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Unidade III ORIENTAÇÃO EM SUPERVISÃO ESCOLAR E ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL Profa. Eva Mendes Objetivos Orientação educacional e supervisão escolar na contemporaneidade Orientação educacional: a prática cotidiana. Orientação educacional em relação à direção da escola. Orientação educacional em relação aos funcionários da escola e ao corpo docente. Orientação educacional: relacionamento família-escola / escola-comunidade. Objetivos Orientação educacional e o trabalho com os alunos. Orientação educacional: relação escola-saúde. Orientação educacional e relações interpessoais. Orientação para o trabalho e a qualidade de vida. Orientação educacional e lazer. Orientação para a escolha profissional e a vida do trabalho. Objetivos Ação supervisora e orientação educacional: a prática. Professor-coordenador e suas atividades no processo educacional. Ação supervisora e orientação educacional na contemporaneidade. Supervisão escolar e orientação educacional: os espaços de atuação coletiva. Evasão, repetência e fracasso na escola: inclusão e o papel do pedagogo. Organizando o serviço. Orientação educacional e supervisão escolar. Orientação educacional: a prática cotidiana O orientador educacional em suas funções deve comprometer-se com: a realidade dos alunos; a prática educativa individual e coletiva; a discussão coletiva do projeto da escola em articulação com as ações diárias. Orientação educacional: a prática cotidiana – áreas de atuação Orientação escolar. Relação família-escola. Relação escola-comunidade. Acompanhamento escolar e saúde. Relações humanas. Lazer do educando. Orientação vocacional e para o trabalho. Acompanhamento pós-escolar. Orientação educacional: a prática “[...] um estabelecimento de ensino não é apenas uma unidade pedagógica [...]” Derouet, 1996, p.75 Envolve questões administrativas, sociais e sua forma deve estar em permanente reorganização. O orientador educacional atua com diversos segmentos do contexto escolar e tem sua atuação diretamente ligada às questões como: avaliação, evasão e repetência, disciplina, cidadania, valores humanos, problemas de aprendizagem, entre outros. Orientação educacional: a prática O orientador educacional deve estar comprometido com a transformação e assumir o papel de mediador do processo educativo, olhar a realidade do aluno e da comunidade em que a escola está inserida, visando propostas diferenciadas para o pleno desenvolvimento do alunado. Orientação educacional: a prática Com relação à direção, o orientador educacional colabora: participando da tomada de decisões; auxiliando na organização de classes e horários; propondo assuntos de interesse educacional. Com relação aos funcionários: reflete coletivamente sobre o acompanhamento dos alunos; realiza reuniões de estudo sobre temáticas relevantes para o trabalho desenvolvido. Orientação educacional: a prática O orientador educacional pode auxiliar o corpo docente quando: acompanha o rendimento escolar e orienta para que o aluno atinja os objetivos das atividades, sugere formas diferenciadas de tarefas; verifica as queixas apontadas pelo professor em relação aos alunos quanto à dificuldade de aprendizagem, problemas de saúde, encaminhando para diagnóstico e tratamento, se necessário; colabora na busca de soluções pedagógicas e metodológicas. Orientação educacional: a prática – relação família-escola e comunidade Ouvir e identificar valores e modos de conceber a vida que a família do aluno tem. Acolher a família para construção de um elo de confiança e parceria. Conversar com a família para orientação quando necessário. Incentivar a participação no Conselho de Escola e na Associação de Pais e Mestres. Propor parcerias com a comunidade. Orientação educacional – trabalho com os alunos Objetivos Auxiliar os alunos no seu desenvolvimento e na sua formação humana. Instrumentalizar o discente na organização eficiente do trabalho escolar. Realizar sessões de estudo. Fazer a mediação entre o aluno e aspectos do processo de ensino e aprendizagem. Estimular o protagonismo juvenil. Orientar para profissões. Estabelecer vínculo com alunos. Orientação educacional – relação escola-saúde Entender que seu aluno é um ser integral, constituído de aspectos físicos, psicológicos, mentais, emocionais, entre outros. Ao verificar questões relacionadas à aprendizagem, encaminhar aos setores competentes para avaliação. Acompanhar o desenvolvimento do aluno, trabalhando em parceria com profissionais de várias áreas. Orientação educacional – relações interpessoais Articular as relações interpessoais na escola. Saber ouvir, ver a totalidade e as partes e falar. Incentivar a reflexão sobre as atitudes de todos, oferecendo, com os demais membros da equipe, espaços de diálogo e atuação coletiva. Acreditar que é possível viver, conviver e aprender com as diferenças nas mais diversas situações. Orientação para o trabalho e qualidade de vida Qualidade de vida significa viver bem, viver de modo equilibrado em todas as áreas (social, afetiva, profissional, saúde, entre outras). Entender qualidade de vida e trabalho como um programa que visa a facilitar e satisfazer as necessidades do trabalhador ao desenvolver suas atividades na organização. Orientação educacional e o lazer Despertar discussões e reflexões sobre as peculiaridades e diferenças entre o lazer positivo e negativo em grupos. Esclarecer o que é prejudicial à sua qualidade de vida e o que favorece a qualidade de vida. Orientar quanto a práticas do tempo livre. Ajudar os alunos a alcançar uma qualidade de vida desejável por meio da ampliação e promoção de valores, atitudes, conhecimentos e aptidões de lazer através do desenvolvimento pleno. Orientação para a escolha profissional e a vida do trabalho Auxiliar no conhecimento de várias profissões, despertar os interesses do aluno por meio do autoconhecimento. O trabalho humano objetiva satisfazer as necessidades do homem. O mundo da educação e do trabalho vem exigindo reformulações e transformações. A relação escola-trabalho-formação do trabalhador no âmbito das relações sociais na escola e na produção faz ver a educação como prática social e cultural. Orientação para a escolha profissional e a vida do trabalho O orientador educacional deve lançar mão do trabalho de grupos de orientação coletiva, formados espontaneamente ou em classe. Proposta de trabalho: escutar o aluno; identificar os interesses do aluno; refletir coletivamente alternativas e possibilidades; palestras com profissionais de diversas áreas; orientar posturas do jovem no mercado de trabalho. Interatividade Qual ou quais características a organização do sistema educacional ou da escola gerenciada com base na qualidade deve apresentar? I. Foco centrado nos seus alunos. II. Todos os funcionários e os setores conhecendo suas atribuições. III. Alguns funcionários capacitados para executar as suas tarefas. IV. Ampla participação dos atores. Assinale a alternativa correta: a) Apenas o item III está correto. b) Apenas os itens II e III estão corretos. c) Apenas o item IV está correto. d) Apenas os itens I, II e IV estão corretos. e) Apenas os itens III e IV estão corretos. Orientação educacional e supervisão escolar – ações Orientações aos docentes quanto às atividades desenvolvidas. Realizar sessões de estudo. Realizar sessões de orientaçãoprofissional. Propor realização de atividades de protagonismo juvenil. Propor atividades diferenciadas para sanar dificuldades em pequenos grupos, entre outras. Ação supervisora A ideia de supervisão teve sua origem na indústria, visando à melhoria em qualidade e quantidade na produção, ou seja, o modelo de supervisão escolar teve sua origem relacionada ao modo de produção capitalista, que objetivava a racionalização do trabalho, visando o aumento da produtividade. Supervisão escolar: conceito Processo que tem por objetivo prestar ajuda técnica no planejamento, desenvolvimento e avaliação das atividades educacionais em nível de sistema ou de unidade escolar, tendo em vista o resultado das ações pedagógicas, o melhor desempenho e o aprimoramento permanente do pessoal envolvido na situação ensino e aprendizagem. (PRZYBYLSKI, s/d, p.16) Ação supervisora Decorre do sistema social, econômico e político e está intimamente relacionada a todos os determinantes que configuram a realidade brasileira ou por eles condicionada. Ao Supervisor Escolar/Coordenador Pedagógico cabe a articulação e a mediação entre as políticas públicas e as propostas pedagógicas das escolas. Ação supervisora: dois âmbitos Supervisão pedagógica – em nível de unidade escolar (coordenação pedagógica). Supervisão de ensino – fazendo a mediação entre a escola e o sistema central. A coordenação pedagógica é a articuladora do Projeto Pedagógico da instituição no campo pedagógico, organizando a reflexão, a participação e os meios para a sua concretização, de tal forma que a escola possa cumprir sua tarefa de propiciar que todos alunos aprendam e se desenvolvam como seres humanos plenos. Vasconcellos (2007, p. 87) Ação supervisora: dois âmbitos Atuando na escola Articulando, acompanhando e orientando as atividades educativas dos segmentos da comunidade escolar (supervisão escolar exercendo o papel de coordenação pedagógica). Ação supervisora: dois âmbitos Atuando no âmbito interescolar do sistema de ensino público (municipal, estadual) e privado de algum setor (por exemplo, Sesi, Senai) em suas modalidades e níveis de ensino, articulando, acompanhando, orientando ou assessorando as unidades escolares integrantes dos órgãos gestores da educação e as comunidades atendidas pelas escolas em que realiza sua ação supervisora. Ação supervisora Na ação supervisora deve ser observado o desenvolvimento qualitativo da organização escolar e dos que nela realizam seu trabalho de estudar, ensinar ou apoiar a função educativa por meio de aprendizagens individuais e coletivas, incluindo a formação de novos agentes. Daí a importância do conhecimento da realidade escolar, visto que conhecer a escola mais de perto significa colocar uma lente de aumento na dinâmica das relações e interações que constituem seu dia a dia. Ação supervisora – âmbito sistema Competências necessárias O supervisor deve atuar em uma relação de parceria e companheirismo, articular e ser elemento de apoio à formulação das propostas pedagógicas das escolas, orientando, acompanhando e avaliando a sua execução. Competências necessárias: conhecimento de legislação, funcionamento e organização da educação escolar e qualidade do ensino; capacidade de relacionar teorias e normas legais a situações particulares e reais; identificar impactos das medidas educacionais e melhoria do ensino. Ação supervisora – âmbito sistema Competências necessárias Competências de gestão. Compreensão e valorização do trabalho coletivo. Tolerância às divergências pessoais. Capacidade de articular, interpretar e mediar ações. Competências básicas. Clareza de comunicação. Empenho na socialização de informações e conhecimentos. Interesse na atualização pessoal e produção de conhecimentos. Ação supervisora Visto que a escola sofre influências sociais, econômicas, ideológicas dos momentos históricos, isso pode gerar um não atendimento às demandas na prática pedagógica. Assim, é fundamental na supervisão escolar, nos dois âmbitos de atuação, que o supervisor tenha conhecimento teórico e capacidade de relacionar e monitorar conhecimentos teórico-práticos. Também é necessário saber planejar, gerenciar, ensinar, documentar e pesquisar. Ação supervisora Dimensões Articuladora Preocupação em articular ações de formação e capacitação. Transformadora Preocupação com o estabelecimento de pautas para reuniões em que haja reflexão sobre as ações do cotidiano escolar e suas necessidades reais e possíveis revisões do percurso. Formadora Preocupação com a organização da ação formativa em reuniões de trabalho. Ação supervisora O papel do supervisor escolar se constitui na somatória de esforços e ações desencadeadas com o sentido de promover a melhoria do processo ensino-aprendizagem. A supervisão escolar precisa analisar as propostas de renovação, buscando sentido para sua realidade escolar, com base nas condições concretas, promover necessárias articulações para construir alternativas que ponham a educação a serviço do desenvolvimento de relações democráticas. Interatividade Nos últimos anos, a sociedade brasileira tem vivido mudanças tecnológicas, econômicas e políticas rápidas e profundas. Assim, cabe ao supervisor, diante dessas mudanças, a tarefa de: a) divulgar entre os professores as técnicas de ensino que facilitem o controle da disciplina. b) permitir que cada professor atue livremente, porque a formação em serviço é uma prática utópica. c) formar o profissional em serviço, tornando-o consciente de suas ações e da sua prática diária. d) trazer revistas atualizadas sobre educação para ocupar os professores nas reuniões de estudo. e) formar um novo profissional em serviço, apontando seus erros e falhas, ensinando o que fazer de correto. Ação supervisora e escola participativa O supervisor escolar em sua ação na escola participativa deve visar: o provimento de condições, meios e todos os recursos para o funcionamento da escola e da sala de aula; o envolvimento das pessoas no trabalho e garantir a realização da aprendizagem de todos. Supervisão escolar Fonte: adaptado do livro-texto. A AÇÃO SUPERVISORA em suas dimensões na no ESCOLA SISTEMA deve ter SUPERVISOR ESCOLAR com capacidade Conhecimento teórico relacionar conhecimentos mobilizar conhecimentos teóricos práticos de Supervisão escolar A AÇÃO SUPERVISORA em suas dimensões na no ESCOLA SISTEMA deve ter SUPERVISOR ESCOLAR quesaiba planejar possibilite a crie/inove gerenciar ensinar pesquisar documentar troca de experiências construção coletiva tomada de decisão metodologias de ensino Fonte: adaptado do livro-texto. Ação supervisora e orientação educacional na contemporaneidade A melhoria da qualidade do ensino que aposta na apropriação do conhecimento tem sido o enfoque das políticas educacionais com vistas à organização do ensino e a práticas pedagógicas eficazes para atingir a instrumentalização dos que vão atuar na realidade social que se mostra cada vez mais diversificada. Vetores de qualidade para análise na ação do pedagogo Função do projeto: a qualidade do projeto está ligada ao custo e às condições materiais e funcionais. Produto ou resultado do processo: refere-se à obtenção efetiva dos objetivos propostos e a sua permanência nos efeitos da aprendizagem. Vetores de qualidade para análise na ação do pedagogo Processo ou funçãopor meio do qual se desenvolvem os resultados: refere-se aos procedimentos por meio dos quais se desenvolve a intervenção, qual metodologia é utilizada para as situações de aprendizagem. Desenvolvimento organizacional como processo diferenciado: refere-se às intervenções que objetivam o aperfeiçoamento institucional. Organização do sistema educacional ou da escola: características para gerenciamento Para o gerenciamento pautado na qualidade: foco centrado nos seus alunos; todos os seus objetivos claros, bem definidos e compartilhados por todos; todos os seus processos documentados e otimizados; todos os funcionários e setores conhecendo suas atribuições e capacitados para executar suas tarefas; ampla participação de todos no processo; preocupação com a inovação e a mudança. Supervisão escolar e orientação educacional – atuação coletiva Conselhos de escola Conferem transparência às ações da direção, permitem a distribuição de tarefas sem descaracterizar o trabalho do corpo diretivo da escola. Conselho de classe É significativo se possibilitar a análise do desempenho da própria escola, de forma conjunta e cooperativa, pelos que integram a organização escolar. Supervisão escolar e orientação educacional – atuação coletiva Reunião de pais ou responsáveis Espaço que se tem para explicar a importância e a validade do trabalho que é feito na escola. Reunião de formação com professor Deve ser utilizada para discussão e estudo de textos, troca de experiências e diálogos. Outras reuniões com funcionários. Ação do pedagogo – inclusão Uma análise das relações entre inclusão, dificuldades, queixas e expectativas supõe: observação, avaliação ou diagnóstico contínuo dos diferentes fatores constituintes da questão, o que implica: intervenções, redirecionamentos ou redefinições que favoreçam aos objetivos buscados individualmente ou institucionalmente. Ação do pedagogo – inclusão No contexto escolar, a inclusão de alunos com deficiência e altas habilidades / superdotação depende de variados fatores: plano de ensino com projetos específicos; adequações metodológicas (LIBRAS, Braille); especialmente da quebra de estereótipos e preconceitos. Ação do pedagogo – inclusão A necessidade de construir um sistema educacional de qualidade para todos impõe uma atuação diferenciada daqueles que atuam no campo da educação, principalmente uma educação inclusiva. A sociedade e a organização social escolar devem promover o processo de educação inclusiva. Ação do pedagogo – inclusão Cabe ao pedagogo: envolvimento, apropriação da legislação vigente, comprometimento e aprofundamento sobre questões pertinentes à inclusão. A visão do pedagogo requer uma percepção do sistema escolar como um todo unificado. Ação do pedagogo – inclusão O pedagogo deve ter sua atenção voltada para a remoção das barreiras que existem na escola quando se trata do acolhimento ao aluno com deficiência e altas habilidades / superdotação. É fundamental ao supervisor escolar, em âmbito de sistema ou em âmbito local, ter liderança proativa, na qual suas estratégias serão pluralistas e focadas no desenvolvimento do processo de aprendizagem de todos os alunos, até porque aprender o que se ensina na escola é necessidade ou exigência de todos. Ação do pedagogo – inclusão No plano de ação do pedagogo, precisam constar assuntos como: Acessibilidade: observar a acessibilidade física (se as tecnologias assistivas, a sinalética, a circulação e a segurança estão de acordo com a legislação pertinente). Organização da escola: verificar horários, instalações, serviços de apoio, biblioteca e outros aspectos que possam constituir-se em empecilhos e barreiras para o aluno com dificuldades. Ação do pedagogo – inclusão Estimular a qualificação profissional: propor programa de formação em serviço que propicie aos professores conhecimento aprofundado sobre a educação inclusiva; observar a pertinência dos serviços de apoio e parcerias. Ação do pedagogo – inclusão Diante da perspectiva da inclusão ter sucesso, as escolas devem ser comunidades conscientes, de modo que possam ajudar os professores e os alunos a serem transformados de uma coleção de ‘eus’ em um ‘nós’ coletivo, proporcionando-lhes, assim, um sentido singular da identidade, de pertencer ao grupo e à comunidade. Sem este sentido de comunidade, o esforço para atingir a inclusão torna-se muito difícil e a ação supervisora, por certo, inócua. Evasão, repetência e fracasso na escola As questões de evasão, repetência e fracasso na escola têm como foco central os aspectos políticos, estruturais e funcionais do sistema de ensino, há no interior da escola uma “mistura” de práticas e teorias educativas que ora culpabilizam a escola e o professor e ora responsabilizam o aluno e sua família. Evasão, repetência e fracasso na escola Cabe ao pedagogo garantir ao aluno possibilidade de permanência na escola, com aprendizado significativo e, para isso, irá: investigar práticas educativas adequadas; discutir mecanismos para superar as questões; garantir o encaminhamento de alunos que necessitam de atendimento específico; verificar como está sendo realizado o processo avaliativo. Interatividade O supervisor escolar tem, em uma escola ou em um sistema, a função de: I. Acompanhar o projeto pedagógico. II. Formar os professores. III. Individualizar suas ações. IV. Compreender as reais relações decorrentes de sua posição. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I, II e III. c) I, II e IV. d) II e IV. e) I, III e IV. O pedagogo e sua função Entre as temáticas a serem incluídas pelo pedagogo em seu plano de ação no que se refere à inclusão, deverão estar presentes ações que verifiquem a acessibilidade, estimulem a utilização das tecnologias assistivas, bem como programas de formação de professores e reflexão sobre o processo de ensino e aprendizagem e avaliação. Organizando o serviço É importante ter informações e documentações de interesse do pedagogo nos serviços de Supervisão Escolar, Coordenação Pedagógica e Orientação Educacional. Dados sigilosos. Dados informativos abertos de alunos, ex-alunos, professores, funcionários e técnicos. Também é importante manter informações de profissionais de interesse para o desenvolvimento do trabalho. O arquivo Manter, no setor, pastas com modelos de instrumentos (questionários e fichas), textos, informações úteis. Manter material sigiloso e informações coletadas em pastas, fichários ou arquivo. Correspondência recebida, expedida. Material informativo, de divulgação. Resultados de pesquisa. Planejamentos. Avaliação. Relação de alunado, telefones úteis. O arquivo Legislação. Prontuário: ficha informativa, questionários, informes, ficha médica, registro de entrevistas, regimento escolar e normas da escola. Livros, textos, revistas relacionadas à temática educacional. Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo Observação Meio direto de estudar os fenômenos tais como se apresentam, possibilita o registro de dados. Pode ser sistemática ou assistemática (ocasional). Questionários Coleta de informações por meio de perguntas a respeito de um indivíduo ou de um grupo de indivíduos, possibilita a investigação da conduta e do comportamento do aluno. Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo Entrevista É uma conversa, um diálogo estabelecidoentre duas pessoas para que haja ajuda ao outro ou resolução de problema que esteja a afligir. Tipos Investigação – procura reunir dados para elaboração de diagnóstico. Diagnóstica – recolhe dados que caracterizem atitudes, opiniões e outros. Aconselhamento – propõe-se a conduzir alguém à escolha adequada a respeito de uma situação. Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo Autobiografia Técnica destinada a possibilitar um melhor conhecimento do aluno por meio do relato de sua própria vida. Tipos Espontânea – não é estabelecido nenhum roteiro. Dirigida – elaborada por meio de roteiro fornecido ao aluno. Do futuro – projeção para o futuro. Projeção para daqui a alguns anos – consiste no estabelecimento de um prazo para o futuro e de como o aluno se vê lá. Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo Anedotário Coleta de amostras de comportamento do aluno, registro de um fato ou acontecimento inusitado que envolva o aluno, anotações sobre composições do aluno, cadernos, desenhos e trabalhos significativos. Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo Estudo de caso Visa ao estudo individualizado e minucioso a respeito de um aluno, grupo de alunos ou classe. Permite obter o quadro mais completo possível do aluno, abrangendo histórico do crescimento com êxitos e fracassos. Pressupõe uma pesquisa de caráter teórico, passando-se à uma investigação sobre determinada situação, a fim de se atingir resultados eficientes. Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo Sociometria Ajuda a mostrar a posição do aluno dentro de seu grupo. Objetivos: observar a estrutura social de relacionamento de uma classe; perceber alunos com possíveis desajustes com relação ao grupo; melhorar as relações entre alunos, alunos e professores e da classe como grupo. Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo Visitas Prestam-se para realizar observações por parte do supervisor e professores, bem como melhorar o relacionamento entre os participantes. As visitas podem ser programadas pelo supervisor, podem ser solicitadas ou mesmo ocasionais. Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo Quanto à realização de uma visita, é interessante observar: Chegada do profissional 1. Dar uma palavra de cumprimento e explicativa sobre a visita. 2. No caso de visita à classe – sentar-se atrás da turma para não tomar o lugar do professor. Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo Atitudes 1. Evitar reações negativas expressas por tensões, desgostos ou surpresas. 2. Evitar tomar notas acintosamente na ocasião em que observar algum ponto vulnerável. Duração 1. Determinada pelo objetivo que se tem para visita. 2. Suficiente para a observação de uma atividade ou de uma parte desta, de acordo com os objetivos. Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo Discussão de filmes Filmes podem ser utilizados para se promover discussões entre todos os segmentos da escola. A seleção dos filmes dependerá dos objetivos a serem atingidos. É interessante que haja um roteiro de observação dos aspectos a serem analisados. Técnicas de orientação individual e de orientação em grupo Projetos de formação em serviço de intervenção são interessantes às ações do pedagogo, pois exigem o recurso sistemático da investigação pela necessidade de uma constante articulação teoria-prática. Interatividade O supervisor escolar e o orientador educacional, sabendo da importância das estratégias utilizadas em suas ações, decidiram estabelecer um plano de trabalho. Assim, atuando em uma escola pública de educação básica, poderão utilizar as seguintes situações: I. Coleta de informações sobre as relações da escola com a comunidade. II. Exibição de filme e posterior reflexão. III. Discussão em reuniões sobre as relações existentes entre professor e aluno no processo ensino-aprendizagem. IV. Observação em sala de aula para estabelecer um possível projeto de intervenção. Interatividade Pode-se afirmar que está(ão) correto(s): a) Somente o item III. b) Os itens I e II. c) Os itens I, II, III e IV. d) Somente o item II. e) Somente o item I. Reflexão No desempenho diário de suas atribuições, o supervisor escolar realiza tarefas, promove e desenvolve ações que vão marcando sua atuação e configurando seu papel frente ao processo educativo. Seja este construtor de uma escola de qualidade em um cenário mais justo e inclusivo, pois: “O que não é, porém, possível, é sequer pensar em transformar o mundo sem sonho, sem utopia ou sem projeto... Os sonhos são projetos pelos quais se luta.” Paulo Freire ATÉ A PRÓXIMA!