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seminário a importância da dança na educação física

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SUMÁRIO
31	INTRODUÇÃO	�
42	DESENVOLVIMENTO	�
42.1 A dança enquanto conteúdo da educação física escolar.	�
52.1.1	A importância da dança como conteúdo da educação física escolar.	�
62.1.1.1 	Competência do profissional de educação física e os desafios no trabalho com a dança na escola	�
62.1.1.1.1 Possibilidade de abordagem........................................................................�
72.1.1.1.2 	A dança e a possibilidade para um habito de vida saudável........................�
73	Alunos com sindrome de down nas aulas de educação física.	�
83.1	A sindrome de dawn, sua definição e as suas caracteristicas principais.	�
83.2	a inclusão dos alunos com sindrome de down nas aulas de educação física.	�
93.3	as possibilidades de intervenção pedagogica nas aulas de educação física.	�
103.4	os beneficios da atividade física para a saúde desses alunos.	�
124	CONCLUSÃO	�
13REFERÊNCIAS	�
14ANEXOS	�
14ANEXO A – Pesquisa de campo: entrevista na escola.	�
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INTRODUÇÃO
A dança, vista de diversos ângulos, traz inúmeras formas de benefícios para os indivíduos em relação aos aspectos físicos, emocionais, intelectuais e sociais, contribuindo para a integração e formação de senso crítico em cuidados com a saúde e com o corpo, além de ser um meio educativo de ajudar na promoção da saúde abordando temas transversais como, sexualidade, puberdade, prevenção de doenças.
A dança enquanto um processo educacional, não se resume simplesmente em aquisição de habilidades, mas sim, poderá contribui para o aprimoramento das habilidades básicas, dos padrões fundamentais do movimento, no desenvolvimento das potencialidades humanas e sua relação com o mundo. O uso da dança como prática pedagógica favorece a criatividade, além de favorecer no processo de construção de conhecimento.
Este trabalho tem como objetivo refletir a importância da dança na escola, como instrumento de socialização, para a formação de cidadãos críticos, participativos e responsáveis. A dança, sendo uma experiência corporal, possibilitará aos alunos novas formas de expressão e comunicação, levando-os à descoberta da sua linguagem corporal, que contribuirá para o processo ensino aprendizagem.
Alguns estudiosos ligados à área da deficiência mental enfatizam que as pesquisas existentes referentes à Síndrome Down, são ainda insuficientes para esclarecer e orientar atitudes educacionais para o desenvolvimento dos portadores. Esta constatação aponta para a realidade de uma sociedade que ainda segrega, em parte pelo desconhecimento verificou-se que: a existência de preconceitos historicamente construídos e precariedade de informações ou conhecimentos referentes a potencialidades das pessoas com Síndrome Down constituem fatores que dificultam sua participação na sociedade (NADER, 2003).
Antes do século XIX, pouco se sabia sobre a Síndrome Down, ainda não havia relatórios definidos e publicados (PUESCHEL, 1999). A SD possui alguns traços marcantes, descritos pela primeira vez por um médico chamado John Longdon Down em 1866. Alguns desses traços são bem visíveis como, face larga e achatada, olhos distantes um do outro, nariz pequeno com base nasal achatada, pescoço curto, porém algumas crianças não mostram tanto as características visíveis, mas a retardo mental sempre ocorre, contudo também possuem traços dos pais justamente por causa do DNA, tais como cor dos cabelos, olhos, dentre outros fatores. (PUESCHEL, 1999).
Portanto é dever do professor de Educação Física fazer o possível para desenvolver aulas proveitosas, em turmas com crianças com ou sem deficiência, proporcionando o bom desenvolvimento motor, afetivo, cognitivo e social dos alunos. O profissional deve sempre reunir conhecimentos que possam dar suporte para enfrentar as dificuldades. Porém notou-se precariedade de informações sobre as características psicofisiológicas dos alunos com SD, para incluí-los nas aulas de Educação Física, na rede regular de ensino.
Nesta perspectiva, este estudo buscou investigar as especificidades de alunos com SD, a fim de oferecer uma educação adequada, almejando reunir conhecimentos pertinentes a esta problemática com o propósito de intervir de maneira adequada junto aos alunos com a síndrome acima citada.
DESENVOLVIMENTO
A dança enquanto conteúdo da educação física escolar.
Ao longo de sua historicidade a Educação Física já vem atrelada às atividades que trabalham o corpo e o movimento nas suas diversas perspectivas. Focamos nesse instante o nosso olhar para os seus conteúdos educacionais que estão atrelados a ginástica, o jogo, o esporte e a dança. Paramos pensar quais conteúdos fazem parte dessa disciplina ao longo do tempo, que junto aos Parâmetros Curriculares Nacionais -PCNs (2001) compreendem que trabalham com a cultura corporal. Uma prática pedagógica que, no âmbito escolar, tematiza formas de atividades expressivas corporais como: jogo, esporte, dança, ginástica e lutas.
Fica evidente a partir de Oliveira (2004), coletivo de autores (1992), Darido (2005) a forte influência que a ginástica, o jogo e o esporte traz da Corrente Francesa para a educação física, porém, a dança embora compreendida como importante atividade para o homem, não deixa claro como e de que forma está alicerçada nessa área. Oliveira (2004) ao retratar o movimento na história da humanidade, referência a dança como uma atividade que fazia parte da vida do homem primitivo, afirmando que:
Uma das atividades físicas mais significativas para o homem antigo foi a dança. Utilizada como forma de exibir suas qualidades físicas e de expressar os seus sentimentos, era praticada por todos os povos, desde o paleolítico superior (60 000 a.C). A dança primitiva podia ter características eminentemente lúdicas como também um caráter ritualístico, onde havia demonstrações de alegria pela caça e pesca feliz ou a dramatização de qualquer evento que merecesse destaque, como os nascimentos e funerais. Além disso, os primeiros povos perceberam que o exercício corporal, produzindo uma excitação interior, podia levá-los a estados alterados de consciência. Acompanhadas por ruídos que tinham por fim exorcizar os maus espíritos, estas danças duravam horas ou mesmo dia, levando os seus praticantes a acreditar estarem entrando em contato com o poder dos deuses. As danças representavam um papel fundamental no processo da Educação, na medida em que se faziam presentes em todos os ritos que preparavam os jovens para a vida social. Este fato evidenciava-se nas danças rituais a partir do culto, pois a religião era a única preocupação sistemática na educação primitiva (p.08).
Segundo os autores “no âmbito da escola, os exercícios físicos na forma cultural de jogos, ginástica, dança, equitação surgem na Europa no final do século XVIII e Início do século XIX. Esse é o tempo e o espaço da formação dos sistemas nacionais de ensino característicos da sociedade burguesa daquele período” (p.34). 
Muito embora a dança tenha sido retratada nesse momento ligada à educação sob a ótica da Educação Física, ao retratar a Educação Física escolar partindo das correntes e destacando seu ensino no Brasil sobressai os aspectos higienistas, de saúde, e posteriormente o esporte como construções históricas dessa disciplina. Segundo Oliveira (2004) renascentistas como Da Vinci, Rabelais, Montaigne foram precursores de uma nova tendência e avalizaram a inclusão da ginástica, jogos e esportes nas escolas. Suas ideias fertilizaram o campo na segunda metade do século XVIII, fundamentando os alicerces da Educação Física escolar.
Segundo o autor outro momento em que a dança se aproxima da Educação Física foi no século XX, por intermédio da ginástica.
Uma tendência artística, de origem alemã, recebe contribuições do teatro, dança e música. Os artistas libertaram-se dos modelos impostos e foram estimulados à execução dos movimentos
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