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Unidade I PRÁTICA DE ENSINO: LÍNGUA INGLESA Profa. Palma Rigolon Objetivos gerais discutir acerca do processo de construção de uma identidade profissional à luz da perspectiva reflexivo-crítica; familiarizar os futuros professores nos contextos educacionais da escola pública e particular; habilitar o aluno – futuro educador – a programar suas atividades e estimular a crítica sobre sua ação pedagógica; oferecer subsídios práticos para que o futuro professor tenha condições de ser um profissional crítico. Objetivos específicos Desenvolvimento do senso crítico e analítico dos futuros profissionais para identificarem os aspectos significativos das ações individuais e coletivas. Criar possibilidades para que os alunos reflitam sobre diferentes contextos sociopolítico-educacionais, familiarizando-os com a organização da educação básica e com as práticas pedagógicas. Trabalhar a língua inglesa como forma de inclusão social com vistas à cidadania. Conteúdo O professor reflexivo-crítico Avaliação diagnóstica Planejamento Língua estrangeira, segunda língua e língua franca Letramento crítico Quatro habilidades do ensino de língua estrangeira Tecnologias na sala de aula Autonomia Pensamento reflexivo crítico John Dewey (1933/1959, p. 13) “É a espécie de pensamento que consiste em examinar mentalmente o assunto e dar-lhe consideração séria e consecutiva”. Sendo assim, pensar reflexivamente, portanto, significa dar atenção especial a um determinado assunto ou tópico e que implica a existência de um ato que se quer transformar e/ou reformular; com isso, há necessidade de se voltar o pensamento para o fato ou acontecimento em que ocorre. Reflexão crítica Para que serve a reflexão crítica? Como se podem utilizar e quais os benefícios da reflexão em sala de aula? Reflexão “Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele.” (FREIRE, 1979) Qual a relação dessa citação com a sala de aula? Para que a reflexão aconteça: Goodman (1984) Estar aberto a refletir, ou seja, ter o desejo de ouvir várias ideias, levar em conta cada uma delas, reconhecer a possibilidade de erro mesmo em posicionamentos já consagrados. Ter responsabilidade: além de se estar aberto a novas ideias, é necessário que haja o desejo de sintetizar várias ideias, de aplicar informações em uma determinada direção. Ter segurança, inclusive, para enfrentar os medos frente ao novo e frente ao próprio erro. O que é planejar? Análise diagnóstica Quem são meus alunos? Como é a comunidade em que esses alunos estão inseridos? Quais são os interesses desses alunos? De que maneira eles entendem a língua inglesa? Qual sua importância no contexto deles? O que é planejar? Análise diagnóstica Para que os alunos precisam da língua inglesa? O que já sabem sobre a língua? Quais suas expectativas com relação à língua? O que é planejar? Análise do material didático O livro está adequado ao diagnóstico levantado? O que você poderá acrescentar para deixar o curso mais adequado aos interesses e às necessidades de seus alunos? Há material de áudio? O que é planejar? Análise do material didático Há material de apoio? Games, atividades extras, músicas, trechos de filmes etc.? Há material autêntico? Os assuntos abordados vão ao encontro das necessidades dos alunos? (FERREIRA, 2004) Objetivos do planejamento Haidt (2006) a) tentar prever as dificuldades que possam surgir no curso, depois de uma avaliação diagnóstica cuidadosa é possível prever algumas dificuldades; b) evitar a repetição rotineira e mecânica das aulas, hoje, principalmente com a tecnologia disponível que temos, não se pode mais ficar na mesmice, temos de inovar para prender a atenção dos alunos e, portanto; Objetivos do planejamento Haidt (2006) c) adequar o trabalho às mídias disponíveis e às características dos alunos; d) adequar conteúdos, estratégias pedagógicas e avaliações aos objetivos do curso; e) garantir a distribuição adequada do trabalho em relação ao tempo de curso. Interatividade Observe as afirmações acerca da análise diagnóstica. Assinale a alternativa correta. I. Antecede o planejamento. II. Saber quem realmente são os alunos. III. Ser reflexivo-crítico. a) I. b) I e II. c) III. d) I e III. e) II. Professor como intelectual Professor pesquisador Características do bom professor https://www.youtube.com/watch?v=dz4lMxhVTEI O professor de língua inglesa e o mundo globalizado Que inglês ensinar? Língua estrangeira Segunda língua Língua franca Letramento crítico Donnini, Platero e Weigel (2010, p. 22) afirmam que o ensino com ênfase no letramento apresenta uma visão emancipadora de ensino de línguas estrangeiras que “possa propiciar maior autonomia intelectual e maior capacidade de reflexão tanto aos professores quanto aos aprendizes”. Letramento crítico: características Língua é vista como instrumento de poder e de transformação social. Leitor é participante ativo do processo: interpreta e questiona as intenções do autor. Leitor tenta compreender o que está por trás das intenções do autor. A abordagem leva em conta o contexto sócio-histórico, a realidade sociopolítica e as relações de poder. Desenvolvimento da consciência crítica do leitor. Letramento crítico: papel do professor Formar cidadãos críticos e questionadores para que interajam na sociedade com postura questionadora e transformadora. Fazer com que o aluno reflita acerca de sua posição sócio- histórica, compreenda-se nesse contexto e saiba como interagir nos diferentes contextos sociais. Tem o papel de inserir o aluno no mundo. Letramento crítico: papel do professor De acordo com Kleiman (2005), o professor precisa ter conhecimentos necessários para agir como agente social, um gestor de saberes. Deve levar o aluno a se posicionar diante do texto. Tem por obrigação trabalhar com os alunos para igualdade e mudança social. Mostrar a importância de sermos agentes de mudanças sociais para a diminuição de desigualdades e injustiças. Quatro habilidades do ensino de língua estrangeira: ler, escrever, ouvir e falar Compreensão oral Quais os “problemas” que nos deparamos ao ensinar- aprender essa habilidade? Compreensão oral: dicas Procurar escutar palavras-chave. Dar pistas não verbais para entender o significado do que foi dito. Prever o propósito do falante pelo contexto do discurso. Associar informações a estruturas cognitivas conhecidas (ativando o acervo de conhecimentos). Supor quais significados a mensagem contém. Compreensão oral: dicas Pedir por esclarecimentos e explicações. Demonstrar que estamos acompanhando (entendendo o que está sendo dito). Escutar para entender a ideia geral. Inferir situações, participantes, utilizando nosso conhecimento de mundo. Inferir significados usando processos ascendentes e descendentes de decodificação. Indicar tomada e dispensa de turno da fala. Produção oral Quais foram suas dificuldades ao aprender a língua nessa habilidade? Que tipo de atividades podemos trabalhar em sala de aula? Produção oral – feedback Papel do professor Papel do aluno Produção oral – feedback Lyster e Ranta (1991) Reconhecer uma resposta correta. Indicar uma resposta incorreta. Fornecer a resposta correta. Elogiar. Aumentar ou modificar a resposta do aluno. Resumir. Criticar. Produção oral – feedback Lyster e Ranta (1991) Questionar para esclarecimento. Questionar para acionar conhecimento prévio. Questionar para avaliar o conhecimento do aluno. Repetir o erro do aluno exatamente como foi cometido por ele. Repetir a produção do aluno mesmo ela tendo sido correta. Fornecer dicas. Interatividade Assinale a alternativa que apresenta afirmação correta acerca da habilidade de compreensão oral. I. É o mesmo que listening. II. Formas reduzidas e pausas podem ser fatores dificultadores. III. É importante que o professor trabalhe com palavras-chave. a) I e III. b) I e II . c) Apenas I. d) Apenas II. e) Todas estão corretas. Leitura: processo ativo Monteiro (2006) afirma que a leitura crítica “oferece uma consciência sobre os processos ideológicos e sobre as estruturas de poder de uma sociedade, tornando a pessoa um indivíduo diferente na sua condição de ser social”. Ainda segundo a autora, a leitura tem papel transformador na vida do cidadão como ser social. Leitura: processo ativo Textos autênticos Textos multimodais Leitura instrumental Antecipação Predição Skimming Scanning Gêneros textuais Foi a necessidade que fez com que a sociedade criasse os gêneros textuais, que são formas relativamente estáveis de comunicação como contos de fada, quadrinhos, charge, carta comercial, bilhete, notícia. Habilidade escrita Habilidade menos trabalhada em livros-textos Trabalhar noções de coesão e coerência Construção de parágrafos Habilidade escrita Pré-escrita: para quê; para quem; pesquisa sobre o assunto; qual gênero pertence o meu texto. Habilidade escrita Estrutura do parágrafo: Topic sentences Supporting sentences Concluding sentences Habilidade escrita Revisão: O estilo da escrita está de acordo com a proposta? O que escrevi está de acordo com as convenções do gênero escolhido? As ideias geradas são suficientes? O tópico e a organização das ideias estão coerentes com meu propósito e público-alvo? Habilidade escrita Qual a ideia principal e onde o leitor a encontra? O desenvolvimento das ideias e as informações do texto fluem e são facilmente entendidas? O primeiro parágrafo é interessante, cativa o leitor a seguir lendo? (MARQUES, 2012) Habilidade escrita Revisão Distanciamento do texto Outsider Habilidade escrita: o processo na sala de aula Siglas de correção que devem ser combinadas com os alunos (erros de ortografia, erros gramaticais etc.) Processo de reescrita dos textos Professor mediador desse processo Tecnologia de ensino de Língua Inglesa Questões para reflexão: O ensino em sala de aula acompanha os avanços tecnológicos? Que tipo de tecnologia tem sido utilizada em sala de aula hoje em dia? Você se considera uma pessoa atualizada tecnologicamente? Tecnologia de ensino de Língua Inglesa Textos autênticos disponíveis na rede para serem utilizados em sala de aula. Contato com textos multimidiáticos. Utilização de blogues. Fóruns de discussão. Interatividade Assinale a alternativa que apresenta afirmações corretas acerca da habilidade escrita. I. Geralmente não é o foco dos livros-texto. II. Deve-se trabalhar noções de coesão e coerência. III. Essa habilidade também deve ser vista como processo. a) I. b) I e II. c) III. d) II. e) Todas estão corretas. Tecnologia de ensino de Língua Inglesa Chats para praticar a habildade oral: YouCams TinyChat Omegle Wespeke Autonomia no processo ensino-aprendizagem: o aluno Paiva (2006, p. 88): autonomia vai além de assumir responsabilidade pela própria aprendizagem e define autonomia “como um sistema sociocognitivo complexo, que se manifesta em diferentes graus de independência e controle sobre o próprio processo de aprendizagem, envolvendo capacidades, habilidades, atitudes, desejos, tomadas de decisão, escolhas e avaliação, tanto como aprendiz de língua ou como seu usuário, dentro ou fora da sala de aula”. Autonomia no processo ensino-aprendizagem Freire (1996): aprendente deve assumir o papel de sujeito de produção de sua inteligência, é o protagonista do processo ensino-aprendizagem e não receptor de conteúdos. Autonomia no processo ensino-aprendizagem: o professor Tomar decisões informadas. Ter consciência acerca do contexto, ou seja, saber quem são seus alunos, em que comunidade estão inseridos. Perceber de que maneira sua aula pode contribuir para transformação social e política desses alunos e dessa comunidade. Autonomia no processo ensino-aprendizagem: o professor Todos os aspectos discutidos estão relacionados à abordagem teórica que embasa a prática do professor. Autonomia no processo ensino-aprendizagem: o professor Pesquisa-ação Professor avalia sua própria prática Coleta de dados Gravação em áudio e vídeo das aulas Avaliação com os alunos do processo ensino-aprendizagem Pier debriefing Ajuda de um par mais experiente para analisar seus dados Avaliação Coerente com a abordagem de ensino-aprendizagem adotada. Cipriano Luckesi especialista em avaliação. https://www.youtube.com/watch?v=JqSRs9Hqgtc Artigo: http://www.moodle.ufba.br/mod/book/view.php?id=14654 Desmistificando algumas questões Na sala de aula de língua inglesa também se pode discutir questões relacionadas à cidadania e à educação de forma geral. Proporcionar momentos para que se discuta o momento sócio-histórico vivenciado. Trabalhar conjuntamente com outras disciplinas. Desmistificando algumas questões Discutir com os alunos a questão dos propósitos em se ensinar a língua inglesa. A questão da pronúncia. A importância de ser um cidadão crítico na sociedade. Interatividade Assinale a alternativa sobre o papel do professor que tem como embasamento de sua prática o letramento crítico. I. É o mediador do processo. II. Detém o poder e o saber na sala de aula. III. Tem por objetivo a formação do cidadão crítico. a) I. b) II. c) I e II. d) I e III. e) Todas estão corretas. Sites utilizados https://www.youtube.com/watch?v=dz4lMxhVTEI https://www.youtube.com/watch?v=JqSRs9Hqgtc http://www.moodle.ufba.br/mod/book/view.php?id=14654 ATÉ A PRÓXIMA! Slide Number 1 Objetivos gerais Objetivos específicos Conteúdo Pensamento reflexivo crítico�John Dewey (1933/1959, p. 13) Reflexão crítica Reflexão Para que a reflexão aconteça: Goodman (1984) O que é planejar? Análise diagnóstica O que é planejar? Análise diagnóstica O que é planejar? Análise do material didático O que é planejar? Análise do material didático Objetivos do planejamento�Haidt (2006) Objetivos do planejamento�Haidt (2006) Interatividade Resposta Professor como intelectual O professor de língua inglesa e o mundo globalizado Letramento crítico Letramento crítico: características Letramento crítico: papel do professor Letramento crítico: papel do professor Quatro habilidades do ensino de língua estrangeira: ler, escrever, ouvir e falar Compreensão oral: dicas Compreensão oral: dicas Produção oral Produção oral – feedback Produção oral – feedback �Lyster e Ranta (1991) Produção oral – feedback �Lyster e Ranta(1991) Interatividade Resposta Leitura: processo ativo Leitura: processo ativo Leitura instrumental Gêneros textuais Habilidade escrita Habilidade escrita Habilidade escrita Habilidade escrita Habilidade escrita Habilidade escrita Habilidade escrita: o processo na sala de aula Tecnologia de ensino de Língua Inglesa Tecnologia de ensino de Língua Inglesa �Interatividade� Resposta Tecnologia de ensino de Língua Inglesa Autonomia no processo ensino-aprendizagem: o aluno Autonomia no processo ensino-aprendizagem Autonomia no processo ensino-aprendizagem: �o professor Autonomia no processo ensino-aprendizagem: �o professor Autonomia no processo ensino-aprendizagem: �o professor Avaliação Desmistificando algumas questões Desmistificando algumas questões Interatividade Resposta Sites utilizados Slide Number 59