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UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
CURSO DE QUÍMICA
DISCIPLINA DE BIOQUÍMICA II
CARACTERIZAÇÃO DE CARBOIDRATOS
Alunos: Amanda Simionato TIA: 3147775-5
 Ana Carolina Drumond 3140344-1
 Joana Pieretti 3141005-7
São Paulo
	2016
Sumário	
 OBJETIVO
Realizar diferentes reações para identificar carboidratos por determinadas características, como açúcares que se desidratam em furfurais, açúcares redutores e não redutores, polissacarídeos, e diferentes formações de ozasona.
 INTRODUÇÃO
2.1 Carboidratos
Carboidratos são moléculas bioorgânicas, que tem sua fórmula molecular Cn(H2O)n, e levam este nome porque são hidratos de carbono pois contem H2O em sua composição. (LEHNINGER, 2006)
Os carboidratos mais simples são conhecidos como açúcares ou sacarídeos, podendo ser até polissacarídeos de acordo com o número de açúcares ligados. O açúcar mais conhecido é a D-Glicose, sendo este “D” no início do nome a posição do C quiral mais distante do carbono que recebe a função aldeído ou cetona. (LEHNINGER, 2006) 
Estes compostos podem ser desidratados se colocados sob a ação de ácidos fortes, dando origem a aldeídos cíclicos, também chamados de furfural, que podem reagir com fenóis formando compostos que são coloridos. (LEHNINGER, 2006)
Imagem 1: Reação de açúcar com ácido sulfúrico
2.2 Carboidratos Redutores
	Os carboidratos, quando em meio aquoso, apresentam estrutura cíclica, como pode-se observar na Imagem 2, e podem apresentar ou não caráter redutor. Tal propriedade depende da disponibilidade da hidroxila presente no carbono anomérico. Quando tal grupo está livre ele pode ser facilmente oxidado por íons metálicos como por exemplo de cobre e ferro, assim o grupo carbolina passa a ser carboxila, enquanto os íons metálicos assumem a forma elementar.
Imagem 2: Ciclização da D-Glicose 
	Os monossacarídeos são os carboidratos que dão origem a todos os outros açucares e que quando não passam por nenhum tipo de reação ou interação, apresentam caráter redutor. Já os dissacarídeos e polissacarídeos também podem apresentar tal característica, desde que, ao menos uma das hidroxilas dos carbonos anoméricos presentes nos monossacáridos que formam a molécula, esteja livre. Como por exemplo, a lactose que embora apresente uma dessas hidroxilas realizando uma ligação glicosídica, possui a outra livre.
Imagem 3: Ribose, um monossacarídeo redutor e a lactose, um dissacarídeo também redutor.
2.3 Osazonas
As osazonas são estruturas formadas a partir da reação de fenil hidrazina e açúcares redutores. Os cristais de osazona tem formas e pontos de fusão característicos que possibilitam a identificação dos açúcares redutores. Outro dado importante para a identificação desses açúcares é o tempo de formação das osazonas, seja sob aquecimento ou resfriamento, já que para cada carboidrato temos um tempo diferente de formação.[1]
A formação das osazonas ocorrem a partir da reação da carbonila dos açúcares (aldoses e cetoses) com a fenil hidrazina, dando origem a fenil hidrazonas. Em excesso, a reação continua e forma as osazonas, como esquematizado na Imagem 4.[2]
Imagem 4 - Reação de formação das osazonas[3]
Além do tempo de formação, fundamental para a identificação, ocorre também a formação de cristais com diferentes morfologias que podem ser identificadas com a utilização de um microscópio óptico. Algumas estruturas de cristais são representadas na Imagem 5. 
Imagem 5 - Morfologias de cristais de osazonas.[1]
Porém, aldoses ou cetoses epímeras formam as mesmas osazonas, como é o caso da glicose e frutose, que possuem estruturas idênticas a partir do terceiro carbono. Sendo assim, torna-se fundamental o controle do tempo de formação, possibilitando a diferenciação dos epímeros.
PROCEDIMENTOS
3.1 PRÁTICA 1 
3.1.1 Reação de Molisch
No primeiro tubo de ensaio adicionou-se 2,0 mL da solução de Glicose 0,1 mol.L-1, e o segundo adicionou-se 2,0 mL da solução de albumina 1%. Os tubos foram identificados com a letra G, para o que continha a solução de glicose, e A para o que continha a solução de albumina. Aos tubos, foram adicionadas 6 gotas do reativo de Molisch, agitou-se para homogeneizar. Pela parede interna de cada tudo, adicionou-se lentamente 1,0 mL de ácido sulfúrico concentrado.
3.1.2 Reação de Seliwanoff
	Foram utilizados três tubos e primeiramente colocou-se 5,0 mL do reativo de Seliwanoff em cada. Após isso, adicionou-se 0,5 mL da solução de Frutose 0,1 mol.L-1 no primeiro tubo e o identificou com a letra F, ao segundo tubo adicionou-se a mesma quantidade só que da solução de glicose 0,1 mol.L-1 e o identificou com a letra G, e ao último tubo adicionou-se 0,5 mL da solução de sacarose 0,1 mol.L-1 e o identificou com a letra S. Os tubos foram aquecidos em banho-maria fervente por 5 minutos.
3.1.3 Reação de Bial
	
	Utilizou-se dois tubos de ensaio e foi colocado 2,0 mL do reativo de Bial em cada um dos dois tubos. O primeiro tubo foi identificado com a letra A, e foram adicionadas 10 gotas da solução de arabinose 0,2 mol.L-1. Ao segundo tubo, adicionou-se 10 gotas da solução de glicose 0,1 mol.L-1, e identificou-o com a letra G. Os tubos foram aquecidos em banho-maria fervente até mudança da coloração em um dos tubos, e depois de retirados do banho foram resfriados em temperatura ambiente.
3.1.4 Reação de Barfoed
	Dois tubos de ensaio foram identificados com as letras G e L, no tubo G adicionou-se 5 gotas da solução de glicose 0,1 mol.L-1, no tubo L adicionou 5 gotas da solução de lactose 0,1 mol.L-1. Após isso, adicionou-se aos dois tubos 1,0 mL do reativo de Barfoed. Os tubos foram aquecidos em banho-maria fervente por 3 minutos, e foram retirados para esfriar em temperatura ambiente.
3.2 PRÁTICA 2
3.2.1 Reação de Benedict
	Em tubo identificado como “G” adicionou-se 1 mL de solução de glicose e em um tudo identificado como “S” adicionou-se 1 mL de sacarose. Em cada um dos tubos foram adicionados 2 mL do reativo de Benedict. Os tubos foram agitados e levados ao banho-maria fervente por dois minutos. Os resultados foram observados e anotados.
3.2.2. Reação de Tollens
	Para a preparação do reativo de Tollens utilizou-se 4 mL de AgNO3 50%, 2 gotas de NaOH 10% e alíquotas de NH4OH 10% até que o precipitado que havia se formado solubilizou novamente e a solução voltou a ser límpida. Dois tubos foram identificados, um como “G”, onde foi adicionado 2 mL de solução de glicose, e outro como “S”, onde foi adicionado 2 mL de sacarose. Em ambos os tubos foram adicionados 4 mL do reativo de Tollens. Então, os tubos foram levados ao banho-maria fervente por três minutos e após o tempo citado os resultados foram observados e anotados. 
3.2.3 Reação com Iodo
	Para os testes com Iodo adicionou-se 2 mL de solução de glicose em um tubo identificado como “G” e 2 mL de solução de amido em um tubo identificado como “A”. Em cada tubo gotejou-se 4 gotas de lugol. Os resultados foram observados e anotados.
3.2.4 Reação de Fehling 
	Seis tubos foram identificados como G, F, L, S, A e B. Em cada tudo foi adicionado 1 mL das respectivas soluções: glicose, frutose, lactose, sacarose, amido e água (branco). Em seguida adicionou-se 1 ml do reativo de Fehling A e 1 mL do reativo de Fehling B. Os tubos foram agitados e levados ao banho-maria fervente por um minuto. Os resultados foram observados e anotados.
3.3 PRÁTICA 3
Colocou-se em um tubo de ensaio seco, cerca de 0,2 g da amostra de carboidrato (manose, frutose, glicose, lactose e sacarose), 0,4 g de cloridrato de fenil hidrazina, 0,6 g de acetato de sódio cristalino e 4 mL de água. Misturou-se bem os reagentes. 
Os tubos foram tampados com uma rolha de cortiça, e os colocados simultaneamente em um banho de água fervente; No interior do banho, agitou-se levemente os tubos que possuíam grumos ainda não solubilizados. 
Observou-se o tempo de imersão e o momentoem que a osazona se separou pela primeira vez; As osazonas resultantes foram examinadas num microscópio, passando uma pequena quantidade da suspensão cristalina, para uma lâmina, com o auxílio de uma pipeta de Pasteur. 
Para a sacarose e lactose, o tempo de aquecimento foi de 15 minutos, seguido de resfriamento em banho de gelo.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
4.1 PRÁTICA 1
4.1.1 Reação de Molisch
	A reação de molisch é a reação que identifica carboidratos, pois o reativo é composto por ácido sulfúrico e alfa-naftol. O ácido é responsável por desidratar o açúcar, assim, o açúcar se torna um furfural e é capaz de reagir com fenóis. A reação de um furfural com um fenol resulta em um composto corado. Esta reação pode identificar qualquer carboidrato ou composto que contenha furfural. 
	A comparação no experimento foi entra a glicose, açúcar, e a albumina, proteína, então o composto colorido só se formou no tubo de ensaio que continha glicose, e este composto contem a coloração roxa. A reação do ácido com a albumina resulta em um anel amarelo por causa da desidratação da proteína.
Imagem 6: Glicose + Reativo de Molisch = Anel violeta
Imagem 7: Albumina + Reativo de Molisch = Anel amarelo
4.1.2 Reação de Seliwanoff
	O reativo de Seliwanoff contem ácido clorídrico e resorcinol. O ácido clorídrico é o responsável pela desidratação do açúcar, e ao formar o furfural, este reage com o resorcinol, um fenol que é responsável pela coloração laranja escuro nas cetoses. Essa reação é a única que identifica cetoses de aldoses, pois nas aldoses a coloração é mais clara do que nas cetoses.
	A glicose é uma aldose e a frutose é uma cetose, assim a coloração laranja é obtida na solução de frutose, mas a solução de glicose obtém uma coloração bem mais clara após o banho-maria.
	A sacarose é um dissacarídeo que é formado por glicose e frutose, e a solução de sacarose obtém a coloração laranja, pois a sacarose é hidrolisada, liberando seus dois monossacarídeos.
	No primeiro tubo tem a solução de glicose, no segundo a solução de sacarose e no terceiro a solução de frutose. É perceptível a diferença de coloração entres os tubos. Assim, é possível analisar de forma qualitativa que a glicose é uma aldose, a frutose é uma cetose, e a sacarose é um dissacarídeo que contém uma cetose, sendo esta a frutose.
Imagem 8: tubos G, F e S após banho-maria.
4.1.3 Reação de Bial 
	
	O reativo de Bial é uma solução que contém de ácido clorídrico e orcinol. O HCl é o responsável pela desidratação do açúcar e o orcinol é o fenol que reage com o furfural, resultado na coloração verde. 
	Esta reação serve para identificar pentoses, ou seja, açúcares que contém cinco átomos de carbono em sua molécula. Assim, o experimento foi realizado com arabinose, que é uma pentose, e a glicose, que é uma hexose. 
A coloração verde foi obtida somente na solução do tubo de ensaio A, e a solução do tubo de ensaio B ficou castanha.
Imagem 9: tubos de ensaio A e G.
4.1.4 Reação de Barfoed
	Diferentemente das reações estudadas anteriormente, o reativo de Barfoed caracteriza monossacarídeos redutores. Este reativo é uma solução de acetato de cobre II e ácido acético, e o Cu2+ deixa essa solução com a coloração azul claro.
	A reação é observada após o aquecimento em banho-maria, e ela ocorre porque os monossacarídeos redutores, em meio ácido, reduzem o Cu2+ a Cu1+, precipitando em forma de Cu2O, de coloração vermelho tijolo.
	A glicose é um monossacarídeo redutor, e a lactose poderia reagir com o reativo, mas o tempo para dissacarídeos redutores reagirem é maior, por isso é possível visualizar a precipitação somente no tubo G, e não no tubo L.
Imagem 10: tubos de ensaio com Lactose e Glicose.
4.2 PRÁTICA 2
4.2.1 Reação de Benedict
Este experimento é realizado para identificar o caráter redutor dos carboidratos. Os íons de cobre Cu+, obtidos pela redução dos íons Cu2+ na presença das carbonilas dos carboidratos, reagem com o grupo hidroxila livre (OH-) presente no carbono anomérico dos carboidratos redutores que sofrem oxidação frente ao meio básico formando o óxido cuproso, um precipitado de cor vermelho tijolo, como podemos ver na reação a seguir. 
Na Imagem 11 pode-se notar a formação do precipitado em apenas um dos tubos, sendo ele o da glicose que é um carboidrato redutor, ou seja, possui a hidroxila do carbono anomérico livre capaz de reagir com os íons de cobre e que prova a eficiência em ocasionar a redução do mesmo. A sacarose, descrita na Imagem 12, por possuir as duas hidroxilas, tanto da glicose como a da frutose, dos carbonos anoméricos ocupadas realizando a ligação glicosídica que a mantém, não apresenta caráter redutor e por isso não houve a formação do precipitado 
Imagem 11: solução de glicose e sacarose, respectivamente, com reativo de Benedict após banho-maria. 
Imagem 12: Estrutura da molécula da sacarose, formada pela ligação Glc (α1→β2) Fru
4.2.2 Reação de Tollens
	Com este reativo é possível distinguir uma aldose de uma cetose, porém pode apresentar resultados equivocados, uma vez que ele pode reagir com ambos os tipos de carboidratos devido a formação de ENEdiois, um intermediário entre aldeinos e cetonas, que possui um OH ligado ao carbono vicinal, como podemos ver na Imagem 13. O reativo de Tollens também pode diferenciar carboidratos redutores de não redutores 
ENEdiol
Figura 13: Mecanismo de transição entre aldeídos e cetonas onde há a formação do ENEdiol
Nesse caso pode-se distinguir a glicose (aldose de caráter redutor) da sacarose (cetose que não possui caráter redutor). Esta reação ocorre, pois, os aldeídos são facilmente oxidados por íons metálicos, como por exemplo, o Ag+ presente no reativo de Tollens que em meio amoniacal (básico) fornece Ag0 e o sal do ácido carboxílico formado. 
Imagem 14: Evidencia da reação ocorrida apenas no tubo contendo solução de glicose.
4.2.3 Reação com Iodo
Essa reação é especifica para identificar polissacarídeos. Pode-se notar a mudança de cor apenas na solução do amido, Imagem 15, um polissacarídeo que contém amilose e amilopectina em sua composição. A amilose reage com o iodo, aprisionando-o em suas cadeias lineares, como mostra a Imagem 16, formando um complexo de coloração azul.
Imagem 15: resultado positivo para amido e negativo para glicose, respectivamente.
 
Imagem 16: representação do complexo formado na reação com Iodo.
4.2.4 Reação de Fehling 
Semelhante ao reativo de Tollens, está reação também é realizada para identificação de açucares redutores, assim como para diferenciação entre aldoses e cetoses e ainda na identificação de monossacarídeos, mas nesse caso, diferente da reação de Tollens onde o íon envolvido é o de prata, quem sofre redução são os íons Cu2+ que passam a ser Cu+ e precipitam em forma de Cu2O. Os carboidratos identificados como redutores foram: glicose, frutose e lactose. Tais carboidratos formaram um precipitado vermelho tijolo após ficar um minuto em banho-maria fervente, como é possível conferir na Imagem 17 abaixo.
Imagem 17: soluções de glicose, frutose, lactose, sacarose, amido e branco (água), consecutivamente.
A reação só foi possível devido as hidroxilas livres dos carbonos anoméricos presente na estrutura desses carboidratos, destacadas na Imagem 18.
lactose
Frutose
glicose
Imagem 18: Estrutura cíclica dos carboidratos redutores
4.3 PRÁTICA 3
A reação com fenil hidrazina foi utilizada para identificar a manose, frutose, lactose, sacarose e glicose. Para isso, todas as soluções foram colocadas em banho-maria ao mesmo tempo, buscando comparar o tempo de formação das osazonas para cada carboidrato, sendo este um dos métodos para a identificação.
Inicialmente, os tubos de ensaio com cada carboidrato apresentaram um sólido ao fundo, que solubilizou ao aquecê-los. Após esta etapa, observou-se atentamente cada tubo, a fim de notar o primeiro momento em que iniciava-se a formação da osazona, vista como umsólido no tubo, como representado pela Imagem 19, que ilustra os tubos de ensaio após a formação das osazonas.
Figura 19- Osazonas formadas nos tubos de ensaio referentes a cada carboidrato.
Para este experimento, os tempos de formação de osazona podem ser observados na tabela abaixo. Para a sacarose e a lactose, que são dissacarídeos, o tempo de aquecimento foi de 15 minutos, mas o tempo apresentado na tabela é o tempo de formação após o resfriamento, já que ambos formam osazonas apenas quando resfriados.
	Carboidrato
	Tempo de formação
	Manose
	1 minuto
	Frutose
	2 minutos e 17 segundos
	Glicose
	4 minutos e 59 segundos
	Sacarose
	1 minuto e 30 segundos
	Lactose
	1 minuto e 55 segundos
Tabela 1 - Tempo de formação das osazonas para cada carboidrato
Após a observação do tempo de formação de cada osazona, fundamental para identificar os carboidratos, analisou-se cada uma com a utilização de um microscópio. O resultado é apresentado na Imagem 20.
Imagem 20 - Imagens de osazonas obtidas em microscópio óptico.
Pela microscopia óptica, observa-se que a frutose e a glicose apresentam cristais iguais, em formato de agulha e bem definidos. A formação de mesmos cristais é algo característico para cetoses e aldoses epímeras, como as apresentadas.
 	A manose apresenta cristais que se assemelham a pequenos círculos escuros, diferenciando-as das demais. Já para a sacarose e lactose formam cristais semelhantes à “agulha”, mas que se agrupam.
	Portanto, os carboidratos podem ser caracterizados pela reação com fenil hidrazina, já que podem ser diferenciados pela característica do cristal formado e/ou pelo tempo de formação, sendo um método eficiente para caracterização de açúcares redutores.
 TOXICIDADE
Soluções dos carboidratos: não tóxico.
Reativo de Molisch: Nocivo em contato com a pele e por ingestão. Irritante para as vias respiratórias e pele. Risco de graves lesões oculares.
Reativo de Seliwanoff: pode ser fatal se ingerido, é prejudicial se inalado ou absorvido pela pele, afeta o sistema cardiovascular e sistema nervoso central. Irritação no trato respiratório.
Reativo de Bial: Nocivo por ingestão pode provocar irritação cutânea. Provoca irritação ocular grave e pode provocar irritação das vias respiratórias.
Reativo de Barfoed: Nocivo por ingestão. Irritante para os olhos e pele. Muito tóxico para os organismos aquáticos, podendo causar efeitos nefastos em longo prazo no ambiente aquático.
Ácido sulfúrico concentrado: Corrosivo para os metais. Toxicidade aguda, Oral. Corrosão cutânea. Lesões oculares graves.
Reativo de Benedict: Pode causar irritação nas mucosas, tosse e dificuldades em respirar se inalado, se a inalação for em grandes quantidades pode causar febre devido aos vapores metálicos. Nos olhos, há perigo de opacificação da córnea e conjuntivite. Se ingerido pode causar vômito, náusea, dores no estomago, diarreia, queda de pressão arterial, taquicardia, colapso e acidose.
Reativo de Tollens: Nocivo por ingestão. Irritante para os olhos e pele. Muito tóxico para os organismos aquáticos, podendo causar efeitos nefastos em longo prazo no ambiente aquático.
Lugol: Substancia nociva por inalação e em contato com a pele. Não respirar o valor e evitar contato com os olhos. Pode causar sensibilização em indivíduos pré-dispostos.
Reativo de Fehling A: Não há perigo significativo sob condições normais. Pode causar irritação leve na pele e nos olhos. Se ingerido pode causar vômito, náuseas e diarreia.
Reativo de Fehling: Irritante para os olhos. Se ingerido em grandes quantidades pode causar danos nos rins.
Cloridrato de fenil hidrazina: Irritante à pele, olhos e garganta. Se ingerido pode causar náuseas e vômito. Se inalado, causa danos ao trato respiratório, tosse e dificuldade respiratória.
Acetato de sódio cristalino: Pode causar irritação à pele e olhos. Se inalado pode causar irritação ao trato respiratório.
CONCLUSÃO
 PRÁTICA 1
As reações com reativos formados por uma mistura de ácidos fortes e fenóis são uma forma de analisar qualitativamente se uma solução contem açúcares, e é possível também caracterizar estes carboidratos de acordo com os resultados obtidos. 
A reação de Molisch é a menos específica, pois identifica qualquer carboidrato, mas é possível diferenciar carboidrato de proteína, como foi realizado no experimento, obtendo o anel roxo para a glicose e o anel amarelo para a albumina. Já a reação de Seliwanoff é a única que diferencia cetoses de aldoses, fazendo com que a solução de frutose se tornasse laranja escura, e a de glicose obteve uma coloração clara, quando o reativo reagiu com a sacarose, este dissacarídeo foi clivado, obtendo glicose e frutose, por isso o resultado positivo para esse teste. A reação de Bial faz com que a solução com pentose se torne verde, e a solução com os outros açúcares fique castanho, então, somente a solução com arabinose se tornou verde. 
A reação de Barfoed é diferente, pois ela não muda a coloração da solução, e sim, torna um precipitado de cobre, e caracteriza açúcares redutores, diferenciando-os de não redutores. A glicose é um monossacarídeo redutor, e o óxido cruposo precipitou na solução.
 PRÁTICA 2
Existe mais de uma maneira de diferenciar carboidratos e durante esses experimentos pode-se evidenciar isso com uma sequência de reações que os distinguia em redutores ou não ou os classificavam qualitativamente em polissacarídeos ou não. 
Na reação de Benedict pode-se diferenciar um carboidrato redutor de um não redutor, notando a formação do precipitado Cu2O apenas na solução de glicose, pois a sacarose apresenta as duas hidroxilas do carbono anomérico realizando uma ligação glicosídica, impossibilitando que ela exerça papel redutor. 
	Semelhantemente, a reação de Tollens diferenciou dois carboidratos, porém desta vez a diferenciação se deu por conta da formação do espelho de prata que ocorreu apenas na solução de glicose pelo mesmo motivo citado na reação de Benedict.
	Enquanto na reação de Fehlings, pode-se distinguir um gama maior de carboidratos, identificando como redutores a glicose, a frutose a lactose, todas contendo OH livre no carbono anomérico, podendo exercer papel redutor.
	Já na reação com iodo pode-se constatar qualitativamente um polissacarídeo, o amido, com a formação de um complexo azul obtido pela reação da amilose presente em sua composição.
 PRÁTICA 3
Outro método de identificação dos açúcares é a reação com fenil hidrazina, esta pode ser utilizada para identificar açúcares redutores. Sua identificação pode ser feita tanto pelo produto formado na reação, quanto pelo tempo de formação.
A reação com fenil hidrazina tem como produto as osazonas e, dependendo do açúcar, forma-se cristais com morfologias diferentes. Ao analisar estes cristais no microscópio, pode identifica-los e diferenciá-los.
Porém, para cetoses e aldoses epímeras ocorre a formação de uma mesma osazona. Ainda com a formação de produtos iguais, os açúcares podem ser diferenciados pelo tempo que levam para formá-las, seja verificando-se o tempo de aquecimento ou resfriamento.
Portanto, a reação com fenil hidrazina é importante para a identificação de açúcares redutores, controlando-se o tempo de formação e as características da osazona formada.
 
QUESTIONÁRIO 1
1) Escreva o mecanismo completo de ciclização da glicose e da frutose.
a) Glicose
b) Frutose
2) Escreva as fórmulas estruturais de Haworth para os seguintes carboidratos: 
a) D-Ribose 
b) D-Galactose
c) D-Manose
3) Escreva a fórmula estrutural de Fischer para os seguintes carboidratos:
a) β-Frutose
b) β-Arabinose
8. QUESTIONÁRIO 2
1) O que se entende por monossacarídeo redutor e não redutor?
Monossacarídeo redutor é aquele que apresenta o grupo hidroxila do carbono anomérico livre para reagir com os íons metálicos oxidantes, enquanto os não redutores não possuem a hidroxila livre, por ela estar já interagindo com um outro monossacarídeo, polissacarídeo, proteínasou aminoácidos por exemplo. 
2) Quais são os ensaios laboratoriais utilizados para distinguir inequivocamente monossacarídeos de dissacarídeos e polissacarídeos.
O ensaio mais indicado para esse tipo de distinção é a reação com iodo, uma vez que só ocorre em polissacarídeos. Os testes de Benedict e Fehling não são indicados pois podem reagir com dissacarídeos ou polissacarídeos que apresentem caráter redutor como é o caso da lactose.
3) Qual o ensaio que é utilizado na Química Orgânica para se distinguir um aldeído de uma cetona? Esse teste é efetivo para diferenciar frutose e glicose?
O ensaio utilizado é o do reativo de Tollens, porém este método não é muito preciso, uma vez que, ele não é efetivo na diferenciação entre glicose e frutose. Este reativo pode reagir com ambos carboidratos devido a ligação com OH no carbono vicinal no ENEdiol, um intermediário que ocorre entre aldeídos (glicose) e cetonas (frutose)
9. QUESTIONÁRIO 3
 
1) Por quê os açúcares podem ser caracterizados pela reação com a fenil hidrazina? 
Os açúcares podem ser caracterizados pela reação com fenil hidrazina pois a reação possui um tempo de formação de osazona diferente para cada açúcar, além de formar cristais com morfologias diferentes.
2) Qual a principal diferença entre mono e dissacarídeos quando reagem com a fenil hidrazina? 
Quando reagem com a fenil hidrazina, os monossacarídeos formam rapidamente as osazonas, apenas com aquecimento. Os dissacarídeos não são capazes de formar as osazonas deste modo, necessitando de aquecimento e resfriamento para formá-la.
3) Explique o por quê da glicose e frutose produzirem a mesma osazona. Como estes açúcares podem ser diferenciados através desse ensaio.
As moléculas da frutose e glicose diferem-se apenas pelos dois primeiros carbonos, porém todo o resto das estruturas são idênticos. Isso confere a formação de cristais idênticos para ambas, em forma de agulha. Ou seja, aldoses e cetoses epímeras formam a mesma osazona. 
Apresar de ambos açúcares formarem a mesma osazona, podemos diferenciá-las através do tempo de formação. No experimento realizado, a glicose demorou cerca de dois minutos além da frutose para formar o produto.
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
http://www.fca.unicamp.br/portal/images/Documentos/FISPQs/FISPQ-%20REATIVO%20DE%20BARFOED.pdf. Acessado em 26/03/2016 às 16h40.
http://hipermidiasbioquimica.ufsc.br/files/2010/07/Rea%C3%A7%C3%A3o-de-Barfoed1.swf. Acessado em 26/03/2016 às 16h40.
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