DP Introdução ao aluno surdo.
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DP Introdução ao aluno surdo.

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Anhanguera
Unidade de ensino: Faculdade Anhanguera de Tecnologia de São Bernardo - FAT
Curso: pedagogia
Disciplinas: Psicologias da educação e teorias da aprendizagem - Redes Sociais e Comunicação - Didática - Língua Brasileira de sinais \u2013 Responsabilidade Social e meio Ambiente
Aluna: Pâmella Cristina Castro Soares 
R.A: 1299136830
Atividade: Desafio Profissional
Tutora: Nelly Carla Reis Barros
Diadema 08/11/2116
	
O INTÉRPRETE EDUCACIONAL.
DRA. RONICE MÜLLER DE QUADROS Intérprete da língua brasileira de sinais e língua portuguesa; Pedagoga; Mestre e Doutora em Linguística Aplicada. Professora e pesquisadora da Universidade Luterana do Brasil
RESUMO:
 O presente trabalho discute a atuação do profissional intérprete de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS)/Língua Portuguesa em um novo contexto de políticas e estratégias para a inclusão do sujeito surdo em todos os espaços sociais, sobretudo no âmbito educacional. Nesse bojo de conquistas políticas e legais dos atores surdos, o trabalho traz a problemática acerca da figura do intérprete de Libras que passou a atuar em mais espaços, principalmente nas instituições de ensino, demandando também mais qualificação, capacitação e reconhecimento legal. 
Avaliação crítica:
A integração do intérprete em sala de aula é muito importante, pois a Libra para a maioria dos surdos é sua primeira língua. 
No entanto, sobre a tradução da aula em ser realizada pelo intérprete, presente em todas as disciplinas, por meio das observações em sala de aula percebe se que o fato do professor desconhecer a Língua de Sinais não consegue estabelecer um dialogo ou interação com o aluno Surdo, transferindo todas as suas responsabilidades, como professor, para o intérprete. Neste pensamento, afirma se que esta inclusão se torna deficiente pelo fato dos professores e/ou profissionais da educação desconhecer o seu aluno Surdo e as reais necessidades de sua condição bilíngue.
Reforço da extinção:
A extinção deve ser associada ao reforço para ser efetiva na modificação de um comportamento. Comportamentos irritantes como mau humor, preguiça e tagarelice respondem melhor a técnicas de modificação de comportamento, no caso do aluno surdo que atrapalhe a aula por mau comportamento ou esteja perturbando a aula por estar fora de controle deve ser removido de sala de aula, isto elimina qualquer atenção que a criança tenha recebido das outras crianças pelo comportamento perturbador, o tempo determinado para isso dependerá da seriedade do problema até que ela possa se acalmar e reconhecer que seu comportamento foi inadequado retornando assim à sala de aula. (O estimulo desagradável é removido).
As principais diferenças metodológicas quanto o ensino da língua portuguesa para ouvintes e pessoas surdas. 
Resumo:
Os métodos utilizados para o aprendizado do aluno surdo a língua portuguesa é preciso à presença do interprete em sala de aula para auxilia-lo, utiliza-se figuras, imagens, letras em recortes, vídeos com legendas etc. Diferente do aluno regular que aprende facilmente pela sonorização, pela fala e comunicação verbal.
No caso da criança surda, ao deparar-se com o registro escrito, não haverá para ela possibilidade de recuperação dos significados constituídos sonoramente; ela estabelecerá a significação a partir das relações simbólicas capturadas por significantes visuais (língua de sinais prioritariamente). 
Orientação à professora:
A professora não pode iniciar sua fala enquanto os intérpretes não estiverem posicionados, pois desta forma a pessoa surda fica excluída do que foi dito no inicio.
Não falar e escrever no quadro ou mostrar conteúdo em apresentação multimídia ou outra forma de exposição visual ao mesmo tempo, pois a aprendizagem e a comunicação da pessoa surda é visual espacial, portanto ou olha para o professor para compreender a explicação, ou olha para o material, ou copia... Não é possível olhar para o intérprete, ver uma imagem e copiar ao mesmo tempo, pois usa apenas o sentido da visão para operacionalizar o recebimento das informações. 
Adequar o conteúdo didático a realidade da pessoa surda. A linguagem precisa ser simples, direta, completa e se possível na estrutura de LIBRAS. 
Os vídeos devem ter legendas ou tradução em libras para facilitar o aluno.
Conclusões:
Observei a dificuldade tanto dos pais, aluno, professores e interprete entre essa relação ao aprendizado da língua portuguesa e comunicação a um deficiente auditivo. Fazer se uma reunião entre os interessados sobre este aluno para discutir ideias favoráveis para possibilitar sua evolução estudantil, debate entre os alunos regulares para discutir como está sendo a comunicação entre eles e socialização seria de grande utilidade.
As aulas de Libras deveria ser proposta pela escola para alunos regulares, não como uma disciplina acadêmica e sim de forma lúdica. Ajudaria na motivação destes alunos a querer entender o que o colega surdo tem a dizer, e compreender seu mundo do ponto de vista dele. Aprendizagem da língua portuguesa para um aluno surdo não é algo fácil, sem uma união grupal não irá ter evolução do mesmo. Ambos têm que estar empenhados nesta busca do aprendizado bilíngue.