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Questões resolvidas

Segundo Luiz Antônio Cunha, o dualismo do sistema de educação brasileiro vem sendo considerado um obstáculo ao seu desenvolvimento porque
(A) esta questão não tem sido reconhecida como objetivo de políticas educacionais.
(B) inexiste a preocupação dos governantes em relação à resolução deste problema.
(C) persiste a resistência daqueles que se beneficiam do sistema vigente, até hoje.
(D) as políticas educacionais não se propõem a organizar a gestão democrática nas escolas.
(E) inexistem projetos educacionais que tenham como objetivo o acesso da população à escola pública.

Historicamente, o ensino obrigatório ficava restrito ao período necessário ao domínio da habilidade de ler, escrever e contar. A partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional − LDB (no 9.394/96), observa-se um alargamento nesta concepção, constituindo a Educação Básica em:
(A) pré-escola – ensino fundamental – ensino superior.
(B) ensino fundamental – ensino médio – ensino superior.
(C) pré-escola – ensino fundamental – educação de jovens e adultos.
(D) educação infantil – ensino fundamental – ensino médio.
(E) educação especial – educação infantil – educação de jovens e adultos.

Segundo Maria Teresa Mantoan, a adesão à inclusão exige dos educadores a compreensão de que os alunos são diferentes uns dos outros e que os ambientes inclusivos devem concorrer para estimular os alunos, em geral, a se comportarem
(A) disciplinadamente, para que se possa desenvolver atividades iguais para todos os alunos.
(B) naturalmente, para que o professor possa atender individualmente todas as dificuldades dos alunos.
(C) passivamente, para que o professor possa desenvolver seu planejamento de aula.
(D) espontaneamente, diante das dificuldades cognitivas, sem a preocupação constante de produção de conhecimento.
(E) ativamente, diante dos desafios do meio escolar, abandonando os estereótipos, os condicionamentos, as dependências.

Para Paulo Freire, ensinar é desafiar os educandos a que pensem sua prática, a partir da prática social, e com eles (os educandos), em busca dessa compreensão, estudar rigorosamente
(A) os parâmetros curriculares nacionais.
(B) a teoria da prática.
(C) os conteúdos do núcleo comum dos currículos das escolas.
(D) a metodologia dos conteúdos.
(E) a dinâmica do mercado de trabalho.

Segundo José Carlos Libâneo, a primeira condição para se realizar um planejamento é saber com segurança a
(A) grade de conteúdos que se irá ensinar aos alunos.
(B) metodologia de trabalho a ser adotada em sala de aula.
(C) organização disciplinar de cada série e o perfil dos professores.
(D) direção que queremos dar ao processo educativo na nossa sociedade.
(E) noção do que é plano, planejamento, programa e projeto e suas etapas.

Na verdade, esses professores, ao resistirem a uma mudança que não corresponda às suas condições materiais de trabalho, acabam definindo, dentro de um espaço fora do controle do Estado – a sala de aula – o que se deve ensinar.
Segundo João Baptista Bastos, o plano prioritário da escola é o de gestão; no entanto, as condições materiais desumanas do trabalho escolar podem gerar
(A) não só o conformismo, mas também sentimento de impotência dos educadores.
(B) contraditoriamente, a construção de um projeto pedagógico adequado à realidade dos alunos.
(C) um trabalho coletivo, mas corporativista pois consegue envolver somente parte dos professores.
(D) principalmente, um projeto pedagógico de má qualidade pela falta de competitividade.
(E) o descompromisso de professores com baixa capacidade técnica de ensinar.

A valorização dos profissionais da educação, através da garantia de "aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive com licenciamento periódico remunerado para este fim"; de "período reservado a estudos, planejamento e avaliação, incluído na carga de trabalho", bem como de "condições adequadas de trabalho", dentre outros aspectos, está prevista
(A) na Constituição Federal/1988.
(B) na Constituição Estadual de Sergipe.
(C) na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - no 9.394/96).
(D) na Emenda Constitucional no 14/96.
(E) no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“Algumas vezes se abandona a escala de 6 a 10 ou de A a E ou deixa-se de utilizar conceitos como ‘ótimo’, ‘bom’ ou ‘regular’ onde o contexto escolar adquire um certo grau de liberdade, mas os processos pedagógicos continuam vinculados a um produto previamente determinado.” O texto acima de Maria Teresa Esteban faz referência às muitas das propostas atuais de avaliação que mantêm o estabelecimento de parâmetros com os quais as respostas dos alunos devem ser comparados
(A) para se desenvolver uma avaliação emancipatória.
(B) e não rompem com a prática de avaliação classificatória.
(C) visando a realização de uma avaliação diagnóstica.
(D) visando uma aprendizagem significativa, a partir do erro construtivo.
(E) e organizadas de forma a oferecer a ideia exata do rendimento dos alunos.

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Questões resolvidas

Segundo Luiz Antônio Cunha, o dualismo do sistema de educação brasileiro vem sendo considerado um obstáculo ao seu desenvolvimento porque
(A) esta questão não tem sido reconhecida como objetivo de políticas educacionais.
(B) inexiste a preocupação dos governantes em relação à resolução deste problema.
(C) persiste a resistência daqueles que se beneficiam do sistema vigente, até hoje.
(D) as políticas educacionais não se propõem a organizar a gestão democrática nas escolas.
(E) inexistem projetos educacionais que tenham como objetivo o acesso da população à escola pública.

Historicamente, o ensino obrigatório ficava restrito ao período necessário ao domínio da habilidade de ler, escrever e contar. A partir da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional − LDB (no 9.394/96), observa-se um alargamento nesta concepção, constituindo a Educação Básica em:
(A) pré-escola – ensino fundamental – ensino superior.
(B) ensino fundamental – ensino médio – ensino superior.
(C) pré-escola – ensino fundamental – educação de jovens e adultos.
(D) educação infantil – ensino fundamental – ensino médio.
(E) educação especial – educação infantil – educação de jovens e adultos.

Segundo Maria Teresa Mantoan, a adesão à inclusão exige dos educadores a compreensão de que os alunos são diferentes uns dos outros e que os ambientes inclusivos devem concorrer para estimular os alunos, em geral, a se comportarem
(A) disciplinadamente, para que se possa desenvolver atividades iguais para todos os alunos.
(B) naturalmente, para que o professor possa atender individualmente todas as dificuldades dos alunos.
(C) passivamente, para que o professor possa desenvolver seu planejamento de aula.
(D) espontaneamente, diante das dificuldades cognitivas, sem a preocupação constante de produção de conhecimento.
(E) ativamente, diante dos desafios do meio escolar, abandonando os estereótipos, os condicionamentos, as dependências.

Para Paulo Freire, ensinar é desafiar os educandos a que pensem sua prática, a partir da prática social, e com eles (os educandos), em busca dessa compreensão, estudar rigorosamente
(A) os parâmetros curriculares nacionais.
(B) a teoria da prática.
(C) os conteúdos do núcleo comum dos currículos das escolas.
(D) a metodologia dos conteúdos.
(E) a dinâmica do mercado de trabalho.

Segundo José Carlos Libâneo, a primeira condição para se realizar um planejamento é saber com segurança a
(A) grade de conteúdos que se irá ensinar aos alunos.
(B) metodologia de trabalho a ser adotada em sala de aula.
(C) organização disciplinar de cada série e o perfil dos professores.
(D) direção que queremos dar ao processo educativo na nossa sociedade.
(E) noção do que é plano, planejamento, programa e projeto e suas etapas.

Na verdade, esses professores, ao resistirem a uma mudança que não corresponda às suas condições materiais de trabalho, acabam definindo, dentro de um espaço fora do controle do Estado – a sala de aula – o que se deve ensinar.
Segundo João Baptista Bastos, o plano prioritário da escola é o de gestão; no entanto, as condições materiais desumanas do trabalho escolar podem gerar
(A) não só o conformismo, mas também sentimento de impotência dos educadores.
(B) contraditoriamente, a construção de um projeto pedagógico adequado à realidade dos alunos.
(C) um trabalho coletivo, mas corporativista pois consegue envolver somente parte dos professores.
(D) principalmente, um projeto pedagógico de má qualidade pela falta de competitividade.
(E) o descompromisso de professores com baixa capacidade técnica de ensinar.

A valorização dos profissionais da educação, através da garantia de "aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive com licenciamento periódico remunerado para este fim"; de "período reservado a estudos, planejamento e avaliação, incluído na carga de trabalho", bem como de "condições adequadas de trabalho", dentre outros aspectos, está prevista
(A) na Constituição Federal/1988.
(B) na Constituição Estadual de Sergipe.
(C) na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - no 9.394/96).
(D) na Emenda Constitucional no 14/96.
(E) no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“Algumas vezes se abandona a escala de 6 a 10 ou de A a E ou deixa-se de utilizar conceitos como ‘ótimo’, ‘bom’ ou ‘regular’ onde o contexto escolar adquire um certo grau de liberdade, mas os processos pedagógicos continuam vinculados a um produto previamente determinado.” O texto acima de Maria Teresa Esteban faz referência às muitas das propostas atuais de avaliação que mantêm o estabelecimento de parâmetros com os quais as respostas dos alunos devem ser comparados
(A) para se desenvolver uma avaliação emancipatória.
(B) e não rompem com a prática de avaliação classificatória.
(C) visando a realização de uma avaliação diagnóstica.
(D) visando uma aprendizagem significativa, a partir do erro construtivo.
(E) e organizadas de forma a oferecer a ideia exata do rendimento dos alunos.

Prévia do material em texto

ESTADO DE SERGIPE
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO (SEED)
Concurso Público para Provimento de Cargo de
Professor de 5a a 8a Séries do Ensino Fundamental e Ensino Médio
Filosofia – S18
P R O V A
Conhecimentos Básicos
Conhecimentos Específicos
I N S T R U Ç Õ E S
- Verifique se este caderno:
• corresponde a sua opção de cargo.
• contém 50 questões, numeradas de 1 a 50.
Caso contrário, reclame ao fiscal da sala um outro caderno.
Não serão aceitas reclamações posteriores.
- Para cada questão existe apenas UMA resposta certa.
- Você deve ler cuidadosamente cada uma das questões e escolher a resposta certa.
- Essa resposta deve ser marcada na FOLHA DE RESPOSTAS que você recebeu.
VOCÊ DEVE:
- procurar, na FOLHA DE RESPOSTAS, o número da questão que você está respondendo.
- verificar no caderno de prova qual a letra (A, B, C, D, E) da resposta que você escolheu.
- marcar essa letra na FOLHA DE RESPOSTAS, fazendo um traço bem forte no quadrinho que aparece abaixo
dessa letra.
ATENÇÃO
- Marque as respostas primeiro a lápis e depois cubra com caneta esferográfica de tinta preta.
- Marque apenas uma letra para cada questão, mais de uma letra assinalada implicará anulação dessa questão.
- Responda a todas as questões.
- Não será permitida qualquer espécie de consulta, nem o uso de máquina calculadora.
- Você terá 4 horas para responder a todas as questões e preencher a Folha de Respostas.
- Devolva este caderno de prova ao aplicador, juntamente com sua Folha de Respostas.
- Proibida a divulgação ou impressão parcial ou total da presente prova. Direitos Reservados.
FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS
Dezembro/2003
____________________________________________________
 Opcao de Cargo S18, Tipo 1
 0000000000000000
 00001−001−001
Nº de Inscrição
 MODELO
27/11/03 - 08:35
2 SESEP-SE-C.Basicos-4
CONHECIMENTOS BÁSICOS
1. Segundo Luiz Antônio Cunha, o dualismo do sistema de
educação brasileiro vem sendo considerado um obstáculo
ao seu desenvolvimento porque
(A) esta questão não tem sido reconhecida como
objetivo de políticas educacionais.
(B) inexiste a preocupação dos governantes em relação
à resolução deste problema.
(C)) persiste a resistência daqueles que se beneficiam do
sistema vigente, até hoje.
(D) as políticas educacionais não se propõem a
organizar a gestão democrática nas escolas.
(E) inexistem projetos educacionais que tenham como
objetivo o acesso da população à escola pública.
_________________________________________________________
2. A escola tem por função preparar os indivíduos para o
desempenho de papéis sociais, de acordo com aptidões
individuais. Para isso, os indivíduos precisam aprender a
adaptar-se aos valores e às normas vigentes na
sociedade de classes, através do desenvolvimento da
cultura individual. A ênfase no aspecto cultural esconde a
realidade das diferenças de classe, pois, embora difunda a
idéia de igualdade de oportunidade não leva em conta a
desigualdade de condições.
A educação e a escola a que se refere o texto acima
representam concepções e tendências da Educação no
Brasil da pedagogia
(A)) liberal.
(B) construtivista.
(C) progressista libertária.
(D) progressista libertadora.
(E) crítico-social dos conteúdos.
_________________________________________________________
3. Historicamente, o ensino obrigatório ficava restrito ao
período necessário ao domínio da habilidade de ler,
escrever e contar. A partir da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional − LDB (no 9.394/96), observa-se um
alargamento nesta concepção, constituindo a Educação
Básica em:
(A) pré-escola – ensino fundamental – ensino superior.
(B) ensino fundamental – ensino médio – ensino
superior.
(C) pré-escola – ensino fundamental – educação de
jovens e adultos.
(D)) educação infantil – ensino fundamental – ensino
médio.
(E) educação especial – educação infantil – educação
de jovens e adultos.
4. Segundo Maria Teresa Mantoan, a adesão à inclusão
exige dos educadores a compreensão de que os alunos
são diferentes uns dos outros e que os ambientes
inclusivos devem concorrer para estimular os alunos, em
geral, a se comportarem
(A) disciplinadamente, para que se possa desenvolver
atividades iguais para todos os alunos.
(B) naturalmente, para que o professor possa atender
individualmente todas as dificuldades dos alunos.
(C) passivamente, para que o professor possa desen-
volver seu planejamento de aula.
(D) espontaneamente, diante das dificuldades cogni-
tivas, sem a preocupação constante de produção de
conhecimento.
(E)) ativamente, diante dos desafios do meio escolar,
abandonando os estereótipos, os condicionamentos,
as dependências.
_________________________________________________________
5. Para Paulo Freire, ensinar é desafiar os educandos a que
pensem sua prática, a partir da prática social, e com eles
(os educandos), em busca dessa compreensão, estudar
rigorosamente
(A) os parâmetros curriculares nacionais.
(B)) a teoria da prática.
(C) os conteúdos do núcleo comum dos currículos das
escolas.
(D) a metodologia dos conteúdos.
(E) a dinâmica do mercado de trabalho.
_________________________________________________________
6. Segundo José Carlos Libâneo, a primeira condição para
se realizar um planejamento é saber com segurança a
(A) grade de conteúdos que se irá ensinar aos alunos.
(B) metodologia de trabalho a ser adotada em sala de
aula.
(C) organização disciplinar de cada série e o perfil dos
professores.
(D)) direção que queremos dar ao processo educativo na
nossa sociedade.
(E) noção do que é plano, planejamento, programa e
projeto e suas etapas.
_________________________________________________________
7. Na verdade, esses professores, ao resistirem a uma
mudança que não corresponda às suas condições
materiais de trabalho, acabam definindo, dentro de um
espaço fora do controle do Estado – a sala de aula – o
que se deve ensinar.
Segundo João Baptista Bastos, o plano prioritário da
escola é o de gestão; no entanto, as condições materiais
desumanas do trabalho escolar podem gerar
(A)) não só o conformismo, mas também sentimento de
impotência dos educadores.
(B) contraditoriamente, a construção de um projeto
pedagógico adequado à realidade dos alunos.
(C) um trabalho coletivo, mas corporativista pois
consegue envolver somente parte dos professores.
(D) principalmente, um projeto pedagógico de má quali-
dade pela falta de competitividade.
(E) o descompromisso de professores com baixa capa-
cidade técnica de ensinar.
 MODELO − Opcao de Cargo S18, Tipo 1
27/11/03 - 08:35
SESEP-SE-C.Basicos-4 3
8. A valorização dos profissionais da educação, através da
garantia de "aperfeiçoamento profissional continuado,
inclusive com licenciamento periódico remunerado para
este fim"; de "período reservado a estudos, planejamento
e avaliação, incluído na carga de trabalho", bem como de
"condições adequadas de trabalho", dentre outros
aspectos, está prevista
(A) na Constituição Federal/1988.
(B) na Constituição Estadual de Sergipe.
(C)) na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(LDB - no 9.394/96).
(D) na Emenda Constitucional no 14/96.
(E) no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
_________________________________________________________
9. “Algumas vezes se abandona a escala de 6 a 10 ou de A
a E ou deixa-se de utilizar conceitos como ‘ótimo’, ‘bom’
ou ‘regular’ onde o contexto escolar adquire um certo grau
de liberdade, mas os processos pedagógicos continuam
vinculados a um produto previamente determinado.”
O texto acima de Maria Teresa Esteban faz referência às
muitas das propostas atuais de avaliação que mantêm o
estabelecimento de parâmetros com os quais as respostas
dos alunos devem ser comparados
(A) para se desenvolver uma avaliação emancipatória.(B)) e não rompem com a prática de avaliação classifica-
tória.
(C) visando a realização de uma avaliação diagnóstica.
(D) visando uma aprendizagem significativa, a partir do
erro construtivo.
(E) e organizadas de forma a oferecer a idéia exata do
rendimento dos alunos.
_________________________________________________________
10. De acordo com o artigo 56 do Estatuto da Criança e do
Adolescente (Lei n° 8.069/90), serão obrigatoriamente
comunicados ao Conselho Tutelar os casos de:
I. problemas indisciplinares.
II. casos de doenças contagiosas.
III. maus tratos envolvendo alunos.
IV. reiteração de faltas injustificadas e de evasão
escolar, esgotados os recursos escolares.
São corretas, APENAS
(A) I e II
(B) I e III
(C) II e III
(D) II e IV
(E)) III e IV
Atenção: As questões de números 11 a 15 baseiam-se no
texto apresentado abaixo.
O Brasil é, sem favor, a maior reserva folclórica do
mundo. O Nordeste, em particular, tem sido uma imensa casa-
grande, em torno da qual o povo inventa e conta estórias. Tem
cabido ao povo nordestino a guarda dos acervos, que se
mostram nos espaços das ruas e das praças, nos mercados e
nas feiras, no Natal, no São João ou no carnaval, na quaresma
e na aleluia - lugares e ocasiões em que o povo veste sua alma
de festa e de arte e professa, entre cantos, danças, gestos, a
sua sobrevivência.
Há, em meio ao repertório folclórico conhecido, insofis-
máveis provas da concepção que o povo brasileiro tem do
mundo e da vida. Há, também, protestos óbvios, diretos, duros.
Há, predominantemente, uma herança catequética que percorre
os contos, os provérbios, os autos e folguedos, as crendices e
superstições, as quadrinhas e a literatura de cordel - variadas
formas da literatura popular reconhecida pelos letrados e
eruditos. Um repertório que é capaz de afirmar um tipo de vida
severina, pelo modelo do poema de João Cabral de Melo Neto,
ou manter quase intactos gestas e dramas que colocam em
oposição cristãos e mouros, religiosos e infiéis.
Vigoram ainda nas escolas as quatro características
básicas do fato folclórico, fixadas por Luiz da Câmara Cascudo:
antigüidade, persistência, anonimato e oralidade. Tais
características colidem com a definição de João Ribeiro, de que
o folclore é a concepção do mundo e da vida de um povo. Tudo
tem uma autoria. Nas comunidades convivem na mesma
importância os que puxam os versos, juntamente com os que
sustentam o refrão, repetindo-os. No uso, aquilo que nasceu da
individualidade passa a pertencer a muitos. A colegialidade,
então, passa a ser, também, característica do popular. Por fim,
a expressividade do fato cultural do povo, que engloba a
mensagem e a linguagem que lhe vale de suporte, adquire,
igualmente, feição de característica, por conta do conjunto de
expressões que facilitam a aceitação e a sobrevivência do que
é produzido.
(Adaptado de Luiz Antonio Barreto. Um novo entendimento do
folclore. Aracaju: Sociedade Editorial de Sergipe, 1994,
p. 27-41)
11. A coesão do 2o parágrafo do texto mantém-se, espe-
cialmente,
(A) por afirmações opostas quanto ao sentido e quanto
à sua organização sintática.
(B) pela seqüência cronológica dos fatos apresentados,
garantida pelos tempos verbais.
(C) pelo uso de conectivos que estabelecem a
subordinação coerente entre as orações.
(D)) pela repetição de frases de estrutura sintática
semelhante e significado coerente.
(E) pelo uso coloquial do vocabulário e da ordem direta
nas frases.
 Opcao de Cargo S18, Tipo 1 − MODELO
27/11/03 - 08:35
4 SESEP-SE-C.Basicos-4
12. ... fixadas por Luiz da Câmara Cascudo: antigüidade,
persistência, anonimato e oralidade. (início do 3o pará-
grafo)
Os dois pontos introduzem, considerando-se o contexto,
(A)) uma seqüência enumerativa.
(B) a restrição ao que se afirma anteriormente.
(C) interrupção intencional do pensamento.
(D) transcrição exata de palavras de outro autor.
(E) uma repetição desnecessária.
_________________________________________________________
13. Tais características colidem com a definição de João
Ribeiro. (início do 3o parágrafo)
Emprega-se um sinônimo do verbo grifado na frase acima
em:
(A) apóiam-se na ...
(B) acrescentam à ...
(C)) chocam-se com a ...
(D) confirmam a ...
(E) combinam com a ...
_________________________________________________________
14. ... e professa, entre cantos, danças, gestos, a sua
sobrevivência. (final do 1o parágrafo)
A mesma regência exigida pelo verbo grifado na frase
acima se encontra em:
(A) O Nordeste, em particular, tem sido uma imensa
casa-grande ...
(B)) ... que facilitam a aceitação e a sobrevivência ...
(C) Tem cabido ao povo nordestino a guarda dos
acervos.
(D) Vigoram ainda nas escolas as quatro caracterís-
ticas...
(E) .... ou manter quase intactos gestas e dramas.
15. Há palavras escritas de modo INCORRETO na frase:
(A) A alegria contagiante do povo nordestino explode
nas festas populares, especialmente as que
homenageiam São João.
(B) Uma análise das manifestações populares não pode
deixar de destacar a imensa criatividade dos
declamadores nas feiras e mercados.
(C) É prodigiosa a capacidade de memorização dos
poetas populares e a facilidade de desfiar versos
harmoniosos em seus improvisos.
(D) O povo iletrado assimilou em sua memória coletiva
os fatos folclóricos trazidos pelos colonizadores e
cristalizados na literatura de cordel.
(E)) As condições de vida do povo nordestino permitiram-
lhe ser alegre e expontâneo, gosando da alegria de
suas festas regionais.
_________________________________________________________
16. Acaju − Estas árvores são muito grandes, e formosas,
perdem a folha em seus tempos, e a flor se dá nos cachos
que fazem umas pontas como dedos, e nas ditas pontas
nasce uma flor vermelha de bom cheiro, e após ela nasce
uma castanha, e da castanha nasce um pomo do tamanho
de um repinaldo, ou maçã camoeza; é fruta muito
formosa, e são alguns amarelos, e outros vermelhos, e
tudo é sumo: são bons para a calma, refrescam muito, e o
sumo põe nódoa em pano branco que não se tira senão
quando se acaba.
É correto afirmar-se que o trecho acima pertence
(A)) à literatura informativa sobre a nova terra, cujos
autores tentavam descrever para os que permane-
ciam no reino as novidades encontradas aqui.
(B) ao barroco, pelo uso de uma linguagem rebuscada,
plena de figuras e de inversões, além de um
tratamento religioso conferido à natureza, como obra
de Deus.
(C) à época arcádica, em que se pregava a convivência
saudável e harmoniosa com a natureza, como fonte
de equilíbrio e sabedoria.
(D) ao romantismo, em vista de uma percepção idílica
da terra, valorizando seus aspectos mais originais,
em oposição aos valores trazidos da Europa.
(E) ao modernismo, por tratar-se de assunto cotidiano,
registrado em linguagem coloquial, direta e objetiva,
visando a clareza da informação.
 MODELO − Opcao de Cargo S18, Tipo 1
27/11/03 - 08:35
SESEP-SE-C.Basicos-4 5
17. Atualmente, a luta pela posse da terra em Sergipe, e em
várias regiões do Brasil, tem mobilizado diferentes setores
sociais, especialmente os ligados ao Movimento dos
Trabalhadores Sem Terra. Na história de Sergipe, os
problemas da terra estão intrinsecamente relacionados
aos mecanismos de exploração colonial, cuja
característica marcante foi
(A) a forma como se organizou a pecuária, desenvolvida
predominantemente para atender ao mercado
consumidor europeu.
(B) os conflitos entre os colonizadores para a obtenção
das melhores terras, visando a exploração de
produtos de subsistência, como o feijão e o algodão.
(C)) o alto grau de concentração fundiária tanto na
produção açucareira como na criação de gado.
(D) o tipo de sistema de distribuição das terras,
denominado sesmarias, que beneficiou, com
pequenos lotes, imigrantese trabalhadores livres.
(E) o predomínio do sistema minifundiário, onde eram
produzidos açúcar e bens de produtos intermediários
para abastecer o mercado interno.
_________________________________________________________
18. Analise as frases abaixo, procurando detectar as que
apresentam coerência de fatos e justificativas sobre a
transferência da capital de Sergipe de São Cristóvão para
Aracaju.
I. A cidade de São Cristóvão recebia grande
quantidade de migrantes de diferentes cidades do
interior de Sergipe e do Nordeste; isso provocou
reações da população desta cidade, que
pressionou a Câmara Municipal para votar a
transferência da capital para Aracaju.
II. A escolha de Aracaju como capital de Sergipe
estava diretamente relacionada, entre outros
fatores, à força econômica da região de
Cotinguaba, que tinha dificuldades de escoar seu
principal produto de exportação para o mercado
interno e externo.
III. Nas décadas de 1910 e 1920, os jornais "O Estado
de Sergipe" e o "Correio de Aracaju" exerceram
uma poderosa influência sobre a população de São
Cristóvão para que ela se manifestasse contra a
transferência da capital para Aracaju.
IV. A transferência da capital de Sergipe estava
inserida no contexto das transformações ocorridas
no país das quais, dentre outros aspectos,
destacaram-se os processos de modernização, de
industrialização e de urbanização.
As frases corretas são APENAS
(A) I e II
(B) I e III
(C) II e III
(D)) II e IV
(E) III e IV
19. Observe o gráfico.
32%
10%
4% 7%
10%
37%
Lavouras permanentes
Lavouras temporárias
Pastagens naturais
Pastagens plantadas
Matas
Não utilizadas
IBGE. Censo agropecuário 1995-1996
A observação do gráfico e seus conhecimentos sobre as
atividades rurais de Sergipe permitem afirmar que
(A) no estado, todas as terras agrícolas são
intensamente ocupadas.
(B) embora ocupando pequena área, as lavouras
permanentes têm alta produtividade.
(C) cerca de 1/3 das terras agrícolas do estado são
ocupadas por matas.
(D) as lavouras temporárias concentram-se no agreste e
ocupam cerca de 25% da área do estado.
(E)) mais da metade das terras agrícolas sergipanas
destinam-se à pecuária.
_________________________________________________________
20. Na festa de São Benedito, celebrada no dia de Reis, em
Lagarto, há dois folguedos: no 1o, são pretos, vestidos de
reis e de príncipes, que fazem a guarda de honra de três
rainhas; no 2o, são mulatas vestidas de branco e
enfeitadas com fitas que vão em procissão, dançando e
cantando música puramente brasileira.
As descrições identificam, respectivamente,
(A) Sambas e Folgança dos mouros.
(B)) Congadas e Taieiras.
(C) Batuques e Cavalo marinho.
(D) Espírito Santo e Bumba-meu-boi.
(E) Folgança dos marujos e Pastorinhas.
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
21. O mito é essencialmente uma narrativa (...) que não se
define apenas pelo tema ou objeto da narrativa, mas pelo
modo de narrar.
(M. Chaui)
O modo de narrar característico do pensamento mítico
pode ser corretamente definido como uma forma que
recorre
(A) à fantasia somente para descrever o sobrenatural.
(B)) ao mágico para descrever o mundo e o homem.
(C) à experimentação para explicar a natureza.
(D) à descrição para compreender o progresso histórico.
(E) à experimentação para descrever o mundo e a
história.
_________________________________________________________
22. A razão grega é a que de maneira positiva, refletida,
metódica, permite agir sobre os homens, não transformar
a natureza. Dentro de seus limites como em suas
inovações, é filha da cidade.
(J. P. Vernant)
A partir desse excerto de Vernant, é correto afirmar que
em sua visão:
(A) a expressão “milagre grego” descreve corretamente
a continuidade entre o pensamento mítico e o
surgimento da filosofia.
(B) o surgimento da filosofia permitiu aos gregos o
desenvolvimento de tecnologias que impulsionaram
seu desenvolvimento econômico.
(C)) o surgimento da filosofia é solidário da nova ordem
política das cidades gregas na qual o debate público
ocupa lugar central.
(D) a filosofia é a principal causa da urbanização
crescente das colônias gregas a partir do século
VII a.C.
(E) a democracia do mundo rural grego foi fruto do
embate das doutrinas filosóficas e políticas flores-
cidas a partir de Sócrates.
_________________________________________________________
23. A maior parte dos primeiros filósofos considerava como os
únicos princípios de todas as coisas os que são da
natureza da matéria. Aquilo de que todos os seres são
constituídos e de que primeiro são gerados e em que por
fim se dissolvem, tal é para eles o elemento, o princípio
dos seres; e por isso julgam que nada se cria nem se
destrói, como se tal natureza subsistisse para sempre.
(Aristóteles)
É correto afirmar que, no trecho acima, Aristóteles refe-
re-se:
(A) à cosmogonia de Hesíodo que, em seus poemas,
apresentou uma visão filosófica da natureza.
(B) às especulações dos sofistas, caracterizadas por
seu relativismo quanto ao conhecimento da natu-
reza.
(C) à perspectiva antropológica das reflexões socráticas
sobre o homem, a justiça e a virtude.
(D) à visão platônica de um mundo das idéias,
caracterizado pela existência de formas eternas.
(E)) à busca, por parte dos filósofos pré-socráticos, do
princípio gerador do devir e da permanência do
mundo.
24. Assim, pois, a virtude é um hábito de escolha, que se acha
no meio termo em relação a nós, determinada pela razão
e, como faria um sábio, eqüidistância entre dois vícios, um
por excesso, o outro por falta. (...) Por isso é também
grande e árdua a empresa a realizar-se: pois é grande
empresa encontrar o meio termo de cada coisa, como
achar o centro do círculo não é para qualquer um, mas
para quem sabe.
(Aristóteles)
A partir do trecho acima, pode-se afirmar corretamente
que, para Aristóteles, a virtude (excelência moral) é o meio
termo entre
(A) dois vícios: o mal absoluto e o bem supremo.
(B) duas faculdades complementares: o hábito e a
escolha.
(C) dois elementos conflitantes: a razão e o hábito.
(D)) dois extremos: o mal por excesso e o mal por falta.
(E) dois vícios: a falta de razão e o excesso de razão.
_________________________________________________________
25. Pois eu, Atenienses, devo essa reputação exclusiva-
mente a uma ciência. Qual vem a ser essa ciência? A que
é, talvez, a ciência humana. É provável que eu a possua
realmente, os mestres mencionados há pouco possuem,
quiçá, uma sobre-humana.
(Platão)
Esse trecho, retirado da Apologia de Sócrates, é uma
ilustração frisante:
(A)) do caráter antropológico da reflexão socrática.
(B) do ceticismo radical das especulações socráticas.
(C) da identidade entre o pensamento socrático e a
cosmologia de Tales.
(D) da continuidade entre sua doutrina e o pensamento
mítico.
(E) do surgimento da ciência experimental.
_________________________________________________________
26. Eis, com efeito, em que consiste o proceder corretamente
nos caminhos do amor ou por outro se deixar conduzir: em
começar do que aqui é belo e, em vista daquele belo,
subir sempre, como que servindo-se de degraus, de um só
para dois e de dois para todos os belos corpos, e dos
belos corpos para os belos ofícios, e dos ofícios para as
belas ciências até que das ciências acabe naquela
ciência, que nada mais é senão a do próprio belo, e
conheça enfim o que é em si belo.
O trecho acima transcrito pode ser corretamente
interpretado como um exemplo:
(A) das perspectivas essencialistas dominantes entre os
sofistas contemporâneos de Sócrates.
(B) do método de busca pela arkhé (princípio) caracte-
rístico dos pré-socráticos.
(C)) da dialética ascendente de Platão, que vai da
imagempara subir até a essência ou a idéia.
(D) da perspectiva indutiva e empirista que caracteriza
os escritos de Aristóteles.
(E) da perspectiva epicurista, que valoriza simulta-
neamente a alma e os sentidos.
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27. Tomamos inicialmente consciência da liberdade ou de seu
contrário em nosso relacionamento com outros, e não no
relacionamento com nós mesmos. Antes que se tornasse
um atributo do pensamento ou uma qualidade da vontade,
a liberdade era entendida como o estado do homem livre,
que o capacitava a se mover, a se afastar de casa, a sair
para o mundo e a se encontrar com outras pessoas em
palavras e ações (...). A liberdade necessitava também de
um espaço comum para encontrar a companhia de outros
homens.
(H. Arendt)
O conceito de liberdade acima descrito tem como
referência a noção
(A) kantiana de autonomia, como a lei que cada
indivíduo dá a si mesmo.
(B) hobbesiana de liberdade como ausência de
impedimento externo.
(C) cristã de liberdade como um atributo da alma.
(D)) antiga de liberdade como um atributo público e
político.
(E) moderna de liberdade como vitória da vontade sobre
o desejo.
_________________________________________________________
28. Que porém um público se esclareça a si mesmo é
perfeitamente possível; mais do que isso, se lhe for dada a
liberdade, é quase inevitável. Pois encontrar-se-ão sempre
alguns indivíduos capazes de pensamento próprio (...)
que, depois de terem sacudido de si mesmos o jugo da
menoridade, espalharão em redor de si o espírito de uma
avaliação racional do próprio valor e da vocação de cada
homem em pensar por si mesmo.
O texto acima transcrito pode ser corretamente
interpretado como um exemplo frisante:
(A) dos esforços tomistas de conciliação entre a razão e
a fé.
(B) da crítica pós-moderna ao racionalismo.
(C) das primeiras formulações do ceticismo grego.
(D) dos filósofos do período helenista.
(E)) do racionalismo iluminista.
_________________________________________________________
29. O que é a verdade, portanto? Um batalhão móvel de
metáforas, metonímias, antropomorfismos, enfim, uma so-
ma de relações humanas, que foram enfatizadas poética e
retoricamente, transpostas, enfeitadas, e que, após longo
uso, parecem a um povo sólidas, canônicas e obrigatórias;
as verdades são ilusões, das quais se esqueceu que o
são, metáforas que se tornaram gastas e sem força sen-
sível, moedas que perderam sua efígie e agora só entram
em consideração como metal, não mais como moedas.
O texto acima pode ser corretamente interpretado como
exemplo da crítica:
(A) marxista às formas burguesas de pensamento.
(B)) de Nietsche ao racionalismo iluminista.
(C) de Platão ao pensamento dos sofistas.
(D) iluminista ao pensamento medieval.
(E) de Agostinho aos filósofos pagãos.
30. Desde sempre o Iluminismo, no sentido mais abrangente
de um pensar que faz progressos, perseguiu o objetivo de
livrar os homens do medo e de fazer deles senhores. Mas,
completamente iluminada, a terra resplandece sob o sígno
do infortúnio triunfal. O programa do iluminismo era o de
livrar o mundo do feitiço. Sua pretensão, a de dissolver os
mitos e eliminar a imaginação, por meio do saber [...] O
entendimento, que venceu a superstição, deve ter voz de
comando sobre a natureza desenfeitiçada [...] O que os
homens querem aprender da natureza é como aplicá-la
para dominar completamente sobre ela e sobre os
homens.
A partir do trecho acima é correto afirmar que, para
Adorno e Horkheimer:
(A)) o desejo de dominação do homem sobre a natureza
aboliu o mito e a magia e instaurou a racionalidade
técnica e controladora.
(B) o Iluminismo propiciou simultaneamente um
progresso técnico e moral a partir da libertação das
superstições e dos mitos.
(C) a racionalidade moderna tende a, progressivamente,
libertar os homens do medo e da dominação.
(D) o infortúnio de nossa sociedade deve-se ao malogro
do ideal iluminista de pleno desenvolvimento da
razão.
(E) somente a contínua desmistificação da natureza
poderá nos livrar definitivamente da dominação do
homem sobre o homem.
_________________________________________________________
31. Verdade e falsidade podem ser predicados das propo-
sições, nunca dos argumentos. Do mesmo modo, proprie-
dades de validade ou invalidade só podem pertencer a
argumentos dedutivos, mas nunca a proposições.
(I. Copi)
A partir desse esclarecimento de Copi é correto afirmar
que:
(A) a conclusão de um argumento será necessariamente
um raciocínio inválido se as premissas forem falsas.
(B) se as premissas e a conclusão de um argumento
forem verdadeiras, a conclusão deve necessaria-
mente ser resultado de um raciocínio válido.
(C)) um argumento pode conter exclusivamente propo-
sições falsas e, apesar disso, seu raciocínio pode
ser válido.
(D) as premissas de um argumento podem ser todas
verdadeiras e sua conclusão válida, mas falsa.
(E) é possível determinar a verdade ou falsidade de uma
premissa analisando-se a validade do raciocínio.
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32. O conjunto das relações de produção (que corresponde ao
grau de desenvolvimento das forças produtivas materiais)
constitui a estrutura econômica da sociedade, a base
concreta sobre a qual se eleva uma superestrutura
jurídica e política à qual correspondem determinadas
formas de consciência social. O modo de reprodução de
vida material determina o desenvolvimento da vida social,
política e intelectual em geral. Não é a consciência dos
homens que determina seu ser; é seu ser social que,
inversamente, determina sua consciência.
É correto afirmar que o texto acima apresenta uma visão
característica:
(A) do jusnaturalismo dos séculos XVII e XVIII.
(B) do idealismo alemão do século XIX.
(C) da economia política liberal.
(D) do materialismo epicurista grego.
(E)) do materialismo histórico do século XIX.
_________________________________________________________
33. O fim da filosofia é o esclarecimento lógico dos
pensamentos.
A filosofia não é uma teoria, mas uma atividade. Uma obra
filosófica consiste essencialmente em elucidações.
O resultado da filosofia não são proposições filosóficas,
mas é tornar proposições claras.
Cumpre à filosofia tornar claros e delimitar precisamente
os pensamentos, antes como que turvos e indistintos.
(L. Wittgenstein)
A visão de filosofia acima expressa gerou uma corrente
significativa de trabalhos cuja característica fundamental é
(A) a fusão da filosofia com as ciências da natureza,
trazendo à primeira um estatuto científico.
(B)) a ênfase em estudos voltados para as linguagens,
analisando-as do ponto de vista da clareza dos
conceitos e da força dos argumentos.
(C) a separação entre as ciências e a metafísica, ficando
esta última como tarefa eminentemente filosófica.
(D) a ênfase na construção, por parte da filosofia, de
sistemas éticos, já que as proposições sobre a
natureza ficam ao encargo das ciências.
(E) o abandono de qualquer pretensão de esclareci-
mento conceitual nos campos tradicionais da ética e
da epistemologia.
34. A ciência não é um sistema de enunciados certos ou bem
estabelecidos, nem um sistema que avança
constantemente em direção a um estado final. Nossa
ciência não é um conhecimento (episteme): ela nunca
pode pretender haver atingido a verdade, ou mesmo um
substituto para ela, tal como a probabilidade [...] Embora
não possa atingir a verdade nem a probabilidade, o
esforço pelo conhecimento e a procura da verdade ainda
são os motivos mais fortes da descoberta científica. [...]
Somos sempre nós que formulamos as questões
propostas à natureza; somos nós que repetidas vezes
tentamos colocar essas questões para então obter um
nítido “sim” ou “não”.(K. Popper)
A partir do trecho acima é correto afirmar que, para
Popper, as teorias científicas
(A) são convenções úteis e modelos analógicos e não
têm, pois, valor ou pretensão de verdade.
(B) se caracterizam por um progresso acumulativo de
verdades provadas metodicamente.
(C) constituem modelos – ou paradigmas – cuja corres-
pondência com a realidade empírica não é possível
verificar.
(D)) enunciam conjecturas cujas implicações ou conse-
qüências são passíveis de testes e, eventualmente,
refutação.
(E) constituem um conjunto de hipótese verificadas e
aceitas como verdades históricas.
_________________________________________________________
35. O homem tem uma inclinação para associar-se porque se
sente mais como homem num tal estado pelo
desenvolvimento de suas disposições naturais. Mas ele
também tem uma forte tendência a separar-se, porque
encontra em si uma qualidade insociável que o leva a
querer conduzir tudo simplesmente em seu proveito,
esperando oposição de todos os lados [...] Esta oposição
é a que, despertando todas as forças do homem, o leva a
superar sua tendência à preguiça e, movido pela busca de
projeção, pela ânsia de dominação ou pela cobiça, a
proporcionar-se uma posição entre os companheiros que
ele não atura, mas dos quais não pode prescindir.
(Kant)
A partir do trecho citado, é correto afirmar que para Kant:
(A) tal como para Rousseau, a sociedade corrompe a
natureza boa e livre dos homens.
(B) o Estado significa a abdicação da liberdade natural e
o fim dos conflitos.
(C) a sociabilidade natural do homem é a responsável
pelo seu desenvolvimento histórico.
(D) a insociabilidade humana atrapalha o curso do
desenvolvimento histórico da espécie.
(E)) o antagonismo das disposições humanas é o
responsável por seu desenvolvimento.
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36. É característica do movimento que costumamos designar
por Renascimento a
(A) hostilidade completa em relação à filosofia clássica,
sobretudo a de Platão e Aristóteles.
(B)) clara busca pela separação entre fé e razão,
natureza e religião, política e Igreja.
(C) ênfase na autoridade das Sagradas Escrituras e na
filosofia cristã de modo geral.
(D) concepção hierárquica de universo e de ordem
política.
(E) crítica ao conhecimento produzido pelos órgãos dos
sentidos.
_________________________________________________________
37. Precisamos nos desfazer de todas as idéias, de todas as
crenças recebidas, ou seja, libertarmo-nos de todas as
tradições, de todas as autoridades, se quisermos alguma
vez reencontrar a pureza nativa da nossa razão, chegar à
certeza da verdade.
(A. Koyré)
É correto afirmar que, nessa passagem, Koyré se refere
(A) à necessidade que tem o cético de permanecer em
dúvida, por considerar impossível alcançar qualquer
certeza.
(B) à proposta de São Tomás de Aquino de integrar o
costume à razão para obter o conhecimento das
coisas.
(C)) ao momento em que Descartes precisou da dúvida
para se desfazer de idéias pré-concebidas e fundar
uma ciência inteiramente baseada na razão.
(D) à continuidade do projeto renascentista de domi-
nação da natureza que Bacon implementou no final
do século XVI.
(E) à origem da crítica da razão pura, promovida por
Kant em resposta ao racionalismo do século XVII.
_________________________________________________________
38. Essas longas cadeias de razões (...), de que os geômetras
costumam servir-se para chegar às suas mais difíceis
demonstrações, haviam-me dado ocasião de imaginar que
todas as coisas possíveis de cair sob o conhecimento dos
homens seguem-se umas às outras da mesma maneira, e
que, contanto que nos abstenhamos somente de aceitar
por verdadeira qualquer que não o seja, e que guardemos
sempre a ordem necessária para deduzi-las umas das ou-
tras, não pode haver quaisquer tão afastadas a que não se
chegue por fim, nem tão ocultas que não se descubram.
(Descartes)
É correto afirmar que, no trecho acima, Descartes defende
que
(A) não se pode obter o conhecimento da verdade.
(B) o método geométrico descreve a realidade física.
(C) o senso comum é o início de todo conhecimento
científico.
(D) o conhecimento deve partir das coisas mais com-
plexas para as mais simples.
(E)) a essência do pensamento matemático é a in-
venção de relações e de uma ordem entre as
relações.
39. É por isso necessário a um príncipe que deseje manter
seus domínios saber como praticar o mal, e fazer uso
disso ou não de acordo com a necessidade.
(Maquiavel)
A partir do trecho acima, pode-se afirmar corretamente
que, para Maquiavel, a virtude cívica é a
(A)) qualidade de flexibilidade moral que se exige de um
príncipe ou governante.
(B) capacidade de adquirir riqueza para o Estado.
(C) observação das quatro virtudes cardeais: tempe-
rança, justiça, coragem e sabedoria.
(D) capacidade de ser cruel e desse modo causar medo
aos adversários.
(E) a possibilidade de ser irracional, se necessário.
_________________________________________________________
40. Desta guerra de todos contra todos os homens também
isto é conseqüência: nada pode ser injusto. As noções de
bem e de mal, de justiça e de injustiça, não podem aí ter
lugar. Onde não há poder comum não há lei, e onde não
há lei não há injustiça.
(Hobbes)
Nesse trecho, retirado do Leviatã, Hobbes considera que:
(A) os valores morais são anteriores à existência das
leis civis.
(B) o bem e o mal são valores absolutos, mas deles não
depende a definição do justo e do injusto.
(C) naturalmente os homens tendem a criar o Estado e
as leis.
(D)) é o Estado que determina o sentido da lei.
(E) em nome do direito de propriedade os homens
exigem a instituição do Estado.
_________________________________________________________
41. ... devemos considerar em que estado todos os homens
se acham naturalmente, sendo este um estado de perfeita
liberdade para ordenar-lhes as ações e regular-lhes as
posses e pessoas conforme acharem conveniente, dentro
dos limites da lei de natureza, sem pedir permissão ou
depender da vontade de qualquer outro homem.
(Locke)
Nesse trecho, Locke define a liberdade como:
(A) licenciosidade, ou direito de fazer o que se quiser.
(B) agir de acordo com a lei civil.
(C) ausência de autoridade religiosa.
(D)) não estar sujeito ao arbítrio de ninguém.
(E) exercício da virtude moral.
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42. O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se a
ferros.
(Rousseau)
Qual das seguintes afirmações a respeito dessa célebre
frase, que abre o Contrato Social, NÃO PODE SER
ASSOCIADA ao pensamento de Rousseau?
(A) Rousseau considera que a desigualdade entre os
homens seja criada pela sociedade.
(B) Todo tipo de relação social implica subordinação.
(C) Rousseau faz uma crítica ao processo de civilização
do homem.
(D) Os homens são naturalmente livres porque nasce-
ram naturalmente iguais.
(E)) Os reis governam por direito divino.
_________________________________________________________
43. O sol não nascerá amanhã é uma proposição tão
inteligível e implica tanta contradição como o sol nascerá
amanhã. Seria inútil, portanto, toda tentativa de
demonstrar sua falsidade. Se fosse demonstrativamente
falsa, implicaria contradição e não poderia jamais ser
distintamente concebida pela mente.
(Hume)
No excerto acima, é correto dizer que, segundo Hume:
(A)) é impossível provar demonstrativamente um fato da
natureza.
(B) a afirmação o sol nascerá amanhã é científica.
(C) somos incapazes de imaginar o contrário de uma
questão de fato.
(D) algo pode ser verdadeiro e falso ao mesmo tempo.
(E) a matemática deve servir de método para o estudo
da natureza.
_________________________________________________________44. Até agora, diz Kant, a metafísica tem sido uma insensatez
dogmática. Tem sido a pretensão de conhecer aqueles
seres que, justamente, escapam de toda possibilidade
humana de conhecimento (...). Essa metafísica não é
possível.
(M. Chaui)
Costumou-se designar o pensamento de Kant de filosofia
crítica porque:
(A) é uma vertente do ceticismo grego.
(B) propõe que a filosofia seja somente uma crítica ao
dogmatismo.
(C)) estabelece limites à possibilidade de conhecimento
da razão.
(D) defende que não temos meios de conhecer nada.
(E) pretende conhecer os objetos centrais da metafísica:
Deus, alma, substância etc.
45. O que Comte procura sempre são leis invariáveis, de
acordo com o modelo da física e da matemática, paradig-
mas da ordem. Por isso, a história é pensada como uma
sucessão ordenada (...), e a sociedade será pensada
como uma totalidade orgânica dividida em segmentos ou
classes, que se relacionam de maneira estática.
(Franklin L. e Silva)
De acordo com o trecho acima, é FALSO afirmar que:
(A) A filosofia de Comte deve ser compreendida a partir
do êxito das ciências exatas e naturais.
(B)) O positivismo adota o conceito de luta de classes
para explicar as mudanças históricas.
(C) Ordem e progresso são noções centrais para a
compreensão do positivismo.
(D) A sociologia, ciência que estuda a sociedade, deve
procurar pelas leis que regem a conduta e as
relações humanas.
(E) Há, no positivismo, uma crença no processo evo-
lutivo da sociedade.
_________________________________________________________
46. A metáfora da relação entre senhor e escravo, entre quem
submete e quem é submetido, procura mostrar (....) como,
dialeticamente, os papéis acabam por se inverter, já que o
senhor também precisa ser reconhecido como tal pelo
escravo.
(D. Marcondes)
No trecho acima, é correto afirmar que o autor se refere:
(A)) a uma poderosa imagem utilizada por Hegel não só
para descrever o processo de constituição da
consciência, mas para exemplificar as conse-
qüências morais da relação de escravidão.
(B) ao pensamento de Heidegger, e sua investigação
filosófica dos conceitos relativos às modalidades
ônticas.
(C) à fenomenologia de Husserl, que tentou separar a
psicologia e filosofia, manter o privilégio do sujeito
do conhecimento e ampliar o conceito de fenômeno.
(D) a um dos principais artigos da Declaração dos
Direitos do Homem (1789).
(E) ao nascimento da sociologia, no final do século XIX,
como estudo das relações sociais.
_________________________________________________________
47. É hábito de nosso tempo nada desejar intensamente. O
ideal de caráter é não ter nenhum caráter marcante; aleijar
por compressão, como fazem os chineses com os pés das
mulheres, toda parte da natureza humana que projete uma
saliência, e tenda a tornar uma pessoa notadamente
dissimilar em relação ao perfil comum da humanidade.
(Stuart Mill)
No excerto acima Stuart Mill expressa uma crítica:
(A) aos movimentos sindicais e socialistas, muito
atuantes em meados do século XIX na Inglaterra.
(B) à imprensa vitoriana, que não respeitava a individua-
lidade dos cidadãos, expondo-a à opinião pública.
(C) à doutrina positivista, e sua proposta de uma
sociedade hierarquizada.
(D) aos governantes dos grandes impérios, que esmagam
o potencial de desenvolvimento dos mais pobres.
(E)) aos que afirmam ser possível conhecer as verda-
deiras finalidades da vida e reprimir os que se
opõem a elas, disseminando falsidades perniciosas.
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48. Ora, na realidade, para o existencialista, não há amor
diferente daquele que se constrói; não há possibilidade de
amor senão a que se manifesta no amor, não há gênio
senão o que se exprime nas obras de arte.
(Sartre)
De acordo com esse excerto de Sartre, é correto afirmar
que:
(A) a essência do homem, seus sentimentos, sua razão,
determinam o modo como ele age em relação a
outros e a si mesmo.
(B) é possível definir o homem sem considerar sua
cultura e sua história.
(C) as intenções equivalem a atos.
(D)) o homem é o que ele faz.
(E) a condição humana se caracteriza pela dominação
de um homem por outro e pela inexistência de liber-
dade.
_________________________________________________________
49. A expressão microfísica do poder, cunhada pelo filósofo
Michel Foucault, designa:
(A) as mudanças de regime político nos períodos
revolucionários.
(B)) uma rede de dispositivos ou mecanismos de poder
que se disseminam por toda a estrutura social.
(C) a forma repressiva da dominação capitalista.
(D) o Estado como instância coercitiva que origina e
fundamenta todo tipo de poder social.
(E) o aparato de pompa envolvido no espetáculo das
punições durante o Antigo Regime.
_________________________________________________________
50. O irracionalismo foi gerado, em parte, pela identificação
que se produziu (...) entre a razão sistêmica e a razão em
si. Opor-se ao sistema equivalia, assim, a opor-se à
própria razão. A razão não pode deixar de ser vista como
opressora, quando o poder que oprime fala em nome dela
e quando ela é percebida como a única possível.
(S.P. Rouanet)
A partir do excerto acima, é possível afirmar corretamente
que, para a teoria da ação comunicativa de Habermas:
(A)) o irracionalismo surge, paradoxalmente, como re-
sultado da confiança excessiva na possibilidade de
esclarecimento promovida pela razão.
(B) a razão e a verdade devem estar a serviço de uma
ideologia política.
(C) são racionais as proposições que correspondam a
uma verdade objetiva, não a um processo argumen-
tativo.
(D) a economia, como ciência racional, tem condições
de prever o desenvolvimento da sociedade.
(E) quando vários argumentos são usados para refutar
uma afirmação, a razão corre o risco de desaparecer
e, junto com ela, a liberdade.
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