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SISTEMA DE ENSINO SEMI- PRESENCIAL CONECTADO PEDAGOGIA- 1° SEMESTRE. AMANDA DE LIMA PASTRO DE ANDRADE ARYNE APARECIDA FERNANDES DA SILVA CAROLINE CERCAL BAYER JULIANA VIEIRA DA VEIGA MARIA JUDITH MELLO MENEZES A INCLUSÃO COM TRANSTORNO DE ESPECTRO DO AUTISMO NO ENSINO REGULAR Curitiba 2018 AMANDA DE LIMA PASTRO DE ANDRADE ARYNE APARECIDA FERNANDES DA SILVA CAROLINE CERCAL BAYER JULIANA VIEIRA DA VEIGA MARIA JUDITH MELLO MENEZES A INCLUSÃO COM TRANSTORNO DE ESPECTRO DO AUTISMO NO ENSINO REGULAR. Trabalho de Educação Inclusiva apresentado à Universidade Pitágoras Unopar, como requisito parcial para a obtenção de média semestral na disciplina de Pedagogia. Orientador: Prof. Ângela Maria da Silva Curitiba 2018 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO.....................................................................................................1 2.1 DESENVOLVIMENTO....................................................................................2,3 3 DIAGNÓSTICO.....................................................................................................4 4 RESPALDO LEGAL PARA INCLUSÃO DO ALUNO PAEE...............................5 5 INCLUSÃO ESCOLAR.........................................................................................6 6 CONTRIBUIÇÃO FAMILIAR................................................................................7 7 CONCLUSÃO.......................................................................................................8 8 REFERÊNCIAS....................................................................................................9 1 1 INTRODUÇÃO Foi o objetivo do estudo, realizar uma revisão da literatura sobre a História do transtorno do espectro do autismo e Inclusão escolar, destacando a importância do professor nesse processo. Buscando cumprir as diretrizes e metas propostas das disciplinas, como consta no material de orientação do portfólio, foi realizada uma busca minuciosa a materiais disponíveis na literatura científica atual e foram estudados artigos científicos disponíveis no site da Birreme (www.bireme.br), e em livros sobre o tema e teses de mestrado, todos cientificamente apoiados. Este trabalho foi elaborado com o objetivo de aprofundar os conhecimentos obtidos através das disciplinas aplicadas durante o primeiro semestre do curso de Pedagogia. 2 2.1 DESENVOLVIMENTO HISTÓRIA DO TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO A palavra “autismo” deriva do grego “autos”, que significa “voltar-se para si mesmo”. A primeira pessoa a utilizá-la foi o psiquiatra suíço Eugen Bleuler para descrever um grupo de sintomas que relaciona à esquizofrenia. Em 1943, Leo Kanner psiquiatra austríaco, radicado nos Estados Unidos e diretor de psiquiatria infantil do Johns Hopkins Hospital, publica a obra “Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo” e utilizou a expressão “autismo” para descrever onze crianças que tinham em comum comportamento bastante peculiar. Esse autor descreveu os casos de crianças que apresentavam como características em comum, a inabilidade para desenvolver relações interpessoais, extremo isolamento, atraso no desenvolvimento da linguagem e uso não comunicativo da mesma, repetições de simples padrões de atividade, de brinquedo e presença de habilidades isoladas. Leo Kanner reconheceu também que existiam diferenças individuais nos casos descritos, porém dois traços foram sistematicamente encontrados: isolamento e insistência obsessiva na repetição. O autismo é classificado como um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), tendo como característica principal o desenvolvimento atípico na interação social e na comunicação e pela presença de um repertório restrito de atividades e interesses. Estima-se que de 10% a 20% da população de crianças e adolescentes, no mundo, sofram de transtornos mentais. Desse total, de 3% a 4% necessitam de tratamento intensivo. Entre eles estão, deficiência mental, o autismo, a psicose infantil e os transtornos de ansiedade (MERCADANTE; ROSÁRIO, 2009). O autismo apresenta um prejuízo na interação social, no reconhecimento, entendimento e compartilhamento se suas emoções com os outros como as alterações da comunicação e comportamentos estereotipados e interesses, que devem estar presentes antes dos três anos de idade. Ele faz parte de uma família de distúrbios da socialização com início precoce e crônico, que possuem um impacto variável em áreas múltiplas de desenvolvimento, e das relações pessoais, passando pela linguagem e comunicação, até o aprendizado e as capacidades adaptativas. Defense e Fernandes (2011) relatam que um dos maiores desafios da criança autista é o desenvolvimento da comunicação social. Existe um mito acerca da falta de afetividade da criança com autismo. O desempenho na interação social estaria prejudicado pela falta de entendimento das regras sociais, as normas implícitas que regulam um encontro social. 3 As dificuldades na comunicação ocorrem em graus variados, tanto na habilidade verbal quanto na não-verbal. Algumas crianças não desenvolvem habilidades de comunicação. Estudos mostram que de 20 a 30 % das crianças com Autismo nunca falam. Outras têm uma linguagem imatura, caracterizada por jargões, ecolalia, reversões de pronome, prosódia anormal, entonação monótona, dentre outras características típicas. Na maioria das vezes há dificuldade em compreender sutilezas de linguagem, piadas ou sarcasmo, bem como problemas para interpretar linguagem corporal e expressões faciais. Os padrões repetitivos e estereotipados de comportamento característicos do autismo incluem resistência a mudanças, insistência em determinadas rotinas, apego excessivo a objeto e fascínio com o movimento de peças. Estereotipias motoras e verbais, tais como se balançar, bater palmas repetitivamente, andar em círculos ou repetir determinadas palavras, frases ou canções são também manifestações frequentes em sujeitos com autismo. Ocorre a dificuldade em tolerar alterações e variações na rotina. Para chamar a atenção para esse transtorno e despertar o interesse da sociedade, em 2007 a ONU institui o dia 2 de abril – como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. “Esse ato, pelo seu simbolismo, abriu possibilidades para um maior diálogo entre as famílias, profissionais da área e os próprios indivíduos com autismo. Veio como um alerta necessário para que os Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (TID), antes considerados raros, fossem vistos com maior responsabilidade. Pesquisas e interesse pelo TID, onde o autismo aparece como o mais prevalente, têm aumentado ano a ano, produzindo mais conhecimento, desmitificando crenças e afastando o que não é científico. ” – Ricardo Halpern. 4 3 DIAGNÓSTICO O Autismo não tem forma física, sinais na pele ou no rosto da criança e não aparece em exames de raio x ou de sangue… Esta condição só pode seridentificada por meio da observação do comportamento da criança e por informações coletadas por meio de relatos de seus cuidadores, até que se preencham os critérios necessários para confirmá-lo ou descartá-lo. Manuais diagnósticos como o DSM – IV TR e o CID – 10 caracterizam o autismo como um transtorno pervasivo do desenvolvimento no qual existe comprometimento severo em áreas como: diminuição do contato ocular; dificuldade de mostrar, pegar ou usar objetos; padrões repetitivos e estereotipados de comportamento; agitação ou torção das mãos ou dedos, movimentos corporais complexos; atraso ou ausência total da fala. A National Society for autistic children o encara como um distúrbio do desenvolvimento que se manifesta de forma incapacitante por toda a vida, aparecendo tipicamente nos três primeiros anos de vida. Define como critérios para diagnóstico do autismo o precoce comprometimento na esfera social e de comunicação. Este Transtorno Invasivo o Desenvolvimento aparece apenas cinco entre cada dez mil nascidos, ocorre em famílias de todas as configurações raciais, étnicas ou sociais. Segundo Gauderer (1993) a maioria das crianças com diagnóstico do Transtorno de Espectro Autista tem fisionomia normal, e sua expressão séria pode passar a ideia, geralmente errada. Apesar da estrutura facial normal, no entanto, estão quase sempre ausentes a expressividade das emoções e receptividade presentes na criança com desenvolvimento típico. Nem sempre o autismo está associado a deficiência mental. Às vezes ele ocorre em crianças com inteligência classificada como normal. O chamado “déficit intelectual” é mais intenso nas habilidades verbais e menos evidente em habilidades viso-espaciais. É muito comum, no entanto, crianças com este diagnóstico apresentarem desempenho além do normal em tarefas que exigem apenas atividades mecânicas ou memorização, ao contrário das tarefas nas quais é exigido algum tipo de abstração, conceituação, sequenciação ou sentido. 5 4 RESPALDO LEGAL PARA INCLUSÃO DO ALUNO PAEE. PAEE- abreviação de “Público Alvo da Educação Especial”. A Educação Especial consiste em uma vertente da Educação (como um todo) focada em indivíduos com deficiências, visando incluí-los no Ensino Regular. Dentre outros indivíduos com deficiências podemos citar surdos, mudos ou cegos. Abaixo citaremos algumas leis que asseguram a aceitação dos alunos PAEE: Lei n° 8.069. Define-se a obrigatoriedade de atendimento à criança ou adolescente com deficiência, sem que deva haver nenhum tipo de descriminação ou segregação. Lei nº 9.394 Estabelecimento de normas e regras para a aplicação da educação gratuita. Lei n° 10.098 estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência. As Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001, no artigo 2º, determinam que: Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos. (MEC/SEESP, 2001). Lei nº 12.764 – Lei. Berenice Viana, que institui a Política Nacional de Proteção dos. Direitos da Pessoa com Transtornos do Espectro Autista. 6 5 INCLUSÃO ESCOLAR No processo de inclusão, nas instituições e os professores demandam uma atenção especial quanto a criança. As instituições e professores devem adaptar -se para receber a criança. A educação inclusiva é caracterizada como uma política social que se refere a alunos com necessidades educacionais especiais, tomando -se o conceito mais amplo, que é o da Declaração de Salamanca, UNESCO (2003, p.17 - 18): Há necessidade de orientar os professores, tornando-os capacitados a identificar corretamente as necessidades de seus alunos com autismo. Pesquisas mostram que esses profissionais demonstram um certo receio principalmente com relação da agressividade das crianças autistas, o que deixa muito clara a falta de conhecimento sobre o tema, uma vez que a agressividade não é um comportamento necessariamente característico. Apesar de ainda não existir uma metodologia formal exclusiva para a alfabetização de crianças com transtornos globais do desenvolvimento, muitas delas podem aprender a ler e escrever. O processo de ensino, porém, leva tempo e o resultado é variável, de acordo com o perfil neuropsicológico da criança (MERCADANTE; ROSÁRIO, 2009). Ideias e conceitos não condizentes com a realidade sobre o autismo, principalmente a partir da mídia, influenciam as expectativas do professor sobre o desempenho de seus alunos, afetando seu modo de agir de forma eficaz (CAMARGO; BOSA, 2009). Quando não há ambiente apropriado e condições adequadas, à inclusão, a possibilidade de ganhos no desenvolvimento concede lugar ao prejuízo para todas as crianças. Diante de uma inclusão adequada, mesmo com a criança apresentando deficiências cognitivas importantes e dificuldades em relação ao conteúdo do currículo da educação comum, ela pode ser beneficiada com as experiências sociais. O papel do professor na pré-escola é fundamental. É preciso planejar uma estratégia educacional que minimize as dificuldades da criança de forma que ela possa se integrar e desenvolver de acordo com as possibilidades. 7 6 CONTRIBUIÇÃO FAMILIAR O diagnóstico de autismo traz sempre sofrimento para a família inteira. Por isso, as pessoas envolvidas como: pais, irmãos, parentes, precisam conhecer as características do espectro e aprender técnicas que facilitam a autossuficiência e a comunicação da criança e o relacionamento entre todos que com ela convivem. Crianças com autismo precisam de tratamento e suas famílias de apoio, informação e treinamento. A AMA (Associação dos Amigos dos Autistas) é uma entidade sem fins lucrativos que presta importantes serviços nesse sentido. A família, pode ser considerada um dos primeiros ambientes de socialização do indivíduo ao ser a principal mediadora dos padrões, modelos e influências culturais (Amazonas, Damasceno, Terto & Silva, 2003; Kreppner, 1992, 2000). Assim, é considerada a primeira instituição social que, em conjunto com outras, busca assegurar a proteção da criança. Nesse sentido, se torna responsável pela transmissão de valores, crenças, ideias e significados que estão presentes nas sociedades (KREPPNER, 2000). Á relação entre família e escola, é preciso que ambas assumam um compromisso de reciprocidade, onde as responsabilidades sejam divididas igualmente. No que cabe às relações entre família e escola, torna-se imperativo assumir um compromisso com a reciprocidade. De um lado, a família, com sua vivência e sabedoria prática a respeito de seus filhos. De outro, a escola com sua convivência e sabedoria não menos prática a respeito de seus alunos. É preciso entender que esses mesmos alunos são também os filhos, e que os filhos são (ou serão) os alunos. 8 7 CONCLUSÃO Com este trabalho concluímos que o autismo é uma síndrome caracterizada pela alteração cerebral e comportamental, e que por mais que a pessoa aparente ser “normal” tem um grande problema de interação social, e infelizmente este problema não tem cura apenas pode ser diminuído através de tratamentos. Descobrimos a importância do apoio familiar para inclusão destas pessoas na sociedade, em casos de criançasos primeiros diagnósticos geralmente são detectados por seus pais, deve- se ressaltar a importância da comunicação entre pais e professores para o desenvolvimento e aprendizado da criança. Sabemos que muitos núcleos escolares ainda não estão preparados para receber estes alunos mais comparado a alguns anos atrás já ocorreu um grande avanço podemos citar como exemplo este trabalho. 9 8 REFERÊNCIAS http://autismo.institutopensi.org.br/informe-se/sobre-o-autismo/historia-do-autismo/ BOSA, C. & CALLIAS, M. Autismo: breve revisão de diferentes abordagens. Psicologia: Reflexão e Crítica, v. 13, n. 1, p. 167-1 77, 2000. CAMARGO, Síglia Pimentel Ho (tem um trema aqui) her. BOSA, Cleonice Alves. Competência social, inclusão escolar e autismo: revisão crítica da literatura. Psicologia & Sociedade. DEFENSE, Danielle Azarias; FERNANDES, Fernanda Durex Miranda. Adaptação Sócio comunicativa e Autismo Beauvoir Checklist: correlações com a evolução de Adolescentes autistas institucionalizados. Rev. Soc. Brás Fonoaudióloga. São Paulo, v. 16, n. 3, p. 323-9, 2011. GOLDBERG, Karla. A percepção do professor acerca do seu trabalho com Crianças portadoras de autismo e síndrome de Down: um estudo comparativo. 57 p. Dissertação (Mestrado) – Curso de pós-graduação em Psicologia do Desenvolvimento, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2002. KLIN, Ami. Autismo e síndrome de aspergir: uma vi são gerais. Rev. Bras. Psiquiatr. São Paulo, v. 28, Supl. p. S3 -11, 2006. KLIN, Ami; MERCADANTE, Marcos T. Autismo e transtornos invasivos do Desenvolvimento. Rev. Bras. Psiquiatr. São Paulo, 2013. MERCADANTE, Marcos Tomanik; ROSÁRIO, Maria Conceição do. Autismo e Cérebro Social. 1ª edição. São Paulo: Segmento Farma, 2009. SILVA, Rubem Abrão da; LOPES- HERRERA, Simone Aparecida; DE VITTO, Luci Ana Paula Maximiano. Distúrbio de linguagem como parte de um transtorno global do desenvolvimento: Descrição de um processo terapêutico fonoaudiólogo. Ver Soc. Brás Fonoaudióloga. São Paulo, v.12, n. 4, p. 322 -8, Dec. 2007. UNESCO. Declaração de Salamanca. São Paulo: Biblioteca Virtual de Direitos Humanos. www.planalto.gov.br/Ccivil_03/leis/L9394.htm www.crianca.mppr.mp.br/arquivos/File/publi/estatuto_crianca_adolescente_9ed.pdf www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10098.htm https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/tea-transtorno-do-espectro- autista-ii/