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Unidade III
ORIENTAÇÃO EM SUPERVISÃO ESCOLAR 
E ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL
Profa. Eva Mendes
Objetivos 
Orientação educacional e supervisão escolar 
na contemporaneidade
 Orientação educacional: a prática cotidiana.
 Orientação educacional em relação à direção da escola.
 Orientação educacional em relação aos funcionários 
da escola e ao corpo docente.
 Orientação educacional: relacionamento família-escola / 
escola-comunidade.
Objetivos
 Orientação educacional e o trabalho com os alunos.
 Orientação educacional: relação escola-saúde.
 Orientação educacional e relações interpessoais.
 Orientação para o trabalho e a qualidade de vida.
 Orientação educacional e lazer.
 Orientação para a escolha profissional e a vida do trabalho.
Objetivos
 Ação supervisora e orientação educacional: a prática.
 Professor-coordenador e suas atividades no processo 
educacional.
 Ação supervisora e orientação educacional 
na contemporaneidade.
 Supervisão escolar e orientação educacional: os espaços 
de atuação coletiva.
 Evasão, repetência e fracasso na escola: inclusão 
e o papel do pedagogo.
 Organizando o serviço.
 Orientação educacional e supervisão escolar.
Orientação educacional: a prática cotidiana
O orientador educacional em suas funções deve 
comprometer-se com:
 a realidade dos alunos;
 a prática educativa individual e coletiva;
 a discussão coletiva do projeto da escola em articulação 
com as ações diárias.
Orientação educacional: a prática cotidiana –
áreas de atuação
 Orientação escolar.
 Relação família-escola.
 Relação escola-comunidade.
 Acompanhamento escolar e saúde.
 Relações humanas.
 Lazer do educando.
 Orientação vocacional e para o trabalho.
 Acompanhamento pós-escolar.
Orientação educacional: a prática 
“[...] um estabelecimento de ensino não é apenas 
uma unidade pedagógica [...]”
Derouet, 1996, p.75
 Envolve questões administrativas, sociais e sua forma deve 
estar em permanente reorganização.
O orientador educacional atua com diversos segmentos 
do contexto escolar e tem sua atuação diretamente ligada 
às questões como:
 avaliação, evasão e repetência, disciplina, cidadania, valores 
humanos, problemas de aprendizagem, entre outros.
Orientação educacional: a prática
 O orientador educacional deve estar comprometido com a 
transformação e assumir o papel de mediador do processo 
educativo, olhar a realidade do aluno e da comunidade em que 
a escola está inserida, visando propostas diferenciadas para 
o pleno desenvolvimento do alunado.
Orientação educacional: a prática
Com relação à direção, o orientador educacional colabora:
 participando da tomada de decisões;
 auxiliando na organização de classes e horários;
 propondo assuntos de interesse educacional. 
Com relação aos funcionários:
 reflete coletivamente sobre o acompanhamento dos alunos;
 realiza reuniões de estudo sobre temáticas relevantes 
para o trabalho desenvolvido.
Orientação educacional: a prática
O orientador educacional pode auxiliar o corpo docente quando:
 acompanha o rendimento escolar e orienta para que 
o aluno atinja os objetivos das atividades, sugere formas 
diferenciadas de tarefas; 
 verifica as queixas apontadas pelo professor em relação aos 
alunos quanto à dificuldade de aprendizagem, problemas de 
saúde, encaminhando para diagnóstico e tratamento, 
se necessário;
 colabora na busca de soluções pedagógicas e metodológicas.
Orientação educacional: a prática – relação 
família-escola e comunidade
 Ouvir e identificar valores e modos de conceber 
a vida que a família do aluno tem.
 Acolher a família para construção de um elo 
de confiança e parceria.
 Conversar com a família para orientação quando necessário.
 Incentivar a participação no Conselho de Escola 
e na Associação de Pais e Mestres.
 Propor parcerias com a comunidade.
Orientação educacional – trabalho com os alunos
Objetivos
 Auxiliar os alunos no seu desenvolvimento 
e na sua formação humana.
 Instrumentalizar o discente na organização 
eficiente do trabalho escolar.
 Realizar sessões de estudo.
 Fazer a mediação entre o aluno e aspectos 
do processo de ensino e aprendizagem.
 Estimular o protagonismo juvenil.
 Orientar para profissões.
 Estabelecer vínculo com alunos.
Orientação educacional – relação escola-saúde
 Entender que seu aluno é um ser integral, constituído 
de aspectos físicos, psicológicos, mentais, emocionais, 
entre outros.
 Ao verificar questões relacionadas à aprendizagem, 
encaminhar aos setores competentes para avaliação.
 Acompanhar o desenvolvimento do aluno, trabalhando 
em parceria com profissionais de várias áreas.
Orientação educacional – relações interpessoais
 Articular as relações interpessoais na escola.
 Saber ouvir, ver a totalidade e as partes e falar.
 Incentivar a reflexão sobre as atitudes de todos, oferecendo, 
com os demais membros da equipe, espaços de diálogo 
e atuação coletiva.
 Acreditar que é possível viver, conviver e aprender 
com as diferenças nas mais diversas situações.
Orientação para o trabalho e qualidade de vida
 Qualidade de vida significa viver bem, viver de modo 
equilibrado em todas as áreas (social, afetiva, profissional, 
saúde, entre outras).
 Entender qualidade de vida e trabalho como um programa 
que visa a facilitar e satisfazer as necessidades do trabalhador 
ao desenvolver suas atividades na organização.
Orientação educacional e o lazer
 Despertar discussões e reflexões sobre as peculiaridades 
e diferenças entre o lazer positivo e negativo em grupos.
 Esclarecer o que é prejudicial à sua qualidade de vida 
e o que favorece a qualidade de vida.
 Orientar quanto a práticas do tempo livre.
 Ajudar os alunos a alcançar uma qualidade de vida desejável 
por meio da ampliação e promoção de valores, atitudes, 
conhecimentos e aptidões de lazer através do 
desenvolvimento pleno.
Orientação para a escolha profissional 
e a vida do trabalho
 Auxiliar no conhecimento de várias profissões, despertar 
os interesses do aluno por meio do autoconhecimento.
 O trabalho humano objetiva satisfazer as necessidades 
do homem.
 O mundo da educação e do trabalho vem exigindo 
reformulações e transformações.
 A relação escola-trabalho-formação do trabalhador no âmbito 
das relações sociais na escola e na produção faz ver a 
educação como prática social e cultural. 
Orientação para a escolha profissional 
e a vida do trabalho
 O orientador educacional deve lançar mão do trabalho 
de grupos de orientação coletiva, formados espontaneamente 
ou em classe.
Proposta de trabalho:
 escutar o aluno;
 identificar os interesses do aluno;
 refletir coletivamente alternativas e possibilidades;
 palestras com profissionais de diversas áreas;
 orientar posturas do jovem no mercado de trabalho.
Interatividade
Qual ou quais características a organização do sistema educacional 
ou da escola gerenciada com base na qualidade deve apresentar?
I. Foco centrado nos seus alunos.
II. Todos os funcionários e os setores conhecendo suas atribuições.
III. Alguns funcionários capacitados para executar as suas tarefas.
IV. Ampla participação dos atores.
Assinale a alternativa correta:
a) Apenas o item III está correto.
b) Apenas os itens II e III estão corretos.
c) Apenas o item IV está correto.
d) Apenas os itens I, II e IV estão corretos.
e) Apenas os itens III e IV estão corretos.
Orientação educacional e supervisão escolar – ações
 Orientações aos docentes quanto às atividades desenvolvidas.
 Realizar sessões de estudo.
 Realizar sessões de orientaçãoprofissional.
 Propor realização de atividades de protagonismo juvenil.
 Propor atividades diferenciadas para sanar dificuldades 
em pequenos grupos,
 entre outras.
Ação supervisora
 A ideia de supervisão teve sua origem na indústria, visando 
à melhoria em qualidade e quantidade na produção, 
ou seja, 
 o modelo de supervisão escolar teve sua origem relacionada ao 
modo de produção capitalista, que objetivava a racionalização 
do trabalho, visando o aumento da produtividade.
Supervisão escolar: conceito
 Processo que tem por objetivo prestar ajuda técnica no 
planejamento, desenvolvimento e avaliação das atividades 
educacionais em nível de sistema ou de unidade escolar, 
tendo em vista o resultado das ações pedagógicas, o melhor 
desempenho e o aprimoramento permanente do pessoal 
envolvido na situação ensino e aprendizagem.
(PRZYBYLSKI, s/d, p.16)
Ação supervisora
 Decorre do sistema social, econômico e político e está 
intimamente relacionada a todos os determinantes que 
configuram a realidade brasileira ou por eles condicionada.
 Ao Supervisor Escolar/Coordenador Pedagógico cabe 
a articulação e a mediação entre as políticas públicas 
e as propostas pedagógicas das escolas.
Ação supervisora: dois âmbitos
 Supervisão pedagógica – em nível de unidade escolar 
(coordenação pedagógica).
 Supervisão de ensino – fazendo a mediação entre a escola 
e o sistema central.
 A coordenação pedagógica é a articuladora do Projeto 
Pedagógico da instituição no campo pedagógico, organizando 
a reflexão, a participação e os meios para a sua concretização, 
de tal forma que a escola possa cumprir sua tarefa de 
propiciar que todos alunos aprendam e se desenvolvam 
como seres humanos plenos. 
Vasconcellos (2007, p. 87)
Ação supervisora: dois âmbitos
Atuando na escola
 Articulando, acompanhando e orientando as atividades 
educativas dos segmentos da comunidade escolar (supervisão 
escolar exercendo o papel de coordenação pedagógica). 
Ação supervisora: dois âmbitos
 Atuando no âmbito interescolar do sistema de ensino público 
(municipal, estadual) e privado de algum setor (por exemplo, 
Sesi, Senai) em suas modalidades e níveis de ensino, 
articulando, acompanhando, orientando ou assessorando 
as unidades escolares integrantes dos órgãos gestores da 
educação e as comunidades atendidas pelas escolas em 
que realiza sua ação supervisora.
Ação supervisora
 Na ação supervisora deve ser observado o desenvolvimento 
qualitativo da organização escolar e dos que nela realizam seu 
trabalho de estudar, ensinar ou apoiar a função educativa por 
meio de aprendizagens individuais e coletivas, incluindo a 
formação de novos agentes.
 Daí a importância do conhecimento da realidade escolar, 
visto que conhecer a escola mais de perto significa colocar 
uma lente de aumento na dinâmica das relações e interações 
que constituem seu dia a dia.
Ação supervisora – âmbito sistema
Competências necessárias
 O supervisor deve atuar em uma relação de parceria 
e companheirismo, articular e ser elemento de apoio 
à formulação das propostas pedagógicas das escolas, 
orientando, acompanhando e avaliando a sua execução.
Competências necessárias:
 conhecimento de legislação, funcionamento e organização 
da educação escolar e qualidade do ensino;
 capacidade de relacionar teorias e normas legais 
a situações particulares e reais;
 identificar impactos das medidas educacionais 
e melhoria do ensino.
Ação supervisora – âmbito sistema
Competências necessárias
 Competências de gestão.
 Compreensão e valorização do trabalho coletivo.
 Tolerância às divergências pessoais.
 Capacidade de articular, interpretar e mediar ações. 
 Competências básicas.
 Clareza de comunicação.
 Empenho na socialização de informações e conhecimentos.
 Interesse na atualização pessoal e produção 
de conhecimentos.
Ação supervisora
 Visto que a escola sofre influências sociais, econômicas, 
ideológicas dos momentos históricos, isso pode gerar um 
não atendimento às demandas na prática pedagógica.
 Assim, é fundamental na supervisão escolar, nos dois âmbitos 
de atuação, que o supervisor tenha conhecimento teórico 
e capacidade de relacionar e monitorar conhecimentos 
teórico-práticos. Também é necessário saber planejar, 
gerenciar, ensinar, documentar e pesquisar.
Ação supervisora
Dimensões
Articuladora
 Preocupação em articular ações de formação e capacitação.
Transformadora
 Preocupação com o estabelecimento de pautas para reuniões 
em que haja reflexão sobre as ações do cotidiano escolar e 
suas necessidades reais e possíveis revisões do percurso.
Formadora
 Preocupação com a organização da ação formativa em 
reuniões de trabalho.
Ação supervisora
 O papel do supervisor escolar se constitui na somatória 
de esforços e ações desencadeadas com o sentido de 
promover a melhoria do processo ensino-aprendizagem.
 A supervisão escolar precisa analisar as propostas de 
renovação, buscando sentido para sua realidade escolar, 
com base nas condições concretas, promover necessárias 
articulações para construir alternativas que ponham 
a educação a serviço do desenvolvimento 
de relações democráticas.
Interatividade
Nos últimos anos, a sociedade brasileira tem vivido mudanças 
tecnológicas, econômicas e políticas rápidas e profundas. 
Assim, cabe ao supervisor, diante dessas mudanças, a tarefa de:
a) divulgar entre os professores as técnicas de ensino 
que facilitem o controle da disciplina.
b) permitir que cada professor atue livremente, porque 
a formação em serviço é uma prática utópica.
c) formar o profissional em serviço, tornando-o consciente 
de suas ações e da sua prática diária.
d) trazer revistas atualizadas sobre educação para ocupar 
os professores nas reuniões de estudo.
e) formar um novo profissional em serviço, apontando 
seus erros e falhas, ensinando o que fazer de correto.
Ação supervisora e escola participativa
O supervisor escolar em sua ação na escola participativa deve visar:
 o provimento de condições, meios e todos os recursos 
para o funcionamento da escola e da sala de aula;
 o envolvimento das pessoas no trabalho e
 garantir a realização da aprendizagem de todos.
Supervisão escolar
Fonte: adaptado do livro-texto.
A AÇÃO SUPERVISORA em suas dimensões
na no
ESCOLA SISTEMA
deve ter
SUPERVISOR ESCOLAR
com
capacidade Conhecimento 
teórico
relacionar 
conhecimentos
mobilizar 
conhecimentos
teóricos práticos
de
Supervisão escolar
A AÇÃO SUPERVISORA em suas dimensões
na no
ESCOLA SISTEMA
deve ter
SUPERVISOR ESCOLAR
quesaiba
planejar possibilite a
crie/inove
gerenciar
ensinar
pesquisar
documentar
troca de 
experiências
construção 
coletiva
tomada de decisão
metodologias 
de ensino
Fonte: adaptado do livro-texto.
Ação supervisora e orientação educacional 
na contemporaneidade
 A melhoria da qualidade do ensino que aposta na apropriação 
do conhecimento tem sido o enfoque das políticas 
educacionais com vistas à organização do ensino e a práticas 
pedagógicas eficazes para atingir a instrumentalização dos 
que vão atuar na realidade social que se mostra cada vez mais 
diversificada.
Vetores de qualidade para análise 
na ação do pedagogo
 Função do projeto: a qualidade do projeto está ligada 
ao custo e às condições materiais e funcionais.
 Produto ou resultado do processo: refere-se à obtenção 
efetiva dos objetivos propostos e a sua permanência 
nos efeitos da aprendizagem.
Vetores de qualidade para análise 
na ação do pedagogo
 Processo ou funçãopor meio do qual se desenvolvem os 
resultados: refere-se aos procedimentos por meio dos quais 
se desenvolve a intervenção, qual metodologia é utilizada 
para as situações de aprendizagem.
 Desenvolvimento organizacional como processo diferenciado: 
refere-se às intervenções que objetivam o aperfeiçoamento 
institucional.
Organização do sistema educacional ou da escola: 
características para gerenciamento
Para o gerenciamento pautado na qualidade:
 foco centrado nos seus alunos;
 todos os seus objetivos claros, bem definidos 
e compartilhados por todos;
 todos os seus processos documentados e otimizados;
 todos os funcionários e setores conhecendo suas atribuições 
e capacitados para executar suas tarefas;
 ampla participação de todos no processo;
 preocupação com a inovação e a mudança.
Supervisão escolar e orientação educacional –
atuação coletiva
Conselhos de escola
 Conferem transparência às ações da direção, permitem 
a distribuição de tarefas sem descaracterizar o trabalho 
do corpo diretivo da escola.
Conselho de classe
 É significativo se possibilitar a análise do desempenho da 
própria escola, de forma conjunta e cooperativa, pelos que 
integram a organização escolar.
Supervisão escolar e orientação educacional –
atuação coletiva
Reunião de pais ou responsáveis
 Espaço que se tem para explicar a importância e a validade 
do trabalho que é feito na escola.
Reunião de formação com professor
 Deve ser utilizada para discussão e estudo de textos, 
troca de experiências e diálogos.
 Outras reuniões com funcionários.
Ação do pedagogo – inclusão
Uma análise das relações entre inclusão, dificuldades, 
queixas e expectativas supõe:
 observação, 
 avaliação ou 
 diagnóstico contínuo dos diferentes fatores 
constituintes da questão, 
o que implica:
 intervenções, 
 redirecionamentos ou
 redefinições que favoreçam aos objetivos buscados 
individualmente ou institucionalmente.
Ação do pedagogo – inclusão
No contexto escolar, a inclusão de alunos com deficiência e 
altas habilidades / superdotação depende de variados fatores:
 plano de ensino com projetos específicos;
 adequações metodológicas (LIBRAS, Braille);
 especialmente da quebra de estereótipos e preconceitos.
Ação do pedagogo – inclusão
 A necessidade de construir um sistema educacional 
de qualidade para todos impõe uma atuação diferenciada 
daqueles que atuam no campo da educação, principalmente 
uma educação inclusiva. 
 A sociedade e a organização social escolar devem promover 
o processo de educação inclusiva.
Ação do pedagogo – inclusão
Cabe ao pedagogo:
 envolvimento,
 apropriação da legislação vigente, 
 comprometimento e
 aprofundamento sobre questões pertinentes à inclusão. 
 A visão do pedagogo requer uma percepção do sistema 
escolar como um todo unificado.
Ação do pedagogo – inclusão
 O pedagogo deve ter sua atenção voltada para a remoção 
das barreiras que existem na escola quando se trata do 
acolhimento ao aluno com deficiência e altas habilidades / 
superdotação.
 É fundamental ao supervisor escolar, em âmbito de 
sistema ou em âmbito local, ter liderança proativa, na 
qual suas estratégias serão pluralistas e focadas no 
desenvolvimento do processo de aprendizagem de todos 
os alunos, até porque aprender o que se ensina na escola 
é necessidade ou exigência de todos.
Ação do pedagogo – inclusão
No plano de ação do pedagogo, precisam constar assuntos como:
Acessibilidade: 
 observar a acessibilidade física (se as tecnologias assistivas, 
a sinalética, a circulação e a segurança estão de acordo com 
a legislação pertinente).
Organização da escola: 
 verificar horários, instalações, serviços de apoio, biblioteca 
e outros aspectos que possam constituir-se em empecilhos 
e barreiras para o aluno com dificuldades.
Ação do pedagogo – inclusão
Estimular a qualificação profissional: 
 propor programa de formação em serviço que propicie 
aos professores conhecimento aprofundado sobre 
a educação inclusiva;
 observar a pertinência dos serviços de apoio e parcerias.
Ação do pedagogo – inclusão
 Diante da perspectiva da inclusão ter sucesso, as escolas 
devem ser comunidades conscientes, de modo que possam 
ajudar os professores e os alunos a serem transformados 
de uma coleção de ‘eus’ em um ‘nós’ coletivo, 
proporcionando-lhes, assim, um sentido singular 
da identidade, de pertencer ao grupo e à comunidade.
 Sem este sentido de comunidade, o esforço para atingir 
a inclusão torna-se muito difícil e a ação supervisora, 
por certo, inócua.
Evasão, repetência e fracasso na escola
 As questões de evasão, repetência e fracasso na escola 
têm como foco central os aspectos políticos, estruturais 
e funcionais do sistema de ensino, há no interior da escola 
uma “mistura” de práticas e teorias educativas que ora 
culpabilizam a escola e o professor e ora responsabilizam 
o aluno e sua família.
Evasão, repetência e fracasso na escola
Cabe ao pedagogo garantir ao aluno possibilidade 
de permanência na escola, com aprendizado significativo 
e, para isso, irá:
 investigar práticas educativas adequadas;
 discutir mecanismos para superar as questões;
 garantir o encaminhamento de alunos que necessitam 
de atendimento específico;
 verificar como está sendo realizado o processo avaliativo.
Interatividade
O supervisor escolar tem, em uma escola ou em um sistema, 
a função de:
I. Acompanhar o projeto pedagógico.
II. Formar os professores.
III. Individualizar suas ações.
IV. Compreender as reais relações decorrentes de sua posição.
Estão corretas as afirmativas:
a) I e II. 
b) I, II e III. 
c) I, II e IV.
d) II e IV. 
e) I, III e IV.
O pedagogo e sua função
 Entre as temáticas a serem incluídas pelo pedagogo em 
seu plano de ação no que se refere à inclusão, deverão estar 
presentes ações que verifiquem a acessibilidade, estimulem 
a utilização das tecnologias assistivas, bem como programas 
de formação de professores e reflexão sobre o processo de 
ensino e aprendizagem e avaliação.
Organizando o serviço
 É importante ter informações e documentações 
de interesse do pedagogo nos serviços de Supervisão 
Escolar, Coordenação Pedagógica e Orientação Educacional.
 Dados sigilosos.
 Dados informativos abertos de alunos, ex-alunos, 
professores, funcionários e técnicos.
 Também é importante manter informações de profissionais 
de interesse para o desenvolvimento do trabalho.
O arquivo
 Manter, no setor, pastas com modelos de instrumentos 
(questionários e fichas), textos, informações úteis.
 Manter material sigiloso e informações coletadas em pastas, 
fichários ou arquivo.
 Correspondência recebida, expedida.
 Material informativo, de divulgação.
 Resultados de pesquisa. 
 Planejamentos.
 Avaliação.
 Relação de alunado, telefones úteis. 
O arquivo
 Legislação.
 Prontuário: ficha informativa, questionários, informes, ficha 
médica, registro de entrevistas, regimento escolar e normas 
da escola.
 Livros, textos, revistas relacionadas à temática educacional.
Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo
Observação
 Meio direto de estudar os fenômenos tais como se 
apresentam, possibilita o registro de dados. Pode ser 
sistemática ou assistemática (ocasional).
Questionários
 Coleta de informações por meio de perguntas a respeito 
de um indivíduo ou de um grupo de indivíduos, possibilita 
a investigação da conduta e do comportamento do aluno.
Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo
Entrevista
 É uma conversa, um diálogo estabelecidoentre duas pessoas 
para que haja ajuda ao outro ou resolução de problema que 
esteja a afligir.
Tipos
 Investigação – procura reunir dados para elaboração 
de diagnóstico.
 Diagnóstica – recolhe dados que caracterizem atitudes, 
opiniões e outros.
 Aconselhamento – propõe-se a conduzir alguém à escolha 
adequada a respeito de uma situação.
Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo
Autobiografia
 Técnica destinada a possibilitar um melhor conhecimento 
do aluno por meio do relato de sua própria vida.
Tipos
 Espontânea – não é estabelecido nenhum roteiro.
 Dirigida – elaborada por meio de roteiro fornecido ao aluno.
 Do futuro – projeção para o futuro.
 Projeção para daqui a alguns anos – consiste no 
estabelecimento de um prazo para o futuro e de 
como o aluno se vê lá.
Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo
Anedotário
 Coleta de amostras de comportamento do aluno, registro 
de um fato ou acontecimento inusitado que envolva o aluno, 
anotações sobre composições do aluno, cadernos, desenhos 
e trabalhos significativos.
Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo
Estudo de caso
 Visa ao estudo individualizado e minucioso a respeito 
de um aluno, grupo de alunos ou classe.
 Permite obter o quadro mais completo possível do aluno, 
abrangendo histórico do crescimento com êxitos e fracassos.
 Pressupõe uma pesquisa de caráter teórico, passando-se 
à uma investigação sobre determinada situação, a fim de
se atingir resultados eficientes.
Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo
Sociometria
 Ajuda a mostrar a posição do aluno dentro de seu grupo.
Objetivos:
 observar a estrutura social de relacionamento de uma classe;
 perceber alunos com possíveis desajustes com relação 
ao grupo;
 melhorar as relações entre alunos, alunos e professores 
e da classe como grupo.
Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo
Visitas
 Prestam-se para realizar observações por parte do supervisor 
e professores, bem como melhorar o relacionamento entre 
os participantes.
 As visitas podem ser programadas pelo supervisor, podem 
ser solicitadas ou mesmo ocasionais.
Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo
Quanto à realização de uma visita, é interessante observar:
Chegada do profissional
1. Dar uma palavra de cumprimento e explicativa sobre a visita.
2. No caso de visita à classe – sentar-se atrás da turma para 
não tomar o lugar do professor.
Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo
Atitudes
1. Evitar reações negativas expressas por tensões, desgostos 
ou surpresas.
2. Evitar tomar notas acintosamente na ocasião em que 
observar algum ponto vulnerável.
Duração
1. Determinada pelo objetivo que se tem para visita.
2. Suficiente para a observação de uma atividade 
ou de uma parte desta, de acordo com os objetivos.
Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo
Discussão de filmes
 Filmes podem ser utilizados para se promover discussões 
entre todos os segmentos da escola.
 A seleção dos filmes dependerá dos objetivos 
a serem atingidos.
 É interessante que haja um roteiro de observação 
dos aspectos a serem analisados.
Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo
 Projetos de formação em serviço de intervenção são 
interessantes às ações do pedagogo, pois exigem o 
recurso sistemático da investigação pela necessidade 
de uma constante articulação teoria-prática.
Interatividade
O supervisor escolar e o orientador educacional, sabendo da 
importância das estratégias utilizadas em suas ações, decidiram 
estabelecer um plano de trabalho. Assim, atuando em uma 
escola pública de educação básica, poderão utilizar as 
seguintes situações: 
I. Coleta de informações sobre as relações da escola 
com a comunidade.
II. Exibição de filme e posterior reflexão.
III. Discussão em reuniões sobre as relações existentes entre 
professor e aluno no processo ensino-aprendizagem.
IV. Observação em sala de aula para estabelecer um possível 
projeto de intervenção.
Interatividade
Pode-se afirmar que está(ão) correto(s):
a) Somente o item III.
b) Os itens I e II.
c) Os itens I, II, III e IV.
d) Somente o item II.
e) Somente o item I.
Reflexão
No desempenho diário de suas atribuições, o supervisor escolar 
realiza tarefas, promove e desenvolve ações que vão marcando 
sua atuação e configurando seu papel frente ao processo 
educativo. Seja este construtor de uma escola de qualidade 
em um cenário mais justo e inclusivo, pois:
“O que não é, porém, possível, é sequer pensar em transformar 
o mundo sem sonho, sem utopia ou sem projeto... Os sonhos 
são projetos pelos quais se luta.” 
Paulo Freire 
ATÉ A PRÓXIMA!

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