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DIREITO DO CONSUMIDOR AV

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Questões resolvidas

É incorreto afirmar que os princípios desempenham a função:
de dar unidade e harmonia ao sistema jurídico, integrando suas diferentes partes
de apontar os rumos a serem seguidos por toda a sociedade e obrigatoriamente perseguidos pelos poderes constituídos;
de condicionar a atividade do intérprete, lente do exame de toda e qualquer questão submetida ao julgador;
de estabelecer a conduta adequada para hipóteses específicas, perfeitamente caracterizadas;

Antônio, beneficiário do plano de saúde da empresa X há dez anos, necessita ser submetido a uma angioplastia, mas a empresa X se recusa a dar cobertura ao tratamento porque há no contrato cláusula expressa e clara que exclui da cobertura o fornecimento de prótese, órtese, stent, marcapasso, etc. No caso é correto afirmar que:
a cláusula é válida porque busca apenas reduzir a amplitude da obrigação pactuada.
a cláusula é nula por abusiva, porque exclui da cobertura material (stent) que integra necessariamente cirurgia ou procedimento coberto pelo plano;
a cláusula é válida porque a empresa operadora de plano de saúde não é prestadora de serviço pelo que não lhe é aplicável o CDC;
a cláusula é válida porque a exclusão da cobertura é expressa e clara, da qual Antônio tinha conhecimento;
a cláusula é abusiva porque o CDC não admite nenhuma limitação ao direito do consumidor;

Fortunato, empresário, proprietário de uma rede de supermercados nesta Capital, enquanto auxiliava seus funcionários na reposição de algumas garrafas de cerveja, colocando-as na prateleira de um de seus estabelecimentos comerciais, foi surpreendido pela explosão de um dos vasilhames, vindo a ser atingido pelos estilhaços da garrafa, que provocam graves e irreversíveis lesões em um de seus olhos. Inconformado, propôs ação de reparação de danos, em face do fabricante do produto. De acordo com o CDC e o entendimento atual do STJ, assinale a opção correta.
A inversão do ônus da prova, na situação em exame, poderá ser decretada (ope judicis), em favor de Fortunato, caso se convença o juiz, em decisão fundamentada, de que existe, no caso em julgamento, verossimilhança nas alegações ou situação de hipossuficiência por parte do autor.
A explosão do vasilhame configura vício do produto, a atrair, por força de presunção legal, a responsabilidade do fabricante, obrigado a indenizar Fortunato, ainda que este não possa, à luz do CDC, ser considerado consumidor.
Em razão de sua condição econômica de comerciante, caberá a Fortunato, que não se qualifica como hipossuficiente e nem como destinatário final do produto, comprovar a existência do defeito no vasilhame, para que se possa responsabilizar o fabricante do produto pelos danos causados.
Fortunato, no evento em exame, deve ser legalmente equiparado a consumidor, razão pela qual a responsabilidade do fabricante, pelos danos causados ao empresário, será objetiva e apurada segundo os ditames do CDC.
a inversão do ônus da prova deve ser determinada pelo Juiz antes da citação do réu, sob pena de ofensa ao contraditório.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços:
Reduz a sua responsabilidade.
Exclui a sua responsabilidade.
O exime de responsabilidade.
O exime parcialmente de responsabilidade.
Não o exime de responsabilidade.

Saulo e Bianca são casados há quinze anos e, há dez, decidiram ingressar no ramo das festas de casamento, produzindo os chamados 'bem-casados', deliciosos doces recheados oferecidos aos convidados ao final da festa. Saulo e Bianca não possuem registro da atividade empresarial desenvolvida, sendo essa a fonte única de renda da família. No mês passado, os noivos Carla e Jair encomendaram ao casal uma centena de 'bem-casados' no sabor doce de leite. A encomenda foi entregue conforme contratado, no dia do casamento. Contudo, diversos convidados que ingeriram os quitutes sofreram infecção gastrointestinal, já que o produto estava estragado. A impropriedade do produto para o consumo foi comprovada por perícia técnica.
Com base no caso narrado, assinale a alternativa correta.
O Código de Defesa do Consumidor é aplicável ao caso, sendo certo que tanto Carla e Jair quanto seus convidados intoxicados são consumidores por equiparação e poderão pedir indenização, porém a inversão do ônus da prova só se aplica em favor de Carla e Jair, contratantes diretos.
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA.
O casal Saulo e Bianca se enquadra no conceito de fornecedor do Código do Consumidor, pois fornecem produtos com habitualidade e onerosidade, sendo que apenas Carla e Jair, na qualidade de consumidores indiretos, poderão pleitear indenização.
Embora a empresa do casal Saulo e Bianca não esteja devidamente registrada na Junta Comercial, pode ser considerada fornecedora à luz do Código do Consumidor, e os convidados do casamento, na qualidade de consumidores por equiparação, poderão pedir indenização diretamente àqueles.
A atividade desenvolvida pelo casal Saulo e Bianca não está oficialmente registrada na Junta Comercial e, portanto, por ser ente despersonalizado, não se enquadra no conceito legal de fornecedor da lei do consumidor, aplicando-se ao caso as regras atinentes aos vícios redibitórios do Código Civil.

O CDC tem disciplina própria no que tange à prescrição e à decadência. Levando em consideração o artigo 27 e o o §1º do artigo 18 do CDC, é correto afirmar que
b) Decai em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por vício do produto e/ou do serviço a contar entrega do produto ou da prestação do serviço;
c) Prescreve em 90 dias a reparação do fato do produto e/ou serviço, a contar da entrega do produto ou do serviço;
a) Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por vício do produto e/ou do serviço;
e) A prescrição só começa a partir da manifestação do vício oculto.
d) A prescrição só começa a contar a partir do conhecimento do dano e de sua autoria;

Determinado consumidor, ao mastigar uma fatia de pão com geleia, encontrou um elemento rígido, o que lhe causou intenso desconforto e a quebra parcial de um dos dentes. Em razão do fato, ingressou com medida judicial em face do mercado que vendeu a geleia, a fim de ser reparado. No curso do processo, a perícia constatou que o elemento encontrado era uma pequena porção de açúcar cristalizado, não oferecendo risco à saúde do autor. Diante desta narrativa, assinale a afirmativa correta.
A responsabilidade do fornecedor depende de apuração de culpa e, portanto, não tendo o comerciante agido de modo a causar voluntariamente o evento, não deve responder pelo resultado.
O fabricante e o fornecedor do serviço devem ser excluídos de responsabilidade, visto que o material não ofereceu qualquer risco à integridade física do consumidor, não merecendo reparação.
O elemento rígido não característico do produto, ainda que não o tornasse impróprio para o consumo, violou padrões de segurança, já que houve dano comprovado pelo consumidor.
O comerciante não deve ser condenado e sequer caberia qualquer medida contra o fabricante, posto que não há fato ou vício do produto, motivo pelo qual não deve ser responsabilizado pelo alegado defeito.
Período de não visualização da prova: desde 12/11/2018 até 29/11/2018.

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Questões resolvidas

É incorreto afirmar que os princípios desempenham a função:
de dar unidade e harmonia ao sistema jurídico, integrando suas diferentes partes
de apontar os rumos a serem seguidos por toda a sociedade e obrigatoriamente perseguidos pelos poderes constituídos;
de condicionar a atividade do intérprete, lente do exame de toda e qualquer questão submetida ao julgador;
de estabelecer a conduta adequada para hipóteses específicas, perfeitamente caracterizadas;

Antônio, beneficiário do plano de saúde da empresa X há dez anos, necessita ser submetido a uma angioplastia, mas a empresa X se recusa a dar cobertura ao tratamento porque há no contrato cláusula expressa e clara que exclui da cobertura o fornecimento de prótese, órtese, stent, marcapasso, etc. No caso é correto afirmar que:
a cláusula é válida porque busca apenas reduzir a amplitude da obrigação pactuada.
a cláusula é nula por abusiva, porque exclui da cobertura material (stent) que integra necessariamente cirurgia ou procedimento coberto pelo plano;
a cláusula é válida porque a empresa operadora de plano de saúde não é prestadora de serviço pelo que não lhe é aplicável o CDC;
a cláusula é válida porque a exclusão da cobertura é expressa e clara, da qual Antônio tinha conhecimento;
a cláusula é abusiva porque o CDC não admite nenhuma limitação ao direito do consumidor;

Fortunato, empresário, proprietário de uma rede de supermercados nesta Capital, enquanto auxiliava seus funcionários na reposição de algumas garrafas de cerveja, colocando-as na prateleira de um de seus estabelecimentos comerciais, foi surpreendido pela explosão de um dos vasilhames, vindo a ser atingido pelos estilhaços da garrafa, que provocam graves e irreversíveis lesões em um de seus olhos. Inconformado, propôs ação de reparação de danos, em face do fabricante do produto. De acordo com o CDC e o entendimento atual do STJ, assinale a opção correta.
A inversão do ônus da prova, na situação em exame, poderá ser decretada (ope judicis), em favor de Fortunato, caso se convença o juiz, em decisão fundamentada, de que existe, no caso em julgamento, verossimilhança nas alegações ou situação de hipossuficiência por parte do autor.
A explosão do vasilhame configura vício do produto, a atrair, por força de presunção legal, a responsabilidade do fabricante, obrigado a indenizar Fortunato, ainda que este não possa, à luz do CDC, ser considerado consumidor.
Em razão de sua condição econômica de comerciante, caberá a Fortunato, que não se qualifica como hipossuficiente e nem como destinatário final do produto, comprovar a existência do defeito no vasilhame, para que se possa responsabilizar o fabricante do produto pelos danos causados.
Fortunato, no evento em exame, deve ser legalmente equiparado a consumidor, razão pela qual a responsabilidade do fabricante, pelos danos causados ao empresário, será objetiva e apurada segundo os ditames do CDC.
a inversão do ônus da prova deve ser determinada pelo Juiz antes da citação do réu, sob pena de ofensa ao contraditório.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços:
Reduz a sua responsabilidade.
Exclui a sua responsabilidade.
O exime de responsabilidade.
O exime parcialmente de responsabilidade.
Não o exime de responsabilidade.

Saulo e Bianca são casados há quinze anos e, há dez, decidiram ingressar no ramo das festas de casamento, produzindo os chamados 'bem-casados', deliciosos doces recheados oferecidos aos convidados ao final da festa. Saulo e Bianca não possuem registro da atividade empresarial desenvolvida, sendo essa a fonte única de renda da família. No mês passado, os noivos Carla e Jair encomendaram ao casal uma centena de 'bem-casados' no sabor doce de leite. A encomenda foi entregue conforme contratado, no dia do casamento. Contudo, diversos convidados que ingeriram os quitutes sofreram infecção gastrointestinal, já que o produto estava estragado. A impropriedade do produto para o consumo foi comprovada por perícia técnica.
Com base no caso narrado, assinale a alternativa correta.
O Código de Defesa do Consumidor é aplicável ao caso, sendo certo que tanto Carla e Jair quanto seus convidados intoxicados são consumidores por equiparação e poderão pedir indenização, porém a inversão do ônus da prova só se aplica em favor de Carla e Jair, contratantes diretos.
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA.
O casal Saulo e Bianca se enquadra no conceito de fornecedor do Código do Consumidor, pois fornecem produtos com habitualidade e onerosidade, sendo que apenas Carla e Jair, na qualidade de consumidores indiretos, poderão pleitear indenização.
Embora a empresa do casal Saulo e Bianca não esteja devidamente registrada na Junta Comercial, pode ser considerada fornecedora à luz do Código do Consumidor, e os convidados do casamento, na qualidade de consumidores por equiparação, poderão pedir indenização diretamente àqueles.
A atividade desenvolvida pelo casal Saulo e Bianca não está oficialmente registrada na Junta Comercial e, portanto, por ser ente despersonalizado, não se enquadra no conceito legal de fornecedor da lei do consumidor, aplicando-se ao caso as regras atinentes aos vícios redibitórios do Código Civil.

O CDC tem disciplina própria no que tange à prescrição e à decadência. Levando em consideração o artigo 27 e o o §1º do artigo 18 do CDC, é correto afirmar que
b) Decai em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por vício do produto e/ou do serviço a contar entrega do produto ou da prestação do serviço;
c) Prescreve em 90 dias a reparação do fato do produto e/ou serviço, a contar da entrega do produto ou do serviço;
a) Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por vício do produto e/ou do serviço;
e) A prescrição só começa a partir da manifestação do vício oculto.
d) A prescrição só começa a contar a partir do conhecimento do dano e de sua autoria;

Determinado consumidor, ao mastigar uma fatia de pão com geleia, encontrou um elemento rígido, o que lhe causou intenso desconforto e a quebra parcial de um dos dentes. Em razão do fato, ingressou com medida judicial em face do mercado que vendeu a geleia, a fim de ser reparado. No curso do processo, a perícia constatou que o elemento encontrado era uma pequena porção de açúcar cristalizado, não oferecendo risco à saúde do autor. Diante desta narrativa, assinale a afirmativa correta.
A responsabilidade do fornecedor depende de apuração de culpa e, portanto, não tendo o comerciante agido de modo a causar voluntariamente o evento, não deve responder pelo resultado.
O fabricante e o fornecedor do serviço devem ser excluídos de responsabilidade, visto que o material não ofereceu qualquer risco à integridade física do consumidor, não merecendo reparação.
O elemento rígido não característico do produto, ainda que não o tornasse impróprio para o consumo, violou padrões de segurança, já que houve dano comprovado pelo consumidor.
O comerciante não deve ser condenado e sequer caberia qualquer medida contra o fabricante, posto que não há fato ou vício do produto, motivo pelo qual não deve ser responsabilizado pelo alegado defeito.
Período de não visualização da prova: desde 12/11/2018 até 29/11/2018.

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Avaliação: CCJ0023_AV_201603230734 » DIREITO DO CONSUMIDOR
Tipo de Avaliação: AV
Aluno: 201603230734 - EDSON MACIEL DE LIMA
Professor: FLAVIA ZEBULUM
 
Turma: 9058/AZ
Nota da Prova: 7,0 Nota de Partic.: Av. Parcial Data: 17/11/2018 10:24:43
 
 1a Questão (Ref.: 201603407032) Pontos: 1,0 / 1,0
Havendo conflito de leis abrangendo relação de consumo:
 deverá prevalecer o Código de Defesa do Consumidor
deverá ser afastado o Código de Defesa do Consumidor.
deverá prevalecer a lei que for mais específica.
deverá ser aplicado o Código Civil porque regula relações de direito privado.
 
 2a Questão (Ref.: 201603406985) Pontos: 0,0 / 1,0
É incorreto afirmar que os princípios desempenham a função:
 de estabelecer a conduta adequada para hipóteses específicas, perfeitamente caracterizadas;
de condicionar a atividade do intérprete, lente do exame de toda e qualquer questão submetida ao julgador;
de dar unidade e harmonia ao sistema jurídico, integrando suas diferentes partes
 de apontar os rumos a serem seguidos por toda a sociedade e obrigatoriamente perseguidos pelos poderes
constituídos;
 
 3a Questão (Ref.: 201604083832) Pontos: 0,0 / 1,0
Com relação à proteção do consumidor, assinale a opção correta com base na Lei n.º 8.078/1990.
 Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, com exceção dos
entes despersonalizados, que desenvolva atividades de comercialização de produtos.
Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, independentemente de remuneração, com
exceção da atividade de natureza securitária, salvo se for decorrente de relação de caráter trabalhista.
Pessoa jurídica não pode ser considerada consumidor.
Bem imaterial não pode ser considerado produto.
 Coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo equipara-
se a consumidor.
 
 4a Questão (Ref.: 201603917814) Pontos: 0,0 / 1,0
No tocante a garantia legal e complementar dispõe o CDC
 A garantia legal é complementar a contratual
A garantia contratual está inserida na garantia legal
 A garantia contratual é complementar a garantia legal
A garantia contratual e a legal são direitos básicos do consumidor
 
 5a Questão (Ref.: 201603336502) Pontos: 1,0 / 1,0
Antônio, beneficiário do plano de saúde da empresa X há dez anos, necessita ser submetido a uma angioplastia,
mas a empresa X se recusa a dar cobertura ao tratamento porque há no contrato cláusula expressa e clara que
exclui da cobertura o fornecimento de prótese, órtese, stent, marcapasso, etc. No caso é correto afirmar que:
 a cláusula é nula por abusiva, porque exclui da cobertura material (stent) que integra necessariamente
cirurgia ou procedimento coberto pelo plano;
a cláusula é abusiva porque o CDC não admite nenhuma limitação ao direito do consumidor;
a cláusula é válida porque a empresa operadora de plano de saúde não é prestadora de serviço pelo que não
lhe é aplicável o CDC;
a cláusula é válida porque busca apenas reduzir a amplitude da obrigação pactuada.
a cláusula é válida porque a exclusão da cobertura é expressa e clara, da qual Antônio tinha conhecimento;
 
 6a Questão (Ref.: 201606256563) Pontos: 1,0 / 1,0
Fortunato, empresário, proprietário de uma rede de supermercados nesta Capital, enquanto auxiliava seus
funcionários na reposição de algumas garrafas de cerveja, colocando-as na prateleira de um de seus
estabelecimentos comerciais, foi surpreendido pela explosão de um dos vasilhames, vindo a ser atingido pelos
estilhaços da garrafa, que provocam graves e irreversíveis lesões em um de seus olhos. Inconformado, propôs ação
de reparação de danos, em face do fabricante do produto. De acordo com o CDC e o entendimento atual do STJ,
assinale a opção correta.
A explosão do vasilhame configura vício do produto, a atrair, por força de presunção legal, a
responsabilidade do fabricante, obrigado a indenizar Fortunato, ainda que este não possa, à luz do CDC, ser
considerado consumidor.
Em razão de sua condição econômica de comerciante, caberá a Fortunato, que não se qualifica como
hipossuficiente e nem como destinatário final do produto, comprovar a existência do defeito no vasilhame,
para que se possa responsabilizar o fabricante do produto pelos danos causados.
a inversão do ônus da prova deve ser determinada pelo Juiz antes da citação do réu, sob pena de ofensa ao
contraditório.
A inversão do ônus da prova, na situação em exame, poderá ser decretada (ope judicis), em favor de
Fortunato, caso se convença o juiz, em decisão fundamentada, de que existe, no caso em julgamento,
verossimilhança nas alegações ou situação de hipossuficiência por parte do autor.
 Fortunato, no evento em exame, deve ser legalmente equiparado a consumidor, razão pela qual a
responsabilidade do fabricante, pelos danos causados ao empresário, será objetiva e apurada segundo os
ditames do CDC.
 
 7a Questão (Ref.: 201603911970) Pontos: 1,0 / 1,0
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por
inadequação dos produtos e serviços:
O exime parcialmente de responsabilidade.
 Não o exime de responsabilidade.
Reduz a sua responsabilidade.
Exclui a sua responsabilidade.
O exime de responsabilidade.
 
 8a Questão (Ref.: 201604026708) Pontos: 1,0 / 1,0
Saulo e Bianca são casados há quinze anos e, há dez, decidiram ingressar no ramo das festas de casamento,
produzindo os chamados "bem-casados", deliciosos doces recheados oferecidos aos convidados ao final da festa.
Saulo e Bianca não possuem registro da atividade empresarial desenvolvida, sendo essa a fonte única de renda da
família. No mês passado, os noivos Carla e Jair encomendaram ao casal uma centena de "bem-casados" no sabor
doce de leite. A encomenda foi entregue conforme contratado, no dia do casamento. Contudo, diversos convidados
que ingeriram os quitutes sofreram infecção gastrointestinal, já que o produto estava estragado. A impropriedade
do produto para o consumo foi comprovada por perícia técnica. Com base no caso narrado, assinale a alternativa
correta.
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA
 Embora a empresa do casal Saulo e Bianca não esteja devidamente registrada na Junta Comercial, pode ser
considerada fornecedora à luz do Código do Consumidor, e os convidados do casamento, na qualidade de
consumidores por equiparação, poderão pedir indenização diretamente àqueles.
O Código de Defesa do Consumidor é aplicável ao caso, sendo certo que tanto Carla e Jair quanto seus
convidados intoxicados são consumidores por equiparação e poderão pedir indenização, porém a inversão do
ônus da prova só se aplica em favor de Carla e Jair, contratantes diretos.
O casal Saulo e Bianca se enquadra no conceito de fornecedor do Código do Consumidor, pois fornecem
produtos com habitualidade e onerosidade, sendo que apenas Carla e Jair, na qualidade de consumidores
indiretos, poderão pleitear indenização.
A atividade desenvolvida pelo casal Saulo e Bianca não está oficialmente registrada na Junta Comercial e,
portanto, por ser ente despersonalizado, não se enquadra no conceito legal de fornecedor da lei do
consumidor, aplicando-se ao caso as regras atinentes aos vícios redibitórios do Código Civil.
 
 9a Questão (Ref.: 201604010750) Pontos: 1,0 / 1,0
O CDC tem disciplina própria no que tange à prescrição e à decadência. Levando em consideração o artigo 27 e o o
§1º do artigo 18 do CDC, é correto afirmar que
b) Decai em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por vício do produto e/ou do serviço
a contar entrega do produto ou da prestação do serviço;
 d) A prescrição só começa a contar a partir do conhecimento do dano e de sua autoria;
a) Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por vício do produto e/ou do
serviço;
e) A prescrição só começa apartir da manifestação do vício oculto.
c) Prescreve em 90 dias a reparação do fato do produto e/ou serviço, a contar da entrega do produto ou do
serviço;
 
 10a Questão (Ref.: 201603402786) Pontos: 1,0 / 1,0
Determinado consumidor, ao mastigar uma fatia de pão com geleia, encontrou um elemento rígido, o que lhe
causou intenso desconforto e a quebra parcial de um dos dentes. Em razão do fato, ingressou com medida judicial
em face do mercado que vendeu a geleia, a fim de ser reparado. No curso do processo, a perícia constatou que o
elemento encontrado era uma pequena porção de açúcar cristalizado, não oferecendo risco à saúde do autor. Diante
desta narrativa, assinale a afirmativa correta.
A responsabilidade do fornecedor depende de apuração de culpa e, portanto, não tendo o comerciante agido
de modo a causar voluntariamente o evento, não deve responder pelo resultado.
O fabricante e o fornecedor do serviço devem ser excluídos de responsabilidade, visto que o material não
ofereceu qualquer risco à integridade física do consumidor, não merecendo reparação.
 O elemento rígido não característico do produto, ainda que não o tornasse impróprio para o consumo, violou
padrões de segurança, já que houve dano comprovado pelo consumidor.
O comerciante não deve ser condenado e sequer caberia qualquer medida contra o fabricante, posto que
não há fato ou vício do produto, motivo pelo qual não deve ser responsabilizado pelo alegado defeito.
Período de não visualização da prova: desde 12/11/2018 até 29/11/2018.

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