Psicologia da Educação
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Psicologia da Educação


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Psicologia da Educação
Aula 1
Ementa: Origem e evolução da psicologia da educação. O caráter aplicado da psicologia da educação. A diferença entre a formação de hábitos por condicionamentos e a aprendizagem significativa. As teorias da aprendizagem, inatismo, ambientalismo, sociointeracionismo. Aprendizagem por identificação. Diferenças entre emoção e afeto. 
A relevância da postura investigativa do professor, consideração do contexto cultural dos alunos. As dificuldades de aprendizagem. Fracasso escolar.
Objetivo Geral: Conhecer a psicologia como ciência e suas contribuições para o campo da educação possibilitando a percepção de práticas de intervenções nos processos educativos a partir das teorias da psicologia relacionadas à aprendizagem, considerando os contextos familiar, social-cultural e histórico. 
Objetivo Específico: compreender a tarefa de ensinar passando pelos aspectos biológicos, afetivos, sociais e cognitivos, contribuindo na construção da aprendizagem; discutir as diferenças entre as teorias inatistas e ambientalistas; conhecer a teoria sociointeracionista e o construtivismo; analisar situações de ensino aprendizagem a partir de bases teóricas estudadas; valorizar a mediação como forma de intervenção sistemática e que deve passar por um processo de identificação construído a partir de uma relação de troca.
Conteúdo: A psicologia: do senso comum ao conhecimento científico; a questão da exclusão no campo educacional; concepções do desenvolvimento humano: inatismo; ambientalismo; teorias da psicologia contemporânea: behaviorismo, gestalt e a psicanálise; aprendizagem: as diferentes visões teóricas.
Psicologia e Senso Comum
Qual seria a Psicologia usada pelas pessoas no cotidiano?
Essa psicologia não é a Psicologia dos Psicólogos. 
É denominada de Psicologia do Senso Comum
Senso comum
Conhecimento que vamos acumulando em nosso cotidiano. Vai do hábito à tradição, e passa de geração para geração.
É intuitivo, espontâneo, de tentativas e erros. A nossa vida diária seria muito complicada sem esse conhecimento.
Ex: Chá de boldo. 
A História da Psicologia
A história da Psicologia tem por volta dois milênios. 
Inicia-se com os gregos. Confunde-se com a Filosofia até meados do século XIX. Sócrates, Platão e Aristóteles iniciaram a instigante investigação da alma humana. 
Encontra-se registros da Psicologia no Império Romano, na Idade Média e no Renascimento. 
A Psicologia como ciência
A Psicologia como ciência não pode ser baseada apenas nos conhecimentos cotidianos do senso comum.
A constituição da Psicologia como área do conhecimento científico ocorreu muito recentemente. 
A Psicologia como ciência tem pouco mais de cem anos. 
Em meados do século XIX, a psicologia que era estudada pelos filósofos, passa a ser estudada pela fisiologia e neurofisiologia. 
Realizavam-se formulações sobre o sistema nervoso central, o pensamento, percepções e sentimentos eram produtos desse sistema.
Para conhecer o psiquismo tinha que se conhecer o cérebro.
A psicologia científica nasceu nas Universidades alemãs no século XIX e difundiu-se para todo o mundo.
Wundt cria o primeiro laboratório de Psicologia \u2013 experimentos na área da Psicofisiologia. 
A psicologia ganha status de ciência na medida em que se liberta da filosofia. 
Define-se como objeto de estudo da Psicologia o comportamento, a vida psíquica e a consciência
Conceito de Psicologia
Antigamente Psicologia (psique e logos) - psique significa alma. 
A psique era defendida pelos gregos como a fonte da vida, o que animava ou dava vida ao corpo. Logos significa estudo. 
Etimologicamente: Psicologia significava o estudo da alma. 
Objeto de Estudo
A Psicologia é uma área das Ciências Humanas.
O objeto de estudo é o homem. 
Psicologia
Segundo Morris e Maisto (2004), a Psicologia é o estudo científico do comportamento e dos processos mentais. Está interessada em todos os aspectos do inconsciente e do comportamento humano.  
No final do século XX, a psicologia cresceu surpreendentemente. Surgiram novas tecnologias de pesquisa, novos campos de investigação e novas abordagens para o estudo do comportamento e dos processos mentais. 
Esses avanços levaram a uma maior especialização dentro da psicologia.
A psicologia está constantemente redefinindo a si mesma. 
Psicologia e Educação
Nosso interesse é pela educação, pelas questões que envolvem os sujeitos em uma gama de situações ou atividades educacionais, faz com que coloquemos \u201ca serviço da educação e do ensino o conjunto dos conhecimentos psicológicos sobre as bases do desenvolvimento e da aprendizagem. Com eles, o professor estará em posição mais favorável para planejar a sua ação\u201d 
 (OLIVEIRA; DAVIS, 1994).
AULA 2
Fracasso Escolar
 A repetência e a evasão escolar desafiam os educadores. 
Psicólogos/sociólogos têm procurado descobrir as causas do fracasso escolar nas escolas públicas e formularam teorias para explicar a exis\u200btência de tantas crianças repetentes e o que tem levado tantos alunos a abandonar os estudos. 
A teoria da privação/carência cultural
Originou-se nos Estados Unidos - aceitação pelos educadores brasileiros. 
Justificativa do fracasso escolar - crianças que fazem parte das camadas sociais de baixa renda seria causado por sua privação ou carência cultural. 
Famílias desprovidas de recursos - as crianças não tiveram e nem têm acesso ao mínimo de informações culturais no lar. 
Consequências
1. Margi\u200bnalização na escola - discriminadas como \u201cincapazes\u201d de aprender, devido às carências de seu ambiente.
2. Rebaixamento do nível da educação - características são consideradas como obstáculos básicos. Os professores devem aceitar e exigir menos desses alunos.
3. Desenvolvimento da educação compensatória pré-escolar - criação de programas a pré-escolares. 
Em nome da carência cultural, foram organizados, no Brasil, inúmeros projetos de educação compensatória, mas que não apresentaram resultados satisfatórios, servindo para marcar ainda mais a discriminaçãoe a consequente seletividade social.
A teoria reprodutivista (ou a escola como produtora do fracasso escolar)
Uma outra teoria explicativa das causas do fracasso escolar nas escolas públicas foi apresentada pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu. 
Seus seguidores acreditam que o insucesso escolar dos alunos pobres não é causado por suas características psicológicas,por sua \u201cincapacidade para aprender\u201d, mas pela pró\u200bpria estrutura da escola. 
A teoria reprodutivista
A escola é um aparelho ideológico do Estado, visando atender apenas aos interesses da classe social dominante. 
A escola é vista como produtora de desigualdades, onde só se valorizam os padrões culturais das clas\u200bses dominantes e se discriminam os conhecimentos dos menos afortunados. 
A escola tem desenvolvido várias formas de discriminação sutil, mas persis\u200btente, contra o aluno desprivilegiado. Pode-se constatar essa questão através das frases: 
a) \u201cprecisamos dar oportunidades iguais para todos, mas condições especiais para os bem-dotados\u201d; 
b) \u201cdevemos eliminar privilégios especiais para os alunos ricos em detrimento dos pobres, mas devem ser criadas oportunidades especiais para a elite intelectual\u201d. 
O fracasso escolar: questão social e o envolvimento de quatro concepções
A produção do fracasso escolar (questão social) envolve quatro concepções.
1. Problema psíquico: a culpabilização das crianças.
2. Problema técnico: a culpabilização do professor. 
3. Questão institucional: a lógica excludente da educação escolar. 
4. Questão política: cultura escolar, cultura popular e relações de poder. 
O fracasso escolar como problema psíquico: a culpabilização das crianças e de seus pais
A criança possui uma organização psíquica imatura, que resulta em ansiedade, dificuldade de atenção, dependência, agressividade etc., que