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Profa. Paula Rosa FT – 6 Aula 3 CINEMÁTICA: DESCRIÇÃO DE UM FLUIDO EM MOVIMENTO BALANÇO DE MASSA 02/04/2019 Conceitos Fundamentais Sistema: É definido como uma quantidade de matéria ou uma região do espaço escolhida para o estudo; Vizinhanças Fronteira Massa ou a região fora do sistema é denominado vizinhança; Fronteira é uma superfície que separa o sistema de sua vizinhança; Real ou Imaginária Fronteira: Fixa ou Móvel Conceitos Fundamentais Sistema Fechado: Consiste em uma quantidade fixa de massa e nenhuma porção de massa cruza a sua fronteira; Calor e Trabalho podem cruzar a fronteira de um sistema fechado Um volume de controle é um volume arbitrário no espaço através do qual o fluido escoa (permite a transferência de massa). A fronteira geométrica do volume de controle é denominada de superfície de controle: que pode ser real ou imaginária, e pode estar em repouso ou em movimento. Aquecedor de água Volume de controle móvel O volume de controle move-se com o foguete Foguete Conceito de volume de controle e tipos de sistemas Não há variação de energia Sistema isolado Não há variação de massa Sistema fechado W Q Variação de energia e massa Sistema aberto W Q mentra msai Sistema Isolado - Não permite passagem de energia. Classificação dos escoamentos O termo ESTACIONÁRIO implica não haver mudanças de propriedades tais como: velocidade, temperatura etc., ao longo do tempo Para um escoamento em regime estacionário temos: V = V (x, y ,z) δV δt = 0 δP δt = 0 P = P (x, y ,z) No escoamento estacionário (*permanente) as propriedades não variam com o tempo em um ponto fixo Atenção Escoamento Estacionário versus não Estacionários Se as quantidades de interesse alteram com o tempo o escoamento é denominado de não estacionário Para um escoamento não estacionário temos: V = V (x, y ,z, t) δV δt = 0 δP δt = 0 P = P (x, y ,z, t) Quanto à variação no tempo Escoamento Estacionário versus não Estacionários Escoamentos Uni, Bi e Tridimensional Escoamento Tridimensional Escoamento Bidimensional: É o escoamento no qual o vetor velocidade depende de duas variáveis espacial Um escoamento unidimensional ocorre em tubulações longas ou reta ou entre placas paralelas Escoamento Unidimensional: É o escoamento no qual o vetor velocidade depende de apenas uma variável espacial Desenvolvimento do Perfil de Velocidade em um Cano Circular Escoamento é BIDIMENSIONAL na região de entrada do cano Perfil de velocidade completamente desenvolvido. Escoamento UNIDIMENSIONAL Escoamento com Ponto de Estagnação Este escoamento é normal a superfície plana; o fluido desacelera e chega ao repouso no ponto de estagnação Escoamento uniforme: A velocidade e outras propriedades dos fluidos são constante sobre a área Quanto à variação da velocidade na seção transversal de escoamento: uniforme e não-uniforme; Escoamento uniforme Escoamento não uniforme Escoamentos Laminares e Turbulento Laminar Cada partícula do fluido segue uma trajetória suave, sem cruzar com as trajetórias das outras partículas. Turbulento A movimentação do fluido varia irregularmente de tal modo que quantidades como velocidade e pressão apresentam variações aleatórias É um escoamento irregular, caracterizado por regiões de pequenos redemoinhos Movimento altamente desordenado As razões pelas quais o escoamento apresenta-se como laminar ou turbulento, pode ser ocasionada por pequenas perturbações, como uma perturbação nas componentes de velocidade. Para caracterizar se um escoamento é Laminar ou Turbulento existe um parâmetro adimensional denominado número de Reynolds (Re): Re Re Re / LV LV VL Comprimento característico (L = D) Diâmetro da tubulação) Velocidade (V) Viscosidade cinemática do fluido ( ) O regime de escoamento depende de três parâmetros físicos Regime laminar se NR ≤ 2.300 ( ≈ Reynolds crítico) Regime turbulento se NR ≥ 3.000 Escoamento de transição muda de um regime para outro, se 2.000 < NR < 3.000 Na maioria das condições práticas, o escoamento em um tubo circular tem-se os seguintes valores para o número de Reynolds Fonte: Introdução a mecânica dos fluidos: Merle C Poter Escoamento intermitente, ou seja entre laminar e turbulento , isso ocorre quando o número de Reynolds é próximo do Reynolds crítico Escoamento de Transição Número de Reynolds crítico: Número acima do qual o escoamento laminar primário deixa de existir Exemplo 1 Uma tubulação de 2 cm de diâmetro é usada para transportar água a 20 oC. Qual a velocidade média máxima que pode existir na tubulação, para garantir um escoamento laminar? Dados: Viscosidade cinemática v = 10-6 m2/s Escoamentos Incompressíveis e Compressíveis O escoamento pode ser considerado incompressível se a massa específica permanece relativamente constante ao longo do tempo 0 Dt D A massa específica dos líquidos são essencialmente constantes O que estuda a Cinemática? A cinemática dos fluidos estuda o movimento dos fluidos em termos dos deslocamentos, velocidades e acelerações, sem levar em conta as forças que o produzem. Descrição do movimento Joseph Louis Lagrange Leonhard Euler (1707 – 1783) Langragiana Euleriana Descrição Langragiana do movimento A descrição Langrangiana nos obriga a seguir a posição e a velocidade de cada parcela individual de fluido, a qual nos referimos como uma partícula de fluido, que mantém a identidade fixa. y x 0tr ttr 0 ttr 20 A análise Lagrangiana é análoga a análise de sistemas fechados, ou seja seguimos uma massa de identidade fixa O observador desloca-se simultaneamente como a partícula; Para a engenharia normalmente não interessa o comportamento individual da partícula e sim o comportamento do conjunto de partículas no processo de escoamento; Problemas: descrição Langrangiana: Não podemos definir e identificar facilmente as partículas de um fluido a medidas que elas se movimentam; DDT O fluido é um contínuo (sob o ponto de vista macroscópico), de modo que as interações entre as parcelas do fluidos não são facilmente descritas. Descrição Euleriana A descrição euleriana não identifica uma partícula ou uma quantidade de massa individualmente; Volume de Controle (Campo de escoamento) Nesta descrição procura-se identificar as propriedades do fluido e de seu movimento em um domínio de escoamento (volume de controle) em função do espaço e do tempo; Descrição Euleriana: Campo de escoamento: Região de interesse do escoamento Defini-se variáveis de campo: (Funções do espaço e do tempo) Campo de pressão (variável escalar) ---> P = P(x, y ,z, t) Campo de Velocidade (variável de campo vetorial) ---> Campo de aceleração (variável de campo vetorial) ---> Descrição Euleriana Resumo Na descrição Euleriana todas as variáveis de campo podem ser definidas em qualquer local (x,y, z) no volume de controle em qualquer instante de tempo t; Não nos importamos com partículas individuais do fluido; Estamos interessados na pressão; velocidade, aceleração e outras propriedades das partículas de fluidos que estejam no local de interesse e no momento de interesse;Exemplo 2 Uma sonda estática de Pitot com frequência pode ser vista na parte inferior de um avião. À medida que o avião voa, a sonda mede a velocidade relativa do vento. Essa é uma medição lagrangeana ou euleriana? Sonda Campo de Velocidade Pode ser representado em termos das coordenadas cartesianas como: Exemplo 3 Um campo de velocidade bidimensional, estacionário e incompressível é dado por: Onde as coordenadas x e y estão em metros e a velocidade em m/s. (a) Determine se há algum ponto de estagnação nesse campo de escoamento e se sim, onde? Um ponto de estagnação é definido como um ponto no campo de escoamento no qual a velocidade é identicamente a zero. Exemplo 4 Discuta brevemente a diferença entre os operadores de derivada d e ∂. Se a derivada ∂u/∂v aparece em uma equação, o que isso implica sobre a variável u? Campo de aceleração • A equações do movimento do escoamento dos fluidos são escritas, para uma partícula de fluido, que denominamos de PARTÍCULA MATERIAL Descrição Lagrangiana: Aceleração de uma partícula de fluido Por definição, a aceleração da partícula de fluido é a derivativa no tempo da velocidade da partícula Campo de velocidade no local Regra da cadeia Campo de aceleração Aplicando a Regra da Cadeia obtém-se a seguinte equação: Taxa da variação x da partícula em relação ao tempo; Taxa da variação y da partícula em relação ao tempo; Taxa da variação z da partícula em relação ao tempo; Campo de aceleração Assim, qualquer instante de tempo t, o campo de aceleração deve ser igual à aceleração da partícula de fluido que ocupa o local (x,y,z) naquele instante t ACELERAÇÃO DE UMA PARTÍCULA DE FLUIDO EXPRESSA COMO VARIÁVEL DE CAMPO DESCRIÇÃO EULERIANA Campo de aceleração A equação acima pode ser expressa de forma simplificada como: Derivada material ou substancial em coordenadas retangulares Utiliza-se o símbolo D/Dt, porque seguimos uma partícula distinta do fluido, ou seja seguimos a substância (ou material) Aceleração material Campo de aceleração Esta é uma equação vetorial e corresponde a três equações escalares (coordenadas cartesianas). Ou seja: t u z u w y u v x u uax t v z v w y v v x v uay t w z w w y w v x w uaz Campo de aceleração Aceleração local Aceleração convectiva (adjectiva) Aceleração de uma partícula do fluido é a soma da aceleração local mais à aceleração convectiva Escoamento estacionário de água através do bocal de uma mangueira de jardim: Embora o escoamento seja estacionário, a aceleração é diferente de zero por conta do termo de aceleração convectiva. Embora o escoamento seja estacionário do ponto de vista de um observador fixo no sistema euleriano, ele não é estacionário no sistema de referencia lagrangiano. Campo de aceleração Linhas de trajetória; Linhas de emissão; Linhas de corrente; Escoamento em volta de um veículo para análise de sua performance aerodinâmica Representação dos escoamentos Essas linhas nos ajudam a descrever um campo de escoamento Padrões de Escoamento e Visualização de Escoamentos a representação gráfica dos dados de escoamento permitem visualizar como as propriedades de escoamento variam com o tempo e o espaço. Linhas de Trajetória É o conjunto de pontos atravessados por uma determinada partícula enquanto viaja no campo de escoamento em determinado período de tempo; A linha de trajetória nos fornece o histórico de posições da partícula. Linhas de Emissão É definida como uma linha instantânea, cujo os pontos são ocupados por todas as partículas originadas de algum ponto específico no campo de escoamento. Onde as partículas estão no exato momento no campo de escoamento Foto instantânea de conjunto de partículas Linhas de emissão produzidas por um fluxo de fumaça Linhas de corrente Uma linha de corrente é uma curva tangente em todos os pontos ao vetor velocidade local OBS: Em um escoamento estacionário a linha de trajetória, linhas de emissão e linhas de correntes são coincidentes Úteis como indicadores da direção instantânea do movimento do fluido em todo o campo de escoamento. Não podem ser visualizadas experimentalmente, são descritas matematicamente. OBSERVAÇÕES 1. Um ponto na linha de corrente possui uma única velocidade; 2. Vetor Velocidade é sempre tangente à Linha de Corrente; 3. Linhas de correntes nunca se cruzam; Referências Bibliográficas 51 •Welty, J. R.; Wicks, C. E.; Wilson, R. E.; Rorrer, G. L., Fundamentals of Momentum, Heat, and Mass Transfer, 5th Edition, John Wiley and Sons, New Jersey, 2007. •Potter, M. C., Wiggert, D. C., Hondzo, M. Shih, T. I. P. - Mecânica dos Fluidos, 3a. edição, tradução de A. Pacini, Pioneira Thomson Learning, São Paulo-SP, 2004. •Roma, W, N. L. - Fenômenos de Transporte para Engenharia, 2. edição revisada, Rima Editora, São Carlos-SP, 2006. •Fox, R. W.; McDonald, A. T.; Pritchard, P. J., Introduction to Fluid Mechanics, 6th Edition, John Wiley and Sons, New Jersey, 2004.