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condenatória. 
498. Errado. Nos termos do art. 105, do Código Penal, o perdão do 
ofendido, nos crimes em que somente se procede mediante queixa, obsta 
o prosseguimento da ação. 
499. Errado. O prazo decadencial, nos termos do art. 103, do Código 
Penal, é de 6 (seis) meses, contado do dia em que o ofendido ou sucessor 
veio a saber quem é o autor do crime. 
 
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500. Correto. Na hipótese de ação penal privada subsidiária da pública, 
a decadência do direito de queixa ocorre em seis meses, contados do dia 
em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. 
501. Errado. Ao tratar dos crimes complexos, dispõe o art. 101, do 
Código Penal, que quando a lei considera como elemento ou 
circunstâncias do tipo legal fatos que, por si mesmos, constituem crimes, 
cabe ação pública em relação àquele, desde que, em relação a qualquer 
destes, deva-se proceder por iniciativa do Ministério Público. 
502. Errado. O § 4º, do art. 100, do Código Penal, leciona que, no caso 
de morte do ofendido ou de ter sido declarado ausente por decisão 
judicial, o direito de oferecer queixa ou de prosseguir na ação passa ao 
cônjuge, ascendente, descendente ou irmão. 
Tal dispositivo, segundo a doutrina e a jurisprudência, estabelece uma 
ordem de preferência. Assim, caberá a prioridade ao cônjuge, em seguida 
ao ascendente, descendente ou irmão. Caso haja divergência entre 
sucessores, tal ordem de prioridade deverá ser respeitada. 
503. Errado. Conforme o art. 106, do Código Penal, o perdão, se 
concedido a qualquer dos querelados, a todos aproveita. Se concedido 
por um dos ofendidos, não prejudica o direito dos outros. Se o querelado 
o recusa, não produz efeito. Assim, se um dos querelados não aceita o 
perdão, caberá a extinção da punibilidade aos outros que o aceitaram. 
504. Errado. Conforme o § 4º, do art. 100, do Código Penal, no caso de 
morte do ofendido ou de ter sido declarado ausente por decisão judicial, 
o direito de oferecer queixa ou de prosseguir na ação passa ao cônjuge, 
ascendente, descendente ou irmão. Assim, caso o cônjuge, que possui 
preferência, manifeste desinteresse em propor a ação ou em ofertar a 
representação, isso não obstará o direito dos outros sucessores. 
505. Errado. Conforme o art. 103, do Código Penal, salvo disposição 
expressa em contrário, o ofendido decai do direito de queixa ou de 
representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses, contado 
do dia em que veio a saber quem é o autor do crime. 
Assim, o prazo para a representação é decadencial e de seis meses. Caso 
se esgote, não há que se cogitar a possibilidade do exercício do direito 
pelos sucessores. 
 
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506. Errado. Na sucessão, há uma troca de sujeitos no processo. Por 
exemplo, quando o sujeito morre e é sucedido no processo por seus 
herdeiros. Ocorre uma situação dinâmica, uma alteração. A sucessão 
processual não se compatibiliza com os casos em que os delitos têm 
como condição objetiva de procedibilidade a requisição do Ministro da 
Justiça. 
507. Errado. Conforme o parágrafo único, do art. 104, do Código Penal, 
importa renúncia tácita ao direito de queixa a prática de ato incompatível 
com a vontade de exercê-lo; não a implica, todavia, o fato de receber o 
ofendido a indenização do dano causado pelo crime. 
508. Errado. A ação penal privada, nos termos do § 2º, do art. 100, do 
Código Penal, é promovida mediante queixa do ofendido ou de quem 
tenha qualidade para representá-lo. Assim, no caso da extinção da 
pessoa jurídica, titular da ação penal privada em curso, não poderá o 
Ministério Público dar prosseguimento à ação. 
509. Correto. A ação penal pública, seja ela condicionada ou 
incondicionada, depende de iniciativa do Ministério Público e se inicia 
por meio da denúncia, que é a peça inicial do processo. 
510. Errado. Na ação penal pública condicionada, há prazo decadencial 
para o oferecimento da representação (art. 103, do CP), mas não para a 
denúncia que deverá respeitar, apenas, o prazo prescricional do delito. 
511. Errado. Na ação penal privada personalíssima, a legitimidade ativa 
é exclusiva do ofendido, sendo seu exercício vedado até mesmo ao 
representante legal, e incabível no caso de morte ou ausência do 
ofendido. 
512. Errado. Na ação penal personalíssima, o ofendido, caso menor, 
deverá aguardar a maioridade e, somente a partir do instante que 
completar 18 anos, terá início a contagem do prazo decadencial. 
Ressalta-se que não há possibilidade de nomeação de curador especial. 
513. Errado. No caso de falecimento do titular da ação personalíssima, 
não há possibilidade dos sucessores prosseguirem no feito. 
 
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514. Correto. No Direito pátrio temos apenas um caso de ação penal de 
iniciativa privada personalíssima. Trata-se do delito de induzimento a 
erro essencial e ocultação de impedimento (art. 236 do CP). 
515. Errado. No caso do falecimento do titular da ação personalíssima, 
não há possibilidade dos sucessores prosseguirem no feito. 
 
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Capítulo 09 – Dos Crimes Contra a Pessoa
516. (CESPE / Analista Judiciário - TRE - MT / 2010) O homicídio 
praticado mediante paga ou promessa de recompensa classifica-se 
doutrinariamente como crime bilateral. 
517. (CESPE / Promotor - MPE - SE / 2010) A natureza jurídica do 
homicídio privilegiado é de circunstância atenuante especial. 
518. (CESPE / Administração - PM - DF / 2010) Um médico praticou 
aborto de gravidez decorrente de estupro, sem autorização judicial, mas 
com consentimento da gestante. Nessa situação, o médico deverá 
responder por crime, já que provocar aborto sem autorização judicial é 
sempre punível, segundo o CP. 
519. (CESPE / Promotor - MPE - SE / 2010) Acerca do homicídio 
privilegiado, estando o agente em uma das situações que ensejem o seu 
reconhecimento, o juiz é obrigado a reduzir a pena, mas a lei não 
determina o patamar de redução. 
520. (CESPE / Promotor - MPE - SE / 2010) Getúlio, a fim de auferir o 
seguro de vida do qual era beneficiário, induziu Maria a cometer suicídio, 
e, ainda, emprestou-lhe um revólver para que consumasse o crime. 
Maria efetuou um disparo, com a arma de fogo emprestada, na região 
abdominal, mas não faleceu, tendo sofrido lesão corporal de natureza 
grave. Em relação a essa situação hipotética, Apesar de a conduta 
praticada por Getúlio ser típica, pois configura induzimento, instigação 
ou auxílio ao suicídio, ele é isento de pena, porque Maria não faleceu. 
521. (CESPE / Promotor - MPE - SE / 2010) Acerca do homicídio 
privilegiado, a violenta emoção, para ensejar o privilégio, deve ser 
dominante da conduta do agente e ocorrer logo após injusta provocação 
da vítima. 
522. (CESPE / Defensor Público - DPE - PI / 2009) É inadmissível a 
ocorrência de homicídio privilegiado-qualificado, ainda que a 
qualificadora seja de natureza objetiva. 
 
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523. (CESPE / Defensor Público - DPE - PI / 2009) No delito de 
infanticídio incide a agravante prevista na parte geral do CP consistente 
no fato de a vítima ser descendente da parturiente. 
524. (CESPE / Delegado - PC - RN / 2009) Na legislação brasileira, não 
se mostra possível a existência de um homicídio qualificado-privilegiado, 
uma vez que as causas qualificadoras, por serem de caráter subjetivo, 
tornam-se incompatíveis com o privilégio. Além disso, a própria posição 
topográfica da circunstância privilegiadora parece indicar que ela não se 
aplicaria aos homicídios qualificados.