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1 UCM – Faculdade de Educação e Comunicação Cálculo Financeiro II Discente: Vicente Vasco Vicente Docente: Héuler Caetano, MBA Licenciatura em contabilidade e Auditoria – 2.o ano, II semestre - Laboral Nampula, Agosto 2018 RENDAS PERPÉTUAS Neste ensaio falar-se-á sobre um dos tipos de renda que na classificação desta é denominado como o período de vigência, que são as rendas perpétuas. Para uma melhor compreensão do tema aconselha-se que se tenha noção básica sobre as rendas, uma vez que os conceitos relacionados a renda assim como as características desta, não serão apresentados neste ensaio. O objectivo deste ensaio é fornecer aos leitores uma fonte de conhecimento sucinta e reflexão crítica especificamente a renda perpétua. Sem deixar de lado a pesquisa bibliográfica que serviu como um instrumento de pesquisa e consulta de diversas obras dos conteúdos relacionados ao tema. Deste modo prossegue-se de que as rendas perpétuas, também designada infinita para Laureano e Santos (2011), é uma renda cujo número de prestações é infinito, ou seja, se o número de termo da renda for ilimitada chamamos a este de uma renda perpétua. Podemos ter um exemplo, no caso de um individuo que esta em boas condições financeiras e deixa como herança ao seu filho o rendimento mensal perpetuo de um capital aplicado em uma instituição financeira. Por outro lado, Matias (2013) afirma que quando se diz que o número de termos é ou pode ser considerado ilimitado, isso não significa obrigatoriamente que “n” seja ilimitado. Apenas significa que “n” é suficientemente elevado para que possa assumir a renda como sendo perpétua, ou seja, pelo fato de se indicar ∞ em vez de “n” pretende apenas simbolizar que se trata de uma renda perpetua, reforçado com indicação de reticencias, quer no lado dos capitais, quer no lado do tempo e da seta no próprio eixo. A representação da reta esta logo abaixo. Apesar das diversas categoria de rendas, como aponta Morgadinho (2007), que podem considerar-se, pelo menos teoricamente, rendas constantes e variáveis, imediatas e diferidas, com termos normas e antecipadas, aqui iremos ocupar-nos falando das rendas perpétuas de termos constantes, que oferece maior interesse prático do trabalho. Primeiro o valor actual de uma renda perpetua é denotada pela notação a∞ em que: de facto como sabemos, o valor atual de um capital depende de dois factores: a taxa “i” e o período “n” que esse capital é actualizado. Considere o seguinte exemplo: O Vasco, residente em Pemba, foi estudar para Nampula, para a universidade, onde pensa ficar a trabalhar e a residir apos a conclusão do curso. Os pais ponderaram duas hipóteses para a instalação do Vasco em Nampula. A primeira opção é arrendar um apartamento, e o outro comprar o apartamento. A renda a pagar é de 1500,00 MT por mês, a pagar no inicio de cada a∞ = 𝑡 ∗ 1− 1+𝑖 ∞ 𝑖 = 𝑡 ∗ 1 𝑖 𝑜𝑢 𝑡 𝑖 2 UCM – Faculdade de Educação e Comunicação Cálculo Financeiro II Discente: Vicente Vasco Vicente Docente: Héuler Caetano, MBA Licenciatura em contabilidade e Auditoria – 2.o ano, II semestre - Laboral Nampula, Agosto 2018 mês. O valor do imóvel é de 129800,00 MT, com uma taxa de 5% ao ano. A partir deste exemplo não só saberemos como calcular o valor atual de uma renda perpétua como também, saberemos dentre certas escolhas qual opção é a melhor. Numa renda perpetua a duração do pagamento de rendas ou o numero de pagamentos não é referido, visto que se trata de uma prestação ilimitada. Ainda assim, como as prestações são mensais, teremos que calcular a taxa efectiva mensal, deste modo prossegue-se aos cálculos: Taxa: 𝑖m = 1 + 0,05 1/12−1 = 0,4074%, pode-se, agora, calcular o valor actual desta prestação: Valor actual 𝑡 𝑖 = 1500,00 0,004074 = 368.188,51. Como pudemos ver, a solução de arrendamento é menos vantajosa para o Vasco, sabendo que para aquisição deste imóvel é de 129.800,00. Que conselho darias aos pais do Vasco? Obviamente que seria a compra do imóvel estimado em 129.800,00. Alguns autores como Matias (2013), da uma nota a respeito do tratamento das rendas perpétuas, o autor antecipa de que nas rendas perpétuas, apenas faz sentido falar do seu valor actual, e nunca do seu valor acumulado, o que significa, se o numero de termos tende para infinito, não é possível referenciar no tempo o fim do ultimo período da renda, e logo, carece de significado o valor acumulado da renda. E numa renda perpétua, inteira, imediata, de termos normais e constantes pode representar-se numa reta do seguinte modo: t t t … … 0 1 2 3 … … ∞ Na sequência do que foi dito anteriormente, deve perceber-se que o fato de se indicar ∞ em vez de “n” pretende apenas simbolizar que se trata de uma renda perpétua, reforçado com indicação de reticências, quer no lado dos capitais, quer no lado do tempo e da seta no próprio eixo. Ainda Matias (2013) refere que na soma dos valores de todos os termos de uma renda perpétua, inteira, imediata, de termos normais e constantes, pode ser graficamente representado do seguinte modo: t t t … … 0 1 2 3 … … ∞ A∞ 3 UCM – Faculdade de Educação e Comunicação Cálculo Financeiro II Discente: Vicente Vasco Vicente Docente: Héuler Caetano, MBA Licenciatura em contabilidade e Auditoria – 2.o ano, II semestre - Laboral Nampula, Agosto 2018 Assim, considerando que 𝑛 → ∞, vem An = t.ani = t 1− 1+𝑖 −∞ 𝑖 como (1+i) -∞ → 0; vem A∞ = t. 1 𝑖 Pode-se então dizer que o fator de actualizacao de uma renda perpétua, inteira, imediata, de termos unitários e normais. Reporta o valor a origem da renda é dada por 𝑎∞ = 1 𝑖 . É de concluir que, numa renda perpetua a que considerar certos aspectos: que o número de prestações é infinita, e também o período de tempo é indeterminado, o que leva numas das partes que fazem o acordo estar em desvantagem, como vimos no caso do Vasco. Mais se analisarmos profundamente nota-se que apesar do Vasco sair em desvantagem a outra parte sai vantajoso, certamente a vantagem e desvantagem desta renda depende da posição analítica que estamos assentados, se focarmo-nos no Vasco nota-se uma desvantagem enquanto a outra parte sai vantajoso. Para além deste exemplo dado na abordagem acima falou-se sobre construção de retas que representam as renda perpetuas e também uma das coisas que tratou-se e surge aqui como nota também é de que nas rendas perpetuas não é calculado o valor acumulado desta renda e só pra finalizar de que o tema em questão esta sucintamente exposto o que pode não constar certas informações que aprofundam ainda mais o tema. Referências bibliográficas Laureano, R. M. S. e Santos, L. L. (2011). Fundamentos dos Cálculo financeiro (2ª. ed.). Lisboa, Portugal: Silabo. Matias, R. (2013). Cálculo financeiro. Teoria e prática. (4ª. ed.). Lisboa, Portugal: Editora Escolar. Morgadinho, S. (2007). Cálculo Financeiro e Noções de Estatística – Curso de Formação em Gestão. Maputo, Moçambique: Texto Editores.