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Técnicas para instalação de implantes A técnica para instalação em que as condições estejam ideais, acaba se tornando bem simples. Quando o fabricante desenha o implante, ele vai desenhar vários tipos para várias situações. Cada implante possui características superficiais diferentes. Temos basicamente implantes cilíndricos e cônicos. Para instalar os cilíndricos, teremos brocas com formatos cilíndricos, quando é um implante cônico, as brocas também terão sua forma cônica, cada um tem sua técnica. Algo que acontece também de acordo com o tipo de osso, então se área de instalação é em um osso medular, o implante será do tipo compactante, se for cortical, o implante será cortante, então a técnica também muda. A técnica muda de acordo com a forma do implante e com o tipo de osso. Outra coisa que também pode influenciar na técnica, é se será um implante imediato ou uma carga imediata. Implante imediato é aquele que você coloca logo após a exodontia, enquanto que o implante de carga imediata é aquele que você coloca o implante e logo após coloca a restauração provisória. Então essa questão também vai interferir na escolha da técnica. Para instalação de implantes, temos uma sequência de brocas definidas pelo fabricante, então elas vão aumentando de diâmetro gradativamente até que o alvéolo cirúrgico chegue à 0,4mm menor que o diâmetro do implante (para uma carga imediata esse diâmetro é ainda menor). Os implantes normalmente são auto-rosqueáveis, ou seja, ele entra no alvéolo como se fosse um parafuso mesmo. O ápice do implante é onde está a principal diferença (se será cortante ou compactante) e existe uma fenda no ápice, que serve para remover o excesso de osso do caminho. A rosca no implante cortical é triangular, no medular é retangular (cortante e compactante) A superfície do implante é porosa TÉCNICA CIRÚRGICA PARA INSTALAÇÃO DO IMPLANTE Ela é o menos traumática possível, pois quanto maior é o trauma, maior é a resposta inflamatória, o que irá deixar o processo de cicatrização mais lento. O tratamento dos tecidos duros depende das brocas, ou seja, elas precisam ter um corte muito bom, pois caso contrário, será necessário um maior tempo de fresagem, o que irá levar a um aquecimento maior do osso (acima dos 45° o osso ficará mais propenso a necrosar). É o que acontece com os preparos dentários, se for fazer um preparo para coroa total e a broca está muito desgastada, existe a chance de superaquecer a estrutura dental e gerar uma hiperemia pulpar. É importante fazer a troca das brocas com certa frequência, principalmente quando mexer muito com osso cortical, que promove um desgaste maior. O motor utilizado é um específico para instalação de implantes. Ele permite um controle da velocidade e um controle da força utilizada para cortar o osso (ajuda na precisão do corte). Uma caneta de alta pode chegar até 100 mil rpm, enquanto a de baixa chega a 40 mil, o implante é instalado até 1200 rpm, às vezes é mais baixo ainda. O kit cirúrgico é pré-determinado para cada marca, então eu não posso comprar o implante de uma marca X e usar o kit da marca Y, pois a precisão do formato da fresagem é diferente. Todas as brocas são usadas em sequência até chegar ao diâmetro do implante. Cada kit cirúrgico custa em torno de 3 mil reais :D O implante possui corpo, que é dividido em ápice e pescoço e a plataforma, que é onde se assenta a prótese. O pescoço possui um diâmetro maior do que o corpo, então existe uma broca específica para fazer o pescoço. O kit possui uma pinça de titânio, pois quando o implante é confeccionado, ele passa por um processo de esterilização e é guardado dentro de um envelope, quando esse envelope é aberto e o implante entra em contato com o ar, ele acaba formando uma camada de óxido de titânio, por esse motivo ele deve ser pegado com essa pinça. Ver vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=YIHM-ZO-lhY A incisão deve ser linear e em cima da crista. A primeira broca é chamada de lança, só é usada para cortar a cortical óssea e ter acesso inicial à fresagem, depois dela as próximas vão vir para alargar o tamanho do alvéolo. As brocas possuem marcações, elas servem para indicar o tamanho dos implantes. O diâmetro do implante depende da disponibilidade de osso no local (o mais comum de usar é 3,75), assim como o tamanho (não posso colocar um implante muito grande se eu sei que o nervo está passando por ali, precisamos ter mais ou menos 1mm de distância do implante para o nervo). A sequência de brocas deve ser respeitada, o que pode acontecer é em um osso mais esponjoso a gente diminuir o número de brocas. O último instrumento do vídeo é usado para fazer a rosca no osso, ele quase não é mais utilizado, é mais comum ser usado em osso cortical. O implante deve estar ou no nível da crista óssea ou abaixo. Os cônicos (cone- morse) são colocados 2 mm abaixo da crista óssea, enquanto o hexágono externo é colocado no nível da crista. Ao terminar de instalar o implante, colocamos uma “tampa” para evitar que os tecidos invadam o implante, deixamos lá por 3, 4 meses até cicatrizar, depois desse tempo retiramos a tampa e colocamos o cicatrizador, que irá permitir que a gengiva faça o perfil de emergência. Resumindo a técnica: Depende do formato do implante, tipo de osso, implante imediato ou alvéolo cicatrizado e dependerá também se será carga imediata ou tardia. Os cuidados na técnica é que devemos ter o mínimo de trauma, cuidados com as brocas (poder de corte) para evitar superaquecimento do osso, boa irrigação, cuidado na manipulação dos tecidos moles, então ao fazer a incisão o levantamento do retalho deve ser muito delicado, pois se lacerar muito, haverá dificuldade de suturar e existe chance de expor o osso e o implante, que fica propício a ter contaminação bacteriana, além que a sutura deve estar muito bem fechada. Com isso, deixamos o implante muito bem protegido.