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Prévia do material em texto

HEPARINAS 
DANIEL LEITE;
LUÍS FELIPE FERREIRA;
KAUÃ VIEIRA;
JULIA LELLIS;
MARIA ISABELA; 
MARIANA BLUMTRITT.
HEPARINA - UM POUCO DE HISTÓRIA 
● Descoberta em 1916, antes mesmo do estabelecimento do 
FDA; 
● Não passou por estudos clínicos até 1935;
● Erick Jorpes;
● Maio, 1935: primeiros testes clínicos em humanos, 
efetividade e segurança confirmadas.
O MEDICAMENTO 
Anticoagulante;
Mistura heterogênea de polímeros 
de um polissacáride de origem 
animal; 
Interação com a Antitrombina lll;
Prevenção à trombose venosa.
FÓRMULA QUÍMICA DA HEPARINA
O MEDICAMENTO 
● Procura de substâncias análogas nos últimos anos;
Ocorrência de efeitos colaterais graves;
TROMBOSE
Entre suas indicações, a Heparina também pode ser 
prescrita para o tratamento da Trombose. 
● Definição da Trombose; 
● Histórico de doenças e hábitos dos pacientes;
● Tríade de Virchow 
EMBOLIA
A Heparina é utilizada no tratamento de: 
● Embolia Pulmonar
É conseqüência de um trombo formado no sistema venoso 
profundo. Este trombo se desprende, atravessa as cavidades 
direitas do coração e obstrui a artéria pulmonar ou um de 
seus ramos
● Tromboembolia venosa
É consequente de um trombo formado no lado esquerdo do 
coração ou das artérias. Esse trombo 
INFARTO
A Heparina é utilizada no tratamento de: 
● Infarto:
Área tecidual de necrose isquêmica causada por obstrução 
arterial ou venosa. Pode ser causado pelas complicações 
citadas anteriormente, entre outras;
● Fatores de influência;
● Tipos de infarto: Vermelhos, Brancos, Sépticos, Assépticos. 
PROPRIEDADES
- Absorção: a heparina deve ser administrada por via parental, uma vez que não é absorvida 
pela mucosa gastrointestinal. Geralmente é aplicada por intravenosa (de ação mais 
imediata) ou subcutânea (pode demorar 20-60 minutos pós injeção.
- Metabolismo: o fígado e o retículo endotelial são os locais onde ocorre a 
biotransformação.
- Ligação à proteínas plasmáticas: alta afinidade de ligação, principalmente com 
lipoproteínas de baixa densidade. 
- Tempo de meia vida: 1,5h | desaparecimento após 3 a 5h
- Rota de Eliminação: A droga é removida principalmente pelo sistema reticuloendotelial. 
Uma pequena fração de heparina não transformada é excretada na urina.
- Toxicidade: em modelo animal, a dose letal é pouco maior que 500mg/Kg 
INDICAÇÕES
● Prevenção e tratamento da embolia pulmonar;
● Prevenção e tratamento de trombose venosa profunda;
● Fibrilação auricular com embolização;
● Coagulação intravascular disseminada;
● Prevenção de oclusão de dispositivos extracorpóreos;
● Tromboses venosas pós-operatórias e profilaxia do 
tromboembolismo pós-cirúrgico;
● Pacientes em que estão contra-indicados os anticoagulantes 
orais.
PRECAUÇÕES
Médicos devem comparar os benefícios à saúde do paciente com 
os riscos relacionados ao consumo do fármaco, levando em 
consideração pontos como: 
Uso pediátrico - heparina conservada em álcool benzílico não deve 
ser utilizada, uma vez que a substância tem sido associada a efeitos 
adversos e óbitos em pacientes pediátricos. Administrar heparina 
livre de conservantes
Uso geriátrico - pacientes em idade avançada estão mais sujeitos 
a desenvolver problemas de sangramento. Ajustes de dose podem 
ser necessários.
PRECAUÇÕES
Uso durante a gestação - a heparina não atravessa a barreira 
placentária e é o medicamento de escolha em casos onde o uso de 
anticoagulantes é considerado necessário.
Uso na amamentação - o medicamento não passa para o leite 
materno.
Alergias
Fumantes - fumar reduz os níveis de heparina no sangue e o 
médico deve estar ciente se o paciente é fumante ou parou de 
fumar recentemente.
CONTRAINDICAÇÕES
● Hipersensibilidade à 
heparina;
● Endocardite bacteriana;
● Hipertensão grave;
● Hemofilia;
● Trombocitopenia;
● Púrpura trombocitopênica 
idiopática;
● Lesões ulcerativas 
gastrintestinais;
● Menstruação;
● Doenças hepáticas 
associadas com 
dificuldades na hemostasia;
● Trauma e/ou hemorragia 
recente do SNC;
● Coagulopatia (adquirida ou 
congênita) grave;
● Retinopatia diabética;
● Plaquetopenia grave.
POSOLOGIA
A heparina pode ser utilizada em esquemas terapêuticos com 
baixas ou altas doses
● Baixas doses: indicada quando se deseja prevenir a TVP em 
pacientes com determinado risco trombótico;
● Altas doses: são utilizadas com fins terapêuticos, quando se 
pretende prevenir a ocorrência de um segundo episódio 
tromboembólico em TVP já instalado, em pacientes com 
TVP, EP, tromboses ou embolias arteriais ou que estejam 
sendo submetidos a procedimentos que implicam em risco 
trombótico. 
POSOLOGIA
Doses maiores ou menores estão na dependência de 
condições individuais, do nível de plaquetas, fatores 
predisponentes ao quadro trombótico e variações de ação 
do medicamento.
ADMINISTRAÇÃO
Pode-se administrar a medicação via endovenosa ou 
subcutânea;
A administração endovenosa pode ser realizada de forma 
contínua ou intermitente;
No caso de cirurgias, a profilaxia deve se iniciar antes do ato 
operatório. 
REAÇÕES ADVERSAS
● Principal efeito adverso: 
hemorragia;
● Trombocitopenia;
● Alteração dos testes 
funcionais hepáticos: 
aumento de 
transaminase;
● Osteoporose e fraturas 
vertebrais espontâneas;
● Hiperpotassemia;
● Hipersensibilidade;
● Necrose de pele;
● Risco de sangramento 
gástrico aumentado 
pelo consumo regular 
de álcool.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Potencialização recíproca: salicilatos, antiinflamatórios não 
esteróides, anticoagulantes orais, antagonistas de vitamina K, 
dextranos, dipiridamol, corticosteróides, diidroergotamina, ou 
outros medicamentos que atuem na coagulação e agregação 
plaquetária. 
Diminuição do efeito: administração concomitante de 
anti-histamínicos, digitálicos, tetraciclinas e abusos de 
administração de nitroglicerina e nicotina. 
Solução de infusão: glicose a 5% e a 10%, levulose a 10%, cloreto de 
sódio a 0,9%, cloreto de sódio a 0,9% + glicose a 2,5% e solução de 
Ringer.
Obtida através da despolimerização da heparina;
Menor habilidade de catalisar a inibição da trombina, e mantém a 
capacidade de catalisar a inibição do fator Xa;
Menor afinidade por proteínas plasmáticas, vasculares, células 
endoteliais, macrófagos e plaquetas. Consequentemente, possui 
maior biodisponibilidade, maior meia-vida plasmática, um 
mecanismo menos complicado de clearence, resposta mais 
previsível a doses fixas e redução dos efeitos colaterais relacionados 
à trombocitopenia. 
HEPARINA DE BAIXO PESO MOLECULAR 
(HBPM)
Destacam-se estudos randomizados comparando eficácia e 
segurança entre HBPM e heparina convencional. Os 
resultados, comparados à heparinização clássica por via 
endovenosa, de forma contínua, demonstraram que as 
HBPM foram mais eficientes e seguras. Foram observadas 
mudanças do tamanho de trombos, menor recorrência de 
tromboembolismo e diminuição da mortalidade. Houve 
redução na incidência de complicações hemorrágicas no 
grupo que utilizou HBPM. 
HEPARINA DE BAIXO PESO MOLECULAR 
(HBPM)
REFERÊNCIAS
1. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2004002
000001
2. https://www.drugbank.ca/drugs/DB01109
3. https://www.news-medical.net/health/Heparin-History.aspx 
4. http://publicacoes.cardiol.br/abc/1996/6703/67030012.pdf 
5. http://www.misodor.com/FARMACON/HEPARINA.html 
6. https://www.news-medical.net/health/What-is-Heparin.aspx 
7. http://www.medicinanet.com.br/bula/detalhes/8197/interacoes_medicamen
tosas_heparina__liquemine.htm

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