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14. Instrumentação Videolaparoscópica

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Lavinia Dias Tavares 1 
 
Instrumentação Videolaparoscópica 
1. Princípios básicos: 
 Sistema ótico: consiste na utilização de endoscópios rígidos, os laparoscópios. Eles podem apresentar angulação variadas (de 
0º a 75º); as lentes não-anguladas proporcionam uma imagem frontal, enquanto as anguladas fornecem imgens oblíquas – 
facilitando a visualização de algumas regiões (como a cavidade pélvica e o hiato esofagiano). 
 
 Videoimagem e iluminação: os laparoscópios possuem uma entrada que é ligada a uma fonte de luz através de um cabo de 
fibra ótica, transmitindo luminosidade para o interior da cavidade abdominal. Atualmente, utilizam-se lâmpadas de xênon. A 
imagem intracavitária é transmitida a um monitor de alta resolução através de uma microcâmera acoplada à porção proximal do 
laparoscópio. 
 
 Insuflação intracavitária: a cavidade necessária para a realização da cirurgia é criada através de um pneumoperitôneo (gases 
na cavidade peritoneal) com o uso de CO2. No momento inicial, o débito não deve ser superior a 2 l/min, para evitar um distensão 
aguda, mas se utiliza normalmente insufladores que tenham capacidade de 15 l/min. 
 
2. Técnica e intrumental: 
São realizadas sob anestesia geral. Realiza-se o acesso inicial à cavidade através da cicatriz umbilical, com a utilização da agulha 
de Veress. Assim, primeiramente temos uma incisão cutênea, seguida de tração da aponeurose e puncionamento da agulha de 
Veress. Acopla-se uma seringa a essa estrutura e se realiza a aspiração (não deve vir sangue ou outros fluidos), a injeção (soro 
fisiológico injetado) e o gotejamento (deve-se ter entrada passiva do soro, demonstrando que essa está sujeita a pressão negativa 
da cavidade peritoneal). Após isso, conecta-se a mangueira de CO2 e se faz a insuflação. Deve-se monitorar a pressão 
intracavitária. Os trocartes são cânulas por onde são inseridos os instrumentais e o endoscópio. Seguindo-se a introdução do 
laparoscópio, realiza-se um inventário abdominal. As posições do trocartes dependerão do procedimento a ser realizado. 
O material básico é composto por pinças de dissecção e preensão, tesouras, intrumentos de cauterização e grampeadores. 
Também temos os afastadores e porta-agulha. 
Objetiva 
Endoscópio Ótica 
Encaixe da 
microcâmera 
A. Visão frontal; B. Visão oblíqua. 
A 
B 
Agulha de Veress 
Trocartes (somente o último é de 
uso único). 
Habilidades Profissionais V – Intubação Traqueal 
 
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3. Contraindicações e complicações da videocirurgia: 
3.1. Complicações: 
 Complicações relacionadas à introdução e manipulação de instrumentais: 
- Lesões vasculares 
- Lesões de órgãos digestivos 
- Lesões vesicais 
Tesouras 
Maryland 
Pinças de preensão e dissecção 
Clipadores 
Mixter 
Porta-agulha 
Afastadores 
Habilidades Profissionais V – Intubação Traqueal 
 
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- Hérnias incisionais e infecção 
 Complicações de procedimentos específicos 
 Complicações relacionadas ao pneumoperitônio: 
- Diminuição da complacência pulmonar, atelectasia, hipercarbia e hipóxia; 
- Embolia gasosa; 
- Arritmias cardíacas; 
- Refluxo passivo do conteúdo gástrico; 
- Enfisema subcutâneo; 
- Pneumotórax/pneumomediastino. 
3.2. Contraindicações: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRUMENTAIS NA UEPA: 
 
 
Habilidades Profissionais V – Intubação Traqueal 
 
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Dica para identificação dos instrumentais: 
CORES (presente no cabo) 
 Diérese: 
- Vermelho: tesouras 
- Roxo: bisturi harmônico ultracision 
 Preensão: 
- Amarelo: endoclinch/gasper 
- Verde e cinza: pinça de dissecção e apreensão 
- Azul: Maryland (tanto reta quanto curva) 
  Hemostasia: 
- Cinza: clipador (ponta tem formato de batman) 
 Síntese: 
- Cinza: grampeador linear 
- Azul: grampeador circular (formato de cotonete) 
- Verde: grampeador circular (formato de ogiva) 
 
parece uma furadeira 
Maryland 
(preensão)