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A oclusão trata-se da relação entre maxila e mandíbula e as estruturas adjacentes. Em odontologia são os contatos oclusais dos dentes superiores e inferiores estando em função. A princípio, para a análise ideal sobre a oclusão, é necessária a obtenção de um modelo de estudo que é feito em etapas..
 A moldagem, sendo a primeira etapa, tem por finalidade obter a impressão das estruturas presentes na boca para que posteriormente seja analisada com mais precisão no articulador. Para isto, o processo de moldagem se divide em fases, onde primeiramente o profissional irá posicionar o paciente de forma que o mesmo fique sentado com a coluna ereta, logo após é feita a seleção da moldeira onde a mesma deve coincidir com o tamanho adequado para a cavidade bucal do paciente, selecionamento da moldeira onde é necessário que haja a individualização da mesma. Com a moldeira selecionada e individualizada deve-se iniciar o processo de manipulação do alginato (obedecendo a proporção água e pó) a mistura obtida deve ser lisa, uniforme e brilhante. Após a manipulação, o material é depositado na moldeira e inserido na cavidade bucal onde deve ser apoiado sem movimentações até que haja o processo de geleificação do alginato para que não haja rasgamentos, 2 a 3 minutos logo após a geleificação é indicada que faça a remoção com um movimento único e rápido além de uma análise da qualidade da moldagem, onde a mesma não pode apresentar rasgamentos, bolhas nem deslocamento do material. Após isto, é feito o reparo e recorte do material excessivo e a desinfeção do molde onde é feita uma lavagem inicial retirando o excesso de saliva, sangue e depois o molde é desinfetado borrifando a solução de hipoclorito 1% em um saco plástico por 10 minutos.
Após todo o processo de moldagem, inicia-se o processo para obtenção do modelo, onde o molde deve ser vazado imediatamente após a desinfecção com gesso tipo pedra III ou especial tipo IV, a deposição do gesso deve ser em um espatulador a vácuo e colocado gradativamente para evitar bolhas, após preencher a área correspondente aos dentes, o gesso deve ser depositado com a espátula até atingir 2,0 cm de altura. Por fim, o gesso deve ser recortado tirando o excesso de material sem que haja danos as estruturas necessárias, tendo assim a obtenção do modelo.
Após a obtenção do modelo, é partido para o processo de montagem do arco facial onde deve haver a hidratação do modelo e é feito também as retenções sobre o mesmo. O primeiro passo para a montagem do arco é o registro do garfo de mordida que é feito da seguinte forma: A godiva é esquentada e depositada no garfo e o mesmo é levado até o modelo, logo após é levado até a cavidade bucal do paciente frisando que o cabo do garfo deve estar sempre centralizado com a linha média. Após isso é necessário analisar se existe a presença de báscula assim, é introduzido o arco facial no mesmo mantendo sempre o garfo em posição e por fim é feito o ajuste do arco.
Após o término do processo e ajuste do arco, é feito a transferência do registro do mesmo para o articulador. É Feita a fixação das plaquetas de metal no ramo superior do articulador e o ajuste as angulações sendo que o ângulo de bennet possui a angulação de 15° e a inclinação condilar a angulação de 30°, após o ajuste é fixado o arco facial no articulador, o modelo é colocado no garfo e por fim é feita a deposição de gesso sobre o modelo para tua total fixação
Quando o modelo superior estiver adequadamente ajustado no articulador, o próximo passo é a montagem do modelo inferior mas, para o estudo adequado é necessário que a junção do modelo superior com o inferior esteja em relação cêntrica, para isso é feita confecção do Jig de Lucia que é um desprogamador que desoclui os dentes posteriores para auxiliar no diagnóstico de disfunções. Para que o Jig de lúcia seja feito é necessário que os dentes anteriores sejam recobertos por vaselina e papel alumínio, logo após utilizando uma resina acrílica autopolimerízavel é feito uma ‘’bolinha’’ que é adaptada nos Incisivos centrais superiores. Deve ser feita a manipulação mandibular para que o paciente seja levado a relação cêntrica, tocando os incisivos inferiores no jig de lúcia antes que se inicie a fase exotérmica da resina, onde deve ser tirada e levada a agua até que pare de esquentar.
Após a confecção do Jig de lúcia é feito o registro interoclusal onde tem a função de reproduzir a relação oclusal durante a montagem no articulador. Utiliza-se uma cera 7 dobrada ao meio onde é colocada no modelo e delimitada a área que abrange o mesmo onde o restante de cera deve ser recortado, é necessário também que seja feito um recorte na parte anterior da cera, para que haja um espaço pro Jig de Lúcia. O Jig deve está posicionado nos incisivos superiores, enquanto que a cera deve ser flambada e adaptada sobre os dentes superiores.
Após a confecção do Jig de Lúcia e do registro interoclusal, a montagem do modelo inferior é feito da seguinte forma: Descontar a espessua do Jig e da cera no articulador, onde o pino incisal deve ter 2mm; Posicionar o Jig e a cera sobre o modelo na parte superior onde a parte inferior é adaptado à cera, colocar elástico para da estabilidade ao modelo e por fim, completar com uma camada de gesso.

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