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Cistos Odontogênicos Com raras exceções, cistos revestidos por epitélio nos ossos do corpo são observados somente nos ossos gnáticos. A maioria dos cistos dos ossos gnáticos são revestidos por epitélio derivado de epitélio odontogênico. Eles são denominados cistos odontogênicos. De acordo com sua origem, os cistos odontogênicos são subclassificados em cistos de desenvolvimento ou inflamatórios. Os inflamatórios é o que já vimos. Diferença: Cisto odontogenico desenvolvimento: dente hígido, sem alteração, origem de tecido epitelial odontogenico. Já o inflamatório, vem de restos epiteliais inflamados. Por que o cisto periapical é o mais comum? Pois a carie é a lesão mais comum, que por sua vez pode levar a pulpite, que pode levar à cisto periapical. Se eu faço teste de vitalidade e o dente está hígido, não é cisto periapical. Pois o dente pra ter cisto periapical tem de estar necrosado. Qual cisto mais comum de desenvolvimento? Cisto dentigero. De onde é originado o cisto de desenvolvimento? – Lamina dentaria, órgão do esmalte e epitélio reduzido do esmalte. Pq esses tecidos se proliferaram? Não se sabe. CISTO DENTÍGERO (FOLICULAR) O cisto dentígero é definido como um cisto que se origina pela separação do folículo que fica ao redor da coroa de um dente incluso. Muitas vezes um dente não irrompido pode estar sendo retido por um cisto. O cisto dentígero envolve a coroa de um dente impactado e se conecta ao dente pela junção amelocementária. A patogênese desse cisto é incerta, mas aparentemente ele se desenvolve pelo acúmulo de fluido entre o epitélio reduzido do esmalte e a coroa do dente. Mais comum em terceiros molares e em caninos superiores. CISTO DENTIGERO CIRCUNFERENCIAL – RECOBRE O DENTE INTEIRO Indolor, assintomático(exceto em casos de infecção), intra-osseo. Caracteristicas radiográficas: alo radiográfico com espaço radiolucido. VARIANTE: CISTO DENTIGERO LATERAL, QUANDO UM DOS DOIS LADOS ESTÁ ENVOLVIDO, CIRCUNDANDO E INDO PARA O LADO. Os cistos dentigeros raramente envolvem dentes decíduos inclusos. Embora o cisto dentígero possa ser encontrado em pacientes com uma ampla variação de idade, eles são descobertos mais frequentemente em pacientes entre 10 e 30 anos CISTOS DENTIGEROS EM GERAL SÃO COMPLETAMENTE ASSINTOMATICOS. Cistos dentigeros podem deslocar o dente envolvido. HISTOLOGICO Geralmente tem uma cápsula de tecido que é frouxo, e camadas de células epiteliais bem fininhas. Do epitélio ao tecido conjuntivo, o aspecto é todo plano. Podemos encontrar pouquíssimas células inflamatórias no infiltrado, neste caso, haverá dor. Um cisto dentigero infectado mostra aspecto de pouca delimitação. CISTO DE ERUPÇÃO (HEMATOMA DE ERUPÇÃO) O cisto de erupção é o análogo, nos tecidos moles, do cisto dentígero. O cisto se desenvolve como resultado da separação do folículo dentário da coroa de um dente em erupção que já está posicionado nos tecidos moles que recobrem o osso alveolar. O cisto de erupção surge como um aumento de volume de consistência mole, frequentemente translúcido, na mucosa gengival que recobre a coroa de um dente decíduo ou permanente em erupção. A maioria dos exemplos é observada em crianças com menos de 10 anos de idade. É A CONTRAPARTE DO DENTIGERO, LEMBRAR DISSO. Mais comumente associada a incisivos centrais decíduos inferiores, a primeiros molares permanentes e a incisivos decíduos superiores. Se o dente não tiver força de erupção, pode romper o cisto para facilitar o trabalho. No histológico vejo revestimento normal, com epitélio inflamado ou não, não há queratina na membrana do cisto, assim como o dentígero. Alteração na radiografia apenas gengival, pois não há nada de diferente no osso. Ulotomia – Incisar o cisto. Ulectomia – remoção da cápsula. CISTO GENGIVAL DO RECÉM – NASCIDO Indolor. Os cistos gengivais do recém-nascido são pequenos, superficiais e com conteúdo de ceratina, que são encontrados na mucosa alveolar de crianças. Esses cistos se originam dos remanescentes da lâmina dental. São lesões comuns, tendo sido descritas em até a metade de todos os recém-nascidos. SÃO QUERATINIZADOS, MUITAS VEZES TEM ROMPIMENTO ESPONTANEO. Cistos de inclusão similares (p. ex., pérolas de Epstein ou os nódulos de Bohn) são encontrados na linha média palatina ou lateralmente nos palatos duro e mole, NÃO É ODONTOGENICO, É DE INCLUSÃO. Perolas de Epstein AMBOS SÃO CISTOS DE INCLUSÃO. CISTO GENGIVAL DO ADULTO NÃO HÁ ALTERAÇÃO RADIOGRÁFICA, JÁ QUE É GENGIVAL. CAUSA: REMANESCENTES EPITELIAIS DO ESPAÇO DO LIGAMENTO PERIODONTAL. ANÁLOGO DO CISTO PERIODONTAL LATERAL. Localizados quase que invariavelmente na gengiva vestibular ou na mucosa alveolar. Ele é bem pouco comum. Muito comum entre caninos inferiores e pré molares superiores. GERALMENTE NÃO HÁ RECIDIVA, TENDO EM VISTA QUE ESSES CISTOS CONSEGUEM SEREM RETIRADOS, POIS SÃO ENCAPSULADOS. Mais comum em adultos idosos. CISTO PERIODONTAL LATERAL ENTRE OS PRE MOLARES. Chamado de cisto odontogênico BOTRIOIDE. Ocorre tipicamente ao longo da superfície radicular lateral de um dente. Acredita-se que surja dos restos da lâmina dental e represente a contraparte intraóssea do cisto gengival do adulto CARACTERÍSTICAS CLINICAS/RADIOGRÁFICAS Ocorre mais em adultos de quinta a sétima década de vida. Ocasionalmente, a lesão pode apresentar um aspecto policístico; tais exemplos foram denominados cistos odontogênicos botrioides. Macro e microscopicamente, exibem um aspecto de cachos de uva devido aos pequenos cistos individuais. Geralmente consideram-se tais lesões como representantes de uma variante do cisto periodontal lateral, possivelmente surgindo como resultado de degeneração cística e subsequente fusão de focos adjacentes de restos da lâmina dental. Histologico: nodulações que parecem redemoinhos de células. Ceratocisto odontogênico Potencial AGRESSIVO E INVASIVO. Hoje não é mais classificado como cisto, e sim, um tumor potencialmente agressivo. FORTE PREDILEÇÃO PARA REGIÃO DE RAMO MANDIBULAR/MOLARES. O PACIENTE PODE SENTIR DOR, A DEPENDER DA EXPANSÃO. PODE LEVAR OS DENTES JUNTOS, EXPANDINDO ESPAÇO DOS DENTES. CLÍNICAS/RADIOGRÁFICAS Maioria de 10 a 40 anos de idade. Leve prevalência em homens, tem tendência a ser MÚLTIPLO e ter cistos satélites(em outras áreas). Pode ocorrer recidivas, ao contrário dos outros cistos que aparecem bem poucas, pois não conseguimos remover muitas vezes todos os cistos. Os ceratocistos odontogênicos tendem a crescer em uma direção ântero-posterior, dentro da cavidade medular do osso, sem causar expansão óssea óbvia. Essa característica pode ser útil para o diagnóstico diferencial clínico e radiográfico, pois os cistos dentígeros e radiculares de tamanho comparável geralmente estão associados à expansão óssea. Os ceratocistos odontogênicos exibem uma área radiolúcida, com margens escleróticas frequentemente bem definidas. Lesões grandes, particularmente no corpo posterior e no ramo da mandíbula, podem se apresentar multiloculadas. O diagnóstico de ceratocisto odontogênico baseia-se nas características histopatológicas. HISTOLOGICO CAMADA BASAL EM PALIÇADA. CAPSULA FIBROSA, EPITELIO DELGADO, MUITO QUERATINIZADO POR FORA, E POR DENTRO, QUERATINA “SOLTA”. O queratocisto pode sofrer marsupialização em que há uma lesão intra óssea e que há uma cápsula de gengiva, em que suturamos a mucosa nela mesmo, pra que a gengiva não feche e deixe o espaço aberto por meses, para que o paciente irrigue a cavidade com soro toda vez que se alimentar, pra diminuir a lesão cística. Na descompressão eu coloco um sugador dentro da cavidade, e suturo. TRATAMENTO CURETO O CISTO, e após isso fazer osteotomia tentando remover as áreas que tenham lesão cística para que não haja recidivas. Posso também colocar soluções que cauterizam o cisto. ODONTOGÊNICO GLANDULAR ASSINTOMÁTICA, INDOLOR, CRUZA LINHA MEDIA. Aumento de volume na gengiva. Margem esclerótica bemvista. É resultado da tentativa do osso de se formar enquanto a lesão o acomete. LESÃO MULTILOCULAR CRUZANDO A LINHA MEDIA. Histopatológico O cisto odontogênico glandular é revestido por epitélio escamoso de espessura variada. A interface entre o epitélio e a cápsula de tecido conjuntivo fibroso geralmente é plana. A cápsula fibrosa do cisto geralmente não possui infiltrado inflamatório. As células epiteliais superficiais que revestem a cavidade cística tendem a ser cúbicas a colunares, resultando em uma superfície irregular e, às vezes, papilar (Fig. 15-48). Ocasionalmente, cílios podem ser observados. Agrupamentos de material mucicarminofílico estão frequentemente presentes dentro do epitélio. Células cuboidais usualmente limitam esses lagos. Células mucosas podem ou não estar presentes dentro do epitélio. Em áreas focais, as células do revestimento epitelial podem formar nódulos esféricos, similares aos encontrados nos cistos periodontais laterais Tumores odontogenicos Revisão de cistos Se um cisto periapical estiver na lateral do dente, é chamado de radicular lateral. Confunde com o cisto periodontal lateral. Para distinguir, faço o teste de sensibilidade. Com quente ou frio. Pra ser uma periapical, ele não pode responder. Se for um periodontal lateral, o dente ta vivo, e responderá ao teste. DEFINIÇÃO DE CISTO: CAVIDADE REVESTIDA POR EPITÉLIO, COM CAPSULA DE TECIDO CONJUNTIVO. Se eu tiro uma raiz, e o cisto continua lá: CISTO RESIDUAL. Pra confirmar se é um cisto: FAZ PUNÇÃO. TUMORES ODONTOGENICOS Muito facil de confundir as lesões. CLASSIFICAÇÕES: 1 – Epitélio odontogênico com estroma fibroso e maduro, sem ectomesênquima odontogênico(TUMORES EPITELIAIS) 2 – Epitélio odontogênico com ectomesênquima odontogênico, com ou sem formação de tecido duro(TUMORES MISTOS) 3 – Mesênquima e/ou ectomesênquima odontogênico com ou sem epitélio odontogênico(TUMORES MESENQUIMATOSOS) Na primeira classificação, temos: Ameloblastoma sólido, periférico, tipo desmoplásico e unicístico. Tumor odontogenico escamoso, epitelial calcificante, adenomatoide, queratocistico. Segunda classificação: Odontoma, células fantasmas... Terceira classificação: Mixoma, cementoblastoma, fibroma. CARACTERISTICAS GERAIS: Crescimento lento, indolor, aumento de volume, deslocamento de dentes, superfície mucosa geralmente integra, ao contrario do tumor maligno. CARACTERISTICA RADIOGRAFICA Limite bem definido, geralmente forma halo radiopaco, pois o osso expande e tenta segurar a lesão. Expansão da cortical óssea, reabsorção radicular e deslocamento dentário. AMELOBLASTOMA Tumor benigno localmente invasivo MAIS COMUM EM ADULTOS. Não há predileção de gêneros, nem raças. Acontece muito em mandíbula, região posterior. 1ª VARIANTE 80-85% do ameloblastoma solido ocorre em mandíbula, se não removido corretamente, há grande chance de recidiva. Assintomatico, tumefação, expansão óssea. Aparencia de “bolhas de sabão”, multilocular, com septos internos curvos e finos. Área radiolucida multilocular, com septos internos CURVOS E FINOS, (isso difere do mixoma, que tem septos retos) MAIS COMUM DE SER ENCONTRADO. 2ª Variante Unicistico – mesmas características, mas baixa recidiva. Pois é único, tirou, já foi. 90% encontrado em mandíbula. Periferico – Presente na mucosa. Extremamente raro. Histologico do sólido: SÓ VAMOS ESTUDAR EM PATOLOGIA, O FOLICULAR E O PLEXIFORME. FOLICULAR: ILHAS DO EPITELIO LEMBRAM O ORGAO DO ESMALTE. Area central lembra o reticulo estrelado. Celulas colunares altas com poloridade invertida, pois o núcleo não está voltado para a membrana. Percebe a área branca em volta da membrana, pois o núcleo esta voltado para o centro. Isso é a polaridade invertida. É o mais comum de todos. Formação de cistos. Plexiforme Lembram cordões. Cordões longos de epitélio odontogenico anastamosantes. Com polaridade também invertida, incomum a formação de cistos. Ameloblastoma unicístico Luminal, intraluminal e Mural. Luminal : no epitélio. Celulas basais ou cúbicas. Intraluminal: Indo para a cavidade, para a luz. Mural : Desprendido e infiltrando a cápsula. Tratamento do ameloblastoma: Se for solido – ressecção cirúrgica, com margem de segurança. Unicistico – Enucleação cirúrgica, marsuapialização. Tumor odontogenico adenomatoide – TOA Adultos jovens, gênero feminino, mais na região anterior da mandíbula. PACIENTES JOVENS, DE 10 A 19 ANOS, NA GRANDE MAIORIA. Relativamente pequenos. Clinicamente não consigo diferenciar de lesões fibrosas comuns da gengiva. CARACTERISTICAS RADIOLOGICAS: Area radiolucida unilocular envolvendo dente não irrompido. Na maioria dos casos, é descoberto quando se solicita radiografias para ter-se noção do motivo do dente não ter irrupcionado. Lesões maiores, causam expansão indolor no osso. Mais frequentemente no canino. Pode ser impossível diferencia-lo do cisto dentigero. PERCEBA A SEMELHANÇA. A forma folicular do TOA, apresenta por vezes (como na imagem) uma lesão que passa da junção cemento esmalte, ao contrario do dentigero. Não tão frequentemente, pode aparecer como uma lesão radiolucida ao lado de raízes de dentes já erupcionados. A lesão é frequentemente radiolucida, mas por vezes, pode apresentar calcificações delicadas, chamadas de FLOCOS DE NEVE. Isso pode ser útil na diferenciação do toa, pro dentigero. Histopatologico Células epiteliais fusiformes, pseudoductos, material amilóide e áreas de calcificação Tratamento : enucleação cirúrgica, com baixas taxas de recidiva. TUMOR ODONTOGENICO EPITELIAL CALCIFICANTE (TUMOR DE PINDBORG) Sem predileção por raça, adultos (5ª década), região posterior de mandíbula. CARActeristicas clinicas Uni ou multilocular, com padrão unicelular mais encontrado em maxila. Frequentemente relacionado com um dente impactado, mais precisamente um molar inferior. Tumor odontogênico epitelial calcificante. Calcifica- ção proeminente ao redor da coroa de um segundo molar impactado que está envolvendo o tumor Parece uma boina. Histopatologico: Celulas em formato poliédrico com Pontes intercitoplasmáticas bem demarcadas Acentuado pleomorfismo Calcificação do material amilóide e. As calcificações, que são um achado característico desse tumor, se desenvolvem dentro do material semelhante a amiloide, formando anéis concêntricos (calcifica- ções do tipo anéis de Liesegang) (Fig. 15-94), que tendem a se fusionar e formar aumentos de volume e complexos Tratamento : Ressecção cirúrgica com margem de segurança, chances de recidiva. ODONTOMA Odontoma – Tipo mais comum de tumores odontogenicos. Não são considerados neoplasias verdadeiras, e sim, anomalias de desenvolvimento. (hamartomas) Quando totalmente desenvolvidos, os odontomas consistem principalmente em esmalte e dentina, com quantidades variá- veis de polpa e cemento. Nos estágios mais precoces do desenvolvimento, estão presentes quantidades variáveis de epitélio odontogênico em proliferação e mesênquima. Os odontomas são ainda subdivididos em tipo composto e tipo complexo. O odontoma composto é formado por múltiplas estruturas pequenas, semelhantes a dentes. O odontoma complexo consiste em uma massa conglomerada de esmalte e dentina, que não exibe semelhança anatômica com um dente. Na maioria das séries de casos, os odontomas compostos são diagnosticados com maior frequência do que os odontomas complexos, e é possível que alguns odontomas compostos não sejam submetidos a exame microscópico porque o clínico se sente confiante com o diagnóstico clínico e radiográfico. Ocasionalmente, essas lesões podem exibir características tanto do odontoma composto quanto do complexo. Mais freqüente em maxila que mandíbula. Apesar de os odontomas compostos e complexos poderem ser encontrados em qualquer sítio, o tipo composto é mais frequentemente observado na maxila anterior; odontomas complexos ocorrem mais na região de molares de qualquer um dosossos gnáticos. Ocasionalmente, um odontoma pode se desenvolver completamente dentro dos tecidos moles gengivais Radiograficamente, o odontoma composto aparece como uma coleção de estruturas semelhantes a dentes de variados tamanhos e formas, cercados por uma delgada zona radiolúcida (Figs. 15-107 e 15-108). O odontoma complexo aparece como um aumento de volume calcificado com a radiodensidade da estrutura dentária, que também está cercada por uma delgada margem radiolúcida. Um dente não erupcionado frequentemente se mostra associado ao odontoma, e o odontoma evita a erupção desse dente (Fig. 15-109 Limites bem definidos, mas formato indefinido. Tratamento : enucleação cirúrgica MIXOMA Acredita-se que os mixomas dos ossos gnáticos se originem do ectomesênquima odontogênico. Eles exibem uma grande semelhança microscópica com a porção mesenquimal de um dente em desenvolvimento. Favode mel, teia de aranha, raquete de teni.s Radiograficamente, o mixoma se apresenta como uma lesão radiolúcida uni ou multilocular, que pode deslocar ou causar a reabsorção dos dentes na região do tumor (Fig. 15-121). Grandes mixomas da mandíbula podem apresentar o padrão radiolúcido em “bolhas de sabão”, que é indistinguível daquele observado nos ameloblastomas HISTOPATOLOGICO No momento da cirurgia ou do exame macroscópico do espécime, a estrutura gelatinosa e frouxa do mixoma é óbvia (Fig. 15-124). Microscopicamente, o tumor é composto por células casualmente arranjadas de formato estrelado, fusiforme ou arredondado, em um estroma abundante, frouxo e mixoide, que contém somente algumas fibrilas colágenas (Fig. 15-125) TRATAMENTO: RESSECÇÃO CIRURGICA COM MARGEM DE SEGURANÇA. CEMENTOBLASTOMA Raro em orientais. Adultos jovens (entre 10 e 25 anos) Caracteristica radiográfica • Área radipaca aderida e substituindo a raiz de um dente vital • Limites bem definidos • Contornada por um halo radiolúcido • Sem expansão da cortical óssea Histologico: trabeculos de material mineralizado Trata: tira o dente e a lesao. Lesões potencialmente malignas A lesão mais comum de vermos é a leucoplasia. Clinicamente falando, pela observação do dentista. Em pacientes com eritoplasias, a maioria já é câncer. Quando estamos vendo ela, já é câncer. Já a leucoplasia, não. Ainda é uma lesão potencialmente maligna. DEFINIÇÃO: “ Tecido morfologicamente alterado no qual o câncer é mais provável de ocorrer do que nos tecidos correspondentes aparentemente normais”. TRêS PRINCIAPIS: LEUCOPLASIA, ERITOPLASIA E QUIELITE ACTÍNICA. LEUCOPLASIA É UM TERMO CLINICO, LEMBRAR DISSO. NÃO É O PATOLOGISTA QUE DIZ. Prévia de se transformar em câncer – Displasia leve, moderada, severa, carcinoma in situ, penetração no tecido conjuntivo(câncer). Geralmente quando ta em lingua, vermelao e soalho de boca, já tem displasia. LEUCOPLASIA Aproximadamente 70% das leucoplasias orais são encontradas no vermelhão do lábio, mucosa jugal e gengiva. TIPOS CLINICOS FINA/BRANDA Lesões iniciais e brandas surgem como placas levemente elevadas cinzentas ou branco-acinzentadas, que podem parecer um tanto translúcidas, fissuradas ou enrugadas, e que são tipicamente macias e planas. Essas lesões geralmente apresentam bordas bem demarcadas, porém, ocasionalmente, misturam-se de forma gradual à mucosa normal. Raramente com displasia, pode desaparecer ou continuar inalterada. Para os tabagistas que não reduzem seus hábitos, cerca de dois terços destas lesões aumentam lateralmente de forma lenta, tornam-se mais espessas e adquirem uma aparência branca marcante. Leucoplasia espessa ou homogênea – A mucosa afetada pode assumir uma consistência de couro à palpação e as fissuras podem ser mais profundas e mais numerosas A maioria das lesões espessas e lisas permanece indefinidamente nesse estágio. Algumas, aproximadamente um terço, regridem ou desaparecem; outras poucas tornam-se ainda mais intensas, desenvolvem irregularidades maiores na superfície e são, então, denominadas LEUCOPLASIA NODULAR OU GRANULAR LEUCOPLASIA VERRUCOSA PROLIFERATIVA Varias vezes a gengiva é acometida. Paciente sem fator causal como fumo, por exemplo, predileção por sexo feminino, multifocal, persistente e recidiva bastante, aspecto verrucoso, pouca associação com tabaco, aparência verrucosa e exofitica. Pode se transformar em carcinoma de células escamosas, geralmente dentro de 8 anos após o diagnostico de LVP. Forte predileção por mulheres. ERITROLEUCOPLASIA OU LEUCOPLASIA MOSQUEADA A leucoplasia pode tornar-se displásica, até mesmo invasiva, sem alteração em sua aparência clínica. Contudo, algumas lesões, ao final desse processo, demonstram manchas disseminadas de coloração avermelhada, denominadas eritroplasias (ver adiante). Tais áreas representam geralmente sítios nos quais as células epiteliais são tão imaturas ou atróficas que não têm mais a capacidade de produzir ceratina. Essa lesão, com a mistura de áreas brancas e vermelhas, denominada eritroleucoplasia ou leucoplasia mosqueada, representa um padrão de leucoplasia que frequentemente revela displasia avançada na biópsia. Obviamente, várias lesões leucoplásicas representam uma mistura das fases ou subtipos previamente mencionados. Por isso, é importante realizar a biópsia no sítio lesional com o maior potencial de conter células displásicas. HISTOLOGICO A leucoplasia é caracterizada pela camada espessada de ceratina do epitélio de superfície (hiperceratose), com ou sem espessamento da camada espinhosa (acantose). Algumas leucoplasias demonstram hiperceratose de superfície porém atrofia ou adelgaçamento do epitélio subjacente. Frequentemente, números variáveis de células da inflamação crônica são observados no interior do tecido conjuntivo subjacente. A camada de ceratina pode consistir em paraceratina (hiperparaceratose), ortoceratina (hiperortoceratose) ou uma combinação de ambas. A maioria das lesões leucoplásicas NÃO demonstra displasia na biópsia. A evidência de displasia epitelial é encontrada somente em 5% a 25% dos casos se todos os sítios orais forem considerado. As alterações displasicas costumam iniciar na camada basal/parabasal do epitélio. Alterações visíveis nas células displasicas: Celulas e núcleo aumentado, relação núcleo-citoplasma aumentada, núcleos hipercromaticos, células e núcleos pleomorficos, atividade mitótica aumentada, Figuras de mitose anormais (mitoses tripolares, mitoses em formato de estrela ou figuras de mitose acima da camada basal) Displasia leve: alterações mais presentes na camada basal. Moderada: |||| espinhosa. Severa: praticamente todo o tecido, da camada basal até um nível acima da porção média do epitélio. Carcinoma in situ: todo epitélio envolvido. . O carcinoma in situ é definido como células epiteliais displásicas que se estendem da camada basal à superfície da mucosa (alteração da “superfície a base”). Esses fatores incluem a persistência da lesão ao longo de vários anos, ocorrência em pacientes do gênero feminino, ocorrência em não-tabagistas e a ocorrência no soalho de boca ou ventre de língua. A leucoplasia dessas duas últimas duas localizações têm mostrado transformação maligna em 16% a 39% dos casos e em 47% daquelas que acometem mulheres ERITROPLASIA “Placa ou mancha vermelha que não pode ser caracterizada clínica ou patologicamente com qualquer outra condição” Area mais comum de ter eritoplasia: assoalho de língua. Pq vermelho? O epitélio torna-se cada vez mais atrofico, e por não ter camada de queratina, eu vejo os capilares sanguineos que estão por baixo. 90% dela já é uma displasia severa ou carcinoma in situ, ou câncer. AGRESSIVIDADE MUITO GRANDE. Tratamento: remoção cirúrgica e acompanhamento O soalho de boca, língua e palato mole são os sítios mais comuns de acometimento e múltiplas lesões podem estar presentes. A mucosa alterada mostra-se como uma mácula ou placa eritematosa bem delimitada, comtextura macia e aveludada. QUEILITE ACTINICA Atrofia, superfície lisa o Escurecimento da região, Ressecamento, crosta, Perda do limite muco-cutâneo, Áreas ulceradas ou descamativas, Consistência fibroelástica a endurecida, Dificuldade de mobilidade labial, Sangramentos espontâneo, Ardência, queimação Podem aparecer ulceras que perduram por um bom tempo, sugerindo desenvolvimento para câncer. HISTOLOGICO A queilose actínica é geralmente caracterizada por um epitélio escamoso estratificado atrófico, frequentemente demonstrando uma marcante produção de ceratina. Graus variados de displasia epitelial podem ser encontrados. Tratamento Várias das alterações associadas à queilose actínica podem ser irreversíveis, porém os pacientes devem ser encorajados a utilizar bálsamos para lábios com bloqueadores solares para prevenir maiores danos. As areas de endurecimento, espessamento, ulceração ou leucoplasia devem ser submetidas à biópsia para excluir a possibilidade de carcinoma. Pode precisar de vermelectomia, onde o vermelhão do lábio é removido. Pode evoluir para carcinoma de células escamosas. CÂNCER BUCAL Acontece quando as células displasicas atingem o tecido conjuntivo. Neoplasia maligna – crescimento RAPIDO, AVANÇADO, INFILTRATIVO 60% DOS CANCERES DA CAVIDADE BUCAL É O CARCINOMA ESPINOCELULAR. Carcinogeno – Iniciação, exposição progressiva faz com que aja promoção, mais exposição faz progressão e após isso a manifestação. Fatores de risco: tabaco, álcool e luz ultravioleta. Carcinogenos: dieta influencia, reepitelização maior PATOGENIA DA LUZ SOLAR INICIANDO CANCER: LUZ ULTRAVIOLETA PRODUZ DANO AO DNA, QUE FAZ CELULAS DIFERENTES SEREM REPRODUZIDAS. No câncer percebemos as bordas ficarem mais enrijecidas, resultado da proliferação celular. HPV Subtipo 16 e 18 são os relacionados com carcinoma. O carcinoma verrucoso é como se fosse um subtipo do espinocelular. O HPV Tem duas proteínas: E6 e E7. Dentro do ciclo celular, o E6 se liga ao gene p53 que é um gene supressor tumoral. Quando eu tenho uma serie alterada e entra no ciclo para se diferenciar, o p53 e o retinoblastoma vão destruir a célula. A E7 se liga ao retinoblastoma. O carcinoma verrucoso é mais bonzinho que o carcinoma espinocelular, pois é mais expansivo que infiltrativo. Os antioxidantes fornecem proteção. Dieta gordurosa libera radicais livres. Areas mais comuns de câncer: lábio, língua e assoalho. Sendo que o pior prognostico é o do assoalho, pois infiltra mais, e fica mais “escondida’’. Fumar com cachimbo ainda é pior que com cigarro. Cancer bem diferenciado- Mesmo alterado ainda produz queratina, pór exemplo. Podem formar perolas de queratina, por exemplo. Ao redor das perolas temos ilhas de células epiteliais, que são quem produzem a queratina. Moderadamente- Pouco diferenciado (ou indiferenciado)- Quase nenhuma queratinização. Metástases Regionais são as metástases cervicais. Metatases cervicais – Linfonodos alterados em região cervical, pois o tecido epitelial penetrou o conjuntivo e caiu na rede de vasos linfáticos. Metastases a distancai, são para pulmões, principalmente, e fígado, ossos e cérebro. Ulceras que não doem, que não cicatrizam há 3 semanas, perda de motiliidade do lábio pór causa de infiltração celular, dificuldade de fala, linfonodos alterados, os linfonodos metasticos são rigidos, alterados, não doem. Queilite actnica costuma funcionar com protetor + antiinflamatórios. FATORES PROGNOSTICOS: ANALISE DA POSSIBILIDADE DE CURA DO PACIENTE. PROGNOSTICO RUIM: METASTASE. Se eu tiver um carcinoma pouco diferenciado, meu prognóstico é ruim. Estadiamento do câncer TNM T = TAMANHO DO CANCER • TX = informação insuficiente • T0 = ausência de tu primitivo • Tis = carcinoma in situ • T1 = < 2 cm • T2 = 2 a 4 cm • T3 = > 4 cm • T4 = invasão das estruturas subjacentes profundas N = Linfonodos cervicais. Linfonodos ipsilaterais cervicais Linfonodos contralaterais e bilaterais • NX = informação insuficiente • N0 = sem sinal de comprometimento de linfonodos cervicais • N1 = < 3 cm, único, homolateral (ipsilateral) • N2 = de 3 a 6 cm • N3 = > 6 cm M = Metastase • MX = informação insuficiente • M0 = ausência de metástase à distância • M1 = presença de metástase à distância DOENÇAS IMUNOLOGICAMENTE MEDIADAS Uma das principais características das doenças auto imunes -> Ulcerações. Um dos principais eventos desencadeadores dos sinais das doenças imunes, é o estresse. Celulas epiteliais são justapostas, e são unidas por desmogleinas, os desmossomos. Já os hemidesmossomos, ligam tecido epitelial a tecido conjuntivo. Assim, descobrimos quem está sendo agredido para sabermos quem está causando, usando isso como diagnostico. LIQUEN PLANO – Lesões mucocutaneas. Ou seja, vai tanto na pele quanto na mucosa. No líquen plano, os linfócitos destrói a membrana basal do epitélio. Tratamento: corticóide. São lesões inflamatórias, que por serem ulceras deixando o conjuntivo desnudo, o paciente sente dor. AS LESOES DE PELE DE LIQUEN PLANO SÃO CLASSIFICADAS COMO PRURIGINOSAS, PURPURAS E POLIGONAIS. Forma mais comum: Forma reticular. Chamadas de estrias de wikham. Pacientes com apenas líquen plano reticular, não trata, deixa La. Pq não dói. É apenas a placa branca mesmo. A forma reticular normalmente não causa sintomas e envolve a região posterior da mucosa jugal bilateralmente. Outras áreas da mucosa bucal também podem estar envolvidas concomitantemente, como a borda lateral e o dorso da língua, a gengiva, o palato, e o vermelhão labial O líquen plano reticular é assim chamado por causa de seu padrão característico de linhas brancas entrelaçadas (também conhecido como estrias de Wickham); no entanto, as lesões brancas podem, em alguns casos, apresentar-se como pápulas. LIQUEN PLANO EROSIVO O líquen plano erosivo, apesar de não ser tão comum quanto a forma reticular, é mais significativo para o paciente porque as lesões geralmente são sintomáticas. Clinicamente, observam-se áreas eritematosas, atróficas, com graus variáveis de ulceração central. A periferia das regiões atróficas geralmente é circundada por finas estrias brancas irradiadas. Algumas vezes, a atrofia e ulceração estão confinadas à mucosa gengival produzindo um padrão de reação denominado gengivite descamativa. Se o componente erosivo for grave, pode ocorrer separa- ção entre o epitélio e o tecido conjuntivo subjacente, resultando na apresentação relativamente rara do líquen plano bolhoso. TESTES DE IMUNOFLUORESCENCIA SERVEM PARA AMBOS OS LIQUENS. Histologico: Linfocitos presentes na camada basal do tecido epitelial. Linfocitos chamados de “em faixa” ou “em banda”. Possível ver corpos de civatte, q são áreas de tecido epitelial destruído por linfócitos. Há degeneração hidrópica, mudando a estrutura da camada basal, decorrente da destruição das camadas basais do epitélio, por causa do intenso infiltrado inflamatório semelhante a uma faixa, predominantemente de linfócitos T logo abaixo do epitélio subjacente. O aspecto histopatológico é chamado de dentes em serra, com a banda de linfócitos T presentes, abaixa da ultima camada de epitélio. PENFIGO Pênfigo vulgar: Celulas autoimunes atacam os desmossomos, ocasionando a perda da aderência das células, por desprender os desmossomos. Este desprendimento, causa bolha histológica, que também é visível clinicamente. Todas bolhas clinicas que são mais friáveis, tendem a ulcerar. Daí, vem a dor. Na cavidade oral a gente mal ver a forma não ulcerada (bolha), pois é tão friável, que já na fala ou mastigando, ela já se rompe e forma ulcera. Muito comum em pacientes mais velhos, as lesões bucais tendem a ser as primeiras a aparecerem e as ultimas a deseparecerem. Teste para saber se o paciente tem pênfigo: Area próxima onde esta ulcerada, e fazer fricção com o dedo. Como os queratinocitos estão soltos, ocorrera o aspecto bolhoso.. Isso é chamado de Sinal de nikolsky, e neste caso,é positivo. Logo o sinal de nikolsky positivo significa que o profissional friccionou a pele do paciente próximo a ulceração, e ao aguardar, surgiu bolha. GLANDULAS SALIVARES Em toda glândula tenho um acino e um ducto, onde o acino produz a saliva e o ducto joga pra fora. Algumas alterações fazem com que o ducto rompa, e todo o liquido extravase, e outras podem danificar os acinos, fazendo-os produzir menos saliva, como a radiação em tratamento de câncer de boca. As alterações poderão ser funcionais, obstrutivas, não neoplasias, e de glândula salivar. As patologias costumam estar inserida em alguma dessas. FUNCIONAIS Aumento do fluxo salivar, é o paciente que tem salivação aumentada – SIALORREIA. Ou pacientes com hiposalivação, por exemplo. Ou até pacientes que não tem saliva. Pacientes que usam captopril, por exemplo, sente a boca seca. Pacientes com parotidite também. Ainda nas alterações funcionais, eu tenho a mucocele. Q é uma das mais comuns alterações funcionais das glândulas salivares. Pq acomete mais criança? 1º Criança cai mais. Principalmente batendo lábio inferior no chão. Ocorre o rompimento do ducto, o que acarreta extravasamento do liquido. Costumamos dizer que é flutuante, pois é liquido puro. Muitas vezes translúcido, com mucosa fina. Dificilmente é confundida com fibroma, aqui nós vemos um liquido abaixo do epitélio. Que é o muco. Pode ocorrer em todo lugar que tenha glândula salivar. Podemos ver a ranula também, que é no assoalho de boca, mesma patogênese. Chamado de ranula pois parece bastante com o ventre de uma rã. Diagnóstico diferencial: mais comum no lábio inferior, e geralmente no lábio inferior associamos a neoplasia benigna. Pra fazermos a biópsia, a excisional é a melhor escolha. Mucocele não é cisto verdadeiro, pois não tem revestimento epitelial circundante. Histologico: mucina rodeada de tecido de granulação, alem de glândulas acessórias. Quanto mais profunda mais eu posso confundir com o fibroma. As células inflamatórias daqui eu chamo de MACROFAGOS ESPUMOSOS. RANULA Mucocele em região de assoalho de boca. Envolve muito a subglingual. Rânula cervical ou mergulhante: MUCIna extravasada consegue ir para os espaços milo hióideos o que acarreta num aumento de volume extra oral. Uma das maneiras de diagnostico diferencial é aspirar com uma seringa, se sair saliva, já sabe... Alterações obstrutivas SIALOLITÍASE Deposição de cálcio num ducto. Este cálcio se junta com as células epiteliais do ducto, o que pode tornar-se obstrutivo, o que pode causar incomodo, já que a saliva quer sair e não sai. Os ductos das glândulas submandibulares são mais acometidos pois a secreção é mais mucosa, mais espessa. Clinicamente: pode ser visto, palpável, mas o que mais utilizamos é a imaginologia auxiliar. Tratamento: Ordenha, estimular alimentação liquida ou remoção cirúrgica do sialolito e da glândula. Os cálculos são chamados de sialolitos. SIALODENITE – Inflamação de glândula salivar. Inflamação glandular. Pacientes que possuem inflamações bilaterais, podem ter inflamações e acabar diminuindo o fluxo salivar. Pode ser caxumba, por exemplo. Aqui não há biopsia, pois é um processo inflamatório, então medicação é indicada, auxiliada à hidratação. Uma das causas mais comuns da sialadenite é uma cirurgia recente (especialmente a cirurgia abdominal), após a qual pode surgir parotidite (caxumba cirúrgica) em decorrência de o paciente ter sido mantido sem alimentação e ingestão de fluidos (NPO) e ter recebido atropina durante o procedimento cirúrgico. Podemos associar patologias de glândulas salivares em geral, com síndrome de sjogren. Sjogren – Doença autoimune, mais comum em mulheres, que acomete glândulas. Logo, o paciente tem alterações oculares, por perder lagrima, pele mais seca. Tríade de sjogren: Xerostomia, ceratoconjutivite seca e artrite reumatóide. Síndrome de sjogren primaria: Xerostomia/xeroftalmia Secundaria: xerostomia/xeroftalmia/doença autoimune(artrite reumatóide/ lúpus eritematoso) Sintomas associados: Sensação de secura e ardência nos olhos Problemas digestivos Sensação de queimação ou ressecamento na garganta Dor nas articulações Ressecamento da mucosa nasal Ressecamento da pele e vagina Pacientes que usam prótese se queixam bastante. Sialometaplasia Necrosante Parece câncer, mas não é. ETIOLOGIA DESCONHECIDA. Necrose das glândulas salivares menores, na região do palato. A gente associa muito a um trauma local, anestesias sem cuidado, tabagismo, álcool e infecções. Começa como lesão nodular, que vai evoluindo para uma ulcera Adenoma pleomorfico ENCONTRAMOS MAIS NO LABIO SUPERIOR. Não ocorre por trauma, é um tumor benigno como lipoma e etc. Aumento de volume firme, indolor, e que demora de crescer. Tumor benigno mais comum na glândula salivar, tratamento: excisão cirúrgica… Chamado de adenoma pleomorfico pois possui diversas carateristicas microscópicas, mas tem a característica em comum de ser encapsulado, tornando mais facil a remoção. CARCINOMA MUCOEPIDERMOIDE NEOPLASIA MALIGNUA mais comum de glândula salivar Pode acometer diversos tecidos, criando comunicação bucosinusal quando eu faço a cirurgia. (Aquele furo no palato) Histologicamente: 3 subtipos. Um de baixo grau, um intermediário e um de alto grau. Baixo grau – mais parecido com células normais do tecido de glândula salivar. É o menos pior. Mais células mucosas. Alto grau – Remoção cirurgia aliada a radioterapia. Poucas células mucosas, mais células epiteliais. Intermediario -