial cível, 
peticionando ao juiz da causa que fosse requisitado ao responsável pela guarda dos dados as 
informações relativas aos registros de conexão, registros de acesso a aplicações de internet, e 
demais documentos necessários para a formação do conjunto probatório. Diante da situação 
hipotética narrada, assinale a opção correta: 
 
 
Apenas admite-se a requisição deste tipo de informação em processos judiciais penais 
 
O requerimento judicial não precisa contes justificativa motivada da utilidade dos registros 
solicitados para fins de investigação ou instrução probatória, tendo em vista, o princípio 
da repartição dos Poderes 
 
Nas ações onde há a requisição dessas informações, não é possível a decretação do 
segredo de justiça 
 
A requisição em processo judicial, conforme o caso apresentado, se dá, unicamente, em 
caráter autônomo 
 Sem prejuízo dos demais requisitos legais, o requerimento deverá conter, sob pena de 
inadmissibilidade, o período ao qual se referem os registros 
 
 
Explicação: 
 è necessária a paresentação do período que se deseja as informações para que só seja 
divulgado o que está sob amparao judicial e a privacidade dos demais períodos seja respeitada 
1a Questão 
 
 
(BANPARÁ/2017/adaptada) - Tendo em vista o vigente entendimento dos Tribunais 
Superiores, marque a única resposta CORRETA. 
 
 A fiança prestada em contrato sem autorização de um dos cônjuges casados no 
regime da comunhão parcial de bens, não implica a ineficácia total da garantia. 
 
É vedada a capitalização de juros com periodicidade inferior à anual em contratos 
celebrados com instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional a partir de 
31/03/2000 (MP nº 1.963-17/2000, reeditada como MP nº 2.170-36/2001), desde que 
expressamente pactuada. 
 Nos contratos bancários, na impossibilidade de comprovar a taxa de juros 
efetivamente contratada ¿ por ausência de pactuação ou pela falta de juntada do 
instrumento aos autos ¿ aplica-se a taxa média de mercado, divulgada pelo BancoCentral do Brasil, praticada nas operações da mesma espécie, salvo se a taxa cobrada 
for mais vantajosa para o devedor. 
 
A fiança prestada em contrato sem autorização de um dos cônjuges casados no 
regime da comunhão universal de bens, implica a ineficácia total da garantia. 
 
As disposições do Decreto nº 22.626/33 se aplicam às taxas de juros e aos outros 
encargos cobrados nas operações realizadas por instituições públicas ou privadas que 
integrem o Sistema Financeiro Nacional. 
 
 
Explicação: 
Para cada modalidade e período dos contratos de empréstimos concedidos pelas 
instituições financeiras, o Banco Central do Brasil (BC) apresenta a média de juros e outros 
encargos praticados pelo o mercado. Esse dado tem sido utilizado pela Justiça para 
constatação de abusividade de cobrança de juros. 
Assim, apesar de não haver limite legal para juros em contratos bancários, o Poder 
Judiciário pode revisar a taxa se no caso concreto houve manifesta discrepância em relação 
àquela que em média se aplica no mercado, com base nos art. 39, V, 51 caput e § 1º, III do 
CDC. 
Exemplificando: conforme entendimento jurisprudencial, julgamento do REsp. 
1.061.530/RS, Relatora Ministra Nacy Andrighi do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a taxa 
de juros prevista no contrato não pode ser superior ao dobro da média do mercado, pois 
configura abusividade por parte do fornecedor sobre a desvantagem do consumidor. 
Sendo assim, o sistema financeiro além de seguir as normas estipuladas pelo Banco Central, 
deve estar atento ao Código de Defesa do Consumidor. 
 
 
 
Ref.: 201601743396 
 
 
 2a Questão 
 
 
Camelôs do Rio promoveram violenta manifestação nas ruas do Centro contra a repressão 
ao comércio ilegal. Entre os muitos detidos pela Guarda Municipal, encontrava-se Carlos 
Chaves, empregado há mais de 10 anos de uma das lojas situadas na área de conflito e que 
não participava da manifestação. Provado o equívoco quanto à prisão de Carlos, é correto 
afirmar: 
 
 
o Município responde porque é caso de responsabilidade subjetiva e ficou provada 
a falta do serviço; 
 
quem deve responder é o Guarda que efetuou a prisão de Carlos. 
 o Município responde civilmente porque o fato decorreu da sua atividade 
administrativa; 
 
o Município não responde civilmente porque trata-se de ato judicial pelo qual só o 
Estado responde; 
 
o Município não responde civilmente porque houve fato de terceiro ¿ tumulto dos 
camelôs; 
 
 
Explicação: 
O poder público é detentor do poder/dever de impor a ordem, e responsável por todas as 
ações tomadas neste sentido, inclusive as ações tomas pelos seus agentes. Desta forma ao 
agir de forma arbitrária o guarda torna a administração pública que o elegeu para exercer o 
trabalho responsável pelo dano. 
 
 
 
Ref.: 201604486932 
 
 
 3a Questão 
 
 
Em relação a responsabilidade civil das instituições financeiras e afins, temos que o Código 
de Ética e Autorregulação é um sistema de autodisciplina complementar às normas já 
existentes. A seguir, assinale a opção que não apresenta um de seus princípios 
fundamentais: 
 
 a transparência das relações 
 
a expansão sustentável do número de portadores de cartões no mercado brasileiro 
e de estabelecimentos credenciados 
 
a liberdade de iniciativa, livre concorrência e função social 
 o aumento do lucro das instituições financeiras, em compatibilidade com o aumento 
social 
 
a adoção de comportamento ético e compatível com as boas práticas comerciais 
 
 
Explicação: 
o aumento do lucro das instituições financeiras, em compatibilidade com o aumento social 
 
 
 
Ref.: 201604572294 
 
 
 4a Questão 
 
 
(CESGRANRIO/PETROBÁS/2012) - Ao contratar um empréstimo a ser pago em quatro 
parcelas, no valor total de R$ 20.000,00, junto à sua instituição financeira, um correntista 
optou por pagar juros compostos no valor de 2,5% a.m. Após a quitação do empréstimo e 
considerando que não houve antecipação de pagamento, o valor dos juros pagos será, em 
reais, de Dado: 
(Considerar duas casas decimais após a vírgula). 
 
 
500,00 
 1.537,81 
 
 
2.000,00 
 1.500,00 
 
2.076,26 
 
 
Explicação: 
O contrato de empréstimo, independente da linha, trabalha com juros compostos. Trata-se 
de juros cobrados sobre juros. Entenda a diferença entre juros simples e compostos. 
 Atualmente o sistema financeiro utiliza apenas juros compostos, pois esse é um regime 
mais lucrativo. Portanto, se você solicitar um empréstimo no banco ou com alguma 
instituição financeira, saiba que estará pagando juros compostos. 
Você paga juros em cima do acumulado da dívida, o montante, por isso é mais lucrativo 
para os bancos. Na prática, trata-se de juro sobre juro. 
Por exemplo, se você paga 10% em cima de R$ 10 mil, na segunda parcela o montante será 
R$ 11 mil (R$10 mil da dívida mais R$ 1 mil dos juros), então os juros da segunda parcela 
serão recalculados em cima de R$ 11 mil ao invés de R$ 10 mil. 
Interessante observar que o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990) não objeta a 
capitalização de juros. Inteligentemente, exige que os contratos de financiamento informem 
a taxa de juros efetiva anual. a Súmula 297 do Superior Tribunal de Justiça esclareceu que o 
CDC aplica-se às instituições financeiras. 
 
 
 
 
Ref.: 201604572266 
 
 
 5a Questão 
 
 
(VUNESP/2017/TJ/SP/adaptada) - Após ter os documentos pessoais furtados, Arlindo é 
surpreendido com a inclusão de seus dados pessoais em órgão de proteção ao crédito, em 
razão do inadimplemento de contrato bancário de financiamento de automóvel celebrado 
por terceiro em seu nome. Ostentando prévia e legítima negativação anterior à acima 
referida, Arlindo propõe ação contra a instituição financeira com a qual foi celebrado o 
contrato de financiamento de automóvel. Pleiteia a declaração de inexistência de relação 
jurídica e o recebimento de indenização por danos morais. A petição inicial é instruída com 
documento comprobatório da inclusão feita a requerimento do réu. Em contestação, o 
banco alega que tomou todas as providências que estavam ao seu alcance no momento da 
contratação e que não pode ser responsabilizado por fraude praticada por terceiro. Por sua 
vez, Arlindo informa que não tem provas a produzir, além dos documentos que já 
apresentou. De acordo com a orientação sumulada do Superior Tribunal de Justiça, assinale 
a alternativa correta. 
 
 Os pedidos devem ser julgados procedentes, pois, embora a instituição financeira 
responda subjetivamente, foi comprovada sua culpa pela ineficiência na verificação da 
documentação apresentada por terceiro, estando demonstrada a inexistência de 
relação jurídica entre as partes; a simples inscrição indevida do nome do consumidor 
em órgão de proteção ao crédito é suficiente para a caracterização do dano moral, 
reconhecido na jurisprudência como in re ipsa. 
 
O pedido de indenização deve ser julgado procedente em parte, pois o banco agiu no 
exercício regular de direito, o que exclui a ilicitude de sua conduta, cabendo a Arlindo 
se voltar contra o terceiro que utilizou seus dados para celebrar o contrato; o pedido 
declaratório deve ser julgado procedente parcialmente, considerando que Arlindo não 
deu causa ao fato. 
 
O pedido de indenização deve ser julgado improcedente, pois o banco agiu no 
exercício regular de direito, o que exclui a ilicitude de sua conduta, cabendo a Arlindo 
se voltar contra o terceiro que utilizou seus dados para celebrar o contrato; o pedido 
declaratório deve ser julgado procedente, considerandoque Arlindo não deu causa ao 
fato. 
 O pedido declaratório deve ser acolhido, pois a instituição financeira responde 
objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas 
por terceiros, estando demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; 
o pedido de indenização por danos morais deve ser julgado improcedente em razão 
da prévia existência de legítima inscrição do nome de Arlindo em órgão de proteção 
ao crédito. 
 
Os pedidos devem ser julgados procedentes, pois a instituição financeira responde 
objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas 
por terceiros, estando demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; 
a simples inscrição indevida do nome do consumidor em órgão de proteção ao crédito 
é suficiente para a caracterização do dano moral, reconhecido na jurisprudência como 
in re ipsa. 
 
 
Explicação: 
Os bancos foram inseridos no círculo da responsabilidade objetiva e diversas razões 
conspiram para aceitabilidade do entendimento. Primeiro, o disposto no art. 14 da Lei n. 
8078/90 (CDC) que dispensa a prova da culpa para proteger o consumidor vítima das 
operações bancárias e, depois, pela própria gestão administrativa das agências, pois 
mirando atender bem para conquistar ou manter a clientela, finaliza providências 
planejadas com esse desiderato sem executá-las com o cuidado exigido para a segurança 
dos envolvidos, direta ou indiretamente. A abertura de conta-corrente com documentos 
falsos é um exemplo didático do que se escreve aqui e, embora os estelionatários tenham 
atingido uma performance quase perfeita na apresentação dos documentos exigidos, a 
conta é aberta com entrega de diversos talonários para aquele que, sem provisão de fundos, 
sai do banco inundando o comércio de cheques frios emitidos em nome de um terceiro 
inocente (o titular dos documentos utilizados). Com a devolução das cártulas sem a 
compensação, duas vertentes nocivas acontecem. 
 É importante observar a Súmula 297 do aludido Superior Tribunal de Justiça, do seguinte 
teor: ¿O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras¿. Idêntica 
posição assumiu o Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADIn 2.591, realizado aos 4 
de maio de 2006, proclamando que as instituições financeiras se submetem às regras 
do Código de Defesa do Consumidor (Gonçalves, 2011). 
 
 
 
Ref.: 201602270031 
 
 
 6a Questão 
 
 
(185º. Concurso de Provas e Títulos para Ingresso na Magistratura - TJ/SP - VUNESP - 2014) 
No que se refere a indenização, assinale a opção correta. 
 
 A morte de filho menor que não exercia trabalho remunerado não poderá gerar 
indenização. 
 
Tendo em vista que a indenização se mede pela extensão do dano, o juiz somente 
poderá reduzir equitativamente a indenização, havendo excessiva desproporção 
entre a gravidade da culpa e o dano, no caso de haver pedido expresso da parte. 
 
O soar de alarme nas saídas das lojas por si só acarreta o dever de indenizar o cliente. 
 Não gera o dever de indenizar o simples travamento de porta giratória nos 
estabelecimentos bancários com usuário dentro. 
 
 
Explicação: 
¿O fato de ter havido o travamento da porta e a necessidade para que o autor se despojasse 
dos objetos metálicos e abrisse a pasta que portava, não constitui ato ilícito, em nome da 
segurança de todos que estavam na agência¿. 
 
 
 
Ref.: 201604563940 
 
 
 7a Questão 
 
 
De acordo com Carlos Roberto Gonçalves, ¿contrato de conta-corrente é aquele em que o 
banco registra, em contabilidade própria, o débito e o crédito, as remessas e os saques, 
podendo o depositante verificar o saldo a qualquer tempo. Os depósitos são escriturados 
em conta individual dos depositantes. As partes são o banco e o correntista e os depósitos 
denominam-se remessas¿ (Direito civil brasileiro, vol. III. São Paulo: Saraiva, 2004, p. 643). 
O banco onde Angela Angelicas tem uma conta corrente realizou atividades com o dinheiro 
desta, resaltando que esta não havia concedido autorização para tal. Diante disto indaga-se 
o banco pode se considerado fornecedor e ter a ele aplicado o CDC para a 
rsponsabilizaçãopelos seus atos? 
 
 
 O CDC pode ser aplicado por decisão sumulada do STJ a institnuições financeiras 
 
O banco é fornecedor, mas não é responsabilizado pois não cometeu ato indevido, 
ao depositar o dinheiro a cliente autoriza o uso deste pelo banco 
 
Não, pois ao contratar a cliente assumiu o risco 
 
O CDC só se aplica a produtos adquididos da instituição financeira o que não é o caso 
de uma conta corrente e aplicações 
 
Não,pois fornecedor no CDC são apenas os fornecedores de produtos 
 
 
Explicação: 
Súmula STJ nº 297- O código de defesa do consumidor é aplicável às instituições financeiras. 
 
 
 
Ref.: 201604572288 
 
 
 8a Questão 
 
 
(Procurador da República/24º concurso/adaptada) - COM O CRESCENTE DESENVOLVIMENTO 
DAS RELAÇÕES COMERCIAIS E BANCÁRIAS, COMPLEXAS E DINÂMICAS, CRIARAM-SE OS 
CHAMADOS REGISTROS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO, NELES FIGURANDO INFORMAÇÕES 
NEGATIVAS DE INADIMPLENTES CONTUMAZES. O PRAZO PRESCRICIONAL PARA A 
MANUTENÇÃO DESSES REGISTROS DE CONSUMIDORES EM DÉBITO, SEGUNDO O SUPERIOR 
TRIBUNAL DE JUSTIÇA É: 
 
 de 5 (cinco) anos 
 
 é o mesmo do prazo previsto para a ação de execução. 
 
de 05 (três) anos, dependendo da natureza da dívida (Código Civil, art. 205) 
 
 trienal (Código Civil, art. 206, parágrafo 3º, inciso VIII) 
 
de 10 (dez) anos, dependendo da natureza da dívida (Código Civil, art. 205) 
 
 
Explicação: 
 A pretensão de cobrança de dívida decorrente de contrato particular prescreve em 5 (cinco), 
nos termos do art. 206 , § 5º , I do Código Civil , sendo este também o prazo de permanência 
de informações negativas em bancos de dados e cadastros de consumidores, consoante o art. 
43 , § 1º do Código de Defesa do Consumidor . Em conformidade com o teor da Súmula n. 323 
do Superior Tribunal de Justiça, a inscrição do nome do devedor pode ser mantida por tal 
prazo nos serviços de proteção ao crédito, independentemente da prescrição da execução. 
1a Questão 
 
Juro é o fruto do dinheiro. É o que o credor recebe do devedor, além da importância 
da dívida. Diante desta afirmativa indaga-se, qualquer juros pode ser cobrado por 
instituição financeira? 
 
 
não, pois todos os juros são legalementes limitados a 2 % ao mês 
 
Sim devido a autonoma de vontades e a liberdade de contratar o serviço pelo 
consumidor 
 Sim pelo pacta sunt servanda 
 
não pois são vetados os juros abusivos que são os que ultrapasse sempre 10% ao mês 
 não, pois são vetados os juros abusivos que devem ser assim considerados caso a caso 
com demosntração em planilhas 
 
 
Explicação: 
Apenas pode ser considerado como juros abusivos aqueles praticados acima da média do 
mercado de forma injustificada. Devem ser provados casuisticamente, de forma técnica 
(planilhado) para sua configuração. 
Inexiste fórmula mágica ou decisão judicial que destoe desta premissa. 
Tanto que o STJ publicou em 15/06/2015 o seguinte enunciado de súmula: 
Súmula STJ nº 541 ¿ A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao 
duodécuplo da mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada. 
 
 
 
 
Ref.: 201604563959 
 
 2a Questão 
 
 
O CDC é aplicado as instituições financeiras em todas as situações abaixo, exceto: 
 
 
no fornecimento de produtos como o talonário de cheques 
 Na disponibilidade de cartões de crédito 
 
nos contratos de contacorrente 
 
nos contratos de poupança e CDB 
 Na fixação dos juros de mercado 
 
 
Explicação: 
A Adin 2.591, julgada em 07/06/2006, foi assim ementada: 
 
Entretanto, não foi sempre assim. A Adin 2.591, julgada em 07/06/2006, foi assim ementada: 
 
Ementa: Código de defesa do consumidor. Art. 5º, XXXII, da CB/88. Art. 170, v, da CB/88. 
Instituições financeiras. Sujeição delas ao código de defesa do consumidor, excluídas de sua 
abrangência a definição do custo das operações ativas e a remuneração das operações passivas 
praticadas na exploração da intermediação de dinheiro na economia [art. 3º, § 2º, do CDC]. 
Moeda e taxa de juros. Dever-poder do Banco Central do Brasil. Sujeição ao código civil. 
Logo, a decisão revelou-se aplicável o CDC às instituições financeiras, exceto com relação à 
volatilidade do mercado (juros). 
Outra consequência, e não poderia ser diferente, considerando a hierarquia e as competências 
atribuídas têm a decisão o STJ o seguinte: 
 
Súmula STJ nº 297- O código de defesa do consumidor é aplicável às instituições financeiras. 
 
 
 
 
Ref.: 201604572288 
 
 3a Questão 
 
 
(Procurador da República/24º concurso/adaptada) - COM O CRESCENTE DESENVOLVIMENTO DAS 
RELAÇÕES COMERCIAIS E BANCÁRIAS, COMPLEXAS E DINÂMICAS, CRIARAM-SE OS CHAMADOS 
REGISTROS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO, NELES FIGURANDO INFORMAÇÕES NEGATIVAS DE 
INADIMPLENTES CONTUMAZES. O PRAZO PRESCRICIONAL PARA A MANUTENÇÃO DESSES REGISTROS DE 
CONSUMIDORES EM DÉBITO, SEGUNDO O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA É: 
 
 
 trienal (Código Civil, art. 206, parágrafo 3º, inciso VIII) 
 de 5 (cinco) anos 
 
de 10 (dez) anos, dependendo da natureza da dívida (Código Civil, art. 205) 
 
 é o mesmo do prazo previsto para a ação de execução. 
 
de 05 (três) anos, dependendo da natureza da dívida (Código Civil, art. 205) 
 
 
Explicação: 
 A pretensão de cobrança de dívida decorrente de contrato particular prescreve em 5 (cinco), 
nos termos do art. 206 , § 5º , I do Código Civil , sendo este também o prazo de permanência 
de informações negativas em bancos de dados e cadastros de consumidores, consoante o art. 
43 , § 1º do Código de Defesa do Consumidor . Em conformidade com o teor da Súmula n. 323 
do Superior Tribunal de Justiça, a inscrição do nome do devedor pode ser mantida por tal prazo 
nos serviços de proteção ao crédito, independentemente da prescrição da execução. 
 
 
 
 
Ref.: 201604486932 
 
 4a Questão 
 
 
Em relação a responsabilidade civil das instituições financeiras e afins, temos que o Código de 
Ética e Autorregulação é um sistema de autodisciplina complementar às normas já existentes. A 
seguir, assinale a opção que não apresenta um de seus princípios fundamentais: 
 
 
a expansão sustentável do número de portadores de cartões no mercado brasileiro e de 
estabelecimentos credenciados 
 o aumento do lucro das instituições financeiras, em compatibilidade com o aumento 
social 
 
a adoção de comportamento ético e compatível com as boas práticas comerciais 
 
a liberdade de iniciativa, livre concorrência e função social 
 
a transparência das relações 
 
 
Explicação: 
o aumento do lucro das instituições financeiras, em compatibilidade com o aumento social 
 
 
 
 
Ref.: 201604572294 
 
 5a Questão 
 
 
(CESGRANRIO/PETROBÁS/2012) - Ao contratar um empréstimo a ser pago em quatro parcelas, 
no valor total de R$ 20.000,00, junto à sua instituição financeira, um correntista optou por 
pagar juros compostos no valor de 2,5% a.m. Após a quitação do empréstimo e considerando 
que não houve antecipação de pagamento, o valor dos juros pagos será, em reais, de Dado: 
(Considerar duas casas decimais após a vírgula). 
 
 
500,00 
 
 
2.000,00 
 2.076,26 
 
1.537,81 
 1.500,00 
 
 
Explicação: 
O contrato de empréstimo, independente da linha, trabalha com juros compostos. Trata-se de 
juros cobrados sobre juros. Entenda a diferença entre juros simples e compostos. 
 Atualmente o sistema financeiro utiliza apenas juros compostos, pois esse é um regime mais 
lucrativo. Portanto, se você solicitar um empréstimo no banco ou com alguma instituição 
financeira, saiba que estará pagando juros compostos. 
Você paga juros em cima do acumulado da dívida, o montante, por isso é mais lucrativo para os 
bancos. Na prática, trata-se de juro sobre juro. 
Por exemplo, se você paga 10% em cima de R$ 10 mil, na segunda parcela o montante será R$ 
11 mil (R$10 mil da dívida mais R$ 1 mil dos juros), então os juros da segunda parcela serão 
recalculados em cima de R$ 11 mil ao invés de R$ 10 mil. 
Interessante observar que o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990) não objeta 
a capitalização de juros. Inteligentemente, exige que os contratos de financiamento informem a 
taxa de juros efetiva anual. a Súmula 297 do Superior Tribunal de Justiça esclareceu que o CDC 
aplica-se às instituições financeiras. 
 
 
 
 
 
Ref.: 201604572266 
 
 6a Questão 
 
 
(VUNESP/2017/TJ/SP/adaptada) - Após ter os documentos pessoais furtados, Arlindo é 
surpreendido com a inclusão de seus dados pessoais em órgão de proteção ao crédito, em 
razão do inadimplemento de contrato bancário de financiamento de automóvel celebrado por 
terceiro em seu nome. Ostentando prévia e legítima negativação anterior à acima referida, 
Arlindo propõe ação contra a instituição financeira com a qual foi celebrado o contrato de 
financiamento de automóvel. Pleiteia a declaração de inexistência de relação jurídica e o 
recebimento de indenização por danos morais. A petição inicial é instruída com documento 
comprobatório da inclusão feita a requerimento do réu. Em contestação, o banco alega que 
tomou todas as providências que estavam ao seu alcance no momento da contratação e que 
não pode ser responsabilizado por fraude praticada por terceiro. Por sua vez, Arlindo informa 
que não tem provas a produzir, além dos documentos que já apresentou. De acordo com a 
orientação sumulada do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta. 
 
 O pedido declaratório deve ser acolhido, pois a instituição financeira responde 
objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas por 
terceiros, estando demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; o 
pedido de indenização por danos morais deve ser julgado improcedente em razão da 
prévia existência de legítima inscrição do nome de Arlindo em órgão de proteção ao 
crédito. 
 O pedido de indenização deve ser julgado improcedente, pois o banco agiu no exercício 
regular de direito, o que exclui a ilicitude de sua conduta, cabendo a Arlindo se voltar 
contra o terceiro que utilizou seus dados para celebrar o contrato; o pedido declaratório 
deve ser julgado procedente, considerando que Arlindo não deu causa ao fato. 
 
O pedido de indenização deve ser julgado procedente em parte, pois o banco agiu no 
exercício regular de direito, o que exclui a ilicitude de sua conduta, cabendo a Arlindo se 
voltar contra o terceiro que utilizou seus dados para celebrar o contrato; o pedido 
declaratório deve ser julgado procedente parcialmente, considerando que Arlindo não deu 
causa ao fato. 
 
Os pedidos devem ser julgados procedentes, pois, embora a instituição financeira 
responda subjetivamente, foi comprovada sua culpa pela ineficiência na verificação da 
documentação apresentada por terceiro, estando demonstrada a inexistência de relação 
jurídica entre as partes; a simples inscrição indevida do nome do consumidor em órgão 
de proteção ao crédito é suficiente para a caracterização do dano moral, reconhecido na 
jurisprudência como in re ipsa. 
 
Os pedidos devem ser julgados procedentes, pois a instituição financeira responde 
objetivamentepelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas por 
terceiros, estando demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; a 
simples inscrição indevida do nome do consumidor em órgão de proteção ao crédito é 
suficiente para a caracterização do dano moral, reconhecido na jurisprudência como in re 
ipsa. 
 
 
Explicação: 
Os bancos foram inseridos no círculo da responsabilidade objetiva e diversas razões conspiram 
para aceitabilidade do entendimento. Primeiro, o disposto no art. 14 da Lei n. 8078/90 (CDC) 
que dispensa a prova da culpa para proteger o consumidor vítima das operações bancárias e, 
depois, pela própria gestão administrativa das agências, pois mirando atender bem para 
conquistar ou manter a clientela, finaliza providências planejadas com esse desiderato sem 
executá-las com o cuidado exigido para a segurança dos envolvidos, direta ou indiretamente. A 
abertura de conta-corrente com documentos falsos é um exemplo didático do que se escreve 
aqui e, embora os estelionatários tenham atingido uma performance quase perfeita na 
apresentação dos documentos exigidos, a conta é aberta com entrega de diversos talonários 
para aquele que, sem provisão de fundos, sai do banco inundando o comércio de cheques frios 
emitidos em nome de um terceiro inocente (o titular dos documentos utilizados). Com a 
devolução das cártulas sem a compensação, duas vertentes nocivas acontecem. 
 É importante observar a Súmula 297 do aludido Superior Tribunal de Justiça, do seguinte teor: 
¿O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras¿. Idêntica posição 
assumiu o Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADIn 2.591, realizado aos 4 de maio de 
2006, proclamando que as instituições financeiras se submetem às regras do Código de Defesa 
do Consumidor (Gonçalves, 2011). 
 
 
 
 
Ref.: 201602270031 
 
 7a Questão 
 
 
(185º. Concurso de Provas e Títulos para Ingresso na Magistratura - TJ/SP - VUNESP - 2014) 
No que se refere a indenização, assinale a opção correta. 
 
 Não gera o dever de indenizar o simples travamento de porta giratória nos 
estabelecimentos bancários com usuário dentro. 
 
Tendo em vista que a indenização se mede pela extensão do dano, o juiz somente poderá 
reduzir equitativamente a indenização, havendo excessiva desproporção entre a 
gravidade da culpa e o dano, no caso de haver pedido expresso da parte. 
 
O soar de alarme nas saídas das lojas por si só acarreta o dever de indenizar o cliente. 
 A morte de filho menor que não exercia trabalho remunerado não poderá gerar 
indenização. 
 
 
Explicação: 
¿O fato de ter havido o travamento da porta e a necessidade para que o autor se despojasse 
dos objetos metálicos e abrisse a pasta que portava, não constitui ato ilícito, em nome da 
segurança de todos que estavam na agência¿. 
 
 
 
 
Ref.: 201604563940 
 
 8a Questão 
 
 
De acordo com Carlos Roberto Gonçalves, ¿contrato de conta-corrente é aquele em que o banco 
registra, em contabilidade própria, o débito e o crédito, as remessas e os saques, podendo o 
depositante verificar o saldo a qualquer tempo. Os depósitos são escriturados em conta 
individual dos depositantes. As partes são o banco e o correntista e os depósitos denominam-se 
remessas¿ (Direito civil brasileiro, vol. III. São Paulo: Saraiva, 2004, p. 643). 
O banco onde Angela Angelicas tem uma conta corrente realizou atividades com o dinheiro 
desta, resaltando que esta não havia concedido autorização para tal. Diante disto indaga-se o 
banco pode se considerado fornecedor e ter a ele aplicado o CDC para a rsponsabilizaçãopelos 
seus atos? 
 
 
 
O CDC só se aplica a produtos adquididos da instituição financeira o que não é o caso 
de uma conta corrente e aplicações 
 O CDC pode ser aplicado por decisão sumulada do STJ a institnuições financeiras 
 
Não, pois ao contratar a cliente assumiu o risco 
 
O banco é fornecedor, mas não é responsabilizado pois não cometeu ato indevido, ao 
depositar o dinheiro a cliente autoriza o uso deste pelo banco 
 
Não,pois fornecedor no CDC são apenas os fornecedores de produtos 
 
 
Explicação: 
Súmula STJ nº 297- O código de defesa do consumidor é aplicável às instituições financeiras. 
 
1a Questão 
 
(Procurador da República/24º concurso/adaptada) - COM O CRESCENTE DESENVOLVIMENTO DAS 
RELAÇÕES COMERCIAIS E BANCÁRIAS, COMPLEXAS E DINÂMICAS, CRIARAM-SE OS CHAMADOS 
REGISTROS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO, NELES FIGURANDO INFORMAÇÕES NEGATIVAS DE 
INADIMPLENTES CONTUMAZES. O PRAZO PRESCRICIONAL PARA A MANUTENÇÃO DESSES REGISTROS DE 
CONSUMIDORES EM DÉBITO, SEGUNDO O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA É: 
 
 
 trienal (Código Civil, art. 206, parágrafo 3º, inciso VIII) 
 
 é o mesmo do prazo previsto para a ação de execução. 
 de 5 (cinco) anos 
 
de 10 (dez) anos, dependendo da natureza da dívida (Código Civil, art. 205) 
 
de 05 (três) anos, dependendo da natureza da dívida (Código Civil, art. 205) 
 
 
Explicação: 
 A pretensão de cobrança de dívida decorrente de contrato particular prescreve em 5 (cinco), 
nos termos do art. 206 , § 5º , I do Código Civil , sendo este também o prazo de permanência 
de informações negativas em bancos de dados e cadastros de consumidores, consoante o art. 
43 , § 1º do Código de Defesa do Consumidor . Em conformidade com o teor da Súmula n. 323 
do Superior Tribunal de Justiça, a inscrição do nome do devedor pode ser mantida por tal prazo 
nos serviços de proteção ao crédito, independentemente da prescrição da execução. 
 
 
 
 
Ref.: 201604486932 
 
 2a Questão 
 
 
Em relação a responsabilidade civil das instituições financeiras e afins, temos que o Código de 
Ética e Autorregulação é um sistema de autodisciplina complementar às normas já existentes. A 
seguir, assinale a opção que não apresenta um de seus princípios fundamentais: 
 
 o aumento do lucro das instituições financeiras, em compatibilidade com o aumento 
social 
 
a transparência das relações 
 
a liberdade de iniciativa, livre concorrência e função social 
 
a expansão sustentável do número de portadores de cartões no mercado brasileiro e de 
estabelecimentos credenciados 
 
a adoção de comportamento ético e compatível com as boas práticas comerciais 
 
 
Explicação: 
o aumento do lucro das instituições financeiras, em compatibilidade com o aumento social 
 
 
 
 
Ref.: 201604572260 
 
 3a Questão 
 
 
(BANPARÁ/2017/adaptada) - Tendo em vista o vigente entendimento dos Tribunais Superiores, 
marque a única resposta CORRETA. 
 
 
As disposições do Decreto nº 22.626/33 se aplicam às taxas de juros e aos outros 
encargos cobrados nas operações realizadas por instituições públicas ou privadas que 
integrem o Sistema Financeiro Nacional. 
 Nos contratos bancários, na impossibilidade de comprovar a taxa de juros efetivamente 
contratada ¿ por ausência de pactuação ou pela falta de juntada do instrumento aos 
autos ¿ aplica-se a taxa média de mercado, divulgada pelo Banco Central do Brasil, 
praticada nas operações da mesma espécie, salvo se a taxa cobrada for mais vantajosa 
para o devedor. 
 
A fiança prestada em contrato sem autorização de um dos cônjuges casados no regime da 
comunhão parcial de bens, não implica a ineficácia total da garantia. 
 
A fiança prestada em contrato sem autorização de um dos cônjuges casados no regime da 
comunhão universal de bens, implica a ineficácia total da garantia. 
 
É vedada a capitalização de juros com periodicidade inferior à anual em contratos 
celebrados com instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional a partir de 
31/03/2000 (MP nº 1.963-17/2000, reeditada como MP nº 2.170-36/2001), desde que 
expressamente pactuada. 
 
 
Explicação:Para cada modalidade e período dos contratos de empréstimos concedidos pelas instituições 
financeiras, o Banco Central do Brasil (BC) apresenta a média de juros e outros encargos 
praticados pelo o mercado. Esse dado tem sido utilizado pela Justiça para constatação de 
abusividade de cobrança de juros. 
Assim, apesar de não haver limite legal para juros em contratos bancários, o Poder Judiciário 
pode revisar a taxa se no caso concreto houve manifesta discrepância em relação àquela que 
em média se aplica no mercado, com base nos art. 39, V, 51 caput e § 1º, III do CDC. 
Exemplificando: conforme entendimento jurisprudencial, julgamento do REsp. 1.061.530/RS, 
Relatora Ministra Nacy Andrighi do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a taxa de juros prevista 
no contrato não pode ser superior ao dobro da média do mercado, pois configura abusividade 
por parte do fornecedor sobre a desvantagem do consumidor. 
Sendo assim, o sistema financeiro além de seguir as normas estipuladas pelo Banco Central, 
deve estar atento ao Código de Defesa do Consumidor. 
 
 
 
 
Ref.: 201604541445 
 
 4a Questão 
 
 
Em relação a responsabilidade civil das instituições financeiras e afins, assinale a opção correta: 
 
 
Na forma do art. 3º, §2º do CPDC, serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de 
consumo, mediante remuneração, salvo as de natureza bancária, financeira, de crédito e 
securitária, e as decorrentes das relações de caráter trabalhista 
 contrato de empréstimo é aquele em que o banco registra, em contabilidade própria, o 
débito e o crédito, as remessas e os saques, podendo o depositante verificar o saldo a 
qualquer tempo 
 O entendimento sumulado do STJ defende que o código de defesa do consumidor é 
aplicável às instituições financeiras 
 
O entendimento que sempre foi firmado nos tribunais, mesmo os superiores, é de que o 
CDC é aplicável às instituições financeiras, inclusive com relação à volatilidade do 
mercado (juros) 
 
A instituição financeira não poder ser considerada como consumidor, na forma do caput 
do art.3º do CDC, tendo em vista a expressa omissão da previsão atividade financeira e 
de crédito em tal dispositivo legal 
 
 
Explicação: 
A Corte Especial e a Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (¿STJ¿) vêm editando várias 
súmulas envolvendo, essencialmente, matéria relativa às operações bancárias. Entre essas súmulas, 
em 9/9/2004, foi publicada no Diário da Justiça a Súmula 297, cujo texto estabelece que ¿o Código de 
Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras¿, com a finalidade de cristalizar o 
entendimento adotado em reiteradas decisões oriundas da Terceira e Quarta Turmas, que compõem a 
Segunda Seção do STJ. 
A edição da Súmula 297 baseia-se numa série de julgados da Segunda Seção (RESP nº 298.369-RS, 
RESP nº 387.805-RS, RESP nº 106.888-PR, RESP nº 175.795-RS e RESP nº 57.974-RS), nos quais foi 
adotado o entendimento de que o Código de Defesa do Consumidor (¿CDC¿) aplica-se às atividades 
bancárias. A análise desses precedentes, e outros neles mencionados, mostra que os Ministros têm 
entendido que a relação entre instituições financeiras e pessoas físicas ou jurídicas se subsume ao CDC 
pelo simples fato de as personagens dessa relação jurídica se enquadrarem no conceito de 
¿fornecedora¿ e ¿consumidora¿, segundo as definições do CDC. 
 
Não se discute a aplicação do CDC às instituições financeiras. Isso se explica não só pelo fato do 
legislador ter expressamente incluído as instituições financeiras como fornecedoras, nos termos do artigo 
3º do CDC, mas também por existirem dispositivos legais que tratam de questões tipicamente 
relacionadas às atividades bancárias, como a concessão de empréstimo, financiamento e fixação de 
juros, como estabelece, por exemplo, o artigo 52 do CDC. 
 
 
 
 
Ref.: 201604541446 
 
 5a Questão 
 
 
Paulo recebeu em sua residência, sem qualquer requisição prévia, um cartão de crédito do 
Banco ROUBAMAIS S/A. Diante da situação hipotética narrada, assinale a opção correta: 
 
 Paulo poderá desbloquear o cartão e utilizá-lo sem a necessidade de arcar com 
qualquer custo, tendo em vista, tratar-se de uma amostra grátis 
 
Ainda que não tenha solicitado, Paulo deverá arcar com o pagamento da anuidade do 
cartão, até a data de seu efetivo cancelamento 
 É vedado, com base no CPDC, o envio, sem solicitação prévia, de qualquer produto, ou 
fornecer qualquer serviço 
 
A prática realizada pelo Banco é comumente aceita e não pode ser considerada como 
abusiva 
 
A entrega de produto, sem a solicitação prévia, não poderá ser equiparada à amostra 
grátis 
 
 
Explicação: 
Prevê o artigo 39, inciso III: ¿É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras 
práticas abusivas, enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer produto, 
ou fornecer qualquer serviço¿. 
O inciso descrito é complementado pelo parágrafo único, que determina que ¿os serviços 
prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor, na hipótese prevista no inciso 
III, equiparam-se às amostras grátis, inexistindo obrigação de pagamento¿. 
Rizzato Nunes analisa essa prática abusiva da seguinte maneira:¿A norma é taxativa em proibir 
o envio ou a entrega ao consumidor sem que este tenha previamente solicitado qualquer 
produto ou serviço. O parágrafo único sanciona a violação à proibição, dispondo que o produto 
e o serviço enviado ou entregue sem solicitação tornem-se gratuitos, equiparando-se às 
conhecidas ¿amostras grátis¿ que os fornecedores utilizam para promover seus produtos e 
serviços.¿ 
Tal prática, conforme constatado também pelo doutrinador, infelizmente, é uma prática muito 
comum no meio social brasileiro na atualidade, o que por diversas vezes já movimentou o 
Poder Judiciário. 
O julgado recente do Superior Tribunal de Justiça, confirma o entendimento de que o envio de 
cartão de crédito sem prévia solicitação de fato é uma prática abusiva e enseja a condenação a 
danos morais: 
RECURSO ESPECIAL. CONSUMIDOR. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. ENVIO DE CARTÃO DE CRÉDITO 
NÃO SOLICITADO. PRÁTICA COMERCIAL ABUSIVA. ABUSO DE DIREITO CONFIGURADO. 1. O 
envio do cartão de crédito, ainda que bloqueado, sem pedido pretérito e expresso do 
consumidor, caracteriza prática comercial abusiva, violando frontalmente o disposto no 
artigo 39, III, do Código de Defesa do Consumidor. 2. Doutrina e jurisprudência acerca do 
tema. 3. RECURSO ESPECIAL PROVIDO. (STJ, REsp 1199117/SP, Rel. Ministro PAULO DE 
TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 18/12/2012, DJe 04/03/2013) 
 
 
 
 
Ref.: 201602270031 
 
 6a Questão 
 
 
(185º. Concurso de Provas e Títulos para Ingresso na Magistratura - TJ/SP - VUNESP - 2014) 
No que se refere a indenização, assinale a opção correta. 
 
 
A morte de filho menor que não exercia trabalho remunerado não poderá gerar 
indenização. 
 
O soar de alarme nas saídas das lojas por si só acarreta o dever de indenizar o cliente. 
 Não gera o dever de indenizar o simples travamento de porta giratória nos 
estabelecimentos bancários com usuário dentro. 
 
Tendo em vista que a indenização se mede pela extensão do dano, o juiz somente poderá 
reduzir equitativamente a indenização, havendo excessiva desproporção entre a 
gravidade da culpa e o dano, no caso de haver pedido expresso da parte. 
 
 
Explicação: 
¿O fato de ter havido o travamento da porta e a necessidade para que o autor se despojasse 
dos objetos metálicos e abrisse a pasta que portava, não constitui ato ilícito, em nome da 
segurança de todos que estavam na agência¿. 
 
 
 
 
Ref.: 201604572266 
 
 7a Questão 
 
 
(VUNESP/2017/TJ/SP/adaptada) - Após ter os documentos pessoais furtados, Arlindo é 
surpreendido com a inclusão de seus dados pessoaisem órgão de proteção ao crédito, em 
razão do inadimplemento de contrato bancário de financiamento de automóvel celebrado por 
terceiro em seu nome. Ostentando prévia e legítima negativação anterior à acima referida, 
Arlindo propõe ação contra a instituição financeira com a qual foi celebrado o contrato de 
financiamento de automóvel. Pleiteia a declaração de inexistência de relação jurídica e o 
recebimento de indenização por danos morais. A petição inicial é instruída com documento 
comprobatório da inclusão feita a requerimento do réu. Em contestação, o banco alega que 
tomou todas as providências que estavam ao seu alcance no momento da contratação e que 
não pode ser responsabilizado por fraude praticada por terceiro. Por sua vez, Arlindo informa 
que não tem provas a produzir, além dos documentos que já apresentou. De acordo com a 
orientação sumulada do Superior Tribunal de Justiça, assinale a alternativa correta. 
 
 O pedido declaratório deve ser acolhido, pois a instituição financeira responde 
objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas por 
terceiros, estando demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; o 
pedido de indenização por danos morais deve ser julgado improcedente em razão da 
prévia existência de legítima inscrição do nome de Arlindo em órgão de proteção ao 
crédito. 
 
Os pedidos devem ser julgados procedentes, pois a instituição financeira responde 
objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes praticadas por 
terceiros, estando demonstrada a inexistência de relação jurídica entre as partes; a 
simples inscrição indevida do nome do consumidor em órgão de proteção ao crédito é 
suficiente para a caracterização do dano moral, reconhecido na jurisprudência como in re 
ipsa. 
 
O pedido de indenização deve ser julgado improcedente, pois o banco agiu no exercício 
regular de direito, o que exclui a ilicitude de sua conduta, cabendo a Arlindo se voltar 
contra o terceiro que utilizou seus dados para celebrar o contrato; o pedido declaratório 
deve ser julgado procedente, considerando que Arlindo não deu causa ao fato. 
 
Os pedidos devem ser julgados procedentes, pois, embora a instituição financeira 
responda subjetivamente, foi comprovada sua culpa pela ineficiência na verificação da 
documentação apresentada por terceiro, estando demonstrada a inexistência de relação 
jurídica entre as partes; a simples inscrição indevida do nome do consumidor em órgão 
de proteção ao crédito é suficiente para a caracterização do dano moral, reconhecido na 
jurisprudência como in re ipsa. 
 
O pedido de indenização deve ser julgado procedente em parte, pois o banco agiu no 
exercício regular de direito, o que exclui a ilicitude de sua conduta, cabendo a Arlindo se 
voltar contra o terceiro que utilizou seus dados para celebrar o contrato; o pedido 
declaratório deve ser julgado procedente parcialmente, considerando que Arlindo não deu 
causa ao fato. 
 
 
Explicação: 
Os bancos foram inseridos no círculo da responsabilidade objetiva e diversas razões conspiram 
para aceitabilidade do entendimento. Primeiro, o disposto no art. 14 da Lei n. 8078/90 (CDC) 
que dispensa a prova da culpa para proteger o consumidor vítima das operações bancárias e, 
depois, pela própria gestão administrativa das agências, pois mirando atender bem para 
conquistar ou manter a clientela, finaliza providências planejadas com esse desiderato sem 
executá-las com o cuidado exigido para a segurança dos envolvidos, direta ou indiretamente. A 
abertura de conta-corrente com documentos falsos é um exemplo didático do que se escreve 
aqui e, embora os estelionatários tenham atingido uma performance quase perfeita na 
apresentação dos documentos exigidos, a conta é aberta com entrega de diversos talonários 
para aquele que, sem provisão de fundos, sai do banco inundando o comércio de cheques frios 
emitidos em nome de um terceiro inocente (o titular dos documentos utilizados). Com a 
devolução das cártulas sem a compensação, duas vertentes nocivas acontecem. 
 É importante observar a Súmula 297 do aludido Superior Tribunal de Justiça, do seguinte teor: 
¿O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras¿. Idêntica posição 
assumiu o Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADIn 2.591, realizado aos 4 de maio de 
2006, proclamando que as instituições financeiras se submetem às regras do Código de Defesa 
do Consumidor (Gonçalves, 2011). 
 
 
 
 
Ref.: 201604572284 
 
 8a Questão 
 
 
(CESGRANRIO/2010) - José é correntista do Banco da Brasil há dois anos e tem crédito 
disponível para utilização no cheque especial. No mês de dezembro, José ultrapassou seu limite 
de crédito. Seu nome, após prévia notificação, foi inscrito em cadastro restritivo de crédito e 
seu contrato foi encaminhado ao Jurídico para a propositura de ação judicial, quando o 
advogado reparou que os juros eram superiores a 12% ao ano. Nesse caso, há alguma 
ilegalidade, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor? 
 
 A inscrição em cadastro restritivo de crédito foi ilegal, pois há apenas o direito de 
cobrar o crédito, mas não o de negativar o nome do consumidor. 
 Não há ilegalidade alguma no caso descrito. 
 
Os juros cobrados e a negativação são ilegais frente ao Código de Defesa do 
Consumidor. 
 
Os juros superam o valor máximo de 1% ao mês previsto na legislação, o que 
configura ilegalidade. 
 
A cláusula de juros é abusiva e a notificação configura cobrança por meio indevido, 
sendo, portanto, ilegal. 
 
 
Explicação: 
O Sisbacen faz parte de um sistema de informações sobre crédito mantido pelo Banco Central. 
Há informações negativas e positivas a respeito de consumidores. Por isso é chamado de 
¿sistema múltiplo¿. No caso das informações restritivas, é o Serviço de Risco de Crédito (SRC) 
quem presta o serviço aos bancos. 
 Sistema de Informações de Crédito do Banco Central (SCR) é um banco de dados sobre 
operações e títulos com características de crédito e respectivas garantias contratados por 
pessoas físicas e jurídicas perante instituições financeiras no País. 
O SCR é alimentado mensalmente pelas instituições financeiras, mediante coleta de 
informações sobre as operações concedidas. Atualmente, são armazenadas no banco de dados 
do SCR as operações dos clientes com responsabilidade total igual ou superior a R$ 200, a 
vencer e vencidas, e os valores referentes às fianças e aos avais prestados pelas instituições 
financeiras a seus clientes. 
O SCR não é um cadastro restritivo, porque há informações tanto positivas quanto negativas. O 
SCR apresenta valores de dívidas a vencer (sem atraso) e valores de dívidas vencidas (com 
atraso), ou seja, na grande maioria dos casos é uma fonte de informação positiva, pois 
comprova a capacidade de pagamento e a pontualidade do cliente. Portanto, estar no SCR não 
é um fato negativo em si e não impede que o cliente pleiteie crédito nas instituições financeiras, 
podendo, inclusive, contribuir positivamente na decisão da instituição em conceder o crédito. 
 
1a Questão 
 
Consoante magistério do Prof. Carlos Roberto Gonçalves, "_________ é aquele em que o banco 
registra, em contabilidade própria, o débito e o crédito, as remessas e os saques, podendo o 
depositante verificar o saldo a qualquer tempo. Os depósitos são escriturados em conta 
individual dos depositantes. As partes são o banco e o correntista e os depósitos denominam-se 
remessas". Assinale a opção correta que completa a frase: 
 
 contrato de previdência privada 
 
contrato de mútuo 
 
contrato de empréstimo 
 contrato de conta-corrente 
 
contrato de seguro 
 
 
Explicação: 
A definição de contrato conte corrente é: aquele em que o banco registra, em contabilidade 
própria, o débito

Mais conteúdos dessa disciplina