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Comunicação e Linguagem
Viviane Favaro Notari
Mestra em Estudos Linguísticos - UEM
Pós-graduada em Metodologia do ensino da Língua Portuguesa - Unicesumar
Graduada em Letras-Português - UEM
É Mestra em Letras, pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da 
Universidade Estadual de Maringá (UEM), na área de concentração 
Estudos Linguísticos e na linha de pesquisa Ensino e aprendizagem de 
línguas. Tem Pós-graduação lato sensu em Metodologia do Ensino de 
Língua Portuguesa pelo Centro Universitário Cesumar (UNICESUMAR). 
É Graduada em Letras-Português pela Universidade Estadual de Marin-
gá (UEM). Realiza pesquisas e publicações, especialmente, na área de 
ensino-aprendizagem de língua materna, com ênfase para aquisição da 
escrita e letramento. Tem experiência como revisora de textos e elabo-
ração de materiais didáticos para educação a distância. Atualmente, é 
revisora de textos em uma empresa de consultoria educacional.
Yara Dias Canali
MBA Gestão de Pessoas - Unicesumar.
Graduação Pedagogia - Uninter.
Graduação Letras - UEM.
Possui MBA em Gestão de Pessoas pelo Centro Universitário Cesumar (Uni-
cesumar), graduação em Pedagogia pela Universidade Internacional (Unin-
ter) e graduação em Letras Português e Literaturas Correspondentes (Licen-
ciatura) pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Tem experiência 
em revisão de texto e em produção de materiais didáticos da Educação a 
Distância. Atualmente, é Designer Educacional em uma consultoria educa-
cional e colunista em blogs de bastante acesso na internet.
Caro(a) aluno(a), seja bem-vindo(a) ao nosso livro Comunicação e Linguagem. Tratare-
mos, aqui, de assuntos que são relevantes para a comunicação e para a linguagem.
Iniciaremos nosso estudo abordando recursos que ajudam o texto a ser compreendido: 
a coesão e a coerência. Esses dois recursos são elementos importantes para que aquilo 
que se escreve tenha textualidade.
Abordaremos, também, o processo comunicativo, uma vez que entendemos que o ob-
jetivo da linguagem é estabelecer a comunicação. Veremos a relação entre a linguagem 
e a comunicação, os elementos envolvidos na comunicação e aquilo que é preciso para 
que se estabeleça uma comunicação com qualidade. Ampliando nosso conhecimento a 
respeito da comunicação, veremos a linguagem e a competência linguística, a linguagem 
e a comunicação e o processo da comunicação, abordando, ainda, as funções da lingua-
gem, a argumentação, a compreensão e a interpretação, qualidade na comunicação, 
variação linguística e norma padrão.
Finalizaremos nosso estudo com a comunicação no ambiente organizacional que pode 
ocorre por meio da comunicação dirigida, que pode ocorrer em textos impressos, de for-
ma oral ou e forma eletrônica e, ainda, em formas específicas. Traremos a definição e tra-
remos exemplo para que você, aluno(a), possa compreender melhor cada um dos tópicos 
abordados no nosso livro Comunicação e Linguagem.
Bons estudos!
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativounidade 2
O processo comunicativo
Viviane Favaro Notari
Yara Dias Canali
Vimos, caro(a) aluno(a), na unidade anterior, que o objetivo principal da linguagem é estabelecer 
a comunicação. Nesta unidade, estudaremos, mais especificamente, a relação entre a linguagem e a 
comunicação, os elementos envolvidos nesse processo e o que é necessário para mantermos uma comu-
nicação com qualidade e êxito.
A partir desse objetivo, a presente unidade iniciará tratando da linguagem e da competência linguís-
tica, da linguagem e da comunicação e do processo da comunicação, explorando, ainda, as funções 
da linguagem.
Em seguida, abordaremos a argumentação, a compreensão e a interpretação, que são elemento 
que se ligam no momento da comunicação. A qualidade na comunicação também será abordada, 
trazendo a definição dos ruídos da comunicação que comprometem essa qualidade.
Finalizaremos este estudo contemplando a variação linguística - considerando os diferentes tipos de 
variação - e a importância da norma padrão para nós.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Linguagem e Competência 
linguística
Diferentes períodos históricos apresentam diversificadas maneiras de descrever e 
interpretar a linguagem. Noam Chomsky foi um dos estudiosos que se dedicou a 
compreender as características da língua e da linguagem, dando início a uma ver-
tente linguística denominada gerativismo. Para essa vertente, a linguagem é uma 
capacidade inata do ser humano, e a língua é uma “faculdade mental natural” 
(KENEDY, 2012, p. 129). Dessa forma, os sujeitos já nascem com uma capacidade 
biológica para se comunicarem. Podemos observar essa característica, de acordo 
com Chomsky, quando as crianças elaboram construções que não foram expressas 
anteriormente por nenhum adulto. 
Nesse sentido, Chomsky
define a língua como um infinito de frases. Esse “infinito” dá à definição de lín-
gua um caráter aberto, dinâmico, criativo. Não se trata, entretanto, de qualquer 
criatividade, mas de uma criatividade governada por regras. A língua não se 
define só pelas frases existentes mas também pelas possíveis, aquelas que se 
pode criar a partir de regras. Os falantes interiorizam um sistema de regras que 
os torna aptos a produzir frases, mesmo as que nunca foram ouvidas, mas que 
são possíveis na língua (ORLANDI, 2006, p. 39-40).
A partir disso, compreendemos que, para a visão gerativa, há, na mente dos 
falantes, um sistema de regras, que os permite entender e elaborar diferentes sequ-
ências linguísticas. Nessa proposta, a língua é considerada sob dois vieses que se 
complementam: interior e exterior, denominados por Chomsky, respectivamente, 
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
como língua-I e língua-E. A língua-I é a presente na mente do indivíduo, que já 
a conhece, é aquela que é adquirida e usada por ele; a língua-E diz respeito à 
empregada pela comunidade linguística que pretende se comunicar. Em síntese, a 
língua-I é a competência linguística de cada indivíduo, e a língua-E refere-se ao 
desempenho linguístico. 
Nas palavras de Kenedy (2013, p. 54-55), a competência está relacionada à 
capacidade individual de elaborar “e compreender expressões linguísticas compos-
tas pelos códigos da língua-E”. Ou seja, todo indivíduo tem biologicamente a capa-
cidade de entender e manifestar a língua empregada pela comunidade linguística 
da qual faz parte. Essa capacidade se manifesta em diversos contextos: na fala, na 
audição, na escrita, na leitura e, inclusive, no silêncio, uma vez que ela está abri-
gada na mente de cada um. 
Assim, todos temos uma competência linguística que se torna ativa no momento 
que entramos em uma conversa, quando nos comunicamos por meio da língua-E. 
Percebemos, então, que o ser humano tem a competência de gerar, compreender e 
reproduzir diversas manifestações comunicativas na comunidade linguística da qual 
participa. Logo, um dos propósitos da linguagem e da competência linguística é a 
comunicação. Exploraremos, a seguir, a relação entre a linguagem e a comunicação.
Linguagem e comunicação
Como vimos no tópico anterior, para que a comunicação se concretize, é necessá-
rio o desenvolvimento da linguagem, tanto verbal quanto não verbal. Na litera-
tura linguística, muitos autores se dedicaram a explicar o funcionamento dessa lin-
guagem. Nos estudos desenvolvidos por Geraldi (1984), por exemplo, observamos 
a caracterização de três concepções de linguagem: como expressão do pensamento, 
como instrumento de comunicação e como forma de interação.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Grosso modo, a concepção de linguagem como expressão do pensamento entende 
que é na mente que se dá a formação da expressão, o que é exteriorizado, por meio 
da linguagem, é somente uma tradução. Sendo assim, a “enunciação é um ato 
monológico, individual, que não é afetado pelo outro nem pelascircunstâncias que 
constituem a situação social em que a enunciação acontece” (TRAVAGLIA, 1996, p. 
21). Pode-se pensar, a partir disso, que há uma maneira certa de expressão, pri-
vilegiando a norma padrão culta da linguagem (FUZA; OHUSCHI; MENEGASSI, 
2011).
A concepção de linguagem como instrumento de comunicação interpreta a lin-
guagem como um código, “ou seja, um conjunto de signos que se combinam segundo 
regras e que é capaz de transmitir uma mensagem, informações de um emissor 
a um receptor” (TRAVAGLIA, 1996, p. 22). Dessa forma, o objetivo da linguagem 
é transmitir uma mensagem, por meio da variedade linguística padrão (FUZA; 
OHUSCHI; MENEGASSI, 2011).
A terceira maneira de conceber a linguagem parte de uma perspectiva dia-
lógica e considera que “as situações ou ideias do meio social são responsáveis por 
determinar como será produzido o enunciado”. Assim, a linguagem é um pro-
cesso de interação entre o sujeito e o meio social do qual faz parte, o que permite 
que as condições sociais influenciem a construção da expressão (FUZA; OHUSCHI; 
MENEGASSI, 2011, p. 489). 
Podemos observar, então, que, embora essas concepções e esses modos de ver a 
linguagem sejam, de certo modo, dicotômicos e impliquem em diferentes formas de 
ensinar e compreender a língua e a comunicação, de modo geral, no processo de 
uso da língua, estão envolvidos sujeitos, leitor, interlocutor, texto (oral ou escrito), 
ambiente etc. Esses elementos caracterizam o processo comunicativo, melhor abor-
dado na concepção de linguagem como instrumento de comunicação, foco do nosso 
próximo tópico.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
O processo da comunicação
Sabemos, caro(a) aluno(a), que o ser humano se constitui socialmente, por meio 
de interações sócio-históricas-ideológicas. Dessa forma, está sempre se comunicando, 
tanto de forma oral quanto escrita. Nesse processo comunicativo, junto com aquele 
que emite uma mensagem, outros elementos estão envolvidos, como o receptor 
(aquele para quem a mensagem é enviada) e a mensagem a ser enviada/recebida. 
A construção da estrutura comunicativa foi estudada e descrita por Roman 
Jakobson. O pesquisador esquematiza todos os fatores envolvidos na comunicação 
da seguinte maneira:
Figura 2.1 - Esquema situação comunicativa
Fonte: adaptada de Jakobson (2003, p. 123).
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Observa-se, no esquema, que, de um modo geral, o processo comunicativo ini-
cia-se com o remetente, também chamado de emissor, que, como antecipamos, é 
responsável por enviar uma mensagem, a qual será recebida pelo destinatário, ou 
receptor. Para que essa mensagem possa ser compreendida, remetente e destinatá-
rio precisam compartilhar o mesmo código, ou seja, o sistema linguístico utilizado 
precisa ser comum a ambos. Imaginemos, por exemplo, um brasileiro (remetente) 
tentando entrar em contato (mensagem) com um coreano (destinatário) que não 
domina o sistema linguístico da língua portuguesa. É fácil concluir que essa men-
sagem não terá êxito na recepção, não sendo, de fato, compreendida. 
A transmissão dessa mensagem, então, dependerá, ainda, do meio pelo qual 
ela será enviada (canal) e da situação comunicativa, bem como dos objetos reais 
envolvidos no processo (contexto). O canal caracteriza-se por ser um meio “físico 
e uma conexão psicológica entre o remetente e o destinatário”, que permite a eles 
“entrarem e permanecerem em comunicação” (JAKOBSON, 2003, p. 123). Segundo 
Martelotta (2012, p. 33), na comunicação face a face, o ar pode ser considerado o 
canal, pois através dele, “as ondas sonoras se propagam” e a mensagem chega ao 
destino. Já na comunicação a distância, os canais podem ser o telefone, as faixas de 
frequência de rádio, o e-mail, aplicativos de mensagem de texto etc. 
O contexto, por sua vez, envolve “todas as informações referentes às condições 
de produção da mensagem: o emissor, o destinatário, o tipo de relação existente 
entre eles, o local e a situação em que a mensagem é proferida” (MARTELOTTA, 
2012, p. 32-33). Para entendermos o funcionamento desse fator, observemos 
a figura a seguir:
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
 
Figura 2.2 - Exemplo de contexto - ambiguidade
Fonte: adaptada de Santos (2016, on-line).
Notamos, na Figura 2.2, que há dois sentidos possíveis para mensagem inicial 
(“Vendo pôr do sol”) transmitida pelo remetente, que se instauram em virtude de 
o vocábulo “vendo” poder se referir ao gerúndio tanto do verbo “ver” quanto do 
verbo “vender”. Para que se compreenda a qual dos verbos a mensagem diz res-
peito, a situação comunicativa é essencial, pois desfaz a ambiguidade (atestando 
que “vendo” refere-se a ver) e leva o destinatário a compreender a informação (de 
que o remetente está “olhando/apreciando” o pôr do sol). Em síntese, “conhecer um 
conjunto de informações que vai além, desde elementos relacionados ao momento 
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
da produção dessa mensagem até dados referentes ao conhecimento do assunto em 
pauta” (MARTELOTTA, 2012, p. 32-33), é fundamental para que o processo comu-
nicativo se efetive.
É importante ressaltar que esses elementos são a base do processo comunica-
tivo, mas não são garantias de que a comunicação sempre terá sucesso, ou seja, 
as pessoas envolvidas nesse processo carregam valores ideológicos e crenças 
particulares, que nem sempre coincidem, logo, embora a mensagem passe por 
todo o percurso, ela pode não ser compreendida, pode receber resistência de uma 
das partes em aceitá-la, o que interromperia o fluxo, dentre outras situações 
que podem estar envolvidas. Assim, é importante que haja uma cooperação 
entre remetente e destinatário, além de “algum tipo de interesse comum que 
crie uma conexão psicológica entre os participantes, sem a qual a comunica-
ção seria prejudicada” (MARTELOTTA, 2012, p. 32-33). Estudaremos as nuances 
desse processo comunicativo em tópicos posteriores.
Jakobson (2003) propõe que cada um desses elementos efetiva uma função 
específica para a linguagem. Caracterizam-se, assim, seis funções da linguagem, as 
quais exploraremos na seção seguinte.
Funções da linguagem
O uso das palavras relaciona-se, em todo processo comunicativo, aos usuários 
da língua e às situações concretas da comunicação. Dessa forma, a linguagem, em 
sua manifestação real, tem, a todo tempo, uma função específica, que direciona/
orienta/envolve a construção e a interpretação da mensagem. Cada função mani-
festada pela linguagem, então, diz respeito a um elemento comunicativo específico, 
como sintetizado no esquema a seguir.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Elemento comunicativo Função
Remetente Emotiva
Destinatário Conativa
Contexto Referencial
Mensagem Poética
Canal Fática
Código Metalinguística
Quadro 2.1 - Funções da linguagem e seus elementos correspondentes
Fonte: adaptada de Jakobson (2003).
Atividade
1. Cada elemento da comunicação apresenta uma função da linguagem correspon-
dente. Com base nisso, assinale a alternativa correta.
a. O remetente tem como função da linguagem correspondente a poética, para expressar 
os sentimentos daquele que envia a mensagem. 
b. O código tem como função da linguagem correspondente a metalinguística, que faz uso 
do código para explicar o próprio código. 
c. O destinatário tem como função da linguagem correspondente a emotiva, que tem o 
intuito de convencer o remetente. 
d. A mensagem tem como função da linguagem correspondente a conativa, buscando 
transmitir uma informação de forma imparcial. 
e. O canal tem como função da linguagem correspondente a referencial, que tem o propó-
sito de manter o canal em uso, tentando-o. 
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
É importante ressaltar que, nas mensagens, há o predomínio de uma função, mas 
isso não pressupõe a existência exclusiva desta. Várias funções podem fazer partede uma mesma mensagem, uma vez que o usuário da língua pode usar diversos 
recursos para efetuar a comunicação. Assim, apesar de distinguirmos “seis aspec-
tos básicos da linguagem, dificilmente lograríamos, contudo, encontrar mensagens 
verbais que preenchessem uma única função”, logo, a “diversidade reside não no 
monopólio de alguma dessas funções, mas numa diferente ordem hierárquica de 
funções” (JAKOBSON, 2003, p. 123). Conheceremos, agora, as especificidades de 
cada função.
Função emotiva
Como visto no Quadro 2.1, quando a mensagem enfoca o remetente, caracteriza-
se a função emotiva, que prioriza os sentimentos, as emoções, as opiniões e os pen-
samentos desse sujeito. Por esse motivo, as mensagens com predomínio dessa função 
fazem uso da primeira pessoa, especialmente do singular.
O uso constante de palavras que expressem sensações, emoções e estado de espí-
rito do remetente (as interjeições), assim como o de termos que marquem o posicio-
namento, o julgamento ou o juízo de valor dele (expressos, geralmente, por adjeti-
vos) e de sinais de pontuação (por exemplo, exclamação e reticências) são algumas 
particularidades da construção dessa função. 
Em síntese, a função emotiva “visa a uma expressão direta da atitude de quem 
fala em relação àquilo de que se está falando” (JAKOBSON, 2003, p. 123-124). 
Ela é mais presente em músicas, biografias e diários. Observemos o exemplo a 
seguir para compreendermos melhor o funcionamento dessa função.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Agora eu quero ir – Anavitória
Encontrei descanso em você
Me arquitetei, me desmontei
Enxerguei verdade em você
^Me encaixei, verdade eu dei
Fui inteira e só pra você
Eu confiei, nem despertei
Silenciei meus olhos por você
Me atirei, precipiteiE agora...
Agora eu quero ir
Pra me reconhecer de volta
Pra me reaprender e me apreender de novo
Quero não desmanchar com teu sorriso bobo
Quero me refazer longe de você
Fiz de mim descanso pra você
Te decorei, te precisei
Tanto que esqueci de me querer
Testemunhei o fim do que era agora
(...)
Eu que sempre quis acreditar
Que sempre acreditei que tudo volta
Nem me perguntei como voltar nem porque
(...)
Na letra da música “Agora eu quero ir”, constata-se o uso de pronome pessoal de 
primeira pessoa do singular (eu), de pronome oblíquo átono de primeira pessoa do 
singular (me), de pronome oblíquo tônico de primeira pessoa do singular (mim), 
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
de pronome possessivo de primeira pessoa do singular (meu). Além disso, é fre-
quente a presença de verbos conjugados na primeira pessoa do singular (encontrei, 
quero etc.). Toda essa construção contribui para formar a subjetividade do eu lírico, 
que demonstra seus sentimentos, o que pensa e quer para a sua vida. Nota-se, 
ainda, que há marcas de destinatário (você, te etc.), que é para quem toda a emo-
ção expressa na letra é dirigida. Nesse exemplo, esse destinatário está em segundo 
plano; quando ele é o foco, temos a função conativa.
Função conativa
Influenciar as atitudes do destinatário é o objetivo principal da função conativa, 
que coloca esse receptor como foco de sua mensagem. Busca-se, assim, convencer ou 
influenciar o outro, por meio de uma linguagem apelativa. Nesse sentido, o cha-
mamento, a ordem, a sugestão, o pedido etc. são características da construção das 
mensagens. Por isso, a segunda pessoa do discurso é mais utilizada nessa função, a 
qual tem “sua expressão gramatical mais pura no vocativo e no imperativo”.
Mensagens com essas características são vistas, de modo mais frequente, em 
propagandas, que têm função de convencer o destinatário a comprar determinado 
produto ou a se comover com determinada situação, por exemplo, como vemos na 
imagem a seguir.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
 
Figura 2.3 - Exemplo de função conativa
Fonte: adaptada de Costa (2006, on-line).
Ao interpretarmos o outdoor da Figura 2.3, notamos que o intuito da mensagem 
transmitida é “impressionar” o receptor, fazendo-o pensar a respeito da relação 
bebida alcoólica versus direção. Para isso, faz uso de uma linguagem imperativa, 
que pretende assustar e comover quem a lê (o destinatário); além disso, no fim, faz 
um apelo, em tom de ordem (Não vacile no trânsito), marcado pelo verbo conju-
gado no imperativo, que firma, de fato, a intenção de atingir o outro e de fazê-lo 
mudar de atitude, passando a não beber e dirigir. Por meio dessa mensagem, pode-
mos ver o funcionamento da função conativa.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Função referencial
Jakobson (2003, p. 123) afirma que, embora cada texto tenha a sua função 
predominante, ter uma orientação para o contexto é “tarefa dominante de nume-
rosas mensagens”. Dessa forma, a função referencial caracteriza-se por enfocar o 
conteúdo, o assunto da mensagem, fazendo “referência a acontecimentos, fatos, 
pessoas, animais ou coisas, com o objetivo de transmitir informações” (MAIA, 2005, 
p. 33), de forma imparcial e neutra. Para isso, faz uso de linguagem objetiva, clara 
e sem ambiguidade, com a presença predominante da terceira pessoa do singular. 
Textos científicos, acadêmicos e jornalísticos (que não expressam opinião, apenas 
divulgam a notícia) são exemplos de mensagens com essa função, como vemos a 
seguir:
Em nono corte seguido, BC reduz juro para 7,5% ao ano, perto do piso histórico
Selic recua ao menor patamar desde abril de 2013, ou seja, em pouco mais de quatro 
anos. Mercado estima que taxa terá nova queda em dezembro, para 7% ao ano.
Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quar-
ta-feira (25) a redução da taxa básica de juros da economia brasileira de 8,25% 
para 7,5% ao ano.
Esse foi o nono corte consecutivo na Selic, o que levou a taxa ao menor patamar 
desde abril de 2013, ou seja, em pouco mais de quatro anos. A queda de 0,75 ponto 
percentual já era amplamente esperada pelos economistas do mercado financeiro.
A decisão desta quarta marca a redução no ritmo de corte dos juros, que havia 
sido de 1 ponto percentual nos últimos quatro encontros do Copom. O próprio BC já 
havia indicado que essa desaceleração aconteceria.
Fonte: MARTELLO, Alexandro. Em nono corte seguido, BC reduz juro para 7,5% 
ao ano, perto do piso histórico. 25 out. 2017. G1. Disponível em: g1.globo.com.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Observamos, caro(a) aluno(a), que o propósito do texto é informar uma notí-
cia sem apresentar um juízo de valor em relação ao conteúdo explorado, apenas 
expondo informações de forma neutra. Não há, então, marcas de remetente, e 
o foco está na informação de dados e decisões do Selic, caracterizando a função 
referencial. 
Função poética
Com foco na mensagem, a função poética busca explorar o modo como essa 
mensagem é construída e articulada. Assim, “realça a elaboração da mensagem 
e caracteriza-se pela criatividade da linguagem” (MAIA, 2005, p. 33). Objetiva 
explorar a palavra e a sua materialidade, mostrando os “recursos imaginativos 
criados pelo emissor”. Essa função é, então, “afetiva, sugestiva, conotativa, ela é 
metafórica. É a linguagem figurada presente em obras literárias, em letras de 
música, em algumas propagandas, na fala fantasiosa de crianças” (PASCHOALIN; 
SPADOTO, 2010, p. 442). Nessas construções, o uso de figuras de linguagem tam-
bém é muito frequente. Para compreendermos melhor o funcionamento da função 
poética, observemos o texto a seguir.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Figura 2.4 - Exemplo de texto com função poética
Fonte: adaptada de Almeida (2012, on-line).
Essa imagem retrata um poema concreto, produzido por Augusto de Campos. 
Observamos que, mais do que a mensagem transmitida (de que o luxo é um lixo), 
o foco do texto está no modo como essa mensagem é construída, por meio: da repe-
tição da palavra luxo, que, na exposição, forma a palavra lixo; também,da seme-
lhança entre a grafia das duas palavras, que só se diferenciam pela troca de duas 
vogais, o que dá a sonoridade do poema. Em síntese, há um jogo entre o sentido 
particular de cada palavra e a disposição visual delas, que leva à compreensão da 
mensagem e caracteriza a predominância da função poética.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Saiba mais
Vimos que, nas mensagens em que há o predomínio da função poética, o aparecimento de figuras 
de linguagem é comum, que são recursos utilizados na comunicação para deixar a mensagem mais 
persuasiva e significativa. Para conhecer melhor as características e o funcionamento de algumas 
figuras de linguagem mais comuns, assista ao vídeo do Professor Noslen, disponível no Youtube. 
Função fática
A função fática caracteriza-se quando o foco da comunicação está no canal. 
De acordo com Jakobson (2003, p. 126), as mensagens com o predomínio 
dessa função “servem fundamentalmente para prolongar ou interromper a 
comunicação, para verificar se o canal funciona (...), para atrair a atenção do 
interlocutor ou confirmar sua atenção continuada”. Desse modo, não só os signos 
linguísticos estão envolvidos na comunicação, mas gestos (como balançar a 
cabeça afirmativa ou negativamente, levantar o polegar, dentro outros), sons 
não significativos etc. também constituem a mensagem. Um exemplo de função 
fática é visto na figura a seguir.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
 
Figura 2.5 - Exemplo de texto com função fática
Fonte: Elaborada pelas autoras.
Observamos que, no diálogo, um personagem testa o canal comunicativo, para 
conferir se a mensagem está sendo transmitida corretamente por meio dele. A res-
posta da outra personagem apenas atesta que o canal está funcionando. Além de 
testar o canal, a função fática tem os propósitos de: iniciar a comunicação (“Olá”, 
“Bom dia”), prolongar a comunicação (“E aí?” “Como foi?” “Continua...”), evitar o 
silêncio (“Está frio, hoje, não é?”, “Parece que vai chover...”), confirmar a comuni-
cação (“Ok.”, “Entendido”) e interromper a comunicação (“Aguarde um momento”, 
“Até breve”).
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Função metalinguística
Quando o foco da mensagem está no próprio código, há a função metalinguís-
tica. Código, segundo Chalhub (2002, p. 48), é definido como um “sistema de 
símbolos com significação fixada, convencional, para representar e transmitir a 
organização dos seus sinais na mensagem, circulando pelo canal entre a emissão 
e a recepção”. Assim, o uso do código para explicar o próprio código caracteriza a 
metalinguagem. Veja o exemplo:
Poesia
Carlos Drummond de Andrade
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
Fonte: CASTELLI Jr., Walther. Modernismo e idiossincrasia na poesia de Carlos Drummond 
de Andrade. Unicamp. Disponível em: www.unicamp.br. 
Observamos que Carlos Drummond usa o poema para falar a respeito da difi-
culdade de dar forma à poesia. Por meio do modo escrito da linguagem (utilizando 
a língua portuguesa como signo), o poeta expõe o que sente em relação ao escrever 
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
poesia, ao fazer poético. A construção do poema leva o interlocutor a sentir as 
angústias do escritor ao compor os versos, que não “saem”. Em síntese, há, nessa 
mensagem, o predomínio da metalinguagem, em que a linguagem é usada para 
falar dela mesma. Esse tipo de construção é comum no cotidiano, por exemplo, 
quando consultamos um dicionário para compreender o sentido de determinada 
palavra, quando, por meio da língua portuguesa, explicamos algo relacionado 
ao funcionamento dessa língua, enfim, todas as vezes em que utilizamos o código 
combinando elementos que se voltem para o próprio código.
Atividade
2. Há, segundo a proposta de Jakobson (2003), seis funções da linguagem. Analise 
o texto a seguir e assinale a alternativa que apresenta a função da linguagem 
predominante nesse texto. 
Tô virado já tem uns três dias 
Tô bebendo o que eu jamais bebi 
Vou falar o que eu nunca falei 
É a primeira e a última vez 
Eu sosseguei 
Ontem foi a despedida 
Na balada, dessa vida de solteiro 
Eu sosseguei 
Mudei a rota em meus planos 
E o que eu tava procurando, eu achei em você 
Fonte: JORGE E MATEUS. Sosseguei. Vagalume. Disponível em: <https://www.
vagalume.com.br/jorge-e-mateus/sosseguei.html>. Acesso em: 20 out. 2017.
a. No texto, há o predomínio da função metalinguística, que enfoca o código.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
b. No texto, há o predomínio da função emotiva, que enfoca o remetente. 
c. No texto, há o predomínio da função conativa, que enfoca o destinatário. 
d. No texto, há o predomínio da função fática, que testa o canal comunicativo.
e. No texto, há o predomínio da função referencial, com foco no assunto da mensagem. 
Vimos, prezado(a) aluno(a), que a mensagem a ser transmitida sempre tem 
um intuito: falar das emoções, convencer o outro, dar ênfase ao assunto, explorar os 
mecanismos de construção dessa mensagem, testar o canal comunicativo, explicar 
o próprio código etc.; tudo isso compõe e instaura o funcionamento da linguagem. 
Para que haja uma compreensão dessa mensagem, portanto, os envolvidos no pro-
cesso comunicativo precisam interpretar a argumentação envolvida na construção 
do texto. A partir de agora, entenderemos melhor como se manifestam e se carac-
terizam esses três elementos: compreensão, interpretação e argumentação. 
Argumentação, compreensão e 
interpretação
Como vimos até aqui, a linguagem cumpre, no processo comunicativo, diferentes 
funções. O objetivo principal dela é proporcionar a comunicação. De acordo com 
Chiavenato (2006, p. 127-128), a comunicação acontece “quando uma informa-
ção é transmitida a alguém, e é então compartilhada também por esse alguém”; 
para que, de fato, ela ocorra, precisa-se de “que o destinatário da informação rece-
ba-a e compreenda-a. A informação simplesmente transmitida – mas não recebida 
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
– não foi comunicada. Comunicar significa tornar comum a uma ou mais pes-
soas determinada informação”. Dois conceitos, então, são fundamentais no processo 
comunicativo: compreensão e interpretação.
Quando a mensagem é transmitida pelo remetente, o destinatário, a princípio, 
precisa decodificá-la, isto é, reconhecer os símbolos utilizados na mensagem (sejam 
eles gráficos ou sonoros) e a relação deles com o significado. Depois disso, essa men-
sagem necessita ser compreendida, processo em que a temática e o assunto são 
reconhecidos e as inferências são requisitadas. Nesse momento, o destinatário ativa 
seus conhecimentos de mundo, para que o assunto possa fazer sentido e a mensa-
gem, realmente, signifique para ele. Dessa forma, “a compreensão da mensagem 
reclama aptidões que englobam processamento de informações e conhecimento da 
estrutura da língua e do mundo que o cerca” (MEDEIROS; HERNANDES, 2004, p. 
210). 
Estabelece-se, então, a compreensão quando, como afirmam Rosa e Landim 
(2009, p. 144), há uma “tentativa de tornar comum os conhecimentos, as ideias, 
as instruções, ou qualquer outra mensagem, seja ela verbal, escrita ou corporal”. 
A partir dessa troca, espera-se que o destinatário seja capaz de avaliar a mensa-
gem que recebeu, de pensar criticamente a respeito dela, de julgar ser favorável, 
contrário ou imparcial ao conteúdo, às opiniões, aos argumentos do remetente. 
Instaura-se, assim, no processo comunicativo, a interpretação da mensagem. É 
importante reconhecer que a interpretação não é única, e sim específica a cada 
destinatário, uma vez que está relacionada aos conhecimentos e à bagagem dele. 
Sendo assim, a construção da mensagem pelo remetente deve ser elaborada de 
modo que, além designificar, possa ser interpretada, da maneira como ele pre-
tende, pelo destinatário. Para isso, é fundamental, na construção da mensagem, um 
trabalho argumentativo.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Segundo Zanini (2017, p. 48), produz-se argumentação mediante acontecimentos, 
comprovações, explicações que pretendem convencer o destinatário de que o posiciona-
mento do remetente (daquele que constrói a mensagem) é o que deve ser considerado 
e o que tem credibilidade. A presença de argumentos na transmissão da informação 
tem, então, o intuito de convencimento, de persuasão. Para tanto, como apresenta 
Platão e Fiorin (1996), o remetente pode fazer uso, dentre outros, de
•	 argumentos que se baseiam no consenso – referem-se a hipóteses que são 
admitidas como verdadeiras social e coletivamente.
•	 argumentos que se baseiam em provas concretas – referem-se a comprova-
ções que fornecem credibilidade ao argumento utilizado (recorrer a dados 
estatísticos, por exemplo).
•	 argumentos de autoridade – referem-se ao apoio em autores consagrados 
em área específicas, que têm prestígio a respeito dos conhecimentos compar-
tilhados e que dão credibilidade à construção da mensagem.
•	 argumentos da competência linguística – referem-se à habilidade de utilizar 
o vocabulário e a variedade linguística adequados ao contexto comunicativo.
Baseando-se nesses tipos de argumentos, o remetente produz sua mensagem, 
com intuito de persuadir o destinatário. Em síntese, quando o remetente envia 
uma mensagem, ele espera que o destinatário possa compreender os argumentos 
utilizados e interpretar a informação, dando credibilidade à opinião do remetente, 
fazendo com que o propósito da comunicação (produzir sentidos e gerar respostas) 
possa ser atingido e, com isso, ter qualidade na comunicação, assunto de nosso pró-
ximo tópico. 
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
A qualidade na comunicação
Comunicar, etimologicamente, significa tornar comum. A comunicação faz parte 
do processo de evolução do ser humano. Podemos dizer que a humanidade só evo-
lui, porque o homem passou a se comunicar. Caminha e Silva (2015, p. 3) enten-
dem a comunicação
como o processo de troca de significados entre indivíduos por meio de 
um código comum – signos, sinais, símbolos, linguagem falada ou escrita. 
Envolve a transmissão de mensagem entre uma fonte e um destinatário. A 
partir dessa concepção vemos delineados os dois principais personagens do 
processo de comunicação, o transmissor ou emissor - que é a fonte da infor-
mação - e um receptor, ao qual se dirige a mensagem.
As autoras completam ao dizerem que
o processo de comunicação permeia por várias diretrizes como a linguís-
tica, a semiótica, os processos de evolução social, a tecnologia. Enquanto o 
homem vivia no estado de barbárie – cidades organizadas sem posiciona-
mento político – bastava-lhe para sua sobrevivência sistemas rudimentares 
de comunicação (CAMINHA; SILVA, 2015, p. 4).
Hoje, considerando que somos seres que praticam a comunicação, necessitamos, 
então, de uma maneira para realizar esse processo com qualidade, haja vista que, 
se identificarmos uma forma para expressar claramente nossa mensagem, mais 
resultados obteremos disso.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Como vimos anteriormente, no processo comunicativo (ilustrado na Figura 2.1), 
um emissor codifica sua mensagem e a envia por meio de um canal para seu 
receptor decodificá-la e, assim, elaborar uma nova mensagem, que será o feedback 
do emissor. Quanto maior a qualidade na mensagem do emissor, mais precisão o 
receptor terá ao decodificá-la e, consequentemente, o retorno do emissor será mais 
satisfatório.
Entendemos, prezado(a) aluno(a), que, para obtermos êxito naquilo que escre-
vemos/falamos, devemos fazer uma comunicação de qualidade. Como, então, ter 
qualidade na comunicação? Uma boa comunicação necessita de clareza, concisão 
(não divagar e não inserir muitas informações complementares antes da informa-
ção principal), saber se adaptar às diversas situações comunicativas, boa argu-
mentação e coerência. Busca-se, assim, que a comunicação faça sentido a todos os 
envolvidos no processo.
No Quadro 2.2, Brizon (2016, on-line) aponta algumas falhas que podem ser 
evitadas na comunicação.
Ambiguidade
Quando provoca o duplo sentido na mensagem. Ex.: “João disse ao amigo que havia 
chegado”. (Quem havia chegado? João ou o amigo?).
Redundância
Quando há repetição desnecessária de termos na mensagem que interfere na clareza. Ex.: 
“Subir pra cima”; “Descer pra baixo”.
Incoerência
Perda de sentido na mensagem, quando uma informação contradiz a outra, alternando a 
lógica interna do texto, na qual as ideias devem fazer sentido para que o leitor as assimile 
de forma plausível. Ex.: “Estão derrubando muitas árvores e por isso a floresta consegue 
sobreviver”.
Obscuridade
Quando a mensagem não tem clareza, não possui inteligibilidade, é incompreensível, 
confusa ou tenta esconder um significado. Ex.: “O caráter polivalente dos estrategistas em 
campo maximizará a performance da equipe.”
Eco
Quando há o emprego de termos de características fonéticas sonoramente parecidas. Ex.: 
“O procedimento para o desenvolvimento do empreendimento, neste momento, está em fase 
de conhecimento.”
Hipérbole
Figura de linguagem que dá ênfase exagerada no significação da mensagem. Ex.: 
“Morrendo de sede”; “Correndo feito um louco”.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Cacófato
Quando há união dos sons de duas ou mais palavras vizinhas e que produzem um som feio, 
desagradável, impróprio ou com sentido equivocado. Ex.: “Nunca mais eu acho uma como 
ela”; “Tirar o pirulito da boca dela”.
Preciosismo
Quando a mensagem contém expressões rebuscadas, prejudicando a naturalidade do estilo. 
Também se encaixam casos de prolixidade, quando se fala demais, quando há pouco a 
dizer. Ex.: “Magnífico Excelentíssimo Magnânino Voluptuoso ministro…”.
Barbarismo
Quando se faz o emprego de palavras com erro de pronúncia. Ex.: “Rúbrica, ao invés de 
rubrica”; “Telexpectador ao invés de telespectador”.
Solecismo
Quando se cometem erros quanto às normas de concordância, regência ou colocação. Ex.: 
"As convicções do político vão de encontro às do público, por isso, concordam" ao invés de 
"As convicções do político vão ao encontro às do público, por isso, concordam".
Vulgarismo
Quando se faz o uso linguístico popular em contraposição à linguagem culta da mesma 
região privilegiada/exigida em determinado contexto comunicativo. Ex.: “Ozi vamu cumê i 
bebê batanti”; “Adevogado”; “Dois quilo”; “Eu vi ela”.
Quadro 2.2 - Evitando falhas na comunicação
Fonte: adaptado de Brizon (2016, on-line).
A partir do quadro de Brizon (2016, on-line), pudemos, então, caro(a) alu-
no(a), perceber falhas que ocorrem na comunicação, por meio, por exemplo, da 
ambiguidade, da redundância e da incoerência, e, ao compreendê-las enquanto 
falhas, podemos evitar que elas ocorram.
Atividade
3. Segundo Brizon (2016, on-line), a ambiguidade é uma das falhas da comunicação, 
visto que, por meio dela, a frase terá um duplo sentido, não sendo possível assim, ter 
clareza na mensagem transmitida. Qual dos itens a seguir também é considerado 
falha na comunicação?
a. Funções da linguagem.
b. Coerência.
c. Norma Padrão.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
d. Obscuridade.
e. Coesão.
Ruídos na comunicação
Os ruídos são as interferências que prejudicam o entendimento da mensagem 
que se pretende passar ao receptor. Vejamos a Figura 2.6 que tem o processo da 
comunicação sofrendo a interferência dos ruídos.
Figura 2.6 - Os ruídos no processo da comunicação
Fonte: adaptada de Lição… (on-line).
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Por algum motivo, ao emitir a mensagem, o emissor não conseguiu traduzi-la 
com clareza e gerou o primeiro ruído. Ao decodificá-la, ocorreu um novo ruído, 
vistoque a interpretação do receptor não foi a desejada pelo emissor. Logo, o 
retorno dado por ele não pode ser o almejado, uma vez que a mensagem não foi 
entregue com qualidade.
No Quadro. 2.3, Brizon (2016, on-line) apresenta exemplos de ruídos na 
comunicação.
Físico Fisiológico Psicológico Semântico Pessoa
Interferências 
externas causadas 
pelo ambiente, 
como sons em alto 
volume, mas há 
também outros 
fatores, como calor, 
frio, iluminação, 
chuva, vento etc.
Interferências 
causadas pelas 
pessoas envolvidas 
no processo, mas 
que são de natureza 
física, como fome, 
sede, odores, dores, 
doenças etc.
Interferências 
causadas pelas 
pessoas envolvidas 
no processo, mas 
que estão com a 
atenção voltada 
para outra situação, 
deixando a mente 
vagar ou em estado 
de preocupação.
Interferência 
causada pelos 
significados 
diferentes que 
podem ter uma 
palavra, frase, texto 
técnico ou gesto e 
que atrapalham a 
compreensão.
Interferências causadas 
pelas pessoas 
envolvidas no processo, 
como emoção, 
valores, interesses, 
nível de conhecimento, 
questões familiares etc.
Quadro 2.3 - Ruídos na comunicação
Fonte: Brizon (2016, on-line).
Tomando por base Brizon (2016, on-line), entendemos que os ruídos podem 
ocorrer não apenas de forma física, como também fisiológica, psicológica, semân-
tica e, ainda, por pessoas.
Saiba mais
Maurício Gois - que é empresário, palestrante, autor e estrategista – elenca 21 ruídos que 
podem acontecer na comunicação verbal, enfraquecendo a realização do seu trabalho. Veja em: 
editoraproexito.com.br. 
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Variação linguística
A língua, enquanto atividade social, é
um conjunto de usos concretos, historicamente situados, que envolvem sem-
pre um locutor e um interlocutor, localizados num espaço particular, inte-
ragindo a propósito de um tópico conversacional previamente negociado. 
[...] é um fenômeno funcionalmente heterogêneo, representável por meio de 
regras variáveis socialmente motivadas (CASTILHO, 2000, p. 12).
Isto é, devemos considerar que a língua poderá sofrer mudanças no espaço e no 
tempo, uma vez que ela é heterogênea e pode, então, sofrer alterações. 
Leite e Callou (2002, p. 12) ressaltam que “um território com 8,5 milhões de 
quilômetros quadrados, com uma população hoje estimada em 170 milhões de 
habitantes – com índice ainda alto de analfabetismo – não poderia apresentar um 
quadro linguístico homogêneo”. As autoras completam:
a diversidade que existe em qualquer ponto espelha uma pluralidade cul-
tural e não se pode presumir para expansão do português no Brasil uma 
forma linguística única, pois a época em que se deu a colonização, a origem 
dos colonizados e as consequências linguísticas de um contato heterogêneo 
são aspectos que devem ser considerados (LEITE; CALLOU, 2002, p. 12).
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
 
Figura 2.7 - As diversidades no Brasil
Fonte: adaptada de MARKUS MAINKA, 123RF.
Considerando o exposto por Leite e Callou (2002), é possível perceber os moti-
vos que fazem com que, em nosso país, haja tantas variações na língua. As pessoas, 
contudo, nem sempre consideram certas essas variações e buscam, muitas vezes, 
na gramática, uma forma de desconstruir as construções de outras regiões. Bagno 
(2008, p. 69) enfatiza 
que é preciso ensinar a escrever de acordo com a ortografia oficial, mas não 
se pode fazer isso tentando criar uma língua falada “artificial” e reprovando 
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
como “erradas” as pronúncias que são resultado da história social e cultural 
das pessoas que falam a língua em cada canto do Brasil.
Ou seja, para Bagno (2008), embora seja necessário ter uma forma oficial para 
que a escrita seja ensinada, é preciso reconsiderar as formas variadas de comuni-
cação. Veremos, a seguir, que essas mudanças podem ocorrer, especialmente, por 
meio de variações geográficas, variações sociais ou variações estilísticas.
Variação geográfica
Essa variação está ligada com as diferenças na fala que são determinadas pela 
região. Isso vale tanto para variações de um país para outro, por exemplo, Brasil 
e Portugal, quanto para variações de falantes de regiões distintas, como Sul e 
Nordeste.
No caso do Brasil, percebemos claramente que existem diferenças, por 
exemplo, entre os falares gaúcho, paulista, carioca, baiano etc., assim como 
também percebemos diferenças entre a fala de indivíduos provenientes de 
zona rural e a de indivíduos urbanos nas diferentes regiões. As variações 
regionais ocorrem em todos os níveis linguísticos [...] (GÖRSKI, 2009, p. 77).
Essas diferenças podem ser notadas em expressões, nome dado a objetos e ali-
mentos, gírias, bem como no sotaque que cada uma das regiões apresenta.
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O processo comunicativo
Figura 2.8 - Variação linguística no nome de alimentos
Fonte: adaptada de ILDIPAPP, 123RF.
Variação social
Com relação à variação social, Mateus (2005, p. 11) nos diz que
o modo como nos dirigimos a pessoas hierarquicamente superiores é diverso 
do que usamos para falar com aqueles que nos são familiares. Um locutor 
de televisão utiliza expressões que não empregaria no seu dia a dia, e que 
são diferentes, até, das que usa um locutor de rádio. O uso oral de uma 
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
língua distingue-se do seu uso escrito. Uma conversa através da Internet tem, 
por seu lado, características particulares em consequência da adaptação a 
este recentíssimo meio de comunicação.
Para Görski (2009, p. 77), essa variação 
está relacionada a fatores concernentes à organização socioeconômica e 
cultural da comunidade. Entram em jogo fatores como a classe social, o 
sexo, a idade, o grau de escolaridade, a profissão do indivíduo. São exem-
plos típicos de variação social: a vocalização do -lh- > -i- como em mulher/
muié; a rotacização do -l- > -r- em encontros consonantais como em blusa/
brusa; a assimilação do –nd- > -n> como em cantando/cantano; a concor-
dância nominal e verbal como em os meninos saíram cedo/ os menino saiu 
cedo.
As marcas da variação social se apresentam, assim, tanto na classe social da 
qual o indivíduo é pertencente como em relação ao seu sexo, sua idade, sua esco-
larização e, inclusive, sua profissão. 
Göeski (2009, p. 77) apresenta um ponto importante para pensarmos referente 
à variação:
tanto a variação geográfica como a variação social estão intimamente 
associadas às forças internas que promovem ou impedem a variação e a 
mudança e à identidade do falante. É como se o indivíduo, ao manifestar-se 
oralmente, já revelasse a sua origem regional e social. É como se ele, pela 
sua forma de falar, se identificasse como pertencente ou não a determinada 
comunidade e a determinado grupo social.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Pela fala da autora, podemos inferir que essas marcas da variação, tanto geo-
gráfica quanto social, são, de certa forma, identidades de seus falantes que, ainda 
que tentem camuflar sua origem, acabam por dar sinais de sua região e/ou grupo 
social de origem.
Variação estilística
No que tange à variação estilística, Göeski (2009, p. 78) expõe que,
em contextos socioculturais que exigem maior formalidade, usamos uma lin-
guagem mais cuidada e elaborada – o registro formal; em situações familia-
res e informais, usamos uma linguagem coloquial – o registro informal. Mas, 
o que observamos na prática é que as situações cotidianas de interação 
são permeadas por diferentes graus de formalidade, mais do que por uma 
oposição polarizada.
Ao pensarmos, por exemplo, em um julgamento que ocorre em um tribunal, não 
podemos imaginar outro diálogo senão aquele formal, recheado de termos próprios 
da área de direito que, muitas vezes, para os leigos, se faz de difícil compreensão, 
mas que, naquela situação, não pode, nem deve, ser exposta de outra forma. O 
mesmo nãoaconteceria, hipoteticamente, em um diálogo entre pai e filho, ainda 
que o pai fizesse uma correção na conduta do filho, visto que, em ambiente fami-
liar, a linguagem coloquial é a que melhor se adéqua.
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O processo comunicativo
 
Figura 2.9 - Diálogo entre juíza e advogado
Fonte: WAVEBREAK MEDIA LTD, 123RF.
Ainda nas palavras de Göeski (2009, p. 78), percebemos que,
nas várias formas de interação, a língua que utilizamos muda, de alguma 
maneira, para adaptar-se ao interlocutor e ao contexto de situação. A varia-
ção, portanto, é inerente à fala e à própria comunidade de fala e está relacio-
nada aos diferentes papéis sociais exercidos por cada um dos participantes.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
A variação pode proporcionar uma comunicação não satisfatória, por exemplo, 
quando os falantes não compartilham o mesmo léxico, o que causaria um ruído. 
Não podemos considerar, porém, que essa variação é apenas prejudicial para a 
comunicação, pelo contrário, ela evidencia a riqueza da língua, do sistema linguís-
tico e dos contextos comunicativos. 
Considerando os tipos de variações, podemos concluir, querido(a) aluno(a), que 
não faz sentido mantermos o preconceito linguístico, seja ele pelo sotaque regional 
que a pessoa carrega, seja por marcas de níveis sociais – principalmente aquelas 
que marcam um nível menor de escolaridade –, de gênero ou idade. Diferente da 
estilística, o respeito ao outro cabe em todos os lugares.
Pense nisso
O conhecimento serve para encantar as pessoas, não para humilhá-las (Mário Sérgio Cortella).
Saiba mais
Para pensar melhor a respeito das questões abordadas referentes ao processo comunicativo, à 
qualidade na comunicação, aos ruídos e à variação linguística, assista ao filme Narradores de Javé, 
disponível no Youtube.
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O processo comunicativo
Atividade
4. A variação linguística é um movimento natural, visto que a língua sofre mudanças 
no espaço e no tempo. Considerando os tipos de variação linguística, assinale o 
exemplo que retrata a variação geográfica:
a. “Ao chegar à padaria, pedi 5 cassetinhos”.
b. “O excelentíssimo senhor deverá avaliar as provas contra o incomensurável ato de violência”.
c. “Nóis vai tudo de busão”.
d. “Estamos aqui de boa na lagoa”
e. “Vó, a senhora faz falta aqui”.
Norma padrão
Com relação à norma padrão, Leite e Callou (2002, p. 15) pontuam que
a hegemonia da língua portuguesa não dependeu de fatores linguísticos, 
mas sim históricos, e só nos dois últimos dois séculos e meio ocorreu uma 
normatização do português falado no Brasil em direção a um chamado 
“padrão”, que, apesar de intrinsecamente variado e regional e socialmente, 
passou a gozar de prestígio e a representar a “norma” para o bem falar e o 
bem escrever.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Corroborando essa ideia, Görski (2009, p. 78-79) mostra-nos que,
quando nos reportamos à gramática normativa, de imediato nos vem à 
mente a palavra “norma”. Em termos gerais, a noção de norma corresponde 
à regra. No caso da gramática normativa, trata-se de prescrição de regras 
a serem seguidas sob pena de se incorrer em erro. Mas, no âmbito dos estu-
dos linguísticos, a norma diz respeito à língua em funcionamento nas mais 
diferentes situações comunicativas. 
A norma padrão é necessária para definirmos o modelo ideal de escrita, o que 
não significa, todavia, que essa escrita seja absoluta. Para Mateus (2005, p. 15), “a 
existência de uma norma padrão é necessária como referência da produção linguís-
tica e como garantia da aceitabilidade de um certo comportamento no contexto 
sócio-cultural em que estamos inseridos”. Ou seja, precisamos da norma para que 
aquilo que produzimos seja melhor aceito, mas isso não anula as variações linguís-
ticas que ocorrem.
A noção de norma padrão, por vezes, confunde-se com a de norma culta. Görski 
(2009, p. 80) define alguns pontos que aproximam as duas normas:
(i) A regra básica de concordância verbal normatizada em português é que o 
verbo deve concordar com o sujeito; a norma culta também contempla essa 
regra de concordância, pelo menos quando se trata de ordem SV (sujeito-
verbo) como em Os meninos chegaram. (ii) A regra padrão de concordância 
nominal é que os elementos determinantes e modificadores devem concor-
dar em gênero e número com o núcleo nominal dentro de um sintagma; a 
norma culta efetiva esse uso, pelo menos em sintagmas nominais simples 
como em meus filhos pequenos.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Há, ainda, os pontos que as diferem:
(i) A regra geral de colocação do pronome átono (clítico) é a ênclise, como 
em Ele veio interromper-me; porém, salvo alguns poucos casos, a tendência 
de uso do brasileiro é a próclise: Ele veio me interromper. (ii) A expressão 
do tempo verbal futuro do presente é feita, na norma padrão, mediante a 
desinência –rei (cantarei); na norma culta encontramos o uso generalizado 
da perífrase ir + INF (vou cantar). (iii) A norma padrão prevê a omissão dos 
pronomes sujeitos, uma vez que a informação número pessoal já aparece na 
desinência verbal (estudo; estudas); a norma culta tende a realizar o sujeito 
(eu estudo; tu estudas) (GÖRSKI, 2009, p. 80).
A autora conclui afirmando que “nem a norma padrão nem a norma culta 
equivalem à língua portuguesa: a primeira corresponde a um ideal abstrato de 
língua tida como correta; a segunda, a uma variedade da língua portuguesa” 
(GÖRSKI, 2009, p. 80-81). Assim, caro(a) aluno(a), podemos considerar que a 
norma padrão é relevante para a língua, visto que, por meio dela, podemos ado-
tar uma escrita que será aceita em diferentes meios e compreendida por diversos 
sujeitos, facilitando a comunicação.
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Atividade
5. A norma padrão se faz necessária para que possamos ter uma escrita - e, também, 
uma fala - que seja aceita e entendida. Sabendo disso, assinale a alternativa que 
compreende a uma frase que adotou a norma padrão corretamente:
a. Vamos todos juntos à igreja.
b. Haviam muitos livros na estante.
c. Fazem 5 anos que não nos vemos.
d. Minha mãe deu o dinheiro para mim fazer as compras.
e. Fomos ao salão fazer a sombrancelha.
Saiba mais
Em 2011, uma grande polêmica foi gerada no Brasil após o MEC disponibilizar para estudantes 
livros com erros gramaticais e alegar que a intenção foi mostrar que há mais de uma maneira de se 
falar corretamente. Leia a matéria que explica o caso disponível em: oglobo.globo.com. 
Comunicação e Linguagem
O processo comunicativo
Indicação de leitura
Nome do livro: As funções da Linguagem
Editora: Ática
Autor: Samira Chalhub
O livro “As funções da linguagem”, de Samira Chalhub, discute, com riqueza de detalhes, os assuntos 
sucintamente abordados nesta unidade. A leitura é recomendada para aprofundar os conhecimentos 
iniciados neste material. Consulte o livro disponível em: www.academia.edu. 
Comunicação e Linguagem
A comunicação no ambiente organizacionalunidade 3
A comunicação no ambiente organizacional
Viviane Favaro Notari
Yara Dias Canali
Caro(a) aluno(a), até aqui, nossos estudos nos levaram à compreensão do objetivo da linguagem e 
à relação da linguagem e da comunicação. Nesta unidade, complementaremos os estudos anteriores 
abordando os propósitos que a linguagem adquire no ambiente organizacional, tema que ajudará 
você a desenvolver melhor e com mais eficiência a comunicação no meio profissional.
Para essa abordagem, estudaremos o que é ambiente organizacional, quais as características das 
comunicações oral e escrita e o que é necessário para a construção de um texto coeso e coerente nesse 
ambiente, o que nos leva à abordagem de aspectos textuais e gramaticais.
Por ser tratar de comunicação em ambiente organizacional, veremos, ainda, os tipos de comunica-
ção dirigida, que podem ser textos impressos, comunicação oral, comunicação eletrônicae comunica-
ção específica. Vamos lá?
Comunicação e Linguagem
A comunicação no ambiente organizacional
Comunicação e Linguagem
A comunicação no ambiente organizacional
Habilidades para construção de 
texto no ambiente organizacional
Querido(a) aluno(a), antes de adentrarmos em nosso objetivo de explicar as 
habilidades para construção do texto no ambiente organizacional, importante se 
faz que compreendamos como é esse ambiente. Latorre (2015, p. 21) aponta que
a organização pode ser entendida como unidades planejadas intencionalmente 
construídas e reconstruídas a fim de atingir objetivos específicos em um conjunto 
de atividades e forças coordenadas conscientemente por duas ou mais pessoas.
Corroborando essa ideia, Nascimento et al. (2016, on-line) afirmam que 
a “organização é uma combinação de esforços individuais que tem por finali-
dade objetivos coletivos, independente do que ela faz ou de seu tamanho”. Para 
Maximiniano (2012, p. 4), “as organizações são grupos sociais deliberadamente 
orientados para a realização de objetivos”.
Assim, podemos inferir que um ambiente organizacional é um lugar em que 
pessoas desenvolvem atividades para atingirem determinado objetivo. Para tanto, 
a comunicação é indispensável para estabelecer a unidade de entendimento entre 
os indivíduos que visam à mesma finalidade. 
Saiba mais
Embasado em Chiavenato (2003), o site Portal Educação traz a notícia “O ambiente 
organizacional”, publicada em 2013. Bastante relevante para a compreensão desse ambiente, o texto 
explora como interferem no ambiente organizacional as mudanças nos aspectos políticos, sociais e 
econômicos. www.portaleducacao.com.br.
Comunicação e Linguagem
A comunicação no ambiente organizacional
No ambiente organizacional, é realizada, dentre outras, a comunicação dirigida, 
esta, no entanto, necessita ser bem elaborada para que se tenha êxito naquilo que 
busca transmitir, para isso, são necessárias habilidades de construção de texto. Esse 
texto pode se manifestar, especialmente, de forma oral e escrita.
A comunicação oral é constantemente praticada, refere-se ao uso da fala para 
transmitir uma informação. No ambiente organizacional, a depender do contexto 
em que essa comunicação é manifestada, alguns cuidados precisam ser tomados. 
A manifestação falada da linguagem é imediata, por isso, há um envolvimento 
maior entre emissor e receptor. Este precisa estar atento ao diálogo, para que com-
preenda corretamente a informação e possa passá-la adiante, em caso de neces-
sidade. Aquele deve ter uma postura condizente com o exigido nesse ambiente: 
deve apresentar uma linguagem em tom acessível a todos os presentes, não fazer 
rodeios para chegar à informação principal, ser polido na manifestação da lingua-
gem corporal (que acompanha a fala) e saber adaptar o seu discurso aos diferentes 
contextos da organização (sabendo usar construções linguísticas formais e menos 
formais, conforme o gênero discursivo determina).
Dessa forma, observamos que a comunicação oral tem como característica prin-
cipal a rapidez, com a transmissão e o retorno rápidos da mensagem (ROBBINS, 
2005), o que nem sempre é marcante na escrita. Muito se fala, hoje em dia, que a 
escrita está intrinsecamente ligada à leitura. Soares (1999, p. 68) apresenta outra 
concepção:
frequentemente tomam a leitura e a escrita como uma mesma e única habi-
lidade, desconsiderando as peculiaridades de cada uma e as dessemelhan-
ças entre elas (uma pessoa pode ser capaz de ler, mas não ser capaz de 
escrever; ou alguém pode ler fluentemente, mas escrever muito mal).
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A comunicação no ambiente organizacional
Ou seja, embora tenham uma relação entre si, o fato de uma pessoa ser consi-
derada uma boa leitora não garante a ela uma boa escrita, mesmo que esse seja 
um dos passos para a sua melhoria, não é fator único e decisivo. Soares (2003, p. 
1-2) completa:
o que poderíamos chamar de acesso ao mundo da escrita – num sentido 
amplo – é o processo de um indivíduo entrar nesse mundo, e isso se faz 
basicamente por duas vias: uma, através do aprendizado de uma “técnica”. 
Chamo a escrita de técnica, pois aprender a ler e a escrever envolve relacionar 
sons com letras, fonemas com grafemas, para codificar ou para decodificar. 
Envolve, também, aprender a segurar um lápis, aprender que se escreve de 
cima para baixo e da esquerda para a direita; enfim, envolve uma série de 
aspectos que chamo de técnicos. A outra via, ou porta de entrada, consiste 
em desenvolver as práticas de uso dessa técnica. Não adianta aprender 
uma técnica e não saber usá-la.
Para Garcez (2001, p. 61), antes da escrita, devemos esclarecer as seguintes 
dúvidas:
• Quais os objetivos do texto que vou produzir?
• Que informações quero transmitir?
• Qual o gênero de texto mais adequado aos meus objetivos?
• Que estruturas de linguagem devo usar?
As questões levantadas por Garcez (2001) são relevantes para a eficácia daquilo 
que se escreve, haja vista que, se esses pontos estiverem bem definidos, as chances 
de alcançarem o objetivo de se fazerem compreender pelo interlocutor são maiores. 
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Antes de elaborarmos um texto, devemos ter em mente nossa intenção ao escre-
vê-lo e aquilo que desejamos transmitir, depois, é definido o meio em que o texto 
será vinculado, isso ajudará, inclusive, na definição da linguagem que adotaremos.
Após respondermos às questões levantadas, devemos entrelaçar as ideias para 
que elas possam, assim, compor, de forma harmônica, o texto.
Ao escrever, nossa preocupação inicial é captar as idéias e ordená-las com 
uma determinada hierarquia, de modo que as principais idéias sejam enfa-
tizadas. Qual a nossa idéia central? Como pretendemos defendê-la? Que 
exemplos são mais interessantes? Quem devemos citar? Que palavras esco-
lher? Como devemos nos dirigir ao leitor? Em que medida devemos explicar 
todas as idéias? Ou deixá-las implícitas? (GARCEZ, 2001, p. 111).
Novamente, a autora nos bombardeia com questões que precisam ser definidas 
para a elaboração de um bom texto. Podemos, então, caro(a) aluno(a), perceber 
que não basta, apenas, sabermos o que queremos transmitir ao escrevermos, por 
qual meio e com qual linguagem, precisamos, ainda, ordenar nossas ideias. 
A organização das ideias e como elas se relacionam entre si se dão por meio da 
coesão textual, uma vez que esse recurso, já abordado anteriormente, faz a articu-
lação que é precisa para estabelecer a coerência do texto. Segundo Garcez (2001, 
p. 122), “na elaboração de um texto, criam-se laços de citações entre seus próprios 
elementos constituintes, de maneira que se forme um tecido harmonioso, uma rede 
bem urdida de relações gramaticais e de significado”. As ideias estarão, portanto, 
organizadas e transmitindo a mensagem almejada.
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A comunicação no ambiente organizacional
Figura 3.1 - A função coesão no texto
Fonte: adaptada de Garcez (2001).
Para que se pratique esse entrelaçamento de ideias, é importante que o autor 
do texto releia o texto que já elaborou para verificar quais as técnicas de coesão 
já foram adotadas anteriormente. Além disso, em uma nova leitura, o olhar no 
texto muda e novas considerações podem ser realizadas para seu melhoramento 
(GARCEZ, 2001).
A partir de uma releitura, é possível considerar alguns pontos importantes, consi-
derando a visão que o leitor poderá ter desse texto. Vejamos o Quadro 3.1, em que 
é apresentada, para aquele que escreve, uma leitura distanciada, como se ele não 
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tivesse elaborado o texto e fosse somente um leitor. Assim, ele deve fazer avalia-
ções quanto:
Ao leitor
Inserir o leitor no texto ou tratá-lo de forma neutra e distanciada. A opção escolhida foi 
mantida durante todo o texto? O leitor que você tem em mente é atendido durantetodo 
o texto?
Ao gênero de texto
Que plano de escrita utilizar para a situação. O formato é adequado à situação? 
As exigências referentes ao gênero foram respeitadas ou há ambiguidades e 
inconsistências?
Às informações
O que informar e o que considerar pressuposto. As informações fornecidas são 
suficientes ou o texto ficou muito denso, exigindo muito do leitor? A introdução de 
informações novas é bem realizada? Há informações irrelevantes que podem ser 
dispensadas? Há excesso de informação? Há informações incompletas ou confusas? As 
informações factuais estão corretas?
À linguagem
Formal ou informal. A linguagem está adequada à situação? A opção escolhida tornou 
o texto harmonioso ou há oscilações súbitas e inadequadas?
À impessoalidade ou 
subjetividade
O posicionamento adotado como predominante mantém-se ou essa opção não ficou 
consistente no texto?
Ao vocabulário
As escolhas estão adequadas ou há repetições enfadonhas e pobreza vocabular? Algum 
termo pode ser substituído por expressão mais exata? Há clichês, frases feitas, excesso de 
adjetivos, expressões coloquiais inadequadas, jargão profissional?
Às estruturas sintáticas e 
gramaticais
O texto está correto quanto às exigências da língua padrão? As transições entre ideias 
estão corretas e claras? Os conectivos são adequados às relações entre as ideias? A 
divisão de parágrafos corresponde às unidades de ideias?
Ao objetivo e à situação
Está de acordo com o objetivo estabelecido inicialmente? As ideias principais estão 
evidentes?
Quadro 3.1 - Leitura distanciada do texto
Fonte: Garzes (2001, p. 125-126).
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Vimos, então, que as habilidades de escrita consistem em:
DEFINIR O OBJETIVO DO TEXTO E O MEIO DE CIRCULAÇÃO
ENTRELAÇAR AS IDEIAS
RELER O TEXTO
Saiba mais
O site Dicas de Escrita apresenta quatro práticas para quem deseja desenvolver habilidades de 
escrita. Segundo a autora do site, elas são: leitura, escrita, estudo e obter feedback. Se você também 
pretende adotar essas práticas e melhorar seu texto, leia o texto disponível em: www.dicasdeescrita.
com.br.
Esses três pontos são relevantes para conseguirmos adquirir as habilidades neces-
sárias para melhorar nossa escrita, contudo outros dois aspectos são relevantes 
para dar mais qualidade ao que escrevemos. São os aspectos textuais e os aspectos 
gramaticais.
Aspectos textuais
No que tange aos aspectos textuais, importante se faz que observemos a sin-
taxe de construção de frases e períodos, a coesão e a coerência, o vocabulário, o 
parágrafo (este nem sempre presente em todos os textos elaborados em ambientes 
organizacionais) e o tipo de texto.
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Sintaxe de construção 
de frases e períodos
Observar: adequação dos conectivos e palavras de relação; corrigir fragmentação 
e truncamento de ideias; evitar acúmulo de ideias em um mesmo período; construir 
paralelismo sintático.
Coesão e coerência
Reescrever observando: distinguir a ideia central; eliminar ideias incompatíveis ou sem 
importância para o desenvolvimento da ideia central; especificar generalizações; articular 
as relações lógicas entre as ideias por meio de conectivos; eliminar repetições; desfazer 
ambiguidades.
Vocabulário
Eliminar ou substituir palavras repetidas; utilizar palavra mais adequada; eliminar gíria, 
expressões coloquiais, clichês.
Parágrafo
Agrupar ideias complementares ou dependentes; distribuir ideias por parágrafos 
diferentes.
Relacionar os parágrafos ligando uma ideia a outra.
Gênero
Manter o tom conforme o gênero.
Evitar mudanças injustificáveis de nível.
Observar estruturas peculiares.
Quadro 3.2 - Os aspectos textuais
Fonte: adaptada de Garcez (2001, p. 142).
Vimos, por meio do Quadro 3.2, que a análise mais detalhada - feita a partir 
dos aspectos textuais - é relevante para que o texto atenda ao seu objetivo com 
maior precisão.
Aspectos gramaticais
Para, gramaticalmente, melhorarmos nosso texto, é relevante observarmos a 
ortografia, a acentuação, a pontuação, a concordância, a regência.
A ortografia é a parte da gramática que estabelece os padrões de escrita das 
palavras por meio do alfabeto, o qual, na Língua Portuguesa, é composto por:
a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y, z
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A ortografia de uma língua é definida por uma convenção. A melhor maneira 
de dominar a ortografia das palavras é mediante estudo e práticas de leitura e 
escrita. É o caso, por exemplo, de palavras como:
exceção dislexia tênue
intrínseco perspicácia ignóbil
Nesses exemplos, podemos notar que, mais do que entender a regra para a for-
mação de tais palavras, podemos aprender a escrevê-las corretamente por percebê-
-las inúmeras vezes em leituras.
A acentuação é definida por Bechara (2009, p. 67) como
o modo de proferir um som ou grupo de sons com mais relevo do que 
outros. Este relevo se denomina acento. Diz-se que o acento é de intensi-
dade (acento de força, acento dinâmico, acento expiratório ou icto), quando 
o relevo consiste no maior esforço expiratório. Diz-se que o acento é musical 
(acento de altura ou tom), quando o relevo consiste na elevação ou maior 
altura da voz. 
Entre doidos e doídos, prefiro não acentuar.
No exemplo, podemos perceber que as palavras “doidos” e “doídos” se diferem não 
apenas por seu acento, mas por seu significado que, em nada, é semelhante. Vemos, 
assim, a importância da acentuação das palavras para sua significação correta.
O texto é construído não apenas de palavras, frases e orações. Essas são orga-
nizadas no texto com “princípios de dependência e interdependência sintática e 
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semântica recobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam esses prin-
cípios” (BECHARA, 2009, p. 515). Quem garante essa sonoridade ao texto é a 
pontuação que, se mal empregada, “produz efeitos tão desastrosos à comunicação 
quanto o desconhecimento dessa solidariedade a que nos referimos” (BECHARA, 
2009, p. 515).
Se o homem soubesse o valor que tem a mulher viveria a sua procura.
Na frase do exemplo observamos nitidamente o poder de uma pontuação bem 
empregada. Certamente, os homens, ao lerem a frase, inseriram a vírgula após o 
verbo “tem”. Já as mulheres, provavelmente, fizeram uso da vírgula após “mulher”. 
Cada uma das inserções dá diferente significado à frase, mudando, por completo, 
seu sentido.
Outro relevante aspecto gramatical é a concordância. Ela pode ser nominal ou 
gramatical.
Diz-se concordância nominal a que se verifica em gênero e número entre o 
adjetivo e o pronome (adjetivo), o artigo, o numeral ou o particípio (palavras 
determinantes) e o substantivo ou pronome (palavras determinadas) a que 
se referem. Diz-se concordância verbal a que se verifica em número e pessoa 
entre o sujeito (e às vezes o predicativo) e o verbo da oração (BECHARA, 
2009, p. 441).
As amigas aguardavam ansiosas pela festa.
Na frase, observamos que artigo, verbo e adjetivo concordam com o sujeito: 
feminino e plural. Essa concordância estabelece a coerência da frase.
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Temos, ainda, como parte importante a ser vista na gramática a regência 
que, assim como a concordância, pode ser nominal e verbal. A regência nominal 
é aquela estabelecida entre o substantivo e os termos regidos por esse nome. A 
regência verbal é a relação que se estabelece entre o verbo e os elementos que o 
complementam.
Vou sair.
Aonde você vai?
Sair é verbo intransitivo, não precisa complemento.
Alguns verbos não exigem o complemento em suas frases, para outros, no entanto, 
isso é essencial para seu entendimento.
Essa é, somente, uma pincelada nos aspectos gramaticais. Vale ressaltar que, difi-
cilmente, esgotaríamos esse conteúdo, por isso,a necessidade de que você, caro(a) 
aluno(a), busque mais conhecimento na área para garantir um estudo mais apro-
fundado sobre o tema.
Pense nisso
O escrever não tem fim (Fedro).
Modelos de comunicação dirigida
Como vimos, é necessário que, no ambiente organizacional, haja uma comunica-
ção clara e objetiva. É importante que as empresas, então, se adaptem ao cenário 
em que estão inseridas, o que inclui considerar os diferentes públicos e os variados 
meios pelos quais as informações circulam. Nesse contexto, a comunicação de massa 
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vai perdendo espaço e ganha notoriedade um tipo específico de comunicação, a 
dirigida. Tendo em vista que, atualmente, diversificados segmentos compõem o 
mercado, as empresas precisaram direcionar a comunicação para públicos específi-
cos, assim, surgiu “uma veiculação mais especializada e direta, com uma explosão 
de mídias segmentadas e interativas, e, que favorecem um contato mais próximo 
com o cliente” (LAS CASAS; GARCIA, 2007, p. 282). Dessa forma, a comunicação 
dirigida tem o intuito de elaborar mensagens eficientes e personalizadas, que sejam 
capazes de conquistar o público-alvo específico.
Para que essa comunicação se efetive, as organizações fazem uso de textos. Cada 
texto, a depender de quem produz e de para quem é direcionado, apresentará: um 
estilo específico, com escolhas precisas dos recursos lexicais e fraseológicos; um tema, 
que orienta o que pode, deve ou vai ser abordado; uma estrutura composicional 
própria, que diz respeito a um molde por meio do qual o indivíduo adapta seu 
dizer. Em síntese, as informações são elaboradas mediante gêneros discursivos dis-
tintos e singulares. De acordo com Bakhtin (1992, p. 262, grifos do autor), “cada 
enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da linguagem 
elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, os quais denominamos 
gêneros do discurso”. Ou seja, toda comunicação humana, oral ou escrita, realiza-se 
a partir de tipos textos, que têm tema e estilo mais variáveis e estrutura composi-
cional menos flexível, caracterizando o gênero no qual se enuncia.
Assim, a elaboração de textos no ambiente organizacional, com foco na comuni-
cação dirigida, também se realiza por gêneros, apresentando modelos de textos que 
pretendem atingir um público exclusivo. A seguir, veremos alguns tipos de textos 
que circulam nesse ambiente.
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Atividade
1. Um dos tipos de comunicação que ganhou destaque atualmente é a dirigida. Em 
relação às características dessa modalidade, assinale a alternativa correta.
a. A comunicação dirigida tem o objetivo de enviar mensagens para um público geral, divul-
gando os resultados da empresa. 
b. A comunicação dirigida tem o objetivo de enviar mensagens para um público específico, 
com o intuito de conquistá-lo. 
c. A comunicação dirigida tem o objetivo de manter contato com o público-alvo da empresa 
por meio de veículos de massa.
d. A comunicação dirigida tem o objetivo de divulgar os resultados alcançados pela empresa 
em veículos informatizados. 
e. A comunicação dirigida tem o objetivo de manipular um público abrangente, para divul-
gar os produtos da empresa.
Saiba mais
No ambiente organizacional, uma forma de comunicação que tem ganhado destaque é a dirigida. 
Um dos responsáveis pela divulgação dessas mensagens é o profissional de Relações Públicas. Para 
compreender, brevemente, o funcionamento dessa profissão, assista ao vídeo disponível em: www.
youtube.com. 
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Textos Impressos 
“Impresso”, dentre outras definições, significa “que se imprimiu”, “papel impresso 
para uso em correspondência, serviços administrativos etc.” (FERREIRA, 2010, p. 
413). Textos impressos são, portanto, materiais físicos que circulam socialmente e 
pretendem estabelecer a comunicação. No ambiente organizacional, com o pro-
pósito de estabelecer uma comunicação dirigida, alguns textos impressos que se 
destacam são: carta, ofício, ata e memorando. Vamos entender um pouco mais as 
características de cada um deles?
Carta
A carta caracteriza-se por ser uma forma de comunicação escrita direcionada ao 
público externo. O envio dela tem o objetivo de fazer uma solicitação, uma recla-
mação, um convite, um agradecimento ou, ainda, a transmissão de informações. 
Toda carta apresenta uma construção composicional semelhante, com a presença 
de:
• Cabeçalho (local e data);
• Endereçamento (nome do destinatário e endereço);
• Saudação inicial ou vocativo;
• Texto com a apresentação do assunto;
• Saudação final ou despedida;
• Assinatura.
A linguagem utilizada pode ser formal ou menos formal a depender da situação 
comunicativa e do intuito da carta. O estilo de escrita deve se adaptar ao assunto 
e ao destinatário. A seguir, um exemplo de carta com comunicação dirigida.
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Maringá-PR, 30 de dezembro de 2016
João da Silva
Rua Rio Grande do Norte, 1820, Jardim Aclimação, Maringá-PR, 87033-510
Senhor João,
Encerramos o primeiro quadrimestre de nossa parceria. Visando à transparência 
e ao controle das mensalidades, enviamos esta carta com a descrição dos valores 
apresentados para nós desde a assinatura do contrato:
Mês/ano Data do pagamento Valor
Set./2016 05/09/2016 90,00
Out./2016 05/10/2016 90,00
Nov./2016 05/11/2016 90,00
Dez./2016 05/12/2016 90,00
Total 360,00
Agradecemos por confiar em nosso trabalho e desejamos que nossos laços se 
estendam pelos próximos anos.
Atenciosamente,
Dr. Alexandre Vinicius Macário
Odontologia Macário
Pelo exemplo, observamos que essa carta foi emitida de uma empresa (Odontologia 
Macário) para um de seus clientes (o paciente João da Silva), com o propósito 
de informar os valores recebidos, agradecer pela parceria e firmar laços futuros. 
Caracteriza-se uma comunicação dirigida pelo fato de a empresa direcionar uma 
carta personalizada (com dados exclusivos) e única a um de seus clientes.
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Ofício
Abordar assuntos institucionais é o objetivo do ofício. Desse modo, ele é uma 
forma de correspondência por meio da qual se trocam informações de caráter 
técnico ou administrativo (APOSTILA..., on-line). A estrutura composicional desse 
gênero é formada por:
• Título (abreviado - Of.), seguido da sigla do órgão expedidor e da esfera 
administrativa com numeração; 
• Local e data; 
• Endereçamento (forma de tratamento, nome do destinatário e endereço); 
• Vocativo; 
• Texto com a apresentação do assunto e o objetivo do Ofício. 
• Saudação final cortês. 
• Assinatura, nome e cargo do remetente.
Apresentamos, a seguir, um exemplo de comunicação dirigida por meio de ofício.
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Figura 3.2 - Exemplo de Ofício
Fonte: Oliveira et al. (2012, on-line).
A figura anterior apresenta como é a construção de um ofício, exemplificando a 
estrutura do documento e o modo como o assunto institucional (pleitear a constru-
ção de pavilhões) deve ser abordado (com linguagem formal, técnica e cortês, que 
marca a relação profissional entre remetente e destinatário).
Ata
A ata é um relatório que descreve as decisões, os acordos e os fatos ocorridos em 
uma reunião. Ela registra, portanto, um resumo fiel dos principais acontecimentos 
de uma reunião. Em relação à estrutura composicional, a ata deve aparecer em 
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texto único, sem divisão de parágrafos. Por se tratar de um documento oficial, não 
pode apresentar rasuras. Nesse caso, quando manuscrita, se houver erro, deve-se 
utilizar o termo “digo” e, em seguida, a grafia correta; caso seja digitada e notem-se 
erros após a impressão, deve-se redigi-lanovamente e submetê-la à nova aprova-
ção. Os termos obrigatórios da ata são:
• Cabeçalho (com número da ata e o nome do órgão que a assina);
• Texto (que se inicia com a descrição temporal e local – dia, mês, ano, data 
e lugar da reunião – escrita por extenso);
• Fechamento;
• Assinatura (do presidente, do secretário e, em alguns casos, dos demais 
participantes).
Figura 3.3 - Exemplo de Ata
Fonte: adaptada de Oliveira et al. (2012, on-line).
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A Figura 3.3 apresenta um exemplo de como deve ser redigida uma ata no 
ambiente organizacional. Ressalta-se que ela é um modelo, por isso, há espaços em 
branco, para serem preenchidos em um contexto real de registro. Observamos que 
o intuito do documento é descrever, em detalhes, o que ocorreu durante a reunião, 
para que se firme um registro oficial das decisões e das discussões ali abordadas.
Memorando
Caracteriza-se por ser uma comunicação estritamente interna, entre setores iguais 
ou hierarquicamente distribuídos. O propósito pode ser uma comunicação adminis-
trativa ou a divulgação de decisões, projetos etc. Deve ter como base a agilidade, 
simplificando os processos burocráticos. A estrutura composicional é semelhante a 
do ofício:
• Título (com a palavra Memorando, seguida do número); 
• Local e data; 
• Endereçamento (forma de tratamento, nome do destinatário e endereço); 
• Assunto; 
• Vocativo;
• Texto; 
• Saudação final;
• Assinatura.
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Figura 3.4 - Exemplo de Memorando
Fonte: Oliveira et al. (2012, on-line).
Observamos, nesse exemplo, que o reitor envia uma mensagem ao diretor 
para informar ausência na cerimônia de colação de grau. Redige-se, então, uma 
comunicação dirigida que circulará internamente, para agilizar a divulgação da 
informação.
Apresentamos, aqui, uma síntese da estrutura e dos objetivos dos principais tex-
tos impressos para comunicação dirigida. Na sequência, descreveremos as caracte-
rísticas de textos orais, exemplificando algumas de suas ocorrências.
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Atividade
2. A comunicação dirigida no ambiente organizacional pode ocorrer de forma 
impressa, oral, eletrônica e específica. Qual das alternativas a seguir apresenta tex-
tos de circulação impressa?
a. Carta, seminário e e-mail. 
b. Ata, ofício e memorando. 
c. Ofício, reunião e site. 
d. Mural, memorando e e-mail.
e. Boletim informativo, carta e comitê. 
Comunicação dirigida oral
A comunicação dirigida oral é um importante meio de comunicação, uma vez 
que traz a proximidade necessária para que determinadas informações sejam pas-
sadas. Vale lembrar, todavia, que o emprego desse meio de comunicação não 
anula as demais formas, tão somente simplifica o contato, principalmente, na esfera 
empresarial.
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Figura 3.5 - A comunicação dirigida oral
Fonte: CATHY YEULET, 123RF.
Cesca (1997) trata de exemplos relevantes de comunicação oral dirigida. No 
que contempla o universo empresarial, vamos nos atear a: conferência, palestra, 
convenção, seminário, brainstorming e workshop.
Conferência
Na conferência, expõe-se um assunto que seja de grande domínio do conferen-
cista. Este, normalmente, é bastante reconhecido por sua competência na área. É 
possível, ainda, ao final da conferência, dar a oportunidade para a plateia realizar 
perguntas (CESCA, 1997).
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Palestra
A palestra é realizada para um número pequeno de pessoas, que, geralmente, 
têm certo conhecimento sobre o tema abordado. Assim como na conferência, é 
aberto para a plateia questionar (CESCA, 1997).
Convenção
A convenção é realizada para o conhecimento e a troca de informações e experi-
ências. Nela, é realizada a exposição de vários temas e toda a dinâmica do evento 
é organizada por seu coordenador (CESCA, 1997).
Seminário
No seminário, também há a presença de um coordenador e a exposição é rea-
lizada por uma ou mais pessoas. “Geralmente divide-se em três fases: exposição, 
discussão e conclusão. As divisões podem ser adotadas pela área” (CESCA, 1997, 
p. 20).
Brainstorming
Literalmente, brainstorming seria uma tempestade cerebral. Nele, as pessoas se 
dispõem a tratar ideias relacionadas a um problema. É uma reunião que tem uma 
fase criativa e outra avaliativa. A seleção da melhor sugestão é feita pelo coorde-
nador (CESCA, 1997).
Workshop
São encontros em que são realizadas exposição e demonstração do objeto (pro-
duto) que deu origem ao evento (CESCA, 1997).
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Vimos, assim, caro(a) aluno(a), alguns exemplos de comunicação dirigida que 
podem ser executados na empresa para facilitar a comunicação entre as pessoas 
nela envolvidas e trazer mais resultados positivos para a ela.
Atividade
3. A comunicação dirigida oral traz maior proximidade entre quem enuncia e quem 
recebe a mensagem. Em qual tipo de comunicação dirigida ocorre a troca de infor-
mações e experiências, realizando a exposição de vários temas?
a. Workshop.
b. Convenção.
c. Brainstorming.
d. Palestra.
e. E-mail.
Comunicação dirigida eletrônica 
A internet revolucionou o mercado de trabalho e, com ela, trouxe, além da faci-
lidade para a comunicação, recursos que facilitam a comunicação na empresa, seja 
ela com clientes ou com os próprios funcionários. Vejamos alguns recursos que as 
empresas têm adotado e que proporcionam resultados positivos.
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Figura 3.6 - A comunicação dirigida eletrônica
Fonte: RANCZ ANDREI, 123RF.
Correio eletrônico (e-mail)
O e-mail também tem sua utilidade dentro da empresa. “Todas as comunicações 
escritas impressas da empresa podem ser transformadas em eletrônicas e enviadas 
também por e-mail” (CESCA, 2006, p. 120). Isso pode ser realizado tanto como 
uma mensagem escrita quanto anexando o arquivo (documento, vídeo, som, ima-
gem) e enviando.
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Figura 3.7 - Modelo de e-mail
Fonte: Elaborada pelas autoras.
Por meio da Figura 3.7, podemos observar que, no e-mail, a pessoa que o envia 
deve inserir o destinatário e o assunto, em seguida, a mensagem é inserida, podendo 
editá-la por meio de recursos simples de formatação de texto.
Intranet
Trata-se de uma comunicação dirigida que vem a ser mais utilizada pelos fun-
cionários que trabalham na parte administrativa, no entanto os demais funcioná-
rios, em determinadas empresas, também têm acesso a computadores. “O uso da 
intranet possibilita manter o público interno sempre informado e ainda oferecer 
ferramentas colaborativas de comunicação” (COMUNICAÇÃO...2015, on-line).
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Redes Sociais Corporativas
É uma rede social que se limita ao uso dos funcionários da empresa, com objeti-
vos específicos que sempre estarão relacionados à empresa. “As redes sociais corpo-
rativa são ambientes propícios para a equipe dar ideias, sugestões e compartilhar 
procedimentos e conhecimentos” (COMUNICAÇÃO...2015, on-line).
Newsletter
É uma publicação da empresa que atinge tanto os seus clientes fixos como poten-
ciais clientes. “Assim como jornais e revistas, ela tem periodicidade, linha editorial, 
linha visual, etc. Pode ser enviada inclusive em formato de jornal, impressa, mas 
o mais comum é por meios eletrônicos, em especial, via e-mail” (CAMONA, 2016, 
on-line).
É possível, assim, observar que a comunicação dirigida eletrônica refere-se a 
meios práticos e que facilitam, e muito, a comunicação dentro de uma empresa, por 
serem recursos de fácil acesso e entrega, praticamente, instantânea. 
Comunicação e Linguagem
A comunicação no ambiente organizacional
Atividade
4. Coma evolução da tecnologia, a comunicação em empresas ganhou recursos que 
a tornou mais fácil. Qual dos meios de comunicação corresponde a uma comuni-
cação dirigida eletrônica?
a. Ata
b. Workshop
c. Brainstorming.
d. Newsletter.
e. Facebook.
Comunicação dirigida específica 
Já vimos, prezado(a) aluno(a), que a comunicação dirigida se estabelece de 
diferentes formas, e existem meios que são específicos para essa comunicação, como 
o audiovisual, o quadro de avisos, o folheto, a caixa de sugestões e o manual de 
integração.
Comunicação e Linguagem
A comunicação no ambiente organizacional
Figura 3.8 - Comunicação dirigida específica
Fonte: adaptada de ЕВГЕНИЙ КОСЦОВ, 123RF. 
Audiovisual
O audiovisual é um meio de comunicação que podemos dividir em diferentes 
formas. No CD-ROM, por exemplo, são armazenados dados e informações, tanto 
áudio quanto vídeo, conteúdos que podem ser de grande valia para a empresa. As 
teleconferências são reuniões entre pessoas que não estão em um mesmo ambiente, 
mas que, pelo som e imagem, conseguem estabelecer a comunicação. A vídeorre-
vista da empresa é uma forma de oferecer aos funcionários as informações sobre 
a empresa e seu meio, facilitando a visualização do trabalhador; ela pode ser 
Comunicação e Linguagem
A comunicação no ambiente organizacional
disponibilizada em TVs, no próprio trabalho, em reuniões ou enviadas na casa dos 
colaboradores. Deve ter uma linguagem simples e laços interativos (COSTA, 2009).
Quadro de avisos
Como o próprio nome sugere, é um quadro em que avisos da empresa serão 
colocados. Para que haja o resultado esperado com esse meio de comunicação, é 
fundamental que ele esteja em uma posição estratégica, ou seja, todos os funcioná-
rios precisam passar por ele. Além disso, ele precisa, fisicamente, atrair os olhares 
dos funcionários (CESCA, 1995).
Folheto
Os folhetos são importantes para que a empresa repasse informações, tanto para 
os funcionários quanto para clientes e/ou população, com um tema específico. Esse 
tema pode ser de uma reforma dentro da própria empresa (destinado aos funcio-
nários) ou de alguma comemoração da empresa (destinado a funcionários, clientes 
e população), por exemplo (CESCA, 1995).
Caixa de sugestões
A caixa de sugestões é um meio de comunicação dirigida em que o funcionário 
deixa suas sugestões de melhorias na empresa. Para que haja estímulo, é possível 
que, ao adotar a sugestão, a empresa recompense seus funcionários, haja vista que 
a melhoria alcançada se deve ao fato de o colaborador ter compartilhado uma 
ideia; ademais, isso fará com que os demais trabalhadores se motivem a deixar 
mais sugestões (CESCA, 1995).
Comunicação e Linguagem
A comunicação no ambiente organizacional
Manual de integração
O colaborador recebe o manual de integração quando é contratado pela empresa. 
Esta visa integrá-lo informando seus direitos e deveres. Para Cesca (1995, p. 
92), “seu conteúdo deve ser composto de: apresentação pela diretoria; histórico da 
empresa; descrição do ramo de atividade; normas do trabalho; serviços beneficen-
tes e quaisquer outras informações que a empresa entenda necessárias”.
Esses são exemplos de comunicação dirigida específica, da qual a empresa faz uso 
para passar informações aos seus colaboradores e, inclusive, para clientes ou comunidade.
Vimos, assim, caro(a) aluno(a), que, para uma comunicação de qualidade, seja ela oral 
ou escrita, existem maneiras de transmitir a mensagem adequadas e meios de comunica-
ção, que são os recursos que a empresa pode adotar para divulgar as informações.
Atividade
5. A comunicação dirigida tem o objetivo de enviar mensagens para um público espe-
cífico, com o intuito de conquistá-lo. Sabendo que esse tipo de comunicação é clas-
sificada em diferentes tipos, assinale a alternativa que corresponde à comunicação 
que traz mais proximidade entre enunciador e receptor.
a. Comunicação dirigida oral.
b. Comunicação dirigida impressa.
c. Comunicação dirigida eletrônica.
d. Comunicação dirigida específica.
e. Comunicação dirigida gramatical.
Comunicação e Linguagem
A comunicação no ambiente organizacional
Indicação de leitura
Nome do livro: Técnica de redação: o que é preciso para bem escrever
Editora: Martins Fontes
Autor: Lucília H. do Carmo Garcez
ISBN: 85-336-1429-8
Os manuais reunidos no livro de Garcez oferecem a instrução necessária para o trabalho de escrita 
nos diferentes níveis e para as mais diversas áreas.
Querido(a) aluno(a), finalizamos, juntos, mais uma etapa dos seus estudos.
Vimos assuntos que são de grande importância para a comunicação e para a lingua-
gem. Iniciando pela coesão e coerência, pudemos observar como esses dois recursos po-
dem dar textualidade para aquilo que se escreve.
Por compreendermos que o objetivo da linguagem é estabelecer a comunicação, abor-
damos o processo comunicativo. Exploramos a relação entre a linguagem e a comunica-
ção, os elementos envolvidos na comunicação e aquilo que é preciso para que se estabe-
leça uma comunicação com qualidade.
Vimos, ainda, a linguagem e a competência linguística, a linguagem e a comunica-
ção e o processo da comunicação, abordando, também, as funções da linguagem, a 
argumentação, a compreensão e a interpretação, qualidade na comunicação, variação 
linguística e norma padrão.
No que tange a comunicação no ambiente organizacional, vimos a comunicação diri-
gida. Esta pode ocorrer de forma em textos impressos, de forma oral, eletrônica ou espe-
cífica. Por meio de exemplos, vimos sua ocorrência.
Esperamos que você, caro(a) aluno(a), tenha aprendido mais sobre a comunicação e 
a linguagem, mas que seus estudos não se limitem a este material. Busque sempre mais 
conhecimento que enriqueça sua formação.
Até breve.
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