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APRESENTAÇÃO DEFINITIVA PRIMEIRO SLIDE: INTRODUÇÃO Como já é sabido, o sequenciamento de DNA consiste num processo de determinação da sequência de nucleotídeos em um pedaço de DNA. O Pirosequenciamento é uma dessas técnicas, só que é considerado um Sequenciamento de Segunda Geração ou Próxima Geração de Sequenciadores. Esses novos sequenciadores têm como principais características o aumento da escala de análises genômicas, sequenciando e genotipando milhares de regiões do genoma de interesse em um único passo, gerando grande volume de dados biológicos. Essas novas plataformas possuem como características comuns um poder de gerar informação muitas vezes maior que o sequenciamento de Sanger, com uma grande economia de tempo. SEGUNDO SLIDE: HISTÓRICO A técnica do Pirosequenciamento foi criada no ano de 1986 por Pål Nyrén no Conselho de Pesquisa Médica de Biologia Molecular (LMB) no Reino Unido. Pål Nyrén em seu Pós-Doutorado, em dado momento se deu conta de que a detecção do pirofosfato poderia ser utilizada para o sequenciamento do DNA. Um de seus projetos foi isolar e sequenciar o gene da proteína portadora de fosfato mitocondrial bovino. Ele fez o sequenciamento de Sanger manualmente utilizando nucleotídeos marcados radioativamente e géis finos de acrilamida para a detecção e separação. Como o processo de sequenciamento era muito trabalhoso ele pensava que seria ótimo poder simplificar, tornando o processo mais rápido e menos cansativo. Durante o tempo em que ele permaneceu como estudante de doutorado na Universidade de Estocolmo (Suécia), ele trabalhos extensivamente com a modificação e simplificação de uma variedade de métodos, bem como a criação de novos procedimentos. Num certo dia ele teve a ideia de uma técnica alternativa de sequenciamento de DNA em que o conceito básico era acompanhar a atividade da DNA polimerase durante a incorporação de nucleotídeos em uma fita de DNA, analisando o pirofosfato liberado durante o processo. Só que essa técnica só foi completamente desenvolvida 10 anos depois. TERCEIRO SLIDE: HISTÓRICO- POR QUE A DETECÇÃO DO PIROFOSFATO? Outro Projeto desenvolvido por ele foi a respeito do isolamento e estudo de uma enzima endógena de uma bactéria fotossintética. A enzima era a pirofosfatase inorgânica de translocação de prótons e ela está envolvida na foto fosforilação e cataliza a síntese do pirofosfato movido a luz. Anos depois ele desenvolveu um método luminométrico muito sensível capaz de acompanhar a síntese de pirofosfato em tempo real. Durante o decorrer dos 10 anos até a conclusão da técnica, ele sofreu com muita dificuldade para a obtenção de financiamento e suporte para a ideia, assim como para resolver os problemas que surgiram conforme o projeto evoluía QUARTO E QUINTO SLIDES: COMO FUNCIONA O PIROSEQUENCIAMENTO? No Pirosequenciamento 4 enzimas são utilizadas: DNA Polimerase I, ATP sulfurilase, Luciferase e Apirase. Dois substratos para a ação das enzimas são utilizados: adenosina 5' fosfossulfato (APS) e luciferina. Um molde de sequenciação com um iniciador hibridado também é usado como material de partida para a DNA polimerase. No pirosequenciamento, a reação de sequenciamento é monitorada através da liberação de um pirofosfaro durante cada incorporação de nucleotídeos. O pirofosfato liberado é usado em uma série de reações químicas que resultam na geração de luz. Quatro enzimas convertem a síntese da molécula de DNA em um padrão de sinais de luz. O alongamento do DNA catalisado por DNA polimerase, que é acompanhada da liberação de pirofosfato. A ATP sulfurilase converte o pirofosfato em ATP. A luciferase oxida a luciferina e converte o ATP em um sinal de luz, que é gravado. Finalmente a Pirase remove quaisquer nucleotídeos que não forem incorporados que permaneceram na reação. O sinal de luz é proporcional a quantidade de nucleotídeos incorporados a fita de DNA sintetizada. Quando 3 nucleotídeos são incorporados pela DNA polimerase, três moléculas de pirofosfato são gerados, e estas moléculas são convertidas em três moléculas de ATP. O poder oxidativo da luciferase sobre a luciferina provoca a geração de luz e com isso é registrado um pico triplo por conta dos três nucleotídeso que foram adicionados. Os nucleotídeos que permaneceram não incorporados na molécula são removidos para o início de uma nova incorporação. Nucleotídeos são adicionados na reação em uma ordem de distribuição predefinida. Se, durante a dispensação, nenhum nucleotídeo for incorporado, nenhum pirofosfato é gerado e consequentemente nenhum sinal de luz é gravado. Os nucleotídeos que não são incorporados não ocasionam sinais de luz justamente por não gerar piroposfato, e consequentemente não gerar ATP e luz. Outra adição de nucleotídeos ocorre, só que dessa vez dois nucleotídeos são gerados. O pirofosfato gerado é convertido em ATP e um sinal de luz correspondente é gravado, só que dessa vez um duplo pico ocorre. O padrão dos sinais de luz gravados são facilmente interpretados e representam as verdadeiras sequências de nucleotídeos do DNA analisado. No entanto, o alto custo de reagente e a taxa de erro sobre cadeias de 6 ou mais homopolímeros reduziram suas aplicações. SEXTO SLIDE: APLICAÇÕES ARTIGOS Massively parallel pyrosequencing in HIV research (Bushman et al, 2008) O artigo demonstra a importância do Pirosequenciamento sobre os locais de integração do HIV no genoma humano, utilizando o método de Sanger, foram encontrados 500 locais de integração, já com a técnica de pirosequenciamento foram encontrados cerca de 40.000 locais. Cada aumento no número de locais de integração, leva a novas descobertas a respeito do mecanismo de ação do HVI sobre os humanos. Essas informações obtidas são de extrema importância para a terapia gênica. Application of next-generation sequencing technologies in virology (Radford et al. 2012) O artigo demonstra a importância e o impacto das informações geradas nos procedimentos de sequenciamento para as áreas da virologia, desde o diagnóstico até a patogênese, e desde o criação da vacina até a evolução viral e a ecologia do vírus. O crescimento da quantidade de bases sequenciadas de vírus e fagos em cerca de 20- 24% anualmente. Em decorrência de algumas limitações existentes nas metodologias de Primeira Geração como o grande custo quando aplicado a genomas grandes e sua constante dependência de métodos como a PCR novos métodos foram desenvolvidos: Os métodos de Segunda geração que revolucionaram a arte de sequencias, podendo gerar várias bases em um curto espaço de tempo, quando comparados as tecnologias anteriores e permitindo uma maior acessobilidade aos campos da biologia. Application of pyrosequencing technique for improved detection of K-Ras mutation in formalin-fixed and paraffin-embedded prostate carcinoma tissues in Chinese patients (SHA et al, 2012) No estudo em questão, o pirosequenciamento foi utilizado para a detecção de mutações relacionadas ao câncer de próstata, e ele se mostrou mais eficiente do que o sequenciamento de Sanger (8,91% vs. 3,96%), por não requerer eletroforese, marcação de nucleotídeos ou de primers, dentre outras características. Em outros estudos em outros tipos de câncer, o Pirosequenciamento se mostrou mais eficaz na detecção de mutações. Através do estudo também foi concluído que a mutação estudada (PCa K-Ras) são mais frequentes na população chinesa do que nos EUA, mas a frequência é muito semelhante com a de outros países asiáticos, assim, é possível inferir que tais mutações desempenham um papel étnico-específico na patogenia do câncer de próstata. SÉTIMO SLIDE: PRÓS E CONTRAS PRÓS• Pode ser automatizada; • Alto rendimento; • Tempo de análise curto; • Ilimitado número de amostras; • Leitura em tempo real (pequenas faixas de DNA); • Preparação rápida da amostra CONTRAS • Custo elevado; • Grande conhecimento de bioinformática; • Taxa de erro relativamente alta (0,0098). OITAVO SLIDE: NOTÍCIA Pesquisadores do Instituto de Microbiologia da UFRJ, coordenados pelos professores Alexandre Rosado e Raquel Peixoto, realizam uma pesquisa sobre micro-organismos da Antártica, com o auxílio do Programa Antártico Brasileiro (Proantar). As amostras foram isoladas de plantas vasculares (plantas com tecidos especializados para o transporte de água e seiva) e outros ambientes típicos da região. Devido ao clima único, a Antártica possui ecossistemas terrestres e marinhos com micro-organismos que possuem características especiais como resistência a baixas temperaturas (psicrófilos). Outra propriedade já descrita é a alta resistência a radiações. Uma espécie de Deinococcus sp. isolada da Antártica pode suportar 5.000 vezes mais radiação do que qualquer outro micróbio conhecido. Com o auxílio da técnica de pirosequenciamento, milhares de sequências de DNA foram analisadas e muitas novas espécies descobertas, demonstrando a grande diversidade microbiana da Antártica. Parte desses resultados foi publicado na revista ISME Journal, que faz parte do grupo de publicações da Nature. Essa pesquisa comprova o grande potencial dessas amostras para estudos biotecnológicos. Micro-organismos psicrófilos têm grande aplicação em vários setores industriais como na produção de biosensores, enzimas, processos de biorremediação e na indústria de alimentos. Por produzirem substâncias bioestabilizadoras, podem ser utilizados na indústria de cosméticos e são fonte para pesquisa de novos antibióticos