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INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL E CULTURAL DO CEARÁ TRABALHO DE EDUCAÇÃO E AFETIVIDADE NOME: JOUZE FREITAS DA ROCHA PROFESSOR: HELDER PARACURU 05 DE JULHO DE 2016 Embase suas respostas, mediante sua pesquisa: Como seria a socialização de uma criança em uma sala de aula sem afetividade? Para Arantes (2002), Piaget diz que não existe uma ação de forma afetiva sem antes o individuo utilizar a cognição, ou seja, o individuo precisa por meio de sua inteligência entender a situação pela qual ele passa, para poder agir afetivamente em acordo com o estímulo que sofrer. Também é mencionado por Piaget, segundo Arantes (2002) que para haver a assimilação de algum conteúdo, seja ele teórico, ou prático, seja em uma instituição de ensino ou em um laboratório deve haver uma interação afetiva entre quem explica o conceito e quem recebe a informação. Isso se dá, pois é por meio da interação que surge o interesse pelo objeto. É proposto por Arantes (2002) que Piaget utiliza uma metáfora entre o motor de um carro e a gasolina da seguinte forma: “a afetividade seria como a gasolina, que ativa o motor de um carro, mas não modifica sua estrutura” (ibidem.,p.5) De acordo com as afirmações acima entende-se que o ser humano deve interagir com outros seres para que o conhecimento seja construído,a afetividade participa da formação do pensamento, já que é a via de escape da informação entre professor/aluno, aluno/professor, conhecimento/aluno, quando não há construção de ideias o conhecimento não esta sendo eficaz, dessa forma percebe-se a importância da socialização e da afetividade na aprendizagem do aluno, que por sua vez, passa a ter voz, ideia e principalmente conhecimento, quando não há a união dos mesmos, acaba comprometendo a aprendizagem da criança, havendo um rompimento entre o cognitivo e o afetivo, afinal se o alunato não compreende o que vivencia, não se sente participante daquele meio, não tem confiança nas pessoas e no local isso irá interferir diretamente na socialização, já que não haverá inter-relação entre o meio e a emoção. A afetividade tem a função de “soltar” a criança, além de fazer a mesma se sentir segura diante das situações, enfim a afeição insere os seres na sociedade, interferindo nas relações intra e interpessoais alcançando a construção do conhecimento. ARANTES, V.A. DE ARAÚJO. Cognição. Afetividade e moralidade. Educação e Pesquisa, São Paulo, v 26,n2, p137-153, 2000. Como seria educar sem afetividade? O modo como os pais e as outras pessoas se relacionam com aquela criança também influencia nas habilidades que ela terá (Mahoney ; Ramalho, 2005), logo se percebe que a afetividade tem um papel primordial sendo uma das primeiras demonstrações de sentimento, seja ela de amor, segurança, castigo, cuidado com o outro, quando a educação não lapida com esse cuidado poupamos uma criança de ser cidadão comprometendo também a relação professor/aluno e aluno/professor, pois não haverá a criação de laços emotivos dificultando a aprendizagem, a afetividade norteia, cuida, lapida, impulsiona, demonstra, castiga, diz o que é certo e errado, torna cidadão e quando ela não esta presente nos remetemos a ensinar conforme a teoria tradicional onde são depositados conhecimentos no aluno sem se importar com a realidade do mesmo, em conclusão formamos pessoas que não pensam, mas só reproduzem, porque falta o básico que é compreender o outro, traçar estratégias de aprendizado para facilitar a construção do conhecimento. MAHONEY, A.A e ALMEIDA, L.R. Afetividade e processo ensino-aprendizagem: contribuições de Henri Wallon. Psicologia da Educação. São Paulo, p 11-30, 2005. Todo ato de educar é de extrema importância quando a confiança e respeito de ambas as partes. Para que possamos entender melhor essa condição de dedicação é necessário entender as contribuições de alguns pedagogos como: Piaget Augusto Cury Pesquise e compare uma visão de cada autor em relação a autonomia, educação e afetividade. PEDAGOGOS AUTONOMIA EDUCAÇÃO AFETIVIDADE PIAGET É a legitimação das regras. O respeito a regras é gerado por meio de acordos mútuos. É a última fase do desenvolvimento da moral. Deve possibilitar à criança um desenvolvimento amplo e dinâmico desde o período sensório- motor até o operatório abstrato. Reconheceu que a afetividade é o agente motivador da atividade cognitiva. Para Piaget, a afetividade e a razão constituiriam termos complementares: “a afetividade seria a energia, o que move a ação, enquanto a razão seria o que possibilitaria ao sujeito identificar desejos, sentimentos variados, e obter êxito nas ações”. AUGUSTO CURY “A base fundamental da liberdade é a capacidade de escolha, e a capacidade de escolha só é plena quando temos a liberdade de escolher o que amamos. Todavia, estamos vivendo numa sociedade em que não conseguimos sequer amar a nós mesmos. Estamos nos tornando mais um número de cartão de crédito, mais um consumidor em potencial.” Defende a teoria da Inteligência Multifocal é uma teoria filosófica e psicológica. Como teoria filosófica, estuda o processo de interpretação, estimulando a arte da crítica e da dúvida e, como teoria psicológica, investiga, de forma empírica, o funcionamento da mente e a construção da inteligência. A teoria valoriza os achados e as pesquisas das neurociências, mas seu principal foco de estudo são os fenômenos psicológicos, sociais, históricos e existenciais, como: A construção de pensamentos e a formação de pensadores; A transformação da energia psíquica; A formação da consciência e dos alicerces do EU; Os papéis da memória e a formação da história existencial; Os fenômenos inconscientes que atuam nos bastidores da mente. Os professores precisam deixar de serem bons e se tornarem fascinantes para que suas aulas e conteúdos façam sentido e possam ser assimilados por seus alunos. AUTONOMIA Segundo Piaget a autonomia deve ser interpretada como um contrato onde a participação mutua direitos e deveres, e a sociedade deverá ser mantida através de regras, assim acontece o desenvolvimento humano, já para Augusto Cury a autonomia é algo mais livre onde o ser humano faz suas escolhas com base no que o faz feliz, onde cada homem tem sua personalidade e poder de escolha, isso não quer dizer que não devera ter regras, mas que ser humano terá liberdade de expressão. Biografia de Henri Wallon Henri Wallon nasceu na França, em 1879. Viveu em Paris até sua morte, em 1962. Aos 23 anos, formou-se em Filosofia e, aos 29 anos, em Medicina. Na Primeira Guerra Mundial, atuou como médico do exército francês. Até então, devido ao seu trabalho com crianças deficientes, havia desenvolvido posições neurológicas que foram revistas, após o contato com ex-combatentes que apresentavam lesões cerebrais. Até 1931, atuou como médico em instituições psiquiátricas, onde se dedicou as crianças com deficiências neurológicas e distúrbios de comportamento. Esse seu trabalho leva-o a um interesse cada vez maior pela psicologia da criança, tendo sido o responsável, no período de 1920 a 1937, por conferências sobre a psicologia da criança, em várias instituições de ensino superior. Em 1925, fundou um laboratório para pesquisa e atendimento às crianças deficientes. Ainda neste ano, publica sua tese de doutorado, intitulada “A Criança Turbulenta”, o primeiro de inúmeros livros voltados a psicologia da criança. Em 1931, em uma viagem para Moscou, passa a integrar o Círculo da Rússia Nova, grupo formado por intelectuais que tinha por objetivo estudar profundamente o materialismo dialético e examinar as possibilidades oferecidas por este referencial aos vários campos da ciência. Wallon manteve interlocução com as teorias de Piaget e Freud. Em 1948, criou a revista “Enfance”, publicada até hoje e que serve de instrumento de pesquisa para psicólogos e educadores. Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/32864/vida-e-obra-de-henri-wallon#ixzz4DaLRh5W8