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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO 2018/RJ Discente: Ana Carolina Amaral de Macedo Professor Responsável: Débora Azevedo ORGÂNICAEXPERIMENTAL I Destilação Simples e Destilação Fracionada Introdução Destilação simples A destilação simples é um método de separação que apresenta considerável eficiência para misturas homogêneas. Nela são utilizados conhecimentos físico-químicos da temperatura de ebulição dos componentes da mistura, visando assim desenvolver um processo de separação eficaz que consiste em aumentar gradativamente a temperatura da mistura homogênea até ser atingida a ebulição de algum dos componentes da mistura, então busca-se manter a temperatura constante nesse patamar até que o componente evapore-se totalmente, deixando assim o recipiente da mistura sem levar consigo outros componentes que não estarão no estado gasoso. No entanto, tal método não é totalmente eficaz, de forma que quando um elemento é vaporizado certa concentração menor de outros elementos da mistura também vão para o estado gasoso, por tal motivo nota-se uma menor eficiência quando os componentes da mistura possuem temperaturas de ebulição próximas, sendo assim o aproveitamento do método de separação fica melhor quando existe uma diferença maior que 100°C entre as temperaturas de ebulição dos componentes. Em geral o processo é realizado com o aquecimento de um balão de destilação com a mistura no seu interior, de forma que ao atingir-se o patamar de temperatura desejado um dos componentes (o mais volátil) começa a evaporar e direciona-se para a saída do balão, onde em geral condensa-se por meio de um processo de resfriamento no condensador com corrente de água. Na química orgânica tal método de separação é amplamente empregado, como por exemplo na separação de uma mistura de tolueno com acetato de etila. Tabela 1- Estrutura e ponto de ebulição das substancias do exemplo Substância Ponto ebulição 111° C 77°C Figura 1-curva ideal de destilação Destilação Fracionada a destilação fracionada é um processo de separação que se assemelha a destilação simples, no entanto possui eficiências, precisões e aproveitamentos bem melhores, principalmente quando trata-se de compostos com misturas de elementos com temperaturas de ebulição muito próximas. Tal diferença atribui-se a existência da coluna de destilação, que é localizada logo após a saída do vapor do balão de aquecimento. Na coluna de destilação existem diversos anteparos, nos quais ocorrem a condensação das pequenas partículas de vapor que diminuiriam a pureza dos componentes mais voláteis que deveriam ser vaporizados sozinhos, pois os anteparos mais frios que o vapor o resfriam, de forma a melhorar assim a pureza do resultado para o processo de separação para compostos com componentes que possuem temperaturas de ebulição bem próximas, uma vez que o vapor do elemento mais volátil passará mais facilmente sem condensar-se nos anteparos do que os que tem maior temperatura de ebulição. Como consequência a concentrações de resíduos de componentes menos voláteis será menor. No entanto, em caso de destilações com componentes de temperaturas de ebulição realmente muito próximas, para que o processo ainda apresente alto grau de pureza, deve-se aumentar o número de anteparos, para que assim o menor número de partículas do elemento menos volátil saia da coluna. Como consequência também ocorrerá uma maior condensação até mesmo do elemento mais volátil dentro da coluna, que voltará assim para o balão e será novamente evaporado pelo aquecimento até que consiga superar os anteparos, aumentando assim, consideravelmente o tempo do processo. Objetivo O experimento consiste em identificar e separar a amostra 6 composta por uma mistura de dois líquidos miscíveis,separar por meio da destilação simples e purificar por meio da destilação fracionada e, por fim, identificar as substâncias contidas na amostra através da determinação do ponto de ebulição, solubilidade e “spot test”, com o auxílio da tabela de líquidos possíveis(anexo 1). Material 3.1 Destilação simples Material ututilizdo: Suporte universal Garras Mufas Proveta Termetro Balão de destilação Condensador reto Unha Cabeça de destilação Mangueira Placa de aquecimento Panela com óleo Amostra a ser destilada (Amostra 06) 3.2 Destilação fracionada Material utilizado: Suporte universal Garras Mufas Proveta Termômetro Balão de destilação Condensador reto Unha Cabeça de destilação Mangueira Placa de aquecimento Panela com óleo Coluna de destilação Amostra a ser destilada (Amostra 06) 3.3 Ponto de Ebulição Material utilizado: Garras Mufas Garras Mufas Tubos Capilares Tubos de Thiele Termômetro de Mercúrio (Escala Celsius) Bico de Bunsen Anel de borracha Suporte universal Pipeta Pasteur Microtubo (5mm) Amostra de uma substância desconhecida (amostra 06) 3.4 Solubilidade e “Spot test” Material utilizado: Solventes (água, hexano, etanol) Substâncias (A e B) Espátula Vidro de relógio Microtubos Pipetas Pasteur Proveta 10 ml Procedimento experimental: 4.Métodos: 4.1 Destilação simples Montagem do equipamento Passo 1- Foi acoplada uma garra no suporte nela foi fixada o balão de destilação. Passo 2- Com auxílio de um macaco foi suspensa a panela em altura que permitisse o contato do balão com o óleo da panela (que e se encontra spbre a placa de aquecimento). Passo3- Na parte superior do balão foi colocada a cabeça de destilação, onde foi fixado o termômetro e o condensador reto, preso por uma garra em outro suporte. Passo 4-A mangueira 1 foi conectada com uma extremidade à torneira e a outra extremidade no condensador. A mangueira 2 teve uma extremidade conectada na parte mais próxima à cabeça de destilação e a outra extremidade ficou na pia. Passo 5-Na outra extremidade do condensador foi fixada uma unha que foi conectada a uma proveta. Passo 6-Foi colocada a amostra e 3 pedras de ebulição (vidro) no balão de destilação. Figura 3: Montagem convencional dos equipamentos para destilação simples Recolhimento de dados: Passo 1- Foi ligada a placa de aquecimento e a torneira iniciando o sistema Passo 2-quando o líquido começou a entrar em ebulição e o vapor gerado no balão passou para o condensador e pingava na proveta na forma líquida novamente. Foram anotadas as temperaturas vistas no termômetro em determinados volumes medidas na proveta(todos os dados foram devidamente anotados no caderno de laboratório). 4.2 Destilação fracionada Montagem: A estrutura do sistema é semelhante ao da destilação essas mudanças são: Passo 1- Acoplado ao balão contendo a amostra estará a coluna de destilação Passo2-No final do sistema será colocado um segundo balão e não uma proveta. Figura 4: montagem dos equipamentos para destilação fracionada Recolhimento de dados : Passo1-Passo 1- Foi ligada a placa de aquecimento e a torneira iniciando o sistema Passo 2- O líquido destilado foi armazenado em 4 balões: Primeiro chamado de "cabeça" uma possível mistura de A e B com A em maior quantidade e possíveis impurezas das vidrarias(antes da temperatura estabilizar) Segundo possuía a substância A (mais volátil) pura(temperatura estável). Terceiro foi denominado intermediário (a temperatura voltou a variar e o fluxo n estabilizado). Quarto contendo a substância B (maior ponto de ebulição) em maior concentração. Passo 3-Os frascos 4 e 2 com as substâncias A e B puras foram guardados. 4.3 Ponto de ebulição Passo 1-Primeiramente aluno I escolheu uma amostra aleatória de um composto químico. Enquanto isso, o aluno II pegou todo o material necessário para o experimento.Todo o material foi posto sobre a bancada,logo após,as mufas foram fixadas no suporte universal em seguida as garras foram fixadas nas mufas.O tubo de Thiele , preenchido com óleo de soja, foi fixado na garra inferior. Passo 2- Preparação dos tubos capilares, quatro tubos capilares foram escolhidos e fechados usando a chama do bico de Bunsen.Os capilares tiveram uma extremidade fechada da seguinte maneira: a ponta do capilar foi inserido na chama do bico de Bunsen ,enquanto isso, o aluno girava o capilar para que o calor superficial ficasse mais uniforme. Passo 3- Preparação da amostra, a amostra foi colocada dentro de um microtubo com auxílio de uma pipeta pasteur, aproximadamente um terço do microtubo foi preenchido com a amostra, logo após,o capilar (com extremidade fechada para cima)foi posto dentro do microtubo. Passo 4- Fixação final:o microtubo ,contendo a amostra e o capilar, foi fixado ao termômetro com auxílio de um anel elástico.Em seguida o termômetro foi fixada na garra superior ,conforme que o bulbo do termômetro fique imerso no óleo de soja e a escala do termômetro fique visível e alinhada. Passo 5- O bico de Bunsen, foi colado de acordo que ficasse com uma distância de quatro dedos em relação à alça do tubo de Thiele . 4.4 spot test e solubilidade 4.4.1 Solubilidade Passo 1- Para verificar a solubilidade, primeiramente, cada amostra foi colocada em 3 microtubos. Passo 2-A cada um dos 3 microtubos foi colocado um dos solventes (água, etanol e hexano) Passo 3- Agitando o tubo para que as fases entrem em contato o meio e observar se ocorreu solubilização das amostras com os solventes. 4.4.2 Le Rosen Foram utilizados três parâmetros de comparação o teste positivo,negativo e em branco. Para cada padrão foi utilizado um vidro de relógio e uma pipeta.Primeiramente foi colocado três gotas do soluto,três de HCOH e cinco de H2SO4 respectivamente. Os padrões foram feitos simultaneamente para melhor efeito de análise. 4.4.3 Nitrocerato Foram utilizados três parâmetros de comparação o teste positivo,negativo e em branco. Para cada padrão foi utilizado um vidro de relógio e uma pipeta.Primeiramente foi colocado três gotas do soluto e cinco de nitrocerato respectivamente. Os padrões foram feitos simultaneamente para melhor efeito de análise. 4.5 Ponto de ebulição Montagem: Passo 1-Primeiramente aluno I escolheu uma amostra aleatória de um composto químico. Enquanto isso, o aluno II pegou todo o material necessário para o experimento.Todo o material foi posto sobre a bancada,logo após, as mufas foram fixadas no suporte universal em seguida as garras foram fixadas nas mufas.O tubo de Thiele , preenchido com óleo de soja, foi fixado na garra inferior. Passo 2- Preparação dos tubos capilares, quatro tubos capilares foram escolhidos e fechados usando a chama do bico de Bunsen.Os capilares tiveram uma extremidade fechada da seguinte maneira: a ponta do capilar foi inserido na chama do bico de Bunsen ,enquanto isso, o aluno girava o capilar para que o calor superficial ficasse mais uniforme. Passo 3- Preparação da amostra, a amostra foi colocada dentro de um microtubo com auxílio de uma pipeta pasteur, aproximadamente um terço do microtubo foi preenchido com a amostra, logo após,o capilar (com extremidade fechada para cima)foi posto dentro do microtubo. Passo 4- Fixação final:o microtubo ,contendo a amostra e o capilar, foi fixado ao termômetro com auxílio de um anel elástico.Em seguida o termômetro foi fixada na garra superior ,conforme que o bulbo do termômetro fique imerso no óleo de soja e a escala do termômetro fique visível e alinhada. Passo 5- O bico de Bunsen, foi colado de acordo que ficasse com uma distância de quatro dedos em relação à alça do tubo de Thiele . Figura x:montagem ponto ebulição Verificação do ponto de ebulição: Após a montagem foram feitas quatro medições de ponto de ebulição da seguinte forma: os alunos observaram o tubo capilar durante o aquecimento assim que notassem um cordão de bolhas afastavam a fonte de calor (E1),após alguns segundos enquanto o cordão diminuía foi anotado a primeira temperatura,naquele instante,assim que ficou eminente a entrada do liquido de volta ao capilar foi anotado uma segunda temperatura (E2) .O mesmo processo se repetiu nas quatro amostras. 5.1 Resultados Resultados da destilação simples: Tabela 2: valores de volume e temperatura obtidos na destilação simples Volume (ml) Temperatura (°C) 0 (1ªgota) 88 2,5 91 3,0 93 3,5 93 4,0 94 4,5 95 5,0 95 6,0 96 6,5 97 7,0 97 8,0 98 9,0 98 10,0 99 11,0 100 14,0 100 15,0 101 15,5 102 16,0 101 18,0 110 19,0 134 19,5 138 20,0 140 20,5 141 21,0 141 21,5 141 22,0 142 23,0 142 23,5 143 24,0 143 24,5 144 25,0 144 25,5 145 26,0 144 Figura 6: Gráfico da curva de destilação simples Tabela 3: Ponto de ebulição da substância mais volátil Temp. colar de bolhas (°C) Temp. subida do líquido (°C) Média (°C) 1ª 100 95 97,5 2ª 99 95 97 3ª 98 94 96 Tabela 4: Média e desvio padrão do ponto de ebulição da substância mais volátil Média (°C) com desvio padrão (96,8+-.0,62)°C Tabela 5: Ponto de ebulição da substância menos volátil Temp. colar de bolhas (°C) Temp. subida do líquido(°C) Média (°C) 1ª 142 139 140,5 2ª 142 142 142 3ª 144 138 141 Tabela 6: Média e desvio padrão do ponto de ebulição da substância menos volátil Média (°C) (141,2+-0,62)°C Tabela 7: Solubilidade das substâncias A e B Solvente Substância A Substância B Água Parcialmente solúvel Insolúvel Hexano Solúvel Solúvel Etanol Solúvel Parcialmente solúvel Tabela 8: Resultados dos “spot tests” Substância Le Rosen 2,4-dinitrofenilhitrodrazina Nitrocerato A Positivo Negativo Positivo B Positivo Negativo Negativo Tabela 7: Solubilidade das substâncias A e B Solvente Substância A Substância B Água Parcialmente solúvel Insolúvel Hexano Solúvel Solúvel Etanol Solúvel Parcialmente solúvel Discussão Em relação a substancia A ,na faixa 91,8°C – 101,8°C. Teriamos as seguintes opções heptano e o sec- butanol estão . Após a coletas de dados do “spot test” nitrocerato, podemos descartar a susbtancia heptano .Já que que essa substancia possui a função álcool em sua estrutura, logo só pode ser o sec-butanol. Observação importante apesar do Le Rosen ser positivo, concluímos que há Que há impurezas da susbtancia B na nossa amostra,visto que não há possibilidadades de ser aromático dentro da nossa faixa. Em conjunto com o teste de solubilidade confirmou essa conclusão, pois essa substância foi solúvel em etanol e hexano e parcialmente solúvel em água. Analise da substancia B ponto de ebulição na faixa 136,2°C – 146,2°C. A partir das tabelas de líquidos dando as seguintes possibilidades : acetato de isso-amila, acetato de n-amila, etilbenzeno, o-xileno, m-xileno e p-xileno. Após analisar os resultados do “spot test”, foi possível excluir o acetato de isso-amila e acetato de n-amila , visto que o resultado para o Le Rosen foi positivo.Ainda deixando como possibilidades etilbenzeno, o-xileno, m-xileno e p-xileno.Não podendo diferencia por solubilidade. Conclusão Conclui-se que uma das substâncias presentes na amostra 6 é o sec-butanol e há quatro possibilidades para a outra substância: etilbenzeno, m-xileno, o-xileno e p-xileno.Pode-se afirmar que as técnicas utilizadas destilação simples não foi o suficiente para separar e purificar a susbtancia de acordo com O spot test Le Rosen.Porém essas técnicas foram suficientepara identificar a substancia A. Em relação a substancia B as técnicas não foram os suficiente para identificar a substancia B deixando as seguintes possibilidades etilbenzeno, o-xileno, m-xileno e p-xileno , uma técnica de refração seria uma boa escolha para identificar tais isomeros. ANEXO 1 Tabela líquidos possíveis Líquido P. Ebulição (°C) Estrutura Acetato de etila 77,11 Acetato de n-pentila 149 Acetato de n-butila 126 Acetato de iso-pentila 142,5 Acetona 56,05 Benzeno 80,09 Cicloexano 80,74 Clorofórmio 61,17 Diclorometano 40 Etanol 78,29 Etilbenzeno 136,16 Etilenoglicol 197,3 Formato de n-butila 107 Heptano 98,4 Hexano 68,73 Iso-propanol 82,3 Metanol 64,6 Metil-butil-cetona 79-82 Metil-etil-cetona 79,59 n-butanol 118 Sec-butanol 99,51 Terc-butanol 82,4 Tolueno 110,63 m-xileno 139,07 o-xileno 144,5 p-xileno 138,23 Referências LENZI, E. et al.; Química Geral Experimental. Rio de Janeiro: Freitas Bastos Editora, 2004 Pavia, D. L.; Lampman, G.M.; Kriz, G.S.; Engel, R.G.; Química Orgânica Experimental- técnicas de escala pequena. 2ª ed., Editora Bookman Companhia ED.2009.880pp. SHRINER. R.L., FUSON, D.Y., MORRILL, T.C., Identificação Sistemática de Compostos Orgânicos. Manual de Laboratório, 6ªed., Rio de Janeiro, RJ:Guanabara Dois, 1993 Green, D. W.; Perry, R. 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