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Atividade Muscular Insuficiência ativa e passiva: Quando um músculo cruza duas ou mais articulações, o seu deslocamento é menor do que a amplitude de movimento permitida pelas duas articulações. A tensão intramuscular torna-se insuficiente nos dois extremos. O músculo não pode mais ser alongado nem encurtado. Insuficiência ativa: É o ponto no qual o músculo não consegue mais se encurtar e ocorre no músculo agonista (aquele que está se contraindo). Os músculos não conseguem se contrair (encurtar) em relação às duas articulações ao mesmo tempo. Insuficiência passiva: Ocorre quando um músculo não pode mais ser alongado sem que suas fibras sejam danificadas. Ocorre no músculo antagonista (aquele que está relaxado e situado opostamente ao agonista). Tipos de contração muscular: Contração isométrica: ocorre quando um músculo se contrai, produzindo força sem que seu comprimento seja alterado nem exista movimento articular; Contração istônica: ocorre quando um músculo se contrai e determina modificações tanto no comprimento muscular quanto na amplitude da articulação. É dividida em concêntrica e excêntrica. Contração concêntrica: Ocorre quando um músculo se encurta e o movimento articular resultante processa-se na mesma direção do torque efetivo gerado pelos músculos. O movimento geralmente ocorre contra a gravidade (um movimento de elevação). É uma atividade de aceleração. Contração excêntrica: Ocorre quando um músculo se alonga ao estar sendo estimulado para desenvolver tensão e a direção do movimento é oposta àquela do torque muscular efetivo. A contração excêntrica atua como um mecanismo de freio para controlar a velocidade do movimento. O movimento geralmente ocorre a favor da gravidade (um movimento de abaixamento). A contração é usada para uma atividade de desaceleração. Funções dos musculos Agonista: Um músculo ou grupo muscular que está se contraindo que é considerado o principal músculo produzindo um movimento articular ou mantendo uma postura. O agonista sempre se contrai ativamente para produzir contrações concêntrica, excêtrica é isométrica. Um músculo que não é o agonista principal embora auxilie no movimento é chamado de agonista secundário ou auxiliar. Antagonista: é um músculo ou grupo muscular que possui ação anatomica oposta à do agonista. Usualmente o antagonista é o músculo que não está se contraindo e que nem auxilia nem resiste ao movimento, mas que passivamente se alonga ou encurta para permitir que o movimento ocorra. Sinergista: é o músculo que se contrai ao mesmo tempo que o agonista. A ação do sinergista pode ser idêntica ou aproximadamente idêntica à do agonista. Um sinergista impede a ação indesejada de um motor principal ou atuaEr isometricamente em articulações muito distantes do movimento principal para fixar ou estabilizar articulações proximais de tal modo que o movimento possa ocorrer em articulações distais. Cadeias cinéticas Cadeia cinética fechada: requer que o segmento distal esteja fixo (fechado) e o segmento ou os segmentos proximais se movam. Cadeia cinética aberta: O segmento distal está livre para se mover enquanto o(s) segmento(s) proximal(is) devem permanecer estacionários. Nas atividades de cadeia aberta os segmentos dos membros estão livres para se mover em muitas direções. O Complexo do Ombro A região do ombro é um complexo de 20 músculos, 3 articulações ósseas, e 3 superficies móveis de tecidos moles (articulações funcionais) que permite a maior mobilidade entre todas as regiões encontradas no corpo. Articulações ósseas: Articulações funcionais: Esternoclavicular; Escapulotorácica; Acromioclavicular; Supra-umeral; Glenoumeral. Sulco-bicipital. Articulações: Os ossos do complexo do ombro são unidos em três articulações: a clavicula articula-se com o manúbrio esternal na articulação esternoclavicular; a clavícula e a escápula juntam-se na articulação acromioclavicular, e o úmero articula-se com a escápula na articulação glenoumneral. Durante os movimento da extremidade superior a escápula também desliza livremente sobre o tórax (articulação escapulotorácica). Nos movimentos de flexão e abdução, a cabeça do úmero desliza embaixo do acrômio (articulação supra-umeral), e o tendão da cabeça longa do bíceps desliza no sulco bicipital. Cíngulo do membro superior: Articulação escapulotorácica: O músculo denteado anterior fixa-se no bordo medial da escápula e passa embaixo da escápula para fixar-se no bordo antero-lateral das nove primeiras costelas. Uma grande quantidade de movimento ocorre entre a fáscia do músculo e a fáscia do tórax. Como não existem articulações ósseas, as superfícies que se movem são chamadas de articulações falsas ou funcionais. A função normal da articulação escapulotorácica é essencial para a mobilidade e estabilidade da extremidade superior. A movimentação da articulação escapulotorácica fornece uma base móvel para o úmero e desse modo aumenta a amplitude de movimento do braço, mantém relações favoráveis de comprimento-tensão para o músculo deltoide, fornece estabilidade glenoumeral para o trabalho na posição acima da cabeça ou para a posição vertical apoiada sobre as mãos, fornece função de amortecedor para forças aplicadas no braço fixo. Articulação esternoclavicular É a única articulação que conecta a extremidade superior diretamente com o tórax. É uma articulação selar com três graus de liberdade. A extremidade esternal aumentada da clavícula e a chanfradura articular do esterno são separadas por um disco articular. O disco serve como uma dobradiça para o movimento e para o amortecimento de choques das forças aplicadas através do braço. As clavículas são conectadas uma à outra pelos ligamentos interclaviculares, ao esterno pelos ligamentos esternoclaviculares anteriores e posteriores, e às primeiras costelas pelos ligamentos costoclaviculares. Estes ligamentos suportam o peso da extremidade superior, limitam os movimentos claviculares e previnem a luxação da articulação. O eixo para a elevação e depressão da cintura escapular é um eixo oblíquo, enquanto a retração e protração da cintura escapular têm lugar em torno de um eixo quase vertical. Rotação transversa da clavícula Além da elevação-depressão e protração- retração, a clavícula também rota na articulação esternoclavicular aproximadamente 40° em torno do seu eixo longitudinal. Esta rotação transversa ocorre depois que o ombro foi abduzido ou fletido a 90° e é essencial para a rotação para cima completa da escápula e flexão ou abdução de ombro. Esta rotação axial ocorre conforme o braço seja elevado acima de 90° quando a art.esternoclavicular começa a atingir elevação máxima. A rotação da clavícula para cima é causada pelo retesamento dos ligamentos acromioclaviculares- o trapezóide e o conóide. Articulação Acromioclavicular É uma articulação artrodial simples envolvendo a margem medial do acrômio e a extremidade acromial da clavícula. A articulação possui três eixos e três graus de liberdade, e os movimentos são refletidos nos movimentos escapulares de elevação, abdução e rotação. Pequenos movimentos anteriores e posteriores do acrômio (abdução e adução escapulares) mantêm a fossa glenóide alinhada com a cabeça umeral durante os movimentos de flexão e abduçãode ombro. A soma das amplitudes de movimento nas articulações esternoclavicular e acromioclavicular é igual a amplitude de movimento da escápula. Movimentos da escápula ocorrem nas articulações esternoclavicular, acromioclavicular e escapulotorácica. Articulação do ombro: Articulação glenoumeral É uma articulação esferóide que possui três graus de liberdade e tem pouca estabilidade óssea. Ligamentos e tendões proporcionam o reforço capsular. O Manguito Rotador: Os tendões de quatro músculos escapuloumerais curtos que produzem rotação interna e externada articulação glenoumeral fundem-se com a cápsula e formam as suas fixações distais nas tuberosidades do úmero. Anteriormente, o subescapular fixa-se por um tendão largo no tubérculo menor do úmero. Este tendão cobre a cabeça do úmero abaixo de 90° de abdução e é considerado como sendo um estabilizador passivo para impedir a subluxação anterior do úmero. Superiormente, o músculo supra-espinhoso fixa-se no tubérculo maior do úmero, e posteriormente o infra-espinhoso e o redondo menor fundem-se com a cápsula para fixar-se no tubérculo maior. Estes tendões são as principais estruturas que limitam a rotação interna na primeira metade da abdução. Articulação supra-umeral ou subacromial Os movimentos da articulação glenoumeral exigem grandes movimentos entre a cabeça do úmero e o arco formado pelo colo da escápula, processo do acrômio, o ligamento coracoacromial rígido e o processo coracóide. Esta área foi também denominada desfiladeiro do supra- espinhoso. A importância clínica desta área é a propensão a compressão e lesão dos tecidos moles que residem entre as estruturas rígidas: os tendões do manguito rorador (especialmente o supraespinhoso), o tendão da cabeça longa do bíceps, a cápsula, os ligamentos capsulares e as bolsas subdeltóidea e subacromial. O Sulco bicipital O tendão da cabeça longa do bíceps fixa-se no tubérculo supraglenoideo da escápula e arqueia-se por cima da cabeça do úmero para descer no sulco intertubercular do úmero. Durante os movimentos do ombro, a cabeça do úmero desliza sobre a superfície inferior do tendão. Ritmo escapuloumeral É um conceito que descreve a relação de movimentos entre o cíngulo do membro superior e a articulação do ombro. Nos primeiros 30° de movimento da articulação do ombro há movimento apenas da articulação do ombro. No entanto, ultrapassados 30°, a cada 2° de flexão ou abdução do ombro, a escápula deve rodar 1° superolateralmente. Essa proporção de 2:1 é conhecida como ritmo escapulo umeral. Movimentos concomitantes da articulação do ombro e do cíngulo do menbro superior Durante os movimentos lineares de elevação/abaixamento e protração/retração , é possível mover o cíngulo do membro superior (clavícula e escápula) para cima, para baixo, para frente ou para trás sem mover o úmero. No entanto, os movimentos angulares de rotações superior e inferior devem ser acompanhados de movimentos da articulação do ombro. Articulação do ombro Cíngulo do membro superior Flexão Rotação superior, protrusão Extensão Rotação inferior, retração Hiperextensão Inclinação escapular Abdução Rotação superior Adução Rotação inferior Rotação medial Protrusão Rotação lateral Retração Abdução no plano horizontal Retração Adução no plano horizontal Protrução Músculos da Região do Ombro Os músculos da região do ombro dão fixação e produzem movimentos da cintura escapular e controlam as relações escapuloumerais. Os músculos da região do ombro são divididos em três grupos para estudo: Músculos que conectam a cintura escapular com o tronco, pescoço e o crânio; Músculos que conectam a escápula e o úmero; Músculos que conectam o tronco e o úmero, tendo pouca ou nenhuma fixação na escápula. Músculos do tronco à cintura escapular Serrátil anterior: Inserção proximal: Face antero-lateral do tórax, da primeira à nona costelas; Inserção distal: ao longo do bordo medial da escápula; Ação: abdução e rotação para cima da escápula. Suas fibras inferiores unem-se às partes descendente e ascendente do músculo trapézio para formar um binário de forças que roda a escápula superolateralmente. Inserções proximais: osso occipital, ligamento nucal e processos espinhosos de C7-T12 ; Inserções distais: na extremidade acromial da clavícula, no acrômio e na espinha da escápula; Ações: o trapézio superior efetua elevação e rotação para cima da escápula, bem como extensão, flexão lateral e rotação contralateral do pescoço; o trapézio médio efetua rotação para cima e adução da escápula. Rotação para cima ocorre com abdução da escápula durante a elevação do braço. À medida que o eixo de rotação move-se da raiz da espinha escapular para o processo do acrômio, o braço de força do trapézio inferior torna-se maior para rotação para cima. A parte inferior do músculo trapézio também faz depressão escapular. As três partes do músculo trapézio atuam juntas (sinergistas) para retrair a escápula. A parte transversa do músculo trapézio é o agonista primário e as partes descendente e ascendente são apenas auxiliares. As partes ascendente e Trapézio: Descendente do músculo trapézio são antagonistas na elevação/depressão e agonistas na rotação superior. Rombóides maior e menor Inserção proximal: ligamento da nuca e processos espinhosos das duas vértebras cervicais mais inferiores e das quatro vértebras torácicas superiores ; Inserção distal: bordo medial da escápula; Ação: rotação para baixo, adução e elevação da escápula. Peitoral menor Inserção proximal: por quatro tiras tendo musculares da segunda à quinta costelas; Inserção distal: no processo coracóide da escápula; Ação: depressão, inclinação ventral da escápula bem como elevação das costelas 2 a 5. Elevador da Escápula Inserção proximal: processos transversos das vértebras cervicais superiores; Inserção distal: bordo medial da escápula; Ação: elevação e rotação para baixo da escápula bem como flexão lateral e rotação ipsilateral da coluna cervical. A linha de ação do trapézio superior produz elevação e rotação para cima da escápula, enquanto o elevador, pelo menos em uma certa amplitude, tem uma : Ação rotatória para baixo sobre a escápula. Por essa razão, o músculo elevador mais provavelmente será usado como um elevador quando a elevação é efetuada com a escápula em uma posição de rotação para baixo, como ao encolher o ombro quando a mão está atrás do corpo. Observação: Binários de forças Um binário de forças corresponde à ação de músculos que exercem tração em direções distintas para efetuarem o mesmo movimento. No caso do cíngulo do membro superior, a parte descendente do m. trapézio exerce tração superior, a parte ascendente do m. trapézio exerce tração inferior e as fibras inferiores do m. serrátil anterior exercem tração lateral em direção horizontal. O resultado é a rotação superior da escápula. A rotação inferior da escápula é outro exemplo de binário de forças. O efeito combinado da tração inferior do m.peitoral menor, tração medial dos m.m rombóides e tração superior do m. levantador da escápula é a rotação inferior da escápula. Músculos da Cintura Escapular ao Úmero: Deltóide Inserções proximais: parte clavicular: extremidade acromial da clavícula, parte acromial: processo do acrômio, parte espinhal: espinha da escápula; Inserção distal: na tuberosidade deltóidea no úmero; Ação: abdução da articulação glenoumeral. O deltóide anterior efetua flexão, rotação medial e adução horizontal da articulação glenoumeral. O deltóide posteriorefetua extensão, hiperextensão, rotação lateral e abdução horizontal da articulação glenoumeral. O deltóide médio efetua abdução. Observação: O efeito sanfona é um conceito que descreve a ação dos músculos do cíngulo do membro superior e do músculo deltóide, principalmente da sua parte acromial, durante a abdução do braço na art. do ombro. Se úmero se movesse em abdução, a parte acromial do m.deltóide rapidamente esgotaria a sua atividade contrátil quando se aproximasse de 90°. Entretanto a parte acromial do músculo deltóide é eficaz durante toda a amplitude de movimento. Para cada 2° de abdução da art.do ombro, o cíngulo do membro superior gira 1° para cima (ritmo escapuloumeral). Com essa rotação superior da escápula, a inserção proximal do m.deltóide (o acrômio, a extremidade acromial da clavícula e a espinha da escápula) afasta-se da inserção distal no úmero. Esse movimento alonga o músculo e restaura seu potencial contrátil, possibilitando sua contração eficaz durante toda a amplitude de movimento. Supra-espinhoso Inserção proximal: fossa supra-espinhosa da escápula; Inserção distal: tubérculo maior do úmero; Ação: abdução da art. glenoumeral. O supra-espinhoso é capaz de realizar o movimento total de abdução sem o auxílio do deltóide. Infra-espinhoso e redondo menor Inserções proximais: fossa infra-espinhosa e bordo lateral da escápula; Inserções distais: tubérculo maior do úmero; Ações: rotação externa e abdução horizontal da art. glenoumeral. Subescapular: Inserção proximal: fossa subescapular da escápula; Inserção distal: tubérculo menor do úmero; Ação: rotação interna da art.do ombro. Dependendo da posição do braço, o subescapular pode flexionar, estender, aduzir ou abduzir a art.do ombro. Redondo maior Inserção proximal: ângulo inferior da escápula; Inserção distal: crista do tubérculo menor do úmero; Ação: rotação interna, adução e extensão da art. do ombro. Coracobraquial Inserção proximal: processo coracóide da escápula; Inserção distal: superfície medial do úmero; Ação: motor primário da flexão e abdução horizontal da art.do ombro. (Divergência de autores: acessório ou motor primário??). Estabiliza a articulação do ombro. Bíceps do braço e Tríceps do braço Não pertencem ao grupo escapuloumeral porque eles não possuem suas fixações distais no úmero; entretanto, as duas cabeças do bíceps e a cabeça longa do tríceps cruzam a art. do ombro e portanto atuam sobre ela. Deve ser lembrado que as cabeças do bíceps fixam-se no tubérculo supraglenóideo e no processo coracóide, e que a cabeça longa do tríceps fixa-se no tubérculo infraglenóideo. O bíceps é um flexor e um abdutor, e o tríceps é um extensor e um adutor da art. glenoumeral. Músculos do Tronco ao Úmero Grande Dorsal Inserção proximal: processos espinhosos das vértebras torácicas de T-6 para baixo, fáscia dorsolombar, crista do ílio e as costelas mais inferiores; Inserção distal: crista do tubérculo menor do úmero; Ações: rotação interna, extensão, hiperextensão e adução da art. glenoumeral Peitoral Maior Inserções proximais: clavícula (metade esternal), esterno e cartilagens costais da segunda à sétima costelas e a aponeurose sobre os músculos abdominais; O músculo é descrito como consistido em três partes: clavicular, esternocostal e abdominal. Do ponto de vista da ação, o músculo possui uma porção superior (clavicular) e uma porção inferior (esternocostal e abdominal) Inserção distal: crista da tubérculo maior do úmero. Ação: Porção superior (clavicular): Flexão de braço na art. do ombro – primeiros 60°; Porção inferior (esternocostal): Extensão de braço na art. do ombro – primeiros 60° (de 180° a 120°); Todo o músculo: adução, rotação interna e adução no plano horizontal. Observação: A parte clavicular tem uma linha de tração mais vertical quando o ombro é estendido, que a torna muito eficaz na flexão do braço durante a primeira parte do movimento. À medida que o braço se aproxima de 90° (nível do ombro), a linha de tração muda de vertical a horizontal, portanto, essa parte do músculo peitoral maior não é mais eficaz. Ela é mais eficaz na parte inicial do movimento (0° a 30°) e torna-se menos eficaz perto do meio do movimento (90°). Assim, é correto dizer que a parte clavicular do músculo peitoral maior atua como agonista primário nos primeiros 60° de flexão de ombro. A parte esternocostal tem uma linha de tração mais vertical quando o ombro está em flexão total e perde a eficácia quando o ombro se aproxima de 90° de extensão. A parte esternocostal é mais eficiente no início do movimento (180° a 150°) e se torna menos eficaz perto do meio do movimento (90°). Assim, é correto dizer que a parte esternocostal do músculo peitoral maior atua como agonista primário nos primeiros 60° de extensão de ombro. Já que a extensão começa a partir da posição de flexão total do braço (180°) e continua a alcançar a posição anatômica (0°), os primeiros 60° graus de extensão do braço seriam e 180° a 120°. Movimento glenoumeral São os movimentos artrocinemáticos de deslizamento, giro e rolamento que mantêm a cabeça do úmero articulada com a cavidade glenoidal. À medida que a abdução ocorre, a cabeça do úmero rola através da cavidade glenoidal. Ao mesmo tempo, a cabeça desliza inferiormente, o que a mantém articulada com a cavidade glenoidal. Isso é realizado pelos músculos do manguito rotador. Além de abduzir o braço na art. do ombro, o m. supraespinhal traciona a cabeça do úmero de encontro à cavidade glenoidal. Os outros músculos do manguito rotador (subescapular, infraespinhal e redondo menor) tracionam a cabeça do úmero inferiormente e de encontro à cavidade glenoidal. Outra característica da abdução de ombro é que a amplitude total de movimento pode ser realizada somente se também houver rotação lateral do ombro. Essa posição de rotação lateral possibilita o movimento mais confortável do ombro, porque ocorre a rotação do tubérculo maior, que passa então sob o acrômio, possibilitando a abdução total. Inversão da ação dos músculos As ações dos músculos são descritas como determinantes de movimentos na inserção distal (ponto móvel) em direção a inserção proximal (ponto fixo). Contudo, se a inserção distal for estabilizada, a inserção proximal pode se mover. Isso é conhecido como inversão da ação do músculo, possibilitando que alguns músculos tenham funções auxiliares (agonista secundário) em outras articulações. Por exemplo, o músculo latíssimo do dorso tem sua inserção distal na crista do tubérculo menor do úmero, em razão de sua inserção proximal no ílio e no sacro, é possível elevar a pelve se os braços forem estabilizados. Essa atividade em cadeia fechada é um exemplo de inversão da função do músculo, na qual a inserção proximal exerce tração em direção a inserção distal, em vez do que é mais comum, ou seja, a inserção distal exercer tração em direção a inserção proximal (inversão dos pontos fixo e móvel do músculo). Suporte e estabilização dinâmica do ombro Os movimentos nas articulações esternoclavicular e acromioclavicular são limitados por fortes fixações ligamentares e, em menor grau, pela configuração óssea. As articulações glenoumeral e escapulotorácica, no entanto, possuem pouca estabilidade ligamentar ou óssea. As duas últimas articulações são fixadas ao corpo por músculos, e, no caso da art. glenoumeral, pela cápsula articular reforçada por ligamentos. Estabilização do manguito rotador: A contração destes músculos segura a cabeça umeral apertadamente de encontro à glenóide para prevenir a subluxação quando carregado um peso na mão. Bíceps Braquial: Quando o músculo se contrai, ocorre tensão no tendão da cabeça longa do bíceps para produzir uma força para baixo e para dentro sobre a cabeça do úmero, comprimindo-a contra a cavidade glenóide. Assim, quando o cotoveloé flexionado com um peso na mão, o bíceps ajuda a impedir a subluxação da art. glenoumeral. Deltóide: À medida que a elevação de braço progride, os braços de alavanca para abdução aumentam, mas a maior parte da força gerada pelo deltóide é dirigida para o componente estabilizador, que comprime a cabeça do úmero contra a glenoide. Conjugado de forças É definido como duas forças cujos pontos de aplicação ocorrem em lados opostos de um eixo e em direções opostas para produzir rotação do corpo. Esta situação ocorre durante a elevação do braço. O trapézio e o serrátil anterior combinam forças para produzir abdução e rotação para cima da escápula. O deltóide e o supra-espinhoso contraem-se juntos para produzir abdução (ou flexão) na art. glenoumeral. Cotovelo e Antebraço O cotovelo é uma articulação estruturalmente estável que contém três articulações dentro de uma única cápsula articular: as articulações ulnoumeral e radioumeral, que permitem flexão e extensão, e a artculação radioulnar proximal, que permite pronação e supinação. Os dois graus de liberdade servem a colocação da mão, pela rotação do antebraço e alongamento ou encurtamento da distância da mão ao ombro. O cotovelo também é importante para elevar o corpo em elevações com apoio de frente segurando-se acima. Articulações Articulação do cotovelo: O cotovelo é uma articulação uniaxial do tipo dobradiça (gínglimo), permitindo flexão e extensão por meio do deslizamento e rolamento misturados (um grau de liberdade de movimento). A tróclea do úmero articula-se com a chanfradura troclear da ulna, enquanto o capítulo do úmero apõe-se ao rádio. A articulação possui portanto componentes ulnotroclear e radiocapitular que trabalham em uníssono em flexão e extensão. A forte estabilidade estrutural da articulação é derivada ao mesmo tempo da configuração óssea (corrugada) e dos ligamentos colaterais. Eixo de flexão e extensão Ângulo de carregar Eixo de movimento: O eixo para flexão e extensão do cotovelo é representado por uma linha através dos centros da tróclea e do capítulo. Ângulo de carregar: Como a tróclea estende-se mais distalmente que o capítulo, o eixo para flexão e extensão do cotovelo não é inteiramente perpendicular à diáfise do úmero; por essa razão, quando o cotovelo é estendido e o antebraço supinado, o antebraço desvia-se lateralmente em relação ao úmero, o que se responsabiliza pelo ângulo de carregar , ou ângulo cubital. A angulação lateral excessiva do antebraço em relação ao úmero é conhecida com cúbito valgo. Articulação radioulnar: As conexões entre o rádio e a ulna permitem ao rádio rotar em relação à ulna de tal modo que em uma posição os dois ossos ficam paralelos (supinação) e em outra posição o rádio cruza sobre a ulna (pronação). A mão é fixada ao rádio na art. radiocarpal e acompanha o movimento do rádio de tal modo que durante a supinação a palma da mão vira para cima, e durante a pronação vira para baixo. Os movimentos de supinação e pronação são tornados possíveis porque existem duas articulações separadas entre o rádio e a ulna – uma proximal, a outra distal. As duas articulações atuando juntas formam uma articulação uniaxial (um grau de liberdade) que permite unicamente pronação e supinação. A articulação do cotovelo e as articulações radioulnares assim são ambas uniaxiais. Na articulação do cotovelo, o eixo de movimento é aproximadamente transversal à diáfise dos ossos, enquanto na articulação radioulnar o eixo de movimento é quase paralelo às diáfises dos segmentos ósseos participantes. Eixo de movimento: O eixo de movimento da articulção radioulnar é representado por uma linha através do centro da cabeça do rádio proximalmente e através do centro da cabeça da ulna distalmente. Articulação radioulnar proximal : reside dentro da cápsula da articulação do cotovelo e pode ser descrita como uma articulação trocóide ou de pivô. O lado da cabeça do rádio articula-se com a chanfradura radial da ulna. O ligamento anular fibroso forma um anel em torno da cabeça do rádio. A cabeça radial assim rota dentro de um anel firme que permite a rotação transversa enquanto impede movimentos em outras direções. A depressão rasa da cabeça radial gira sobre a superfície arredondada do capítulo do úmero. Eixo do movimento Articulação radioulnar distal: A superfície articular do rádio (chanfradura ulnar) é côncava de tal modo que o rádio (com o punho e a mão) pode girar em torno da cabeça da ulna enquanto permanece em estreita proximidade a ela. Amplitude de movimento: O movimento de flexão do cotovelo é detido pelo contato dos músculos entre o antebraço e o braço com uma sensação final macia. A extensão do cotovelo tem uma sensação final dura com o contato do processo do olecrano da ulna com a fossa olecrianiana do úmero Movimentos Acessórios: A grande estabilidade da articulação é devida ao encaixe corrugado da tróclea e capítulo do úmero com as superfícies casadas da ulna e rádio, bem como os fortes ligamentos colaterais medial e lateral que se fundem com a cápsula articular anterior e posteriormente. Quando o cotovelo está flexionado, uma leve quantidade de tração-separação pode ser sentida se a extremidade distal do úmero for estabilizada e força posterior for aplicada à superfície anterior do antebraço proximal. Movimentos mediolaterais de jogo da articulação também estão presentes. Na articulação radioulnar proximal, deslizamento dorsoventral da cabeça do rádio sobre o capítulo do úmero pode ser produzido passivamente. Músculos: Flexores do Cotovelo: Os músculos principais que flexionam o cotovelo são o braquial, bíceps braquial, e braquiorradial. O pronador redondo e os extensores radiais longo e curto do carpo possuem menos alavancagem e são de menor tamanho. O bíceps, originando-se acima da articulação do ombro e fixando-se abaixo da art. do cotovelo, não possui nenhuma conexão direta com o úmero e pode ser movido com facilidade. O grupo radial do antebraço consiste no braquirradial e nos extensores radiais longo e curto do carpo. As fixações proximais de todos os três ocorrem na região do epicôndilo lateral. Quando o cotovelo é flexionado, sua linha de tração é anterior ao eixo do cotovelo. Os músculos do lado volar-ulnar do antebraço têm as suas fixações proximais na região do epicôndilo medial do úmero e são também flexores do cotovelo. Eles são o pronador redondo, o flexor radial e ulnar do carpo, o palmar longo e a cabeça umeral do flexor superficial dos dedos. Bíceps braquial Inserções proximais: por duas cabeças acima da art. glenoumeral. A cabeça longa é fixada por um tendão longo no tubérculo supraglenóideo da escápula. A cabeça curta é fixada no processo coracóide da escápula. Inserção distal: tuberosidade do rádio e, em parte, espalhando-se para formar a aponeurose bicipital. Ações: Flexão de Ombro, flexão de cotovelo e supinação da art. radioulnar. Braquial: Inserção proximal: metade distal da face anteromedial do úmero; Inserção distal: processo coronóide da ulna; Ação: Flexão do cotovelo. Braquiorradial : Inserção proximal:em uma crista do úmero acima do epicôndilo lateral; Inserção distal: processo estilóide do rádio; Ação: flexão de cotovelo. Pronador redondo : Inserção proximal: epicôndilo medial do úmero e processo coronóide da ulna; Inserção distal: lado lateral do rádio; Ação: pronação radioulnar e flexão de cotovelo. Flexão do cotovelo BRAQUIAL: não é influenciado pela posição do antebraço, sendo tão eficaz quando o antebraço está pronado como quando está supinado. O braquial é sempre ativo como flexor do cotovelo, com ou sem uma carga e se o movimento for rápido ou lento. BRAQUIORRADIAL: é claramente um flexor do cotovelo, mas ações de supinaçãoe pronação também lhe foram atribuídas?. O braquiorradial é capaz de efetuar uma amplitude limitada de supinação a partir da posição completamente pronada? (divergência nos livros). Para finalidades práticas, o braquirradial pode ser considerado um flexor puro do cotovelo quando o antebraço está em posição intermediária. BÍCEPS BRAQUIAL: Uma contração isolada não resistida do bíceps produziria flexão simultânea do ombro e cotovelo e supinação do antebraço. Em função, movimentos indesejados são prevenidos pela contração sinérgica de outros músculos ou pela gravidade. O bíceps toma pouca ou nenhuma parte na flexão lenta do cotovelo quando o antebraço está pronado. Quando o antebraço está supinado, no entanto, o bíceps atua em flexão do cotovelo tanto com quanto sem uma carga, em movimentos lentos bem como rápidos, e independentemente de ele atuar em contração concêntrica ou excêntrica. Com velocidade cada vez maior e carga cada vez maior, no entanto, o bíceps atua também quando o antebraço está pronado. PRONADOR REDONDO: Por atravessar a região anterior do cotovelo, determina a flexão de cotovelo. Essa ação é apenas acessória em razão do seu pequeno tamanho e de sua linha de tração diagonal. Extensores do cotovelo: O principal extensor do cotovelo é o tríceps do braço, com o pequeno ancôneo aumentando apenas insignificantemente a força total de extensão do cotovelo. Tríceps braquial Inserções proximais: por três cabeças: a cabeça longa, a cabeça medial e a cabeça lateral. A cabeça longa é fixada no tubérculo infraglenóideo da escápula. A cabeça medial é fixada na porção distal do úmero. A cabeça lateral é fixada na face lateral do úmero. Inserção distal: processo do olécrano da ulna. Ação: extensão de cotovelo e extensão do ombro. Ancôneo: Inserção proximal: região do epicôndilo lateral do úmero. Inserção distal: a ulna, parcialmente no olécrano, parcialmente abaixo desse processo. Ação: extensão de cotovelo. Comparação da ação do tríceps e do ancôneo: Ambos o tríceps e o ancôneo são extensores do cotovelo, o tríceps sendo o de longe o mais potente dos dois. O m. ancôneo é pequeno em comparação com o músculo tríceps braquial e, portanto, não tem função importante na extensão do cotovelo. Ao se contrair, o m. ancôneo traciona o ligamento anular e impede que seja pinçado na fossa do olécrano durante a extensão do antebraço na art. do cotovelo. A fáscia sobre o tendão do tríceps continua sobre o ancôneo, que possui uma relação estreita com a articulação do cotovelo e a articulação radioulnar proximal. Ambos os músculos, por essas razões, contribuem para a proteção destas articulações. Músculos que efetuam Supinação . Os músculos em uma posição que os habilita a supinar o antebraço são o bíceps do braço, supinador, abdutor longo do polegar, extensor curto do polegar e extensor próprio do indicador. Os dois primeiros músculos são os supinadores mais importantes. Os últimos três são mecanicamente capazes de ajudar na supinação, mas são pequenos em tamanho e possuem pouca alavancagem para a supinação. Supinador : Inserção proximal: epicôndilo lateral do úmero e áreas adjacentes da ulna. Inserção distal: superfícies volar e lateral da parte proximal do rádio. Ação: supinação radioulnar. Comparação de ações do bíceps do braço e do supinador: O bíceps atua mais eficazmente como supinador quando o cotovelo está flexionado a um ângulo de cerca de 90°. À medida que o cotovelo estende-se, a eficácia do músculo supinador não é influenciada pelo ângulo do cotovelo. A um ângulo de 90°, o bíceps é quase quatro vezes mais eficaz que o supinador para realizar supinação. Quando o cotovelo é estendido e supinado, no entanto, a eficácia do bíceps é apenas a metade do supinador. Dado que a única ação do supinador é supinação, enquanto o bíceps é também um flexor do cotovelo, é lógico concluir que o supinador seria chamado a contrai-se quando for desejada supinação sem flexão do cotovelo, desde que o movimento seja efetuado lentamente e sem resistência. Se uma supinação rápida for realizada, o bíceps imediatamente salta em ação. Músculos que efetuam Pronação: Os músculos que são capazes de pronar o antebraço são o pronador redondo, pronador quadrado, flexor radial do carpo, palmar longo e extensor radial longo do carpo. Os três últimos músculos possuem pouca alavancagem para pronação e contribuem com pouca força. Pronador Quadrado ; Inserção proximal: quarto distal da ulna; Inserção distal: quarto distal do rádio; Ação: pronação radioulnar. Comparação das ações do pronador redondo e do pronador quadrado: O pronador redondo é o mais forte dos pronadores. Pode-se supor que o pronador quadrado prona o antebraço sem a ajuda de outros músculos se a pronação for efetuada lentamente sem resistência e sem flexão ativa do cotovelo. Sua secção transversal é quase dois terços daquela do pronador redondo e compara-se favoravelmente com a do supinador. A distância de encurtamento do pronador quadrado, no entanto, é pequena. Seleção de Músculos no movimento: contrações sinérgicas: Pode-se dizer que os músculos que melhor servem a uma finalidade particular com a menor quantidade de dispêndio de energia são aqueles selecionados pelo sistema nervoso para executar a tarefa. Para qualquer combinação de movimentos, no entanto, uma seleção perfeita de músculos é alcançada apenas por indivíduos altamente peritos. Movimentos não peritos são desperdiçadores de energia, porque músculos não necessariamente requeridos para o movimento contraem-se juntamente com aqueles requeridos. À medida que a perícia aumenta, a seleção melhora e a graduação da contração torna-se mais refinada, resultando em movimentos mais suaves que são menos fatigantes e, do ponto de vista estético, mais agradáveis a vista. O número de músculos envolvidos nos movimentos também é determinado pelo esforço necessário para uma tarefa particular. Assim, se grande resistência for encontrada, mais músculos são recrutados, não apenas na articulação ou articulações onde os movimentos ocorrem mas também em articulações muito distantes da cena de ação. Por exemplo, o ato de fechar o punho que envolve principalmente os flexores dos dedos e os extensores do punho. Quando o esforço aumenta, como testar a força da preensão, não apenas os flexores dos dedos e os extensores do punho aumentam a sua tensão, mas há um recrutamento sucessivo de músculos do cotovelo, ombro e mesmo tronco. Muitos músculos atuam sobre mais de uma articulação, e eles são os usualmente selecionados para uma tarefa envolvendo estas articulações. Por exemplo, o bíceps braquial é um flexor de cotovelo e um supinador do antebraço; quando ambos estes movimentos são desejados simultaneamente, o bíceps é a seleção mais lógica. Esta combinação de movimentos, evidentemente, poderia também ser realizada pelo braquiorradial e o supinador, como ocorre nas lesões do nervo musculocutâneo, quando o bíceps e o braquial estão paralisados. Para tarefas leves, o sistema nervoso prefere que um músculo realize o trabalho de dois quando o músculo nessas condições é disponível. O braquial, um músculo monoarticular, é a seleção perfeita para flexão do cotovelo se nem supinação nem pronação for desejada. Para esse movimento, é um desperdício usar o bíceps, porque a supinação tem que ser neutralizada pelos pronadores, e é igualmente um desperdício usar o pronador redondo, porque a pronação tem que ser impedida pelos supinadores. Muitas vezes, torna-se econômico usar um músculo biarticular para produzir movimento em uma artculação apenas, caso no qual a ação muscular sinérgica (ou força gravitacional) estabiliza a outra articulação ou move essa articulação em direção oposta. Este último arranjo capacita um músculo a efetuar trabalho em um estado relativamente alongado através de uma grande amplitude de movimento. Músculos Multiarticulares: Quando um músculo cruza mais de uma articulação, o músculo não exerce apenas efeitosobre cada articulação mas é por sua vez influenciado pela posição das articulações. Comprimento muscular mínimo: Insuficiência ativa O comprimento mais curto de um músculo é em uma posição de movimento completo de todas as suas ações anatômicas. Quando um músculo contrai-se a este comprimento, a força de contração é fraca porque o músculo está no ponto mais baixo da sua curva comprimento-tensão. Diz-se que o músculo está em insuficiência ativa. Comprimento máximo dos músculos multiarticulares: O comprimento máximo de um músculo multiarticular é a amplitude máxima de todas as suas ações anatômicas antagonistas. Para o bíceps do braço, isto é hiperextensão de ombro, extensão de cotovelo e pronação. Movimento em cadeia fechada do cotovelo: Movimento em cadeia fechada do cotovelo ocorre quando a mão está fixa e o ombro está se movendo, como em elevações e flexões com apoio de frente sobre o solo ou elevações e flexões com apoio em uma barra fixa. No caso do apoio sobre o solo, os extensores do cotovelo fornecem a força muscular para levantar e abaixar o corpo por contrações musculares concêntricas e excêntricas. Neste caso, os extensores do cotovelo estão ao mesmo tempo flexionando e estendendo o cotovelo. O oposto ocorre com a elevação à barra, na qual o bíceps flete o cotovelo com uma contração concêntrica para levantar o corpo e a seguir com uma contração excêntrica para abaixar o corpo, assim estendendo o cotovelo Punho e Mão Articulações Punho: O punho fornece ampla mobilidade da mão juntamente com grande estabilidade estrutural. Embora o punho seja muitas vezes classificado como uma articulação condilóide com dois graus de liberdade, ele é na realidade uma área altamente complexa de 15 ossos, 17 articulações e um extenso sistema ligamentar. Articulação Radiocarpal É formada pela extremidade distal bicôncava do rádio e as superfícies articuladas proximais biconvexas dos ossos escafóide e semilunar. Parte dos movimentos do punho de flexão (flexão volar), extensão (hiperextensão), abdução radial (desvio radial) e abdução ulnar (desvio ulnar) ocorre na articulação radiocarpal. Articulação Mediocarpal É formada pelas fileiras proximal e distal do carpo. O escafóide articula-se com o trapézio, trapezóide e capitato; o semilunar articula-se com o capitato; e o piramidal com o hamato. Os movimentos do punho de flexão, extensão e abdução radial e ulnar também têm lugar nesta articulação. Articulações Carpometacarpianas As bases do segundo ao quarto metacarpianos articulam-se umas com as outras e com a fileira distal de ossos do carpo. O movimento na segunda e terceira articulações CMC pode ser 1° ou 2° ou menos, a quarta tem 10 a 15° de movimento dorsovolar, e a quinta é mais flexível com 25° a 30° de movimento. Os movimentos proporcionam uma alteração grande na forma do arco transverso da mão desde o punho fechado até a mão aberta. A articulação CMC do polegar é formada pelo trapézio e a base do primeiro metacarpiano, cujas superfícies são ambas convexas e côncavas e formam a articulação selar. Os movimentos são de abdução e adução (em um plano perpendicular à palma); flexão e extensão (em um plano paralelo à palma); e oposição que é uma rotação do primeiro metacarpiano sobre o trapézio para colocar a polpa do polegar em oposição às polpas dos dedos. Reposição ou retroposição é o inverso da oposição. Ligamentos do Punho Ligamentos cobrem a área volar, dorsal, radial e ulnar do punho. Estes ligamentos funcionam para estabilizar as articulações, para permitir e guiar a movimentação dos ossos, para limitar a movimentação das articulações, para transmitir forças da mão ao antebraço, e para prevenir luxação dos ossos do carpo com o movimento. Movimentos e eixos do punho Movimentos planares do punho ocorrem nas articulações radiocarpal e mediocarpal, a art. mediocarpal é resposnsável pela metade do movimento de abdução radial e por um terço da amplitude de abdução ulnar, com o restante do movimento ocorrendo na art. radiocarpal. Estes movimentos ocorrem em torno de um eixo através da cabeça do capitato. A sensação final normal da abdução radial é usualmente dura pelo contato do escafóide de encontro ao processo estilóide do rádio. A abdução ulnar fornece mais movimento e possui uma sensação final firme pela tensão do ligamento colateral radial. Na flexão de punho há 50° de movimento na art. radiocarpal e 35° na art. mediocarpal. Na extensão completa estes valores invertem-se, com 35° ocorrendo na art. radiocarpal e 50° na mediocarpal. O eixo de movimento novamente passa através do capitato. Para a amplitude máxima de movimento no punho, a mão deve estar fechada em extensão e aberta em flexão. Movimentos acessórios: Quando o antebraço e a mão estão relaxados, o punho é instável e permite uma quantidade considerável de movimentos passivos de jogo das articulações. Se o examinador estabilizar o rádio e a ulna distais com uma mão e colocar a outra mão em torno da fileira carpal proximal, os carpais podem ser movidos com facilidade em dislizamentos transitórios dorsais, volares mediais e laterais. Movimentos similares com menos movimentação ocorrem com a colocação da mão em qualquer dos lados da articulação mediocarpal. Além disso, cada osso metacarpiano pode ser movido passivamente em relação aos seus vizinhos. Dedos e Polegar Articulações Metacarpofalangianas: As articulações MCF dos dedos são do tipo condilóide com dois graus de liberdade. As superfícies arredondadas das cabeças dos metacarpianos articulam-se com as superfícies côncavas rasas nas bases das falanges proximais. Articulações Interfalangianas Cada um dos dedos II a V possui duas artculações interfalangianas (IF), designadas articulações interfalangiana proximal (IFP) e interfalangiana distal (IFD). O polegar possui apenas duas falanges, e portanto apenas uma articulação IF. As articulações IF são classificadas como artculações de dobradiça com um grau de liberdade. Movimentos dos dedos: As articulações metacarpofalangianas dos dedos têm aproximadamente 90° de flexão, com o dedo indicador possuindo ligeiramente menos os dedos médio, anular e mínimo tendo sucessivamente mais amplitude. A hiperextensão é variável dependendo da estrutura ligamentar. Algumas pessoas podem ser capazes de estender as articulações MCF até apenas 0°, enquanto outras com frouxidão ligamentar podem ser capazes de hiperestender ativamente até 45° Quando a articulação MCF do polegar é geralmente descrita como uma artculação em dobradiça. Ela tem menos movimento do que as artculações MCF dos dedos. A flexão ocorre até 45° a 60° e a hiperextensão de 0 a 20°. Em flexão e extensão completas, os ligamentos apertam e há pouca abdução ou adução. As articulações IF proximal e distal são articulações em dobradiça com um grau de liberdade. As cabeças bicondilianas das falanges e a maior tensão dos ligamentos colaterais proíbem movimentos de abdução e adução. A flexão das art. IFP é cerca de 120°, e a das articulações IFD e IF ligeiramente menos de 90°. A extensão das art. IFP e IFD é até cerca de 0° exceto em indivíduos com frouxidão ligamentar, nos quais é vista alguma hiperextensão. A hipextensão da art. IF do polegar pode ser a 5 a 10° e pode ser consideravelmente mais passiva. Movimentos acessórios: Grandes jogos das articulações são possíveis quando uma pessoa está relaxada e as cápsulas das articulações MCF estão frouxas. Se o examinador estabilizar o metacarpiano com uma mão e segurar a falange proximal com outra mão, movimentos translatórios de deslizamentos dorsais, volares e laterias; rotação; e separação podem ser feitos com a base da falange. Movimentos semelhantes mas com movimentos menores são encontrados nas art. IF Músculos: Músculos que atuam sobre o punho (e cotovelo): Anterior: Posterior: Flexor ulnar do carpo;Extensor radial longo do carpo; Flexor radial do carpo; Extensor radial curto do carpo; Palmar longo. Extensor ulnar do carpo. Observações: Os músculos flexores tem sua inserção proximal no epicôndilo medial do úmero e os extensores, no epicôndilo lateral do úmero; O local de inserção distal de todos os músculos do punho é em um osso metacarpal, exceto o músculo palmar longo; Os nomes dos músculos geralmente descrevem sua ação (flexor, extensor), o local onde atuam (região carpal) e em que parte da região carpal está a inserção distal. Seus nomes também indicam se o músculo faz adução ou abdução (ulnar, radial). Músculos da região anterior do antebraço Músculo Inserção proximal Inserção distal Ação Flexor ulnar do carpo Epicôndilo medial do úmero Psiforme e base do 5° osso metacarpal Flexão de adução de punho Flexor radial do carpo Epicôndilo medial do úmero Base do 2° e 3° osso metacarpais Flexão e abdução de punho Palmar longo Epicôndilo medial do úmero Aponeurose palmar Acessório da flexão de punho Observação: O flexor superficial dos dedos e o flexor profundo dos dedos podem ajudar na flexão do punho quando os dedos estão completamente estendidos, porém, quando os dedos estão em flexão, esses músculos não conseguem desenvolver tensão suficiente em função da insuficiência ativa. Papel dos flexores do punho na extensão dos dedos: Os músculos extensores longos dos dedos são fixados no antebraço e passam sobre as articulações do punho e a seguir sobre as MCF. Se estes músculos se contraíssem de uma maneira isolada, eles estenderiam a não apenas as articulações dos dedos mas também o punho. A fim de impedi-los de mover o punho, os flexores do punho contraem-se sinergicamente, mantendo o punho em uma posição neutra ou flexionando-o. Se a extensão completa dos dedos for alternada com preensão em sucessão rápida, pode ser observado que o punho bem como os dedos estão em movimento constante: flexão do punho acompanha extensão dos dedos; extensão do punho ocorre quando a mão é fechada. Estas combinações são automáticas. Músculos da região posterior do antebraço Músculo Inserção proximal Inserção distal Ação Extensor radial longo do carpo Crista supraepicondilar lateral do úmero Base do 2° osso metacarpal Extensão e abdução de punho Extensor radial curto do carpo Epicôndilo lateral do úmero Base do 3° osso metacarpal Extensão de punho Extensor ulnar do carpo Epicôndilo lateral do úmero Base do 5° osso metacarpal Extensão e adução de punho. Observa-se que os movimentos do punho são em uma direção oposta aos movimentos dos dedos, de tal modo que é obtido um alongamento alternado dos extensores dos dedos e flexores dos dedos sobre o punho. Esse alongamento aumenta a eficiência destes músculos em estender e flexionar os dedos. Observação: Os outros músculos posteriores do punho também podem ajudar da extensão, particularmente quando os dedos estão em flexão. Nesse grupo estão incluídos o extensor longo do polegar, o extensor do indicador, o extensor do dedo mínimo e o extensor dos dedos. Papel dos Músculos extensores do punho na preensão: Quando a mão se fecha, os dedos dobram-se dentro da palma da mão ou fecham-se em torno de um objeto pela ação dos flexores longos dos dedos (profundo e superficial), provavelmente ajudados por alguns músculos intrínsecos da mão. Como estes flexores longos dos dedos possuem fixações proximais no antebraço e os seus tendões passam no lado do flexor do punho, estes músculos, se não tiverem oposição, fariam com que o punho flexionasse durante a preensão. Essa ação é prevenida pela ação estabilizadora dos extensores do punho. A força de contração dos extensores do punho é na razão direta do esforço da preensão – quanto mais dura a preensão, mais forte a contração dos extensores do punho. Se o punho for deixado flexionar-se durante a flexão dos dedos, a preensão é acentuadamente enfraquecida. Esta dificuldade origina-se em parte porque o mecanismo de extensão dos dedos não consegue permitir alongamento adicional (insuficiência passiva) e em parte por causa da aproximação acentuada das fixações proximais e distais dos flexores dos dedos, o que enfraquece a sua contração de tal modo que eles podem atingir um comprimento no qual eles são incapazes de produzir tensão efetiva (insuficiência ativa). Músculos que atuam na abdução radial e ulnar do punho: O palmar longo e o extensor radial curto do carpo possuem uma localização central no punho; os outros flexores e extensores do punho estão situados para o lado radial ou para o lado ulnar do punho. Eles por essa razão são capazes de produzir movimentos de lado para lado bem como flexão e extensão. Quando o extensor ulnar do carpo e o flexor ulnar do carpo combinam suas ações, resulta abdução ulnar do punho. O extensor radial longo do carpo e o flexor radial do carpo, ajudados pelo adutor longo do polegar e extensor curto do polegar, produzem abdução radial. Os dois últimos músculos têm uma linha de tração favorável para efetuar abdução radial, e eles o fazem independentemente da posição do polegar, seja flexionado, estendido, abduzido ou aduzido. O punho fornece exemplos típicos de como os músculos podem atuar como sinergistas ou antagonistas. Por exemplo, na flexão e extensão do punho, o flexor ulnar do carpo e o extensor ulnar do carpo são antagonistas, mas na abdução ulnar do punho estes dois músculos atuam como sinergistas. Músculos que atuam sobre os dedos: Os músculos dos dedos foram classificados como (1) músculos extrínsecos, que possuem fixações proximais no antebraço ou úmero; e (2) músculos intrísecos, que possuem ambas as fixações proximais e distais dentro da mão. Músculos Extrínsecos: Sua inserção proximal está localizada superiormente à (ou proximal à) articulação radiocarpal. Eles têm uma ação acessória nessa articulação e ação primária do polegar e demais dedos. Anteriores: Posteriores: Flexor superficial dos dedos; Abdutor longo do polegar; Flexor profundo dos dedos; Extensor curto do polegar; Flexor longo do polegar. Extensor longo do polegar; Extensor dos dedos; Extensor do indicador; Extensor do dedo mínimo. Músculos Extrínsecos (Anteriores) Músculo Inserção proximal Inserção distal Ação Flexor superficial dos dedos Tendão comum dos m.m flexores no epicôndilo medial do úmero e processo coronóide da ulna. Lados da falange média dos quatro dedos Flexão das articulações MCF e IFP. Flexor profundo dos dedos Três quartos superiores da ulna Falange distal do 2° ao 5° dedos Flexão das três articulações dos dedos (MCF, IFP e IFD) Flexor longo do polegar Rádio, face anterior Falange distal do polegar Flexão das três art. do polegar (CMC, MCF e IF) Papel dos flexores longos dos dedos na preensão: Os flexores superficial e profundo dos dedos servem ao segundo até o quinto dedos para flexão das articulações IF. Como os tendões destes músculos passam no lado palmar das articulações do punho e MCF, eles também tendem a produzir flexão destas articulações. Ao usar a mão para preensão, a flexão das articulações MCF é necessária para a forma apropriada da mão, enquanto a flexão de punho é indesejável porqueela diminui a força exercida pelos flexores, ao encurtá-los. Felizmente, a flexão do punho é impedida pela contração sinérgica dos extensores do punho. O flexor superficial dos dedos, fixando-se na base da falange média, flexiona a articulação IF proximal. O tendão do flexor profundo dos dedos, após perfurar o tendão superficial, fixa-se na base da falange distal e atua como flexor da articulação IF distal bem como da proximal. A flexão MCF é atribuída à tensão passiva das faixas laterais e tendões dos músculos intrínsecos. Quando o punho é estendido, as relações de comprimento-tensão do flexor profundo dos dedos são favoráveis para produzir tensões, e suficiente tensão é desenvolvida para fechar a mão. Com flexão progressiva do punho, no entanto, as relações de comprimento-tensão do profundo tornam-se menos favoráveis, e o flexor superficial dos dedos é recrutado para ajudar no fechamento da mão. Músculos Extrínsecos (Posteriores) Músculo Inserção proximal Inserção distal Ação Abdutor longo do polegar Região posterior do rádio, membrana interóssea, porção média da ulna. Base do primeiro osso metacarpal Abdução do polegar (CMC) Extensor curto do polegar Região distal da face posterior do rádio e membrana interóssea Base da falange proximal do polegar Extensão das art. CMC e MCF do polegar Extensor longo do polegar Região posterior do terço médio da ulna e membrana interóssea Base da falange distal do polegar Extensão das três articulações do polegar (CMC, MCF e IF) Extensor dos dedos Epicôndilo lateral do úmero Base da falange distal do 2° ao 5° dedos Extensão das três articulações dos dedos (MCF, IFP e IFD) Extensor do dedo mínimo Epicôndilo lateral do úmero Base da falange distal do dedo mínimo Extensão das três articulações do dedo mínimo (MCF, IFP e IFD) Extensor do indicador Terço distal da ulna e membrana interóssea Base da falange distal do 2° dedo Extensão das três articulações do 2° dedo (MCF, IFD e IFP) Músculos Intrínsecos: Têm sua inserção proximal nos ossos carpais, ou em posição distal a eles. Esses músculos são responsáveis pelo controle motor fino e pelos movimentos de precisão da mão. Os músculos intrínsecos são divididos em músculos tenares, hipotenares e palmares profundos. Os músculos tenares são aqueles que e agem no polegar e formam a eminência tênar. Os músculos palmares profundos estão localizados profundamente na palma da mão, entre os músculos tenares e hipotenares. Os músculos hipotenares que formam a eminência hipotênar movem principalmente o dedo mínimo. Tenares: Palmares profundos: Hipotenares: Flexor curto do polegar; Adutor do polegar; Flexor do dedo mínimo; Abdutor curto do polegar; Interósseos palmares; Abdutor do dedo mínimo; Oponente do polegar. Interósseos dorsais; Oponente do dedo mínimo. Lumbricais. Músculos Tenares Músculo Inserção proximal Inserção distal Ação Flexor curto do polegar Osso trapézio e retináculo dos músculos flexores Falange proximal do polegar Flexão das art. CMC e MCF do polegar Abdutor curto do polegar Osso escafóide, trapézio e retináculo dos músculos flexores Falange proximal do polegar Abdução do polegar na art. CMC Oponente do polegar Osso trapézio e retináculo dos m. Flexo 1° osso metacarpal Oposição do polegar na art. CMC. Músculos palmares profundos Músculo Inserção proximal Inserção distal Ação Interósseos dorsais Ossos metacarpais adjacentes Base da falange proximal Abdução dos dedos na art. MCF Interósseos palmares 1°, 2°, 4° e 5° ossos metacarpais Base da respectiva falange proximal Adução dos dedos na art. MCF Lumbricais Tendão do músculo flexor profundo dos dedos Tendão do músculo extensor dos dedos Flexão da art. MCF, e extensão simultânea das art. IFP e IFD Adutor do polegar Osso capitato, base do 2° osso metacarpal, face palmar do 3° osso metacarpal Base da falange proximal do polegar Adução do polegar na art. CMC Músculos Hipotenares Músculo Inserção proximal Inserção distal Ação Flexor do dedo mínimo Osso hamato e retináculo dos músculos flexores Base da falange proximal do dedo mínimo Flexão das art. CMC e MCF do dedo mínimo Abdutor do dedo mínimo Osso psiforme e tendão do músculo flexor ulnar do carpo Falange proximal do dedo mínimo Abdução da art. MCF do dedo mínimo Oponente do dedo mínimo Osso hamato e retináculo dos músculos flexores 5° osso metacarpal Oposição do dedo mínimo na art. CMC Papel dos músculos Intrínsecos na preensão: Os músculos interósseos palmares e os lumbricais correm definidamente no lado palmar do eixo de flexão e extensão das articulações MCF e portanto são mecanicamente capazes de produzir flexão. O papel dos músculos intrínsecos é considerado como sendo por estiramento passivo. Quando um lumbrical é estimulado por uma corrente elétrica de alta intensidade, o resultado é extensão forte das articulações IF e flexão da articulação MCF, entretanto quando é usada uma corrente baixa as art. IF estendem-se, mas a art. MCF flexiona-se muito pouco ou absolutamente nada. A flexão do dedo traciona o capuz extensor distalmente sobre a falange proximal, e os tendões dos interósseos cruzam a articulação MCF pelo lado volar com considerável distância do centro da articulação. No pinçamento, no segurar e na pegada de força, os interósseos revelam ter altos níveis de atividade. Posições “intrínsecos-mais” e “intrínsecos-menos” O movimento de flexão MCF com extensão IF produz importante atividade EMG nos músculos intrínsecos e ligeira atividade variável nos músculos extrínsecos. Esta posição dos dedos é chamada de posição “intrínsecos-mais” da mão. Ela é também a posição na qual os interósseos e os lumbricais assumem o seu comprimento mais curto. A mão assume esta posição com contratura dos músculos intrínsecos tal como é muitas vezes encontrada na artrite reumatóide. O comprimento normal dos músculos intrínsecos deve permitir flexão passiva completa das IFP´s e IFD´s seguida por hiperextensão das articulações MCF. Uma mão “intrínsecos-menos” tem paralisia dos músculos interósseos e lumbricais. A postura em repouso dessa mão é designada “mão em garra”, com as articulações em leve hiperextensão e as articulações IF em flexão parcial. Mecanismo extensor: Os tendões digitais dos músculos extensores e quase todos os músculos intrínsecos terminam no mecanismo extensor (exceções: palmar curto, oponente do polegar e oponente, abdutor e flexor do dedo mínimo). O mecanismo extensor é constituído por um sistema tendinoso composto dos tendões distais de fixação dos músculos extensores, músculos lumbricais, interósseos, tenares e hipotenares, e um sistema retinacular de fáscias e ligamentos para reter e estabilizar os tendões e a pele. A finalidade do mecanismo é estender os dedos em diferentes posições de flexão. Outra finalidade é fornecer atalhos para o tendão extensor cruzar as articulações e permitir aos dedos flexão completa. Os tendões extensores têm que cobrir uma distância mais longa desde a hiperextensão completa até a flexão completa. Extensão dos dedos: O extensor dos dedos através das suas fixações nas bases da falange proximal, média e distal é mecanicamente capaz de estender as art. MCF, IFP e IFD mas não ao mesmo tempo. Quando o extensor dos dedos contrai-se sozinho as art. MCFestedem-se mas as art. IF permanecem semifletidas em uma posição de mão em garra. Esta flexão é devida à resistência passiva do flexor profundo dos dedos e insuficiência ativa do extensor dos dedos. Se, no entanto, a articulação MCF for bloqueada em 0° de extensão, a força do extensor longo é transmitida às articulações IF e elas estendem-se. Durante a abertura não resistida da mão, a atividade EMG sincronizada tem lugar nos extensores longos e lumbricais unicamente. Os interósseos são eletricamente silenciosos. Os lumbricais poderiam ser considerados como atuando para estender as articulações IF, mas eles possuem muito pobre fixação proximal por causa da inatividade do flexor profundo dos dedos. Vários autores sugeriram que a função do lumbrical é tracionar o tendão profundo distalmente para diminuir a tensão passiva e assim facilitar a extensão pelo extensor dos dedos; Outros autores propõem que o lumbrical traciona o tendão profundo distalmente e também estende as art. IF mas que a sua contribuição direta é pequena em comparação com a sua contribuição indireta para a liberação da tensão; Outros autores consideram que o lumbrical também previne a hiperextensão da art. MCF pelo extensor dos dedos. Uma função adicional da contração do lumbrical durante a extensão digital pode esticar o profundo para uma posição de comprimento-tensão mais favorável antes da sua contração. Relação da abdução e adução com a flexão e extensão: Os movimentos de abdução e adução são livres quando as articulações MCF estão estendidas; quando estas articulações flexionam-se, os dedos automaticamente abduzem-se, e a amplitude da abdução torna-se extremamente limitada ou está ausente. Se a mão for fechada e aberta em sucessão rápida, este padrão torna-se óbvio: os dedos abduzem quando se estendem e aduzem quando flexionam. Em movimentos mais lentos, e com a mesma concentração, é inteiramente possível manter os dedos aduzidos à medida que eles se estendem. Músculos que atuam na abdução dos dedos: Os quatro interósseos dorsais são responsáveis pela abdução do segundo é quarto dedos e pela abdução radial e ulnar do terceiro dedo. O quinto dedo possui o seu próprio abdutor, o abdutor do dedo mínimo. O extensor do dedo mínimo, com sua fixação proximal acima do punho, possui uma fixação distal na base da falange proximal de tal maneira que ele é capaz de ao mesmo tempo estender e abduzir o dedo mínimo. A capacidade deste músculo de abduzir o dedo mínimo é em pequena amplitude. Músculos que atuam na adução dos dedos: Os interósseos palmares são responsáveis pela adução dos dedos indicador, anular e mínimo. Oposição do dedo mínimo: O oponente do dedo mínimo, ajudado pelo flexor do dedo mínimo e pelos palmares longo e curto, é responsável pelo movimento designado oposição do dedo mínimo. Movimentos do polegar: Articulação CMC do polegar em sela e possui dois graus de liberdade; O osso metacarpiano do polegar não é fixado aos outros metacarpianos por ligamentos; Os movimentos que ocorrem nas art. MCF e IF do polegar aumentam a versatilidade dos movimentos do polegar; Os nove músculos que movem o polegar são capazes de combinar as suas ações em combinações de movimentos finamente graduados. A articulação CMC do polegar- os movimentos nesta articulação podem ser definidos como oposição-reposição; abdução-adução e flexão-extensão; A articulação MCF do polegar- é mais estável do que as articulações MCF dos outros dedos. Aproximadamente 50 a 60° de flexão pode ocorrer, enquanto hiperextensão e abdução-adução são desprezíveis; Articulação IF- Flexão de 90° ou menos. A hiperextensão passiva, como ao pressionar para baixo com o polegar pode ter uma grande amplitude. Músculos do polegar: Extrínsecos: Intrínsecos: Flexor longo do polegar; adutor do polegar; Extensores longo e curto do polegar; flexor curto do polegar; Abdutor longo do polegar. Abdutor curto do polegar; Oponente do polegar; Cabeça lateral do 1° interósseo dorsal. AÇÕES Flexor longo do polegar Único flexor da articulação IF e também contribui para flexão das articulações MCF, CMC e do punho bem como adução a partir da posição abduzida. Flexor curto do polegar, abdutor curto do polegar e o oponente do polegar Participam em movimentos de oposição não resistida, flexão MCF e abdução CMC. O flexor curto e o abdutor são capazes de estender a articulação IF Adutor do polegar Extensor da art. IF e é capaz de fletir as art. MCF e CMC a partir de uma posição de extensão Extensores longo e curto do polegar Estendem o polegar e a partir desta posição são capazes de atuar como adutores. A função muscular pode ser classificada como sendo para posicionamento do polegar e para a estabilização do polegar. Na categoria de posicionamento estão os extensores e o abdutor longo do polegar para reposicionar o polegar em torno de objetos e os músculos tênares para opor o objeto. Os músculos usados para aplicar força são o flexor longo do polegar, adutor do polegar e o primeiro interósseo dorsal. Todos os músculos do polegar têm um efeito sobre os movimentos da primeira articulação CMC e fornecem forte estabilização da art. na oposição forte e preensão. Todos os músculos exceto o oponente e o abdutor longo do polegar cruzam a art. CMC. Preensão (ver no lipert)