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Separação e Identificação de sólidos Aluno: Luca Salles Fonseca Nesic de Freitas (DRE 116050569) 1–Introdução A separação e consequente purificação de sólidos possui um leque de técnicas de importância ímpar tanto na indústria quanto no laboratório. Uma das práticas químicas primordiais era justamente a obtenção de extratos e estudo das propriedades químicas de sólidos com o fim de explorá-las para purificá-los.. 1.1. Extração Ácido-Base A extração ácido-base é uma técnica que explora a diferença de potencial de ionização (pKa ou pKah) entre dois compostos, insolúveis em solução aquosa a ph neutro. A uma determinada faixa de ph, um dos compostos se ioniza (o que o torna solúvel em água) e passa para a fase aquosa enquanto o outro composto permanece em seu estado original (insolúvel em água) e se mantém na fase orgânica. Todo esse processo é realizado num funil de separação para que estas duas fases, orgânica e aquosa, imiscíveis, possam ser então facilmente separadas. 1.2. Recristalização e Purificação A recristalização é uma técnica utilizada para purificar sólido explorando a diferença de solubilidade de um determinado composto em um solvente a duas temperaturas diferentes. Após a adição do composto ao solvente, este é aquecido para que a amostra se solubilize, então a solução é resfriada até que esteja sobrecarregada uma vez que a solubilidade do composto diminuiu mas não sua concentração. A diferença entre a concentração e a solubilidade então precipita, caso o choque térmico ocorra, ou se cristaliza lentamente formando cristais bem delineados no fundo do recipiente, caso a mudança de temperatura seja mais lenta. Figura 1- curva de solubilidade ilustrativa (fonte uol mundo educação) Os pontos indicam a concentração da solução hipotética. Em A a solução está supersaturada, em B, saturada; e em C, diluída. Conforme a temperatura diminui a solubilidade é reduzida, logo, em A ocorre cristalização da diferença entre a concentração e a solubilidade. 1.3.Ponto de fusão O ponto de fusão é uma propriedade física das substância químicas fixa, a dadas condições como a pressão atmosférica. Esta temperatura é definida como aquela em que o sólido e o líquido coexistem na amostra, isto é, a temperatura a partir da qual a substância utiliza toda a energia a ela fornecida para romper sua estrutura cristalina e mudar seu estado físico. Como a medida da temperatura de uma amostra não necessariamente reflete a temperatura de todas as moléculas, e sim uma média delas, alguma margem de erro é esperada. Esta margem de erro é determinada como a faixa de medida em que a primeira temperatura delimitante desta faixa corresponde aquela em que a primeira gota é observada na amostra e a segunda aquela em que a amostra se liquefaz totalmente. Para tornar mais acurata a medida da temperatura das moléculas numa amostra, é utilizada uma amostra pequena. Para substâncias puras, o ponto de fusão é bem definido e dificilmente varia mais que 1 grau celsius. Por este motivo o ponto de fusão da amostra de uma determinada substância acaba em si se tornando uma medida da pureza desta naquela, uma vez que impurezas aumentam a faixa de fusão. Com a exceção do ponto eutético, em que uma mistura de duas substâncias se comporta como uma substância pura, ou seja, com um ponto de fusão bem definido, a presença de impurezas numa amostra aumenta a faixa de fusão, isto é, a distância entre as temperaturas em que é observada a primeira gota e em que a amostra se liquefaz totalmente. Como o ponto de fusão de uma substância é específico a ela, este serve como um indicativo de qual a substância presente numa amostra (supondo-a pura). 1.4. Solubilidade Solubilidade é uma característica físico-química de uma substância e corresponde à sua capacidade se dispersar indistinguivelmente, em qualquer âmbito que não o molecular, dentro de uma outra. Àquela dá-se o nome de soluto e a esta de solvente. Como outras características físico-químicas, como o ponto de fusão ou de ebulição, um determinado composto possui um valor fixo para sua solubilidade em outro a determinadas condições de temperatura e pressão, para substâncias puras. Esta característica, assim como as outra citadas, pode ser explorada tanto para a identificação quanto para a separação de compostos. Para que ocorra a solvatação é necessário que o soluto interaja com o solvente, portanto, quanto mais semelhantes às interações intermoleculares realizadas pelo soluto as do solvente mais eficaz será a solvatação, isto vale para os três tipos principai de interações intermoleculares em que os compostos que realizam as interações de van der waals são classificados como “apolares” e os que realizam dipolo permanente ou ponte de hidrogênio são classificados como “polares”. Um atalho mnemônico existe para este conceito, “semelhante dissolve semelhante”, em referência aos compostos de mesma classificação solvatarem-se entre si. A solubilidade de um composto noutro é essencialmente avaliada quantitativamente uma vez que nenhum composto é completamente insolúvel noutro, devido ao efeito entrópico. Contudo, uma análise qualitativa pode ser efetuada estabelecendo padrões de interpretação. Figura 2 - marcha de solubilidade (Fonte foto tirada de apostila) 1.5.“Spot Tests” A premissa por trás dos“Spot Tests” são a de um teste rápido e simples para a identificação de determinados grupos funcionais em uma substância. Isto se consegue com o uso de reagentes extremamente específicos que podem ser usados em pequenas quantidades sobre pequenas quantidades de analito e que identificam com clareza através de uma reação química que produza uma mudança de cor de fácil observação.Alguns dos testes existentes são os testes de Le Rosen , 1,2-dinitrohidrazina e o do nitrocerato. 1.5.1 Le Rosen O Teste de Le Rosen é utilizado para identificar a presença de aromáticos (anéis benzênicos) na espécie química. Muitos compostos que contém o núcleo benzênico, reagem com o Aldeído Fórmico e Ácido Sulfúrico concentrado com formação de produtos de cor intensa (Reação de Le Rosen). A cor final pode variar de acordo com o tipo de composto que está sendo analisado (figura ao lado). Figura 3 - reação do teste de Le Rosen e tabela de cores apresentadas por alguns compostos aromáticos neste teste. Fonte - apostila de análise orgânica 2 unigranrio Disponível em https://pt.slideshare.net/JssicaBatista1/apostila-analliseorgnica20 1.5.2 Teste da 2,4-dinitrofenilhidrazina O teste da hidrazina é utilizado para identificar presença de aldeídos e cetonas na amostra. Aldeídos e cetonas reagem com a 2,4-dinitrofenilhidrazina (DNFH) em meio ácido para formar 2,4-dinitrofenil-hidrazonas, usualmente como um precipitado de coloração amarelo-avermelhada, que pode ser visualmente identificado durante o teste. Figura 4 - reação do teste da 2,4-dinitrofenilhidrazina Fonte aperfeiçoamento em química, PROF ARGEOMAR ALVES 1.5.3 Teste do nitrocerato Teste utilizado para identificação de álcoois. Na reação do nitrocerato com um álcool observa-se o surgimento da coloração laranja na amostra. Figura 5 - reação do teste do nitrocerato Fonte apostila de análise orgânica 2 unigranrio Disponível em https://pt.slideshare.net/JssicaBatista1/apostila-analliseorgnica20 2 – Objetivos O objetivo desta prática é separar os compostos de uma mistura de dois sólidos através do método de extração ácido-base, purificá-los fazendo uso da técnica de recristalização para então medir seus respectivos pontos de fusão e solubilidade em solventes e soluções de acordo com a marcha de solubilidade (figura 2) e pesquisar funções orgânicas em sua estrutura com “spot tests” (figuras 3, 4 e 5) tudo isto para o fim de, possuindo estas evidências e propriedades físico-químicas de cada um dos compostos, identificá-los a partir de uma lista de sólidospossíveis. A lista com todos as possibilidades de sólidos está disposta a seguir na figura 6 : Figura 6 - lista dos sólidos possíveis 2 – Material e Métodos 2.1 Extração Ácido-Base 2.1.1 Material • Suporte Universal • Garras • Argola • Béquer • Bastão de Vidro • Amostra 3 • Funil de Líquido • Solventes (água e Diclorometano) • sol. De NaOH 10% • Placa de Aquecimento • Microtubo • Funil de Separação • Filtro à Vácuo • Funil de Buchner • Kitasato • Papel de Filtro • Provetas 2.1.2 Métodos A amostra foi dissolvida em 30ml de diclorometano (DCM). O funil foi acoplado ao suporte e a ele foi adicionada a solução de DCM, em seguida, foi adicionado também ao funil 10ml de uma solução aquosa de NaOH de concentração a 10% (molar). O funil foi fechado, mexido em movimentos circulares com pausas intermitentes em que se abria o funil com o colo do funil para cima a fim de permitir a liberação do excesso de pressão causada pelos vapores de DCM. Após algumas mexidas o funil foi recolocado no suporte e permitiu-se que as fases separassem. A fase inferior, orgânica, foi retirada primeiro em um béquer; e a fase aquosa em seguida, em outro. Este processo foi repetido 3 vezes com a mesma fase orgânica porém cada vez com uma nova solução de 10ml de NaOH que após a etapa de extração foi reunida à fase aquosa das outra extrações. Ao final obteve-se 30ml de solução de DCM e 30 ml de solução aquosa. A fase orgânica foi transferida para um vidro de relógio e este foi transferido para a capela onde o solvente evaporou lentamente até que só restasse o soluto. À fase aquosa foi adicionada uma solução de HCl concentrada (68% molar) de tal forma a protonar o soluto numa reação ácido base que formou NaCl, que se manteve em solução, e o ácido original, que precipitou da solução aquosa. Este precipitado foi filtrado, lavado (com água destilada resfriada) e secado num funil de buchner acoplado a um kitasato. 2.2 Recristalização e Purificação 2.2.1 Material • Capilares • Placa de aquecimento • Sólidos separados na etapa de extração • Solventes • Gelo • Funil • Filtro à vácuo • Funil de Buchner • Kitasato 2.2.2 Métodos Utilizando os sólidos obtidos através da extração ácido-base, realizou-se o teste de solubilidade em ambos os sólidos para o etanol e a água, a frio e a quente. O solvente escolhido para a recristalização do ácido foi a água, pois o sólido se apresentou insolúvel neste solvente à temperatura ambiente porém solúvel a quente. Para o neutro, foi utilizada uma mistura dos solventes etanol, no qual ele era solúvel à temperatura ambiente, e água, no qual ele era insolúvel tanto a quente quanto a frio. O ácido foi adicionado a um erlenmeyer, e este foi aquecido sobre uma placa de aquecimento e gradativamente foi adicionada água agitando intermitentemente até que todo sólido fosse dissolvido com a menor quantidade de solvente possível. Após a completa solubilização, ainda quente, o conteúdo do erlenmeyer foi filtrado por um papel de filtro comum para um outro erlenmeyer, previamente aquecido a aproximadamente 100ºC para evitar precipitação do composto no colo do funil ou ainda antes da filtração. Para a solubilização do neutro este foi dissolvido em quantidade mínima de etanol e a esta solução foi adicionada água até que a solução turva-se, apontando precipitação do soluto. A solução foi então aquecida até que ocorresse a ressolubilização do precipitado. Similarmente ao processo utilizado no ácido, foi realizada uma filtração a quente da solução nim filtro previamente aquecido para um outro erlenmeyer, também previamente aquecido. Ambas as soluções foram deixadas sobre a bancada até que atingissem a temperatura ambiente e ocorresse cristalização. Os erlenmeyers contendo os cristais foram então transferidos para banhos de gelo para garantir maior rendimento na cristalização. Os respectivos sólidos foram então filtrados, lavados e secados num funil de buchner acoplado a um kitasato por sua vez acoplado a uma bomba de vácuo. Os cristais resultantes de cada uma das purificações foram reservados para a próxima etapa. 2.3. Ponto de fusão 2.3.1 Material • Suporte • Tubos capilares • Bico de Bunsen • Tubo de Thiele com óleo • Garra móvel • Sólidos da amostra 3 purificados • Mufa • Termômetro • Elástico 2.3.2 Métodos O suporte foi posicionado na bancada e a ele foram acopladas as mufas às quais, por sua vez, foram presas as garras móveis, a de três dedos na de cima e a de dois na de baixo. À garra de dois dedos foi preso o tubo de thiele, contendo óleo, a aproximadamente quatro dedos acima do bico de bunsen; à de três, o termômetro. Cada um dos tubos capilares foi selado em uma das extremidades posicionando-a no fogo até que o vidro fundisse fechando a abertura, em seguida uma quantidade da amostra foi colocada pela extremidade aberta do capilar e este foi então batido contra a bancada com a extremidade fechada para que a amostra descesse. Para cada medida um tubo capilar contendo o analito foi preso ao termômetro, com o auxílio do elástico, de tal forma que a amostra e o bulbo do termômetro ficassem lado a lado. A montagem mufa/garra/termômetro/capilar foi então foi baixada até que o bulbo do termômetro estivesse submerso no óleo contido no tubo de thiele aproximadamente na altura do acesso superior da alça do tubo à coluna principal dele. A alça do tubo de thiele foi aquecida sobre a chama do bico de bunsen produzindo uma corrente de convecção no óleo que aqueceu a amostra enquanto a marcação de temperatura no termômetro foi monitorada. Uma primeira temperatura (T. Inicial) foi registrada para quando a primeira gota da substância se torna visível e uma segunda (T. Final) para quando a amostra se liquefaz totalmente. Este processo foi repetido ´para ambos os sólidos, o proveniente da fase aquosa da extração (ácido), e o proveniente da fase orgânica (neutro). 2.4. Teste de Solubilidade 2.4.1 Material • Amostras 3 (proveniente da fase aquosa) • Amostra 3 (proveniente da fase orgânica) • Solventes • Pipeta • Espatula • Microtubo 2.4.2 Método Com o auxílio de uma espátula foi coletada uma pequena quantidade do sólido (ponta de espátula) e esta foi colocada dentro do microtubo. Em seguida o microtubo foi preenchido até cerca de 2 cm utilizando cada um dos solventes conforme a marcha de solubilidade (figura 2), o recipiente foi então agitado até que ocorresse, caso ocorresse, a dissolução. 2.5. “Spot Test” 2.5.1 Material • Vidro de relógio • Formol • Ácido sulfúrico Concentrado • Solução de 2,4-dinitrofenilhidrazina • Solução de nitrocerato 2.5.2 Métodos 2.5.2.1 Le Rosen Colocou-se 5 gotas de solução contendo o analito em um vidro de relógio e pingou-se aproximadamente 5 gotas de formol (metanal) e em seguida 5 gotas de ácido sulfúrico concentrado, e observou-se a cor. Uma mudança de cor na solução originalmente incolor foi registrada como um resultado positivo e a ausência desta como negativo. Foi realizado também um teste num composto sabidamente não possuidor do grupo funcional benzênico (ácido acético) a fim de produzir um resultado negativo para fins comparativos. Com este mesmo objetivo foi realizado também um ensaio em branco, sem amostra nenhuma, para verificar se o reagente não mudaria de cor por si só, revelando algum problema com ele que geraria falsos positivos. 2.5.2.2 Teste da 2,4-dinitrofenilhidrazina Adicionou-se 5 gotas de solução contendo o analito em um vidro de relógio foram pingadas algumas gotas da solução de 2,4-dinitrofenilhidrazina e observou-se a formação ou não de precipitado amarelo avermelhado. A formação de um precipitado amarelo- avermelhado foi registrada como um resultado positivo e a ausência deste como negativo. Foi realizado também um teste num composto sabidamentenão possuidor do grupo funcional carbonila (tolueno) a fim de produzir um resultado negativo para fins comparativos. Com este mesmo objetivo foi realizado também um ensaio em branco, sem amostra nenhuma, para verificar se o reagente não produziria um precipitado por si só, revelando algum problema com ele que geraria falsos positivos. 2.5.2.3 Teste do nitrocerato Foram adicionadas 5 gotas de solução contendo o analito num vidro de relógio e sobre este foram pingadas 5 gotas do reagente observando se ocorria uma mudança de cor. Uma mudança de cor na solução originalmente amarela foi registrada como um resultado positivo e a ausência desta como negativo. Foi realizado também um teste num composto sabidamente não possuidor do grupo funcional hidroxila (propanona) a fim de produzir um resultado negativo para fins comparativos. Com este mesmo objetivo foi realizado também um ensaio em branco, sem amostra nenhuma, para verificar se o reagente não mudaria de cor por si só, revelando algum problema com ele que geraria falsos positivos. 3 – Resultados 3.1 Extração Ácido-Base Após a realização da extração ácido base, obteve-se como resultado duas soluções, uma orgânica (DCM como solvente) e uma aquosa. A solução orgânica foi transferida para um vidro de relógio que por sua vez foi transferido para a capela onde foi deixado até que todo o solvente evaporasse e restasse apenas o soluto nele contido, este sólido foi transferido para um recipiente para ser reservado para a etapa seguinte, de purificação. Já à solução aquosa foi adicionado ácido clorídrico concentrado de tal forma a protonar o soluto, um sal orgânico de sódio, numa reação de dupla troca que formou NaCl, que se manteve em solução, e o ácido original, que precipitou da solução aquosa (figura 7). Este precipitado foi filtrado, lavado (com água destilada resfriada) e secado num funil de buchner acoplado a um kitasato. Figura 7 - reação de dupla troca (fonte-produção autoral) 3.2 Recristalização Após a realização da recristalização, foi possível observar que o sólido proveniente da fase orgânica, o neutro, possuia aparência amarelada, enquanto o sólido proveniente da fase aquosa (ácido) possuia aparência esbranquiçada 3.3 Ponto de Fusão Tabela 1 - Resultados da medida do ponto de fusão do ácido T. inicial (ºC) T. final (ºC) ∆T (ºC) Média (ºC) 1ª medida 123 124 1 123.5 2ª medida 119 120 1 119.5 3ª medida 121 122 1 121.5 Média das medidas 121.5ºC Desvio padrão 2ºC Tabela 2 - REsultados da medida do ponto de fusão do neutro T. inicial (ºC) T. final (ºC) ∆T (ºC) Média (ºC) 1ª medida 79 80 1 79.5 2ª medida 80 81 1 80.5 3ª medida 81 82 1 81.5 Média das medidas 80.5ºC Desvio padrão 1ºC Admitindo uma margem de erro de 5ºC para mais ou para menos e analisando a Lista de Sólidos Possíveis (figura 6) as substâncias com pontos de fusão compatíveis são: Fase aquosa Sólido Estrutura PF (oC) Ácido benzoico 122,35 Ácido pícrico 122,5 β-naftol 121,5 Fase Orgânica Sólido Estrutura PF (oC) Ácido fenil-acético 76,5 4-hidroxi-3-metoxi-benzaldeído 81.5 Dibenzofurano 79-82 Naftaleno 80.26 3.4 Solubilidade Segue abaixo os resultados observados para a análise de solubilidade para os respectivos sólidos de acordo com a marcha de solubilidade ilustrada na FIGURA 2: Tabela 3 - marcha de solubilidade do Ácido Água NaOH (sol. aq. 10%) NaHCO₃ (sol. Aq. 10%) insolúvel solúvel insolúvel GRUPO dos fenóis Tabela 4 - marcha de solubilidade do Neutro água NaOH (sol. aq. 10%) HCl (sol. aq. 10%) H₂SO₄ (conc.) insolúvel Insolúvel insolúvel insolúvel GRUPO dos inertes (alcanos, haletos de alquila, compostos aromáticos) 3.5 “Spot Test” Tabela 5 - resultados dos “spot tests” Teste do Nitrocerato (aponta presença de álcool) Teste da 2,4-dinitro-fenilhidrazina (aponta presença de grupo funcional cetona ou aldeído) Teste de Le Rosen (aponta presença de compostos aromáticos) Ácido negativo positivo positivo Neutro negativo negativo negativo 4 – Discussão Dentre os compostos cujo ponto de fusão é compatível com o do ácido todos possuem anel aromático, como confirmado pelo teste de Le Rosen (tabela 5) porém o ácido pícrico e o ácido benzóico por serem ácidos fortes (relativamente, para compostos orgânicos) seriam solúveis na solução de bicarbonato de sódio (10%) e portanto podem ser descartados restando apenas o β-naftol que inclusive se encaixa também no grupo dos fenóis, determinado pela marcha de solubilidade para o ácido (tabela 3). Já para o neutro, dos composto de ponto de fusão compatível, há dois que pertencem ao grupo dos inertes determinado pela marcha de solubilidade, o dibenzofurano e o naftaleno. O teste de Le Rosen foi negativo, contudo, apesar de um resultado positivo confirmar a presença de um composto aromático, um resultado negativo não descarta a possibilidade de um composto aromático, como é o caso destes dois compostos. Todavia, como indica a tabela da figura 3, o naftaleno teria um resultado positivo no teste de Le Rosen e demonstraria uma cor verde na solução, o que não ocorreu. Ademais, como consta na figura 6, os cristais do naftaleno apresentam aparência esbranquiçada enquanto os do dibenzofurano apresentam aparência amarelada, como observado nos resultados após a purificação do neutro. As evidências apontam, portanto, para o dibenzofurano. 5 – Conclusão Conclui-se, portanto, que os compostos presentes na amostra 3 são o β-naftol (figura 8) e o Dibenzofurano (figura 9) . figura 8 - estrutura do β-naftol Fonte - IUPAC figura 9 -estrutura do dibenzofurano Fonte - merckmillipore, comerciante de produtos químicos 6 – Referências • CONSTANTINO, M. G.; SILVA, G. V. J.; DONATE, P. M.; Fundamentos de Química Experimental. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004. • LENZI, E. et al.; Química Geral Experimental. Rio de Janeiro: Freitas Bastos Editora, 2004. • RUSSELL, John B.; Química Geral vol.1, São Paulo: Pearson Education do Brasil, Makron Books,1994. • SARDELLA, Antônio; MATEUS, Edegar; Curso de Química: química geral, Ed. 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