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1.000 QUESTÕES COMENTADAS EM CONCURSOS DE FISIOTERAPIA

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não está nas técnicas, mas sim no pro-
cesso de avaliação clínica meticulosa que permite 
que quaisquer outras modalidades de mobilização 
possam ser agregadas, aplicadas e reavaliadas sem 
comprometer o raciocínio clínico, sendo que as 
mobilizações nesse método podem ser classifica-
das em 5 graus. Esse método é utilizado para aliviar 
dores e liberar aderências de determinadas estru-
turas, objetivando a restauração dos movimentos 
e ADM normal, melhorando, assim, a função do 
membro do indivíduo.
Assertiva III: CORRETA. As contribuições mais impor-
tantes do método de Kaltenborn à terapia de ma-
nual são o uso dos princípios biomecânicos na ava-
liação e no tratamento, a regra côncavo-convexo, 
os graus de movimento, princípios da ósteo e ar-
trocinemática e os métodos de pré-posicionamen-
to por meio de tração e deslizamento, movimentos 
translatórios.
Assertiva IV: CORRETA. Mackenzie: esse método ba-
seia-se em uma técnica de avaliação e de auto 
tratamento da fisioterapia avançada, sem a neces-
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248 ▕ Terapia Manual
25 (PREFEITURA DE CONQUISTA/MG – IDECAN – 2016) Estudos recentes comprovam que a indicação 
da bandagem funcional não está mais restrita a atle-
tas. Sua eficácia pode ser observada em pacientes 
com subluxação de ombro como sequela de AVE. 
Em sujeitos cuja flexão lateral do tronco para o lado 
afetado é observada e fazem uso terapêutico de 
Kinesio Tapooing, pode-se adotar como base para 
comprovar a eficácia da bandagem funcional a me-
dida do ângulo de Tales, que neste caso deverá:
 Ⓐ Ser mantida independente do uso da banda-
gem funcional. 
 Ⓑ Estar mantida para que o paciente tenha maior 
fixação do ombro subluxado. 
 Ⓒ Estar aumentada para assim comprovar o efei-
to benéfico desse recurso no alinhamento corporal.
 Ⓓ Estar diminuída para comprovar o efeito de 
melhor alinhamento postural proporcionado pela 
bandagem.
GRAU DE DIFICULDADE
Alternativas A: INCORRETA. A manutenção da me-
dida do ângulo de Tales no quadro clínico citado 
na questão, mesmo com o uso da bandagem fun-
cional, comprovaria que a utilização da bandagem 
funcional foi ineficaz.
Alternativa B: INCORRETA. O uso da bandagem funcio-
nal promove, entre outros benefícios, uma melhor 
percepção do alinhamento corporal pelo próprio 
paciente, servindo como feedback postural, mas a 
manutenção da medida do ângulo de Tales em ca-
sos de subluxação de ombro pós AVE não oferece 
maior fixação do ombro.
Alternativa C: INCORRETA. O resultado esperado com a uti-
lização da bandagem funcional é a redução do ângulo 
de Tales e melhor alinhamento postural do paciente.
Alternativa D: CORRETA. O Ângulo de Tales ou Sinal de Ta-
lhe consiste num triângulo formado pelo tronco e o 
braço; esse parâmetro é utilizado para avaliação das 
escolioses. Esse ângulo fica aumentado no lado da 
convexidade. Um recurso amplamente utilizado por 
fisioterapeutas no realinhamento postural, suporte 
de músculos e tecidos conectivos do corpo são as 
bandagens funcionais. Normalmente essas banda-
gens apresentam bons resultados quando associa-
das a exercícios terapêuticos em curvaturas suaves 
visando ao realinhamento. A bandagem é colocada 
ao lado da convexidade da curva no intuito de facili-
tar a atividade muscular paravertebral ipislateral. Os 
resultados positivos desse procedimento, sob a ópti-
ca do Ângulo de Tales, é a redução desse ângulo com 
a aproximação do tronco ao braço.
configuração do paciente, intensidade e duração da 
manobra, tempo da disfunção clínica, dentre outros.
No quadro abaixo, apresentamos as principais con-
dutas a serem seguidas nos casos de restrições teci-
duais. 
CAUSA DA
LIMITAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO INTERVENÇÃO
Adesões 
intra-articu-
lares ou 
rigidez peri-
capsular
A ADM estará 
reduzida ou 
Sensação final de 
movimento terá 
padrão capsular
Técnicas de 
Mobilização
Encurta-
mento de 
grupos 
musculares 
extra ]
articular
ADM estará 
reduzida
Técnicas de 
Alongamento
As técnicas manuais sempre foram e continuam 
sendo a principal modalidade utilizada pelos fisio-
terapeutas. A técnica manual tem evoluindo mui-
to nas últimas décadas e com registros científicos 
cada vez mais criteriosos.
Várias são as abordagens. Criadas por médicos ou 
fisioterapeutas, que seguem filosofias e propósitos 
diferentes. Dentro dessas principais filosofias, di-
versos subconjuntos têm surgido, dentre eles a li-
beração miofascial, técnicas de mobilização neuro-
dinâmica, exercícios resistidos manuais, exercícios 
de facilitação neuromuscular proprioceptivo (PNF), 
mobilização e manipulação articular.
As técnicas de terapia manual foram pensadas para 
serem utilizadas em uma variedade de alterações 
dolorosas e disfunções de tecidos moles. A decisão 
sobre qual abordagem ou técnica deva ser utilizada 
parte-se da experiência e processos de tomada de 
decisão de vários profissionais pelo mundo.
As técnicas manuais apresentam inúmeras variá-
veis para um bom desfecho clínico, tais como: a
RESUMO PRÁTICO
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249▏Jean Douglas Moura dos Santos
F r a q u e z a 
muscular
ADM estará re-
duzida quando o 
movimento ocor-
rer contra a gravi-
dade
Técnicas de For-
talecimento
Dor
Impossibilidade 
de avaliar a sensa-
ção final de movi-
mento
Mobilização ar-
ticular grau I ou II
Adesões em 
raiz nervosa
Testes de Tensão 
neural positivos
Técnicas de Mo-
bilização Neural
R e s t r i çõ e s 
de partes 
moles
Palpação Mobilização de partes moles
Nas páginas seguintes, segundo Dutton (2010), 
apresentamos um resumo dos principais conceitos 
de terapia manual.
A terapia manual é um método fisioterápico de 
avaliação e tratamento de disfunções musculoes-
queléticas (ossos, músculos e raízes nervosas), que 
compreende técnicas de mobilização articular, dos 
tecidos musculares e nervosos por meio de um 
programa de exercícios específicos. É indicada para 
dores musculares, dores crônicas, dores de cabe-
ça, contraturas, estiramentos, tendinites, bursites, 
processos degenerativos, entre outros problemas. 
A técnica tem como objetivo identificar a causa 
da lesão ou dor e assim passar por um tratamento 
individualizado. E como contraindicações têm-se: 
artrite reumatoide na fase aguda, espondilose cer-
vical com isquemia vertebrobasilar, luxação, arti-
culações com hipermobilidade, espondilolistese, 
espondilite anquilosante, fraturas, malignidade, 
osteoporose, osteomielite, tuberculose, aneurisma, 
terapia anticoagulante, aterosclerose e insuficiên-
cia vertebrobasilar da artéria vertebral, hérnia de 
disco com envolvimento neurológico grave e pre-
sença de doenças infecciosas.
Um nervo periférico pode sofrer estiramento ou 
compressão mecânica, e em geral é capaz de su-
portar em torno de 20% de alongamento antes que 
seja lesado (Sunderland, 1990).
As técnicas de mobilização neural se aplicam a to-
das as condições que apresentam alteração da me-
cânica do sistema nervoso. Casos de neuropatias 
compressivas dos membros superiores e inferiores 
(túnel do carpo, radiculopatias, síndrome da saída 
torácica, compressões do nervo ciático, espastici-
dade de pacientes neurológicos (estudos recentes), 
entre outras.) são exemplos da aplicabilidade dessa 
técnica. 
O tratamento consiste na aplicação de movimen-
tos oscilatórios e/ou brevemente mantidos ao teci-
do neural. A questão descreve um posicionamento 
que, segundo Butler; Jones (2003), é específica para 
o nervo isquiático.
A mobilização neural é uma modalidade de trata-
mento utilizada em relação às patologias do siste-
ma nervoso. Sugeriu-se que a mobilização neural 
é seja uma modalidade de tratamento eficaz, em-
bora o apoio dessa sugestão seja primariamente 
anedótico.
Abaixo, seguem as manobras de tensão neural dos 
nervos do

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