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Anatomia Patológica| Rebecca Noguchi Tumores Pulmonares Aulas 16 – Transcrição da aula (Bruna Fernandes) + Explicações de resumos antigos Existem no pulmão tumores benignos e malignos, tumores de origem epitelial, de origem mesenquimal, mas existe um grupo de tumores que genericamente são chamados de carcinomas broncogênicos – tumores malignos de origem epitelial e que se desenvolvem nos brônquios e bronquíolos, terminações mais finas. Então, esses tumores são comumente chamados de carcinomas broncogênicos, existem vários tipos de carcinomas broncogênicos que serão estudados. Vocês sabem da relação dos tumores malignos do pulmão (tumores malignos são os mais comuns, os benignos são bem mais raros) com o tabagismo, com a poluição, com substâncias radioativas e também com alterações genéticas que o indivíduo apresenta, sobretudo o desenvolvimento dos oncogenes. Existem no sistema genético do indivíduo elementos chamados de proto-oncogenes, que funcionam no processo de proliferação e diferenciação das células e que quando eles se tornam alterados se transformam em oncogenes, e com isso, as células adquirem uma característica neoplásica. Então, existem vários fatores relacionados também. Quando a gente fala em tumor de pulmão, nós temos que pensar em alguns aspectos macroscópicos e muitas vezes, aspectos topográficos. Por exemplo, vocês estão vendo aqui a árvore brônquica, o que está em escuro são os brônquios principais e o que está em cinza são os brônquios intermediários, segmentares, e todo o restante em branco correspondem àquelas estruturas dos bronquíolos alveolares, alvéolos e etc. Com isso nós temos na topografia broncopulmonar uma região central, uma região intermediária e uma região periférica. - A região central caracterizada pelos brônquios principais e lobares. - A área intermediária pelos brônquios segmentares e sub-segmentares. - E a área periférica pelos brônquios finos e bronquíolos. Essa divisão é importante porque, topograficamente, os tumores vão se localizar em uma dessas regiões. >>> Aqui vocês estão vendo carcinoma brônquico primitivo e como classificação topográfica, os tumores centrais, os tumores intermediários e os tumores periféricos. E o quê que isso interessa?! Bom, interessa em primeiro lugar que pra você ter o diagnóstico de um tumor e poder tratar, você precisa de um exame histopatológico e pra isso, você tem que ter acesso àquela lesão. Então, vocês observem que um tumor de localização central é facilmente alcançado através da broncoscopia e de uma posterior biópsia. O tumor de localização central é facilmente alcançado através da broncoscopia, com a biópsia. Ele está naqueles brônquios principais. Também pode acontecer com relação aos brônquios segmentares. Às vezes, se utilizam métodos, como o escovado ou lavado brônquio-alveolar, para a retirada também de células atípicas. Mas, é tudo através da broncoscopia. Entretanto, quando se olha o tumor periférico, fica muito mais difícil esse procedimento. Um tumor de localização periférica é muito mais fácil de ser alcançado por uma punção, com agulha fina; ou mesmo, por uma biópsia a céu aberto, na qual se retira um fragmento dele. Anatomia Patológica| Rebecca Noguchi Então, essa classificação topográfica em tumor central, intermediário e periférico tem uma importância, primeiro porque alguns tipos histopatológicos mostram uma predileção por um determinado local desses; e por outro lado também, pela facilidade de acesso para retirar o fragmento. Ninguém vai tratar de um câncer de pulmão, ou qualquer outra neoplasia maligna, sem laudo histopatológico. Isso é fundamental. Primeiro, para você saber que aquilo é uma neoplasia maligna; e depois, para saber que tipo de neoplasia é, porque os tratamentos muitas vezes são diferentes. Considerando essa classificação topográfica, é bom lembrar, ainda, uma outra situação interessante, que é o tumor que tem uma localização periférica, e que se localiza no ápice pulmonar. Algumas vezes, os tumores estão localizados lá naquela região que se costuma chamar magno sulco pulmonar superior, sulco da artéria subclávia. Seria um tumor daquela localização apical. Esses tumores se expandem, vão descendo, formam ali uma massa, comprometem a pleura parietal daquela região superior do gradil costal. E essa é uma região que apresenta várias estruturas, entre elas, o plexo braquial e o simpático cervical. E esse tumor, muitas vezes, chega a comprometer o plexo braquial, e o indivíduo passa a ter dor nos membros superiores, na região do bloco axilar, na omoplata, se estendendo para a parte dorsal, ou cubital dos membros superiores. E, às vezes, com isso, tem até atrofia de músculos da mão, pelo comprometimento do plexo braquial. E, muitas vezes, ele também comprometendo o simpático cervical, sobretudo o gânglio estrelado (estrutura ganglionar que é relacionada a uma “fusão” entre o último cervical – cervical inferior – simpático e o primeiro torácico), ele causa uma síndrome muito característica, que é chamada de Síndrome Claude Bernard Horner, que é representada por uma ptose palpebral, miose, enoftalmia, anidrose ipsilateral. E, às vezes, uma rubefação do mesmo lado. Então é uma consequência de todo esse comprometimento do simpático cervical. Esses tumores de localização apical que desenvolvem todas essas manifestações são chamados de Tumor de Pancoast. E esse conjunto sindrômico de elementos que o compõem, é chamado de Síndrome de Pancoast. Ela se refere às alterações dolorosas de atrofia relacionadas ao comprometimento do plexo braquial, incluindo também, a Síndrome de Claude Bernard Horner. Se refere, também, a uma massa no ápice pulmonar, que pode comprometer as primeiras costelas, e também até o corpo vertebral, e outras estruturas adjacentes. Então, isso vai constituir a chamada Síndrome de Pancoast. E o tumor no ápice pulmonar com essa sintomatologia é chamado de Tumor de Pancoast. Tumor de Pancoast: tumor apical que destrói as estruturas vizinhas, causando lesão óssea (comprometimento de vértebras e costelas), e alterações relacionadas ao comprometimento do plexo braquial, causando atrofia dos músculos das mãos e dor na região ulnar, e do plexo cervical (sistema simpático cervical, principalmente gânglio estrelado, causando a Síndrome de Horner, caracterizada por miose, ptose palpebral, enoftalmia e anidrose ipsolateral). A todos esses sinais, chamamos de Síndrome de Pancoast. Quando falamos do aspecto macroscópico dos tumores de pulmão nós temos uma abordagem da característica morfológica e temos uma abordagem topográfica. Sob o ponto de vista topográfico: (1) central, (2) intermediário, (3) periférico, e destacando-se ainda o tumor de localização apical, conhecido como (4) tumor de Pancoast. >>Slide: exemplo de tumor de localização central. O tumor macroscopicamente tem uma característica geralmente firme e de uma tonalidade branco-acinzentada. Nesse slide há comprometimento Anatomia Patológica| Rebecca Noguchi também do gânglio próximo. O que está esbranquiçado é metástase, e o escuro é o pigmento antracótico. O indivíduo provavelmente viveu num ambiente poluído. Slide: outro exemplo de tumor de localização central. É fácil retirar fragmentos dessa lesão através da broncoscopia. Slide: aqui, os brônquios principais têm aspecto hiperemiado. Além das alterações esbranquiçadas, cancerosas, com certeza existem alterações em outros pontos. Slide: tumor de localização intermediária. Uma estrutura nodular há meio caminho do hilo e da pleura. Provavelmente relacionado a brônquios segmentares ou subsegmentares. -> Como cresce o tumor? Outra expressão macroscópica é seu desenvolvimento: 1. Tumor vegetante Ele podeir se desenvolvendo como uma massa vegetante para o interior da luz do brônquio. Fazendo uma ‘excrescência’ para o interior da luz do brônquio. Se o brônquio é grande, o ar passa com facilidade, mas se é um brônquio menor, aquilo pode obstruir, facilitando o surgimento de áreas atelectásicas – de colabamento de alvéolos nas regiões mais adjacentes. Ou pode existir um mecanismo valvular em que o ar entra (inspiração é um processo ativo), mas tem dificuldade de sair (processo passivo), surgindo assim áreas de dilatação dos espaços aéreos, constituindo focos enfisematosos. Os tumores vegetantes têm crescimento exofítico da parede do brônquio, em direção à luz. 2. Tumor infiltrante Ele também pode se desenvolver como uma ocupação progressiva do parênquima pulmonar pela massa tumoral, que vai infiltrando de uma forma homogênea. Em relação à luz do brônquio praticamente não há crescimento, mas ele cresce da parede do brônquio para o interior do tecido pulmonar fazendo um processo infiltrativo. Os tumores infiltrantes crescem da parede do brônquio em direção ao parênquima, infiltrando-o. O tumor em questão tem uma característica basicamente infiltrante e notem que em relação a luz do brônquio praticamente não há nenhum crescimento, mas ele cresce da parede do brônquio para o interior do tecido pulmonar, fazendo um processo infiltrativo. Então uma outra forma macroscópica seria o tumor infiltrante, predominantemente infiltrante. A mesmo coisa é observada na figura: o tecido esbranquiçado é o tumor e o tecido mais escuro é o pulmonar com bastante pigmento antracótico, também com característica infiltrante. 3. Tumor Ulcerado: Já sob outra forma nota-se como se fosse uma escavação, lembra até uma caverna tuberculosa. Essa forma tumoral é chamada de forma escavada ou ulcerada. O indivíduo, provavelmente teve a princípio uma lesão mais densa e sólida que deve ter sofrido algum processo de necrose e escavou ou ulcerou, constituindo outra forma macroscópica. Esse caso inclusive, durante a autópsia, se pensou que pudesse ser uma caverna tuberculosa, foi então retirado um fragmento, feito um exame de congelação e observou-se que na verdade aquilo era na verdade uma neoplasia maligna do pulmão com essa característica ulcerada ou escavada. Mais de perto vemos essa característica anfractuosa, irregular e a tonalidade esbranquiçada ali presente. Os tumores ulcerados ou escavados sofrem um processo interno de necrose, podendo até assemelhar-se a uma caverna tuberculosa. Então as principais formas de desenvolvimento dele são : Anatomia Patológica| Rebecca Noguchi Vegetante Infiltrante Ulcerado Misto desses três processos Nódulo isolado (que pode ser tumor ou não) Supondo um indivíduo com tosse, perda de peso, certa falta de ar, dispnéia, faz-se um raio X e não se vê a princípio uma lesão tumoral. Mas se percebem focos de áreas enfisematosas, áreas em que estariam dilatados os espaços aéreos, bem como focos pneumônicos pequenos nas extremidades. O indivíduo é um fumante. Tem que se suspeitar de um tumor de pulmão, que pode estar num brônquio pequeno e que ocluiu de uma forma como se fosse um mecanismo valvar e facilitou o aparecimento dessas formas enfisematosas, atelectásicas e até processos infecciosos associados. Existem diversas maneiras que o indivíduo pode vir a apresentar aquela lesão sob o ponto de vista de um diagnóstico. Às vezes é muito declarado (ao se fazer o raio X já se observa), mas muitas vezes a lesão ainda é pequena e vai se manifestar clinicamente por um aspecto clínico de dispnéia, tosse, hemoptise, emagrecimento sendo que o raio X simples pode sugeria alguns focos e induzir a utilização de outras técnicas radiológicas para definir o resultado. Outras vezes o indivíduo apresenta a lesão como um nódulo na região hilar ou um nódulo isolado, constituindo uma outra forma macroscópica de apresentação. Um nódulo isolado pode ser tumor ou não. Existem certas infecções, por exemplo a tuberculose, que pode dar o tuberculoma; a histoplasmose, geradora do histoplasmoma, ou outras condições podem simular uma lesão tumoral e não são tumores. Os tipos de aparência macroscópica dos tumores pulmonares que podem apresentar: Bala de canhão: A lesão pode aparecer como um nódulo isolado, esbranquiçado ou ainda como uma grande massa tumoral com aspecto em Bala de canhão, característica macroscópica. Nesta forma exagerada, o tumor pode crescer tanto que pode chegar a ocupar o pulmão inteiro, porém acontece em uma forma mais lenta. Existem tumores com tipos histológicos muito agressivos que se disseminam com muita rapidez e outros que possuem um crescimento local mais expressivo e são mais lentos na sua disseminação. Aspecto pneumônico: Aspecto relacionado a um determinado tipo histológico com característica bastante uniforme, com algumas áreas vinhosas, mas que lembra um processo pneumônico, por sua densidade e forma de apresentação radiológica. Relacionado com os carcinomas bronquíolo- alveolares. Esse tipo de tumor pode ser confundido radiologicamente com uma lesão pneumônica. Aspecto com característica vinhosa e multifocal, como vários nódulos distribuídos, relaciona- se a tumores de origem vascular. Por exemplo, angiosarcomas, hemangiomas e temos o sarcoma de Kaposi que forma esses nódulos vinhosos mesmo não sendo um carcinoma, contudo também é uma condição maligna. Tumores de natureza vascular, principalmente os sarcomas, formam nódulos vinhosos na superfície do pulmão e córtex. Apresentação com vasos linfáticos subpleurais em aspecto de linhas claras porque estão repletos de células neoplásicas. Ocorre uma infiltração desses vasos por células tumorais pulmonares Anatomia Patológica| Rebecca Noguchi dando um aspecto de linfangite carcinomatosa. Não se trata de um processo inflamatório e sim de um processo neoplásico de infiltração do tumor através dos vasos linfáticos, algumas vezes formando áreas mais sólidas e mais densas numa localização subpleural. Quando o tumor se encontra perto da pleura, ele pode ocupar o espaço subpleural e infiltrar vasos linfáticos subpleurais (às vezes, formando nódulos), fazendo uma linfangite carcinomatosa. Quando falamos em expressão macroscópica de apresentação de tumor pulmonar teremos que definir: Localização topográfica: primeiro temos que falar da localização topográfica: central intermediária periférica virtual As características infiltrativas: infiltrante vegetante ulcerado Aspecto de apresentação: nódulo isolado massa tumoral tipo bala de canhão linfangite carcinomatosa aspecto pneumônico aspecto de tumores vasculares (vinhosa e multifocal) Muitas outras alterações podem acontecer como pleurite e aderência pleural, envolvendo um comprometimento pleural. - Muitas vezes tumores pulmonares se relacionam a processos de comprometimento pleural, até com um derrame pleural, muitas vezes hemorrágico ou com células neoplásicas, dependendo da intensidade do processo e da gravidade do quadro. - Infecções, focos atelectásicos, às vezes abscessos, focos enfisematosos, tudo isso faz parte de aspectos que podem acontecer em conjunto com a lesão tumoral. Por exemplo, um tumor obstruindo um brônquio, aquela secreção que se acumula naquele brônquio obstruído facilita um quadro infeccioso, facilita processos pneumônicos; como eu falei, obstrução ou semi-obstrução facilita focos enfisematosos ou focos atelectásicos. - À medida que o tumor vai se expandindo, ele vai tendendo a ocupar espaço, e o indivíduo vai ficando sem poder fazer a troca gasosa, e pode fazerhematose, ele vai tendo dispneia cada vez mais progressiva. Quando o tumor é bem extenso, ele pode comprometer todos esses grandes vasos pulmonares, cardíacos, e às vezes até comprometer a veia cava superior, e isso leva à síndrome da veia cava superior, o indivíduo fica com o rosto edemaciado, fica com circulação colateral no tórax, uma série de aspectos assim. E como vocês estão vendo aqui, cresceu, atingiu a pleura, provavelmente deve ter tido um grande derrame pleural ali, com células neoplásicas comprometendo. Esses tumores dão metástase com frequência, metástase para o cérebro, para os gânglios, para os ossos, para o fígado, às vezes o tumor surge ou se apresenta por uma manifestação secundária, pode ser uma lesão metastática. Por exemplo, o indivíduo apresenta um quadro de crise convulsiva, aí vai se investigar, faz-se um raio-x, uma tomografia, vê-se um nódulo e então com aquele nódulo já suspeita-se que ou é um tumor primário do cérebro ou aquilo é uma metástase, e com outra investigação, raio-x de tórax e etc você pode encontrar um tumor, Anatomia Patológica| Rebecca Noguchi mas às vezes nem encontra porque o tumor pode ser pequeno e surge como uma metástase, o indivíduo não sentia nada e tem uma crise convulsiva e você vai ver, metástase de tumor de pulmão. É muito comum uma metástase cerebral, ou uma lesão óssea, fratura, pode ser uma metástase óssea, hepática, e para outros órgãos também. Então, as lesões metastáticas em tumores mais avançados são muito frequentes. Mas existem outras situações clínicas que também são relacionadas ao tumor, mas longe da presença dele, por exemplo, o indivíduo pode ter um determinado tipo histológico de tumor de pulmão e nem saber direito que tem, e desenvolver uma síndrome de Cushing, aquela síndrome de estimulação da córtex da supra-renal a produzir cortisol e que fica com fácies de lua cheia, abdome em batráquio, os membros finos, por que ele fez isso? Porque aquele tumor produziu uma determinada substância hormonal que estimulou a córtex da supra-renal a produzir cortisol e esses envolvem esta síndrome. Isto é denominado de síndrome paraneoplásica, é algo que acontece à distância mas não relacionado a uma metástase, é relacionado a algum produto produzido pelo tumor. - É lógico que à medida que o tumor vai se desenvolvendo, vai cada vez tendo pior prognóstico. Você encontra o tumor com menos de 3cm, distante dos pontos principais e distante da pleura, só aquele ponto com menos de 3cm e distante de tudo, ele tem um prognóstico muito melhor do que, por exemplo, um tumor que já tenha envolvimento ganglionar, uma metástase ganglionar, ou que seja de um tamanho maior, ou mais próximo da carina. Então se tem estadiamento dos tumores, através do sistema TNM, operações relacionadas ao tumor, há presença de metástase ganglionar ou metástase à distância. Há três tipos de lesões epiteliais precursoras dos carcinomas: displasia escamosa e carcinoma in situ, displasia adenomatosa atípica e hiperplasia idiopática de células neuroendócrinas pulmonares. Eles geralmente surgem dentro e ao redor do hilo, em brônquios de primeira, segunda e terceira ordem. Eles têm a coloração cinza esbranquiçada e são firmes e duros. Os mais volumosos têm áreas focais de hemorragia e necrose, produzindo um mosqueamento e amolecimento amarelo-esbranquiçado. Algumas vezes, os focos esbranquiçados formam cavitações. Complicações: há quadros infecciosos associados ao tumor (focos broncopneumônicos), e também pode haver derrame pleural, que pode ser hemorrágico. A invasão ou compressão da veia cava superior pode causar congestão venosa, edema de cabeça e pescoço e compromisso circulatório (síndrome da veia cava superior). Os tumores podem produzir substâncias similares a hormônios, como ACTH (Síndrome de Cushing), calcitonina (hipocalcemia), ADH (hiponatremia), paratormônio (hipercalcemia), gonadotrofinas (ginecomastia), serotonina e bradicinina (síndrome carcinoide). A isto, chamamos síndromes paraneoplásicas. As metástases mais comuns são para os gânglios, sistema nervoso, suprarrenais, osso e fígado. A obstrução brônquica parcial pode levar a enfisema focal acentuado, e a obstrução total a uma atelectasia. A drenagem deficiente das vias aéreas é causa comum de bronquite supurativa ou ulcerativa grave ou bronquiectasia. Pode haver também a formação de abscessos pulmonares. A extensão para os sacos pericárdicos ou pleurais pode causar pericardites ou pleurites. O estadiamento desses tumores é feito através do sistema TNM, operações relacionadas ao tumor, presença de metástase ganglionar e presença de metástases a distância. Com relação aos tipos histológicos, existem alguns tipos que são mais comuns: Um deles é o carcinoma de células escamosas (carcinoma escamoso, carcinoma epidermoide). É uma alteração que vem de um epitélio escamoso, que lembra uma mucosa da boca, da pele, que não existe Anatomia Patológica| Rebecca Noguchi normalmente no pulmão. Geralmente esse tumor se desenvolve por processos irritativos antigos, muito relacionados ao tabagismo, poluição. O individuo fica respirando essas partículas poluentes, de tabaco que ficam irritando a mucosa brônquica, e faz com que a mucosa sofra erosão, perdendo suas células. As células totipotenciais tentam renovar aquele epitélio, só que elas percebem que se produzirem um epitélio semelhante ao normal (colunar ou cúbico) ele será erosado da mesma forma. Desse modo, as células totipotenciais renovam aquele epitélio produzindo outro mais resistente, se diferenciando em células que fazem com que o epitélio adquira várias camadas, havendo então um epitélio pavimentoso estratificado. Esse processo é chamado metaplasia, que é a transformação de um epitélio adulto em outro tipo de epitélio adulto e como se faz em direção a um epitélio escamoso, é chamada metaplasia escamosa. A irritação continua e esse processo irritativo crônico faz com que o epitélio escamoso apresente atipias e perda da polaridade das células em virtude desse quadro de agressão e começam a surgir alterações displásicas, que a princípio ocorrem com hiperplasia das células em camadas inferiores, depois as células das camadas inferiores ficam atípicas e esse processo vai se estendendo progressivamente para camadas mais superiores e depois todo o epitélio se mostra com células atípicas, irregulares, com perda da polaridade. Assim, esse processo se inicia com um processo de displasia lenta, moderada, até se tornar um carcinoma in situ. É carcinoma in situ, pois as células neoplásicas estão limitadas ao epitélio e não ultrapassam a membrana basal e com isso, ainda não possuem potencial metastático. Quando essas células ultrapassam a membrana basal e atingem o “core” (não sei se é isso mesmo), local onde há vasos sanguíneos, elas adquirem características metastáticas e, portanto, adquirem características de um cacinoma invasivo. Assim, o carcinoma escamoso se faz nesse sentido: metaplasia escamosa, displasia, carcinoma in situ. A displasia e o carcinoma in situ são lesões precursoras de um carcinoma invasivo, com maior potencial de disseminação. Histologicamente, esse tipo de carcinoma escamoso possui características muito marcantes. Há tendência à produção de estruturas com ceratinização concêntrica, denominadas pérolas córneas. E também as células que compõem esse tumor possuem pontes intercelulares. Quanto mais diferenciado é o tumor, mais ele se assemelha ao seu tecido de origem, e geralmente os mais diferenciados possuem crescimento mais lento. Quando se encontra um carcinoma escamoso com células ceratinizando, pérolas córneas, células com pontes intercelulares, menos agressivo e mais diferenciado é o tumor. À medida que se diminui essaspontes e as pérolas córneas, o tumor se torna moderadamente diferenciado, até se tornar carcinoma escamoso pouco diferenciado, quando não se percebe quase nenhuma pérola córnea nem as pontes intercelulares. ... até se tornar pouco diferenciado, carcinoma escamoso pouco diferenciado, quando não se percebe quase nenhuma perola córnea ou quando não se identifica muito bem as pontes intercelulares. Então, histologicamente eles podem ser: bem diferenciado, moderadamente diferenciado ou pouco diferenciado, dependendo desses elementos que vão sendo observados, sobretudo as perolas córneas, a queratinização e as pontes intercelulares. Forma essa perola córnea porque, ela tem uma característica concêntrica, a natureza do epitélio escamoso é ele ceratinizar em um plano, mas como aquelas células escamosas estão no meio da derme, no momento de ceratinizar tem que fazer essa formação de perola córnea. Quanto menos diferenciado, mais agressivo se caracteriza. Anatomia Patológica| Rebecca Noguchi Carcinoma escamoso/epidermóide: é o principal tumor de não-pequenas células, com células em várias camadas que ceratinizam e com pontes intercelulares. É mais comum em tabagistas, pois a irritação do epitélio provoca morte celular e estimulação das células totipotentes, levando a uma metaplasia com substituição do epitélio pulmonar por epitélio escamoso (mais resistente). A metaplasia leva a alterações displásicas (células com atipias nas camadas mais inferiores e perda de polaridade),que levam à formação de um carcinoma in situ (não ultrapassa a membrana basal, sem possibilidade de metástase). Quando o tumor infiltra a membrana basal, o córion adquire forma nodular concêntrica, formando a pérola córnea, que sofre ceratinização (tecido bem diferenciado). As células são avermelhadas pela formação de ceratinas e com citoplasma eosinofílico acentuadamente denso, e tem-se alta taxa mitótica. Quando o tecido perde a capacidade de formar as pérolas, torna-se indiferenciado. Os tumores escamosos são, geralmente, de localização central. Outro grupo de tumores histológicos importantes são os adenocarcinomas. Os adenocarcinomas, diferente dos carcinomas escamosos, eles geralmente tem tendência mais periférica enquanto o carcinoma escamoso é mais central. O adenocarcinoma tem aumentado muito a incidência nos últimos tempos, sobretudo em mulheres. Tem relação também com o tabagismo, embora em uma freqüência menor que o carcinoma escamoso. Ele vai formar, às vezes, aspectos diversos, como por exemplo, formações acinosas, ácinos, muito típicos; outras vezes ele adquire uma característica papilar, formando papilas; outras vezes eles são sólidos, com células produzindo mucina. Então, há varias características histológicas. Existe uma variante, que é o carcinoma bronquioloalveolar. O adenocarcinoma é um tumor geralmente sólido, bem definido, infiltrante, e que vem muitas vezes de uma hiperplasia adenomatosa típica, que pode evoluir para essa forma de carcinoma bronquioloalveolar e que depois se torna mais nitidamente infiltrante e vira propriamente um adenocarcinoma ____. O carcinoma bronquioloalveolar tem como característica revestir os espaços aéreos com as células neoplásicas, e ele praticamente não infiltra muito, ou muito pouco, ele praticamente vai ocupando os espaços aéreos, atapetando os espaços aéreos e consequentemente o individuo vai tendo dificuldade em realizar o processo de hematose e é esse que muitas vezes tem a característica macroscópica que lembra um processo pneumônico. Esses carcinomas bronquioloalveolares podem ser não mucinosos ou mucinosos. Quando eles são não mucinosos, as células se colocam uma ao lado da outra lembrando borboletas em um fio, ele é chamado de forma lepídica porque lembra borboleta. E quando são mucinosos, as células são altas com conteúdo mucinoso no interior que vai atapetando a estrutura toda. Adenocarcinomas: são outros tipos de carcinomas de não pequenas células. Podem ser derivados de células do revestimento epitelial brônquico ou de glândulas brônquicas (como o carcinoma bulboepidermoide e carcinoma adenoide-cístico). Pode ter padrão acinar, sólido ou bronquioloalveolar. O carcinoma bronquioalveolar ocorre no parênquima pulmonar nas regiões bronquioalveolares terminais, geralmente na periferia do pulmão em nódulos únicos ou múltiplos difusos (mais comum). Esses nódulos difusos coalescem fazendo um padrão pneumônico de consolidação. Não há destruição da arquitetura alveolar nem evidência de invasão estromal, vascular ou pleural. Pode ser de células secretoras ou não- secretoras, e é caracterizado por células altas que atapetam o alvéolo, diminuindo as trocas gasosas. Pode Anatomia Patológica| Rebecca Noguchi ser mucinoso (disseminam de forma aerógena, formando tumores satélites em nódulos solitários, múltiplos nódulos ou lobo inteiro consolidado) ou não-mucinoso (nódulo periférico adequado para ressecção). Na presença de secreção, os nódulos têm translucência mucinosa cinza, e na ausência formam áreas cinza- esbranquiçadas (mais semelhantes à pneumonia). O crescimento não tem invasão estromal, pleural ou vascular, mas sim ao longo das estruturas pré-existentes, sem destruição da estrutura alveolar (padrão lepídico – células tumorais como borboletas pousadas em uma cerca). Como não envolve os grandes brônquios, a atelectasia e enfisema são raros. Propõe-se que a evolução seja: hiperplasia adenomatosa atípica carcinoma bronquioalveolar adenocarcinoma invasivo. Além desses tipos, há carcinomas tipo adenocarcinomas que vem de glândulas brônquicas. Pois, esses outros citados são adenocarcinomas que, de modo geral, vem do epitélio de revestimento, mas existem nos brônquios estruturas glandulares definidas. E esses tipos de tumores que vem das glândulas brônquicas se assemelham muito a tumores das glândulas salivares, então os principais tipos são o carcinoma mucoepidermoide e o carcinoma adenóide-cistico, que são tumores que lembram tumores de glândulas salivares. O carcinoma mucoepidermoide, é um tumor que tem áreas que lembram um epitélio mais sólido, mais denso e estruturas glandulares soltas, misturadas. Tem áreas que lembram um epitélio mais sólido, mais denso, estruturas glandulares soltas, misturado . Aqui nós temos uma forma combinada em cima nós vemos que é um carcinoma que tem células bem vermelhas quer dizer células que ceratinizam portanto com características de um carcinoma escamoso . Enquanto que nessa área aqui ele forma uma glândulas, uns ácinos, característico de um adenocarcinoma. Então isso seria um carcinoma adeno escamoso. É uma forma vista. E muitas vezes os tumores de pulmão podem apresentar formas mistas histológicas e ai vocês podem ter essas combinações. E até mesmo o tratamento fica um pouco complexo. Um outro tumor bastante importante, é o carcinoma de células pequenas, ou carcinomas de pequenas células é esse caracterizado por pequenas células. Algumas vezes essas células se parecem com elementos linfocitários, como se fosse linfócitos de tão pequenas, e com uma relação núcleo citocromo grande. E aparece geralmente numa forma bastante densa, são agressivos infiltram, disseminam, metastatizam com facilidade. E esses tumores, eles são chamados de carcinomas de pequenas células, algumas vezes com células que são bem redondas, como se fosse um grão de aveia, conhecidas como “oat cell”; ás vezes são mais poliginares são mais fusiformes, em particular a forma “oat cell”. Carcinomas de Pequenas Células: são altamente malignos, com células epiteliais pequenas (menores que linfócitos em repouso), com citoplasma escasso, bordas mal definidas, cromatina finamente granular (padrão sal e pimenta), nucléolos ausentes ouinconspícuos e alta taxa mitótica. Esses tumores tem uma natureza neuroendócrina. E apresentam com frequência relação com síndromes paraneoplásicas. Produzem substâncias que vão causar alterações em outras regiões. Então é um tumor bastante agressivo, que muitas vezes quando ele é diagnosticado já não tem mais possibilidade cirúrgica. E a importância dele é tão grande nesse sentido, que muitas vezes nós vamos ouvir classificações dos tipos histológicos dos tumores de pulmão: em tumores de não pequenas células e tumores de pequenas células; Esse tumores também sofrem a ação de marcadores imunohistoquimicos, como sinaptofisina, graninas. Mas esses adenocarcinomas também tem alguns marcadores importantes como, por exemplo, PTF-1, fator de transcrição tireóidea, que são específicos para eles e para tumores de tireoide. Anatomia Patológica| Rebecca Noguchi Aqui é ele invadindo, a característica invasora. Ele se dissemina com facilidade. Ás vezes aparece como umas massas densas. Existem certas características histológicas pela grande destruição de células, o DNA se acumula na parede dos vasos dando uma basofilia na parede dos vasos, é chamado “efeito azularte?” E necrosa com facilidade por que cresce muito rapidamente, e evidente que o componente vascular não acompanha muito esse crescimento, essas áreas de necrose é um indicativo de agressividade vão aparecer; Existe uma variante que é uma forma combinada que é quando vocês tem esse tipo histológico associado ou a um carcinoma escamoso ou a um adenocarcinoma. É uma variante de carcinoma de pequenas células. Aqui também são caracteristicas deles, mas aqui são células um pouco mais poligonares. Outro tipo importante de tumor é o chamado carcinoma de células grandes. Carcinoma de grandes células. As células geralmente tem uma característica anaplásica importante. Nesses tumores talvez não tenha definição histológica tícpica. Eles podem na verdade um carcinoma escamoso ou adenocarcinoma que foram se tornando tão pouco diferenciados que já não se consegue pelas técnicas habituais chama-lo de carcinoma escamoso ou adenocarcinoma. Estaria ai incluído nos carcinomas de grandes células Carcinoma de Células Grandes: é um tumor epitelial maligno indiferenciado, sem as características citológicas do carcinoma de pequenas células ou a diferenciação glandular ou escamosa. Provavelmente, representam uma forma altamente indiferenciada do escamoso e adenocarcinoma. Algumas vezes, estes tumores podem ter células bastante atípicas e de tamanhos bem volumosos, estes tipos de tumores são daqueles que formam células maiores no organismo. Existem outras regiões, como por exemplo, a supra-renal (tumor do córtex da supra-renal) que dão tumores de células bem grandes. Imagem: Neste caso as células adquiriram, ainda, características monstruosas Imagem: exite uma variante do carcinoma de grandes células que é o carcinoma neuroendócrino de grandes células, é um carcinoma com caracterísitcas de neuroendócrino, quer dizer, tem grânulos secretores como ocorre no carcinoma de pequenas células, porém, pode acontecer caracterísitca de tumores de grande células, é uma variante. As vezes poderão ter também um adenocarcinoma com áreas de diferenciação neuroendócrino, seria uma combinação deste tumores. Mas o carcinoma de grandes células é indiferenciado que pode ter vindo de um escamoso ou um adenocarcinoma ou ainda ele ser de células neuroendócrinas. Quando se fala em tumor neuroendocrino existe ainda algumas particularidades, já vimos duas situações: carcinoma de pequenas células ( que é neuroendócrino) ou carcinoma de grandes células de células neuroendócrina. Mas existe outro tipo de tumor, menos agressivo, chamado de carcinóide, um tumor neuroendócrino com células regulares, dispostas em cordões, trabéculas ou formando algumas rosetas, antigamente chamava-se adenoma brônquico pela sua característica menos agressiva, mas é um carcinoma de um potencial de agressividade baixa, embora ele possa ser dividido em carcinóide típico (menos agressivo) e o carcinóide atípico (tumor com mais mitoses, mais agressivo que o anterior). Tumor Carcinóide Pulmonar: variante pouco agressiva do tumor neuroendócrino, geralmente acomete menores de 40 anos, em ambos os sexos. É uma neoplasia epitelial maligna de baixo grau, podendo ser típicos ou atípicos. Podem surgir centralmente (geralmente, massas semelhantes a dedos ou Anatomia Patológica| Rebecca Noguchi polipoides esféricas que comumente se projetam para o lúmen, e são cobertos por mucina intacta, se confinando aos brônquios-fonte principais) ou perifericamente (sólidos e nodulares). Em alguns casos, os centrais penetram na parede brônquica, formando lesão em botão de colarinho. Microscopicamente, o tumor é composto de arranjos celulares organoides, trabeculares, em paliçada, fita ou roseta separadas por um delicado estroma fibrovascular. As células são bastante regulares, com núcleos arredondados uniformes e quantidade moderada de citoplasma eosinofílico. Alguns são funcionantes, produzindo síndrome carcinoide clássica (ataques intermitentes de diarreia, flushing e cianose). Imagem do carcinóide: forma ilhotas, ilhas, células são bem mais regulares perto de cartilagem brônquica Imagem: existem tumores benignos, por exemplo, tumor benigno de estruturas condróides, chamados harmatromas condróides, constituído basicamente de cartilagem. Ainda há o tumor biofibroblástico inflamatório que é uma lesão com característica mais benigna Imagem: Com relação aos processos malignos, falamos dos carcinomas, mas se pode ter no pulmão tumores de natureza sarcomatosa, sarcomas pulmonares (leiomiossarcoma, condrossarcoma, fibrossarcoma, lipossarcoma),constituído por células fusiformas com várias mitoses muitas vezes atípicas. Imagem: pode haver linfomas primários do pulmão, existe tecido linfóide nele. Surge primariamente um linfoma Hodgkin ou não-Hodgkin. Imagem: primariamente pode surguir um melanoma, mas é raro, o comum é que seja um tumor metastático porque o pulmão recebe muitas metástases de várias outras estruturas, de outros locais (tumor de mama, do tubo digestivo, da próstata, cutâneos) Imagem: Os carcinomas broncogênicos destacados acima são os mais comuns. Mas a pleura pode desenvolver neoplasias, algumas vezes a neoplasia da pleura é benigna...... A pleura também pode desenvolver neoplasias. Algumas vezes, a neoplasia da pleura é benigna, é o chamado mesotelioma localizado. Mas outras vezes podemos ter os mesoteliomas malignos, que são tumores que vêm dessa estrutura, que pode levar ao encarceramento de todo o pulmão. Há relação, muitas vezes, com a Asbestose, que é a inalação dos corpos de Asbesto, Amianto, que vai até as regiões mais periféricas do pulmão, atingindo a pleura, e estimula processos neoplásicos. Então, há uma estreita relação entre os Mesoteliomas Malignos, principalmente, e a Asbestose. Mesotelioma Maligno: é um tumor da pleura visceral ou parietal, mais comum em pessoas com alta exposição ao abesto. Trata-se de uma lesão difusa que se dissemina amplamente no espaço pleural, geralmente associada a um extenso derrame pleural e invasão direta das estruturas torácicas. O pulmão afetado fica embainhado por espessa camada de tecido tumoral mole, gelatinoso, róseo-acinzentado. As células podem se desenvolver na forma de células de revestimento epitelial ou do estroma mesenquimal. O tipo epitelioide tem células cuboidais, colunares ou achatadas, que formam estruturas tubulares ou papilares, similares ao adenocarcinoma. O tipo mesenquimal aparece na forma de sarcoma de células fusiformes, semelhante a fibrossarcoma. Há também o tipo misto. Existem marcadores imuno-histoquímicos que auxiliamna diferenciação dos mesoteliomas com outros tumores. Os mesoteliomas são lesões muitas vezes envolvidas por um tecido conjuntivo, formando Anatomia Patológica| Rebecca Noguchi ilhotas de células mesoteliais. Os mesoteliomas malignos são formas mais atípicas, que possuem uma característica mais infiltrante e difusa. Há também lesões que se parecem com tumores, contudo não são tumores. São os chamados Pseudotumores. Pseudotumor Inflamatório: lesões produzidas por bactérias, que ocorrem principalmente em pacientes HIV positivos, e que levam a essa formação pseudotumoral. Ou seja, nem sempre uma lesão que se assemelha a uma massa tumoral é uma neoplasia maligna. Lesões mais comuns do Mediastino: o Mediastino pode ser dividido em Superior, Anterior, Médio e Posterior. Mediastino Superior: Timomas, Cistos Tímicos, Linfomas, lesões da Tireóide, Adenomas da Paratireóide. Mediastino Anterior: lesões semelhantes às do Mediastino Superior, Tumores Germinais, Paragangliomas, Linfangiomas, Hemangiomas. Mediastino Médio: Cistos Pericárdicos, Cistos Broncogênicos, Linfomas Malignos. Mediastino Posterior: tumores neurogênicos, como Neurilemoma, Neurofibroma, Ganglioneuroma, Paraganglioma e Cistos Gastroentéricos. Com relação aos tumores do Timo, devemos lembrar que os mais comuns são chamados Timomas. O Timo tem dois componentes importantes: células epiteliais e linfócitos, conhecidos como timócitos. O chamado Timoma advém das células epiteliais do Timo. E há uma relação muito comum dos Timomas ou Hiperplasias Tímicas com a Miastenia Gravis, que é uma condição em que há lesão muscular com perda de força relacionada com a produção de anticorpos contra receptores localizados na Placa Neural, nas sinapses. Possíveis questões: 1. Tumores Malignos Epiteliais do Pulmão: Responder citando os fatores predisponentes (tabagismo, inalação de substâncias, poluição), falar da análise topográfica, não esquecer de explicar e detalhar o Tumor de Pancoast, carcinoma escamoso, adenocarcinoma de revestimento epitelial tipo glandular, mistura de componente escamoso e adenocarcinoma (terapêutica difícil), carcinoma anaplásico de pequenas células, carcinoma de pequenas células intermediário, carcinoma de pequenas células associado a carcinoma escamoso ou adenocarcinoma, carcinoma de grandes células, carcinoma de grandes células de células claras (com glicogênio no citoplasma), carcinoma de grandes células de células gigantes, adenocarcinoma de glândulas brônquicas, carcinoide brônquico típico e carcinoide brônquico atípico.