A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
19 pág.
Obstrução Intestinal Delgado

Pré-visualização | Página 1 de 2

Obstrução do intestino delgado
7º período
A1
Introdução	
-Obstrução intestinal mecânica constitui-se na parada de progressão do conteúdo entérico devido a um obstáculo mecânico que pode ser: intraluminal, extraluminal ou intramural;
Etiologias vão ser discutidas mais especificamente no próximo slide;
Causas intraluminais – cálculo biliar, enterólitos, corpo estranho, bezoares (massa ou pedra de conteúdo do bolo alimentar encontrada no TGI, ruminantes);
Causas Extraluminais – Aderências (pós-operatórias), hérnias, abscesso intra-abdominal;
Causas Intramural – Intuscepção, doença de Crohn, estenoses isquêmicas, endometriose, diverticulite;
2
etiologia
-Alteração das causas de obstrução com o tempo;
-Principal causa de obstrução: Aderências (60% nos EUA);
-Neoplasias malignas responsáveis aproximadamente 20% dos casos;
-Hérnias cerca de 10%, comumente hérnias incisionais e inguinais;
-Doença de Crohn 5% do casos;
-Outras causas: <5%
Antigamente as hérnias intestinais eram responsáveis por mais da metade das causas de obstrução (Séc. XX). Mas com o evolução das laparotomias, operações eletivas reduziu-se esse número pra 10% das causas de obstruções;
As aderências são secundárias a operações pélvicas do tipo ginecológica (histerectomia aberta, cesariana, oofectomia), apendicectomias e ressecções colorretais. Também laparotomias para tto de ferimentos penetrantes (arma de fogo, arma branca);
Neoplasias podem ser devido a lesões metastáticas (o tumor implanta no peritônio) que obstruem o intestino (pode ser tumor de ovariano, pancreático, gástrico ou colônico) ou grandes tumores intra-abdominais que geram obstrução extrínseca (CA colônico primário – principalmente ceco e colon ascendentes); Pode ser também por tumor primário de intestino delgado, mas é bastante raro;
Doença de Crohn – obstrução devido a inflamação e edema agudo da parede, tto normalmente conservador;
Outras causas – cálculo biliar (adentram a luz intestinal por um fístula colecistoentérica e determina uma obstrução íleo biliar);enterócitos originados de divertículos do jejuno; parasitas (áscaris); corpo estranho ingerido;	
3
Miscellaneous  Causas diversas
4
fisiopatologia
-Inicialmente: motilidade intestinal e atividade contrátil; 
-Aumento do peristaltismo acontece acima e abaixo do ponto da zona de obstrução; 
-Fase inicial pode apresentar quadro clínico de diarreia;
-Tardiamente do curso da obstrução: Intestino apresenta fadiga e dilatação e as contrações diminuem de frequência e intensidade;
Precocemente: aumento da atividade peristáltica na tentativa desesperada de impulsionar o conteúdo intraluminal além do ponto de obstrução;
Aumento do peristaltismo abaixo do ponto é a forma responsável pelo quadro de diarreia na fase inicial do quadro clínico; 
5
Fisiopatologia
-Obstrução jejunal alta  Vômitos frequentes e volumosos;
-Obstrução baixa  Distensão máxima imediatamente devido ao acúmulo de grandes quantidades de secreções e ao ar deglutido;
***Obstrução de alça fechada
Suco intestinal é reabsorvido no íleo terminal e cólon. Mesmo se existir alguma obstrução alta: as secreções estomacais, do duodeno, fígado e pâncreas continuarão a ser produzidas, mas não haverá reabsorção devido a obstrução. Logo haverá uma regurgitação para o estômago, determinando: vômitos frequentes e volumosos, podendo gerar até desidratação, hipocloremia, hipopotassemia e alcalose metabólica;
Obstrução alta – jejuno; Baixa – íleo terminal, colon e reto;
Obstrução de alça fechada – Grandes pressões intraluminais, levando a diminuição do fluxo sanguíneo e ao infarto intestinal;
6
Quadro clínico
-Varia de acordo com a localização da obstrução e pode haver predominância de determinados sintomas;
-Dor abdominal do tipo cólica, distensão, vômitos, náuseas e obstipação;
-Dor forte, constante e localizada sugere sofrimento vascular do intestino (obstrução de alça fechada);
7
Quadro clínico
Obstrução Alta x Obstrução Baixa
-Dor em cólica, intervalos -Dor em cólica em 10
de 3-5min; 15min (+ intensa)
-Náuseas e vômitos; -Geralmente menos êmese
***Quanto mais fecalóide o vômito, mais distal deve ser a obstrução;
Vômito fecaloide (escuras e com cheiro de fezes) – significa que o conteúdo ficou muito tempo no intestino, indicando uma obstrução intestinal tardia e estabelecida;
8
Quadro clínico
-História e exame clínico meticulosos são essenciais para o estabelecimento do diagnóstico e do tratamento do paciente com uma obstrução intestinal;
-ABCDEF para o auxilio da anamnese;
ABCEDEF  Sistematização para a diagnose da obstrução;
9
Quadro clínico
-A: Abaulamento na região inguinal ou ventral? Sugerir hérnias;
-B: Blood – Perda de sangue nas fezes? Sugerir intuscepção, isquemias, neoplasia
-C: Cirurgias abdominais prévias? Sugerir aderências
-D: Dor localização e duração dos intervalos? Obstrução alta e baixa
-E: Eliminação de fezes ou flatos?
-F: Febre? Pensar em necrose intestinal ou processo inflamatório associado
Exame físico
-Pcte pode apresentar: Taquicardia, hipotensão e desidratação devido a perda de líquido; 
-Febre + irritação peritoneal  Alça estrangulada
-Distensão abdominal  Obstrução mais baixa
-Fase inicial: RHA e som metálico
-Silêncio abdominal pode ser resultado de um quadro mais arrastado;
-Exame mais cuidadoso da região inguinal  Excluir hérnia encarcerada;
-Toque retal  Massas intraluminais e verificar se há sangue na ampola retal;
Perda de líquido devido ao vômito e para o 3º espaço;
11
diagnóstico
Exames Laboratoriais:
-Não tem função de diagnóstico. Utilizado para avaliar a gravidade do caso;
-HMG completo  hemoconcentração, leucocitose >15.000 com desvio a E (alça estrangulada)
-Sódio, cloro e potássio  perdas para o 3º espaço (hiponatremia, hipocloremia e hipopotassemia)
-Ureia e creatinina  IRA pré-renal
-Gasometria arterial  Acidose metabólica/alcalose metabólica
-Amilase  sofrimento intestinal quando associado a dor contínua, febre e irritação peritoneal;
Acidose metabólica  perda de secreções alcalinas;
Alcalose metabólica  Obstruções altas pela perda do ácido clorídrico (HCL) pelo vômito
12
Diagnóstico 
Exames de Imagem:
-Radiografia abdominal é o primeiro exame radiológico a ser solicitado
-Confirma o dx e define se a obstrução é no intestino delgado ou cólon
-Casos mais complexos, no qual o dx não é prontamente aparente pode-se lançar mão da TC
TC é particularmente mais sensível para o dx de obstrução completa ou de alto grau do delgado e para determinar a localização e a causa da obstrução;
13
Diagnóstico
Achados radiológicos: 
-Múltiplos níveis de hidroaéreos em diferentes alturas em forma de “empilhamento de moedas/degraus de escada” > 3 cm de diferença;
-Dilatação das alças do delgado e ausência de distensão do colon; 
14
Tratamento
-Conservador X Cirúrgico;
-40% mesmo após a avaliação inicial fica difícil a decisão se necessita de cirurgia ou não  exame radiográfico contrastado e TC (90% de precisão diagnóstica);
Existem dois tipos de ttos para obstrução intestinal  Conservador ou cirúrgico
A decisão sobre a conduta vai depender dos resultados dos exames e medidas inicias. De modo geral, pct com quadro de obstrução completa confirmada é submetido a cirurgia; Na suspeita de alça fechada com sofrimento intestinal a intervenção cirúrgica é imediata;
15
Tratamento conversador
-Pacientes em geral: desidratados e com depleção de eletrólitos (Na+, CL- e K+)
-Hidratação EV  Ringer Lactato ou SF 0,9%
-Sonda vesical  controle da diurese
-Sonda nasogástrica
-Radiografia de abdome + tórax
-ATB  recomendável. Evitar translocação bacteriana pra o delgado
Evitar IRA pela perda constante de volemia para o 3º espaço  sonda vesical
Sonda nasogástrica  proporciona conforto e evita uma peritonite química por aspiração do conteúdo gástrico;
Delgado é estéril;
ATB  cefalosporina de 2º geração