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Brasil Colônia - Brasil Colônia 1530 a 1808 - Administração Colonial - [Médio] - [125 Questões]

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Questões resolvidas

Essa quadrinha popular de época representa o ódio e o descontentamento dos portugueses contra o Cardeal D. Henrique, em relação ao domínio espanhol sobre Portugal, através da União Ibérica (1580-1640). Sobre a União Ibérica, assinale o que for correto.
01. Com a União Ibérica, o comércio que uniu Portugal e Holanda foi interrompido, levando os holandeses a invadirem, primeiro, a Bahia e, depois, Pernambuco.
02. Durante o período em que Maurício de Nassau governou o 'Brasil Holandês' (1637–44), os holandeses dominaram o litoral do Nordeste brasileiro, desde o atual Estado do Maranhão até Sergipe, só não conseguindo conquistar a Bahia.
04. A instalação da empresa açucareira no Brasil contou com a participação holandesa no financiamento das instalações e na comercialização do produto, no mercado europeu. Assim, quando proibiu a manutenção dessas relações comerciais, Felipe II tirou dos holandeses uma grande fonte de lucros, levando-os a fundar a Companhia das Índias Ocidentais, para controlar esse comércio e tentar se apossar dos domínios Ibéricos na América.
08. Durante a União Ibérica, o Brasil experimentou um período de desaceleração do seu desenvolvimento econômico, que resultou na completa estagnação de sua economia interna.
16. Portugal teve, no século XVI, o início de sua decadência, motivada principalmente por um enfraquecimento no plano econômico. Esse fato favoreceu grandemente a dominação espanhola que se abateu sobre o país, em 1580, após a crise dinástica provocada pela morte do rei D. Sebastião, na batalha de Alcácer Kibir.
a) 1 – 2 – 2 – 3
b) 2 – 3 – 3 – 1
c) 3 – 2 – 1 – 3
d) 2 – 2 – 3 – 1
e) 3 – 1 – 2 – 1

Entre 1580-1640 ocorreu na Europa a União Ibérica. Esse feito repercutiu no Brasil favorecendo o desrespeito ao tratado de Tordesilhas e estimulando a interiorização. Nessa época, os principais elementos que contribuíram para a expansão territorial brasileira foram:

a) A grande naturalização e a expulsão dos jesuítas.
b) A imigração italiana e a pequena propriedade.
c) O escambo e a escravização indígena.
d) O escravismo e o tráfico africano.
e) O bandeirismo e a pecuária.

Qual das características abaixo NÃO pode ser atribuída a estas Câmaras?

a) Representavam o poder político das vilas e povoações.
b) Os membros da Câmara eram eleitos pelos “homens bons” denominação dada aos grandes proprietários que compunham a elite local.
c) As Câmaras Municipais acabaram por se constituir em instrumento de resistência contra o centralismo imposto pela coroa portuguesa.
d) As Câmaras eram presididas por um juiz ordinário, escolhido pelos demais membros da comunidade, entre eles, os operários, os meeiros e pequenos proprietários, o padre e os soldados.
e) Algumas Câmaras conseguiram ter representantes junto à corte metropolitana em Lisboa.

Leia atentamente o texto abaixo.

a) No início da colonização, as principais atividades econômicas estavam concentradas na região nordeste.
b) O sistema colonial caracterizou-se por absorver das colônias um grande volume de riquezas, o que se dava basicamente a partir das remessas de produtos a serem comercializados pelas metrópoles.
c) Durante a maior parte do tempo em que estiveram à frente do empreendimento colonial no Brasil, os portugueses muito pouco se aventuraram rumo a uma ocupação do interior.
d) Nas regiões de produção açucareira predominou a exploração monocultora, em larga escala, a partir da mão-de-obra escrava.

A opção que traduz o momento histórico da economia maranhense, analisado no texto acima, refere-se ao período:
a) Do Estado Novo, quando o interventor Paulo Ramos incentivou a produção do algodão.
b) De decadência da economia agro-exportadora após a abolição da mão-de-obra escrava.
c) De prosperidade econômica vivido pela Capitania entre o final do período colonial e o início do Estado nacional.
d) Do início da colonização, quando a mão-de-obra escrava indígena predominava.
e) De desenvolvimento fabril, quando várias indústrias têxteis foram implantadas em São Luís, Caxias e Codó.

Observe o mapa abaixo. A divisão do Brasil em dois estados, tal como aparece no mapa acima, deveu-se a:
a) à necessidade de se evitarem novas revoltas populares contra a Companhia de Comércio do Maranhão, detentora do monopólio comercial e protetora dos indígenas.
b) à necessidade de fiscalizar a ação das ordens religiosas que exploravam o trabalho indígena em proveito próprio, em detrimento dos colonos.
c) à insistência espanhola em não respeitar o meridiano de Tordesilhas, ocupando Belém e São Luís entre os anos 1621 e 1775, para contrabandear drogas do sertão.
d) à necessidade de favorecer a ocupação portuguesa das regiões norte e nordeste, além de defendê-las dos ataques estrangeiros via Guianas.

Em relação ao processo de ocupação e povoamento do território brasileiro, considere as seguintes afirmativas:
I. Entregando a colonização do Brasil a particulares a Coroa Portuguesa livrava-se da tarefa de ocupar a colônia por conta própria;
II. Repetindo o que já fizera nas Ilhas dos Açores e da Madeira, Portugal decidiu dividir o Brasil em capitanias Hereditárias;
III. Os donatários, administradores das capitanias não tinham qualquer direito ou autonomia sobre o território que arrendavam.

As significativas mudanças que atingiram diversos aspectos (perfil demográfico, economia, organização social e vida cultural) do Brasil colônia, em fins do século XVII e por todo o século XVIII, foram ocasionadas pelo processo de:
a) Expansão da economia açucareira no Nordeste.
b) Exploração da borracha na Amazônia.
c) Expansão cafeeira para São Paulo.
d) Descoberta de ouro nas Minas Gerais.
e) Exportação de madeira de lei para os EUA.

Os donatários das capitanias hereditárias (1531 – 1534), não havia nenhum representante da grande nobreza. Esta ausência indica que:
a) a nobreza portuguesa, ao contrário de espanhola, não teve perspicácia com relação às riquezas da América.
b) a Coroa portuguesa concedia à burguesia, e não à nobreza, os principais favores e privilégios.
c) no sistema criado para dar início ao povoamento do Brasil, não havia nenhum resquício de feudalismo.
d) na América portuguesa, ao contrário do que ocorreu na África e na Ásia, a Coroa foi mais democrática.
e) as possibilidades de bons negócios aqui eram menores do que em Portugal e em outros domínios da Coroa.

O século XVII pode ser considerado o período da Amazônia colonial e de sua integração ao comércio internacional da época. Assim sendo, marque a sentença que corresponde àquele período.
a) O intenso comércio das “drogas do sertão”, tidas como réplicas das cobiçadas especiarias do Oriente, colaborou para certa prosperidade econômica na região.
b) Intensas campanhas realizadas pelos mandatários portugueses conseguiram promover uma intensa migração para a extração da borracha.
c) O Marquês de Pombal promoveu a expulsão dos jesuítas da região, substituindo as missões por grandes fazendas de gado com mão de obra indígena.
d) A corrida do ouro se estabeleceu na região, resultando na prosperidade das vilas e integrando a Amazônia ao Metalismo europeu.
e) Com a implantação, pelos portugueses, do Forte Presépio em Guajará (atual cidade de Belém), o governo imperial passou a incentivar o avanço pelo rio Amazonas na busca do grande lago Parimé.

Leia o texto e a seguir responda à questão.
"Não há trabalho, nem gênero de vida no mundo mais parecido à cruz e paixão de Cristo, que o vosso em um desses engenhos. Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado (...) Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isso se compõe a vossa imitação, que se for acompanhada de paciência, também terá merecimento de martírio". (Vieira, Sermões. Apud BOSI, Alfredo. A Dialética da Colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p.172.)
O texto anterior representa mais uma das inúmeras justificativas para a escravidão durante o período de colonização da América Portuguesa. Sobre esta questão é correto afirmar que:
a) durante o primeiro século de colonização, a escravidão indígena foi empregada em várias regiões da colônia. Porém, com a adoção da mão-de-obra africana, ela foi completamente extinta, levando os indígenas a se internarem nos sertões do Brasil.
b) a Companhia de Jesus, assim como outras ordens religiosas, procurava manter índios e negros afastados da sociedade colonial, nas missões, a fim de preservá-los da escravidão.
c) a utilização da mão-de-obra africana articulava-se diretamente aos interesses mercantilistas de setores da burguesia comercial e da coroa portuguesa.
d) a capacidade de trabalho do ameríndio superava em muito a do africano, o que levou à sua escravização sistemática até a sua extinção, por volta de meados do século XVII.
e) a Igreja Católica dedicou-se, nos primeiros tempos da colonização da América, a evitar a escravização dos negros, já que estes, ao contrário dos ameríndios, teriam alma, sendo, por isso, passíveis de conversão.

Durante o século XVII, Portugal se viu envolvido em conflitos internacionais devido à expansão monárquica espanhola. Uma das consequências desse envolvimento foi:
a) o apresamento das frotas de ouro brasileiro que saíam do Rio de Janeiro em direção a Lisboa, com as riquezas exploradas nas Minas Gerais.
b) a interrupção do tráfico negreiro para as colônias da América Portuguesa, em função da ação de corsários ingleses e franceses no litoral brasileiro.
c) a invasão holandesa da Capitania de Pernambuco e adjacências, e suas incursões a Angola, à Bahia e ao Maranhão.
d) o deslocamento da família real portuguesa para a América, fugindo dos conflitos provocados pelas ambições da monarquia espanhola.
e) a perda das colônias portuguesas na África, Índia e China para os ingleses, em função das atividades da Companhia das Índias Orientais.

As normas impostas por Portugal, extremamente severas, objetivando o controle da colônia brasileira, provocaram diversas rebeliões durante o período colonial, as quais demonstraram a profunda insatisfação popular diante da administração portuguesa. Entre as diversas rebeliões ocorridas, as de maior preponderância, e que pertenceram ao período colonial, são:
a) A Guerra dos Mascates, a Sabinada, a Guerra do Contestado, a Revolta de Beckman e a Revolta Praieira.
b) A Revolta de Beckman, a Guerra dos Mascates, a Conjuração Baiana, a Revolta de Vila Rica e a Inconfidência Mineira.

A frase do personagem indica que a) aos espanhóis interessava a exploração da cana-de-açúcar para substituir a mineração quando as jazidas se esgotassem. b) para os holandeses, a posse do Brasil era apenas o primeiro passo para a interiorização no continente até a prata peruana. c) os brasileiros pretendiam se livrar da influência holandesa, espanhola e portuguesa na exploração da cana-de-açúcar. d) os portugueses radicados no Brasil se ressentiam da pouca importância dada pela Coroa espanhola ao agronegócio açucareiro. e) espanhóis e portugueses estavam unidos nos investimentos realizados para a ampliação do negócio do açúcar.

a) aos espanhóis interessava a exploração da cana-de-açúcar para substituir a mineração quando as jazidas se esgotassem.
b) para os holandeses, a posse do Brasil era apenas o primeiro passo para a interiorização no continente até a prata peruana.
c) os brasileiros pretendiam se livrar da influência holandesa, espanhola e portuguesa na exploração da cana-de-açúcar.
d) os portugueses radicados no Brasil se ressentiam da pouca importância dada pela Coroa espanhola ao agronegócio açucareiro.
e) espanhóis e portugueses estavam unidos nos investimentos realizados para a ampliação do negócio do açúcar.

Na conquista e ocupação das terras brasileiras, o estabelecimento de feitorias constituiu: a) limites geográficos das capitanias hereditárias. b) entrepostos de trocas feitos pelos primeiros invasores, na primeira metade do século XV. c) necessidades policiadoras da metrópole na exploração do pau-brasil. d) primeiras grandes fazendas de cultivo da cana-de-açúcar. e) regiões delimitadoras no sertão, para pesquisa aurífera.

a) limites geográficos das capitanias hereditárias.
b) entrepostos de trocas feitos pelos primeiros invasores, na primeira metade do século XV.
c) necessidades policiadoras da metrópole na exploração do pau-brasil.
d) primeiras grandes fazendas de cultivo da cana-de-açúcar.
e) regiões delimitadoras no sertão, para pesquisa aurífera.

Em 1640, com o fim da União Ibérica, Portugal se defronta com vários problemas e desafios para administrar o Brasil Colonial e desenvolver a sua economia. Entre esses problemas, NÃO pode ser arrolada a) a expulsão dos holandeses da região açucareira do Nordeste. b) a destruição do Quilombo de Palmares, que desafiava a ordem escravista. c) a escassez de metais preciosos e a queda dos preços do açúcar. d) a expulsão dos jesuítas que dificultavam a escravização dos indígenas no estado do Grão-Pará. e) a reorganização administrativa da colônia e de sua defesa.

a) a expulsão dos holandeses da região açucareira do Nordeste.
b) a destruição do Quilombo de Palmares, que desafiava a ordem escravista.
c) a escassez de metais preciosos e a queda dos preços do açúcar.
d) a expulsão dos jesuítas que dificultavam a escravização dos indígenas no estado do Grão-Pará.
e) a reorganização administrativa da colônia e de sua defesa.

As regiões referidas nos textos 1 e 2, respectivamente, hoje são conhecidas como: a) Sul e Norte. b) Centro-Oeste e Sul. c) Nordeste e Sudeste. d) Sudeste e Nordeste. e) Norte e Centro-Oeste.

a) Sul e Norte.
b) Centro-Oeste e Sul.
c) Nordeste e Sudeste.
d) Sudeste e Nordeste.
e) Norte e Centro-Oeste.

O princípio Uti Possidetis, ita possideatis foi invocado pelos diplomatas brasileiros Alexandre Gusmão, em 1750, e Barão do Rio Branco, em 1903, quando do Tratado de Madri e de Petrópolis, respectivamente. (Uti possidetis, ita possideatis = Quem possui de fato, deve possuir de direito.) Das negociações desenvolvidas pelos diplomatas em momentos diferentes, e levando esse princípio em consideração, a) as terras além da Linha de Tordesilhas foram devolvidas à Espanha, conforme acordo de 1494. b) as terras além da Linha de Tordesilhas e o atual Estado do Acre foram incorporadas ao Brasil. c) a Bolívia e o Uruguai tornaram-se países independentes, após arbitragem internacional. d) o território das missões jesuíticas em Sacramento foi emancipado, tornando-se o atual Paraguai.

a) as terras além da Linha de Tordesilhas foram devolvidas à Espanha, conforme acordo de 1494.
b) as terras além da Linha de Tordesilhas e o atual Estado do Acre foram incorporadas ao Brasil.
c) a Bolívia e o Uruguai tornaram-se países independentes, após arbitragem internacional.
d) o território das missões jesuíticas em Sacramento foi emancipado, tornando-se o atual Paraguai.

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Questões resolvidas

Essa quadrinha popular de época representa o ódio e o descontentamento dos portugueses contra o Cardeal D. Henrique, em relação ao domínio espanhol sobre Portugal, através da União Ibérica (1580-1640). Sobre a União Ibérica, assinale o que for correto.
01. Com a União Ibérica, o comércio que uniu Portugal e Holanda foi interrompido, levando os holandeses a invadirem, primeiro, a Bahia e, depois, Pernambuco.
02. Durante o período em que Maurício de Nassau governou o 'Brasil Holandês' (1637–44), os holandeses dominaram o litoral do Nordeste brasileiro, desde o atual Estado do Maranhão até Sergipe, só não conseguindo conquistar a Bahia.
04. A instalação da empresa açucareira no Brasil contou com a participação holandesa no financiamento das instalações e na comercialização do produto, no mercado europeu. Assim, quando proibiu a manutenção dessas relações comerciais, Felipe II tirou dos holandeses uma grande fonte de lucros, levando-os a fundar a Companhia das Índias Ocidentais, para controlar esse comércio e tentar se apossar dos domínios Ibéricos na América.
08. Durante a União Ibérica, o Brasil experimentou um período de desaceleração do seu desenvolvimento econômico, que resultou na completa estagnação de sua economia interna.
16. Portugal teve, no século XVI, o início de sua decadência, motivada principalmente por um enfraquecimento no plano econômico. Esse fato favoreceu grandemente a dominação espanhola que se abateu sobre o país, em 1580, após a crise dinástica provocada pela morte do rei D. Sebastião, na batalha de Alcácer Kibir.
a) 1 – 2 – 2 – 3
b) 2 – 3 – 3 – 1
c) 3 – 2 – 1 – 3
d) 2 – 2 – 3 – 1
e) 3 – 1 – 2 – 1

Entre 1580-1640 ocorreu na Europa a União Ibérica. Esse feito repercutiu no Brasil favorecendo o desrespeito ao tratado de Tordesilhas e estimulando a interiorização. Nessa época, os principais elementos que contribuíram para a expansão territorial brasileira foram:

a) A grande naturalização e a expulsão dos jesuítas.
b) A imigração italiana e a pequena propriedade.
c) O escambo e a escravização indígena.
d) O escravismo e o tráfico africano.
e) O bandeirismo e a pecuária.

Qual das características abaixo NÃO pode ser atribuída a estas Câmaras?

a) Representavam o poder político das vilas e povoações.
b) Os membros da Câmara eram eleitos pelos “homens bons” denominação dada aos grandes proprietários que compunham a elite local.
c) As Câmaras Municipais acabaram por se constituir em instrumento de resistência contra o centralismo imposto pela coroa portuguesa.
d) As Câmaras eram presididas por um juiz ordinário, escolhido pelos demais membros da comunidade, entre eles, os operários, os meeiros e pequenos proprietários, o padre e os soldados.
e) Algumas Câmaras conseguiram ter representantes junto à corte metropolitana em Lisboa.

Leia atentamente o texto abaixo.

a) No início da colonização, as principais atividades econômicas estavam concentradas na região nordeste.
b) O sistema colonial caracterizou-se por absorver das colônias um grande volume de riquezas, o que se dava basicamente a partir das remessas de produtos a serem comercializados pelas metrópoles.
c) Durante a maior parte do tempo em que estiveram à frente do empreendimento colonial no Brasil, os portugueses muito pouco se aventuraram rumo a uma ocupação do interior.
d) Nas regiões de produção açucareira predominou a exploração monocultora, em larga escala, a partir da mão-de-obra escrava.

A opção que traduz o momento histórico da economia maranhense, analisado no texto acima, refere-se ao período:
a) Do Estado Novo, quando o interventor Paulo Ramos incentivou a produção do algodão.
b) De decadência da economia agro-exportadora após a abolição da mão-de-obra escrava.
c) De prosperidade econômica vivido pela Capitania entre o final do período colonial e o início do Estado nacional.
d) Do início da colonização, quando a mão-de-obra escrava indígena predominava.
e) De desenvolvimento fabril, quando várias indústrias têxteis foram implantadas em São Luís, Caxias e Codó.

Observe o mapa abaixo. A divisão do Brasil em dois estados, tal como aparece no mapa acima, deveu-se a:
a) à necessidade de se evitarem novas revoltas populares contra a Companhia de Comércio do Maranhão, detentora do monopólio comercial e protetora dos indígenas.
b) à necessidade de fiscalizar a ação das ordens religiosas que exploravam o trabalho indígena em proveito próprio, em detrimento dos colonos.
c) à insistência espanhola em não respeitar o meridiano de Tordesilhas, ocupando Belém e São Luís entre os anos 1621 e 1775, para contrabandear drogas do sertão.
d) à necessidade de favorecer a ocupação portuguesa das regiões norte e nordeste, além de defendê-las dos ataques estrangeiros via Guianas.

Em relação ao processo de ocupação e povoamento do território brasileiro, considere as seguintes afirmativas:
I. Entregando a colonização do Brasil a particulares a Coroa Portuguesa livrava-se da tarefa de ocupar a colônia por conta própria;
II. Repetindo o que já fizera nas Ilhas dos Açores e da Madeira, Portugal decidiu dividir o Brasil em capitanias Hereditárias;
III. Os donatários, administradores das capitanias não tinham qualquer direito ou autonomia sobre o território que arrendavam.

As significativas mudanças que atingiram diversos aspectos (perfil demográfico, economia, organização social e vida cultural) do Brasil colônia, em fins do século XVII e por todo o século XVIII, foram ocasionadas pelo processo de:
a) Expansão da economia açucareira no Nordeste.
b) Exploração da borracha na Amazônia.
c) Expansão cafeeira para São Paulo.
d) Descoberta de ouro nas Minas Gerais.
e) Exportação de madeira de lei para os EUA.

Os donatários das capitanias hereditárias (1531 – 1534), não havia nenhum representante da grande nobreza. Esta ausência indica que:
a) a nobreza portuguesa, ao contrário de espanhola, não teve perspicácia com relação às riquezas da América.
b) a Coroa portuguesa concedia à burguesia, e não à nobreza, os principais favores e privilégios.
c) no sistema criado para dar início ao povoamento do Brasil, não havia nenhum resquício de feudalismo.
d) na América portuguesa, ao contrário do que ocorreu na África e na Ásia, a Coroa foi mais democrática.
e) as possibilidades de bons negócios aqui eram menores do que em Portugal e em outros domínios da Coroa.

O século XVII pode ser considerado o período da Amazônia colonial e de sua integração ao comércio internacional da época. Assim sendo, marque a sentença que corresponde àquele período.
a) O intenso comércio das “drogas do sertão”, tidas como réplicas das cobiçadas especiarias do Oriente, colaborou para certa prosperidade econômica na região.
b) Intensas campanhas realizadas pelos mandatários portugueses conseguiram promover uma intensa migração para a extração da borracha.
c) O Marquês de Pombal promoveu a expulsão dos jesuítas da região, substituindo as missões por grandes fazendas de gado com mão de obra indígena.
d) A corrida do ouro se estabeleceu na região, resultando na prosperidade das vilas e integrando a Amazônia ao Metalismo europeu.
e) Com a implantação, pelos portugueses, do Forte Presépio em Guajará (atual cidade de Belém), o governo imperial passou a incentivar o avanço pelo rio Amazonas na busca do grande lago Parimé.

Leia o texto e a seguir responda à questão.
"Não há trabalho, nem gênero de vida no mundo mais parecido à cruz e paixão de Cristo, que o vosso em um desses engenhos. Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado (...) Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isso se compõe a vossa imitação, que se for acompanhada de paciência, também terá merecimento de martírio". (Vieira, Sermões. Apud BOSI, Alfredo. A Dialética da Colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p.172.)
O texto anterior representa mais uma das inúmeras justificativas para a escravidão durante o período de colonização da América Portuguesa. Sobre esta questão é correto afirmar que:
a) durante o primeiro século de colonização, a escravidão indígena foi empregada em várias regiões da colônia. Porém, com a adoção da mão-de-obra africana, ela foi completamente extinta, levando os indígenas a se internarem nos sertões do Brasil.
b) a Companhia de Jesus, assim como outras ordens religiosas, procurava manter índios e negros afastados da sociedade colonial, nas missões, a fim de preservá-los da escravidão.
c) a utilização da mão-de-obra africana articulava-se diretamente aos interesses mercantilistas de setores da burguesia comercial e da coroa portuguesa.
d) a capacidade de trabalho do ameríndio superava em muito a do africano, o que levou à sua escravização sistemática até a sua extinção, por volta de meados do século XVII.
e) a Igreja Católica dedicou-se, nos primeiros tempos da colonização da América, a evitar a escravização dos negros, já que estes, ao contrário dos ameríndios, teriam alma, sendo, por isso, passíveis de conversão.

Durante o século XVII, Portugal se viu envolvido em conflitos internacionais devido à expansão monárquica espanhola. Uma das consequências desse envolvimento foi:
a) o apresamento das frotas de ouro brasileiro que saíam do Rio de Janeiro em direção a Lisboa, com as riquezas exploradas nas Minas Gerais.
b) a interrupção do tráfico negreiro para as colônias da América Portuguesa, em função da ação de corsários ingleses e franceses no litoral brasileiro.
c) a invasão holandesa da Capitania de Pernambuco e adjacências, e suas incursões a Angola, à Bahia e ao Maranhão.
d) o deslocamento da família real portuguesa para a América, fugindo dos conflitos provocados pelas ambições da monarquia espanhola.
e) a perda das colônias portuguesas na África, Índia e China para os ingleses, em função das atividades da Companhia das Índias Orientais.

As normas impostas por Portugal, extremamente severas, objetivando o controle da colônia brasileira, provocaram diversas rebeliões durante o período colonial, as quais demonstraram a profunda insatisfação popular diante da administração portuguesa. Entre as diversas rebeliões ocorridas, as de maior preponderância, e que pertenceram ao período colonial, são:
a) A Guerra dos Mascates, a Sabinada, a Guerra do Contestado, a Revolta de Beckman e a Revolta Praieira.
b) A Revolta de Beckman, a Guerra dos Mascates, a Conjuração Baiana, a Revolta de Vila Rica e a Inconfidência Mineira.

A frase do personagem indica que a) aos espanhóis interessava a exploração da cana-de-açúcar para substituir a mineração quando as jazidas se esgotassem. b) para os holandeses, a posse do Brasil era apenas o primeiro passo para a interiorização no continente até a prata peruana. c) os brasileiros pretendiam se livrar da influência holandesa, espanhola e portuguesa na exploração da cana-de-açúcar. d) os portugueses radicados no Brasil se ressentiam da pouca importância dada pela Coroa espanhola ao agronegócio açucareiro. e) espanhóis e portugueses estavam unidos nos investimentos realizados para a ampliação do negócio do açúcar.

a) aos espanhóis interessava a exploração da cana-de-açúcar para substituir a mineração quando as jazidas se esgotassem.
b) para os holandeses, a posse do Brasil era apenas o primeiro passo para a interiorização no continente até a prata peruana.
c) os brasileiros pretendiam se livrar da influência holandesa, espanhola e portuguesa na exploração da cana-de-açúcar.
d) os portugueses radicados no Brasil se ressentiam da pouca importância dada pela Coroa espanhola ao agronegócio açucareiro.
e) espanhóis e portugueses estavam unidos nos investimentos realizados para a ampliação do negócio do açúcar.

Na conquista e ocupação das terras brasileiras, o estabelecimento de feitorias constituiu: a) limites geográficos das capitanias hereditárias. b) entrepostos de trocas feitos pelos primeiros invasores, na primeira metade do século XV. c) necessidades policiadoras da metrópole na exploração do pau-brasil. d) primeiras grandes fazendas de cultivo da cana-de-açúcar. e) regiões delimitadoras no sertão, para pesquisa aurífera.

a) limites geográficos das capitanias hereditárias.
b) entrepostos de trocas feitos pelos primeiros invasores, na primeira metade do século XV.
c) necessidades policiadoras da metrópole na exploração do pau-brasil.
d) primeiras grandes fazendas de cultivo da cana-de-açúcar.
e) regiões delimitadoras no sertão, para pesquisa aurífera.

Em 1640, com o fim da União Ibérica, Portugal se defronta com vários problemas e desafios para administrar o Brasil Colonial e desenvolver a sua economia. Entre esses problemas, NÃO pode ser arrolada a) a expulsão dos holandeses da região açucareira do Nordeste. b) a destruição do Quilombo de Palmares, que desafiava a ordem escravista. c) a escassez de metais preciosos e a queda dos preços do açúcar. d) a expulsão dos jesuítas que dificultavam a escravização dos indígenas no estado do Grão-Pará. e) a reorganização administrativa da colônia e de sua defesa.

a) a expulsão dos holandeses da região açucareira do Nordeste.
b) a destruição do Quilombo de Palmares, que desafiava a ordem escravista.
c) a escassez de metais preciosos e a queda dos preços do açúcar.
d) a expulsão dos jesuítas que dificultavam a escravização dos indígenas no estado do Grão-Pará.
e) a reorganização administrativa da colônia e de sua defesa.

As regiões referidas nos textos 1 e 2, respectivamente, hoje são conhecidas como: a) Sul e Norte. b) Centro-Oeste e Sul. c) Nordeste e Sudeste. d) Sudeste e Nordeste. e) Norte e Centro-Oeste.

a) Sul e Norte.
b) Centro-Oeste e Sul.
c) Nordeste e Sudeste.
d) Sudeste e Nordeste.
e) Norte e Centro-Oeste.

O princípio Uti Possidetis, ita possideatis foi invocado pelos diplomatas brasileiros Alexandre Gusmão, em 1750, e Barão do Rio Branco, em 1903, quando do Tratado de Madri e de Petrópolis, respectivamente. (Uti possidetis, ita possideatis = Quem possui de fato, deve possuir de direito.) Das negociações desenvolvidas pelos diplomatas em momentos diferentes, e levando esse princípio em consideração, a) as terras além da Linha de Tordesilhas foram devolvidas à Espanha, conforme acordo de 1494. b) as terras além da Linha de Tordesilhas e o atual Estado do Acre foram incorporadas ao Brasil. c) a Bolívia e o Uruguai tornaram-se países independentes, após arbitragem internacional. d) o território das missões jesuíticas em Sacramento foi emancipado, tornando-se o atual Paraguai.

a) as terras além da Linha de Tordesilhas foram devolvidas à Espanha, conforme acordo de 1494.
b) as terras além da Linha de Tordesilhas e o atual Estado do Acre foram incorporadas ao Brasil.
c) a Bolívia e o Uruguai tornaram-se países independentes, após arbitragem internacional.
d) o território das missões jesuíticas em Sacramento foi emancipado, tornando-se o atual Paraguai.

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História 
Brasil Colônia - Brasil Colônia 1530 a 1808 - Administração Colonial - 
[Médio] 
01 - (UEM PR) 
"Viva o Cardeal D. Henrique 
No inferno muitos anos 
Pois deixou no testamento 
Portugal aos castelhanos." 
(CASTRO, Therezinha de. História da Civilização Brasileira. Vol. 1. RJ/SP:Record, s/d, p.58) 
 
Essa quadrinha popular de época representa o ódio e o descontentamento dos portugueses contra 
o Cardeal D. Henrique, em relação ao domínio espanhol sobre Portugal, através da União Ibérica 
(1580-1640). Sobre a União Ibérica, assinale o que for correto. 
01. Com a União Ibérica, o comércio que uniu Portugal e Holanda foi interrompido, levando os 
holandeses a invadirem, primeiro, a Bahia e, depois, Pernambuco. 
02. Durante o período em que Maurício de Nassau governou o "Brasil Holandês" (1637–44), os 
holandeses dominaram o litoral do Nordeste brasileiro, desde o atual Estado do Maranhão até 
Sergipe, só não conseguindo conquistar a Bahia. 
04. A instalação da empresa açucareira no Brasil contou com a participação holandesa no 
financiamento das instalações e na comercialização do produto, no mercado europeu. Assim, 
quando proibiu a manutenção dessas relações comerciais, Felipe II tirou dos holandeses uma 
grande fonte de lucros, levando-os a fundar a Companhia das Índias Ocidentais, para controlar 
esse comércio e tentar se apossar dos domínios Ibéricos na América. 
08. Durante a União Ibérica, o Brasil experimentou um período de desaceleração do seu 
desenvolvimento econômico, que resultou na completa estagnação de sua economia interna. 
16. Portugal teve, no século XVI, o início de sua decadência, motivada principalmente por um 
enfraquecimento no plano econômico. Esse fato favoreceu grandemente a dominação 
espanhola que se abateu sobre o país, em 1580, após a crise dinástica provocada pela morte do 
rei D. Sebastião, na batalha de Alcácer Kibir. 
 
 
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02 - (PUC RS) 
Associe os países europeus (coluna A) com os fatos relativos às suas tentativas de ocupação 
territorial no Brasil colonial (coluna B). 
 
Coluna A 
1- França 
2- Espanha 
3- Holanda 
 
Coluna B 
( ) Ocupou área de importância central para a economia açucareira, desviando, para a região 
ocupada, grande parte do tráfico escravista de origem angolana. 
( ) Disputou a ocupação da zona conflituosa e militarizada na fronteira meridional do império 
português. 
( ) Dominou a área setentrional, de base econômica extrativista, com importância estratégica na 
expansão imperial rumo ao Pacífico. 
( ) Desenvolveu importante base de apoio dos latifundiários luso-brasileiros, fornecendo 
empréstimos que propiciaram melhorias para o setor açucareiro. 
 
A numeração correta na coluna B, de cima para baixo, é: 
a) 1 – 2 – 2 – 3 
b) 2 – 3 – 3 – 1 
c) 3 – 2 – 1 – 3 
d) 2 – 2 – 3 – 1 
e) 3 – 1 – 2 – 1 
 
03 - (UERJ) 
 
 
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Entre 1580-1640 ocorreu na Europa a União Ibérica. Esse feito repercutiu no Brasil favorecendo o derespeito ao tratado de 
Tordesilhas e estimulando a interiorização. 
 
Nessa época, os principais elementos que contrbuíram para a expansão territorial brasileira foram: 
a) A grande naturalização e a expulsão dos jesuítas. 
b) A imigração italiana e a pequena propriedade. 
c) O escambo e a escravização indígena. 
d) O escravismo e o tráfico africano. 
e) O bandeirismo e a pecuária. 
 
04 - (UFJF MG) 
A ordem jurídico-administrativa portuguesa assumiu diferentes contornos no espaço colonial. Desde 
a implantação do sistema colonial até a crise do pacto, o Brasil passou por várias fases na sua 
organização político-administrativa. 
 
Alguns de seus traços estão relacionados abaixo. 
 
Enumere a 2a coluna de acordo com a 1a e, em seguida, marque a alternativa CORRETA: 
 
(1) Sistema de capitanias hereditárias 
(2) Governo Geral 
(3) Transferência da sede do Governo 
Geral da Bahia para o Rio de Janeiro 
(4) Câmara Municipal 
(5) Sede do Império Português 
 
 
 
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( ) Controlada pelos "homens bons", seus poderes abrangiam o controle do abastecimento, da 
tributação, da ordem social, a execução das leis, etc. Constituía a menor divisão administrativa da 
colônia. 
( ) Condição alcançada pelo Brasil a partir da vinda da Família Real. 
( ) Sua instituição visava a uma maior centralização política. Possuía atribuições judiciais e militares. 
( ) Devido à ausência de recursos financeiros próprios para dar início à colonização, a metrópole 
transferiu tal responsabilidade para a iniciativa particular. 
( ) Acompanhou o deslocamento do eixo econômico, ampliou as bases da empresa colonizadora e 
possibilitou maior controle do mais dinâmico pólo de exploração econômica. 
 
a) 5;4;3;1;2; 
b) 4;5;2;1;3; 
c) 4;1;3;2;5; 
d) 3;2;1;5;4; 
 
05 - (UFMA) 
Todas as alternativas apresentam afirmativas corretas sobre o período colonial no Maranhão, 
EXCETO: 
 
a) Na Revolta de Beckman, colonos e jesuítas aliaram-se na defesa da escravidão indígena, 
entrando em choque com a Coroa Portuguesa. 
b) A colonização européia só começou no século XVII, havendo disputa entre portugueses, 
franceses e holandeses pela posse do território. 
c) A escravidão indígena foi a solução encontrada pelos colonos, para resolver a necessidade de mão-de-obra nos 
primeiros tempos. 
d) Nos 130 anos iniciais da colonização, a produção agrícola era consumida principalmente no 
mercado local. 
e) A política pombalina, na segunda metade do século XVIII, incentivou a produção agrícola para 
exportação e facilitou a introdução do escravo africano. 
 
 
 
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06 - (UEPB) 
 O sistema de capitanias hereditárias adotado por Portugal foi considerado um fracasso. Qual das 
opções abaixo retrata os motivos deste fracasso? 
 
a) As grandes extensões das capitanias, os ataques indígenas, a escassez de recursos para 
investimentos e o conseqüente abandono de muitas terras que nem chegaram a ser 
empossadas por seus respectivos donatários. 
b) A disputa por terras entre os diversos donatários interessados em assumir cada vez mais espaço 
para suas plantações. 
c) A aliança entre os donatários portugueses e os corsários franceses interessados em 
comercializar produtos coloniais. 
d) A boa relação entre os donatários e os indígenas proporcionando um grande intercâmbio 
interno e a dificuldade do controle deste intercâmbio pelo governo português. 
e) A disputa entre comerciantes ingleses e franceses tentando oferecer vantagens cada vez 
maiores aos donatários em troca de uma aliança contra Espanha e Portugal. 
 
07 - (UEPB) 
Embora o Movimento Sem Terra seja recente, a questão agrária no Brasil é considerada um 
problema secular e crônico devido à má distribuição de terras desde o período colonial. A primeira 
forma de distribuição de terras, após a divisão destas em capitanias hereditárias, ficou conhecida 
como Sesmarias. 
 
O que significava este sistema? 
a) Sistema de distribuição de terras baseado na pequena e média propriedade e que tinham como 
principal objetivo instituir a policultura. 
b) Sistema novo criado em 1822 para resolver os problemas agrários que começam a aparecer no 
Brasil após o processo de independência. 
c) Sistema criado em 1375, em Portugal, e que foi implantado no Brasil colônia, responsável por 
moldar a estrutura econômica baseada na grande propriedade latifundiária. 
 
 
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d) Sistema criado com objetivo de atrair imigrantes europeus para colonizar áreas antes devolutas, 
principalmente no Centro Oeste e no Sul do Brasil. 
e) Sistema Inglês adotado após os cercamentos dos campos e que foi copiado no Brasil como 
forma de incentivar a cultura algodoeira. 
 
08 - (UEPB) 
 Durante as primeiras décadas pós-descobrimento, os portugueses pouco investiram no território 
hoje denominadode Brasil. No entanto, eles adotaram uma experiência administrativa que já havia 
dado certo em algumas de suas colônias, o sistema de capitanias hereditárias. 
 
Sobre este sistema é correto afirmar: 
a) As capitanias que mais progrediram foram as localizadas ao norte de Pernambuco, ou seja, 
Maranhão, Ceará e Rio Grande do Norte. 
b) As Capitanias só poderiam ser vendidas pelo filho primogênito do donatário original. 
c) A Carta de Doação e o Foral eram os instrumentos que legalizavam a relação entre o rei e os 
donatários, estabelecendo direitos e deveres dos donatários. 
d) O objetivo da coroa portuguesa era diversificar seus investimentos, dividindo com os donatários 
os custos e os lucros obtidos em cada capitania. 
e) Não existia nenhum documento que regulamentasse a relação entre o Rei e os donatários e isto 
foi um dos motivos que levou a crise do sistema. 
 
09 - (UEPB) 
 Em 1548 foi nomeado o primeiro governador geral para o Brasil. Com esta medida o Rei de Portugal 
começava a demonstrar interesse pela colônia, já que o comércio com o oriente estava em franco 
declínio. Paralelo ao Governo Geral funcionavam também as Câmaras Municipais. 
 
Qual das características abaixo NÃO pode ser atribuída a estas Câmaras? 
a) Representavam o poder político das vilas e povoações. 
 
 
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b) Os membros da Câmara eram eleitos pelos “homens bons” denominação dada aos grandes 
proprietários que compunham a elite local. 
c) As Câmaras Municipais acabaram por se constituir em instrumento de resistência contra o 
centralismo imposto pela coroa portuguesa. 
d) As Câmaras eram presididas por um juiz ordinário, escolhido pelos demais membros da 
comunidade, entre eles, os operários, os meeiros e pequenos proprietários, o padre e os 
soldados. 
e) Algumas Câmaras conseguiram ter representantes junto à corte metropolitana em Lisboa. 
 
10 - (UFRN) 
Sobre as Capitanias Hereditárias, sistema administrativo adotado no Brasil por iniciativa de D. João 
III, é correto afirmar: 
 
a) O sistema já fora experimentado, com êxito, pelos portugueses em suas possessões nas ilhas 
atlânticas e marcou o início efetivo da colonização lusa no Brasil. 
b) Os donatários tornavam-se proprietários das capitanias através da Carta de Doação, a qual lhes 
dava o direito de vendê-las, de acordo com seus interesses. 
c) A maioria dos donatários era representante da grande nobreza de Portugal e demonstrava forte 
interesse pelo sistema de capitanias. 
d) O fracasso do sistema é associado às lutas ocorridas na disputa pelas terras e aos conflitos com 
estrangeiros que freqüentavam as costas brasileiras. 
 
11 - (UFRN) 
No período da União das Coroas Ibéricas (dominação espanhola), ocorreram algumas 
transformações político-administrativas em Portugal e no Brasil. Em relação ao Brasil, a mais 
significativa delas foi a criação do Estado do Maranhão (1621), separado do Estado do Brasil. 
 
O objetivo fundamental dessa divisão foi: 
a) Acabar com os conflitos em áreas disputadas por espanhóis e portugueses. 
 
 
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b) Melhorar os contatos da Metrópole com a região norte da Colônia, defendendo-a dos ataques 
de franceses, ingleses e holandeses. 
c) Reduzir os impostos que recaíam sobre as populações do norte e nordeste. 
d) Transferir a capital do Estado do Brasil para o Rio de Janeiro, impedindo a ação de 
contrabandistas de ouro naquela região. 
 
12 - (UFSE) 
Leia as proposições abaixo sobre as Câmaras Municipais. 
 
I. Os capitães-donatários resistem à tarefa de centralização político-administrativa do governo 
geral, instituindo, para tal, organismos administrativos próprios - as Câmaras Municipais - que 
passam a anular as medidas da administração colonial. 
II. As Câmaras Municipais sem dúvida são os primeiros centros geradores do "nativismo" brasileiro, 
responsável pelos primeiros movimentos em busca de libertação. 
III. As Câmaras Municipais, prescritas pelas Ordenações Manuelinas, são formadas pelos 
vereadores eleitos pelos 'homens bons', representantes da elite local. 
IV. Nos dois primeiros séculos da Colônia, as relações entre as Câmaras Municipais e o poder 
central são altamente pacificas, não obstante a dispersão da população no espaço brasileiro e 
seu isolamento com a metrópole. 
 
Estão corretas SOMENTE 
a) I e II 
b) I e III 
c) I e IV 
d) II e III 
e) III e IV 
 
13 - (UFOP MG) 
 
 
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Leia atentamente o texto abaixo. 
 
“BRANDONIO: Pois o Brasil, senão todo ele, senão três capitanias que são a se Pernambuco, a de 
Tamaracá e a da Paraíba, que ocupam pouco mais ou menos, no que delas está povoado, cinqüenta 
ou sessenta léguas da costa, as quais habitam seus moradores, como se alargarem para o sertão dez 
l´guas, somente neste espaço de terra, sem adjutório de nação estrangeira, nem de outra parte, 
lavram e tiram os portugueses das entranhas dela, ‘a custa de seu trabalho e indústria, tanto açúcar, 
que basta carregar, todos os anos, cento e trinta ou cento e quarenta naus (…)” 
(Diálogos das Grandezas do Brasil) 
 
Entre as características do sistema colonial no Brasil listadas abaixo, assinale a que não corresponde 
a informações sugeridas pelo texto. 
a) No início da colonização, as principais atividades econômicas estavam concentradas na região 
nordeste. 
b) O sistema colonial caracterizou-se por absorver das colônias um grande volume de riquezas, o 
que se dava basicamente a partir das remessas de produtos a serem comercializados pelas 
metrópoles. 
c) Durante a maior parte do tempo em que estiveram á frente do empreendimento colonial no 
Brasil, os portugueses muito pouco se aventuraram rumo a uma ocupação do interior. 
d) Nas regiões de produção açucareira predominou a exploração monocultora, em larga escala, a 
parti da mão-de-obra escrava. 
e) A presença de estrangeiros, que não fossem os portugueses, era tolerada em casos 
excepcionais, mas nunca bem vinda, em função do “exclusivo metropolitano”. 
 
14 - (FUVEST SP) 
Sobre a presença francesa na baía de Guanabara (1557–1560), podemos dizer que foi: 
a) Apoiada por armadores franceses católicos que procuravam estabelecer no Brasil a 
agroindústria açucareira. 
b) Um desdobramento da política francesa de luta pela liberdade nos mares e assentou-se numa 
exploração econômica do tipo da feitoria comercial. 
 
 
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c) Um protesto organizado pelos nobres franceses huguenortes, descontentes com a Reforma 
Católica implementada pelo Concílio de Trento. 
d) Uma alternativa de colonização muito mais avançada do que a portuguesa, porque os 
burguenortes que para cá vieram eram burgueses ricos. 
e) Parte de uma política econômica francesa levada a cabo pelo Estado com o intuito de criar 
companhias de comércio. 
 
15 - (UNIFOR CE) 
No século XVII, os holandeses ocuparam boa parte do Nordeste brasileiro. A primeira invasão 
ocorreu na Bahia (1624-1625), mas foi a partir do domínio de Pernambuco, que os holandeses 
conseguiram uma ocupação mais prolongada (1630-1654). 
 
Estas invasões estão ligadas, 
a) À posição assumida pelo grupo mercantil português que, receando perder mercado na Europa 
com a União Ibérica, manteve sua aliança com as Províncias Unidas. 
b) Ao interesse holandês em manter o controle sobre a distribuição do açúcar na Europa, rompido 
desde a União Ibérica. 
c) Ao interesse da Holanda que desejava controlar o aparelho fiscal do governo português no 
Brasil. 
d) À Companhia das Índias Orientais, criada no século XV, que tinha por objetivo interferir 
diretamente na produção e na aquisição das terras produtoras de cana-de-açúcar. 
e) À necessidade de Antuérpia e Amsterdã manterem-se como centros urbanos desinteressados 
em comercializar açúcar na Europa. 
 
16 - (UNIFOR CE) 
Observe a charge abaixo. 
 
 
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A charge demonstraque, no início do século XVI, 
a) Portugal, por estar conseguindo altos lucros com o comércio asiático e o conseqüente 
monopólio do comércio da distribuição de especiarias, resolveu iniciar a colonização através da 
implantação do sistema de Capitanias Hereditárias, financiadas pela Coroa. 
b) A Coroa portuguesa, através do Foral e da Carta de Doação (sistema jurídico de implantação das 
Capitanias), destinou grandes investimentos para o processo de colonização do Brasil. 
c) Pelo fato da Coroa portuguesa não ter destinado recursos para o processo de implantação das 
Capitanias Hereditárias, fez com que tivesse que abrir mão da soberania sobre as terras 
brasileiras e entregá-las aos donatários que se tornaram donos da terra. 
d) O donatário (sentado) mostra interesse pela Capitania devido aos inúmeros benefícios 
oferecidos pela Coroa, bem como ao dinheiro que receberia para iniciar a ocupação de terra 
oferecida. 
e) A Coroa portuguesa, tinha falta de recursos para financiar a colonização e resolveu dividir o 
Brasil em Capitanias Hereditárias e entregá-las à "iniciativa privada", isto é, aos donatários que 
vinham com seus próprios recursos e recebiam o direito de administrar a Capitania como 
província do Estado. 
 
17 - (UNIFOR CE) 
Organograma da administração colonial decorrente da Restauração (libertação de Portugal do 
domínio espanhol) 
 
 
 
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(Luiz Koshiba e Densie M. F. Pereira. História do
Brasil. São Paulo: Atual, 1996, p. 43)
REI
CONSELHO ULTRAMARINO
governadores juízes de fora
donatários Câmaras Municipais
 
 
A partir do esquema pode-se afirmar que a criação do Conselho Ultramarino por D. João IV, em 
1642, foi o passo decisivo para a centralização administrativa colonial, pois: 
a) Os poderes dos governos gerais ficaram praticamente limitados aos direitos tributários que 
estabeleciam os forais. 
b) Daí em diante, até a extinção do regime colonial, a administração deixou de ser do Conselho, 
passando diretamente para as mãos do rei. 
c) Os donatários passaram a ser nomeados diretamente pelo rei e seus poderes foram reduzidos 
estritamente no âmbito da capitania. 
d) Os poderes dos donatários ficaram estritamente subordinados ao representante do rei e a 
autonomia das câmaras foi neutralizada. 
e) O órgão voltado exclusivamente para a administração colonial deixou de existir e as questões 
administrativas passaram a ser da competência metropolitana. 
 
18 - (Mackenzie SP) 
No seu conjunto, e vista no plano mundial e internacional, a colonização dos trópicos toma o aspecto de uma vasta 
empresa comercial, mais completa que a antiga feitoria, mas sempre com o mesmo caráter que ela, destinada a explorar 
os recursos naturais de um território virgem em proveito do comércio europeu. É este o verdadeiro sentido da colonização 
tropical, de que o Brasil é uma das resultantes. 
Caio Prado Júnior, Formação do Brasil Contemporâneo 
Este sentido da colonização tropical permite explicar elementos fundamentais da evolução econômica, política e social do 
Brasil-Colônia. Entre as alternativas abaixo, assinale a que não apresenta elementos que se ajustem a essa explicação. 
a) predomínio do povoamento litorâneo, seguido de dispersão populacional para o interior, determinada por atividades 
de preação de índios e procura de metais preciosos. 
b) preponderância das necessidades do mercado internacional na determinação dos gêneros agrícolas cultivados, 
provocando uma sucessão de ciclos econômicos. 
c) incorporação de grupos nativos e estrangeiros como mão-de-obra cativa nas lavouras e minas, resultando num 
notável e prolongado fenômeno de mestiçagem. 
 
 
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d) tolerância religiosa irrestrita como prática fundamental do Estado para o incremento das relações comerciais com 
países estrangeiros. 
e) centralização da administração metropolitana, marcada pela intensa preocupação quanto ao fisco, ou seja, quanto à 
tributação dos produtos coloniais. 
 
19 - (Mackenzie SP) 
A respeito da economia do Brasil colonial, é correto afirmar que: 
a) à colônia portuguesa cabia o papel de fornecedora de gêneros de primeira necessidade, como vinhos e azeites, 
complementando, assim, a economia metropolitana. 
b) a produção era voltada sobretudo para o abastecimento do mercado interno e se baseava tanto no trabalho escravo 
como no assalariado. Os senhores de engenho constituíam uma nova aristocracia, privada todavia, de prestígio e 
poder. 
c) a colônia estava submetida ao “pacto colonial”. Dessa forma, só podia vender e comprar da sua metrópole. Os 
comerciantes obtinham altos lucros com esse monopólio e a Coroa se beneficiava, cobrando taxas e impostos. 
d) as bases da exploração colonial podem ser definidas pelo trinômio latifúndio, policultura e trabalho assalariado dos 
gentios. 
e) a integração de populações indígenas no sistema produtivo colonial levou-as a significativos avanços técnicos e 
culturais 
 
20 - (UFMA) 
“O comércio de exportação do Maranhão passou de 1.055 contos, em 1796, para 1.776 contos em 
1807. A significativa exportação maranhense é o resultado do desenvolvimento da agricultura, 
principalmente do cultivo do algodão e do arroz. O algodão é o segundo produto da exportação 
colonial em termos de importância. Tal consumo se explica, não seria preciso dizê-lo, pela Revolução 
Industrial.” 
Adaptado de ARRUDA, José Jobson de Andrade. O Brasil no 
comércio colonial. São Paulo, Ática, 1980. p.228; 230 e 364). 
 
A opção que traduz o momento histórico da economia maranhense, analisado no texto acima, 
refere-se ao período: 
a) Do Estado Novo, quando o interventor Paulo Ramos incentivou a produção do algodão. 
b) De decadência da economia agro-exportadora após a abolição da mão-de-obra escrava. 
 
 
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c) De prosperidade econômica vivido pela Capitania entre o final do período colonial e o início do 
Estado nacional. 
d) Do início da colonização, quando a mão-de-obra escrava indígena predominava. 
e) De desenvolvimento fabril, quando várias indústrias têxteis foram implantadas em São Luís, 
Caxias e Codó. 
 
21 - (UNIMONTES MG) 
Observe o mapa abaixo. 
 
A divisão do Brasil em dois estados, tal como aparece no mapa acima, deveu-se 
a) à necessidade de se evitarem novas revoltas populares contra a Companhia de Comércio do 
Maranhão, detentora do monopólio comercial e protetora dos indígenas. 
b) à necessidade de fiscalizar a ação das ordens religiosas que exploravam o trabalho indígena em 
proveito próprio, em detrimento dos colonos. 
c) à insistência espanhola em não respeitar o meridiano de Tordesilhas, ocupando Belém e São 
Luís entre os anos 1621 e 1775, para contrabandear drogas do sertão. 
d) à necessidade de favorecer a ocupação portuguesa das regiões norte e nordeste, além de 
defendê-las dos ataques estrangeiros via Guianas. 
 
 
 
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22 - (UECE) 
Em relação ao processo de ocupação e povoamento do território brasileiro, considere as 
seguintes afirmativas: 
 
I. Entregando a colonização do Brasil a particulares a Coroa Portuguesa livrava-se da tarefa de 
ocupar a colônia por conta própria; 
II. Repetindo o que já fizera nas Ilhas dos Açores e da Madeira, Portugal decidiu dividir o Brasil em 
capitanias Hereditárias; 
III. Os donatários, administradores das capitanias não tinham qualquer direito ou autonomia sobre 
o território que arrendavam. 
 
Assinale a opção verdadeira: 
a) II e III são corretas. 
b) I e III são incorretas. 
c) I e II são corretas. 
d) II e III são incorretas. 
 
23 - (UFAC) 
As significativas mudanças que atingiram diversos aspectos (perfil demográfico, economia, 
organização social e vida cultural) do Brasil colônia, em fins do século XVII e por todo o século XVIII, 
foram ocasionadas pelo processo de: 
a) Expansão da economia açucareira no Nordeste. 
b) Exploração da borracha na Amazônia.c) Expansão cafeeira para São Paulo. 
d) Descoberta de ouro nas Minas Gerais. 
e) Exportação de madeira de lei para os EUA. 
 
 
 
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24 - (PAES MG) 
Observe o mapa a seguir. 
 
A economia colonial no século XVIII 
 
 
(KOSHIBA, Luiz; PEREIRA, Denise Manzi Fraize. História do Brasil. Rio de Janeiro: Global, 2002, p.147. 
Adaptado do 
Atlas histórico escolar do MEC de 1978.) 
 
Com base no mapa econômico do Brasil Colônia, é CORRETO afirmar que, 
a) Em parte da área , se desenvolveu uma sociedade urbana e com grupos sociais 
intermediários. 
b) Nas áreas , se desenvolveu uma atividade monocultora, latifundiária e assalariada. 
c) Na área , se desenvolveu a mais lucrativa atividade econômica, ao longo do período 
colonial. 
 
 
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d) Na área , se desenvolveu uma atividade econômica com predominância do trabalho 
escravo. 
 
25 - (UFPA) 
Entre os donatários das capitanias hereditárias (1531 – 1534), não havia nenhum representante da grande nobreza. Esta 
ausência indica que: 
a) a nobreza portuguesa, ao contrário de espanhola, não teve perspicácia com relação às riquezas da América. 
b) a Coroa portuguesa concedia à burguesia, e não à nobreza, os principais favores e privilégios. 
c) no sistema criado para dar início ao povoamento do Brasil, não havia nenhum resquício de feudalismo. 
d) na América portuguesa, ao contrário do que ocorreu na África e na Ásia, a Coroa foi mais democrática. 
e) as possibilidades de bons negócios aqui eram menores do que em Portugal e em outros domínios da Coroa. 
 
26 - (UFRR) 
O século XVII pode ser considerado o período da Amazônia colonial e de sua integração ao comércio internacional de 
então. Assim sendo, marque a sentença que corresponde aquele período. 
a) O intenso comércio das “drogas do sertão”, tidas como réplicas das cobiçadas especiarias do Oriente, colaborou para 
certa prosperidade econômica na região. 
b) Intensas campanhas realizadas pelos mandatários portugueses conseguiram promover uma intensa migração para a 
extração da borracha. 
c) O Marquês de Pombal promoveu a expulsão dos jesuítas da região, substituindo as missões por grandes fazendas de 
gado com mão de obra indígena. 
d) A corrida do ouro se estabeleceu na região, resultando na prosperidade das vilas e integrando a Amazônia ao 
Metalismo europeu. 
e) Com a implantação, pelos portugueses, do Forte Presépio em Guajará (atual cidade de Belém), o governo imperial 
passou a incentivar o avanço pelo rio Amazonas na busca do grande lago Parimé. 
 
27 - (UFRRJ) 
Leia o texto e a seguir responda à questão. 
“Não há trabalho, nem gênero de vida no mundo 
mais parecido à cruz e paixão de Cristo, que o 
vosso em um desses engenhos. Em um 
 
 
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engenho sois imitadores de Cristo crucificado 
(...) Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo 
em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. 
Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, 
os nomes afrontosos, de tudo isso se compõe 
a vossa imitação, que se for acompanhada de 
paciência, também terá merecimento de 
martírio”. 
(Vieira, Sermões. Apud BOSI, Alfredo. A Dialética da 
Colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992, p.172.) 
 
O texto anterior representa mais uma das inúmeras justificativas para a escravidão durante o período de colonização da 
América Portuguesa. Sobre esta questão é correto afirmar que: 
a) durante o primeiro século de colonização, a escravidão indígena foi empregada em várias regiões da colônia. Porém, 
com a adoção da mão-de-obra africana, ela foi completamente extinta, levando os indígenas a se internarem nos 
sertões do Brasil. 
b) a Companhia de Jesus, assim como outras ordens religiosas, procurava manter índios e negros afastados da sociedade 
colonial, nas missões, a fim de preservá-los da escravidão. 
c) a utilização da mão-de-obra africana articulava-se diretamente aos interesses mercantilistas de setores da burguesia 
comercial e da coroa portuguesa. 
d) a capacidade de trabalho do ameríndio superava em muito a do africano, o que levou à sua escravização sistemática 
até a sua extinção, por volta de meados do século XVII. 
e) a Igreja Católica dedicou-se, nos primeiros tempos da colonização da América, a evitar a escravização dos negros, já 
que estes, ao contrário dos ameríndios, teriam alma, sendo, por isso, passíveis de conversão. 
 
28 - (UNESP SP) 
Os preços dos produtos da colônia portuguesa da América, o Brasil, caíram sensivelmente na segunda metade do século 
XVII. De 1659 a 1688, houve uma queda de 41% no preço do açúcar; já o preço do tabaco encolheu 65% de 1668 a 1688. 
A diminuição dos preços destes produtos coloniais produziu uma crise no comércio português. Na primeira metade do 
século XVIII, o déficit da balança comercial portuguesa foi compensado: 
a) pela extinção dos monopólios estatais sobre produtos coloniais e pela suspensão do regime metropolitano do 
exclusivo colonial. 
b) pela entrega do nordeste brasileiro à Holanda e pelo incentivo à criação de gado nas regiões sul e sudeste da colônia. 
 
 
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c) pela implantação de indústrias na colônia do Brasil e pela intensificação do comércio de especiarias com o Oriente. 
d) pela diminuição da exploração social, com o aumento dos salários dos operários, e o fortalecimento dos sindicatos de 
trabalhadores. 
e) pelo estímulo governamental ao desenvolvimento de manufaturas no reino e pelo volume crescente da produção 
aurífera no Brasil. 
 
29 - (UNIMONTES MG) 
Senhor, 
(...) Temos grande soma de canas plantadas (...) e cedo acabaremos em engenho muito grande e 
perfeito, e ando ordenando a começar outros. Praza ao Senhor Deus que me ajude segundo Sua 
grande misericórdia e minha boa intenção. Quanto, Senhor, às coisas do ouro, nunca deixo de 
inquirir e procurar sobre elas; (...) mas, como sejam longe daqui pelo meu sertão a dentro, e se há 
de passar por três nações de muito perversa e bestial gente (...) há de realizase esta jornada com 
muito perigo e trabalho, (...) o que se não pode fazer senão eu; e ir como se deve ir, para sair com 
ela avante. (...) 
Duarte da Costa 
Vila de Olinda, a 27 de abril de 1542 
(Fonte: I.A. FILHO. Brasil, 500 anos em documentos. Rio de Janeiro: Manuad, 1999) 
 
O texto acima, relacionado ao processo de colonização do Brasil, no século XVI, permite concluir 
que: 
a) o esforço pela implantação das áreas produtoras de canadeaçúcar, ação desenvolvida por 
todos os GovernadoresGerais, representou uma desobediência à ordem real, uma vez que a 
prioridade era a busca de minerais preciosos. 
b) a colonização da região nordeste da América Portuguesa, com utilização da mãodeobra 
escrava africana, decorreu do fracasso das tentativas de aculturação dos gentios, considerados 
bestiais e violentos 
c) todas as tentativas de promover o progresso e o desenvolvimento da colônia foram dificultadas 
pela presença de nações indígenas hostis ao catolicismo e à formação de núcleos populacionais 
portugueses 
 
 
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d) havia uma atenção especial nas determinações da Coroa Portuguesa em relação à prospecção 
de metais preciosos, o que não impediu a exploração e o cultivo de gêneros tropicais altamente 
lucrativos. 
 
30 - (EFOA MG) 
Entre 1580 e 1640, em função das disputas dinásticas em torno do trono vacante, Portugal foi 
absorvido pela Espanha na chamada “União Ibérica”. Como conseqüência, as colônias portuguesas 
da América, Ásia e África se viram envolvidas nos conflitos internacionais provocados pela expansão 
monárquica espanhola da época de Filipe II. Uma das conseqüências deste envolvimento foi: 
a) o apresamento das frotas de ouro brasileiro que saíam do Rio de Janeiro em direção a Lisboa, 
com as riquezas exploradas nas Minas Gerais. 
b) a interrupção do tráfico negreiro para as colônias da AméricaPortuguesa, em função da ação de 
corsários ingleses e franceses no litoral brasileiro. 
c) a invasão holandesa da Capitania de Pernambuco e adjacências, e suas incursões a Angola, à 
Bahia e ao Maranhão. 
d) o deslocamento da família real portuguesa para a América, fugindo dos conflitos provocados 
pelas ambições da monarquia espanhola. 
e) a perda das colônias portuguesas na África, Índia e China para os ingleses, em função das 
atividades da Companhia das Índias Orientais. 
 
31 - (UDESC SC) 
As normas impostas por Portugal, extremamente severas, objetivando o controle da colônia brasileira, provocaram 
diversas rebeliões durante o período colonial, as quais demonstraram a profunda insatisfação popular diante da 
administração portuguesa. 
 
Entre as diversas rebeliões ocorridas, as de maior preponderância, e que pertenceram ao período colonial, são: 
a) A Guerra dos Mascates, a Sabinada, a Guerra do Contestado, a Revolta de Beckman e a Revolta Praieira. 
b) A Revolta de Beckman, a Guerra dos Mascates, a Conjuração Baiana, a Revolta de Vila Rica e a Inconfidência Mineira. 
c) A Guerra dos Emboabas, a Inconfidência Mineira, a Guerra dos Farrapos e a Guerra do Contestado. 
d) A Revolta de Vila Rica, a Inconfidência Mineira, a Cabanagem, a Revolta de Beckman, a Guerra do Contestado e a 
Conjuração Baiana. 
 
 
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e) A Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana, a Balaiada, a Revolta Cisplatina e a Revolta de Vila Rica. 
 
32 - (FMJ SP) 
No início do século XVII, impedidos de continuar participando do negócio do açúcar brasileiro, os 
holandeses resolveram invadir a região de Pernambuco para controlar o processo desde sua 
produção. A época era a da União Ibérica, quando as Coroas dos países da península estavam unidas 
sob o poder de Felipe II e o controle do Brasil estava nas mãos da Espanha. Na peça Calabar, do 
compositor e escritor Chico Buarque de Hollanda, um dos personagens, Mathias de Albuquerque, 
português, governador das capitanias de Pernambuco, Itamaracá, Paraíba e Rio Grande, declara que 
“... *aos espanhóis+ o Brasil nunca ... interessou. O Brasil para eles é uma cortina de cana para 
proteger dos holandeses a prata do Peru.” 
A frase do personagem indica que 
a) aos espanhóis interessava a exploração da cana-de-açúcar para substituir a mineração quando 
as jazidas se esgotassem. 
b) para os holandeses, a posse do Brasil era apenas o primeiro passo para a interiorização no 
continente até a prata peruana. 
c) os brasileiros pretendiam se livrar da influência holandesa, espanhola e portuguesa na 
exploração da cana-deaçúcar. 
d) os portugueses radicados no Brasil se ressentiam da pouca importância dada pela Coroa 
espanhola ao agronegócio açucareiro. 
e) espanhóis e portugueses estavam unidos nos investimentos realizados para a ampliação do 
negócio do açúcar. 
 
33 - (UNIFOR CE) 
Leia atentamente o texto a seguir: 
Não é certo que a forma particular assumida entre nós pelo latifúndio agrário fosse uma espécie de 
manipulação original, fruto da vontade criadora um pouco arbitrária dos colonos portugueses. 
Surgiu, em grande parte, de elementos adventícios e ao sabor das conveniências da produção e do 
mercado. Nem se pode afiançar que o sistema de lavoura, estabelecido, aliás, com estranha 
uniformidade de organização, em quase todos os territórios tropicais e subtropicais da América, 
tenha sido, aqui, o resultado de condições intrínsecas e específicas do meio. Foi a circunstância de 
não se achar a Europa industrializada ao tempo dos descobrimentos, de modo que produzia gêneros 
 
 
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agrícolas em quantidade suficiente para seu próprio consumo, só carecendo efetivamente de 
produtos naturais dos climas quentes, que tornou possível e fomentou a expansão desse sistema 
agrário. 
(Sérgio B. de Holanda. Raízes do Brasil. São Paulo: Cia das 
Letras, 2005. p. 47) 
 
Segundo o historiador, a forma de ocupação do território português na América se fez 
a) pela impossibilidade do pequeno agricultor ser competitivo na empresa agroexportadora pois 
controlava as terras férteis da colônia. 
b) baseada na grande propriedade monocultora, para atender ao mercado externo como 
fornecedora de mercadorias tropicais. 
c) pela política metropolitana preocupada com o desenvolvimento da colônia, voltada para o 
enriquecimento de seus habitantes. 
d) por vontade dos colonizadores que possuíam facilidades em adquirir a terra, que havia em 
abundância em território americano. 
e) baseada no latifúndio, no trabalho escravo do natural da terra e do africano, voltada para a 
produção de mercadorias destinadas a abastecer exclusivamente o mercado interno. 
 
34 - (FURG RS) 
Na conquista e ocupação das terras brasileiras, o estabelecimento de feitorias constituiu: 
a) limites geográficos das capitanias hereditárias. 
b) entrepostos de trocas feitos pelos primeiros invasores, na primeira metade do século XV. 
c) necessidades policiadoras da metrópole na exploração do pau-brasil. 
d) primeiras grandes fazendas de cultivo da canade-açúcar. 
e) regiões delimitadoras no sertão, para pesquisa aurífera. 
 
35 - (PUC RS) 
 
 
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Em 1640, com o fim da União Ibérica, Portugal se defronta com vários problemas e desafios para 
administrar o Brasil Colonial e desenvolver a sua economia. Entre esses problemas, NÃO pode ser 
arrolada 
a) a expulsão dos holandeses da região açucareira do Nordeste. 
b) a destruição do Quilombo de Palmares, que desafiava a ordem escravista. 
c) a escassez de metais preciosos e a queda dos preços do açúcar. 
d) a expulsão dos jesuítas que dificultavam a escravização dos indígenas no estado do Grão-Pará. 
e) a reorganização administrativa da colônia e de sua defesa. 
 
36 - (UFC CE) 
Analise os textos a seguir, sobre o Brasil Colonial. 
Texto 1 
Essa região representou o primeiro centro de colonização e urbanização do Brasil e concentrou, até 
meados do século XVIII, as atividades econômicas e a vida social mais significativas da colônia. 
 
Texto 2 
Até o século XVIII, ela foi uma área periférica, menos urbanizada e quase sem vinculação direta com 
a economia exportadora da colônia. 
 
As regiões referidas nos textos 1 e 2, respectivamente, hoje são conhecidas como: 
a) Sul e Norte. 
b) Centro-Oeste e Sul. 
c) Nordeste e Sudeste. 
d) Sudeste e Nordeste. 
e) Norte e Centro-Oeste. 
 
 
 
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37 - (UFOP MG) 
O sistema de capitanias hereditárias foi estabelecido por El-Rei Dom João III de Portugal, entre 1532 
e 1534, com o objetivo de povoar e explorar economicamente as terras portuguesas na América. 
Porém, muito rapidamente o sistema se mostrou ineficiente. Com exceção de Nova Lusitânia e São 
Vicente, as capitanias tenderam a despovoar-se mais do que povoar-se, segundo relatava Duarte 
Coelho. Para resolver a crise ocasionada pelo fracasso do sistema de capitanias hereditárias, em 
1548, El-Rei resolveu nomear Tomé de Souza governador-geral do Brasil. Entre as medidas 
implementadas pelo Regimento de Tomé de Souza, para dar suporte aos esforços dos donatários no 
empreendimento da colonização, podemos destacar: 
 
I. A compra da capitania da Bahia e a elevação da mesma à condição de sede do governo-geral do 
Brasil. 
II. A ação punitiva contra os piratas, sobretudo franceses, e os índios tupinambás que haviam se 
rebelado na Bahia. 
III. A expulsão dos jesuítas e dos colonos holandeses do território brasileiro, para evitar que 
fizessem mal uso da mão-de-obra indígena. 
IV. A centralização, nas mãos do governador, dos poderes antes exercidos pelos donatários, com a 
criação da figura do ouvidor-geral. 
 
São corretas as afirmações: 
a) I, II, III. 
b) II, III, IV. 
c) I, II, IV. 
d) I, III, IV. 
 
38 - (UFPE) 
A União Ibérica durou 60 anos e teve influência na colonização portuguesa do Brasil. Duranteo 
período da união entre Portugal e Espanha, o Brasil: 
a) atingiu o auge da sua produção açucareira com ajuda de capitais espanhóis. 
b) foi invadido pela Holanda, interessada na produção do açúcar. 
 
 
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c) conviveu com muitas rebeliões dos colonos contra o domínio espanhol. 
d) registrou conflitos entre suas capitanias, insatisfeitas com a instabilidade econômica. 
e) conseguiu ficar mais livre da pressão dos colonizadores europeus. 
 
39 - (UNIMONTES MG) 
O princípio Uti Possidetis, ita possideatis foi invocado pelos diplomatas brasileiros Alexandre 
Gusmão, em 1750, e Barão do Rio Branco, em 1903, quando do Tratado de Madri e de Petrópolis, 
respectivamente. 
(Uti possidetis, ita possideatis = Quem possui de fato, deve possuir de direito.) 
 
Das negociações desenvolvidas pelos diplomatas em momentos diferentes, e levando esse princípio 
em consideração, 
a) as terras além da Linha de Tordesilhas foram devolvidas à Espanha, conforme acordo de 1494. 
b) as terras além da Linha de Tordesilhas e o atual Estado do Acre foram incorporadas ao Brasil. 
c) a Bolívia e o Uruguai tornaram-se países independentes, após arbitragem internacional. 
d) o território das missões jesuíticas em Sacramento foi emancipado, tornando-se o atual Paraguai. 
 
40 - (UNIMONTES MG) 
O território colonial português, na América, foi alvo de invasões e de empreendimentos por parte de 
diversas nações européias durante os séculos XVI e XVII. A esse respeito, é INCORRETO afirmar que 
a) os franceses, por duas vezes, tentaram estabelecer-se na colônia, sendo, em uma das vezes, a 
França Antártica, no Rio de Janeiro, em 1555, e, na outra, a França Equatorial, no Maranhão, em 
1612. 
b) os ingleses, por diversas vezes, atacaram a costa brasileira, mas acabaram rechaçados para 
territórios ao norte, ainda não colonizados, onde fundaram a Guiana Inglesa. 
c) os espanhóis, nas décadas iniciais do século XVII, insatisfeitos com os parcos resultados de suas 
áreas coloniais agrícolas, praticaram pirataria no litoral brasileiro, invadindo as cidades de 
Salvador e de Santos. 
 
 
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d) os holandeses ocuparam parte da região nordestina da colônia, a serviço da Companhia das 
Índias Ocidentais, visando preservar os seus interesses no setor açucareiro. 
 
41 - (UFTM MG) 
Grande parte do território amazônico, pertencente à Espanha de acordo com o Tratado de Tordesilhas, 
foi incorporado à América portuguesa, no período colonial, graças à 
a) ação dos jesuítas, que instalaram missões, e à coleta de drogas do sertão. 
b) construção de fortes, contra os ataques estrangeiros, e à extração de borracha. 
c) instalação de núcleos urbanos em pontos estratégicos e à criação de gado. 
d) construção de ferrovias, a fim de interligar o território, e ao extrativismo vegetal. 
e) organização de bandeiras para capturar índios e à aquisição do Acre. 
 
42 - (IBMEC SP) 
"As hostilidades dos colonos luso-brasileiros contra os holandeses começaram ainda antes da 
partida de Nassau - com a retomada do Maranhão, em fevereiro de 1644 -, demitido de seu cargo 
pelos diretores da companhia. O respaldo ideológico do catolicismo foi fundamental para unir os 
colonos luso-brasileiros contra o inimigo calvinista. Não por acaso a insurreição foi denominada 
pelos próprios senhores de Guerra da Liberdade Divina. " 
(Aquino, Fernando, Gilberto e Hiran. Sociedade brasileira. Uma história através dos movimentos 
sociais. RJ: Record, 1999, p. 148). 
 
Considerando o texto, a Insurreição Pernambucana contra os holandeses resultou do (a): 
a) Confronto entre proprietários de escravos portugueses e os religiosos holandeses abolicionistas. 
b) Interesse inglês em romper com o predomínio mercantil holandês no Atlântico Sul. 
c) Pressão da companhia holandesa para que os proprietários rurais pagassem suas dívidas. 
d) Caráter religioso antagônico entre holandeses, protestantes, e os portugueses, católicos, no 
Brasil. 
 
 
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e) Pressão diplomática portuguesa com apoio da monarquia inglesa para resgatar seus domínios 
ocupados pelos holandeses. 
 
43 - (UEM PR) 
Sobre a política mercantil, administrativa e fiscal da Coroa de Portugal para o Brasil nos séculos XVII 
e XVIII, assinale a alternativa incorreta. 
a) Durante a União Ibérica (1580-1640), os reis da Espanha interferiram diretamente na 
administração do Brasil, nomeando exclusivamente administradores espanhóis para governar a 
colônia. 
b) No século XVIII, a Coroa portuguesa tomou várias iniciativas para regulamentar a atividade 
mineradora no Brasil, criando o Regimento das Minas de Ouro, a Intendência das Minas e as 
Casas de Fundição. 
c) Nas regiões de mineração, o principal imposto cobrado pela Coroa era o “Quinto” sobre o ouro 
extraído. 
d) Após o fim da União Ibérica, Portugal tomou várias iniciativas para reestruturar seu império e 
para dinamizar o comércio colonial, como a criação do Conselho Ultramarino e da Companhia 
Geral do Comércio do Brasil. 
e) O marquês de Pombal promoveu importantes modificações administrativas na colônia, como a 
transferência da capital do Estado do Grão Pará e Maranhão de São Luís para Belém (1751) e a 
do Estado do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro (1763). 
 
44 - (UEM PR) 
Ao longo do século XVIII, ocorre uma intensificação da colonização portuguesa do Brasil. Por toda 
parte, podem ser observados sinais de crescimento. A população aumenta, as vilas se adensam, o 
comércio se intensifica e a burocracia se faz mais presente. A esse respeito, assinale a alternativa 
correta. 
a) A intensificação da colonização portuguesa na América, no século XVIII, relaciona-se, direta ou 
indiretamente, à descoberta e à mineração de ouro no Centro-Oeste do Brasil atual. 
b) O maior número de portugueses que emigraram para o Brasil, ao longo do século XVIII, 
provocou uma diminuição do número de escravos africanos na colônia. 
 
 
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c) Os jesuítas portugueses, ao construírem, naquele período, as missões do “Guairá”, na atual 
região Norte do estado do Paraná, deram os primeiros passos para a urbanização e a 
europeização dessa região. 
d) O crescimento da vida urbana, no início do século XVIII, fez surgir, no Brasil, as primeiras 
manifestações culturais caracteristicamente brasileiras como, por exemplo, o Modernismo. 
e) A urbanização ocorrida no Brasil no século XVIII promoveu o primeiro surto industrial brasileiro, 
sobretudo depois da ascensão de D.ª Maria I ao trono de Portugal. 
 
45 - (UFCG PB) 
A história florestal é, em todo o planeta, uma narrativa de exploração e destruição. O homem reduz 
a natureza à “paisagem” – entornos domesticados, aparados e moldados a algum uso prático ou à 
estética convencional – ou também, o que é ainda mais assustador, a ‘espaço’ – planícies desertas 
aplainadas a rolo compressor e sobre as quais o extremo do narcisismo da espécie se consagra em 
edificações”. 
(Adaptado de DEAN, Warren. A ferro e fogo. A história e a devastação da Mata 
Atlântica brasileira. São Paulo: Cia. das Letras, 1996, p. 23-24) 
 
A historia e a geografia ambientais narram que, no período colonial brasileiro, as queimadas e as 
derrubadas de árvores representaram os usos e abusos sobre a natureza, contribuindo para a 
elaboração de uma história identificada pelo ferro (corte) e pelo fogo (queimadas). 
Esse perfil histórico-geográfico foi representado pelo(a) 
I. ocupação desordenada da região amazônica para a extração da borracha no período colonial. 
II. tráfico de árvores da Mata Atlântica para a Europa, atendendo a finalidades mercantilistas. 
III. matança de animais no Pantanal Mato-grossense para a extração do couro e de peles para fins 
industriais. 
IV. derrubada de árvores da Mata Atlântica para alimentar os fornos dos engenhos de cana-de-
açúcar. 
V. agricultura de corte e queima, que viviada fertilidade provisória gerada pelas cinzas das árvores 
calcinadas. 
 
 
 
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Estão corretas: 
a) II, IV e V. 
b) I, III e IV. 
c) I, II e III. 
d) II e V. 
e) III e IV. 
 
46 - (UFRN) 
A definição de um território nacional é uma construção histórica. Os limites que deram a 
configuração atual do território brasileiro deveram-se principalmente à 
a) penetração da colonização portuguesa na bacia do Rio São Francisco, que era território dos 
espanhóis, onde se estabeleciam os currais de gado. 
b) celebração do Tratado de Tordesilhas, o qual definiu um meridiano para dividir as terras do 
continente americano entre os espanhóis e os portugueses. 
c) assinatura do Tratado de Madri, que atendeu às reivindicações dos portugueses em relação à 
Bacia Amazônica e concedeulhes os Sete Povos das Missões. 
d) vitória dos espanhóis nas Guerras Guaraníticas, o que obrigou os portugueses a lhes entregar o 
território da Província Cisplatina. 
 
47 - (UFTM MG) 
Comentando a economia de São Paulo do século XVII, frei Gaspar da Madre de Deus afirmou: 
“(...) lhe chamavam o celeiro do Brasil por daqui saírem trigo, carnes e outros muitos víveres para 
todas as povoações do Estado, quando muito se freqüentava a navegação do Porto de Santos para 
os Reinos de Portugal e Angola”. 
(Citado por John Monteiro, Negros da terra) 
 
Essa afirmação de frei Gaspar da Madre de Deus destaca 
a) o isolamento da capitania de São Paulo em relação ao amplo mercado colonial. 
 
 
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b) os motivos iniciais da organização das entradas e bandeiras pelos paulistas. 
c) a importância da mão-de-obra escrava africana nas plantações em São Paulo. 
d) o declínio do apresamento de indígenas que supria a economia paulista. 
e) a relevância da produção de alimentos em São Paulo para abastecer outras regiões. 
 
48 - (UNIFESP SP) 
Entre aproximadamente 1770 e 1830, a região maranhense conheceu um ciclo de prosperidade 
econômica, graças 
a) à produção e exportação do algodão, matéria-prima então muito requisitada por causa da 
Revolução Industrial em curso na Inglaterra. 
b) à criação da pecuária e à indústria do charque, para abastecer o mercado interno então em 
expansão por causa da crise do sistema colonial. 
c) ao extrativismo dos produtos florestais, cuja demanda pelo mercado internacional teve lugar 
exatamente naquele momento. 
d) à produção e exportação de arroz, cacau e fumo, cujos produtos começaram a ter aceitação no 
mercado mundial de matérias-primas. 
e) à produção e exportação do açúcar, o qual, com o aumento da demanda, exigiu novas áreas de 
cultivo, além da nordestina. 
 
49 - (PUC MG) 
Quando o Brasil se tornou uma nação independente, em 1822, há mais de 300 anos, aqui se 
cobravam diversos tipos de tributos para a Coroa Portuguesa. Sobre a cobrança de impostos no 
Brasil colonial, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO: 
a) Quando a Coroa veio para a América, a cobrança de impostos foi intensificada com o intuito de 
prover recursos para os gastos militares, para a montagem de um aparelho administrativo-fiscal 
e para as necessidades da manutenção da dispendiosa Corte. 
b) A cobrança de impostos no Brasil colocava em cheque, desde o princípio, a fidelidade ao Rei. O 
Rei era considerado sempre como tirano e opressor, e as revoltas ocorridas nas Minas Gerais, no 
século XVII, reforçavam os movimentos antimonarquistas. 
 
 
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c) Enquanto na Europa do Antigo Regime defendia-se a idéia de que não era nem justo e nem bom 
para a ordem política cobrar impostos dos nobres e do clero, no Brasil-colônia, diante da 
necessidade das despesas com a defesa da terra, a classe proprietária deveria pagar impostos. 
d) Cobrar impostos era um assunto delicado na Colônia e em Portugal, por isso recomendava-se 
que o imposto arrecadado fosse gasto no objeto causador da cobrança. 
 
50 - (UNIOESTE PR) 
Para viabilizar a colonização e evitar gastos para a Metrópole, o rei português D. João III decidiu 
implantar em terras brasileiras um sistema já experimentado em outras colônias: o sistema das 
capitanias hereditárias. Sobre esta forma de ocupação do território, é INCORRETO afirmar: 
a) As capitanias consistiram na divisão da colônia em quinze grandes faixas de terra, que se 
estendiam do litoral ao Meridiano de Tordesilhas. 
b) Os donatários eram provenientes de um grupo pouco diversificado, ligado à grande nobreza 
portuguesa. 
c) O sistema de capitanias foi regulamentado pelas cartas de doação e forais, instrumentos 
jurídico–administrativos que assinalavam os direitos e deveres dos donatários. 
d) Com exceção das Capitanias de São Vicente e Pernambuco, as demais capitanias fracassaram, 
sendo várias as razões; dentre estas, falta de recursos, isolamento, desentendimentos internos e 
ataques de índios. 
e) Os capitães-donatários recebiam uma doação da coroa pela qual se tornavam possuidores mas 
não proprietários da terra. 
 
51 - (UFU MG) 
Ao longo do século XVIII ocorreram, entre Portugal e Espanha, diversas disputas diplomáticas 
envolvendo as fronteiras e os domínios imperiais na América. 
 
Sobre esse assunto, marque a alternativa correta. 
 
a) O Tratado de Madri buscava redefinir os critérios de posse territorial, substituindo o princípio da 
demarcação abstrata, apoiada em meridianos (como no Tratado de Tordesilhas), por um outro 
 
 
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que privilegiasse o efetivo povoamento das regiões em litígio e os “limites naturais” das 
mesmas. 
b) Os Tratados de Madri e, posteriormente, de San Idelfonso não garantiram para Portugal a 
exploração das minas de ouro na região hoje pertencente ao Estado do Mato Grosso. Somente 
no século XIX, no contexto do Segundo Reinado, o atual centro-oeste brasileiro seria 
incorporado ao território do Império. 
c) O Tratado de San Idelfonso objetivou garantir à Espanha a posse das minas de Cuiabá e Potosi. 
Para isso, a Espanha entregou, a Portugal, a região que compreendia as antigas missões 
jesuíticas espanholas, que hoje faz parte do território do Rio Grande do Sul. 
d) Os tratados de limites firmados entre Espanha e Portugal no século XVIII são exemplares do 
respeito mútuo entre os dois Impérios ao longo dos séculos de vigência do Tratado de 
Tordesilhas. Essa confiança possibilitou o comércio livre entre o Vice-reino do Peru e o norte da 
América portuguesa no século XVIII. 
 
52 - (UFMT) 
O processo de consolidação da fronteira oeste do Brasil ocorreu ao longo dos últimos três séculos, 
com momentos de conflito. Em relação a esse processo, analise as afirmativas. 
 
I. O Tratado de Petrópolis solucionou o conflito entre Brasil e Bolívia, que disputavam a posse da 
região do atual estado do Acre, rica em Hevea Brasiliensis. 
II. A Questão de Palmas foi resolvida por arbitragem dos Estados Unidos da América em favor do 
Brasil, garantindo a posse das áreas de fronteira dos estados do Paraná e de Santa Catarina com 
a Argentina. 
III. O Tratado de Madri garantiu às colônias espanholas na América uma extensa faixa de terras a 
Leste de seu território então pertencente a Portugal. 
IV. O princípio do Uti Possidetis foi usado tanto pela diplomacia lusitana quanto pela brasileira para 
resolver disputas fronteiriças em diferentes momentos de nossa história. 
 
Estão corretas as afirmativas 
a) I, II e IV, apenas. 
b) II e III, apenas. 
 
 
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c) II, III e IV, apenas. 
d) II e IV, apenas. 
e) I e III, apenas. 
 
53 - (CEFET PR) 
Durante o período colonial, para melhorar a organização, o rei resolveu dividir o Brasil em Capitanias 
Hereditárias. O território foi dividido em faixas de terras que foram doadas aos donatários. Estes 
podiam explorar os recursos da terra, porém ficavam encarregados de povoar, proteger e 
estabelecer o cultivo da canade- açúcar. Com base nesse entendimento,analise as afirmações 
abaixo: 
 
I) No geral, o sistema de Capitanias Hereditárias fracassou, em função da grande distância da 
Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias de São 
Vicente e Pernambuco foram as únicas que apresentaram resultados satisfatórios, graças aos 
investimentos do rei e de empresários. 
II) A capital do Brasil neste período foi Olinda, pois a região Nordeste era a mais desenvolvida e rica 
do país em função da agromanufatura açucareira. 
III) Após a tentativa fracassada de estabelecer as Capitanias Hereditárias, a coroa portuguesa 
estabeleceu no Brasil o Governo- Geral. Era uma forma de centralizar e ter mais controle da 
colônia. O primeiro governador-geral foi Tomé de Souza, que recebeu do rei a missão de 
combater os indígenas rebeldes, aumentar a produção agrícola no Brasil, defender o território e 
procurar jazidas de ouro e prata. 
IV) Também existiam as Câmaras Municipais que eram órgãos políticos compostos pelos "homens-
bons". Estes eram os ricos proprietários que definiam os rumos políticos das vilas e cidades. O 
povo não podiaparticipar da vida pública nesta fase. 
 
Estão corretas somente: 
 
a) I, II e III. 
b) I, III e IV. 
 
 
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c) II, III e IV. 
d) I e IV. 
e) I e II. 
 
54 - (ESPM) 
O governo português, interessado na região, em 1680, fundou uma praça forte em frente a Buenos 
Aires, com o objetivo de controlar a margem norte do rio da Prata, as terras da banda oriental e a 
capitania Del Rei. Com isso, assegurava a manutenção do comércio de contrabando entre o Brasil e 
Buenos Aires, especialmente de prata amoedada, das chamadas piñas (barras) do Peru e de couro 
vacum, além do comércio de escravos. 
(Maria Madianeira Padoin. Federalismo Gaúcho) 
O texto remete à fundação 
 
a) da Colônia do Sacramento. 
b) da Província Cisplatina. 
c) da Colônia dos Sete Povos das Missões. 
d) de Montevidéu. 
e) da Capitania de São Pedro do Rio Grande. 
 
55 - (UFG GO) 
Leia as citações a seguir. 
 
A objetividade, a impessoalidade das relações entre súdito e autoridade, com os vínculos racionais 
de competências limitadas e controles hierárquicos, será obra do futuro, do distante e incerto 
futuro. Agora, o sistema é o de manda quem pode e obedece quem tem juízo, aberto o acesso ao 
apelo retificador do rei somente aos poderosos. 
FAORO, Raymundo. Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. São Paulo: Globo, 
1991, p. 172. 
 
 
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Quando se copia servilmente aqui sistemas do reino, dá-se o caso mais flagrante e, talvez, mais 
nefasto de todos: o de centralizar o poder e concentrar as autoridades; reuni-las todas nas capitais 
de sedes, deixando o resto do território praticamente desgovernado e a centenas de léguas da 
autoridade mais próxima. 
PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1999, p. 302. 
(Adaptado). 
 
Com base nas citações, que tratam das relações de poder vivenciadas no Brasil Colonial, conclui-se 
que 
 
a) a Coroa portuguesa inovou os métodos administrativos metropolitanos para implantá-los na 
colônia americana. 
b) a importação do modelo administrativo da metrópole considerou a extensão territorial da 
colônia. 
c) a corrupção administrativa colonial obrigou a Coroa a estabelecer controles burocráticos 
impessoais. 
d) o modelo centralizador impunha a presença do Rei para a resolução das pendências locais. 
e) a complexidade administrativa colonial explicitou o desajuste da transposição do modelo 
metropolitano. 
 
56 - (UFLA MG) 
Sobre o processo administrativo implantado pela Metrópole em 1548 no Brasil colônia, julgue os 
itens abaixo em V (verdadeiros) ou F (falsos) e, a seguir, assinale a alternativa que apresenta a 
sequência CORRETA. 
 
( ) Foi implantado um órgão central que coordenasse a ação dos donatários. 
( ) Somente os denominados “homens bons” participavam da administração local e a massa 
populacional ficava à margem do sistema. 
 
 
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( ) Organizou‐se um conjunto de auxiliares composto por provedor, ouvidor, capitão e junta da 
fazenda, para a arrecadação. 
( ) A sede central da administração foi criada em 1549 em Salvador, na Bahia, por causa de sua 
posição estratégica (central) e, mais tarde, transferida para o Rio de Janeiro. 
( ) O modelo administrativo não sofreu reformulações até a proclamação da Independência em 
1822. 
 
a) V, F, V, F, V 
b) V, V, F, F, V 
c) F, V, V, F, F 
d) V, V, V, V, F 
 
57 - (Mackenzie SP) 
“Os bandeirantes foram romantizados (...) e postos como símbolo dos paulistas e do progresso, 
associação enobrecedora. A simbologia bandeirante servia para construir a imagem da trajetória 
paulista como um único e decidido percurso rumo ao progresso, encobrindo conflitos e diferenças.” 
(Abud, K. Maria. In: Matos, M. I. S. de São Paulo e Adoniram Barbosa) 
 
 
Ainda que essa imagem idealizada do bandeirante tenha sido uma construção ideológica, sua 
importância, no período colonial brasileiro, decorre 
 
a) de sua iniciativa em atender à demanda de mão-de-obra escrava do Brasil Holandês, durante o 
governo de Maurício de Nassau. 
b) de sua extrema habilidade para lidar com o nativo hostil, garantindo sua colaboração 
espontânea na busca pelo ouro. 
c) de sua colaboração no processo de expansão territorial brasileira, à medida que ultrapassou o 
Tratado de Tordesilhas e fundou povoados, garantindo, futuramente, o direito de Portugal sobre 
essas terras. 
 
 
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d) de sua atuação decisiva na Insurreição Pernambucana, que resultou na expulsão dos holandeses 
do nordeste, em 1654, considerada como o primeiro movimento de cunho emancipacionista da 
colônia. 
e) da colaboração dos mesmos na formação das Missões Jesuíticas, cujo objetivo era a proteção e 
catequização de índios tupis, obstáculo à ocupação do território colonial. 
 
58 - (ESCS DF) 
No século XVI, o governo português resolveu assumir de forma direta a administração colonial 
brasileira a partir da criação do Governo Geral no país. Essa atitude não acabou com a propriedade 
das capitanias dos donatários, mas, efetivou um governo central que retirava a autonomia das 
Capitanias. A criação do Governo Geral no Brasil pode ser explicada principalmente pela 
necessidade do Governo português em: 
 
a) garantir a segurança do território brasileiro de possíveis invasões estrangeiras e disseminar a 
produção de açúcar no território colonial brasileiro; 
b) proteger a nossa colonização dos ataques frequentes dos indígenas aos produtores de café do 
litoral brasileiro e difundir a produção de algodão no sul do Brasil; 
c) expulsar os holandeses do nordeste brasileiro e garantir, com isso, a produção açucareira da 
região através de uma parceria econômica com os espanhóis; 
d) assegurar o avanço do território brasileiro em direção ao Potosí para efetivar a extração de ouro 
e prata com o total consentimento espanhol em função da União Ibérica entre 1580 e 1640; 
e) proteger a presença da Igreja Católica no país em função dos constantes ataques dos indígenas 
que não aceitavam em hipótese alguma o processo de catequese jesuítico. 
 
59 - (ACAFE SC) 
Diversos processos históricos contribuíram para a expansão do território do Brasil. Entre estes, 
pode-se citar o tropeirismo. 
Nesse contexto é correto afirmar, exceto: 
 
 
 
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a) Os locais de descanso dos tropeiros eram conhecidos como pouso. Estes pousos foram criando 
com o passar dos anos uma estrutura que contribuiu para o surgimento de vilas e 
posteriormente cidades. 
b) A fundação de Lages está alicerçada no contexto do tropeirismo e do gado que seguia para ser 
comercializado na feira de Sorocaba. A Vila de Lages tornou-se um importante centro de apoio 
para o povoamento do planaltoe da região oeste de Santa Catarina. 
c) Os tropeiros vinham de barco do Rio Grande do Sul até a Vila de Laguna. Partiam desta região 
até as charqueadas de Desterro (atual Florianópolis), onde efetivavam a compra do charque 
que iria abastecer as regiões do ouro e das missões jesuíticas instaladas na região centro-oeste 
do Brasil. 
d) Percorrendo os caminhos do interior do Brasil a tropa, em alguns momentos, enfrentou a 
reação das populações indígenas. Neste contexto de avanço para o interior e na formação de 
novos caminhos, ocorreu um grande extermínio de indígenas. 
 
60 - (UEPB) 
Analise as proposições a seguir: 
 
I. Apesar dos portugueses terem tido no aprisionamento de indígenas a grande força motriz para 
explorar a região de floresta equatorial, o extrativismo vegetal tornou-se a mais importante 
atividade econômica da região. 
II. O reino português interessado nas drogas do sertão criou incentivos por meio da concessão de 
privilégios fiscais e isenção de impostos para a sua exploração. 
III. Na ocupação da Amazônia também foi importante a presença de religiosos - jesuítas, 
franciscanos e carmelitas - nas missões por eles fundadas. 
 
Está(ão) correta(s) a(s) proposição(ões) 
 
a) I e III, apenas. 
b) II, apenas. 
c) II e III, apenas. 
 
 
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d) I, II e III. 
e) III, apenas. 
 
61 - (UFPB) 
No Brasil colonial, mesmo com a predominância da lavoura açucareira e da mineração, outras 
atividades econômicas foram desenvolvidas. 
 
Sobre essas atividades, consideradas complementares, é correto afirmar: 
 
a) O fumo ganhou destaque e chegou a substituir o açúcar em grandes propriedades do litoral. Era 
utilizado, principalmente, como elemento de troca por produtos manufaturados na Inglaterra. 
b) A pecuária desenvolveu-se, desde o seu início, nos grandes criatórios do litoral nordestino e do 
interior do Sudeste. Foi responsável pela expansão da escravidão para todo o Brasil. 
c) A aguardente, também conhecida como droga do sertão, era produzida nas capitanias do Norte 
(hoje Nordeste). Transformou-se no produto de exportação mais importante da região. 
d) O algodão, no séc. XVI, era plantado, principalmente, na capitania de Itamaracá. A maior parte 
da produção, nesse período, era utilizada para a confecção de tecidos rústicos destinados aos 
escravos. 
e) O cacau, produzido na Amazônia e no Cerrado, ganhou destaque nos séculos XVI e XVII. A sua 
projeção no mercado decorreu da grande difusão do chocolate no continente asiático. 
 
62 - (UESPI) 
Oeiras, antiga capital do Piauí, tem uma área aproximada de 2.719.536 km². Como tantas outras 
cidades brasileiras ela teve origem em uma fazenda, no caso, a Cabrobó, de grandes dimensões 
territoriais. 
A organização fundiária no Brasil, estruturada na grande propriedade, é um legado colonial 
instituído pelo sistema de: 
 
a) Sesmarias. 
 
 
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b) Capitanias Hereditárias. 
c) Colonato. 
d) Subvenções. 
e) Donatarias 
 
63 - (UNIOESTE PR) 
No decorrer do século XVIII o Pacto colonial deixa de ser visto pelos colonos como um contrato 
entre irmãos. Fatores como o aumento e o enriquecimento da população depois da descoberta do 
ouro nas Minas Gerais e a expansão relativa do mercado interno coincidiu com a expansão do 
mercado internacional. 
Ademais, o impacto da independência das colonias inglesas da América do Norte e os ideais da 
Revolução Francesa inspiraram levantes contra a coroa portuguesa. 
 
Sobre a crise da colonização portuguesa na América no século XVIII é INCORRETO afirmar que 
 
a) em meados do século XVIII, Portugal dava sinais de um franco desenvolvimento industrial, entre 
outros fatores, devido à manutenção do sistema colonial. 
b) os ingleses, em suas relações com a América Espanhola e Portuguesa, abriam brechas cada vez 
maiores no sistema colonial por meio de acordos comerciais, de contrabando e de aliança com 
os comerciantes locais. 
c) em meados do século XVIII, a colônia brasileira entrou em um período de depressão econômica 
motivada pela crise do açúcar e, a partir de 1760, pela queda da produção de ouro. 
d) as colônias portuguesas foram impedidas de comerciar livremente, sendo obrigadas a exportar 
seus produtos através da metrópole, de quem importavam as manufaturas. 
e) movimentos como a Inconfidência Mineira (1789) e a Conjuração Bahiana (1798) podem ser 
interpretados como movimentos precursores da emancipação política. 
 
64 - (UNIMONTES MG) 
Em relação a Portugal e seus domínios, em meados do século XVIII, é INCORRETO afirmar que 
 
 
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a) se abandonou, após a subida de D. Maria I ao trono, a opressão econômica exercida sobre o 
Brasil, permitindo-se a instalação de fábricas. 
b) Portugal e Espanha estabeleceram, para seus domínios sul-americanos, o Tratado de Madrid, 
que revogou os limites estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas. 
c) a Intendência dos Diamantes foi criada em 1771 e introduziu medidas severas e repressivas na 
fiscalização da extração de gemas preciosas no Distrito Diamantino. 
d) o reinado de D. José I se caracterizou, no tocante à colônia do Brasil, pela adoção de medidas 
voltadas à centralização administrativa e ao maior controle econômico. 
 
65 - (ESCS DF) 
A efetiva colonização do território americano pela coroa portuguesa ocorre a partir da expedição 
de Martim Afonso e Souza (1530-1532). Esse fato evidencia a mudança da política portuguesa em 
relação à América. Assinale a afirmativa que melhor explicita os fatores que contribuíram para a 
alteração da política colonial portuguesa para a América: 
 
a) a Espanha anexa os territórios amazônicos, o que coloca em risco as possessões portuguesas 
na América; 
b) a Espanha realiza expedições nas capitanias de Pernambuco e da Bahia como retaliação aos 
acordos políticos assinados entre Portugal e os Impérios andinos; 
c) a Espanha anula o Tratado de Tordesilhas à medida que assume o controle das minas do Alto 
Peru, o que exigiu de Portugal maiores cuidados na defesa dos território conquistados; 
d) as derrotas militares espanholas no Alto Peru motivam a Coroa portuguesa a organizar a 
política de colonização na América do sul; 
e) a Espanha obtém o acesso aos metais preciosos da América após a conquista do império 
Asteca, enquanto os franceses permanecem ameaçando as conquistas portuguesas. 
 
66 - (FGV) 
Leia o texto. 
 
 
 
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 Após os primeiros contatos particularmente violentos com a África negra, os portugueses viram-
se obrigados a mudar de política, diante da firme resistência das populações costeiras. Assim, 
empenharam-se, principalmente, em ganhar a confiança dos soberanos locais. Os reis de Portugal 
enviaram numerosas missões diplomáticas a seus homólogos da África ocidental. Assim, entre 1481 
e 1495, D. João II de Portugal enviou embaixadas ao rei do Futa, ao koi de Tombuctu e ao mansa do 
Mali. 
 Duas missões diplomáticas foram enviadas ao Mali, mostrando a importância que o soberano 
português atribuía a esse país. A primeira partiu pelo Gâmbia, a segunda partiu do forte de Elmina. 
O mansa que as recebeu, Mahmūd, era filho do mansa Ule (Wule) e neto do mansa Mūsā. (...). 
[Madina Ly-Tall, O declínio do Império do Mali. In Djibril Tamsir (editor), 
História geral da África, IV: África do século XII ao XVI] 
 
No contexto apresentado, o Império português mudou a sua estratégia política, pois 
 
a) encontrou um povo que desconhecia o uso da moeda na prática comercial. 
b) descobriu tribos que não passaram pelas etapas do desenvolvimento histórico, como o 
feudalismo. 
c) reconheceu a presença de um Estado marcado por sólidas estruturas políticas. 
d) identificou a tendência africana em refutar todas as influências externas ao continente. 
e) percebeu na África, em geral, a produção voltada apenas para as trocas ritualísticas.67 - (PUC SP) 
“Coube a Portugal a tarefa de encontrar uma forma de utilização econômica das terras americanas 
que não fosse a fácil extração de metais preciosos. Somente assim seria possível cobrir os gastos de 
defesa dessas terras. (...) De simples empresa espoliativa e extrativa —idêntica à que na mesma 
época estava sendo empreendida na costa da África e nas Índias Orientais— a América passa a 
constituir parte integrante da economia reprodutiva europeia, cuja técnica e capitais a ela se 
aplicam para criar de forma permanente um fluxo de bens destinados ao mercado europeu.” 
Celso Furtado. Formação econômica do Brasil. São Paulo: 
Companhia Editora Nacional, 1971, p. 8. Adaptado. 
 
 
 
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Segundo o texto, a colonização sistemática do território brasileiro por Portugal favoreceu 
 
a) a integração da América a uma economia internacionalizada, que tinha a Europa como centro. 
b) o estabelecimento das feitorias na costa atlântica do Brasil, responsáveis pela extração e pelo 
comércio de pau-brasil. 
c) a constituição de forte hegemonia portuguesa sobre o Oceano Atlântico, que persistiu até o 
século XVIII. 
d) o início de trocas comerciais regulares e intensas do Brasil com as colônias portuguesas das 
Índias Orientais. 
e) a construção de fortalezas no litoral brasileiro, para rechaçar, no século XVI e no XVII, as 
tentativas de invasões francesas e holandesas. 
 
68 - (UDESC SC) 
“O século XVI assistiu à transição da geografia fantástica para a da experiência. Os relatos de 
viagem que surgiram neste período, portanto, estão impregnados pela mudança na forma de ver e 
de descrever o mundo. [...] O imaginário europeu quinhentista caracterizava-se pelo ‘fantástico’, 
pelo ‘maravilhoso’, pelo ‘prodigioso’, pelo ‘monstruoso’, etc. Esse imaginário aplicava-se ao remoto, 
ao distante, ao longínquo... Quanto maior o afastamento da Europa civilizada, maior também o 
‘maravilhoso’! *...+ O imaginário europeu foi transplantado para o novo mundo. Os seres e lugares 
fantásticos que existiram na Ásia e na África, também passaram a existir na América.” 
STEIGLEDER, Carlos Geovane. Staden, Thevet e Léry. 
Olhares europeus sobre os índios e sua religiosidade. 
São Luís/MA: EDUFMA, 2010, p. 23-50. 
 
Analise as proposições considerando o contexto histórico e as questões a ele referentes, abordadas 
no excerto: 
 
I. Os viajantes europeus do século XVI destacavam, em seus relatos, a produção de um olhar 
eurocêntrico sobre os continentes africano, asiático e americano. 
II. O contexto abordado pelo autor refere-se à Idade Média. Os escritores medievais – em sua 
maioria pertencentes à Igreja Católica – escreviam histórias fantásticas sobre os lugares do 
 
 
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mundo, para além da Europa. Esses lugares e os personagens que neles habitavam quase 
sempre eram caracterizados com elementos do inferno, demônios e outros monstros 
fantásticos. 
III. Ao escrever que “o século XVI assistiu à transição da geografia fantástica para a da 
experiência”, o autor do excerto refere-se ao fato de que a ideia de uma geografia fantástica 
marcada por mapas ilustrados de monstros marinhos e abismos que informavam o “fim do 
mundo” passaria, aos poucos, a ser substituída por uma geografia marcada pela observação e 
experiência de diferentes viajantes que se lançaram aos mares, no contexto da expansão 
marítima europeia. 
IV. Ao escrever que “Os seres e lugares fantásticos que existiram na Ásia e na África, também 
passaram a existir na América”, o autor do excerto refere-se ao fato de que as viagens no 
contexto da expansão marítima europeia acabaram também fortalecendo as relações culturais 
nos diferentes continentes, haja vista que os viajantes não apenas levavam nativos americanos 
para a Europa, mas também traziam asiáticos e africanos para o Brasil. 
 
Assinale a alternativa correta. 
 
a) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. 
b) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras. 
e) Todas as afirmativas são verdadeiras. 
 
69 - (Mackenzie SP) 
 
 
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Carlos Eduardo Novaes e César Lobo. História do Brasil para principiantes. 
São Paulo: Ática, 2003, p.61 
 
A charge refere-se 
 
a) à organização do Governo Geral, em 1549, dividindo o território brasileiro em extensos lotes 
de terras, entregues, por sua vez, a nobres portugueses responsáveis pelo início efetivo da 
colonização do Brasil. 
b) às dificuldades encontradas pelo coroa portuguesa no início da colonização do Brasil, uma vez 
que, em virtude, dentre outros, do fracasso das Capitanias Hereditárias, a colônia sofria 
constantes ataques de piratas europeus. 
c) ao fracasso do Governo Geral, em virtude da corrupção existente na corte portuguesa, 
transferida para o Brasil, responsável pela concessão de privilégios aos piratas franceses no 
comércio do pau-brasil. 
d) ao Governo Geral, responsável pela efetivação da colonização brasileira, por meio de 
incentivos aos bandeirantes paulistas, para que ultrapassassem os limites de Tordesilhas e 
expulsassem os piratas franceses fixados no litoral. 
e) às dificuldades encontradas pela coroa portuguesa na efetiva organização da exploração da 
colônia, uma vez que a abundância de metais preciosos ali despertou, nos piratas europeus, o 
interesse pelas terras lusas na América. 
 
70 - (UECE) 
 
 
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As capitanias hereditárias, imensos tratos de terras na colônia portuguesa na América, foram distribuídas entre fidalgos 
portugueses cuja origem social era diversa. Dentre essa fidalguia, EXCETUA(M)-SE 
 
a) a grande nobreza, a quem muito interessava as terras do Reino e suas ilhas adjacentes. 
b) a pequena nobreza e funcionários da burocracia monárquica, muitos de extração burguesa. 
c) os Cristãos novos e judeus recém-convertidos por ordem de Dom Manuel. 
d) homens como tesoureiros, escudeiros reais e provedores, escrivães e negociantes. 
 
71 - (UEMG) 
LEIA o trecho abaixo: 
 
Aprendeu-se a liberdade 
Combatendo em Guararapes 
Entre flechas e tacapes 
Facas, fuzis e canhões 
Brasileiros irmanados 
Sem senhores, sem senzala 
E a Senhora dos Prazeres 
Transformando pedra em bala 
Bom Nassau já foi embora 
Fez-se a revolução 
E a festa da Pitomba é a reconstituição . 
Jangadas ao mar 
Pra buscar lagosta 
Pra levar pra festa 
Em Jaboatão 
Vamos preparar 
Lindos mamulengos 
 
Esse é um trecho do samba-enredo “Onde o Brasil aprendeu a liberdade”, da escola de samba UNIDOS DE VILA ISABEL, 
de 1972, que foi escrito por Martinho da Vila, Rodolpho, Graúna. O samba-enredo faz referência à luta contra a presença 
holandesa, no período colonial brasileiro. 
 
Considerando o contexto da dominação holandesa na América portuguesa, pode-se afirmar CORRETAMENTE que 
 
a) os holandeses invadiram a colônia portuguesa, porque Portugal proibiu que a Companhia das Índias Ocidentais 
holandesas continuasse a comprar o açúcar produzido no Brasil para ser revendido na Espanha. 
b) o início da ocupação holandesa na América portuguesa se deu pela Bahia, sede do governo colonial e principal 
produtora de açúcar no século XVII, e se estendeu até a Capitania do Maranhão. 
c) durante o governo de Maurício de Nassau, a insatisfação dos nordestinos atingiu seu cume, pois, nessa época, os 
holandeses começaram a cobrar os empréstimos anteriormente feitos aos senhores de engenho e puniam com 
severidade aqueles que não os pagassem. 
d) os holandeses estabeleceram a tolerância religiosa nas regiões conquistadas no Brasil, 
possibilitando a convivência pacífica entre pessoas que professavam religiões diferentes e 
tornando-se um porto seguro contra as perseguições religiosas que aconteciam na Europa. 
 
 
 
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72 - (PUCSP) 
“Ao longo da segunda metade do século XVI, a Bahia se tornou a principal capitania do Brasil 
colonial. Juntou-se a Pernambuco como região de grande lavoura e engenhos produtores de açúcar; 
tornou-se polo de imigração portuguesa, com destaque para os cristãos-novos, atraídos pela nova 
frente de expansão açucareira e desejosos de escapar do braço comprido do Santo Ofício português, 
criado entre 1536 e 1540; abrigou número crescente de missionários, não só jesuítas, mas professos 
de outras ordens religiosas.” 
Ronaldo Vainfas. Antônio Vieira. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 31. 
 
Podemos afirmar que o texto indica uma concepção acerca do estudo da história do Brasil colonial 
em que se 
 
a) privilegia a dimensão religiosa dos vínculos entre colônia e metrópole, pois tal dimensão é 
necessariamente determinante das demais relações presentes na sociedade colonial. 
b) valoriza a liberdade de crença e a pluralidade das manifestações religiosas na colônia, possível 
a partir da aceitação, pela Igreja Católica, das formas de religiosidade das comunidades 
indígenas. 
c) caracteriza a divisão internacional do trabalho, pois as colônias americanas e suas metrópoles 
europeias mantiveram, antes e depois da independência, papéis hegemônicos no contexto 
global de circulação de mercadorias. 
d) reconhece o caráter complexo e plural das relações entre colônia e metrópole a partir da 
identificação de diversos elementos da ocupação e organização da sociedade colonial. 
e) define o caráter flexível das relações entre colônia e metrópole, pois estas se estruturam a 
partir do perfeito equilíbrio político entre a periferia e o centro econômico. 
 
73 - (UFPR) 
Assinale a alternativa correta sobre o papel social e econômico das cidades no período colonial da 
América Portuguesa. 
 
a) As cidades nunca tiveram um papel significativo na economia colonial, pois toda a riqueza que 
interessava ao comércio português era de origem agrária. Dessa forma, as cidades eram 
 
 
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núcleos administrativos sem qualquer povoamento significativo, que só se tornaram alvo de 
investimentos após a vinda da Família Real portuguesa. 
b) As cidades passaram a ter um papel econômico primordial na colônia a partir da fundação de 
São Paulo, que se tornou um grande entreposto comercial. Posteriormente, com o ciclo do 
ouro, as cidades de Minas Gerais tornaram-se um centro irradiador de progresso econômico, 
superando a importância das áreas rurais na economia colonial. Isso impulsionou um maior 
desenvolvimento urbano, trazendo progresso material e cultural a toda a sociedade. 
c) Mesmo com papel econômico secundário, a partir dos séculos XVII e XVIII, algumas cidades 
foram valorizadas com o aumento da participação da colônia no comércio ultramarino, em 
especial após as políticas pombalinas de incentivo às Companhias de Comércio. Além de 
possuírem órgãos administrativos e políticos, as cidades agregaram boa parte dos elementos 
sociais da colônia, definindo em seus espaços as diferenças de gênero, raça e status social. 
d) Além de serem centros administrativos, as cidades formaram pequenos centros educacionais 
de catequese dos indígenas e de evangelização dos colonos, agregando uma população 
majoritariamente masculina. Por serem muito pobres, as cidades eram vilas incipientes, o que 
gerava uma concentração populacional e econômica nas áreas rurais. 
e) As cidades foram centros administrativos importantes para o desenvolvimento econômico e 
social da colônia, por concentrarem escolas, jardins botânicos e assistência médica e jurídica à 
população. Escravos frequentemente fugiam para tentar uma vida melhor nas cidades, o que 
gerava uma rivalidade entre os centros urbanos e as áreas rurais. 
 
74 - (UNISA SP) 
O processo de colonização da América, realizado no século XVI, apresentou diferenças significativas 
em sua organização, de acordo com a metrópole que controlava as diversas regiões do continente. 
 
Assinale a alternativa que contém, respectivamente, um aspecto característico da colonização 
espanhola e outro típico da colonização portuguesa nesse período. 
 
a) Escravidão negra e investimento na extração de metais preciosos. 
b) Pequena propriedade rural e forte presença da Igreja Católica. 
c) Sistema de plantation e utilização de trabalhadores assalariados. 
d) Tolerância religiosa e organização da produção para consumo interno. 
 
 
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e) Utilização de mão de obra indígena e organização em capitanias. 
 
75 - (FGV) 
Sobre a gênese das fronteiras brasileiras, assinale a alternativa correta: 
 
a) O Tratado de Madri, assinado em 1750, definiu cerca de 2/3 da extensão total das atuais 
fronteiras brasileiras. 
b) Todas as fronteiras delimitadas durante o período imperial se originaram de conflitos armados. 
c) Uma parcela das linhas internacionais de fronteiras da área amazônica foi delimitada após a 
proclamação da República. 
d) O atual traçado das fronteiras brasileiras já estava plenamente configurado em 1900. E Em 
nenhum período, o governo brasileiro recorreu ao arbitramento internacion questões 
fronteiriças. 
 
76 - (FPS PE) 
 
 
A escravidão trouxe violências e promoveu preconceitos para a construção da história brasileira. A 
sua prática no período colonial: 
 
a) teve a condenação radical da Igreja Católica, cumprindo princípios da ética e da solidariedade. 
b) foi importante para firmar a economia açucareira, apesar das injustiças e dos descontroles. 
c) contou com a ajuda de potências estrangeiras, sobretudo com a colaboração da Holanda e da 
Espanha. 
 
 
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d) ficou restrita aos primeiros séculos da dominação portuguesa, sendo extinta no século XVIII. 
e) atendeu às necessidades da exploração do ouro em Minas Gerais, sem contudo, provocar 
rebeliões. 
 
77 - (PUC SP) 
"Descoberto o Novo Mundo e instaurado o processo de colonização, começou a se desenrolar o 
embate entre o Bem e o Mal." 
Laura de Mello e Souza. Infemo Atlântico. 
São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 22-23. 
 
Na percepção de muitos colonizadores portugueses do Brasil, uma das armas mais importantes 
utilizadas nesse “embate entre o Bem e o Mal” era a 
 
a) retomada de padrões religiosos da Antiguidade. 
b) defesa do princípio do livre arbítrio. 
c) aceitação da diversidade de crenças. 
d) catequização das populações nativas. 
e) busca da racionalidade e do espírito científico. 
 
78 - (UEA AM) 
Capistrano de Abreu publicou, em 1907, um dos mais importantes livros da historiografia brasileira, 
Capítulos de História Colonial. O historiador começa o capítulo consagrado à colonização do sertão 
brasileiro, com as seguintes palavras: A invasão flamenga constitui mero episódio da ocupação da 
costa. Deixa-a na sombra a todos os aspectos o povoamento do sertão, iniciado em épocas diversas, 
de pontos apartados, até formar-se uma corrente interior, mais volumosa e mais fertilizante que o 
tênue fio litorâneo. A ocupação do interior do Brasil foi essencial para a 
 
a) constituição da sociedade mestiça brasileira, já que a população branca europeia predominava 
no litoral do país. 
 
 
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b) substituição da mão de obra escrava de origem africana pelo trabalho dos índios capturados 
no sertão. 
c) consolidação da supremacia brasileira na América do Sul, com a anexação de territórios que se 
encontravam sob controle argentino. 
d) garantia da livre circulação de mercadorias brasileiras para a costa ocidental do continente, 
alcançando-se, assim, o mercado do Oriente. 
e) atual configuração geográfica do país, pois transgrediu limites territoriais antes negociados 
pelas metrópoles ibéricas. 
 
79 - (UECE) 
Leia o fragmento abaixo atentamente. 
 
“(…) é junto ao papado que os reinos ibéricos buscam autoridade para dirimir as disputaspela 
partilha dos mundos a descobrir; e, a partir daí, a legitimação da conquista pela catequese (...)” 
NOVAIS, Fernando A. In SOUZA, Laura de Mello. 
História da Vida Privada no Brasil. São Paulo: 
Companhia das Letras, 1997. 
 
A partir do excerto acima, considere as seguintes afirmações: 
 
I. A cristianização interligou-se às necessidades do desenvolvimento mercantil e aos interesses 
políticos, assumindo uma importância decisiva no projeto português para o novo mundo. 
II. A religião forneceu a base ideológica da conquista e da colonização brasileira; além disso, a 
catequese possibilitou algumas atrocidades cometidas em nome da fé. 
III. A colonização foi motivada por questões materiais e políticas, e o discurso universalista da 
Igreja, de conversão dos povos, pouco contribuiu para o projeto da colonização. 
 
Está correto o que se afirma somente em 
 
 
 
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a) I e III. 
b) I e II. 
c) II. 
d) III. 
 
80 - (UFG GO) 
Leia o texto a seguir. 
 
Há alguns vocábulos nela (língua tupi) de que não usam senão as mulheres, e outros que não 
servem senão para os machos; carece de três letras, convém saber, não se acha nela F, nem L, nem 
R, coisa digna de espanto porque assim não têm Fé, nem Lei, nem Rei e desta maneira vivem 
desordenadamente sem terem além disto conta nem peso, nem medida. 
GÂNDAVO, Pero Magalhães. Do gentio que há nesta Província, da condição e costumes dele e de 
como se governam na paz. In: História da província de Santa Cruz, a que vulgarmente chamamos de 
Brasil. 1756. Disponível em: <www.dominiopublilco.gov.br>. p. 25. Acesso em: 24 set. 2013. 
(Adaptado). 
 
O texto do viajante português Pero Magalhães Gândavo relaciona língua e organização social. O 
tipo de relato e os aspectos da colonização no Brasil expressam-se, no texto apresentado, 
 
a) pelo uso da prosa, permitindo o desenvolvimento de um método argumentativo para a 
comunicação entre os nativos e os colonizadores. 
b) pela diferenciação dos gêneros dos falantes, sugerindo a presença de uma sociedade 
matriarcal entre os nativos. 
c) pelo caráter descritivo, adequando o considerado exotismo nativo às referências europeias 
para efetivar a colonização cultural. 
d) pelo conteúdo empírico, buscando complexificar a economia de troca dos tupi-guaranis por 
meio do ensino de cálculo e planejamento. 
e) pela utilização da crônica, buscando elaborar um tipo de relato pedagógico e moralizante 
usado nas encenações teatrais jesuíticas. 
 
 
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81 - (UFT TO) 
“Sem o gentio, portanto, não se dava um passo. Era ele que remava, caçava, pescava, fazia as 
farinhas, lavrava a terra, guiava as expedições, passava as cachoeiras, indicava os perigos e os meios 
de escapar a eles, apontava os tipos de flora e da fauna, construía os povoados, fazia mil artefatos 
de que havia necessidade para que se pudesse prosseguir na campanha de fundação do Império 
Ocidental no ambiente exótico e hostil: ele era nervo e vida” (REIS, A. C. F. O processo histórico da 
economia amazonense. RJ: Imprensa Nacional, 1944). 
 
O processo histórico de ocupação e colonização dos rios do vale amazônico resulta de um 
disputado processo político e, sobretudo, econômico visto a sua exuberância e riqueza natural. O 
texto acima expõe o fato de que na área amazônica do Brasil Colonial registrou-se, em termos 
econômicos, a adoção de uma mão de obra caracterizada pela: 
 
a) aplicação dos nativos na exploração de metais preciosos 
b) exploração intensiva do escravo negro na produção de cana de açúcar 
c) produção de borracha para atender ao crescente mercado europeu 
d) utilização dos indígenas na economia coletora florestal das “drogas do sertão” 
e) exploração do indígena na criação de gado, aproveitando a rica hidrografia da região 
 
82 - (UNICAMP SP) 
A história de São Paulo no século XVII se confunde com a história dos povos indígenas. Os índios 
não se limitaram ao papel de tábula rasa dos missionários ou vítimas passivas dos colonizadores. 
Foram participantes ativos e conscientes de uma história que foi pouco generosa com eles. 
(Adaptado de John M. Monteiro, “Sangue Nativo”, 
em http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/sangue-nativo. Acessado em 14/07/2013.) 
 
Sobre a atuação dos indígenas no período colonial, pode-se afirmar que: 
 
 
 
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a) A escravidão foi por eles aceita, na expectativa de sua proibição pela Coroa portuguesa, por 
pressão dos jesuítas. 
b) Sua participação nos aldeamentos fez parte da integração entre os projetos religioso e bélico 
de domínio português, executados por jesuítas e bandeirantes. 
c) A existência de alianças entre indígenas e portugueses não exclui as rivalidades entre grupos 
indígenas e entre os nativos e os europeus. 
d) A adoção do trabalho remunerado dos indígenas nos engenhos de São Vicente contrasta com 
as práticas de trabalho escravo na Bahia e Pernambuco. 
 
83 - (UNIRG TO) 
Analise a imagem a seguir. 
 
 
LEGRAND, C. Padre Antônio Vieira convertendo os índios do Brasil: 
Litografia colorida (1611). Arquivo Histórico Ultramarino. 
Disponível em: <http://www.infopedia. 
pt/$padre-antonio-vieira-convertendo-os-indios>. Acesso em: 14 out. 2013. 
 
Esta imagem, reproduzida em diversos livros didáticos de história, reforçava, na sociedade 
brasileira, determinada visão sobre a colonização da América Portuguesa. Expressa no discurso da 
imagem apresentada, essa visão 
 
a) valoriza as contribuições de diferentes culturas na formação do Brasil, atribuindo 
detalhamento e particularidades aos sujeitos. 
 
 
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b) legitima a catequização promovida pelos jesuítas, atribuindo comportamento passivo e 
submisso aos indígenas. 
c) destaca a harmonia nas relações entre missionário e indígenas, atribuindo gestos respeitosos e 
fraternais aos personagens. 
d) associa o religioso à dominação promovida pela Coroa Portuguesa, atribuindo uma postura 
autoritária ao padre que aparece com o dedo em riste. 
 
84 - (Fac. Cultura Inglesa SP) 
A cada canto um grande conselheiro, 
Que nos quer governar cabana e vinha; 
Não sabem governar sua cozinha, 
E podem governar o mundo inteiro. 
 
Que os Brasileiros são bestas, 
e estarão a trabalhar 
toda a vida por manter 
maganos* de Portugal. 
(Gregório de Matos. Poemas escolhidos, 1975.) 
*Magano: trapaceiro. 
 
Estas estrofes, extraídas de dois poemas do escritor baiano Gregório de Matos (1633-1696), 
apelidado de “Boca do Inferno”, referem-se 
 
a) à decadência da administração da Metrópole portuguesa no Brasil e ao empobrecimento 
econômico da colônia. 
b) à situação política da sociedade colonial brasileira e às relações econômicas da colônia com a 
Metrópole. 
 
 
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c) à incapacidade dos funcionários metropolitanos de valorizarem economicamente a colônia e à 
grande religiosidade dos brasileiros. 
d) à honestidade da nobreza portuguesa instalada no Brasil e à oposição política dos colonos 
brasileiros a Portugal. 
e) à corrupção da burocracia metropolitana no Brasil e à desonestidade dos colonos brasileiros. 
 
85 - (Fac. Direito de Franca SP) 
“*Houve, no território brasileiro, durante o período colonial,+ esta disseminação pasmosa e sem 
paralelo que aparta e isola os indivíduos, cinde o povoamento em núcleos esparsos de contato e 
comunicações difíceis, muitas vezes até impossíveis.” 
Caio Prado Júnior. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1987, p. 37. 
 
Entre os fatores que colaboraram para o tipo de povoamento do território brasileiro, descrito no 
texto, podemos incluir 
 
a) a contínua interferência britânica na colonização do Brasil, que impediu a autonomia 
comercial, política e administrativa das companhias coloniais de comércio. 
b) o avanço da ocupação espanhola na região do Prata e do atual Mato Grosso, queimpediu a 
consolidação da hegemonia portuguesa sobre toda a América do Sul 
c) a ocupação de parte do Nordeste por holandeses, no decorrer do século XVIII e XIX, que dividiu 
ao meio a zona de colonização portuguesa na América. 
d) a União Ibérica, que reuniu as colônias espanholas e portuguesa sob o comando de uma 
mesma Coroa, e eliminou a especificidade da empresa colonial portuguesa. 
e) o esforço de colonização simultânea, para proteção territorial e defesa da faixa litorânea que 
coube a Portugal, segundo o Tratado de Tordesilhas. 
 
86 - (IFRS) 
O domínio holandês sobre uma valiosa parte do Nordeste brasileiro, bem como sobre feitorias 
portuguesas na África, acarretou transformações na sociedade colonial brasileira e metropolitana. 
Entre tais transformações, pode-se citar a 
 
 
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a) ação dos bandeirantes na busca e aprisionamento de indígenas, que serviriam como mão de 
obra alternativa ao africano, cujo preço aumentara, algo que veio a provocar uma maior 
exploração das terras no interior do Brasil. 
b) plantação do café na região Sudeste, garantindo a exploração lucrativa da área colonial que 
permaneceu livre da intervenção estrangeira, fato que permitiu o aumento das rendas que, 
posteriormente, financiariam a luta para a expulsão dos holandeses. 
c) negociação entre Maurício de Nassau e a Coroa espanhola, que reinava sobre ambos os países 
ibéricos, com o intuito de garantir a devolução do Nordeste em troca da ajuda de tropas 
portuguesas para a fixação dos holandeses na colônia francesa ao Norte da Amazônia 
brasileira. 
d) decadência do reino de Portugal que, severamente enfraquecido pela crise econômica iniciada 
pelos holandeses, acabou derrotado pelos espanhóis, que foram responsáveis pela morte do 
monarca português D. Sebastião, dando assim início à União Ibérica. 
e) aliança entre os holandeses e os nativos das tribos tupinambás, fato que levou a um maior 
fortalecimento dos invasores na região, o que culminou no estímulo à criação da Confederação 
dos Tamoios, liga de diversas tribos inimigas dos portugueses. 
 
87 - (PUC RS) 
Analise as afirmativas sobre o Descobrimento do Brasil, preenchendo os parênteses com V 
(verdadeiro) ou F (falso). 
 
( ) Pode ser enquadrado no processo de expansão comercial europeia do início da Era Moderna, 
que objetivava a descoberta de novas fontes de metais preciosos e de mercadorias atrativas 
para o mercado consumidor europeu. 
( ) Foi fundamental na construção do império ultramarino português, na medida em que as 
riquezas logo encontradas na nova terra levaram a coroa lusitana a promover a imediata 
colonização do atual território brasileiro. 
( ) Atendeu aos interesses estratégicos da coroa portuguesa, pois a rota descoberta por Vasco da 
Gama para o comércio com as Índias, em 1498, necessitava de portos no Atlântico Sul onde 
fosse possível reparar e reabastecer os navios. 
 
 
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( ) É considerado um momento trágico para as populações originais do atual território brasileiro, 
porque a exploração do pau-brasil, primeira riqueza encontrada no novo território, levou à 
escravização do indígena. 
 
O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 
 
a) V – V – F – F 
b) V – F – V – F 
c) V – F – F – V 
d) F – F – V – V 
e) F – F – V – F 
 
88 - (UEA AM) 
Na segunda metade do século XVII os rigores da política de restrições se acentuam de forma 
sensível. Tudo deveria fazer-se pelo Reino, que assim canalizava para si toda a nossa atividade 
comercial. Portugal se erigia em intermediário necessário dos nossos negócios externos. Sua maior 
fonte de lucros proveio do sistema de companhias privilegiadas, adotadas por essa época. Criou-se a 
primeira em 1647. Em 1682 é incorporada outra companhia, com maiores privilégios ainda, para o 
Estado do Maranhão. Sucessivamente vão aparecendo outras e outras companhias: Geral do Grão-
Pará, Geral do Comércio de Pernambuco e Paraíba etc. 
(Caio Prado Júnior. Evolução política do Brasil e outros estudos, 1961. Adaptado.) 
 
Segundo o argumento e os dados apresentados por Caio Prado Júnior, as companhias 
 
a) projetaram o Brasil como centro político e decisório do Império da Metrópole portuguesa. 
b) aceleraram o processo de ruptura política e social da colônia com a Metrópole portuguesa. 
c) tiveram como finalidade primeira evitar a ocupação holandesa da capitania de Pernambuco. 
d) favoreceram os desenvolvimentos comerciais, sociais e culturais da colônia do Brasil. 
 
 
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e) permitiram à Metrópole o exercício de um controle mais estrito sobre a economia da colônia. 
 
89 - (UNESP SP) 
Em 1534, a Coroa portuguesa estabeleceu o regime de capitanias hereditárias no Brasil Colônia. 
Entre as funções dos donatários, podemos citar 
 
a) a nomeação de funcionários e a representação diplomática. 
b) a erradicação de epidemias e o estímulo ao crescimento demográfico. 
c) a interação com os povos nativos e a repressão ao trabalho escravo. 
d) a organização de entradas e bandeiras e o extermínio dos indígenas. 
e) a fundação de vilas e cidades e a cobrança de impostos. 
 
90 - (UNIMONTES MG) 
Em 1777, com a morte do rei Dom José I, sua filha, D. Maria I, sucedeu-lhe no trono de Portugal. 
Sobre as ações encetadas durante o seu reinado, é CORRETO afirmar: 
 
a) Proibiu a colônia brasileira, pelo Alvará de 1785, de produzir manufaturas. 
b) Expulsou os jesuítas do Brasil, confiscando seus bens e propriedades. 
c) Criou as companhias privilegiadas de comércio nas regiões NO e NE do Brasil. 
d) Extinguiu a escravidão indígena e incentivou os casamentos entre brancos e índios. 
 
91 - (UECE) 
“A expedição de Martim Afonso de Sousa (1530) marcou o encerramento da etapa pré-colonial. A 
partir de 1530, a Coroa Portuguesa empenhou-se efetivamente no sentido de garantir a posse do 
território brasileiro.” 
AQUINO, Rubim Santos Leão de [et al]. Sociedade Brasileira – uma historia a partir dos movimentos 
sociais. Rio de Janeiro, Record, 2008. 
 
 
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No contexto acima citado, a principal ação empreendida pela Coroa Portuguesa para garantir a 
posse das terras brasileiras foi 
 
a) a estruturação de um sistema rentável e adequado à grande extensão do território brasileiro, 
utilizando a mão de obra europeia. 
b) a coibição da presença incessante de vários povos europeus no território brasileiro, embora 
estes não ameaçassem a soberania de Portugal. 
c) o planejamento da ocupação do território, baseado na necessidade de uma compensação 
econômica para suprir as demandas dos interesses mercantis europeus. 
d) a organização de um exército forte, com dezenas de frotas navais, bem como o treinamento de 
uma milícia local, para garantir a posse dos sertões e das áreas mais distantes. 
 
92 - (UFAL) 
[...] O Brasil era uma terra de dimensões continentais na visão da coroa; pouco colonizada e 
principalmente, pouco produtiva. Então, surge mais um artifício para a exploração da terra: as 
sesmarias. Iniciadas e incluídas a partir do capitão-donatário de uma capitania, as sesmarias eram 
lotes de terra menor, que eram doadas a um sesmeiro com o intuito de principalmente tornar a 
terra produtiva. O sesmeiro tinha então a partir do recebimento do lote, a obrigação de cultivar a 
terra por um prazo de cinco anos, tornando-a produtiva e pagando os devidos impostos à Coroa.[...] 
Disponível em: http://www.historiabrasileira.com. Acesso em: 9 dez. 2013. 
 
O sistema de sesmaria poucas vezes satisfez as expectativas iniciais de produção. Ou pelas grandes 
dimensões territoriais ou pela má administração e fiscalização, raramente as terras tornavam-se 
produtivas. Ainda hoje, considera-se reflexo da apropriação sesmarial 
 
a) o sistema de roça. 
b) a policultura. 
c) os latifúndios brasileiros. 
d) o trabalho assalariado.61 
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e) a produção de subsistência. 
 
93 - (UEFS BA) 
 
 
A análise do gráfico e os conhecimentos sobre as exportações no Brasil colonial, entre 1650 e 1800, 
permitem classificar essa economia, ao longo de 150 anos, como 
 
a) autossuficiente, produzindo todos os gêneros necessários para a manutenção da população 
colonial. 
b) imperialista, visto que a Coroa controlava a produção e o beneficiamento dos gêneros agrícolas 
para a exportação. 
c) essencialmente extrativista, considerando-se o volume de exportações de pau-brasil, nos 
últimos 40 anos do período. 
d) exclusivamente mineradora, a partir da extensão dos territórios destinados à exploração de 
minas de ouro e prata. 
e) predominantemente agroexportadora, que, na segunda metade do século XVIII, conviveu com 
o apogeu e a decadência da mineração. 
 
94 - (UESPI) 
 
 
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Entre as mudanças ocorridas no Brasil Colônia durante a União Ibérica (1580 - 1640), destacam-se: 
 
a) a introdução do tráfico negreiro, a invasão dos holandeses no Nordeste e o início da produção 
de tabaco no Recôncavo Baiano. 
b) a expansão da economia açucareira no Nordeste, o estreitamento das relações com a 
Inglaterra e a expulsão dos jesuítas. 
c) a incorporação do Extremo-Sul, o início da exploração do ouro em Minas Gerais e a 
reordenação administrativa do território do Brasil Colonial. 
d) a expulsão dos holandeses do Nordeste, a intensificação da escravização indígena e a 
introdução das companhias de comércio monopolistas. 
e) a expansão da ocupação interna pela pecuária, a expulsão dos franceses e o incremento do 
bandeirismo. 
 
95 - (ENEM) 
As terras brasileiras foram divididas por meio de tratados entre Portugal e Espanha. De acordo com 
esses tratados, identificados no mapa, conclui-se que 
 
 
BETHEL, L. História da América. V. I. São Paulo: Edusp, 1997. 
 
a) Portugal, pelo Tratado de Tordesilhas, detinha o controle da foz do rio Amazonas. 
 
 
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b) o Tratado de Tordesilhas utilizava os rios como limite físico da América portuguesa. 
c) o Tratado de Madri reconheceu a expansão portuguesa além da linha de Tordesilhas. 
d) Portugal, pelo Tratado de San Ildefonso, perdia territórios na América em relação ao de 
Tordesilhas. 
e) o Tratado de Madri criou a divisão administrativa da América Portuguesa em Vice-Reinos 
Oriental e Ocidental. 
 
96 - (ENEM) 
Quando tomaram a Bahia, em 1624-5, os holandeses promoveram também o bloqueio naval de 
Benguela e Luanda, na costa africana. Em 1637, Nassau enviou uma frota do Recife para capturar 
São Jorge da Mina, entreposto português de comércio do ouro e de escravos no litoral africano 
(atual Gana). Luanda, Bengueka e São Tomé caíram nas mãos dos holandeses entre agosto e 
novembro de 1641. A captura dos dois pólos da economia de plantações mostrava-se indispensável 
para o implemento da atividade açucareira. 
ALENCASTRO, L.F. Com quantos escravos se constrói um país? 
 In: Revista de História da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro, 
ano 4, n.39 dez. 2008 (adaptado) 
 
Os polos econômicos aos quais se refere o texto são 
 
a) as zonas comerciais americanas e as zonas agrícolas africanas. 
b) as zonas comerciais africanas e as zonas de transformação e melhoramento americanas. 
c) as zonas de minifúndios americanos e as zonas comerciais africanas. 
d) as zonas manufatureiras americanas e as zonas de entreposto africano no caminho para 
Europa. 
e) as zonas produtoras escravistas americanas e as zonas africanas reprodutoras de escravos. 
 
97 - (ENEM) 
 
 
64 
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De fato, que alternativa restava aos portugueses, ao se verem diante de uma mata virgem e 
necessitando de terra para cultivo, a não ser derrubar a mata e atear-lhe fogo? Seria, pois, injusto 
reprová-los por terem começado dessa maneira. Todavia, podemos culpar os seus descendentes, e 
com razão, por continuarem a queimar as florestas quando há agora, no início do século XIX, tanta 
terra limpa e pronta para o cultivo à sua disposição. 
SAINT-HILAIRE, A. Viagem às nascentes do rio S. Francisco [1847]. 
Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1975 (adaptado). 
 
No texto, há informações sobre a prática da queimada em diferentes períodos da história do Brasil. 
Segundo a análise apresentada, os portugueses 
 
a) evitaram emitir juízo de valor sobre a prática da queimada. 
b) consideraram que a queimada era necessária em certas circunstâncias. 
c) concordaram quanto à queimada ter sido uma prática agrícola insuficiente. 
d) entenderam que a queimada era uma prática necessária no início do séc. XIX. 
e) relacionaram a queimada ao descaso dos agricultores da época com a terra. 
 
98 - (ENEM) 
A experiência que tenho de lidar com aldeias de diversas nações me tem feito ver, que nunca índio 
fez grande confiança de branco e, se isto sucede com os que estão já civilizados, como não 
sucederá o mesmo com esses que estão ainda brutos. 
(NORONHA, M. Carta a J. Caldeira Brant: 2 jan. 1751. Apud 
CHAIM, M. M. Aldeamentos indígenas 
 (Goiás: 1749-1811). São Paulo: Nobel, Brasília, INL, 1983 – Adaptado) 
 
Em 1749, ao separar-se de São Paulo, a capitania de Goiás foi governada por D. Marcos de 
Noronha, que atendeu às diretrizes da política indigenista pombalina que incentivava a criação de 
aldeamentos em função 
 
 
 
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a) das constantes rebeliões indígenas contra os brancos colonizadores, que ameaçavam a 
produção de ouro nas regiões mineradoras. 
b) da propagação de doenças originadas do contato com os colonizadores, que dizimaram boa 
parte da população indígena. 
c) do empenho das ordens religiosas em proteger o indígena da exploração, o que garantiu a sua 
supremacia na administração colonial. 
d) da política racista da Coroa Portuguesa, contrária à miscigenação, que organizava a sociedade 
em uma hierarquia dominada pelos brancos. 
e) da necessidade de controle dos brancos sobre a população indígena, objetivando sua 
adaptação às exigências do trabalho regular. 
 
99 - (UCS RS) 
O Período Colonial da história brasileira teve início em 1500, com a oficialização da posse do 
território pela coroa portuguesa e encerrou-se em 1822, com a independência política do Brasil. 
 
Sobre esse Período, é correto afirmar que 
 
a) a atividade econômica de 1500 a 1530 era nula e ficou conhecida como Pré-Colonial, pois o 
território impunha muitas dificuldades, e os portugueses davam enorme atenção ao Oriente. 
b) a primeira forma da administração colonial foi o Governo Geral, cujo governador era indicado 
diretamente pelo rei de Portugal que escolhia entre a nobreza da corte a pessoa mais indicada 
para assumir tão importante posto. 
c) a exploração econômica preferida pelos portugueses foi a produção manufatureira, em função 
da abundância de matérias-primas, que viabilizavam a produção em grande escala e a baixo 
custo. 
d) algumas características básicas se complementaram na exploração colonial do Brasil, entre 
elas: latifúndio, monocultura, escravidão, economia voltada para o comércio externo e 
monopólio comercial português. 
e) as principais cidades foram construídas no litoral brasileiro, pois a estrutura econômica 
agroexportadora inviabilizou qualquer tipo de ocupação fora dessa área. Assim, o interior do 
território brasileiro ficou abandonado durante todo o Período Colonial. 
 
 
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100 - (UECE) 
As atividades manufatureiras eram geralmente proibidas no Brasil Colonial. Tal proibição ocorria, 
porque 
 
a) os produtos consumidos pelos centros urbanos coloniais deveriam ser exclusivamente 
produzidos na Metrópole. 
b) era preciso garantir que a Colônia fosse consumidora dos produtos oferecidos pelos 
detentores do monopólio comercial. 
c) a produção artesanal e industrial no Brasil Colônia poderia competircom os produtos 
metropolitanos. 
d) a produção que atendia ao consumo dos núcleos rurais significava uma ameaça ao monopólio 
comercial. 
 
101 - (UFPEL RS) 
A colonização oficial do Brasil coincide com o estabelecimento do sistema de capitanias hereditárias 
e a criação dos primeiros engenhos de açúcar. Outros fatores coetâneos a essas iniciativas são 
 
a) união Ibérica, guerra contra a Holanda, substituição do trabalho compulsório indígena pelo 
africano. 
b) fundação de Salvador (primeira capital da América Portuguesa), criação da França Antártica, 
predomínio do trabalho escravo africano nas áreas mais ricas da América Portuguesa. 
c) confederação dos Tamoios, chegada dos Jesuítas ao Brasil, trabalho compulsório indígena. 
d) crise do Império Português do Oriente, participação de capitais holandeses no financiamento e 
comercialização do açúcar, super-exploração do trabalho indígena. 
e) busca de centralização do poder mediante o estabelecimento de um Governo-geral, início do 
tráfico negreiro, guerra contra a Holanda. 
f) I.R. 
 
 
 
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102 - (UESPI) 
Analisando o processo de colonização portuguesa nas Américas e seu modelo econômico, podemos 
afirmar 
 
CORRETAMENTE: 
 
a) No período da chegada as Américas, Portugal já havia abandonado suas práticas mercantilistas, 
o que permitiu ao Brasil desenvolver rapidamente sua economia de forma autônoma em 
relação a metrópole. 
b) Apesar da liberdade comercial dada por Portugal ao Brasil, este não conseguiu desenvolver 
nenhum tipo de atividade comercial que interessasse à Metrópole, o que levou a esta a 
abandonar qualquer pretensão econômica sobre a Colônia. 
c) Contrariando o que se poderia esperar de um modelo de exploração colonial regida por 
princípios mercantilistas, no Brasil estes não foram aplicados, considerando que seu modelo 
econômico voltava-se apenas para o mercado interno. 
d) Interessado no desenvolvimento social de sua Colônia nas Américas, Portugal logo tratou de 
incentivar toda atividade que explorasse recursos que viessem a beneficiar ao Brasil. 
e) Pautado nos princípios mercantilistas vigentes na Europa do século XVI, Portugal tratou de 
manter rígido controle sobre a Colônia e incentivar atividades complementares à economia 
metropolitana. 
 
103 - (UNICAMP SP) 
Engenheiros, naturalistas, matemáticos e artistas, sob o mecenato de Nassau, investigaram a 
natureza e transformaram a paisagem nordestina. Recife tornou-se uma das cidades mais 
importantes da América, com modernas pontes e prédios. Além do incentivo à arte, o governo [de 
Nassau] promulgou leis que eram iguais para todos, impedindo injustiças contra os antigos 
habitantes. 
(Ronald Raminelli, Invasões Holandesa”, em Ronaldo Vainfas (dir.), 
Dicionário do Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, p. 315.) 
 
 
 
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As transformações durante o governo de Maurício de Nassau (1637-1645), em Pernambuco, são 
exemplos de um contexto em que 
 
a) o mecenato e a aplicação de leis idênticas para holandeses e luso-brasileiros eram uma 
continuidade do modelo renascentista, representando um período de modernização da região. 
b) houve dinamização da economia açucareira na região, com a reativação de engenhos e perdão 
de dívidas dos antigos proprietários, impulsionando a remodelação da cidade de Recife. 
c) houve a aplicação de princípios mercantilistas para a obtenção de lucros e a perseguição, por 
parte dos holandeses calvinistas, a judeus, cristãos-novos e católicos. 
d) as expedições dos artistas e cientistas tinham o propósito de retratar a paisagem e identificar 
potencialidades econômicas da região, pois o açúcar estava em declínio no comércio 
internacional. 
 
104 - (UNIMONTES MG) 
Acerca da administração pública instaurada no Brasil ao longo do período colonial, pode-se afirmar 
que 
 
a) as Capitanias Hereditárias foram ampliadas em número, no século XVII, com a criação de novas 
unidades administrativas nas regiões mineradoras de Minas e Goiás. 
b) os donatários, titulares das capitanias, aumentaram o seu poder e autoridade após a extinção 
do sistema de Governo Geral na Colônia. 
c) o período que vai da Restauração portuguesa (1640) ao início da exploração do ouro (1700) é 
caracterizado pelo esforço de centralização administrativa. 
d) o poder local ganhou autoridade e independência, com o advento das Câmaras Municipais, 
pois os Juízes de Fora passaram a ser eleitos pelos homens bons, representantes dos 
latifundiários. 
 
105 - (USP) 
 
 
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Na história da ocupação territorial da América portuguesa encontram-se alguns fatores 
responsáveis pela atual configuração do território nacional brasileiro. Dentre tais fatores, pode-se 
mencionar, corretamente, 
 
a) a fundação de São Paulo de Piratininga no século XVI, que logo se tornaria o principal foco de 
povoamento da América portuguesa. 
b) a presença de franceses e holandeses em diversos pontos do sertão, onde administraram 
capitanias e fundaram cidades que até hoje existem. 
c) a fundação do Quilombo de Palmares, que, no século XVIII, alavancou a ocupação da atual 
região Nordeste. 
d) a expulsão das ordens religiosas do Nordeste e da Amazônia, à qual se seguiu uma colonização 
estável e uma política amigável de fronteiras com a Espanha. 
e) a descoberta de ouro nas Minas Gerais em finais do século XVII e a sua subsequente integração 
comercial estabelecida com outras partes da colônia. 
 
106 - (UEA AM) 
As Bandeiras de apresamento de índios e as de prospecção mineral alargaram o território da 
colônia brasileira, ultrapassando o Meridiano de Tordesilhas. Vários tratados foram assinados por 
Portugal e Espanha, visando estabelecer limites entre suas respectivas possessões territoriais na 
América do Sul, entre os quais o Tratado de Madri, de 1750, que 
 
a) consagrou o princípio do direito romano, segundo o qual quem possui de fato deve possuir de 
direito. 
b) encerrou definitivamente as negociações entre as metrópoles ibéricas sobre a demarcação de 
suas terras americanas. 
c) possibilitou a exclusão do território brasileiro de áreas de mata tropical cobertas por 
seringueiras no norte do subcontinente. 
d) legitimou, com a União Ibérica, a existência de uma só metrópole e uma única colônia nas 
regiões americanas. 
e) sustentou a independência e autonomia dos territórios indígenas controlados pelos jesuítas no 
sul do continente. 
 
 
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107 - (UFRGS) 
Sobre o Tratado de Madri, assinado em 1750 por Portugal e Espanha, considere as seguintes 
afirmações. 
 
I. A Colônia de Sacramento passou para a Espanha, e os Setes Povos das Missões passaram para 
Portugal, consagrando o princípio do uti possidetis. 
II. A expulsão dos jesuítas foi fator importante para a eclosão da chamada guerra guaranítica 
(1752-1756), reduzindo os efeitos do Tratado. 
III. As Missões retornaram para a Província do Paraguai. 
 
Quais estão corretas? 
 
a) Apenas I. 
b) Apenas II. 
c) Apenas III. 
d) Apenas I e II. 
e) Apenas I e III. 
 
108 - (UNIUBE MG) 
“Por questões políticas, o rei Dom João III autorizou a colonização do Brasil 30 anos após a chegada 
de Pedro Álvares Cabral a este lado do Atlântico. Em 1533, a Coroa decidiu repartir as terras do 
além-mar entre 15 donatários que teriam condições de administrar a nova colônia. Assim nasceram 
as capitanias hereditárias.” 
Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano 10. n.108, setembro de 2014. p.12 (adaptado) 
 
As capitanias hereditárias foram uma estratégia de colonização que não obtiveram o sucesso 
esperado devido: 
 
 
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a) À centralização político-administrativa, à concorrência comercial entre as capitanias e à 
exportação dos gêneros tropicais. 
b) À prática dos donatários em vender possessões de terras a pequenoscolonizadores e ao 
precário sistema de transporte e comunicação. 
c) À falta de recursos financeiros dos donatários, à extensão do território e aos conflitos entre 
colonizadores e indígenas. 
d) À inexistência de cidades para a comercialização da produção e à constante ameaça de invasão 
estrangeira. 
e) Às altas taxas de administração cobradas pela Coroa, ao desinteresse de muitos donatários e à 
falta de trabalhadores especializados. 
 
109 - (UFJF MG) 
A ocupação territorial e o povoamento no Brasil-Colônia atenderam às necessidades europeias de 
comércio, com novas áreas sendo ocupadas para o cultivo de diferentes produtos. 
 
Leia as afirmações abaixo. 
 
I) No século XVIII, as descobertas das minas de ouro intensificaram a imigração portuguesa e 
possibilitaram a organização de centros urbanos no que seriam os estados de Minas Gerais e 
Goiás. 
II) O povoamento e a ocupação do território brasileiro, no período colonial, foram possíveis pelas 
inúmeras vertentes imigratórias europeias. 
III) A criação de portos no litoral nordestino, para escoamento da produção açucareira, 
possibilitou o surgimento dos primeiros núcleos urbanos no século XVI. 
IV) As expedições conhecidas como “Bandeiras” alargaram a presença do colonizador ao 
adentrarem no século XVII, na região amazônica, na região do Rio São Francisco e no sertão 
nordestino. 
 
Agora, assinale a alternativa CORRETA. 
 
 
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a) Todas as afirmativas são verdadeiras. 
b) Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras. 
c) Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras. 
d) Apenas as afirmativas II e IV são verdadeiras. 
e) Apenas as afirmativas I, III e IV são verdadeiras. 
 
110 - (UNIMONTES MG) 
Os holandeses invadiram áreas do Nordeste, pertencentes à América portuguesa, após a 
interrupção de sua participação no comércio do açúcar. Tal interrupção, derivou-se, entre outros 
fatores, da 
 
a) presença comercial dos franceses no Maranhão inviabilizando o livre comércio antes mantido 
em todo o norte e principalmente em Pernambuco. 
b) política de monopólio comercial portuguesa, que foi prejudicial à produção em larga escala do 
açúcar de cana. 
c) Guerra de independência dos Países Baixos contra a Espanha e dos reflexos da administração 
colonial promovidos sob o governo filipino na União Ibérica. 
d) consolidação dos interesses ingleses no domínio do mercado açucareiro europeu, para o qual 
contaram com o apoio dos senhores de engenho de Olinda. 
 
111 - (ENEM) 
Após as três primeiras décadas, marcadas pelo esforço de garantir a posse da nova terra, a 
colonização começou a tomar forma. A política da metrópole portuguesa consistirá no incentivo à 
empresa comercial com base em uns poucos produtos exportáveis em grande escala, assentada na 
grande propriedade. Essa diretriz deveria atender aos interesses de acumulação de riqueza na 
metrópole lusa, em mãos dos grandes comerciantes, da Coroa e de seus afilhados 
FAUSTO, B. História Concisa do Brasil. São Paulo: EdUSP, 2002 (adaptado). 
 
 
 
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Para concretizar as aspirações expansionistas e mercantis estabelecidas pela Coroa Portuguesa para 
a América, a estratégia lusa se constituiu em 
 
a) disseminar o modelo de colonização já utilizado com sucesso pela Grã-Bretanha nas suas treze 
colônias na América do Norte. 
b) apostar na agricultura tropical em grandes propriedades e no domínio da Colônia pelo 
monopólio comercial e pelo povoamento. 
c) intensificar a pecuária como a principal cultura capaz de forçar a penetração do homem branco 
no interior do continente. 
d) acelerar a desocupação da terra e transferi-la para mãos familiarizadas ao trabalho agrícola de 
culturas tropicais. 
e) desestimular a escravização do indígena e incentivar sua integração na sociedade colonial por 
meio da atividade comercial. 
 
112 - (ENEM) 
É preciso ressaltar que, de todas as capitanias brasileiras, Minas era a mais urbanizada. Não 
havia ali hegemonia de um ou dois grandes centros. A região era repleta de vilas e arraiais, grandes 
e pequenos, em cujas ruas muita gente circulava. 
PAIVA, E. F. O ouro e as transformações na sociedade colonial. São Paulo: Atual, 1998. 
 
As regiões da América portuguesa tiveram distintas lógicas de ocupação. Uma explicação para a 
especificidade da região descrita no texto está identificada na 
 
a) apropriação cultural diante das influências externas. 
b) produção manufatureira diante do exclusivo comercial. 
c) insubordinação religiosa diante da hierarquia eclesiástica. 
d) fiscalização estatal diante das particularidades econômicas. 
e) autonomia administrativa diante das instituições metropolitanas. 
 
 
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113 - (ENEM) 
Áreas em estabelecimento de atividades econômicas sempre se colocaram como grande 
chamariz. Foi assim no litoral nordestino, no início da colonização, com o pau-brasil, a cana-de-
açúcar, o fumo, as produções de alimentos e o comércio. O enriquecimento rápido exacerbou o 
espírito de aventura do homem moderno. 
FARIA, S. C. A Colônia em movimento. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998 (adaptado). 
 
O processo descrito no texto trouxe como efeito o(a) 
 
a) acumulação de capitais na Colônia, propiciando a criação de um ambiente intelectual 
efervescente. 
b) surgimento de grandes cidades coloniais, voltadas para o comércio e com grande concentração 
monetária. 
c) concentração da população na região litorânea, pela facilidade de escoamento da produção. 
d) favorecimento dos naturais da Colônia na concessão de títulos de nobreza e fidalguia pela 
Monarquia. 
e) construção de relações de trabalho menos desiguais que as da Metrópole, inspiradas pelo 
empreendedorismo. 
 
114 - (FUVEST SP) 
Eu por vezes tenho dito a V. A. aquilo que me parecia acerca dos negócios da França, e isto por ver 
por conjecturas e aparências grandes aquilo que podia suceder dos pontos mais aparentes, que 
consigo traziam muito prejuízo ao estado e aumento dos senhorios de V. A. E tudo se encerrava em 
vós, Senhor, trabalhardes com modos honestos de fazer que esta gente não houvesse de entrar nem 
possuir coisa de vossas navegações, pelo grandíssimo dano que daí se podia seguir. 
Serafim Leite. Cartas dos primeiros jesuítas do Brasil, 1954. 
 
O trecho acima foi extraído de uma carta dirigida pelo padre jesuíta Diogo de Gouveia ao Rei de 
Portugal D. João III, escrita em Paris, em 17/02/1538. Seu conteúdo mostra 
 
 
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a) a persistência dos ataques franceses contra a América, que Portugal vinha tentando colonizar 
de modo efetivo desde a adoção do sistema de capitanias hereditárias. 
b) os primórdios da aliança que logo se estabeleceria entre as Coroas de Portugal e da França e 
que visava a combater as pretensões expansionistas da Espanha na América. 
c) a preocupação dos jesuítas portugueses com a expansão de jesuítas franceses, que, no Brasil, 
vinham exercendo grande influência sobre as populações nativas. 
d) o projeto de expansão territorial português na Europa, o qual, na época da carta, visava à 
dominação de territórios franceses tanto na Europa quanto na América. 
e) a manifestação de um conflito entre a recém-criada ordem jesuíta e a Coroa portuguesa em 
torno do combate à pirataria francesa. 
 
115 - (UNICAMP SP) 
Os estudos históricos por muito tempo explicaram as relações entre Portugal e Brasil por meio da 
noção de pacto colonial ou exclusivo comercial. Sobre esse conceito, é correto afirmar que: 
 
a) Trata-se de uma característica central do sistema colonial moderno e um elemento 
constitutivo das práticas mercantilistas do Antigo Regime, que considera fundamental a 
dinâmica interna da economia colonial. 
b) Definia-se por um sistema baseado em dois polos: um centro de decisão, a metrópole, e outro 
subordinado, a colônia. Esta submetia-se à primeira através de umasérie de mecanismos 
político-institucionais. 
c) Em mais de uma ocasião, os colonos reclamaram e foram insubordinados diante do pacto 
colonial, ao exigirem sua presença e atuação nas Cortes dos reis ou ao pedirem a presença do 
Marquês de Pombal na colônia. 
d) A noção de pacto colonial é um projeto embrionário de Estado que acomodava as tensões 
surgidas entre os interesses metropolitanos e coloniais, ao privilegiar as experiências do “viver 
em colônia”. 
 
TEXTO: 1 - Comum à questão: 116 
 
 
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[Os tupinambás] têm muita graça quando falam [...]; mas faltam-lhe três letras das do ABC, que 
são F, L, R grande ou dobrado, coisa muito para se notar; porque, se não têm F, é porque não têm fé 
em nenhuma coisa que adoram; nem os nascidos entre os cristãos e doutrinados pelos padres da 
Companhia têm fé em Deus Nosso Senhor, nem têm verdade, nem lealdade a nenhuma pessoa que 
lhes faça bem. E se não têm L na sua pronunciação, é porque não têm lei alguma que guardar, nem 
preceitos para se governarem; e cada um faz lei a seu modo, e ao som da sua vontade; sem haver 
entre eles leis com que se governem, nem têm leis uns com os outros. E se não têm esta letra R na 
sua pronunciação, é porque não têm rei que os reja, e a quem obedeçam, nem obedecem a 
ninguém, nem ao pai o filho, nem o filho ao pai, e cada um vive ao som da sua vontade [...]. 
(Gabriel Soares de Souza. Tratado descritivo do 
Brasil em 1587, 1987.) 
 
116 - (UNESP SP) 
O texto destaca três elementos que o autor considera inexistentes entre os tupinambás, no final do 
século XVI. Esses três elementos podem ser associados, respectivamente, 
 
a) à diversidade religiosa, ao poder judiciário e às relações familiares. 
b) à fé religiosa, à ordenação jurídica e à hierarquia política. 
c) ao catolicismo, ao sistema de governo e ao respeito pelos diferentes. 
d) à estrutura política, à anarquia social e ao desrespeito familiar. 
e) ao respeito por Deus, à obediência aos pais e à aceitação dos estrangeiros. 
 
TEXTO: 2 - Comum à questão: 117 
 
 
Falação (excerto) 
 
 
 
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O Cabralismo. A civilização dos donatários. A Querência e a Exportação. 
O Carnaval. O Sertão e a Favela. Pau-Brasil. Bárbaro e nosso. 
A formação étnica rica. A riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança. 
Contra a fatalidade do primeiro branco aportado e dominando diplomaticamente as selvas 
selvagens. Citando Virgílio para os tupiniquins. O bacharel. 
Século XX. Um estouro nos aprendimentos. Os homens que sabiam tudo se deformaram como 
babéis de borracha. Rebentaram de enciclopedismo. 
(Oswald de Andrade. Obras completas − Poesia Reunida. 
São Paulo: MEC/Civilização Brasileira, 1972. p. 14) 
 
117 - (PUCCamp SP) 
Os donatários que, no processo de colonização portuguesa, receberam capitanias hereditárias, 
 
a) eram, em geral, membros da pequena nobreza portuguesa, incumbidos de desenvolver 
economicamente e administrar o território recebido da Coroa, podendo distribuí-lo em 
sesmarias. 
b) possuíam recursos para instalar sesmarias, engenhos e vilas, sendo, por isso, nomeados pelo 
Rei e autorizados a apoderarem-se integralmente dos lucros obtidos nas terras doadas. 
c) passavam a ser proprietários de terras coloniais com total autonomia administrativa, mediante 
o compromisso de torná-las áreas de plantio de cana-deaçúcar voltado à exportação. 
d) abandonavam essas terras que, em geral, recebiam como herança, uma vez que discordavam 
da obrigação de pagar tributos à Coroa, fato que impediu, desde o início, a implantação desse 
sistema administrativo. 
e) transferiam-se com suas famílias para as colônias portuguesas, a fim de estabelecer alianças 
com os nativos, aos quais estavam proibidos de escravizar devido a acordos estabelecidos 
entre a Coroa e a Companhia de Jesus. 
 
TEXTO: 3 - Comum às questões: 118, 119 
 
 
 
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Claude d’Abbeville foi um monge capuchinho que participou da ocupação francesa da ilha do 
Maranhão, entre 1612 e 1615. Em uma de suas cartas, enviada à França, d’Abbeville assim se refere 
à região brasileira ocupada: 
Recebemos, pela primeira vez, algumas boas-novas desde que estamos aqui. Soubemos que, no 
Pará, uma região situada entre este lugar e o Amazonas, há um outro povo estimado em 100 mil 
homens, que gostaria muito de ter-nos por perto, para que os instruíssemos. (Apud Jean Marcel 
Carvalho França. A construção do Brasil, 2012.) 
 
118 - (UEA AM) 
Os dados sobre a população nativa, que habitava entre o Maranhão e o rio Amazonas, são 
evidentemente estimados pelo monge francês; porém a informação contida em sua carta revela o 
fato histórico da ocupação europeia, e não somente francesa, da Amazônia, segundo o qual 
 
a) os conquistadores tinham consciência da impossibilidade de um domínio duradouro das novas 
terras. 
b) os missionários cristãos manifestavam o desejo de eliminação dos povos indígenas resistentes 
aos princípios cristãos. 
c) os recém-chegados, para conquistar regiões desconhecidas, podiam controlar povos nativos, 
usufruindo de seus saberes e de sua mão de obra. 
d) os governantes absolutistas dos Estados metropolitanos exigiam a submissão imediata das 
populações nativas às determinações do mercantilismo. 
e) os estrangeiros conheciam de maneira mais perfeita e completa as condições naturais da nova 
terra e, por isso, a dominaram. 
 
119 - (UEA AM) 
A carta do monge francês exprime um projeto de 
 
a) exploração da mão de obra indígena amazônica como meio para impedir a escravização de 
africanos. 
 
 
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b) cristianização dos indígenas, com o objetivo de facilitar a extração do látex para o mercado 
externo. 
c) desenvolvimento agrícola das terras brasileiras, com a finalidade de evitar a sua conquista pela 
Inglaterra. 
d) expansão francesa na região amazônica, fato que apressou a colonização portuguesa da região. 
e) libertação de amplos territórios americanos da exploração e do domínio de povos europeus. 
 
TEXTO: 4 - Comum à questão: 120 
 
 
Quando, em 1848, revi nossa terra natal [o Ceará], tive a ideia de aproveitar suas lendas e tradições 
em alguma obra literária. Já em São Paulo tinha começado uma biografia de [Felipe] Camarão. Sua 
mocidade, a amizade heroica que o ligava a Martim Soares Moreno, a bravura e lealdade de 
Jacaúna, aliado dos portugueses, e suas guerras contra o célebre Mel Redondo; aí estava o tema. 
Faltava-lhe o perfume que derrama sobre as paixões do homem e da mulher. (...) Este livro 
[Iracema] é, pois, um ensaio ou antes amostra. Verá realizadas nele minhas ideias a respeito da 
literatura nacional; e achará aí a poesia inteiramente brasileira, haurida na língua dos selvagens. 
(ALENCAR, José de. “Carta ao Dr. Jaguaribe”. Iracema. 
20. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1965. p. 152) 
 
120 - (PUCCamp SP) 
Felipe Camarão exerceu reconhecida atuação militar durante as invasões holandesas no Nordeste 
brasileiro, combatendo ao lado dos portugueses. Os interesses dos holandeses nessa região, no 
século XVII, se explicam, dentre outros motivos, em função 
 
a) das pretensões imperialistas de Mauricio de Nassau, grande produtor de cana que esperava 
assegurar pequenas colônias no Brasil e nas Antilhas, a fim de obter diretamente a matéria-
prima para o refino do açúcar, na Holanda. 
b) da fundação da Companhia das Índias Ocidentais, empresa militar constituída por burgueses 
de várias nações que estavam em desvantagem na corrida colonial e decidiram somar forças 
para ocupar regiões interessantes comercialmente. 
 
 
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c) do ideário separatista bastante forte nessa região, uma vez que os senhores de engenho se 
sentiam abandonados pela administração portuguesa sediada no Rio de Janeiro, mostrando-se 
simpáticos ao domínio holandês. 
d) da UniãoIbérica, uma vez que o domínio de Portugal, pela Espanha, implicou no impedimento 
da participação da Holanda no comércio do açúcar brasileiro, levando essa nova inimiga a 
buscar outros meios para recuperar seus lucrativos negócios. 
e) da localização estratégica dessa porção litorânea no Atlântico, favorecendo as transações 
denominadas “Comércio triangular” que se resumiam no envio de cana brasileira para a 
Holanda, que vendia açúcar para a Europa e os Estados Unidos, em troca de escravos. 
 
TEXTO: 5 - Comum à questão: 121 
 
 
 
Figura 1 
(Disponível em: <http://api.ning.com/files/>. 
Acesso em: 26 abr. 2014.) 
 
 
 
81 
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Figura 2 
(Disponível em: <http://www.brasilescola.com>. 
Acesso em: 26 abr. 2014.) 
 
121 - (UEL PR) 
A colonização no Brasil pela coroa portuguesa teve sua origem no sistema de Capitanias 
Hereditárias que definiu a propriedade e a posse das terras. No início do século XIX, com a vinda de 
imigrantes europeus para o Brasil, estabeleceu-se a Lei de Terras de 1850, com o intuito de 
normatizar a propriedade e o seu uso. 
Sobre o domínio de terras no Brasil, no contexto das Capitanias Hereditárias e da Lei de 1850, 
assinale a alternativa correta. 
 
a) Os donatários eram impedidos pela Coroa Portuguesa de vender suas terras. A Lei de Terras 
definiu que as terras públicas poderiam tornar-se propriedade privada somente pela compra. 
b) Os donatários se isentavam da defesa de suas terras, convocando o poder real para fazê-la. 
Com a vinda dos imigrantes, a Lei de Terras possibilitou a apropriação aos desprovidos de 
recursos. 
c) Os recursos empregados pelos donatários viabilizaram o pleno sucesso do modelo das 
capitanias. Com a Lei de Terras, expandiu-se o domínio do setor industrial pelo monopólio do 
poder econômico. 
d) O sistema de capitanias vigorou até o século XIX quando aconteceram as insurreições do 
Maranhão e da Bahia. A Lei de Terras impediu que a mão de obra livre pudesse se locomover 
para as atividades industriais. 
 
 
82 
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e) A Coroa tinha o direito de confiscar todos os metais preciosos extraídos das capitanias. A Lei de 
Terras facilitou a ocupação ilegal e o arrendamento das terras consideradas devolutas. 
 
TEXTO: 6 - Comum às questões: 122, 123 
 
 
O Brasil colonial foi organizado como uma empresa comercial resultante de uma aliança entre a 
burguesia mercantil, a Coroa e a nobreza. Essa aliança refletiu-se numa política de terras que 
incorporou concepções rurais tanto feudais como mercantis. 
(Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República, 1987.) 
 
122 - (UNESP SP) 
A constatação de que “Essa aliança refletiu-se numa política de terras que incorporou concepções 
rurais tanto feudais como mercantis” justifica-se, pois a política de terras desenvolvida por Portugal 
durante a colonização brasileira 
 
a) permitiu tanto o surgimento de uma ampla camada de pequenos proprietários, cuja produção 
se voltava para o mercado interno, quanto a implementação de sólidas parcerias comerciais 
com o restante da América. 
b) determinou tanto uma rigorosa hierarquia nobiliárquica nas terras coloniais, quanto o confisco 
total e imediato das terras comunais cultivadas por grupos indígenas ao longo do litoral 
brasileiro. 
c) envolveu tanto a cessão vitalícia do usufruto de terras que continuavam a ser propriedades da 
Coroa, quanto a orientação principal do uso da terra para a monocultura exportadora. 
d) garantiu tanto a prevalência da agricultura de subsistência, quanto a difusão, na região 
amazônica e nas áreas centrais da colônia, das práticas da pecuária e da agricultura de 
exportação. 
e) assegurou tanto o predomínio do minifúndio no Nordeste brasileiro, quanto uma regular 
distribuição de terras entre camponeses no Centro-Sul, com o objetivo de estimular a 
agricultura de exportação. 
 
 
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123 - (UNESP SP) 
A afirmação de que “O Brasil colonial foi organizado como uma empresa comercial resultante de 
uma aliança entre a burguesia mercantil, a Coroa e a nobreza” indica que a colonização portuguesa 
do Brasil 
 
a) desenvolveu-se de forma semelhante às colonizações espanhola e britânica nas Américas, ao 
evitar a exploração sistemática das novas terras e privilegiar os esforços de ocupação e 
povoamento. 
b) implicou um conjunto de articulações políticas e sociais, que derivavam, entre outros fatores, 
do exercício do domínio político pela metrópole e de uma política de concessões de privilégios 
e vantagens comerciais. 
c) alijou, do processo colonizador, os setores populares, que foram impedidos de se transferir 
para a colônia e não puderam, por isso, aproveitar as novas oportunidades de emprego que se 
abriam. 
d) incorporou as diversas classes sociais existentes em Portugal, que mantiveram, nas terras 
coloniais, os mesmos direitos políticos e trabalhistas de que desfrutavam na metrópole. 
e) alterou as relações políticas dentro de Portugal, pois provocou o aumento da participação dos 
burgueses nos assuntos nacionais e eliminou a influência da aristocracia palaciana sobre o rei. 
 
TEXTO: 7 - Comum às questões: 124, 125 
 
 
A casa-grande, residência do senhor de engenho, é uma vasta e sólida mansão térrea ou em 
sobrado; distingue-se pelo seu estilo arquitetônico sóbrio, mas imponente, que ainda hoje 
empresta majestade à paisagem rural, nas velhas fazendas de açúcar que a preservaram. Constituía 
o centro de irradiação de toda a atividade econômica e social da propriedade. A casa-grande 
completava-se com a capela, onde se realizavam os ofícios e as cerimônias religiosas [...]. Próximo 
se erguia a senzala, habitação dos escravos, os quais, nos grandes engenhos, podiam alcançar 
algumas centenas de “peças”. Pouco além serpenteava o rio, traçando através da floresta uma via 
de comunicação vital. O rio e o mar se mantiveram, no período colonial, como elementos 
constantes de preferência para a escolha da situação da grande lavoura. Ambos constituíam as 
 
 
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artérias vivificantes: por meio delas o engenho fazia escoar suas safras de açúcar e, por elas, 
singravam os barcos que conduziam as toras de madeira abatidas na floresta, que alimentavam as 
fornalhas do engenho, ou a variedade e a multiplicidade de gêneros e artigos manufaturados que o 
engenho adquiria alhures [...]. 
(Alice Canabrava apud Déa Ribeiro Fenelon (org.). 50 textos de história do Brasil,1986.) 
 
124 - (UNESP SP) 
Quanto à organização da vida e do trabalho no engenho colonial, o texto 
 
a) destaca a ausência de quaisquer relações de trabalho e de amizade dos senhores com os seus 
escravos. 
b) demonstra a distribuição espacial das construções e seu papel no funcionamento e na lógica 
do poder dentro do engenho. 
c) enfatiza a predominância do trabalho compulsório e os lucros obtidos na comercialização de 
escravos de origem africana. 
d) denuncia o descaso dos senhores de engenho com a escolha da localização para a instalação 
do engenho. 
e) atesta a irracionalidade do posicionamento das edificações e os problemas logísticos trazidos 
pela falta de planejamento espacial. 
 
125 - (UNESP SP) 
Quanto à relação do engenho colonial com as áreas externas a ele, o texto 
 
a) revela o papel decisivo que a Igreja Católica desempenhou no impedimento da escravização 
das populações indígenas. 
b) defende a ideia de que a colonização portuguesa no Brasil, no lugar de explorar as riquezas 
naturais, privilegiou a ocupação do território. 
c) caracteriza sua preocupação ambiental, demonstrando o respeito dos administradores às 
matas e aos rios que compunham a paisagem rural. 
 
 
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d) identifica articulações entre as atividades internas e a dinâmica de circulação de mercadorias 
dentro e fora dos limites da colônia. 
e) sustenta sua autonomia e autossuficiência,mostrando-o como desvinculado do restante da 
empresa colonial. 
 
 
 
 
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GABARITO: 
1) Gab: 23 
 
2) Gab: C 
 
3) Gab:E 
 
4) Gab: B 
 
5) Gab: A 
 
6) Gab: A 
 
7) Gab: C 
 
8) Gab: C 
 
9) Gab: D 
 
10) Gab: A 
 
11) Gab: B 
 
12) Gab: E 
 
13) Gab: D 
 
14) Gab: B 
 
15) Gab: B 
 
16) Gab: E 
 
17) Gab: D 
 
18) Gab: D 
 
19) Gab: C 
 
20) Gab: C 
 
21) Gab: D 
 
22) Gab: C 
 
23) Gab: D 
 
24) Gab:A 
 
25) Gab: E 
 
26) Gab: A 
 
27) Gab: C 
 
28) Gab: E 
 
29) Gab: D 
 
30) Gab: C 
 
31) Gab: B 
 
32) Gab: D 
 
33) Gab: B 
 
34) Gab: C 
 
35) Gab: D 
 
36) Gab: C 
 
37) Gab: C 
 
38) Gab: B 
 
39) Gab: B 
 
40) Gab: C 
 
41) Gab: A 
 
42) Gab: D 
 
43) Gab: A 
 
44) Gab: A 
 
45) Gab: A 
 
46) Gab: C 
 
47) Gab: E 
 
48) Gab: A 
 
 
 
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49) Gab: B 
 
50) Gab: B 
 
51) Gab: A 
 
52) Gab: A 
 
53) Gab: B 
 
54) Gab: A 
 
55) Gab: E 
 
56) Gab: D 
 
57) Gab: C 
 
58) Gab: A 
 
59) Gab: C 
 
60) Gab: D 
 
61) Gab: D 
62) Gab: A 
 
63) Gab: A 
 
64) Gab: A 
 
65) Gab: E 
 
66) Gab: C 
 
67) Gab: A 
 
68) Gab: C 
 
69) Gab: B 
 
70) Gab: A 
 
71) Gab: D 
 
72) Gab: D 
 
73) Gab: C 
 
74) Gab: E 
75) Gab: C 
 
76) Gab: B 
 
77) Gab: D 
 
78) Gab: E 
 
79) Gab: B 
 
80) Gab: C 
 
81) Gab: D 
 
82) Gab: C 
 
83) Gab: B 
 
84) Gab: B 
 
85) Gab: E 
 
86) Gab: A 
 
87) Gab: B 
88) Gab: E 
 
89) Gab: E 
 
90) Gab: A 
 
91) Gab: C 
 
92) Gab: C 
 
93) Gab: E 
 
94) Gab: E 
 
95) Gab: C 
 
96) Gab: E 
 
97) Gab: B 
 
98) Gab: E 
 
99) Gab: D 
 
100) Gab: B 
 
 
88 
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101) Gab: D 
 
102) Gab: E 
 
103) Gab: A 
 
104) Gab: C 
 
105) Gab: E 
 
106) Gab: A 
 
107) Gab: D 
 
108) Gab: C 
 
109) Gab: E 
 
110) Gab: C 
 
111) Gab: B 
 
112) Gab: D 
 
113) Gab: C 
 
114) Gab: A 
 
115) Gab: B 
 
116) Gab: B 
 
117) Gab: A 
 
118) Gab: C 
 
119) Gab: D 
 
120) Gab: D 
 
121) Gab: A 
 
122) Gab: C 
 
123) Gab: B 
 
124) Gab: B 
 
125) Gab: D

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