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APARELHO REPRODUTOR FEMININO
CONSTITUIÇÃO:
Dois ovários
Duas tubas uterinas
Útero
Vagina
Genitália externa
Mamas
FUNÇÕES: produção de gametas femininos (ovócitos) e manutenção de um ovócito fertilizado durante seu desenvolvimento completo através da fase embrionária e fetal até o nascimento.
Menarca: inicio das modificações cíclicas.
Menopausa: encerramento das modificações cíclicas.
OVÁRIOS
3cm x 1,5 cm x 1 cm (comp., larg., espess)
Forma de amêndoas
Superfície coberto por epitélio germinativo (epitélio pavimentoso ou cúbico simples). Por baixo do epitélio há uma camada de tecido conjuntivo denso, a túnica albugínea, responsável pela cor esbranquiçada do ovário.
-REGIÃO CORTICAL: predominam os folículos ovarianos que contêm os ovócitos.
-REGIÃO MEDULAR: parte mais interna que contém tecido conjuntivo frouxo com um rico leito vascular.
DESENVOLVIMENTO INICIAL DO OVÁRIO
No primeiro mês de vida, uma população de células germinativas primordiais migra do saco vitelino até os primórdios gonadais. Nas gônadas essas células se dividem e se transformam nas ovogônias. A partir do terceiro mês, as ovogônias começam a entrar na prófase da primeira divisão meiótica, mas param na fase de diplóteno e não progridem. Essas células constituem os ovócitos primários e são envolvidas pelas células foliculares. Muitos desses ovócitos são perdidos por um processo degenerativo chamado atresia. 
Ao redor da puberdade, os ovários contem cerca de 200mil ovócitos. Como geralmente apenas um ovócito é liberado em cada ciclo menstrual, e a vida reprodutiva dura de 30 a 40 anos, são liberados por uma mulher somente cerca de 450 ovócitos. Os demais degeneram por atresia.
FOLÍCULO OVARIANO
Consiste em um ovócito envolvido por uma ou mais camadas de células foliculares (granulosa). Ao nascer, a menina possui cerca de 2 milhões de folículos. Na puberdade, cada ovário possui 200mil folículos. Após a puberdade, inicia uma “queima cíclica” de folículos mensalmente.
CRESCIMENTO FOLICULAR
- primordiais (unilaminar)
- primário (unilaminar)
- secundário (multilaminar)
- terciário (antral)
- folículo maduro (ou de Graaf)
- artrésico (folículos em involução)
A partir da puberdade, um grupo de folículos primordiais inicia um processo chamado crescimento folicular. Compreende modificações do ovócito, das células foliculares e dos fibroblastos do estroma que envolve esses folículos. O crescimento é estimulado pelo FSH, secretado pela hipófise.
As células foliculares se dividem por mitose, formando uma camada de células cuboides. (Folículo primário unilaminar) 
Essas células continuam se proliferando, originando um epitélio estratificado (camada granulosa). (Folículo primário multilaminar) 
Uma espessa camada amorfa, a zona pelúcida (composta de glicoproteínas), é secretada e envolve todo o ovócito. À medida que os folículos crescem, se movem para áreas mais profundas da região cortical. O líquido folicular começa a se acumular entre as células foliculares. Os espaços se juntam e as células se reorganizam, formando uma grande cavidade, o antro folicular. (Folículos antrais)
*Durante a reorganização das células da granulosa para formar o antro, algumas células desta camada se concentram em determinado local da parede do folículo formando um pequeno espessamento, o cumulus oophorus, que serve de apoio para o ovócito. Além disso, um pequeno grupo de células foliculares envolve o ovócito, constituindo a corona radiata. Elas acompanham o ovócito quando este abandona o ovário por ocasião da ovulação.
Enquanto isso, o estroma em torno do folículo se modifica para formar as tecas foliculares, com duas camadas, a interna e a externa.
TECA INTERNA: células com características ultra-estrutirais de células produtoras de esteroides. Sintetizam um hormônio, a androstenediona, transportada para as células da camada granulosa. Sob influencia do FSH, sintetizam uma enzima aromatase, que transforma andrestenediona em estrógeno, sendo distribuído pelo organismo.
TECA EXTERNA: células semelhantes às do estroma ovariano e se arranjam de modo organizado, concentricamente em volta do folículo.
Durante cada ciclo menstrual, um folículo cresce muito mais que os outros e se torna o folículo dominante, que pode alcançar o estagio mais desenvolvido de crescimento e ovular. Quando atinge seu máximo desenvolvimento, é o folículo maduro (ou de Graaf). Os outros folículos que cresciam em certa sincronia entram em atresia. Esse processo de crescimento folicular dura em média 90 dias.
ATRESIA FOLICULAR
Processo pelo qual as células foliculares e ovócitos morrem e são eliminados por células fagociticas. Caracterizado por parada de mitoses, separação de células da granulosa da lamina basal e morte do ovócito. Após a morte das células, macrófagos invadem o folículo e fagocitam os seus restos. A atresia é particularmente intensa logo após o nascimento, quando o efeito de hormônios maternos cessa.
OVULAÇÃO
Consiste na ruptura de parte da parede do folículo maduro e a consequente liberação do ovócito, que será capturado pela extremidade dilatada da tuba uterina. Acontece frequentemente na época próxima à metade do ciclo menstrual, ao redor do 14º dia em um ciclo de 28 dias. Normalmente só um ovócito é liberado pelo ovário durante cada ciclo.
O estimulo para a ovulação é um pico de secreção de hormônio luteinizante, liberado pela hipófise em resposta aos altos níveis de estrógeno circulante produzido pelos folículos em crescimento.
As células da granulosa produzem mais ácido hialurônico e se soltam de sua camada. Uma pequena área da parede do folículo se enfraquece por causa da degradação de colágeno da túnica albugínea, por causa de isquemia e pela morte de algumas células. 
Essa fraqueza localizada, combinada com uma pressão aumentada do fluido folicular e possivelmente também de contração de células musculares lisas que circundam o folículo, conduz à ruptura de parte da parede exterior do folículo e à ovulação.
Devido à ruptura da parede folicular, o ovócito envolto pela zona pelúcida, pela corona radiata e com um pouco de fluido folicular, deixam o ovário e entram na extremidade aberta da tuba uterina, onde pode ser fertilizado. Se isso não ocorrer nas primeiras 24h, ele degenera e é fagocitado.
A primeira divisão meiótica é completada um pouco antes da ovulação (estava em prófase I). Os cromossomos são divididos igualmente, porém um dos ovócitos retém quase todo o citoplasma. O outro se torna o primeiro corpúsculo polar. Após a expulsão do primeiro corpo polar, o núcleo do ovócito inicia a segunda divisão da meiose, que estaciona em metáfase até que haja fertilização.
CORPO LÚTEO
Após a ovulação, as células da granulosa (80% do corpo lúteo, passam a ser chamadas células granulosas-luteínicas) e as células da teca interna (células teca-luteínicas) do folículo que ovulou se reorganizam e formam uma glândula endócrina temporária chamada corpo lúteo, situado na camada cortical do ovário.
A reorganização do folículo ovulado e o desenvolvimento do corpo lúteo resultam de estímulos pelo LH, liberado antes da ovulação. As células modificam seus componentes enzimáticos e começam a secretar progesterona e estrógenos. 
Quando uma gravidez não se estabelece, o corpo lúteo é programado para secretar durante 10, 12 dias. Se não houver estimulo adicional, as células se degeneram por apoptose. Uma das consequências da secreção decrescente de progesterona é a menstruarão. 
Depois da degeneração do corpo lúteo, a concentração de esteroides diminui, e FSH é liberado em quantidade maior, estimulando o crescimento de um novo grupo de folículos, iniciando o ciclo seguinte. Fibroblastos vizinhos invadem a área e produzem e produzem uma cicatriz de tecido conjuntivo denso, chamada corpo albicans (por causa da grande quantidade de colágeno). (Corpo lúteo de menstruarão)
Se uma gravidez se instalar, não pode ocorrer descamação da mucosa uterina. O embrião implantado dá um sinal para o corpo lúteo por meio da síntese do hormôniogonadotropina coriônica humana (HCG) pelas células trofoblásticas. A ação do HCG estimula o corpo lúteo e o resgata da degeneração, causando crescimento dessa glândula e estimulando a secreção de progesterona, mantendo a mucosa uterina. (Corpo lúteo de gravidez)
CÉCULAS INTERSTICIAIS
Embora as células da granulosa e os ovócitos degenerem durante a atresia folicular, as células da teca interna frequentemente persistem isoladas ou em pequenos grupos no estroma cortical, chamadas células intersticiais. São ativas secretoras de esteroides, estimuladas por LH.
TUBA UTERINA
As tubas uterinas, ou ovidutos, são dois tubos musculares de grande mobilidade (aprox. 12cm de comprimento). Uma de suas extremidades – o infundíbulo- abre-se na cavidade peritoneal próximo ao ovário e possui prolongamentos em forma de franjas chamadas fímbrias; a outra extremidade – intramural- atravessa a parede do útero e se abre no interior desse órgão.
A parede da tuba é composta de três camadas:
Uma mucosa
Uma espessa camada muscular de musculo liso disposto em uma camada circular ou espiral interna e uma camada longitudinal externa
Uma serosa formada de uma lamina visceral de peritônio.
A mucosa é formada de um epitélio colunar simples e de uma lamina própria de tecido conjuntivo frouxo. Contem dois tipos de células, um é ciliado e o outro é secretor. 
No momento da ovulação, a tuba uterina exibe movimento ativo e a sua extremidade afunilada (com numerosas fímbrias) se coloca muito perto da superfície do ovário. Isto favorece a captação do ovócito que foi ovulado. A secreção tem funções nutritivas e protetoras com relação ao ovócito. A secreção também promove ativação dos espermatozoides.
A fertilização normalmente acontece na ampola, e reconstitui o numero diploide de cromossomos típico da espécie. A fertilização age também como um estimulo para o ovócito completar a segunda divisão meiótica, ao fim da qual o ovócito primário passa a ser um ovócito secundário. Se a fertilização não acontecer, o ovócito sofre autólise na tuba uterina sem completar a segunda divisão de maturação.
Uma vez fertilizado, o ovócito, agora chamado zigoto, inicia uma serie de divisões celulares e é transportado para o útero, um processo que dura aproximadamente 5 dias. A contração do musculo liso e a atividade das células ciliadas transportam o ovócito ou zigoto ao longo do infundíbulo e do restante da tuba.Em casos de implantação anormal, o embrião pode fixar-se na tuba uterina (gravidez ectópica). Neste caso, a lamina própria da mucosa reage como o endométrio, formando numerosas células deciduais. 
ÚTERO
O útero tem a forma de uma pêra em que o corpo é a porção dilatada cuja parte superior, em forma de cúpula, é chamada fundo do útero. A sua porção estreitada, que se abre na vagina, é a cérvix ou colo uterino.
A parede do útero é relativamente espessa e formada de três camadas:
Serosa: externamente, constituída de mesotélio e tecido conjuntivo. / Adventícia: constituída de tecido conjuntivo sem revestimento de mesotélio.
Miométrio: espessa camada de musculo liso.
Endométrio: mucosa uterina.
MIOMÉTRIO
Camada mais espessa do útero. Constituído de fibras musculares lisas, separadas por tecido conjuntivo. Durante a gravidez, o miométrio passa por um período de grande crescimento, como resultado de hiperplasia e hipertrofia. Durante essa fase, muitas células musculares lisas adquirem características ultraestruturais de células secretoras de proteínas e sintetizam ativamente colágeno, cuja quantidade aumenta significativamente no útero. Após a gravidez, há degeneração de algumas células musculares lisas, redução no tamanho de outras e degradação enzimática de colágeno.
ENDOMÉTRIO
Consiste em um epitélio e uma lamina própria que contem glândulas tubulares simples. As células que revestem a cavidade uterina se organizam em um epitélio colunar simples, formado de células ciliadas e células secretoras. Pode ser dividido em duas camadas:
Camada basal: mais profunda, adjacente ao miométrio, constituída por tecido conjuntivo e pela porção inicial das glândulas uterinas;
Camada funcional: formada pelo restante do tecido conjuntivo da lamina própria, pela porção final e desembocadura das glândulas e também pelo epitélio superficial.
Enquanto a camada funcional sofre mudanças intensas durante os ciclos menstruais, a basal permanece quase inalterada.
Os vasos sanguíneos que irrigam o endométrio são muito importantes para o fenômeno cíclico de perda de parte do endométrio durante a menstruarão. Das artérias arqueadas, que se orientam circunferencialmente nas camadas médias do miométrio, partem dois grupos de artérias que proveem sangue para o endométrio; as artérias retas, que irrigam a camada basal, e as artérias espirais, que irrigam a camada funcional.
O CICLO MENSTRUAL
 Depois da puberdade os hormônios ovarianos, por estimulo da adeno-hipófise, fazem com que o endométrio passe por modificações estruturais cíclicas durante o ciclo menstrual. A duração do ciclo é variável, mas dura em média 28 dias. Geralmente começam entre 12-15 anos de idade e continuam até os 45-50 anos. A mulher só é fértil durante o período em que ela estiver tendo ciclos menstruais.
Considera-se o começo de um ciclo menstrual como o dia em que se inicia o sangramento menstrual. A fase menstrual do ciclo dura em média três a quatro dias. A fase seguinte é denominada fase proliferativa (média de 10 dias), que é seguida pela fase secretória (ou luteal, aproximadamente 14 dias).
FASE PROLIFERATIVA, FOLICULAR OU ESTROGÊNICA
O começo coincide com o crescimento rápido de um pequeno grupo de folículos ovarianos que, quando o ciclo se iniciou, estavam provavelmente na transição entre folículos pré-antrais e antrais. Quando sua teca interna se desenvolve, esses folículos começam ativamente a secretar estrógenos.
Os estrógenos agem no endométrio induzindo a proliferação celular, que reconstitui o endométrio perdido durante a menstruação. Durante essa fase, o endométrio está coberto por um epitélio colunar simples.
FASE SECRETÓRIA OU LUTEAL
Começa depois da ovulação e resulta da ação de progesterona secretada pelo corpo lúteo. As células epiteliais começam a acumular glicogênio na porção infranuclear. Uma característica importante dessa fase é o fato das glândulas se tornarem muito tortuosas. O endométrio alcança sua máxima espessura, como resultado do crescimento da mucosa, do acumulo e secreção e do edema no estroma. Mitoses são raras durante essa fase.
Se ocorrer fertilização, o embrião terá sido transportado ao útero e aderido ao epitélio uterino durante a fase secretória, cerca de 7 ou 8 dias após a ovulação. Possivelmente a secreção das glândulas seja uma fonte de nutrição para o embrião antes de sua implantação no endométrio. A progesterona também atua inibindo a contração das células musculares lisas do miométrio, que poderiam interferir com a implantação do embrião.
FASE MENSTRUAL
Se não ocorrer a fertilização do ovócito e a implantação do embrião, o corpo lúteo deixa de funcionar 10 a 12 dias depois da ovulação. Em consequência, diminuem rapidamente os níveis de progesterona e estrógenos no sangue. Isto causa vários ciclos de contração das artérias espirais, bloqueando o fluxo de sangue e produzindo isquemias, causando morte – por necrose- das paredes das artérias, assim como da porção da camada funcional do endométrio irrigada por esses vasos. As artérias se rompem após os locais de constrição e o sangramento começa.
Ao término da fase menstrual, o endométrio é reduzido a uma camada muito delgada. Está assim, pronto para começar um novo ciclo.
ENDOMÉTRIO GRÁVIDO
Se houve uma implantação embrionária, as células trofoblásticas produzem gonadotropina coriônica que estimula o corpo lúteo a continuar secretando progesterona. A menstruarão é suspensa e o ciclo menstrual adiado durante toda a duração da gravidez.
O blastocisto é a fase na qual o embrião chega ao útero. Ele permanece no lúmen do útero durante mais 2 ou 3 dias e entra em contatocom a superfície do endométrio, embebido na secreção das glândulas endometriais. A zona pelúcida é então removida, permitindo às células do trofoblasto interagir com as células do epitélio superficial do endométrio.
Implantação: (ou nidação) compreende a adesão do embrião às células do epitélio endometrial seguida pela penetração do embrião na mucosa uterina. Essa implantação é chamada intersticial. Em torno do nono dia após a ovulação, o embrião esta totalmente imerso no endométrio. Após a implantação do embrião, o tecido conjuntivo endometrial sofre mudanças. Os fibroblastos da lamina própria aumentam de tamanho, tornam-se arredondados e exibem características de células produtoras de proteínas. São agora chamados células deciduais e o endométrio inteiro recebe o nome de decídua, dividido em três porções: decídua basal, decídua capsular e decídua parietal.
Placenta: órgão temporário que serve como local de trocas fisiológicas entre a mãe e o embrião ou feto. Parte fetal (cório) e parte materna (decídua basal). A decídua basal fornece sangue arterial materno para a placenta e recebe sangue venoso de espaços sanguíneos que existem dentro da placenta. É um órgão endócrino, produzindo hormônios, como gonadotropina coriônica (HCG) e somatomamotropina coriônica humana, que tem atividade lactogênica e estimula o crescimento.
CÉRVIX UTERINA
Porcão cilíndrica, mais baixa do útero. Revestida de um epitélio colunar simples secretor de muco. Consiste principalmente em tecido conjuntivo denso. A porção externa da cérvix é revestida por epitélio pavimentoso estratificado. Contem as glândulas mucosas cervicais. 
As secreções cervicais tem um papel importante na fertilização. Na época da ovulação, as secreções mucosas são mais fluidas e facilitam a penetração do esperma no útero. Na fase luteal ou na gravidez, os níveis de progesterona alteram as secreções mucosas de forma que elas ficam mais viscosas e previnem a passagem de esperma e de microorganismos. 
A dilatação da cérvix que precede o parto se deve à intensa colagenólise, que promove o amolecimento de sua parede.
VAGINA
A parede da vagina não tem glândulas e consiste em três camadas: mucosa, muscular e adventícia. O muco presente no lúmen da vagina se origina das glândulas da cérvix uterina.
O epitélio da mucosa vaginal é pavimentoso estratificado. 
Bactérias presentes na vagina metabolizam o glicogênio e produzem acido láctico, que é responsável pelo pH da vagina, que é normalmente baixo. O ambiente ácido tem ação protetora contra microorganismos patogênicos.
A lamina própria da mucosa vaginal é composta de tecido conjuntivo frouxo muito rico em fibras elásticas. a grande elasticidade da vagina se deve ao grande numero de fibras elásticas no tecido conjuntivo de sua parede. Nesse tecido conjuntivo há um plexo venoso extenso, feixes nervosos e grupos de células nervosas.
GENITÁLIA EXTERNA
A genitália externa, ou vulva, consiste no clitóris, pequenos e grandes lábios, além de algumas glândulas que se abrem no vestíbulo, espaço que corresponde à abertura externa da vagina, incluído pelos pequenos lábios.
A uretra e os ductos das glândulas vestibulares se abrem no vestíbulo. As glândulas vestibulares maiores, ou glândulas de Bartholin, se situam a cada lado do vestíbulo. As glândulas vestibulares menores se localizam mais frequentemente ao redor da uretra e clitóris. Todas as glândulas vestibulares secretam muco.
O clitóris e o pênis são homólogos em origem embrionária e estrutura histológica.
A genitália externa é abundantemente provida de terminações nervosas sensoriais táteis, além de corpúsculos de Meissner e de Pacini, que contribuem para a fisiologia do estímulo sexual.
GLÂNDULAS MAMÁRIAS
Cada glândula mamaria consiste em 15 a 25 lóbulos de glândulas túbulo-alveolares compostas, cuja função é secretar leite.
ESTRUTURA:
DURANTE A PUBERDADE E NO ADULTO
Antes da puberdade, as glândulas mamárias são compostas de porções dilatadas, os seios galactóforos e várias ramificações destes seios, os ductos galactóforos. 
O aumento das mamas durante a puberdade resulta do acumulo de tecido adiposo e conjuntivo, além de certo crescimento e ramificação dos ductos galactóforos. A proliferação dos ductos se deve ao aumento da quantidade de estrógenos circulantes durante a puberdade. A maior hidratação do tecido conjuntivo na fase pré-menstrual produz aumento da mama.
Próximo á abertura do mamilo, os ductos galactóforos se dilatam para formar os seios galactóforos. As aberturas externas dos ductos são revestidas por epitélio pavimentoso estratificado. Este epitélio bruscamente se transforma em colunar estratificado ou cuboide nos ductos. O revestimento dos ductos galactóforos e ductos interlobulares terminais é formado por epitélio cuboide simples, envolvido por células mioepiteliais.
O tecido conjuntivo que cerca os alvéolos contem muitos linfócitos e plasmócitos. A população de plasmócitos aumenta significativamente no fim da gravidez; eles são responsáveis pela secreção de imunoglobulinas que conferem imunidade passiva ao recém-nascido. 
O mamilo tem forma cônica. Externamente é coberto por epitélio pavimentoso estratificado queratinizado contínuo com o da pele adjacente. É provido de abundantes terminações nervosas sensoriais. A pele ao redor do mamilo constitui a auréola. A sua cor escurece durante a gravidez.
DURANTE A GRAVIDEZ E A LACTAÇÃO
Sofrem intenso crescimento durante a gravidez por ação sinérgica de vários hormônios (estrógeno, progesterona, prolactina e lactogênio placentário). Ocorre desenvolvimento de alvéolos nas extremidades dos ductos interlobulares terminais. Alvéolos são conjuntos esféricos de células epiteliais que se tornam as estruturas ativamente secretoras de leite na lactação. Quatro a seis células mioepiteliais de forma estrelada envolvem cada alvéolo. Durante a lactação, o leite é produzido pelas células epiteliais dos alvéolos e se acumula no lúmen dos alvéolos e dentro dos ductos galactóforos.
REGRESSAO PÓS-LACTACIONAL
Quando cessa a amamentação – desmame- a maioria dos alvéolos desenvolvidos durante a gravidez sofre degeneração por apoptose. Células inteiras são liberadas na luz dos alvéolos e seus restos são retirados por macrófagos.
INVOLUÇÃO SENIL DAS GLÂNDULAS MAMÁRIAS
Depois da menopausa, a involução das glândulas mamárias é caracterizada por uma redução em tamanho e atrofia das porções secretoras e, até certo ponto, dos ductos. Modificações atróficas atingem também o tecido conjuntivo interlobular.
Amanda Camargo – MEDICINA FEPAR – Histologia Especial

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