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Metodologia e prática do ensino de Matemática e Ciências - Unidade II

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é a busca de informações 
em diversas e variadas fontes. Além de permitir ao aluno obter informações para a elaboração de 
suas ideias e atitudes, contribui para o desenvolvimento de autonomia com relação à obtenção do 
conhecimento.
Essas fontes são: 
• observação; 
• experimentação; 
• leitura;
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• entrevista;
• excursão;
• estudo do meio.
A construção do conhecimento não se faz exclusivamente a partir de cada 
um desses procedimentos. Eles são modos de obter informações. Ao estudar 
o tema a ser investigado por sua classe, o professor verifica uma rede de 
ideias implicada no tema e seleciona quais noções pretende desenvolver 
com seus alunos. A partir das noções escolhidas, o professor elabora o 
problema e propõe: observação, experimentação e outras estratégias para 
a busca de informações. O professor deve ter clareza de que são as teorias 
científicas que oferecem as referências para que os alunos elaborem suas 
reinterpretações sobre os temas em estudo, num processo contínuo de 
confronto entre diferentes ideias (BRASIL. (b), 1997, p. 78).
Observação
A capacidade de observar já existe em cada pessoa, à medida que, olhando para 
objetos determinados, pode relatar o que vê. Deve-se considerar que só são 
conhecidas as observações dos alunos quando eles comunicam o que veem, 
seja por meio de registros escritos, desenhos ou verbalizações. Mas observar 
não significa apenas ver, mas buscar ver melhor, encontrar detalhes no objeto 
observado, buscar aquilo que se pretende encontrar. Sem essa intenção, aquilo 
que já foi visto antes – caso dos ambientes do entorno, do céu, do corpo humano, 
das máquinas utilizadas habitualmente etc. – será reconhecido dentro do patamar 
estável dos conhecimentos prévios. De certo modo, observar é olhar o “velho” 
com um “novo olho” (BRASIL. (b), 1997, p. 79). 
Para desenvolver a capacidade de observação dos alunos, é necessário, portanto, propor desafios que 
os motivem a buscar os detalhes de determinados objetos, de modo que o mesmo objeto seja percebido 
de forma cada vez mais completa e diferente da maneira habitual.
Assim, a observação na área de Ciências Naturais é um procedimento guiado pelo professor, 
previamente planejado, com diversas formas de incentivos para a busca de detalhes no processo de 
observação: a comparação de objetos semelhantes, mas não idênticos, e perguntas específicas sobre o 
lugar em que se encontram objetos determinados, sobre suas formas ou sobre outros aspectos que se 
pretende abordar com os alunos.
A supervisão do próprio professor, de um guia ou de um monitor durante as atividades de observação 
pode ser valiosa para que os alunos percebam os detalhes do objeto observado.
Existem dois modos de realizar observações. No primeiro, estabelece-se contato direto com os objetos 
de estudo: ambientes, animais, plantas, máquinas e outros objetos que estão disponíveis no meio. Já no 
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segundo, ocorre mediante recursos técnicos ou seus produtos. São os casos de observações feitas por 
meio de microscópio, telescópio, fotos, filmes ou gravuras.
 Saiba mais
Você poderá conhecer mais sobre o ensino de Ciências pautado em 
observações e experimentações por intermédio do Projeto Mão na Massa. 
Para mais informações, acesse o site: <www.culturamarcas.com.br>.
Para se realizar atividades de observação indireta, é necessário reunir na sala de aula uma coleção de 
materiais impressos com ilustrações ou fotos que os alunos possam observar e comparar certos aspectos 
solicitados pelo professor.
 
Já os filmes, bons recursos para coleta de informações, devem ser gravados em vídeo para serem 
utilizados no momento apropriado. Além disso, o professor deve assisti-los previamente para informar 
os alunos sobre quais aspectos deverão ser levados em consideração.
Também é possível realizar observações diretas interessantes para o bloco temático “ambiente” 
mediante estudos do meio, que ocorrem nas proximidades da própria escola ou em seus arredores: 
parque, jardim, represa, capão de mata, plantações, áreas em construção ou outros ambientes cuja 
visitação seja possível. 
É importante salientar que essas visitas precisam ser preparadas, pois o professor deve conhecer 
o local, avaliando as condições de segurança necessárias para que os alunos realizem os trabalhos. 
Também é preciso selecionar os aspectos a serem observados e o tempo necessário para a atividade, 
verificar a necessidade de materiais e de acompanhantes para supervisão e, além de tudo isso, cuidar 
dos alunos.
Assim, o professor prepara um roteiro que é discutido juntamente aos alunos, pois é importante que 
cheguem ao local de visita sabendo onde e o que observar e como proceder em relação aos registros. Em 
conversa anterior ao passeio, além de esclarecer dúvidas sobre o roteiro e enriquecê-lo com sugestões 
dos alunos, o professor entra em contato com os conhecimentos que as crianças já têm sobre os assuntos 
que estão estudando.
Observações diretas são ricas, pois obtêm-se impressões com todos os 
sentidos e não apenas impressões visuais, como em observações indiretas. 
Além disso, o contato direto com ambientes, seres vivos, áreas em construção 
e máquinas em funcionamento possibilita observações de tamanhos, formas, 
comportamentos e outros aspectos dinâmicos, dificilmente proporcionados 
pelas observações indiretas. Uma vantagem destas últimas, entretanto, é 
possibilitar o contato com imagens distantes no espaço e no tempo (BRASIL. 
(b), 1997, p. 79).
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Ainda que o professor realize uma seleção de aspectos a serem observados ou ofereça um roteiro 
de observação, ou então proponha desafios, também é importante que uma parte das observações 
seja feita de modo espontâneo pelos alunos, seguindo seus próprios interesses, o que em geral ocorre 
naturalmente.
Portanto, é essencial que os alunos usufruam pessoalmente de passeios e filmes, fazendo suas 
próprias descobertas que poderão ser relatadas aos colegas e, consequentemente, integrar o conjunto 
de conhecimentos desenvolvidos para o tema.
A experimentação
Frequentemente, o experimento é trabalhado como uma atividade em que o professor, 
acompanhando um protocolo ou guia de experimento, procede à demonstração de um fenômeno. 
Por exemplo, demonstra que a mistura de vinagre e bicarbonato de sódio produz uma reação 
química, verificada pelo surgimento de gás. Nesse caso, considera-se que o professor realize uma 
demonstração para sua classe e que a participação dos alunos resida em observar e acompanhar 
os resultados.
No entanto, mesmo nas demonstrações, a participação dos alunos pode ser ampliada, desde que o 
professor solicite a eles que apresentem expectativas de resultados, expliquem os resultados obtidos e 
compare-os ao esperado.
 Observação
Ao trabalhar com demonstrações para alunos pequenos, nos casos de 
experimentos que envolvem o uso de materiais perigosos – fogo, ácidos, 
formol, entre outros –, ou quando não há materiais suficientes para todos, 
é preciso ter um cuidado redobrado ao manusear todos esses elementos, 
além de oferecer uma orientação constante aos alunos sobre procedimentos 
de segurança.
Os alunos realizam a experimentação ao discutirem ideias e manipularem materiais. Assim, 
ao serem apresentados a um guia de experimento, os alunos têm o desafio de interpretar 
o roteiro, organizar e manipular os materiais, observar os resultados e checá-los com os 
esperados.
Os desafios para

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