Resumo para AV1
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Resumo de TSP I

André Vizzoni

23 de abril de 2018

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Resumo

Resumo da matéria de Teorias e Sistemas Psicológicos I.

Sumário

Sumário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
2 Origem histórica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
3 Posicionamento filosófico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3

3.1 Behaviorismo metodológico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
3.2 Behaviorismo radical . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4

3.2.1 Comportamento e ambiente . . . . . . . . . . . . . 5
4 Tipos de evento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
5 Reflexos inatos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6

5.1 Características . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
6 Condicionamento clássico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7

6.1 Propriedades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
6.2 Aplicações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
6.3 Condicionamento de ordem superior . . . . . . . . . . . . . . 9

7 Condicionamento operante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
7.1 Lei do efeito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
7.2 Reforço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
7.3 Extinção operante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10

7.3.1 Resistência à extinção . . . . . . . . . . . . . . . . 11
7.3.2 Recuperação espontânea . . . . . . . . . . . . . . . 11
7.3.3 Outros efeitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11

7.4 Modelagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
7.4.1 Esquemas de reforçamento . . . . . . . . . . . . . . 12
7.4.2 Controle aversivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12

8 Bandura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
8.1 Autoeficácia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
8.2 Outros conceitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14

1 Introdução
O behaviorismo é um sistema psicológico que tem como objeto de estudo o compor-

tamento, e deseja estudá-lo via métodos científicos. Ele busca observar o comportamento
humano - e o animal, às vezes, quando se julga que as inferências feitas também se aplicam
a humanos - e, a partir dessa observação, analisar objetivamente as relações entre fatores
ambientais e individuais relacionados ao comportamento.

Poucos são, na atualidade, os terapeutas que utilizam exclusivamente a terapia
comportamental, entretanto ela, é parte integrante da terapia cognitivo comportamental,
uma área da psicologia clínica que vem se desenvolvendo rapidamente, e com eficácia
comprovada por várias pesquisas científicas.

2 Origem histórica
Em 1913, Watson publica o artigo “A Psicologia como um behaviorista a vê” (2008),

no qual expõe os principais posicionamentos científicos da nascente Psicologia Compor-
tamental. Ele define como seu objeto de estudo o comportamento, por ser fisicamente
observável (pode-se ver as pessoas andarem, comerem, conversarem, mas é difícil observar
seus pensamentos e sentimentos).

Watson não está propondo a criação de uma nova psicologia, mas sim a redefinição
do objeto de estudo da psicologia para algo que seja objetivo, observável e mensurável: o
comportamento, uma posição que não obteve muita aceitação, na época.

3 Posicionamento filosófico
Ao definir o comportamento como objeto de estudo científico, fica implícito que ele

é um fenômeno ordenado, e que pode ser explicado por leis simples, podendo ser previsto
a partir das mesmas.

O que se percebe, com isso, é que o comportamento - caso se tenha os meios
necessários - pode ser controlado. Essa visão é conhecida como determinismo. No caso do
behaviorismo, o que determina o comportamento é, por um lado, a hereditariedade e, por
outro, o meio ambiente.

A principal diferença entre os primeiros behavioristas, como Watson, e aqueles que
seguiram as posições skinnerianas, está na tradição filosófica que cada grupo assume ao
definir o que consideram ser uma ciência. Skinner chamou os primeiros behavioristas de
behavioristas metodológicos, enquanto chamou a sua posição de Behaviorismo radical.

Dessa forma, ao pensarmos no behaviorismo, é importante identificarmos que,
embora todos se dediquem ao estudo do comportamento, existem dois tipos diferentes de
behaviorismo.

3.1 Behaviorismo metodológico
Para Watson, o behaviorismo devia seguir os seguintes postulados:

• O comportamento é composto por elementos, ou respostas, e pode ser analisado por
métodos científicos, naturais e objetivos.

3

• O comportamento é composto por secreções glandulares e movimentos musculares.

• Todo estímulo físico elicia uma resposta. Assim, todo comportamento segue um
determinismo causa-efeito.

• Os processos conscientes se existem, não podem ser estudados cientificamente e,
portanto, devem ser ignorados.

Imagine uma pessoa que diz que está comendo porque sente fome. Pense atentamente nessa
experiência, que, com certeza, você já passou inúmeras vezes e na sequência de eventos
envolvidos na mesma:

• Em primeiro lugar, pode-se dizer que há um período de privação de comida.

• Durante a privação, os processos fisiológicos do corpo começam, a partir de um
determinado limiar, a despertar uma sensação de fome.

• Ao se deparar com essa sensação, você vai direto para sua geladeira, procura algum
alimento de sua preferência e o come.

O primeiro e o terceiro momentos são objetivamente observáveis, enquanto o segundo
não. É comum que as pessoas tratem o fato 2, a sensação de fome, como a causa do fato
3, o comportamento de comer. Para essa corrente do Behaviorismo, esse pensamento é
um mentalismo ingênuo, porque, se a fome é resultado da privação de comida, pode-se
desconsiderar a causa mental, a sensação, e preocupar-se somente com os fatos naturais,
facilmente mensuráveis.

É importante registrar aqui que o behaviorismo metodológico não nega a existência
da mente, mas sim a sua cientificidade, afirmando, dessa forma, não ser possível o estudo
dos eventos mentais.

3.2 Behaviorismo radical
O behaviorismo radical pode ser considerado uma filosofia da ciência do comporta-

mento humano que busca compreender questões humanas - como comportamento, cultura,
e outros - dentro do modelo de aprendizagem por consequências, e rejeita o uso de variáveis
não físicas.

Um behaviorista radical defende que as diferentes explicações sobre o comporta-
mento humano deveriam ser estabelecidas com base em evidências refutáveis, e não em
especulações abstratas. O behaviorismo radical foi concebido em experimentos realizados
sob o rigor da produção de conhecimento científico. Desenvolvido dentro de um laboratório,
em condições controladas, é um método passível de replicação.

Entretanto, o behaviorismo radical não nega veemente a possibilidade da auto-
observação, apenas questiona a natureza do que está sendo observado.

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3.2.1 Comportamento e ambiente

Skinner propõe a existência de dois tipos de relações entre o comportamento e o
ambiente:

• Consequências seletivas que ocorrem após o comportamento e modificam a probabili-
dade futura de ocorrerem comportamentos equivalentes, isto é, da mesma classe.

• Contextos que estabelecem a ocasião para o comportamento ser afetado por suas
consequências (e que, portanto, ocorreriam antes do comportamento e que igualmente
afetariam a probabilidade desse comportamento).

Essas duas formas de interações são denominadas contingências, sendo conceitos de extrema
importância para a análise comportamental proposta por Skinner.

4 Tipos de evento
As duas classes mais amplas de eventos de interesse da análise do comportamento

são as classes de eventos ambientais e comportamentais.