A ADOLESCÊNCIA E O SEU SIGNIFICADO EVOLUTIVO
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A ADOLESCÊNCIA E O SEU SIGNIFICADO EVOLUTIVO


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A ADO LESCÊNCIA E O SEU SIGN IFICADO EVO LUT IVO
Adole scê ncia como fe nôme no re ce nte
Pe ríodo natural do de se nv olv ime nto ou é mais u ma construção
artificial, o produto de um de te rminada organiz ão social e cultural?
Algu mas pe ssoas pode m e star surpre sa por acre ditar que a
adole scê ncia te m um status e spe fico como o da inncia , idade
adulta e ve lhice .
Entre 12/13 anos, a aproximadame nte os 20 anos;
Etapa de transão: o é mais cria a, mas ainda o possui o
status de adulto;
Erik Erikson de nomina de moratória social”: u m co mpas so de
e spe ra que a socie dade ofe re ce a se us me mbros jov e ns e nquanto
e le s se pre par am para e xercer o pape l de adultos.
Adole scê ncia tal qual conhe ce mos é um produto do sé culo XX;
Ne m se mpre e xistiu, ou pe lo me nos o da forma co mo é pe nsada
atualme nte ...
Ainda e stare m no siste ma e scolar
Algu m conte xto de apre ndizage m profissional ou na busc a de
um e mpre go
Ainda de pe ndere m dos pais e v ive re m com ele s
Durante culos, até o final do sé culo XIX, as crian ças se
incorporav am ao mundo do trabalho e m algum mo me nto e ntre os
se te anos e o come ço da pube rdade ;
Poucas e ram as criaas que e studav am;
Não e xistia uma cultura adole sce nte , ne m a adole scê ncia e r a
pe rce bida como u m e stágio particular do de se nv olv ime nto.
No conte xto ocide ntal, final sé culo XIX, a re v olução industr ial causa
dife re nte s mudaas ;
Com a industrializ ação, a formação e os e studos passaram a se r
importante s;
Fator de classe : ainda que os filhos dos ope rários te nham continuado
a ingre ssar no me r cado de tr abalho e m idade s pre coce s, os filhos
das classe s mé dias e altas pe rmane ce r am nas e scolas.
Cada vez mais as e scolas cre sce m e m núme ros e se tornaram mais
comple xas ;
Aos poucos os filho s dos oper ários tam m par ticip av am de sse nov o
e stilo de v ida;
Aos poucos de se nv olv ia-se o conce ito de e scolaridade obrigatória;
A in corporação dos adole sce nte s ao status adulto sofre u um atraso
nove l, formando como conse quê ncia um grupo nov o: de se nv olve m
se us próprios hábitos.
As coisas o ne ce ssariame nte ocorre ram igualme nte e m todas as
culturas;
Em socie dade mais primitiv as, e xiste m uma rie de rituais
associados às mud ançassicas da pube rdade ;
Ne ssas culturas o podemos falar e m adole scê ncia com o me s mo
se ntido que utiliz amos na nossa cultura ;
Continuam no siste ma e scolar? Ficam sob a de pe ndê ncia dos pais?
Forma m u m grupo que se ide ntificam co mo tal?
Pube rdade : conjunto de mudanças físicas que ao longo da se gunda
cada de v ida transformam o corpo infantil e m um corpo adulto
capacitado para a re prodão; (pode se r pe nsada como univ e rsal)
Adole scê ncia: pe ríodo psicossociológico que se prolonga por v ários
anos ma is e se caracteriz a pe la transão e ntre a infância e a idade
adulta; (pode se r pe nsada como fe me no psicossociológico) .
T EO RIAS SOBRE A ADO LESCÊNC IA
Não s e pode diz er que d esde que a adoles c ênc ia c om eç ou a s er
c ons iderada c om o objeto de es tudo tenha hav ido um a c onc epção uniria
e hom ogênea sobre seu sentido e s ignific ado ps icológic o;
Hall: pione iro no e studo da adole scê ncia, ao publicar, e m 190 4, sua
obra Adole sce nce ;
A a doles c ênc ia representava um período cr ític o do des envol vimento
hum ano por c orres ponder ao m omento da e voluç ão d a espécie hum ana
que supunha a pas s agem da selvageria para o m undo civil izado;
Conflitos entre os im puls os do adoles c ente e as dem andas feitas pela
s ociedade.
HIST ÓR ICO
No des envo lvimento da adoles c ênc ia es um a das suas obras de pes o;
Mu itos artigos esc ritos por ele foram c riticados c om o argumento da falta
do rigor cient ífico;
O c onceito de adoles c ênc ia foi por el e problem atiz ado (prim eiro psic ólogo
a c aracteriz ar a adoles c ência no des envolvimento da ind ividu alida de) em
1904, atras da s ua obra “Ado les c ênc ia s ua Ps icologia e s uas relações
c om fisiologia. Antro polog ia, s oc iologia, s exo, c rim e, religião e educ aç ão
(1904).
T EO RIA DO DESENVO LVIMENTO HUM AN O DE H ALL
Inf luênc ia da t eoria da evol ução de Darwin;
Teoria da Recapitulaç ão: recapitulaç ão no c ontexto da evoluç ão das
es c ies ;
Hall atribu i ao des envo lvimento da c riança este mec anism o de
rec apitulaç ão, propond o que a m es m a, nes te c am inhar qualitativ o e
quantitat ivo, repet e, num a aç ão orgânic a retros pec tiva, o viv ido pel os
s eres hum anos que a antec ederam em seus per íodos de des envol vim ento
(AO , 1994, p.09).
Propõe que o d es envolv imento do ind ivídu o s e dê em es gios :
Prime ira infância - O estágio d a prim eira i nfânc ia inclui os prim eiros
quatro anos de vida;
Enquanto a c ria a es engat inhand o el a es re viven do a fas e anim al da
es c ie humana, quando o hom em cam inhava sobre quatro pernas ;
Durante este peodo, o desenvo lvimento s ens orial é dom inante: a c riança
adquire a quelas ha bili dades sens o-m otoras neces s árias à auto-
pres ervaç ão.
O peodo da innc ia -qu e s e estende de 4 a 8 an os - pres um ivelm ente
c orres ponde a époc a c ultural, quando a c aça e a pesc a eram as princ ipais
ativida des do hom em;
Esta é a époc a em que a c rianç a brinc a de "esc onde-esc onde", "band ido
e moc inho" e faz uso de arm as de brinquedo, etc.
Ao c ontrário de c abanas e outros esc onderijos , é parale la a c ultura do
hom em das c avernas , da pré-história.
Juve ntude - De 8 a 12 anos - inc lui o peodo hoj e c onhec ido c omo 'pré-
adoles c ênc ia“;
Durante es te es gio a c ria a revive a vida m onótona dos s elvagens de
há muitos m ilênios ;
Este é um período d e v ida n o qua l a c rianç a t em uma grande
predispos ão para agir e e xerc itar -s e, quando o tre inam ento e e xerc íc io
de hábitos são mais apropriados .
Adole scê ncia - é o período qu e s e es tende desde a puberd ade
(aproxim adam ente aos 12-13 anos ) aat ingir o estado adulto pleno;
De ac ordo c om Hall a adoles c ênc ia term ina com parativam ente tarde, entre
22 e 25 an os de idade;
Nos termos da teoria da rec apitulaç ão, a ado les c ênc ia corres ponde a
époc a em que a raç a hum ana pas s ava por um peodo de turbu ncia e
trans ição;
Hall des c reveu a adol esc ência c om o um renas c imento, para que pos s am
nas c er carac tes ticas m ais elevadas plenam ente hum anas ;
Rel ão c om os as pectos da s exualidade = os impuls os sexuais s ão
des pertados c riando um a situação que o indivídu o des c onhec e, levando a
um peodo d e perturbação.
De ac ordo c om es s a c onc epção de des envolv imento humano, pouc a
influênc ia dos fatores am bientais neste proc es s o;
Nes s e s entido, pouc o haveria de s e faz er na educ aç ão da c rianç a, is to é,
ac ima de tudo c aberiam aos pais a c onduç ão da educ aç ão dos filhos ,
pac ncia e tolenc ia;
A int erferênc ia peda gic a do m eio e do adu lto estaria l im itada por es te
determ inis m o da natureza evolu tiva dos s eres vivos e do homem . As
fo as internas é que dariam a direç ão ao desenvolvim ento. Es te
direc ionam ento interno s eria o p otenc ial própr io da c ria a, s eu pprio
des envolvimento.
A c onc epç ão da adolesc ênc ia com o fas e natural inevitá vel turbule nta,
problem átic a, m arc ada pela cris e, atorm entada e c onturbada em funç ão da
em ergênc ia da sexual idade, pode s er reconhecida n as ideias q ue circ ulam
um c ulo depois .
T EO RIAS SOBRE A ADO LESCÊNCIA
Erik Erikson:
Peodo fundam ental n o desenvol vimento do e u;
As m udanç as sic as , ps íquic as e s ociais levarão o adoles c ente a uma
c rise de identid ade c uja res oluç ão c ontribui para a c ons olidaç ão da
pers onalidade adulta.
Autores de orien taç ão ps ic anal ítica nos of erec em um a im agem da
adoles c ênc ia marc ada pelos conflitos e pelas dific uldad es;
Enfoque sociológico:
A origem dos conflitos dos adolesc entes es tariam no c ontexto s oc ial e nos
ac ontec imentos externos;
Na adoles c ênc ia os proc es s os de soc ializ ação s ão m ais com plic ados pelo
fato de oc orrer mudanç as nos papéis que os adoles c entes deve as s um ir e
nas demandas que são es tabelec idas pela soc iedade.
Te orias sobre a adolescê ncia
Robert Havi ghurs t:
Adol esc ência m arcada entre a c onvergênc ia entre as nec ess idades dos
jovens e as dem andas sociais ;
Surgem oito tarefas evolut ivas que de vem ser enc aradas na adoles c ênc ia:
Ac eitaç ão do própri o c orpo, devi do a pu berdade;
Cons olidaç ão do papel de gênero ;
Es tabelec imento de relaç ões m ais m aduras com os com panheiros de
am bos os s exos ;
Independê ncia em oc ional do pais ;
Preparaç ão para a c arreira profis s ional e a vida d e casal e falia;